Brasilia

Enfim, prédios públicos acordam para a sustentabilidade

Brasilia
Esplanada dos Ministérios, em Brasília-DF: desperdício de energia foi crescente entre 2001 e 2015. Crédito: Ivo Lima/Ministério do Esporte

O projeto Cidades Eficientes do CBCS (Conselho Brasileiro de Construção Sustentável) selecionou três municípios para um projeto-piloto que busca tornar prédios públicos mais sustentáveis. Jaboatão dos Guararapes-PE, Sorocaba-SP e Florianópolis-SC fazem parte da iniciativa, que tem dois eixos principais: eficiência energética e uso racional de água. Além de alavancar a adoção de premissas de sustentabilidade no setor público, o CBCS espera levar as experiências testadas no projeto-piloto para outras cidades com população entre 200 mil e 2 milhões de habitantes.

Após 130 municípios terem se inscrito para participar do processo de seleção, 20 cidades foram pré-selecionadas. Destas, apenas três cumpriram os requisitos do programa. Segundo a arquiteta Maria Andrea Triana e o engenheiro Edward Borgstein, coordenadores da equipe técnica do projeto Cidades Eficientes do CBCS, metade das prefeituras inscritas revelou não ter controle sobre informações primordiais, como quanto consomem de energia e de água nos prédios públicos. “Isso mostra uma situação de alerta, já que se trata de uma informação primordial para a elaboração de qualquer análise e posterior planejamento mais criterioso visando eficiência enérgica e uso racional de água nas cidades”, explicam.

Estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) revela que somente nos prédios públicos federais o desperdício passa de 30 bilhões de reais por ano. Se somar os dados dos poderes públicos municipais e estaduais, o valor pode passar de 100 bilhões. Ainda de acordo com o levantamento do Ipea, os gastos com energia elétrica e água nas edificações federais de Brasília-DF tiveram aumento anual de 11,9% entre 2001 e 2015, partindo de R$ 7,1 bilhões em 2001 para R$ 30,5 bilhões em 2015 - ano em que o acompanhamento foi interrompido. Segundo a Secretaria de Orçamento Federal, ligada ao Ministério do Planejamento, o gasto total com energia nos prédios públicos federais em todo o país chegou a 12 TWh por ano, o que representa 2,8% de tudo o que é consumido anualmente no Brasil.

Alguns prédios públicos precisariam de retrofit para se tornarem edificações sustentáveis

O Procel (Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica) estima que cada prédio público das três esferas de poder (federal, estadual e municipal) tem potencial de economizar pelo menos 20% do que é consumido atualmente. Para que a meta fosse atingida, seria necessário contar com a colaboração dos servidores e trabalhadores terceirizados, além de alterações nas estruturas elétricas e hidráulicas dos prédios, assim como a troca de aparelhos de ar-condicionado e uso de lâmpadas de LED. A fim de encaminhar essas mudanças, em 2012 foi criado o Projeto Esplanada Sustentável (PES), cujo objetivo é incentivar organismos públicos federais - principalmente os localizados em Brasília-DF - a adotar um modelo de gestão organizacional e de processos estruturados na implantação de ações voltadas ao uso racional de recursos naturais. Até o momento, apenas o Ipea adotou tais práticas.

Saiba mais sobre o projeto Cidades Eficientes do CBCS. Clique aqui.

Entrevistado
Reportagem com base no projeto Cidades Eficientes do CBCS e no estudo “Eficiência contra o desperdício na administração pública”, do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada)
(via assessoria de imprensa)

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cidadeseficientes@cbcs.org.br
desafios@ipea.gov.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Alto preço do asfalto faz pavimento intertravado crescer

Pavimento intertravado
Em Sorocaba-SP, parceria entre a prefeitura, a ABCP e a BlocoBrasil permite que os próprios moradores pavimentem as ruas com blocos intertravados de concreto. Crédito: Fernando Abreu/Agência Sorocaba de Notícias

Em média, o preço do asfalto no Brasil teve alta superior a 60% no acumulado de 2018. Houve estados em que a tonelada variou 72% em 12 meses, como é o caso do Ceará. Isso inviabiliza o uso do material para a pavimentação urbana e estimula o pavimento intertravado de concreto em ruas, avenidas, praças, ciclovias e estacionamentos. Outro fator que favorece a utilização de elementos pré-fabricados é a questão ambiental. Além da menor emissão de CO2, em comparação com o asfalto, a permeabilidade do material possibilita maior rapidez no escoamento da água da chuva para o solo.

