Tecnologia não vai substituir as pessoas na obra, diz estrategista

Jeff Sample: primeiro as pessoas, em seguida os processos e depois a tecnologia Crédito: eSUB
Jeff Sample: primeiro as pessoas, em seguida os processos e depois a tecnologia
Crédito: eSUB

Estrategista em inovações para a construção, o norte-americano Jeff Sample tem uma visão diferente sobre a influência da tecnologia na construção civil. Para ele, robótica e Inteligência Artificial não conseguirão substituir as pessoas e nem os processos de execução nos canteiros de obras. “São pessoas, processos e depois tecnologia. É nessa ordem”, defende, admitindo, porém, que será cada vez mais importante para as empresas do setor manter as pessoas certas em posições estratégicas. “Posso treinar por realidade virtual, mas dentro do canteiro de obras preciso de seniores em construir. Não para assentar tijolos, mas para coordenar e supervisionar os mais novos e a própria tecnologia agregada à construção”, diz.

Sample palestrou recentemente no seminário “Construction Technology - Through the Looking Glass” (Tecnologia da Construção através do espelho), que aconteceu em Nashville, no Tennessee-EUA. O estrategista lembrou que a construção civil ainda retém suas informações em papel e precisa aprender a digitalizar esses dados se quiser ingressar no universo da Indústria 4.0 e da Inteligência Artificial. “Para conseguir essa migração de fase, a construção vai precisar de lideranças experientes, que saibam coletar e interpretar essas informações que vêm de anos de conhecimento acumulado”, afirma. “Os seniores vão passar seus conhecimentos para que os jovens possam aplicá-los através da tecnologia”, completa.

Para o especialista, a construção civil do futuro vai se beneficiar mais da Inteligência Artificial do que da robótica. “Os robôs humanóides podem auxiliar em uma ou outra tarefa no processo de construir, mas não substituirão o homem em trabalhos mais intrínsecos. Por outro lado, vejo a Inteligência Artificial mais presente. Ela deve trazer uma nova geração de ferramentas BIM e vai influenciar não apenas os projetos como os ambientes construídos, como já vemos com os scanners a laser, que conseguem gerar uma representação tridimensional perfeita do espaço construído”, analisa.  

Viabilizar obras vai ficar cada vez mais barato e mais rápido, prevê especialista

Seniores da construção civil serão fundamentais para fazer a migração do conhecimento que hoje está no papel para a era digital Crédito: Banco de Imagens
Seniores da construção civil serão fundamentais para fazer a migração do conhecimento que hoje está no papel para a era digital
Crédito: Banco de Imagens

O processo de escaneamento em obras se assemelha ao da tomografia do corpo humano. O retrato tridimensional capta variações de temperatura, pontos de umidade e graus de rugosidade de lajes e pilares dos prédios, gerando tons de cores para cada caso. No Brasil, a tecnologia foi empregada pela primeira vez em 2016, no restauro arquitetônico da Casa de Vidro, construída nos anos 1950 e projetada pela arquiteta italiana Lina Bo Bardi. A mesma tecnologia deverá ser empregada na restauração do MASP (Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand), também na cidade de São Paulo-SP. 

Com todos os recursos tecnológicos que já começam a ficar disponíveis para a construção civil, Jeff Sample acredita que viabilizar obras vai ficar cada vez mais barato, conforme os novos processos construtivos forem disseminados. “A tecnologia vai baratear custos. Por duas razões: haverá mais opções de materiais para construir e a mão de obra melhor qualificada terá mais produtividade e consumirá menor tempo na obra”, conclui.

Entrevistado
Estrategista em inovações para a construção, Jeff Sample, diretor de estratégias da eSUB Construction Software
Contato: contact@esub.com

 

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330


Ferramenta ajuda cidades a se tornarem inteligentes

Ideia da Bright Cities partiu do trabalho da pesquisadora da UNICAMP, Raquel Cardamone (centro) e foi desenvolvida pela Action Labs, de Paulo Renato Oliveira (dir.)
Ideia da Bright Cities partiu do trabalho da pesquisadora da UNICAMP, Raquel Cardamone (centro) e foi desenvolvida pela Action Labs, de Paulo Renato Oliveira (dir.)

