“Construção 4.0” é um processo que exige passo a passo

O processo de Lean Construction (construção enxuta, em livre tradução), que busca minimizar o desperdício e criar uma excelência operacional durante o processo de execução da obra, serve para separar o joio do trigo e mostrar se a empresa está pronta para etapas mais ousadas, como a adesão à “Construção 4.0”. Antes de pensar em impressão 3D, inteligência artificial, análise de Big Data, Internet das Coisas (IoT) e BIM (Building Information Modeling), a construtora precisa eliminar atividades que não agregam valor e criar uma sistematização dentro do canteiro de obras, em conjunto com os fornecedores. “Não adianta pensar na robótica se ainda houver processos ruins e arcaicos na construtora”, define Daniel Jardim, gerente para a indústria de construção civil e equipamentos da consultoria Porsche Consulting - ligada ao grupo Volkswagen e focada no desenvolvimento da “Construção 4.0”.
Daniel Jardim palestrou na M&T Expo 2018, e disse que o conceito de “Construção 4.0” se baseia na premissa de que as empresas de construção devem estar um passo à frente. “Mesmo sendo uma indústria tradicional, e com um negócio estabelecido, é necessário se adaptar e inovar para continuar no mercado. Isso significa que a Construção 4.0 se trata de um processo baseado em zero desperdício, em excelência operacional, que inclui tanto o homem quanto as máquinas e os materiais. Não adianta pensar em digitalizar, se ainda houver um processo ruim”, explica Daniel Jardim, assegurando que a adoção de métodos como a Lean Construction permite que a empresa entenda as etapas que devem ser automatizadas.
Brasil tem iniciativas importantes voltadas ao enxugamento de desperdícios em obras
O consultor destacou que no Brasil existem iniciativas importantes de construtoras que entenderam a necessidade de enxugar desperdícios para se aproximar da inovação. “Vemos uma aproximação cada vez maior dessas empresas com programas para inovação interna, conexão com núcleos universitários e startups”, avalia Jardim, ao dizer que essas construtoras se aproximam de uma tendência mundial. “No mundo, as principais construtoras já começam a incorporar uma grande variedade de novas tecnologias ao seu planejamento estratégico, como, por exemplo, sensores, realidade aumentada e realidade virtual, que ajudam os engenheiros a melhorarem o projeto”, completa.
Daniel Jardim enfatizou em sua palestra que a eficiência dos processos abre caminho para a implantação de conceitos 4.0 na cadeia produtiva da construção civil. "O uso de tecnologia disruptiva baseada em dados, incluindo inteligência artificial, IoT, Data Analytics e Cloud, pode revolucionar a gestão, agregando valor à obra”, diz Jardim, que finalizou sua exposição citando um case: “Atualmente, existem aplicativos que permitem, por exemplo, a gestão dos processos por QR Codes, que são impressos e distribuídos em locais específicos de execução na obra. Assim, há uma atualização online das etapas e a comunicação é feita em tempo real entre todos os envolvidos no projeto.”
Entrevistado
Reportagem com base na palestra de Daniel Jardim, gerente para a indústria de construção civil e equipamentos da consultoria Porsche Consulting, durante a 10ª edição da M&T Expo 2018
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Na era do “faça você mesmo”, conheça seu público
Qual o tipo de cliente que frequenta sua loja de material de construção? Saiba que há três tipos: o que constrói, e que busca comprar insumos como cimento, cal, areia, blocos de concreto, esquadrias, argamassas, telhas, materiais elétricos e hidráulicos, etc. Tem o que reforma, e que geralmente está atrás de soluções de acabamento, como metais, revestimentos cerâmicos, rejuntes, tintas, entre outros, e há também o que decora. Esse busca conveniências, como tapetes, utensílios domésticos e facilidades para o dia a dia.
Em todos esses grupos se enquadra também o adepto do “faça você mesmo”, segmento que cresce entre os consumidores de materiais de construção. Por isso, a loja precisa estar preparada para recebê-los. Segundo estudo do Sebrae, os lojistas de pequeno e médio porte têm que conhecer em quais nichos seu estabelecimento melhor se encaixa, a fim de priorizá-los. Variedade de marcas também é relevante. Mesmo a loja que atende apenas um tipo de cliente precisa apresentar opções. Motivo: existem pessoas que não têm boas experiências com certas marcas e resolvem mudar.