Mais um ponto favorável está relacionado à reflexão da luz do pavimento intertravado, o que permite que as prefeituras economizem recursos com a iluminação pública. Também há vantagem quando o espaço público precisa passar por manutenção ou por alguma intervenção que exija a instalação de tubulações de água, gás ou energia elétrica. Os blocos podem ser removidos e reinstalados sem a necessidade de quebra do piso, o que evita a geração de resíduos sólidos e economiza insumos para sua recomposição. Além disso, o piso intertravado é o único que permite liberar imediatamente o tráfego de veículos e pedestres, depois de instalado ou reinstalado.

A evolução tecnológica na fabricação de blocos para a pavimentação intertravada de concreto é outro estímulo ao uso do material. “Atualmente, esse tipo de pavimento oferece peças de resistências adequadas ao tráfego leve de veículos e pessoas (35 MPa) e também peças de maior resistência (50 MPa), que permitem suportar cargas de algumas toneladas, como as exigidas pelo empilhamento de contêineres carregados em terminais marítimos e logísticos”, destaca  o arquiteto Carlos Alberto Tauil, consultor-técnico da BlocoBrasil. O especialista lembra que, nos Estados Unidos e na Europa, portos e aeroportos já priorizam o pavimento intertravado, e que isso já começa a ser predominante também no Brasil.

ABCP e BlocoBrasil atuam em mutirões para pavimentar vias em bairros com pouca infraestrutura

Estimular a substituição do asfalto tradicional pelo “asfalto ecológico” tem sido a missão da BlocoBrasil e da ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland). Os organismos buscam parcerias com o poder público para pavimentar ruas em bairros com pouca infraestrutura. Um exemplo é o que acontece em Sorocaba-SP, onde a ABCP ministrou cursos gratuitos e prestou assistência técnica para que os próprios moradores trabalhassem na pavimentação de vias secundárias. “O projeto criado pela prefeitura de Sorocaba tem o espírito de, em conjunto com a população, executar a pavimentação. Para nós, da ABCP, o maior desafio foi preparar pessoas que nunca tiveram acesso ao sistema construtivo para que executassem as obras. Conseguimos transformar essas pessoas em ótimos executores e também realizar obras de muita qualidade”, avalia Ricardo Moschetti, gerente da regional São Paulo da ABCP.

Veja as vantagens do pavimento intertravado de concreto. Clique aqui.
Fonte: BlocoBrasil

Entrevistado
BlocoBrasil e da ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland)
(via assessoria de imprensa)

Contato: blocobrasil@blocobrasil.com.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Unisinos

Abcic anuncia obras do ano em construção industrializada

Unisinos
Campus da Unisinos de Porto Alegre-RS: construção industrializada foi decisiva para cumprimento do cronograma. Crédito: Abcic

A Associação Brasileira da Construção Industrializada de Concreto (Abcic) anunciou os vencedores do Prêmio Obra do Ano em Pré-Fabricados de Concreto, edição 2018. Neste ano, foram escolhidos empreendimentos em três categorias: edificações, infraestrutura e pequenas obras. Em edificações, a obra vencedora foi o campus da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), em Porto Alegre-RS. Na categoria infraestrutura, o prêmio ficou com o terminal aeroportuário de Vitória-ES. Já na categoria pequenas obras, o vencedor foi o prédio EMG da Energisa, situado em Cataguases-MG.

A solenidade de premiação ocorreu no dia 29 de novembro de 2018, em São Paulo-SP. “A decisão de dividir a premiação em categorias se mostrou acertada, uma vez que recebemos a inscrição de obras de diversos segmentos, evidenciando a versatilidade, a abrangência nacional e a importância do sistema construtivo para o setor”, afirma Íria Doniak, presidente-executiva da Abcic. A premiação também tem o apoio da ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland), da ABECE (Associação Brasileira de Engenharia e Consultoria Estrutural, do IBRACON (Instituto Brasileiro do Concreto) e da Sobratema (Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração).

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Aeroporto de Vitória-ES: uso de peças pré-fabricadas ajudou a livrar obra do embargo do TCU. Crédito: Abcic

Categoria edificações

Com 60,8 mil m², o campus de Porto Alegre-RS da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) ganhou na categoria edificações por que o projeto é composto por quatro setores, sendo duas unidades construídas com estruturas pré-fabricadas de concreto, a fim de que o cronograma da obra pudesse ser cumprido. O processo de projeto e licitação demorou um ano a mais que o esperado e o prazo final de entrega de obra não poderia ser alterado, pois já existia programação para início das aulas no novo campus. O projeto arquitetônico ficou a cargo dos arquitetos André Detanico, Tarso Carneiro e Maurício Ceolin (AT Arquitetura).

