Curitiba instala comissão para vistoriar pontes e viadutos

Crédito: Rodrigo Fonseca/CMC
A prefeitura de Curitiba e a câmara de vereadores da cidade instalaram comissão para vistoriar 63 pontes, viadutos e trincheiras. A inspeção conta com o embasamento técnico do Instituto Tecnológico de Transportes e Infraestrutura (ITTI), do Instituto de Engenharia do Paraná e do Escritório Modelo de Engenharia (EMEA) da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Quatro visitas técnicas já foram realizadas. Segundo o engenheiro civil e professor-titular da UFPR, Mauro Lacerda Santos Filho, essas vistorias “apontam para algumas intervenções iniciais a serem executadas”.
Entre as obras já visitadas pelos técnicos estão os viadutos Colorado, do Orleans e os que fazem a ligação entre os contornos sul e norte, na BR-277, além da ponte de madeira do parque Tingui. “As ações do colegiado da comissão de pontes e viadutos iniciaram em novembro de 2019 com o intuito de avaliar a segurança destes dispositivos, além de sugerir melhorias viárias. Os vereadores devem se reunir em breve para definir a programação das próximas vistorias”, explica o presidente da comissão especial, vereador Mauro José Ignácio.
Sobre as obras que receberam visitas técnicas, os engenheiros civis que auxiliam a comissão fizeram as seguintes observações. Em relação ao viaduto Colorado, foi aconselhado instalar sinalização para reduzir a velocidade dos veículos, principalmente no setor da junta estrutural, até que seja feita a substituição. No viaduto do Orleans, que passa por cima da BR-277 e liga os bairros São Braz, CIC e Campo Comprido, foram encontradas rachaduras na superfície e um pouco de corrosão na parte de baixo do viaduto, o que “inspira cuidados”. Também foi sugerida manutenção e conservação dos elementos de drenagem e guarda-corpos.
Visitas técnicas às estruturas vão se estender até 19 de abril de 2020
Os viadutos que ligam os contornos sul e norte foram avaliados como “em boas condições”, porém foi recomendada manutenção preventiva. O diagnóstico técnico diz o seguinte: “Há um processo de envelhecimento nas juntas de dilatação e algumas infiltrações que acarretam a proliferação de fungos”. A respeito da ponte de madeira do Parque Tingui, a sugestão dos técnicos é que haja um monitoramento constante da estrutura, devido ao fluxo intenso de veículos e a falta de controle de carga. De acordo com o presidente da comissão, não foi recomendada nenhum tipo de interdição ou verificação de estado crítico das obras de arte até agora inspecionadas.
Mauro Ignácio salientou, porém, que podem ser sugeridas a construção de novas pontes, viadutos e trincheiras, substituindo obras antigas por estruturas mais modernas. É o caso da ponte do Parque Tingui, que o Ippuc pretende lançar licitação para reconstruí-la no valor máximo de 5 milhões de reais. “A partir das vistorias, o colegiado vai estabelecer um catálogo oficial e apresentar à prefeitura de Curitiba um relatório com o resultado das inspeções. A comissão já encaminhou relatórios parciais, mas alerta que é importante a participação da população para apontar problemas”, diz. As visitas técnicas às estruturas vão se estender até 19 de abril de 2020.
Veja vídeo de vistoria técnica no viaduto do Orleans, sobre a BR-277
Entrevistados
Engenheiro civil Mauro Lacerda Santos Filho, professor-titular da UFPR e coordenador do Instituto Tecnológico de Transportes e Infraestrutura (ITTI)
Vereador Mauro José Ignácio, presidente da comissão especial de pontes e viaduto
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maurolacerda1982@gmail.com
mauro.ignacio@cmc.pr.gov.br
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Em 50 anos, 10 tipos de concreto vão dominar o mercado
Segundo a Sociedade Americana de Engenheiros Civis, 10 tipos de concretos tendem a ganhar cada vez mais destaques nas obras. O estudo aponta que estarão em alta os seguintes materiais: concreto de alto desempenho; concreto inteligente; concreto autoadensável; concreto autolimpante; concreto de pós reativos; concreto translúcido; concreto permeável; concreto condutivo; concreto subaquático; e concreto projetado. Os motivos estão ligados ao que eles oferecem em termos de sustentabilidade, mas também quanto à qualidade e ao desempenho. Veja as principais características desses concretos especiais, e que vão se destacar nas próximas décadas:
Concreto de alto desempenho (CAD)
São concretos que incluem aditivos, sejam eles plastificantes, superplastificantes ou aditivos de alta capacidade de redução de água. Também podem receber adições minerais, como as superpozolanas, que propiciam microestruturas muito fechadas, praticamente impedindo a ação de agentes agressivos. O resultado é uma altíssima durabilidade, o que explica as vantagens do CAD em obras especiais, como pontes, viadutos e grandes estruturas. Esse concreto normalmente está atrelado a VUP (vida útil de projeto) superior a 100 anos.
Concreto inteligente
O termo está relacionado ao concreto de autocura. O material tem capacidade de se autoregenerar e bloquear a incidência de patologias. As pesquisas são cada vez mais intensas nessa área. Uma das mais famosas é a desenvolvida na Universidade Técnica de Delft, na Holanda, onde pesquisadores descobriram um tipo de bactéria – proveniente da Bacillus Subtilis – que promove o processo de autocura do concreto. O organismo, criado para proliferar exclusivamente no concreto, produz calcário e entra em ação quando em contato com a água, evitando a corrosão do material.
Inventado no Japão, por volta de 1983, o concreto autoadensável foi apontado como a principal inovação tecnológica do século passado, para a construção civil. No Brasil, chegou por volta do ano 2000. Havia muitos mitos em torno do material, que foram minimizados com uma norma técnica exclusiva, a ABNT NBR 15823 – Concreto autoadensável. Construções que usam a tecnologia de paredes de concreto, assim como a indústria de pré-fabricados, são as que mais se beneficiam do concreto autoadensável. Entre as principais características do material estão alta resistência ao fogo e melhoria dos desempenhos térmico e acústico.
Concreto autolimpante
O material tem dióxido de titânio (TiO2) ou partículas de Anatásio entre seus agregados e, quando exposto à luz solar, captura as partículas poluentes do ar que se depositam na superfície do concreto, promovendo a autolimpeza.
Concreto de pós reativos (CPR)