Por isso, apresentar alternativas ao cliente é importante para fidelizá-lo. É igualmente relevante criar atrativos, como descontos para produtos estratégicos, e pensar no público feminino, que pede lojas mais sofisticadas e com variedade de produtos. Neste caso, é bom ter boas parcerias com fornecedores. O lojista não pode apenas observar o preço, mas a credibilidade e a qualidade do produto, além de verificar se o fornecedor entrega no prazo. É necessário também ter um bom controle do estoque. Nunca a loja deve transmitir a aparência de que está vazia. Reponha as prateleiras diariamente.
Consumidor busca consultor que indique o melhor produto para suas necessidades
Na outra ponta, é relevante focar no atendimento. Na era do “faça você mesmo”, há muitos consumidores que não buscam vendedores, mas consultores. Por isso, é importante investir em treinamento. Atendentes que oferecem o produto certo para a necessidade do cliente criam um vínculo de confiança. “Em qualquer setor, mas, sobretudo, no de material de construção, especialização é decisiva para atrair e convencer o cliente a comprar”, define o conferencista Luiz Freitas.
Para o presidente da Anamaco, Cláudio Elias Conz, hoje quem entra numa loja para comprar material de construção se comporta da mesma forma como um consumidor que vai a um ponto de venda de eletroeletrônicos. “A busca por novidades é igual. A tecnologia, a variedade e o conforto fazem parte da decisão de compra da mesma forma”, afirma, completando que há um novo consumidor e que é preciso se adaptar a ele. “O cliente está cada vez mais exigente. Cada vez mais ele pesquisa, procura entender do produto, seja dentro da própria loja ou por meio da internet ou de seu smartphone”, analisa.
Entrevistado
Reportagem com base no guia “Dicas para Vender Mais”, da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco)
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Quais serão as profissões do futuro na construção civil?
Nos próximos 11 anos, a construção civil deverá agregar pelo menos cinco novas profissões na área de planejamento e no canteiro de obras. É o que aponta o 8º Mapa do Ensino Superior, divulgado pelo Semesp (Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior). A projeção vai de encontro ao que prevêem consultores de recursos humanos. Entre as profissões que devem ganhar espaço nas construtoras, empreiteiras e incorporadoras estão o de gestor de novos negócios em inteligência artificial, gestor de resíduos, especialista em impressão 3D de grande porte, engenheiro climático e técnico de manutenção de robôs.
São especializações às quais os engenheiros civis podem se encaixar. No caso do gestor de novos negócios em inteligência artificial, a função será desenvolver projetos que melhorem a área de suprimentos, de planejamento e de segurança no canteiro, a fim de mitigar o risco de atrasos no cronograma. Para a função, é preciso ter conhecimento de programação e de gestão de obras. Já o gestor de resíduos deve pensar em estratégias que dêem o direcionamento correto aos descartes do canteiro de obras, além de viabilizar o encaminhamento dos resíduos para a reciclagem, transformando-os em fonte de renda.
No caso do especialista em impressão 3D para obras de grande porte, a aposta é de que futuramente esse se torne um ramo da engenharia civil e da construção industrializada do concreto. A tecnologia tende a abraçar a construção de pontes, viadutos, túneis e ferrovias, além de estruturas para usinas eólicas, hidrelétricas e rodovias que usem pavimento rígido. É uma especialidade que, assim como a do gestor de inteligência artificial, tende a andar casada com a de técnico de manutenção de robôs. A previsão é de que as máquinas substituam a mão de obra em várias funções dentro do canteiro de obras, e será necessário alguém que as conserte quando precisarem de reparo ou manutenção.
Mais de dez áreas serão impactadas pela transformação em curso do mercado de trabalho
Outra nova profissão que deve se agregar à construção civil é a de engenheiro climático. Com conhecimento em meteorologia e microclimas, ele poderá influenciar em projetos arquitetônicos, orientando sobre os materiais que melhor cumpram desempenho térmico em determinada região. Além disso, poderá desenvolver relatórios que apontem a vulnerabilidade de certas áreas a desastres climáticos e suas consequências, como desmoronamentos, deslizamentos e enchentes. Isso fornecerá subsídios de prevenção ao projeto-executivo.