Categoria infraestrutura

Já o terminal aeroportuário de Vitória-ES, vencedor na categoria infraestrutura, tem as seguintes assinaturas: projeto estrutural de Eduardo Dell’Avanzi e José Soto Quevedo e projeto arquitetônico de Ricardo Rodrigues e Thereza C.N.M. Ferreira. A construtora que iniciou a obra estava produzindo as peças moldadas in loco. No entanto, houve o embargo pelo Tribunal de Contas da União. Uma nova empresa assumiu o projeto e optou por elementos pré-fabricados, o que facilitou a execução e possibilitou o atendimento do prazo solicitado pela Infraero.

Categoria pequenas obras

Energisa
Sede da Energisa, em Cataguazes-MG: pré-fabricação aliada a conceitos modernos de sustentabilidade e tecnologia
. Crédito: Abcic

Já na categoria pequenas obras, o vencedor foi o prédio EMG da Energisa, em Cataguases-MG. O edifício tem multipavimentos, com superestrutura pré-fabricada de concreto armado e protendido, composta de pilares circulares segmentados, vigas e lajes alveolares. Inaugurado em comemoração aos 113 anos da empresa, recebeu investimentos da ordem de R$ 40 milhões. O prédio se transformou em um novo marco no distrito industrial da cidade por incorporar diversos conceitos modernos de sustentabilidade e tecnologia. Quem assina é o renomado escritório internacional de arquitetura Davis Brody Bond, com sede em Nova York e filial em São Paulo. Já o projeto estrutural ficou a cargo do engenheiro Rogério Cierro.

Entrevistado
Reportagem com base na apresentação das obras premiadas pela Abcic (Associação Brasileira da Construção Industrializada de Concreto)

Contato: abcic@abcic.org.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Marcos-Kahtalian

Construtoras estancam desemprego e planejam contratar

Marcos-Kahtalian
Marcos Kahtalian, do SindusCon-PR: empresários estão pensando em investir e precisarão contar com mais trabalhadores
. Crédito: Cia. Cimento Itambé

Números apresentados pelo SindusCon-PR revelam que as construtoras trocaram o verbo demitir pelo contratar. Em sondagem feita com 200 empresas filiadas ao sindicato, 53% apontaram que pretendem manter seu atual quadro de funcionários, com possibilidade de contratação em 2019, e 40% afirmaram que estão convictas de que vão precisar abrir novas vagas no ano que vem. "Esta é uma informação muito positiva, e significa que os empresários estão realmente pensando em investir e, para isso, precisarão contar com mais trabalhadores", destaca Marcos Kahtalian, vice-presidente de banco de dados do SindusCon-PR.

A sondagem revela também que a intenção dos empresários que desejam contratar é de ampliar o quadro funcional em até 11%. A projeção permite estimar que, em 2019, poderão ser gerados de 5 mil a 6 mil novos postos de trabalho na construção civil de Curitiba e região metropolitana. Para Marcos Kahtalian, significa uma nova realidade para o setor a partir do ano que vem. "No Brasil, a construção civil perdeu mais de um milhão de empregos diretos no período da crise. Agora, está começando uma fase de recuperação. Só este ano já foram criadas quase 3 mil vagas (2.841 vagas) de janeiro a outubro, em Curitiba e região metropolitana", informa o consultor do SindusCon-PR.

Entre as empresas entrevistadas, 47% são de pequeno porte, 32% de médio porte e 21% de grande porte. Boa parte (80%) atua na área de prestação de serviço, 11% com obras públicas e 9% são incorporadoras. O levantamento apontou que as incorporadoras e as empresas que atuam com obras públicas são as que mais pretendem contratar novos colaboradores no ano que vem. Outro dado relevante apresentado na sondagem é que 59% das empresas têm intenção de aumentar o nível de atividade no próximo ano. "São percentuais que mostram o ânimo dos empresários para o investimento. Muitos estavam com seus projetos engavetados e agora estão retomando seus lançamentos, voltando a gerar emprego", explica Marcos Kahtalian.

Em Curitiba e região metropolitana, produção imobiliária será maior em 2019

A expectativa do SindusCon-PR é de que o mercado Imobiliário reaqueça em 2019, principalmente em Curitiba e região metropolitana. O ano de 2018 deve fechar com aproximadamente 13 mil unidades liberadas para construção, o que representa um aumento de 33% em relação ao ano passado (9.744). "Este dado nos ajuda a olhar para o futuro. Significa que teremos uma produção imobiliária maior em 2019", prevê Kahtalian. O vice-presidente de banco de dados do sindicato revela ainda que a necessidade das construtoras de voltar a empreender é grande, pois o estoque de imóveis está baixo na capital paranaense. “O estoque de imóveis novos está muito baixo, com menos de 7 mil unidades verticais, das quais apenas 2.500 foram lançadas em 2018. Desse total de 7 mil, apenas 50% (3.500) estão efetivamente prontas para morar”, destaca.