Crédito: Divulgação/ITT Performance-Unisinos
O Concreto de pós reativos (CPR) surgiu nos anos 1990, na França. Suas especificações são bem superiores às de um concreto convencional, que atinge, em média, valores na faixa de 60 MPa (600 kgf/cm²). Já o CPR está numa faixa de resistência à compressão entre 180 MPa e 800 MPa (entre 2.000 kgf/cm² e 8.000 kgf/cm²). No Brasil, o concreto de pós reativos mais eficaz foi desenvolvido no Instituto Tecnológico em Desempenho e Construção Civil (ITT Performance), vinculado à Unisinos-RS. O material conseguiu resistência à compressão de mais de 180 MPa e resistência à tração na flexão de 40 MPa.
Concreto translúcido
Criado em 2001, na Hungria, o concreto translúcido tem um processo de fabricação relativamente simples e sua resistência é igual à do concreto comum. São inseridas fibras ópticas no interior de uma fôrma e o bloco é concretado. Em seguida, ele passa por um processo de cura e é submerso em água. Mesmo produzido em escala industrial na Europa, o bloco de concreto translúcido ainda é muito caro se comparado com o de concreto convencional. No Brasil, os estudos se limitam aos laboratórios universitários e seu preço, por causa da importação, chega a ser 900% mais caro. Sob o ponto de vista estético, o concreto translúcido permite projetar detalhes diferenciados para fachadas e ambientes internos.

Crédito: Nebrconcagg
Os Estados Unidos já testam o uso de concreto permeável em vias trafegadas por veículos leves e médios. O material é apontado como uma solução para regiões propensas a enchentes, por escoar rapidamente a água e evitar a impermeabilização do solo. O segredo do material é que os vazios devem variar entre 15% e 30%, no máximo. Abaixo do valor mínimo, a estrutura perde a capacidade de drenagem; acima, drenará rapidamente, mas perderá as propriedades essenciais para a durabilidade do concreto. Outra exigência para esse tipo de concreto é a uniformidade dos agregados. A precisão é importante para que ocorra uma drenagem eficaz.
Concreto condutivo
O concreto condutivo utiliza fibras de aço, combinadas com partículas de carbono, em concreto convencional. O objetivo é torná-lo eletricamente condutivo. As aparas de aço e as fibras de carbono conduzem a energia ao longo do material. Assim, o concreto é conectado a uma fonte elétrica e permite a circulação da corrente. Os experimentos evoluem desde 2008 e, finalmente, começam a ser testados. Na universidade de Nebrasca-Lincoln há um campo de provas. Também em Nebrasca-EUA, uma ponte com 45 metros de extensão foi pavimentada com o concreto condutivo para aquecer e provocar o degelo da neve.
Concreto subaquático
O concreto subaquático é utilizado em estruturas imersas em água, como plataformas petrolíferas, barragens, tubulações, estruturas de contenção, estacas, paredes-diafragma, blocos de fundação de pontes e pilares de cais de portos. As características da composição variam de acordo com o ambiente ao qual o material será exposto. São utilizados aditivos adequados ao tipo de água e à agressividade que o concreto irá sofrer. Por conta dos agregados e dos aditivos, o material não se dispersa na água.
O concreto projetado é a tecnologia construtiva que mais cresce no mundo. Dados recentes mostram que o volume empregado em obras aumenta a uma taxa de 25% ao ano. Os países nórdicos, encabeçados pela Noruega, consomem 1/3 do concreto projetado produzido globalmente. Por duas razões: dispensa fôrmas e é fácil de aplicar. Além disso, cumpre função importante na construção de túneis, taludes, recuperação de estruturas e em obras arquitetônicas. O material requer rigor na composição e na execução. Caso contrário, pode desencadear patologias ou causar acidentes por causa do desplacamento da superfície em que foi aplicado.
Entrevistado
Reportagem com base em estudo da Sociedade Americana de Engenheiros Civis
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Construção civil segue atraindo investimento de celebridades