O estudo que consta do 8º Mapa do Ensino Superior abrange mais de uma dezena de áreas que devem ser impactadas por novas profissões: educação, humanidades e artes, ciências sociais, negócios e direito, ciências, matemática e computação, engenharia, produção e construção, agricultura e veterinária, saúde e bem-estar social, e serviços. O levantamento teve como base os dados fornecidos por relatórios de Big Data Analytics e analistas de recursos humanos.
Entrevistado
Reportagem com base em projeções do 8º Mapa do Ensino Superior, divulgado pelo Semesp (Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior)
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Compliance entra aos poucos na rotina da construção civil

No Brasil, práticas de compliance são relativamente novas dentro das empresas da cadeia produtiva da construção civil. Começaram a ser adotadas em 2015. Hoje, 73% das corporações do setor reconhecem a importância do compliance, mas poucas ainda aplicam. Segundo a terceira edição da pesquisa “Maturidade do Compliance no Brasil”, realizada pela consultoria KPMG, 80% das corporações nacionais ainda não possuem comitê de ética e compliance. Por outro lado, entre as empresas que decidiram praticar compliance, 83% têm o CEO à frente da gestão.
Para Emerson Melo, sócio da KPMG Brasil, e que coordenou a pesquisa, há ainda uma longa jornada para alcançar a excelência, mas existem esforços significativos, e que valem a pena para as empresas que já adotam tais práticas. “A função de compliance deve ser encarada como uma vantagem competitiva, pois fortalece a credibilidade e a confiança da empresa, além de estimular o comportamento e a conduta ética nos negócios. Também abre canais para investimentos, possibilitando que as organizações consigam taxas mais equilibradas de crédito e financiamento”, diz.
Já para as corporações que estudam ter um programa de compliance, Melo faz algumas recomendações, como a de que uma estrutura de governança, risco e compliance (GRC) deve ter autonomia e independência dentro da empresa. Outra medida é que haja um canal de denúncia independente, e que garanta confidencialidade, sigilo e proteção ao denunciante. “Essa última medida é bastante eficaz para a identificação mais ágil de potenciais desvios de conduta. Algumas empresas que adotaram esse tipo de ação conseguiram realizar ajustes mais rápidos de processos e controles internos e reduzir perdas”, conta.
Entre os executivos da construção, 47% ainda desconhecem programas de compliance
A pesquisa realizada pela KPMG Brasil ocorreu entre 2017 e 2018, com 50 empresas localizadas nas cinco regiões do país. Na opinião de Melo, entre as que possuem programa de compliance, as mais evoluídas estão no nível 2 e ainda distantes do nível 3, que seria o ideal em termos de governança corporativa. Para Emerson Melo, muito tem que ser feito ainda. “No setor da construção civil, 47% dos executivos das empresas ainda desconhecem programas de compliance. Já entre os que sabem do que se trata, 65% reconhecem que a governança corporativa e o compliance são essenciais dentro de uma companhia”, observa.
Na opinião do sócio da KPMG Brasil, as empresas devem iniciar essa transformação, independentemente do ambiente externo, tornando-se protagonistas deste movimento. “As companhias que começam o programa de compliance tornam-se mais competitividades em relação às empresas que ainda não implantaram essas práticas. Além disso, a repercussão de casos de corrupção, que levaram empresas conceituadíssimas a crises agudas, acelerou ainda mais a necessidade de aprimorar e transformar os modelos de governança e a conduta ética nos negócios e sociedade”, acrescenta.
Veja a íntegra da pesquisa Maturidade do Compliance no Brasil. Clique aqui.