Tradicionalmente, Curitiba vende todo ano aproximadamente 4 mil imóveis novos, ou seja, se os números se repetirem, a capital paranaense pode entrar 2019 sem oferta de imóveis novos prontos para morar. Além disso, existe a pressão da demanda e do ciclo demográfico. "Curitiba tem cerca de 2 milhões de habitantes, 700 mil famílias e faz todo ano 11 mil casamentos, além de 3.500 separações oficiais. Quer dizer, são pessoas e famílias que buscarão imóveis para morar", finaliza Marcos Kahtalian.

Acompanhe o estudo completo realizado pelo SindusCon-PR. Clique aqui.

Entrevistado
Reportagem com base na entrevista coletiva concedida por Marcos Kahtalian, vice-presidente de banco de dados do SindusCon-PR

Contato: imprensa@sindusconpr.com.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

M&T-Expo-2018

Prioridade é recuperar investimento em infraestrutura

M&T-Expo-2018
Vários palestrantes trataram do tema infraestrutura no seminário da M&T 2018 e foram unânimes no diagnóstico dos problemas do Brasil. Crédito: Ofício da Imagem/M&T Expo 2018

Entre 2015 e 2017, os recursos destinados para obras de infraestrutura no Brasil caíram 20,8%, se comparado com o ciclo 2007 e 2014. Passaram de R$ 101,7 bilhões anuais para R$ 80,5 bilhões. Os dados são de um grupo de consultorias econômicas que acompanham o mercado da construção pesada - entre elas, Ex Ante Consultoria Econômica, Inter B Consultoria e KPMG. Essas empresas também são unânimes em suas análises futuras sobre o país: recuperar a infraestrutura, resgatar as obras paralisadas e investir em novos projetos deve estar entre as prioridades dos próximos 4 anos.

As empresas que avaliam os números da construção pesada mostraram na M&T Expo 2018 que, até 2014, o Brasil investia o equivalente a 2,31% do Produto Interno Bruto (PIB) em obras de infraestrutura. Em 2017, esse volume caiu para 1,69% do PIB. O percentual é muito baixo se comparado a outros países que fazem parte dos BRICS, como a China e a Índia, que, atualmente, investem entre 7% e 5% do PIB em grandes obras. Em sua palestra, o representante da KPMG, Emerson Melo, afirmou que a infraestrutura é um segmento significativamente importante para o Brasil, principalmente em um momento de retomada de investimentos.

No mesmo evento, Renan Facchinatto, advogado e gestor jurídico do escritório Dal Pozzo Advogados, afirmou que as Parcerias Público-Privadas (PPPs) podem ser uma saída para viabilizar inúmeros projetos em áreas que exigem investimentos e administração. “Essa modalidade de investimentos é uma das soluções que os governos estão utilizando para deslanchar as áreas de saneamento, iluminação pública, rodovias, entre outras obras”, disse.

Resolução dos gargalos pode gerar investimento de 180 bilhões de reais em obras

De acordo com o palestrante, uma área promissora para receber investimentos de PPPs é a de saneamento básico, que já conta com 200 contratos. Segundo dados da Radar Projetos, atualmente o Brasil possui 1.400 contratos de Parcerias Público-Privadas - boa parte firmados entre prefeituras e a iniciativa privada. “Várias cidades brasileiras já estão usufruindo os benefícios das PPPs na área de iluminação pública. Tenho um cliente que já opera a área de iluminação em uma cidade de 15 mil habitantes e que está muito satisfeito com o negócio”, revelou Renan Facchinatto.

O problema, segundo o advogado, é que o Brasil ainda conta com uma jurisdição intrincada em termos de financiamento de obras de infraestrutura. Por isso, dentro do governo de transição existe um grupo de trabalho voltado para a infraestrutura, e que vai elaborar seu projeto a partir do estudo apresentado pelo professor-titular do departamento de Economia da UnB, Paulo César Coutinho. Os apontamentos mostram que o Brasil poderia alavancar 180 bilhões de reais em investimentos já em 2019. Isso se os gargalos fossem resolvidos, cujos principais são: novos marcos regulatórios para concessões, privatizações e parcerias público-privadas, concessões descontinuadas, definição de um cronograma de licitações, desenvolvimento e aceleração de projetos.

Entrevistado
Reportagem com base nas palestras concedidas na Arena de Conteúdo, durante a 10ª edição da M&T Expo 2018

Contato: info@mtexpo.com.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Varejo é o maior comprador da indústria da construção

A edição 2018 do Perfil da Cadeia Produtiva da Construção e da Indústria de Materiais, divulgado anualmente pela ABRAMAT (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção), revela que o varejo é o grande comprador de materiais de construção no Brasil. O segmento consome 36,8% de tudo o que é produzido em termos de insumos, com o cimento encabeçando a lista, e de acabamento. Boa parte deste comércio é responsável por manter o PIB da construção civil positivo em 2018.