Bright Cities é o nome da plataforma que ajuda as cidades a se tornarem Smart Cities. A ferramenta auxilia os gestores públicos a adotarem procedimentos compatíveis com o das cidades inteligentes. Através de comparativos, a tecnologia analisa o potencial da cidade em 10 pontos: energia, meio ambiente, governança, mobilidade urbana, segurança pública, saúde, empreendedorismo, educação, urbanismo e tecnologia e inovação. “Bright Cities é um guia passo a passo para tornar a cidade mais inteligente a cada dia”, define Paulo Renato Oliveira, Founder & Chief Creative Officer da Action Labs, responsável pelo desenvolvimento da Bright Cities.

A plataforma agrega indicadores reconhecidos por organismos internacionais, como ONU, ISO e WCCD (World Council on City Data), e ajuda a maximizar os pontos fortes e melhorar as vulnerabilidades das cidades. Obviamente, os objetivos traçados não são atingidos da noite para o dia. É um trabalho de longo prazo, como explica Paulo Renato Oliveira. “Cada cidade deve atacar suas questões prioritárias, aproveitando seus próprios diferenciais, que podem ser localização geográfica, grau de instrução da população e disponibilidade de recursos naturais, entre outros aspectos”, diz. A plataforma criada no Brasil já desperta interesse de cidades norte-americanas, como Boston. No país, Juazeiro do Norte-CE e Aracaju-SE são as primeiras a utilizá-las.

Apresentação aconteceu na Smart City Expo World Congress, em Barcelona

A Bright Cities não é uma ferramenta exclusiva para os gestores públicos. Ela pode também ser utilizada por organizações não-governamentais, associações ligadas à gestão de uma cidade e empresas que atuam como provedoras de soluções. A plataforma oferece um mapa completo sobre as áreas em que esses agentes podem atuar, e é aberta também aos cidadãos. “Eles têm como ver as condições de sua cidade em comparação com outras municipalidades, nas 10 áreas de avaliação”, afirma Paulo Renato Oliveira. A Bright Cities atua com base em um algoritmo de recomendação de soluções, que analisa o impacto que cada proposta teve nas cidades. A ferramenta foi apresentada na Smart City Expo World Congress, em Barcelona, em novembro de 2018.

A ideia partiu do trabalho desenvolvido pela pesquisadora da UNICAMP, Raquel Cardamone, e CEO da Bright Consulting. O foco são as cidades de médio e pequeno porte, que na maioria das vezes são carentes de indicadores e recursos para contratar uma consultoria que faça o levantamento de dados e ajude-as a se tornarem cidades inteligentes. A Action Labs foi parceira da ideia no desenvolvimento tecnológico da ferramenta. “Fizemos a modelagem do negócio, estruturamos o algoritmo de diagnóstico e transformamos a metodologia em uma plataforma tecnológica que analisa centenas de dados e sugere soluções para quem utiliza a plataforma”, resume Paulo Renato Oliveira.

Entrevistado
Paulo Renato Oliveira, Founder & Chief Creative Officer da Action Labs, e responsável pela tecnologia da Bright Cities

Contatos
contact@brightcities.city
http://www.actionlabs.com.br/contato/

 

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330


Panamá ganha maior ponte de concreto protendido do mundo

O Panamá inaugurou há 3 meses a Ponte Atlântico, a terceira sobre o Canal do Panamá. Trata-se da maior do mundo construída em concreto protendido. A estrutura tem 4,605 quilômetros de extensão e vão central de 530 metros, sustentado por estais. A vida útil projetada da obra é de 100 anos. 