Entrevistado
Reportagem com base na palestra do economista Emerson Melo, sócio-líder da prática de compliance da KPMG no Brasil, durante a 10ª edição da M&T Expo 2018
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Enfim, prédios públicos acordam para a sustentabilidade

O projeto Cidades Eficientes do CBCS (Conselho Brasileiro de Construção Sustentável) selecionou três municípios para um projeto-piloto que busca tornar prédios públicos mais sustentáveis. Jaboatão dos Guararapes-PE, Sorocaba-SP e Florianópolis-SC fazem parte da iniciativa, que tem dois eixos principais: eficiência energética e uso racional de água. Além de alavancar a adoção de premissas de sustentabilidade no setor público, o CBCS espera levar as experiências testadas no projeto-piloto para outras cidades com população entre 200 mil e 2 milhões de habitantes.
Após 130 municípios terem se inscrito para participar do processo de seleção, 20 cidades foram pré-selecionadas. Destas, apenas três cumpriram os requisitos do programa. Segundo a arquiteta Maria Andrea Triana e o engenheiro Edward Borgstein, coordenadores da equipe técnica do projeto Cidades Eficientes do CBCS, metade das prefeituras inscritas revelou não ter controle sobre informações primordiais, como quanto consomem de energia e de água nos prédios públicos. “Isso mostra uma situação de alerta, já que se trata de uma informação primordial para a elaboração de qualquer análise e posterior planejamento mais criterioso visando eficiência enérgica e uso racional de água nas cidades”, explicam.
Estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) revela que somente nos prédios públicos federais o desperdício passa de 30 bilhões de reais por ano. Se somar os dados dos poderes públicos municipais e estaduais, o valor pode passar de 100 bilhões. Ainda de acordo com o levantamento do Ipea, os gastos com energia elétrica e água nas edificações federais de Brasília-DF tiveram aumento anual de 11,9% entre 2001 e 2015, partindo de R$ 7,1 bilhões em 2001 para R$ 30,5 bilhões em 2015 - ano em que o acompanhamento foi interrompido. Segundo a Secretaria de Orçamento Federal, ligada ao Ministério do Planejamento, o gasto total com energia nos prédios públicos federais em todo o país chegou a 12 TWh por ano, o que representa 2,8% de tudo o que é consumido anualmente no Brasil.
Alguns prédios públicos precisariam de retrofit para se tornarem edificações sustentáveis
O Procel (Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica) estima que cada prédio público das três esferas de poder (federal, estadual e municipal) tem potencial de economizar pelo menos 20% do que é consumido atualmente. Para que a meta fosse atingida, seria necessário contar com a colaboração dos servidores e trabalhadores terceirizados, além de alterações nas estruturas elétricas e hidráulicas dos prédios, assim como a troca de aparelhos de ar-condicionado e uso de lâmpadas de LED. A fim de encaminhar essas mudanças, em 2012 foi criado o Projeto Esplanada Sustentável (PES), cujo objetivo é incentivar organismos públicos federais - principalmente os localizados em Brasília-DF - a adotar um modelo de gestão organizacional e de processos estruturados na implantação de ações voltadas ao uso racional de recursos naturais. Até o momento, apenas o Ipea adotou tais práticas.
Saiba mais sobre o projeto Cidades Eficientes do CBCS. Clique aqui.
Entrevistado
Reportagem com base no projeto Cidades Eficientes do CBCS e no estudo “Eficiência contra o desperdício na administração pública”, do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) (via assessoria de imprensa)
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cidadeseficientes@cbcs.org.br
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Alto preço do asfalto faz pavimento intertravado crescer

Em média, o preço do asfalto no Brasil teve alta superior a 60% no acumulado de 2018. Houve estados em que a tonelada variou 72% em 12 meses, como é o caso do Ceará. Isso inviabiliza o uso do material para a pavimentação urbana e estimula o pavimento intertravado de concreto em ruas, avenidas, praças, ciclovias e estacionamentos. Outro fator que favorece a utilização de elementos pré-fabricados é a questão ambiental. Além da menor emissão de CO2, em comparação com o asfalto, a permeabilidade do material possibilita maior rapidez no escoamento da água da chuva para o solo.