De acordo com os dados mais recentes da ABRAMAT, divulgados dia 12 de dezembro de 2018, os números aferidos pela associação apontam que a venda de materiais de construção deve fechar 2018 com crescimento variando entre 1,7% e 2,1%. O percentual depende dos resultados do mês de dezembro. “Confirmada tal projeção, 2018 ficará marcado como um ano de recuperação para a indústria de materiais de construção, criando as bases para um crescimento maior em 2019”, comenta Rodrigo Navarro, presidente da ABRAMAT.

No varejo, os materiais de base (cimento, cal, areia, brita, telhas, tijolos, madeiras, etc.) registraram alta de 4,9% no mês de novembro de 2018, em relação ao mesmo mês de 2017. Já os materiais de acabamento indicaram aumento de 5,2%. Porém, há números mais otimistas. O Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (Ibevar) vê que em alguns segmentos o crescimento em 2018 pode chegar a 7%. O apontamento está relacionado principalmente aos materiais mais usados em reformas.

Para o diretor-executivo do Ibevar, Nuno Fouto, a cohabitação e a “venda formiguinha” - aquela que abastece pequenas obras e reformas - impulsionaram o varejo da construção civil. “Isso possibilita o desenvolvimento do segmento, pois como as pessoas optam por não trocar de imóvel, em decorrência da insegurança na economia, elas priorizam a manutenção da residência pela reforma ou até pela construção no próprio terreno para abrigar aquele filho que casou, mas não tem renda para pagar aluguel ou comprar a casa própria”, comenta.

Dados da ABRAMAT confirmam projeções realizadas no começo de 2018   

No começo do ano, estudo do banco Santander sobre as perspectivas da cadeia produtiva da construção civil para 2018 já mostrava que a “venda formiguinha” iria liderar e impulsionar o varejo. “A produção industrial do setor se recupera pela venda de materiais de construção para reforma e reparos e, em menor magnitude, os lançamentos imobiliários”, dizia o estudo, confirmado pela Anamaco. “As mais de 64 milhões de moradias existentes no Brasil se deterioram pela ação da chuva e do tempo, gerando uma demanda natural por material de construção. Fora isso, o número de casamentos, de nascimentos e de divórcios impacta diretamente o setor de reformas”, completa o presidente da associação, Cláudio Conz.

O Perfil da Cadeia Produtiva da Construção e da Indústria de Materiais trouxe ainda outros dados relevantes do setor na economia brasileira. Entre eles:

  • Participação da cadeia da construção no PIB brasileiro é de 8,6%
  • Participação da indústria de materiais no PIB da cadeia da construção é de 11,4%
  • Vendas totais da indústria somaram R$ 167,3 bilhões até o período pesquisado (ano 2017)
  • Arrecadação tributária (federal, estadual e municipal) soma R$ 33.4 bilhões até o período pesquisado (ano 2017)
  • Empregos diretos formais gerados chegam a 681 mil até o período pesquisado (ano 2017)

Confira resumo do Perfil da Cadeia Produtiva da Construção e da Indústria de Materiais, divulgado pela ABRAMAT. Clique aqui

Entrevistado
Reportagem com
base em estudo divulgado pela ABRAMAT (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção) (via assessoria de imprensa)

Contato: abramat@abramat.org.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Construcard

Caixa passa a financiar mão de obra para reformas

Construcard
Desde setembro de 2018, o Construcard permite comprar material de construção e contratar mão de obra. Crédito: Divulgação

Lançado em 2016 pela Caixa Econômica Federal, o Construcard agora passa a contemplar o financiamento de mão de obra para reformas. A proposta já fazia parte do plano inicial, mas apenas em setembro de 2018 foi liberada a linha de crédito para essa modalidade. A mão de obra poderá ser contratada junto com a compra dos materiais de construção na loja associada do programa ou separadamente, desde que o prestador de serviço esteja cadastrado no programa. Para esse tipo de financiamento, a Caixa vai aplicar mais R$ 1 bilhão no Construcard.

A vantagem são as taxas de juros, que partem de 1,69% ao ano até o limite da taxa Selic, dependendo do valor e da renda familiar de quem está contraindo o empréstimo. O cliente que solicita o financiamento tem o prazo de dois a seis meses para comprar ou contratar um serviço nos estabelecimentos conveniados. Neste período, ele paga somente os juros proporcionais aos valores utilizados. O prazo para quitação da dívida é de até 240 meses e as prestações são debitadas diretamente na conta corrente de quem adquire o empréstimo. 