Crédito: NossoLar
Cresce a lista de famosos brasileiros que diversificam seus negócios optando por investimentos na construção civil. A mais nova celebridade anunciada como sócio de uma construtora é o galã de novelas Caio Castro. A empresa da qual é majoritário chama-se NossoLar e ergue empreendimentos de alto padrão em Praia Grande, no litoral de São Paulo.
No ramo desde 2015, Caio Castro não é apenas investidor. Ele acompanha os projetos de perto, inclusive visitando os canteiros de obras. O mais recente é um condomínio de luxo, com 150 apartamentos. Em 2020, a NossoLar planeja outros seis lançamentos, com previsão de execução das obras em 2023.
Quem também passou a acompanhar a construção civil de perto é o pentacampeão mundial Ronaldinho Gaúcho. O ex-jogador de futebol mira startups do setor e atua como anjo-investidor. Mas há também ex-atletas que preferem pôr a mão na massa. É o caso de Tiago Silva, que fundou a incorporadora (TSS).
A empresa constrói na região de Porto Alegre-RS e prioriza edifícios residenciais de até 5 pavimentos voltados para as classes A e B. Tiago Silva construiu sua carreira de jogador na Bulgária, aonde chegou a se naturalizar e a defender a seleção daquele país. Após pendurar as chuteiras, retornou ao Brasil e se inspirou em seu pai - que foi pedreiro - para atuar na construção civil.
Outro caso de gente famosa que decidiu investir em projetos imobiliários é o do empresário Luciano Hang, da Havan. Em Balneário Camboriú-SC, ele associou-se ao projeto One Tower, da FG Empreendimentos, que terá 70 pavimentos e 252 metros de altura. O projeto se auto-intitula o “prédio à beira-mar mais alto do Brasil”.
Antes de brilhar em Hollywood, Arnold Schwarzenegger foi sócio de construtoras
No país, também são famosos os casos do cantor Roberto Carlos, sócio da Emoções Incorporadora e Construtora; Zezé Di Camargo e Luciano, que têm participação na Penta Incorporadora; do técnico Vanderlei Luxemburgo, que investiu na construção de um prédio em Curitiba-PR, e do ex-atacante do Athletico-PR e do Fluminense, Washington “Coração Valente”, que possui uma construtora na cidade de Caxias do Sul-RS: a Steca Edificações e Administração Ltda.
Internacionalmente também existem exemplos bem-sucedidos de celebridades atuando na construção civil. O caso mais curioso é o de Arnold Schwarzenegger. Antes de atuar em “Conan, o Bárbaro”, “Exterminador do Futuro” e uma série de filmes famosos, o ator investiu o dinheiro que ganhou como “mister músculos” na compra de imóveis na planta na Califórnia-EUA. O negócio deu tão certo que, em seguida, ele se associou a construtoras que empreendem em Santa Mônica - famosa praia californiana.
Obviamente, essas celebridades, seja no Brasil ou no exterior, não atuam na construção civil como aventureiros. Elas possuem assessoramento jurídico, contábil e técnico. A maioria deles se aproxima de profissionais que já atuam na área, a fim de conhecer esse mercado. São engenheiros civis, arquitetos, empresários do ramo da construção e incorporação que orientam como investir. Aprendida a lição, os famosos se mostram cada vez mais seguros e dispostos a colocar suas economias em projetos imobiliários.
Entrevistados
Construtoras NossoLar, TSS Incorporadora e FG Empreendimentos (via assessorias de imprensa)
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Pavimento rígido é destaque no World of Concrete 2020

Crédito: WOC
Fabricantes de pavimentadoras aproveitaram o World of Concrete 2020 (WOC), que aconteceu de 4 a 7 de fevereiro em Las Vegas-EUA, para lançar uma série de novos equipamentos que prometem aumentar a produtividade e melhorar a competitividade do pavimento de concreto contra seu principal concorrente: o asfalto. As máquinas também trazem inovações tecnológicas, que vão desde acessórios que qualificam o processo de cura e de texturização do concreto até modelos que se inspiram na impressão 3D para pavimentar ruas e estradas.
Os fabricantes das pavimentadoras, cuja maioria tem sede nos Estados Unidos, guardaram os lançamentos para o World of Concrete 2020 porque o evento anual é, de fato, o maior do mundo a ter o concreto como protagonista. Em sua 45ª edição, o WOC recebeu mais de 60 mil profissionais do setor da construção civil de vários países. Boa parte dos visitantes era formada por empreiteiros, fabricantes, engenheiros, arquitetos e comerciantes ligados a diferentes segmentos da cadeia produtiva, além de estudantes de engenharia civil e arquitetura.