Mais um ponto favorável está relacionado à reflexão da luz do pavimento intertravado, o que permite que as prefeituras economizem recursos com a iluminação pública. Também há vantagem quando o espaço público precisa passar por manutenção ou por alguma intervenção que exija a instalação de tubulações de água, gás ou energia elétrica. Os blocos podem ser removidos e reinstalados sem a necessidade de quebra do piso, o que evita a geração de resíduos sólidos e economiza insumos para sua recomposição. Além disso, o piso intertravado é o único que permite liberar imediatamente o tráfego de veículos e pedestres, depois de instalado ou reinstalado.
A evolução tecnológica na fabricação de blocos para a pavimentação intertravada de concreto é outro estímulo ao uso do material. “Atualmente, esse tipo de pavimento oferece peças de resistências adequadas ao tráfego leve de veículos e pessoas (35 MPa) e também peças de maior resistência (50 MPa), que permitem suportar cargas de algumas toneladas, como as exigidas pelo empilhamento de contêineres carregados em terminais marítimos e logísticos”, destaca o arquiteto Carlos Alberto Tauil, consultor-técnico da BlocoBrasil. O especialista lembra que, nos Estados Unidos e na Europa, portos e aeroportos já priorizam o pavimento intertravado, e que isso já começa a ser predominante também no Brasil.
ABCP e BlocoBrasil atuam em mutirões para pavimentar vias em bairros com pouca infraestrutura
Estimular a substituição do asfalto tradicional pelo “asfalto ecológico” tem sido a missão da BlocoBrasil e da ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland). Os organismos buscam parcerias com o poder público para pavimentar ruas em bairros com pouca infraestrutura. Um exemplo é o que acontece em Sorocaba-SP, onde a ABCP ministrou cursos gratuitos e prestou assistência técnica para que os próprios moradores trabalhassem na pavimentação de vias secundárias. “O projeto criado pela prefeitura de Sorocaba tem o espírito de, em conjunto com a população, executar a pavimentação. Para nós, da ABCP, o maior desafio foi preparar pessoas que nunca tiveram acesso ao sistema construtivo para que executassem as obras. Conseguimos transformar essas pessoas em ótimos executores e também realizar obras de muita qualidade”, avalia Ricardo Moschetti, gerente da regional São Paulo da ABCP.
Veja as vantagens do pavimento intertravado de concreto. Clique aqui.
Fonte: BlocoBrasil
Entrevistado
BlocoBrasil e da ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland) (via assessoria de imprensa)
Contato: blocobrasil@blocobrasil.com.br
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Abcic anuncia obras do ano em construção industrializada

A Associação Brasileira da Construção Industrializada de Concreto (Abcic) anunciou os vencedores do Prêmio Obra do Ano em Pré-Fabricados de Concreto, edição 2018. Neste ano, foram escolhidos empreendimentos em três categorias: edificações, infraestrutura e pequenas obras. Em edificações, a obra vencedora foi o campus da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), em Porto Alegre-RS. Na categoria infraestrutura, o prêmio ficou com o terminal aeroportuário de Vitória-ES. Já na categoria pequenas obras, o vencedor foi o prédio EMG da Energisa, situado em Cataguases-MG.
A solenidade de premiação ocorreu no dia 29 de novembro de 2018, em São Paulo-SP. “A decisão de dividir a premiação em categorias se mostrou acertada, uma vez que recebemos a inscrição de obras de diversos segmentos, evidenciando a versatilidade, a abrangência nacional e a importância do sistema construtivo para o setor”, afirma Íria Doniak, presidente-executiva da Abcic. A premiação também tem o apoio da ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland), da ABECE (Associação Brasileira de Engenharia e Consultoria Estrutural, do IBRACON (Instituto Brasileiro do Concreto) e da Sobratema (Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração).

Categoria edificações
Com 60,8 mil m², o campus de Porto Alegre-RS da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) ganhou na categoria edificações por que o projeto é composto por quatro setores, sendo duas unidades construídas com estruturas pré-fabricadas de concreto, a fim de que o cronograma da obra pudesse ser cumprido. O processo de projeto e licitação demorou um ano a mais que o esperado e o prazo final de entrega de obra não poderia ser alterado, pois já existia programação para início das aulas no novo campus. O projeto arquitetônico ficou a cargo dos arquitetos André Detanico, Tarso Carneiro e Maurício Ceolin (AT Arquitetura).
