FEICON 2026: construção industrializada e sustentabilidade pautam o setor

Evento apresentou soluções práticas diante da escassez de mão de obra e da transição energética

Realizada entre 07 e 10 de abril em São Paulo (SP), a Feira Internacional da Construção Civil 2026 (FEICON) é um dos principais eventos voltado aos mercados de construção civil e arquitetura na América Latina. Esta edição, reuniu representantes da indústria, do varejo, distribuidores e profissionais do setor em torno de oportunidades concretas de conexão e geração de negócios.

“A feira reúne, no mesmo ambiente, os diferentes elos do setor em um momento em que decisões precisam ser tomadas com base em dados, diálogo e visão de longo prazo. Quando indústria e varejo se encontram presencialmente, com foco em negócios, relacionamento e leitura de mercado, criam-se condições concretas para transformar posicionamento em resultado e preparar o segmento para um novo ciclo de crescimento”, afirma Ivan Romão, diretor da FEICON.

Confira alguns destaques da feira:

Sustentabilidade

A FEICON reafirmou seu papel como vitrine de sustentabilidade e adaptação climática, apresentando soluções que unem eficiência operacional à economia circular.

FEICON apresentou soluções que unem eficiência operacional à economia circular.
Crédito: FEICON/Divulgação

Entre os destaques da programação, esteve a adaptação do setor às demandas de sustentabilidade, transição energética e resiliência climática. Um exemplo é da Selecta Soluções, que inovou seu processo de fabricação de blocos ao adotar uma matriz energética sustentável. A empresa utiliza biomassa e combustível derivado de móveis descartados (como sofás e guarda-roupas) para alimentar seus fornos. Outro destaque foi a Tigre (TAE) que lançou a UNIFAM, uma estação individual que trata até 800 litros de esgoto por dia. A solução elimina odores, reduz o lodo e garante o descarte ecológico da água.

Além disso, durante o evento, foi realizada uma edição da Rota da Sustentabilidade, iniciativa que destaca produtos com impacto comprovado nos pilares ambiental, social e de governança (ESG). A proposta é aproximar soluções já disponíveis no mercado das demandas por eficiência e responsabilidade ao longo da cadeia construtiva.

“A Rota da Sustentabilidade transforma critérios ambientais, sociais e de governança em parâmetros concretos para o setor. Ao reunir soluções avaliadas tecnicamente e dar visibilidade a esses avanços, a FEICON contribui para que a sustentabilidade também se torne um critério de negócio na construção civil”, destaca Romão.

Dentre as soluções apresentadas, estão:

Bostik – Super Fort 3+ Argamassa de alta performance aplicada em camada única, reduzindo etapas e desperdícios na obra. Oferece maior rendimento e utiliza embalagem com pelo menos 70% de plástico reciclado, fortalecendo práticas de economia circular.

Metro Modular – Formas modulares para concreto Sistema industrializado de formas reutilizáveis, feito em materiais plásticos e metálicos. Aumenta produtividade, diminui perdas no canteiro e é totalmente reciclável ao fim da vida útil.

Espaço Smart – Aço XCarb (Green Steel) Aço produzido com emissões significativamente menores, usando fontes limpas e processos de descarbonização. Atende à demanda por estruturas com menor impacto ambiental ao longo do ciclo de vida.

Force Line – Extensão elétrica Extensão fabricada com 64% de latão reciclado, reduzindo a extração de matéria-prima virgem e incentivando o reaproveitamento de metais.

Inovação

O evento também se consolida como um espaço para a apresentação de inovações tecnológicas, novos produtos e as principais tendências que devem direcionar o mercado.

“A FEICON é onde o setor se encontra para conhecer as inovações que vão moldar o futuro da construção. É uma vitrine que conecta demanda e oferta, tecnologia e aplicação prática”, afirma Romão.

Na edição de 2026, o Selo Inovação Varejo destacou soluções que unem design estratégico e sustentabilidade. Entre os exemplos estão o tapume ecológico da Onduline, produzido com fibras vegetais reutilizáveis e isolantes, e a cadeira da Tramontina, fabricada com plástico rastreável retirado do litoral brasileiro, em parceria com ONGs.

Industrialização

Em um momento em que a construção civil enfrenta escassez de mão de obra, a Arena ABRAMAT debateu a construção industrializada como alternativa tanto para esse desafio quanto para o déficit habitacional brasileiro. O professor Paulo Eduardo Fonseca, da Faculdade de Arquitetura, Urbanismo e Design da USP (Universidade de São Paulo), destacou o lançamento de um programa nacional de capacitação a distância, parte do projeto Construa Brasil, que visa integrar academia e setor produtivo para acelerar a adoção de métodos construtivos industrializados em obras de infraestrutura e habitação, garantindo maior controle de custos, qualidade e eficiência operacional.

“A lógica industrializada precisa avançar não apenas na habitação, mas também em hospitais, escolas, equipamentos sociais e infraestrutura pesada, como pontes, viadutos e obras viárias. É preciso difundir mais, fazer maior uso, para, só assim, conseguirmos superar os desafios que a gente tem no setor”, destacou Fonseca.

Ainda dentro deste tema, Daniela Ferrari, diretora de Relações Institucionais da Tenda, afirmou que a construção industrializada tende a ganhar força diante da escassez de mão de obra qualificada e da necessidade de processos mais ágeis e econômicos. Segundo a executiva, essa mudança é impulsionada pela demanda por práticas sustentáveis e pelo uso de insumos com menor pegada de carbono.

Inteligência artificial

O painel “Como a IA está redefinindo as organizações e o futuro profissional”, da Feiconference, debateu os impactos da Inteligência Artificial na construção civil, destacando o equilíbrio entre ganhos de agilidade e os riscos técnicos envolvidos. Especialistas como André Bina Possato, head de Data e AI no Quinto Andar, e Cristiano Gregorius, diretor da Sienge, enfatizaram o aumento da produtividade, citando desde a facilidade em criar protótipos de baixo custo até a automação de 60% dos atendimentos ao cliente. No entanto, o sucesso dessa implementação exige vencer barreiras culturais e adoção de estratégias de integração que envolvam toda a organização, garantindo que a tecnologia atue como suporte e não um gargalo.

Por outro lado, o setor enfrenta o desafio da precisão absoluta, já que falhas digitais na engenharia podem resultar em erros físicos fatais. Luiz Henrique Ferreira, curador da Feiconference, e Flávio Maranhão, engenheiro da Intelicity, alertaram que, embora a IA otimize tarefas administrativas, sua aplicação em projetos estruturais é complexa devido à rigidez normativa e ao alto custo de possíveis erros. Diferente de outras indústrias que permitem a lógica de “tentativa e erro”, a construção civil exige um planejamento rigoroso e validação contínua, de modo agarantir que a adoção de novas tecnologias não comprometa a segurança e a responsabilidade técnica das obras.

Fonte

Ivan Romão é diretor da FEICON.

Paulo Eduardo Fonseca é professor da Faculdade de Arquitetura, Urbanismo e Design da USP (Universidade de São Paulo).

Daniela Ferrari é diretora de Relações Institucionais da Tenda.

André Bina Possato é head de Data e AI no Quinto Andar.

Cristiano Gregorius é diretor da Sienge.

Luiz Henrique Ferreira é curador da Feiconference.

Flávio Maranhão é engenheiro da Intelicity.

Contato

Assessoria de imprensa FEICON –  gabriela@phideias.com.br 

Jornalista responsável: 

Marina Pastore – DRT 48378/SP 

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