Crédito: Gomaco
Atualmente, o setor de pavimentadoras é dominado pelas norte-americanas GOMACO, Guntert & Zimmerman, Power Curbers, Power Pavers e Terex, além da alemã Wirtgen, que utilizou o World of Concrete 2020 para lançar novos modelos no mercado norte-americano. O foco da concorrente europeia são as rodovias, enquanto alguns fabricantes dos EUA priorizaram no WOC “pavimentadoras urbanas”. São máquinas que conseguem revestir ruas de até 2 metros de largura, com execução completa do serviço, ou seja, o equipamento também molda meios-fios, bocas de lobo e calçadas. Tudo construído com o mesmo concreto do pavimento.
Evento também promoveu seminários específicos sobre a qualidade do concreto

Crédito: CP Tech Center
O pavimento de concreto também protagonizou seminários dentro do World of Concrete 2020. Entre os palestrantes esteve o engenheiro civil Peter Taylor, diretor do Centro de Tecnologia do National Concrete Pavement (CP Tech Center), vinculado à Iowa State University, nos Estados Unidos. Ele lembrou que a tecnologia das máquinas contribui para dar qualidade ao pavimento rígido, mas alertou que os técnicos nunca podem deixar de cuidar das propriedades do concreto. “Pavimento de concreto bem feito dura mais de 40 anos; mal feito, pode falhar rapidamente”, ressalta.
No seminário intitulado “Misturas de Concreto para Pavimentação”, Peter Taylor e o diretor-assistente do CP Tech Center, Gordon Smith, propuseram 5 passos para se obter um concreto de qualidade na pavimentação. As dicas são as seguintes:
1. Verifique a expertise do fornecedor do concreto. Ele deve ter amplo conhecimento tecnológico do material.
2. Siga os procedimentos de teste no local da execução.
3. Tenha gerentes de processo e de controle de qualidade em suas equipes.
4. Aceite a tecnologia como aliada para melhorar a qualidade do pavimento de concreto. Seja proativo na implantação de novos padrões exigidos pelo mercado.
5. Saiba detectar problemas. O correto é evitá-los, mas se eles ocorrerem reaja com rapidez para repará-los.
Entrevistados
Departamento de comunicação do World of Concrete e Centro de Tecnologia do National Concrete Pavement (CP Tech Center)
Contato
registration@worldofconcrete.com
cptech@iastate.edu
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Nova NR 18 fará construção economizar até R$ 700 milhões

Crédito: Nina Quintana/CBIC
A Secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia estima que a revisão da Norma Regulamentadora nº 18 (NR 18), que cuida das condições e meio ambiente de trabalho na indústria da construção, vai gerar economia anual de 280 milhões de reais a 700 milhões de reais para o setor. A portaria que fez entrar em vigor a nova NR 18 foi publicada dia 10 de fevereiro de 2020, no Diário Oficial da União.
Para a Secretaria de Política Econômica, o valor mais provável de economia para o setor, por causa da nova NR 18, será de 470 milhões de reais por ano. No entender do organismo vinculado ao Ministério da Economia, 280 milhões de reais seriam uma “hipótese conservadora” e 700 milhões de reais um “cenário mais otimista”. O estudo leva em consideração informações da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e dados da mais recente Pesquisa Anual da Indústria da Construção (PAIC).
Levantamento da CBIC indica que o valor do orçamento de saúde, segurança e meio ambiente no trabalho representa um percentual próximo de 3% do valor total das incorporações, obras ou serviços. Com a revisão da NR 18, o custo desse orçamento deve ser reduzido entre 5% e 10%. A responsável pela modernização da norma foi a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, juntamente com organismos representantes das empresas e dos trabalhadores.
NR 18 terá um ano de transição, para que setor possa se adaptar às mudanças
Após publicada no Diário Oficial da União, a NR 18 terá um ano de transição, para que a construção civil possa se adaptar às mudanças. “A NR 18 é uma das normas regulamentadoras de saúde e segurança do trabalho mais importantes do país. Também era uma das mais extensas e burocráticas. Prejudicava os investimentos no setor e ampliava a insegurança jurídica, o que afetava a geração de empregos”, afirma o secretário do trabalho do Ministério da Economia, Bruno Dalcomo.
Além de abordar questões próprias e específicas da atividade da construção civil, a NR 18 ainda descreve as instruções para outras situações relacionadas ao canteiro de obras, como alojamentos e áreas de vivência para os trabalhadores, proteção contra incêndio e outros cuidados. “A nova NR 18 passa a dizer o que deve ser feito e não como deve ser feito, ou seja, a responsabilidade é do construtor, a responsabilidade é das pessoas que vão cuidar da saúde e segurança no trabalho”, avalia o presidente da CBIC, José Carlos Martins.
Segundo Bruno Dalcomo, a NR 18, além de se propor a reduzir as taxas de acidente em canteiro de obras, também tem o objetivo de enfrentar a informalidade na construção civil. “Uma norma mais simples, mais objetiva, permite maior fiscalização por parte do Estado. Entendemos que teremos um setor da construção civil mais saudável e de acordo com o crescimento do país”, destaca. O governo federal também estuda conceder benefícios às empresas que hoje estão irregulares, desde que elas se adéquem às normas de saúde e segurança do trabalho definidas na nova NR 18.
Entrevistado
Reportagem com base em evento que marcou o lançamento público da Norma Regulamentadora nº 18 (NR 18), dia 10 de fevereiro de 2018, em São Paulo-SP
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Saiba como a China construiu 2 grandes hospitais em 20 dias