Categoria infraestrutura
Já o terminal aeroportuário de Vitória-ES, vencedor na categoria infraestrutura, tem as seguintes assinaturas: projeto estrutural de Eduardo Dell’Avanzi e José Soto Quevedo e projeto arquitetônico de Ricardo Rodrigues e Thereza C.N.M. Ferreira. A construtora que iniciou a obra estava produzindo as peças moldadas in loco. No entanto, houve o embargo pelo Tribunal de Contas da União. Uma nova empresa assumiu o projeto e optou por elementos pré-fabricados, o que facilitou a execução e possibilitou o atendimento do prazo solicitado pela Infraero.
Categoria pequenas obras

Já na categoria pequenas obras, o vencedor foi o prédio EMG da Energisa, em Cataguases-MG. O edifício tem multipavimentos, com superestrutura pré-fabricada de concreto armado e protendido, composta de pilares circulares segmentados, vigas e lajes alveolares. Inaugurado em comemoração aos 113 anos da empresa, recebeu investimentos da ordem de R$ 40 milhões. O prédio se transformou em um novo marco no distrito industrial da cidade por incorporar diversos conceitos modernos de sustentabilidade e tecnologia. Quem assina é o renomado escritório internacional de arquitetura Davis Brody Bond, com sede em Nova York e filial em São Paulo. Já o projeto estrutural ficou a cargo do engenheiro Rogério Cierro.
Entrevistado
Reportagem com base na apresentação das obras premiadas pela Abcic (Associação Brasileira da Construção Industrializada de Concreto)
Contato: abcic@abcic.org.br
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Construtoras estancam desemprego e planejam contratar

Números apresentados pelo SindusCon-PR revelam que as construtoras trocaram o verbo demitir pelo contratar. Em sondagem feita com 200 empresas filiadas ao sindicato, 53% apontaram que pretendem manter seu atual quadro de funcionários, com possibilidade de contratação em 2019, e 40% afirmaram que estão convictas de que vão precisar abrir novas vagas no ano que vem. "Esta é uma informação muito positiva, e significa que os empresários estão realmente pensando em investir e, para isso, precisarão contar com mais trabalhadores", destaca Marcos Kahtalian, vice-presidente de banco de dados do SindusCon-PR.
A sondagem revela também que a intenção dos empresários que desejam contratar é de ampliar o quadro funcional em até 11%. A projeção permite estimar que, em 2019, poderão ser gerados de 5 mil a 6 mil novos postos de trabalho na construção civil de Curitiba e região metropolitana. Para Marcos Kahtalian, significa uma nova realidade para o setor a partir do ano que vem. "No Brasil, a construção civil perdeu mais de um milhão de empregos diretos no período da crise. Agora, está começando uma fase de recuperação. Só este ano já foram criadas quase 3 mil vagas (2.841 vagas) de janeiro a outubro, em Curitiba e região metropolitana", informa o consultor do SindusCon-PR.
Entre as empresas entrevistadas, 47% são de pequeno porte, 32% de médio porte e 21% de grande porte. Boa parte (80%) atua na área de prestação de serviço, 11% com obras públicas e 9% são incorporadoras. O levantamento apontou que as incorporadoras e as empresas que atuam com obras públicas são as que mais pretendem contratar novos colaboradores no ano que vem. Outro dado relevante apresentado na sondagem é que 59% das empresas têm intenção de aumentar o nível de atividade no próximo ano. "São percentuais que mostram o ânimo dos empresários para o investimento. Muitos estavam com seus projetos engavetados e agora estão retomando seus lançamentos, voltando a gerar emprego", explica Marcos Kahtalian.
Em Curitiba e região metropolitana, produção imobiliária será maior em 2019
A expectativa do SindusCon-PR é de que o mercado Imobiliário reaqueça em 2019, principalmente em Curitiba e região metropolitana. O ano de 2018 deve fechar com aproximadamente 13 mil unidades liberadas para construção, o que representa um aumento de 33% em relação ao ano passado (9.744). "Este dado nos ajuda a olhar para o futuro. Significa que teremos uma produção imobiliária maior em 2019", prevê Kahtalian. O vice-presidente de banco de dados do sindicato revela ainda que a necessidade das construtoras de voltar a empreender é grande, pois o estoque de imóveis está baixo na capital paranaense. “O estoque de imóveis novos está muito baixo, com menos de 7 mil unidades verticais, das quais apenas 2.500 foram lançadas em 2018. Desse total de 7 mil, apenas 50% (3.500) estão efetivamente prontas para morar”, destaca.