O Construcard pode ser feito por pessoas físicas, correntistas da Caixa Econômica Federal e maiores de 18 anos ou emancipadas. Além disso, é necessário que a pessoa seja aprovada nas avaliações de crédito. O cartão pode ser utilizado em mais de 85 mil lojas credenciadas com a Caixa. Nesta modalidade, não é possível utilizar o FGTS para quitar o financiamento do Construcard.

A ideia de abrir empréstimo na Caixa para a contratação de mão de obra veio depois que gerentes das agências do banco passaram a visitar lojas de material de construção para que aumentasse a adesão ao Construcard. Uma das sugestões foi a que a mão de obra estivesse incluída no pacote. A inclusão foi reforçada pela participação do sistema Anamaco/Fecomac/Acomac junto à Caixa. “O esforço em dar novo fôlego ao Construcard só ressalta a importância do nosso setor no círculo virtuoso da economia”, destaca o presidente da Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção), Cláudio Elias Conz.

Varejo de material de construção comemora crescimento em 2018

Por conta desse impulso, o varejo de material de construção cresceu 5% no mês de novembro de 2018, na comparação com outubro de 2018. Com relação ao mesmo período do ano passado, o desempenho foi 2% superior. Já no acumulado do ano, o setor apresenta alta de 6,5% sobre o mesmo período de 2017. Nos últimos 12 meses, houve crescimento de 7,5%. Os dados são da pesquisa tracking mensal da Anamaco. Segundo o levantamento, quase todas as regiões do país apresentaram crescimento, com destaque para o sul (9%), nordeste (8%), norte (5%) e sudeste (4%). O centro-oeste destoou e teve queda de 10% em novembro.

Para o presidente da Anamaco, a consolidação do Construcard como programa de financiamento de material de construção e de serviços dependerá da ação das Acomacs, que reúnem os comerciantes de material de construção em todo o país. “As Acomacs devem se aproximar dos gerentes das agências da Caixa e estreitar o relacionamento, para que dê frutos positivos”, finaliza Conz.

Entrevistado
Caixa Econômica Federal e Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção)
(via assessoria de imprensa)

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Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

construção cvil

Produtividade na construção civil depende de 7 alavancas

construção cvil
Treinamento da mão de obra e uso de sistemas industrializados são o futuro da construção civil. Crédito: Divulgação

Segundo dados da Fundação Getúlio Vargas, a construção civil brasileira ainda é, em média, 30% menos produtiva se comparada a outras áreas da economia do ps. “A infraestrutura e a construção ainda têm uma oportunidade enorme de ganhos de produtividade e eficiência. Outros setores estão muito mais avançados na aplicação de conceitos já consagrados, como lean [eliminação de desperdícios] e gestão por KPIs [Key Performance Indicator ou indicadores-chave de desempenho], porém grande parte da indústria da construção ainda não aplica essas técnicas”, afirmou Hélcio Bueno, sócio da EY Brasil (antiga Ernst & Young), durante palestra na 10ª edição da 10ª M&T Expo, de 26 a 29 de novembro, em São Paulo-SP.

A explanação de Hélcio Bueno se baseou em estudo de EY de 2016 - mas ainda atual -, denominado “Produtividade na construção civil: desafios e tendências no Brasil”. No levantamento são apontadas sete alavancas que contribuem para melhorar a performance no canteiro de obras: planejamento na execução das obras, adoção de métodos de gestão, equipamentos, materiais, métodos construtivos, melhorias de projeto e qualificação da mão de obra. Para Bueno, existem bons exemplos a serem seguidos no exterior. “Há países com níveis de produtividade muito maiores que o Brasil. É necessário importar métodos e formas de trabalhar para aprimorar nossos níveis de produção”, avalia.

Sobre as sete alavancas da produtividade, o estudo da EY faz o seguinte resumo:

1. Planejamento da execução de empreendimentos
• Planejamento da necessidade de recursos e de materiais em diferentes horizontes de planejamento (curto, médio e longo prazo)
• Processos estruturados de atualização do planejamento conforme a execução
• Escritório integrado de gestão de projetos (PMO – Project Management Office)
• Aplicação de softwares tipo BIM (Building Information Model)

2. Adoção de métodos de gestão
• Lean Construction – construção baseada no paradigma de redução de desperdícios que ficou conhecido como método Toyota de produção
• Melhor sincronização do empreendimento e melhoria do fluxo de materiais visando a eliminação das atividades que não agregam valor
• Strategic Sourcing – otimização dos fornecedores e das compras

3. Equipamentos
• Modernização de equipamentos (gruas flexíveis, elevadores mais rápidos etc)
• Maior taxa de utilização de equipamentos

4. Materiais
• Adoção de novos materiais mais eficientes

5. Métodos construtivos
• Aplicação de métodos construtivos mais eficientes (vigas pré-moldadas, alvenaria estrutural, estruturas metálicas
, etc.)