Crédito: CSCEC
A cidade de Wuhan, localizada na região central da China, e com 11 milhões de habitantes, tornou-se mundialmente conhecida nos primeiros meses de 2020 por duas razões: transformou-se no epicentro da epidemia global de coronavírus e chamou a atenção da engenharia pela velocidade com que dois hospitais foram construídos para receber os infectados. Uma das unidades, com capacidade para 1.000 leitos, entrou em operação em 10 dias, depois que os operários começaram do zero a construção. Outra instalação, com 1.600 leitos, ficou pronta no dobro do tempo: 20 dias.
O segredo das obras está na eficácia da construção modular e na expertise chinesa em construções rápidas. Os hospitais de emergência erguidos em Wuhan utilizaram a mesma tecnologia que o país já havia usado em 2003, quando houve uma epidemia de Sars, em Pequim. Porém, houve o aprimoramento dos sistemas construtivos. Naquela ocasião, 7 mil operários se envolveram com uma obra de 25 mil m2. Agora, foram mobilizados cerca de 4 mil trabalhadores somando as duas unidades, que medem 34 mil m2 e 59 mil m2, respectivamente.
As máquinas substituíram o grande volume de operários. No primeiro hospital construído em Wuhan foram usadas 95 escavadeiras, 33 retro-escavadeiras, 5 rolos-compressores, 160 caminhões-basculantes, 22 guindastes, 40 caminhões-betoneira e 20 bombas para concretagem. A terraplenagem do terreno foi sucedida pela construção de um imenso radier de concreto, medindo 34 mil m2, para acomodar as estruturas de aço que sustentam os contêineres hospitalares. Com dois pavimentos, o hospital Huoshenshan conta com 30 unidades de terapia intensiva (UTIs), várias enfermarias de isolamento e 1.000 leitos. Também possui corredores de dupla face, que se conectam aos quartos dos pacientes, mas impedem contato direto dos funcionários com os infectados.
Um centro de convenções e um estádio são adaptados para receber infectados

os leitos hospitalares e dar rapidez à obra.
Crédito: CSCEC
Cada contêiner é revestido com material de PVC e isolamento termoacústico. Eles já vêm preparados para receber todo o aparelhamento necessário para funcionar como leitos hospitalares. A construção esteve a cargo da China State Construction Engineering Corporation (CSCEC), que também executou as obras do hospital Leishenshan, que é maior e tem capacidade para 1.600 leitos. Em Wuhan, o governo da China ainda está adaptando um centro de convenções e um estádio, para transformá-los em hospitais de campanha. O objetivo é que a cidade tenha condições de atender 10 mil infectados pelo coronavírus, simultaneamente.

Crédito: CSCEC
O hospital Huoshenshan começou a ser construído na noite de 23 de janeiro. Em 3 de fevereiro, já estava recebendo os primeiros pacientes. Já o Leishenshan teve as obras iniciadas em 25 de janeiro (até o fechamento desta reportagem não havia sido concluído). Os dois hospitais foram construídos em terrenos que estavam vazios, mas vinculados a uma colônia de férias e a um armazém para estocar produtos e vendê-los ao comércio local. Na China, todas as terras pertencem ao governo e a desapropriação não depende de ordem judicial ou outro tipo de burocracia. O país também tem investido muito na qualificação da mão de obra da construção civil para conseguir viabilizar obras rapidamente. No caso dos operários que atuaram na construção dos hospitais de Wuhan, a CSCEC recrutou seus melhores quadros em construção modular, trazendo-os de várias partes do país.
Veja a time lapse da construção do hospital Huoshenshan, cujo significado é “montanha do deus fogo”
Veja a time lapse da construção do hospital Leishenshan, cujo significado é “montanha do deus do trovão”
Entrevistado
China State Construction Engineering Corporation (CSCEC) (via coordenação de imprensa)
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Construção civil inicia 2020 com produtividade em alta

Crédito: Banco de Imagens
A construção civil fechou 2019 com crescimento de 3,7% em sua produtividade - índice que mede a eficiência e os métodos de produção. Nos dois últimos trimestres do ano passado, o setor foi o que mais avançou neste quesito, em comparação com outros segmentos da indústria de transformação. Os dados constam do indicador de produtividade do trabalho do IBRE/FGV (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas). Segundo o organismo de pesquisa, o bom desempenho da construção civil impediu que a produtividade global da indústria nacional fechasse o ano com um percentual negativo.
A produtividade na construção ganhou viés de alta desde o segundo trimestre de 2019. Com os ventos da economia soprando favoravelmente em 2020, as projeções indicam que o índice deve se manter em crescimento, podendo se aproximar dos 5% em relação ao ano passado. Para a coordenadora de Projetos da Construção do IBRE/FGV, Ana Maria Castelo, 2020 será decisivo para mostrar se o setor, de fato, está absorvendo mais emprego com carteira assinada e mais tecnologia. “Daqui para frente, com o setor usando mais mão de obra e mais processos produtivos, é que veremos resultados mais consolidados”, avalia.
A economista considera ainda que um crescimento sustentável da construção civil ao longo do ano vai mostrar o quanto o setor investiu em inovações e como isso vai se refletir em ganhos de produtividade. A análise corrobora dados já mostrados por uma série de estudos. Um dos mais recentes é da McKinsey Brasil, o qual aponta que a produtividade na construção civil brasileira tem potencial para melhorar 50%, desde que adotadas boas práticas, novos conceitos e que se invista em tecnologia.
Cresce também a confiança do empresário da construção para investir
Os números que mostram a melhoria da produtividade na construção civil estão relacionados também com o otimismo do setor quanto ao ambiente de negócios para 2020. O mais recente Índice de Confiança do Empresário da Indústria da Construção (ICEI-Construção), divulgado em janeiro pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), atingiu 64 pontos e foi o maior desde dezembro de 2010. A melhora da confiança é confirmada pelo aumento da disposição dos empresários para investir. O índice de intenção de investimentos alcançou 44,4 pontos - o mais alto valor desde setembro de 2014.
O ICEI-Construção varia de 0 a 100 pontos. Quando está acima dos 50 pontos mostra que os empresários estão confiantes. Para a economista da CNI, Dea Fioravante, o otimismo é fruto do novo ambiente econômico no Brasil. “O cenário econômico favorável, com juros baixos e inflação controlada, estimula as pessoas a fazerem as obras que eram adiadas ou até mesmo comprar um imóvel”, analisa. “Isso aumenta a demanda por serviços da construção e tem impacto na propensão dos empresários para investir”, completa. Para a pesquisa, foram ouvidas 493 empresas do setor, de 6 a 17 de janeiro de 2020. Dessas, 177 são pequenas, 206 são médias e 110 são de grande porte.
Veja os estudos do IBRE/FGC e da CNI
Entrevistado
Reportagem com base nos resultados apontados pelo indicador de produtividade do trabalho, do IBRE/FGV (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas), e do Índice de Confiança do Empresário da Indústria da Construção (ICEI-Construção), da Confederação Nacional da Indústria (CNI)
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Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Brexit deixa construção civil da Europa apreensiva