Tradicionalmente, Curitiba vende todo ano aproximadamente 4 mil imóveis novos, ou seja, se os números se repetirem, a capital paranaense pode entrar 2019 sem oferta de imóveis novos prontos para morar. Além disso, existe a pressão da demanda e do ciclo demográfico. "Curitiba tem cerca de 2 milhões de habitantes, 700 mil famílias e faz todo ano 11 mil casamentos, além de 3.500 separações oficiais. Quer dizer, são pessoas e famílias que buscarão imóveis para morar", finaliza Marcos Kahtalian.
Acompanhe o estudo completo realizado pelo SindusCon-PR. Clique aqui.
Entrevistado
Reportagem com base na entrevista coletiva concedida por Marcos Kahtalian, vice-presidente de banco de dados do SindusCon-PR
Contato: imprensa@sindusconpr.com.br
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Prioridade é recuperar investimento em infraestrutura

Entre 2015 e 2017, os recursos destinados para obras de infraestrutura no Brasil caíram 20,8%, se comparado com o ciclo 2007 e 2014. Passaram de R$ 101,7 bilhões anuais para R$ 80,5 bilhões. Os dados são de um grupo de consultorias econômicas que acompanham o mercado da construção pesada - entre elas, Ex Ante Consultoria Econômica, Inter B Consultoria e KPMG. Essas empresas também são unânimes em suas análises futuras sobre o país: recuperar a infraestrutura, resgatar as obras paralisadas e investir em novos projetos deve estar entre as prioridades dos próximos 4 anos.
As empresas que avaliam os números da construção pesada mostraram na M&T Expo 2018 que, até 2014, o Brasil investia o equivalente a 2,31% do Produto Interno Bruto (PIB) em obras de infraestrutura. Em 2017, esse volume caiu para 1,69% do PIB. O percentual é muito baixo se comparado a outros países que fazem parte dos BRICS, como a China e a Índia, que, atualmente, investem entre 7% e 5% do PIB em grandes obras. Em sua palestra, o representante da KPMG, Emerson Melo, afirmou que a infraestrutura é um segmento significativamente importante para o Brasil, principalmente em um momento de retomada de investimentos.
No mesmo evento, Renan Facchinatto, advogado e gestor jurídico do escritório Dal Pozzo Advogados, afirmou que as Parcerias Público-Privadas (PPPs) podem ser uma saída para viabilizar inúmeros projetos em áreas que exigem investimentos e administração. “Essa modalidade de investimentos é uma das soluções que os governos estão utilizando para deslanchar as áreas de saneamento, iluminação pública, rodovias, entre outras obras”, disse.
Resolução dos gargalos pode gerar investimento de 180 bilhões de reais em obras
De acordo com o palestrante, uma área promissora para receber investimentos de PPPs é a de saneamento básico, que já conta com 200 contratos. Segundo dados da Radar Projetos, atualmente o Brasil possui 1.400 contratos de Parcerias Público-Privadas - boa parte firmados entre prefeituras e a iniciativa privada. “Várias cidades brasileiras já estão usufruindo os benefícios das PPPs na área de iluminação pública. Tenho um cliente que já opera a área de iluminação em uma cidade de 15 mil habitantes e que está muito satisfeito com o negócio”, revelou Renan Facchinatto.
O problema, segundo o advogado, é que o Brasil ainda conta com uma jurisdição intrincada em termos de financiamento de obras de infraestrutura. Por isso, dentro do governo de transição existe um grupo de trabalho voltado para a infraestrutura, e que vai elaborar seu projeto a partir do estudo apresentado pelo professor-titular do departamento de Economia da UnB, Paulo César Coutinho. Os apontamentos mostram que o Brasil poderia alavancar 180 bilhões de reais em investimentos já em 2019. Isso se os gargalos fossem resolvidos, cujos principais são: novos marcos regulatórios para concessões, privatizações e parcerias público-privadas, concessões descontinuadas, definição de um cronograma de licitações, desenvolvimento e aceleração de projetos.