6. Melhorias de projeto
• Foco na melhoria dos projetos e sua adequação para a execução

7. Qualificação da mão de obra
• Ações para aprimorar recrutamento
• Ações para aumentar a qualificação atual (treinamento, motivação
, etc.)
• Plano para retenção de profissionais

De acordo com Hélcio Bueno, o setor da construção precisa correr para se adaptar às novas tecnologias. Ele questionou a real capacidade das empresas em acompanhar as tendências tecnológicas. O posicionamento do especialista surge no momento em que outros setores já utilizam as novas ferramentas em diversas etapas de seus negócios. “Além da realidade virtual, as indústrias estão recorrendo à inteligência artificial, robotização, RFID (Identificação por radiofrequência), entre outros recursos. As novas tecnologias estão aí para auxiliar nesse processo”, conclui Bueno.

Veja o estudo completo da EY Brasil sobre produtividade na construção civil. Clique aqui.

Entrevistado
Reportagem com base na palestra de Hélcio Bueno, sócio da EY Brasil e especialista em Construção & Real Estate, na 10ª M&T.

Contato: info@mtexpo.com.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

viaduto

Capital de SP tem 33 pontes e viadutos em estado crítico

viaduto
Viga que rompeu no viaduto em São Paulo-SP: caso de descumprimento da norma de inspeção. Crédito: Prefeitura de São Paulo

O viaduto localizado na Marginal Pinheiros, cuja parte de seu tabuleiro cedeu no dia 15 de novembro de 2018, fez acender a luz de alerta na cidade de São Paulo. A própria prefeitura da capital paulista admite que os 185 viadutos e pontes que cruzam o município precisam de inspeções mais rigorosas. Até então, apenas vistorias visuais eram realizadas. Foi o que impediu que se detectasse o problema e, consequentemente, se agisse na prevenção do viaduto que recentemente foi alvo de colapso localizado. Além disso, a estrutura não estava na lista de prioridades da prefeitura paulistana, para quem, antes do acidente, havia outras 33 estruturas em situação crítica, e que ainda carecem de atenção.

Há outro problema que alimenta essa crise: boa parte das pontes e viadutos em risco foi construída há cerca de 40 anos e seus projetos descritivos e executivos encontram-se guardados em depósitos sem nenhuma catalogação. O do viaduto que cedeu na Marginal Pinheiros foi encontrado em um desses locais pelo DER do estado de São Paulo. O viaduto foi construído pelo governo paulista, quando esse assumia integralmente obras viárias desta envergadura. As investigações sobre a construção da estrutura também levaram a um dos engenheiros responsáveis: Roberto Abreu Camargo, de 76 anos, que deu detalhes técnicos do viaduto.

O uso de tecnologias também foi decisivo para que se impedisse a demolição da estrutura.  Além do escoramento, o emprego de macacos hidráulicos permitiu o nivelamento da parte que entrou em colapso com o restante do viaduto. O escaneamento 3D, que possibilita ter uma noção mais completa de toda a obra, também está em uso na recuperação da estrutura. Mesmo assim, o diretor-presidente do IBRACON (Instituto Brasileiro do Concreto), Julio Timerman, avalia que a recuperação completa do viaduto não será possível em menos de quatro meses, ou seja, ele só deve ser liberado para o tráfego em fevereiro de 2019.

IBRACON chama a atenção para o descumprimento da ABNT NBR 9452:2016

Engenheiro civil com especialidade em estruturas de pontes de viadutos, Timerman declarou que os trabalhos emergenciais devem se concentrar na viga, no topo do pilar e nas juntas de dilatação que fazem parte do tabuleiro que sofreu colapso localizado. “Uma viga que fica embaixo do tabuleiro se rompeu. Terá que ser feita a reconstrução dessa estrutura e também do topo do pilar que cedeu. Além disso, será necessário refazer as juntas de dilatação danificadas. Será importante também atenção às anomalias decorrentes da mudança de esforços da estrutura”, declara o diretor-presidente do IBRACON, em entrevista à rádio Band News de São Paulo-SP, após visitar a obra no dia do acidente.

Julio Timerman destacou que existe norma técnica que define prazos para revisões de estruturas como pontes, viadutos e passarelas construídas em concreto. Trata-se da ABNT NBR 9452:2016 – Inspeção de pontes, viadutos e passarelas de concreto. “A questão das inspeções está normalizada. Deve se fazer inspeções periódicas uma vez por ano e a cada cinco anos a estrutura deve passar por uma inspeção especial. Essa inspeção deve mapear fissura por fissura, trinca por trinca e detectar se houve movimentação”, finaliza o engenheiro, na entrevista.   