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O neologismo Brexit é a junção das palavras British e exit, que significa a saída dos britânicos da União Europeia. Houve um plebiscito em 2016 e em 31 de janeiro de 2020 a ruptura foi oficialmente confirmada. Haverá um período de transição até que o Reino Unido não faça mais parte do bloco europeu, mas vários setores da economia buscam entender os impactos que o desligamento irá causar no Velho Continente, incluindo o da construção civil.
Em nota recente, a Federação de Construtores Mestres (FMB, de Federation of Master Builders), umas das principais entidades de classe da construção civil britânica, criticou o rompimento com a União Europeia. “A indústria da construção está sendo seriamente afetada pela incerteza do Brexit. Uma incerteza que, junto com a escassez de mão de obra que a ruptura pode causar, vai gerar uma tempestade perfeita em nossa indústria”, diz.
Atualmente, 28% dos trabalhadores da construção civil empregados na Grã-Bretanha não são britânicos - boa parte é oriunda do leste europeu. O receio dos empregados do setor é que falte mão de obra e, consequentemente, isso impacte no custo e no cronograma das obras. “O futuro da construção do Reino Unido depende da disponibilidade de profissionais qualificados e especializados, mas também dos chamados pouco qualificados. Sem eles, não seremos capazes de oferecer um crescimento sustentável para a construção após o Brexit", avalia Mark Reynolds, CEO da Mace, uma das principais construtoras britânicas.
Apenas 15% dos executivos da construção eram favoráveis ao rompimento com a UE
Essa preocupação ficou evidente em uma pesquisa realizada pela consultoria londrina Smith & Williamson, a qual mostrou que apenas 15% dos executivos da construção civil britânica eram favoráveis à saída do Reino Unido da União Europeia. O levantamento ocorreu antes do referendo de 2016. “As incertezas não dizem respeito apenas à mão de obra, mas também à importação e exportação de materiais de construção. O pós-Brexit deverá apontar respostas para isso”, reforça Brian Berry, presidente da FMB.
O receio é de que o rompimento com a União Europeia interrompa um ciclo virtuoso de obras que a Grã-Bretanha experimenta desde 2014. Com apoio do governo, o Reino Unido investe na construção de 300 mil unidades domiciliares e tem um orçamento já previsto de 600 bilhões de libras em dez anos - algo como 3 trilhões de reais - para viabilizar projetos de infraestrutura até 2030. Existe também a preocupação da indústria de materiais de construção do continente, pois os britânicos importam 64% dos produtos utilizados em suas obras.
Para acalmar o setor, tanto o governo do Reino Unido quanto o parlamento da União Europeia sinalizam que, ao final do período de transição, que termina no final de 2020, haverá regras bem definidas para a contratação de mão de obra estrangeira e para a importação e exportação de materiais. Até lá, a construção civil britânica e europeia engavetam projetos à espera de maior segurança para os negócios na era pós-Brexit.
Entrevistado
Federação de Construtores Mestres da Grã-Bretanha (via departamento de comunicação)
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Dez tecnologias da construção que vão “bombar” em 2020