A opção pelo concreto protendido se deve à sua maior resistência à tração do que o concreto armado. Normalmente, essa tecnologia é usada para pontes localizadas em regiões marítimas, e com grandes vãos, por ser menos propensa à corrosão das armaduras. O concreto protendido utiliza armadura ativa, sujeita ao pré-alongamento. A isso se dá o nome de protensão, ou seja, a compressão prévia da estrutura para minimizar ou anular as tensões de tração.

A construção da Ponte Atlântico começou em 2013 e tem execução chinesa e francesa, com projeto francês. Foi construída pela China Communications Construction Company, em parceria com a Louis Berger Group, que também construiu as pontes das Américas e Centenária. O projeto é da Vinci Construction Grands Projects, cujo portfólio inclui as pontes da Normandia, na França, e a ponte da Confederação, no Canadá.

Trabalharam na obra 1.100 pessoas e foram utilizados 175.760 m3 de concreto, 36 mil toneladas de aço reforçado, 14,2 quilômetros de pilares pré-moldados e 16 mil toneladas de cabos de protensão. 

Sobre o Canal do Panamá também passam a Ponte das Américas, inaugurada em 1962, e a Ponte Centenária, de 2005, ambas localizadas no setor do Pacífico. A Ponte Atlântico é a primeira do lado do Oceano Atlântico e foi construída a um custo de 379 milhões de dólares (aproximadamente 1,5 bilhão de reais).

Ponte também é a mais longa estrutura de concreto protendido do mundo a possuir 4 pistas

O ponto mais alto do vão da ponte está a 75 metros de altura, a fim de permitir a passagem de grandes navios de carga. Acima, o tabuleiro com 4 pistas para veículos, calçada para pedestres e ciclovia está suspenso por estais conectados a dois pilares de 212 metros de altura cada um. Isso rende outro título à ponte. Trata-se da mais longa estrutura de concreto protendido do mundo a possuir quatro pistas.

A Ponte Atlântico foi projetada para receber um fluxo diário de 40 mil veículos. Estima-se que a estrutura e seu complexo de viadutos garantam a fluidez do tráfego por pelo menos 50 anos. Porém, outra ponte já está em planejamento. Essa ligará o canal diretamente à Cidade do Panamá, e por ela passará uma nova linha de metrô. 

O projeto e a execução da quarta ponte sobre o Canal do Panamá será 100% de um consórcio chinês, formado pela China Communications Construction Co (CNC) e pela China Harbour Engineering Company (CHEC). O grupo venceu um contrato de 1,42 bilhão de dólares (cerca de 5,7 bilhões de reais).

As obras estão previstas para começar em 2020, com duração de 3 anos. O complexo viário terá 6,5 quilômetros de extensão, com seis faixas para veículos, além da linha de metrô. O Panamá também está prestes a inaugurar outra ponte, que ligará o país à Costa Rica. Batizada de Ponte Binacional Sixaola, a estrutura está 62% no território costarriquenho e 38% no panamenho. Sua extensão é de 260 metros de comprimento e 17 metros de largura, e será concluída no primeiro trimestre de 2020.

Veja vídeo da Ponte Atlântico

Entrevistados
China Communications Construction Company, Louis Berger Group e Vinci Construction Grands Projects (via departamentos de comunicação)

Contatos
media.relations@vinci.com
ir@ccccltd.cn
lbg@louisberger.com

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330


Empregos na construção fecham 6º mês de saldo positivo

Pelos números do CAGED, em 2019 a construção civil já criou 114,3 mil vagas formais e voltou a empregar diretamente mais de 2 milhões de pessoas no país Crédito: Marcello Casal/Agência Brasil
Pelos números do CAGED, em 2019 a construção civil já criou 114,3 mil vagas formais e voltou a empregar diretamente mais de 2 milhões de pessoas no país
Crédito: Marcello Casal/Agência Brasil

O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) confirma que a indústria da construção civil consolida 6 meses consecutivos com saldo positivo em seu mercado de trabalho. Significa que de abril a setembro de 2019, as admissões superaram as demissões. A tendência de viés de alta deve se confirmar quando saírem os números de outubro do CAGED, o que acontece na metade de novembro. Porém, outros indicadores já certificam que o volume de emprego formal no setor seguirá em elevação, como aponta a mais recente Sondagem Indústria da Construção, monitorada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).