Entrevistado
Reportagem com base nas palestras concedidas na Arena de Conteúdo, durante a 10ª edição da M&T Expo 2018
Contato: info@mtexpo.com.br
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Varejo é o maior comprador da indústria da construção
A edição 2018 do Perfil da Cadeia Produtiva da Construção e da Indústria de Materiais, divulgado anualmente pela ABRAMAT (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção), revela que o varejo é o grande comprador de materiais de construção no Brasil. O segmento consome 36,8% de tudo o que é produzido em termos de insumos, com o cimento encabeçando a lista, e de acabamento. Boa parte deste comércio é responsável por manter o PIB da construção civil positivo em 2018.
De acordo com os dados mais recentes da ABRAMAT, divulgados dia 12 de dezembro de 2018, os números aferidos pela associação apontam que a venda de materiais de construção deve fechar 2018 com crescimento variando entre 1,7% e 2,1%. O percentual depende dos resultados do mês de dezembro. “Confirmada tal projeção, 2018 ficará marcado como um ano de recuperação para a indústria de materiais de construção, criando as bases para um crescimento maior em 2019”, comenta Rodrigo Navarro, presidente da ABRAMAT.
No varejo, os materiais de base (cimento, cal, areia, brita, telhas, tijolos, madeiras, etc.) registraram alta de 4,9% no mês de novembro de 2018, em relação ao mesmo mês de 2017. Já os materiais de acabamento indicaram aumento de 5,2%. Porém, há números mais otimistas. O Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (Ibevar) vê que em alguns segmentos o crescimento em 2018 pode chegar a 7%. O apontamento está relacionado principalmente aos materiais mais usados em reformas.
Para o diretor-executivo do Ibevar, Nuno Fouto, a cohabitação e a “venda formiguinha” - aquela que abastece pequenas obras e reformas - impulsionaram o varejo da construção civil. “Isso possibilita o desenvolvimento do segmento, pois como as pessoas optam por não trocar de imóvel, em decorrência da insegurança na economia, elas priorizam a manutenção da residência pela reforma ou até pela construção no próprio terreno para abrigar aquele filho que casou, mas não tem renda para pagar aluguel ou comprar a casa própria”, comenta.
Dados da ABRAMAT confirmam projeções realizadas no começo de 2018
No começo do ano, estudo do banco Santander sobre as perspectivas da cadeia produtiva da construção civil para 2018 já mostrava que a “venda formiguinha” iria liderar e impulsionar o varejo. “A produção industrial do setor se recupera pela venda de materiais de construção para reforma e reparos e, em menor magnitude, os lançamentos imobiliários”, dizia o estudo, confirmado pela Anamaco. “As mais de 64 milhões de moradias existentes no Brasil se deterioram pela ação da chuva e do tempo, gerando uma demanda natural por material de construção. Fora isso, o número de casamentos, de nascimentos e de divórcios impacta diretamente o setor de reformas”, completa o presidente da associação, Cláudio Conz.
O Perfil da Cadeia Produtiva da Construção e da Indústria de Materiais trouxe ainda outros dados relevantes do setor na economia brasileira. Entre eles:
- Participação da cadeia da construção no PIB brasileiro é de 8,6%
- Participação da indústria de materiais no PIB da cadeia da construção é de 11,4%
- Vendas totais da indústria somaram R$ 167,3 bilhões até o período pesquisado (ano 2017)
- Arrecadação tributária (federal, estadual e municipal) soma R$ 33.4 bilhões até o período pesquisado (ano 2017)
- Empregos diretos formais gerados chegam a 681 mil até o período pesquisado (ano 2017)
Confira resumo do Perfil da Cadeia Produtiva da Construção e da Indústria de Materiais, divulgado pela ABRAMAT. Clique aqui.
Entrevistado
Reportagem com base em estudo divulgado pela ABRAMAT (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção) (via assessoria de imprensa)
Contato: abramat@abramat.org.br
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330