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A LetsBuild, uma empresa SaaS (Software as a Service) para construção civil provendo soluções de ponta a ponta, nascida da fusão das plataformas GenieBelt (Dinamarquesa) e Aproplan (Belga), consultou seus clientes no Reino Unido, na União Europeia, nos Estados Unidos, na Ásia e na Austrália para ouvir deles quais inovações tendem a ser mais usadas pelo setor global em 2020. As 10 mais citadas foram: Realidade aumentada; Ecossistema de tecnologia da construção; BIM; Construção modular; Concreto autocicatrizante; Drones; Robôs; Nuvem e tecnologia móvel para compartilhamento de projetos; Usos avançados para GPS; e Tecnologia utilizável.
Algumas destas tecnologias já são utilizadas no Brasil, como BIM, drones, realidade aumentada, compartilhamento de dados e concreto autocicatrizante. Globalmente, porém, elas estão muito mais difundidas e gerando negócios na casa dos bilhões de dólares. Uma das expectativas para 2020, por exemplo, é que os softwares e os equipamentos de realidade aumentada movimentem cerca de 90 bilhões de dólares esse ano. Já a indústria de drones estima que os equipamentos atinjam a marca de 10 bilhões de dólares em volume de vendas.
Entenda melhor como essas tecnologias funcionam na construção civil e por que estão cada vez mais valorizadas:
Realidade aumentada
A tecnologia sobrepõe vídeos gerados em computador a vídeos capturados por câmeras. Isso permite que uma imagem 3D apareça no local exato do mundo real em que será construída. Conforme a câmera transmite cenas reais, o computador exibe o algoritmo gráfico que mostra como será a obra. A realidade aumentada é indicada para planejar e dar precisão aos projetos (quando combinado ao BIM), adequar o canteiro de obras e oferecer treinamento. A tecnologia garante medições precisas de profundidade, altura e largura. Também possibilita detectar problemas e corrigi-los antes que determinada fase da obra inicie, evitando o retrabalho.
Ecossistema de tecnologia da construção
Refere-se a softwares de compartilhamento de dados em tempo real. Seu impacto na construção civil cresce substancialmente, por permitir que todos os envolvidos em uma obra - do projetista ao fornecedor - troquem informações relevantes. Essa capacidade de integrar processos e sistemas acelera a busca por soluções, minimiza atrasos, taxas de retrabalho e problemas de comunicação entre o canteiro de obras e o escritório.

Crédito: Banco de Imagens
Com o Building Information Modeling (Modelagem de Informações da Construção) é possível criar modelos virtuais precisos de uma construção - do projeto estrutural ao hidráulico e elétrico. Quando concluídos, esses modelos contêm dados precisos para quem vai executar e fazer a gestão da obra. O BIM também é uma ferramenta que permite compartilhar informações e combater retrabalho no canteiro de obras. As partes envolvidas podem revisar o projeto quantas vezes forem necessárias antes da execução.
Construção modular
O processo permite que casas ou edifícios tenham suas estruturas concebidas em uma linha de produção, para depois serem montadas no canteiro de obras. Geralmente são peças pré-fabricadas de concreto, mas podem ser de aço ou de materiais mistos (aço e concreto). A tecnologia possibilita maior controle de qualidade e atenção às especificações do projeto. A construção modular possibilita também ganhos extraordinários de tempo, com a conclusão da obra se dando, às vezes, na metade do período previsto se comparado a um sistema construtivo convencional.
Concreto autocicatrizante
Rachaduras no concreto, mesmo que microscópicas, abrem caminho para que água e gases com substâncias nocivas penetrem no material e ataquem as armaduras, causando corrosão. O concreto autocicatrizante possui aditivos e outros agregados especiais incorporados à sua composição que impedem esse processo desencadeante de patologias. Um dos obstáculos para que o concreto autocicatrizante chegasse ao mercado era seu alto custo de produção. No entanto, a tecnologia avançou e já consegue torná-lo competitivo para determinados tipo de obras especiais, como pontes, barragens, túneis, hidrelétricas e usinas nucleares.

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Esse modelo de veículo aéreo não-tripulado está cada vez mais incorporado à construção civil. Seja na fase de execução, para inspecionar a obra - principalmente em locais de difícil acesso -, seja na fase de venda do empreendimento, para a tomada de imagens que ajudem nas ações de marketing. Outra função desempenhada pelos drones é o de monitoramento de canteiros de obras, garantindo maior segurança contra furtos e roubos.
Robôs
Atualmente, a maioria das máquinas automatizadas usadas na construção civil ainda necessita do controle humano, ou seja, não são capazes de realizar nenhuma atividade sem gerenciamento. Mas a união da inteligência artificial com a robótica está dando mais autonomia aos robôs. Alguns já conseguem atuar por programação prévia. São máquinas que agem sozinhas, mas que foram orientadas para executar determinadas tarefas. Neste caso, não são diretamente operadas por homens, mas ainda necessitam da gestão humana. O próximo passo são os robôs autônomos, que executam funções sem gerenciamento humano.
Nuvem e tecnologia móvel para compartilhamento de projetos
Essa tecnologia utiliza aplicativos para smartphones, possibilitando comunicação imediata entre todas as partes envolvidas com o projeto e com a obra. Caso surja algum problema, os apps possibilitam trocas de documentos em tempo real. Para 65% dos que utilizam a ferramenta, sua maior importância é evitar o retrabalho. A tecnologia permite ainda o agendamento de serviços com os fornecedores, como data e horário da entrega do concreto no canteiro de obras.
Usos avançados para GPS
Na construção civil, a tecnologia denominada Sistema de Posicionamento Global (GPS) é usada principalmente em atividades de terraplenagem. Motoniveladoras e escavadeiras equipadas com GPS executam a tarefa de preparação do solo com 70% a mais de eficácia. Estatísticas mostram que o sistema ajuda a economizar 25% de combustível e reduz em 30% a mão de obra envolvida nesta etapa da obra. A vida útil das máquinas também aumenta em 60%. Atualmente, existem no espaço 120 satélites exclusivamente para gerenciar GPS. A tecnologia é dominada por Estados Unidos, Rússia, China, Índia e Europa.