Ouça a entrevista do diretor-presidente do IBRACON. Clique aqui.

Entrevistado
Reportagem com base em informações divulgadas pelo poder público da cidade de São Paulo e entrevista do diretor-presidente do IBRACON, Julio Timerman
Contato: office@ibracon.org.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Engenheiros civis

Engenheiro: profissão do passado, do presente e do futuro

Engenheiros civis
Engenheiros civis estão entre os profissionais mais tradicionais da engenharia. Foto: Divulgação

Dia 11 de dezembro é o Dia do Engenheiro, data reconhecida pelo decreto de lei nº 23.569, de 1933. A data, originalmente, surgiu para homenagear “o profissional responsável por desenhar, projetar e concretizar construções, sejam residências ou prédios comerciais”. Priorizava o engenheiro civil, mas acabou se transformando na data de todas as modalidades da engenharia. Hoje, além do 11 de dezembro, cada especialidade tem uma data específica. Atualmente, existem 34 modalidades de engenharia reconhecidas no país, e tendem a surgir mais.

A data do engenheiro civil, por exemplo, coincide com o do Dia Nacional do Patrono da Construção Civil, por meio da Lei Ordinária 13359/2016. A partir de 25 de outubro de 2016 foi instituído o Dia do Engenheiro Civil, data que o sistema Confea/Crea já comemora desde 2015. Entre os profissionais da engenharia, a engenharia civil é a que mais atrai. Segundo os dados mais recentes do Confea/Crea, que são de 2016, a modalidade tem 273 mil cadastrados no conselho, de um total de 1,5 milhão que integra o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia.

Em 2012, quando a construção civil atingiu seu auge de produção no Brasil, havia uma estimativa de que em 2017 o país estaria formando cerca de 85 mil engenheiros civis por ano, de acordo com o estudo “Formação e Emprego de Engenheiros no Brasil: Tendências Atuais”, divulgado pela Unicamp. No entanto, a crise que atingiu o setor a partir de 2014 desestimulou muitos jovens a abraçar a carreira. Atualmente, o Brasil consegue graduar entre 40 mil e 42 mil profissionais por ano, contando universidades públicas e privadas. É menos de 10% do que países como China e Rússia conseguem formar.

Além de precisar graduar mais engenheiros, o Brasil também tem o desafio de adequar suas universidades para passar a formar não apenas engenheiros, mas “engeinovadores”, como escreve Valter Pieracciani, autor dos livros “Usina de inovações” e “Qualidade não é mito e dá certo”. Ele trata dos profissionais adequados à indústria 4.0. “A indústria 4.0 exigirá ainda que trabalhemos em redes, em oposição às estruturas hierárquicas e rígidas do passado. Os ambientes de P, D & I [Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação] deixarão de ser bunkers e darão lugar a processos colaborativos. Caberá ao engenheiro 4.0, o engeinovador, assegurar que a informação flua em todos os sentidos. Ele terá que aprender a liderar esses fluxos e a atuar como facilitador para que as empresas passem a operar conectadas. Nossa profissão ganhará contornos cada vez mais dinâmicos. Você está pronto?”, questiona o autor.

Veja as engenharias reconhecidas no Brasil

  • Engenharia Civil
  • Engenharia de Telecomunicações
  • Engenharia Química
  • Engenharia Biomédica
  • Engenharia de Petróleo e Gás
  • Engenharia Elétrica
  • Engenharia Aeronáutica
  • Engenharia de Aquicultura
  • Bioengenharia
  • Engenharia Ambiental
  • Engenharia de Alimentos
  • Engenharia Cartográfica
  • Engenharia Metalúrgica
  • Engenharia de Energia
  • Engenharia de Materiais
  • Engenharia de Pesca
  • Engenharia de Computação
  • Engenharia de Controle e Automação
  • Engenharia em Agrimensura
  • Engenharia Agrônoma
  • Engenharia Agrícola
  • Engenharia Acústica
  • Engenharia de Segurança no Trabalho
  • Engenharia de Horticultura
  • Engenharia Física
  • Engenharia Florestal
  • Engenharia de Minas
  • Engenharia Naval
  • Engenharia Mecânica
  • Engenharia Hídrica
  • Engenharia Mecatrônica
  • Engenharia Sanitária
  • Engenharia de Produção
  • Engenharia em Tecnologia Têxtil
  • Engenharia Industrial Madeireira
  • Engenharia Industrial

Fonte: Guia do Estudante

Entrevistado
Reportagem com base em dados do sistema Confea/Crea, no estudo “Formação e Emprego de Engenheiros no Brasil: Tendências Atuais”, da Unicamp e no artigo “O engenheiro 4.0 ou engeinovador”, de Valter Pieracciani

Contato: gco@confea.org.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330