Crédito: Banco de Imagens
Nos Estados Unidos, a tecnologia é chamada de “construction wearables” – algo como vestuário da construção. São equipamentos que operários vestem para atuar no canteiro de obras, e que permitem que sejam monitorados. Funcionam como uma nova geração de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual). Podem ser cintos, coletes, capacetes ou até armaduras que facilitam o carregamento de materiais e ajudam a alcançar pontos mais altos sem a ajuda de escadas. A tecnologia possibilita também medir em tempo real o grau de fadiga de um trabalhador e se ele está no local da obra executando a tarefa a que foi designado.
Entrevistado
Reportagem postada por LetsBuild, uma empresa SaaS (Software as a Service) para construção civil.
Contato
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Gigantes do Vale do Silício combatem déficit habitacional
O que Apple, Amazon, Google, Microsoft e Facebook têm em comum? As Big Techs - como são chamadas as gigantes mundiais de tecnologia - se uniram para combater o déficit habitacional nas regiões dos Estados Unidos onde estão suas sedes. Só a Apple decidiu doar 2,5 bilhões para a construção de casas na Califórnia. Facebook e Google, que também se localizam no Vale do Silício, vão investir 1 bilhão cada. Já a Microsoft decidiu doar 500 milhões para construir casas em Seattle, no estado de Washington, onde está sua sede e também a da Amazon, que não só investirá na construção urgente de casas como se associou a startups dos EUA focadas na construção de residências pré-fabricadas.
Na Califórnia, que abriga Apple, Google e Facebook, a falta de estoque de moradias fez os preços dispararem na região. Uma casa de 3 quartos, que valia cerca de 250 mil dólares há pouco mais de 20 anos, hoje não é comprada por menos de 1,5 milhão de dólares. Mesmo os funcionários das gigantes do Vale do Silício, que ganham bons salários, não conseguem adquirir residências por causa dos altos preços. Isso está influenciando no fluxo de contratações das Big Techs. Há profissionais que despertam o interesse das empresas, mas desistem das vagas por não conseguir uma moradia na Califórnia - mesmo para alugar. “Habitação acessível significa estabilidade e dignidade, oportunidade e orgulho. Quando essas coisas ficam fora do alcance de muitos, sabemos que o caminho que seguimos é insustentável e a Apple está comprometida em fazer parte da solução”, declarou Tim Cook, CEO da Apple, ao anunciar o investimento em moradias.
Os 2,5 bilhões de dólares destinados pela Apple para o setor da construção civil estão assim divididos: 1 bilhão vai para uma parceria com o governo da Califórnia para a implantação de um programa habitacional de casas populares; 1 bilhão para um projeto voltado à aquisição da primeira casa, cuja prioridade serão trabalhadores jovens da Califórnia; 300 milhões em forma de terrenos que pertencem à empresa e serão doados para construir casas; 150 milhões para a criação de um fundo imobiliário destinado a habitações populares; e 50 milhões para construir abrigos e retirar os moradores de rua da Califórnia. A falta de moradias levou 30 mil famílias a deixarem a Califórnia em 2019.
Para analistas, big techs teriam que investir 10 bilhões de dólares na construção de casas
Google e Facebook seguiram caminhos semelhantes ao da Apple para destinar suas doações para a construção de habitações: firmaram parcerias com o governo californiano, também estão doando terras para serem transformadas em condomínios e destinaram 150 milhões de dólares para a recuperação ambiental da baía de São Francisco. O Facebook destacou que das 40 mil moradias a serem construídas com os recursos doados, 20 mil devem ser destinadas a trabalhadores essenciais, como professores, enfermeiros e socorristas. Mesmo com todos os esforços, e da entrada das big techs no combate ao déficit habitacional no oeste dos EUA, a expectativa é que o problema só seja solucionado no prazo de 10 anos.
Para analistas do mercado imobiliário, mesmo com os bilhões de dólares colocados pelas gigantes da internet no setor de moradias não será possível zerar o déficit. Pelo cálculo dos especialistas, seriam necessários 10 bilhões de dólares para que a meta fosse atingida nas regiões das big techs. Por isso, a Amazon foi além: decidiu investir em startups que se utilizam de sistemas pré-fabricados para construir casas rapidamente e a um custo menor do que seria se fossem utilizados sistemas construtivos convencionais. A primeira parceira é a Plant Prefab , uma empresa do sul da Califórnia que usa materiais de construção sustentáveis para construir casas. A startup também utiliza a automação para construir casas mais rapidamente e reduzir custos. Já a Microsoft confirmou a doação para o combate do déficit habitacional em Seattle, mas não quis aprofundar os detalhes de seu projeto.
Entrevistado
Departamentos de comunicação de Apple, Facebook, Google, Amazon e Microsoft
Contato
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press@fb.com
amazon-pr@amazon.com
rrt@we-worldwide.com
press@google.com
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330