O nível de oferta de emprego na construção civil é o maior desde novembro de 2013, diz o indicador da CNI/CBIC. “Mesmo caminhando a passos ainda lentos, o setor da construção já consegue gerar importantes vagas com carteira assinada no mercado de trabalho e dar mais dinamismo à economia nacional. Ainda falta muito para a construção retomar o patamar de anos anteriores, mas não se pode deixar de ressaltar a importância do fato de que o setor parou de piorar”, destaca a economista do Banco de Dados da CBIC, Ieda Vasconcelos. A Sondagem Indústria da Construção é realizada com 490 empresas do setor da construção, das quais 175 são de pequeno porte, 203 de médio e 112 de grande porte.

Construção civil está em 4º lugar entre os setores que mais empregam no Brasil

Pelos números do CAGED, em 2019 a construção civil já criou 114,3 mil vagas formais. Destaque para os canteiros de obras de edificações residenciais, que são as que mais têm contratado no setor. Em seguida, vem o segmento de geração e distribuição de energia elétrica e de telecomunicações. Com a série positiva, a construção civil volta a empregar diretamente mais de 2 milhões de pessoas no país, mas segue ainda longe do auge de sua empregabilidade, que ocorreu entre 2013 e 2014, quando chegou a ter 3,5 milhões de vagas ocupadas. Para o presidente da CBIC, José Carlos Martins, se houvesse a retomada de obras paralisadas poderiam ser criados mais de 400 mil empregos. 

Pelos cálculos da CBIC, com o investimento de 10 bilhões de reais via concessões (0,11% do PIB) seriam geradas 76 mil vagas diretas e 114 mil indiretas no setor de obras de infraestrutura. Ao mesmo tempo, com 40 bilhões de reais do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) - 0,45% do PIB - seriam criadas 305 mil vagas diretas no segmento da construção habitacional, totalizando 420 mil empregos formais. “A demanda atual do país é pela geração de empregos. Isso tem a ver com a construção civil, que é a locomotiva de empregos”, destaca Martins. 

Apesar do crescimento da oferta de vagas, a construção civil atualmente está em 4º lugar entre os que mais empregam no Brasil. O 1º é setor de serviços, seguido da indústria de transformação e do comércio.

Entrevistado
Reportagem com base nos dados mais recentes do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) e da Sondagem Indústria da Construção, monitorada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC)

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Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330


Urbanismo tenta tirar cidades do monopólio dos carros

De 19 a 23 de julho de 2020, o Rio de Janeiro-RJ vai sediar o Congresso Mundial de Arquitetura: futuro das metrópoles estará no foco dos debates Crédito: UIA
De 19 a 23 de julho de 2020, o Rio de Janeiro-RJ vai sediar o Congresso Mundial de Arquitetura: futuro das metrópoles estará no foco dos debates
Crédito: UIA

O Dia Mundial do Urbanismo, que se comemora em 8 de novembro, reforça o desafio que se impõe às cidades neste século 21: buscar soluções que acabem com o monopólio dos carros no desenvolvimento urbano. Os veículos influenciaram maciçamente o desenho e o crescimento das metrópoles, mas agora o novo urbanismo tenta minimizar esse impacto com mobilidade urbana, transporte coletivo, transportes alternativos e valorização do pedestre. 

Segundo o Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais das Nações Unidas (UN Desa), até 2050 cerca de 6,7 bilhões de pessoas estarão vivendo em cidades, o que tornará o mundo quase 70% urbano. Consequentemente, 70% das emissões globais de dióxido de carbono também estarão concentrados nos centro urbanos.

Isso levou o secretário-geral das Nações Unidas, o português António Guterres, a decretar que é nas metrópoles que a “batalha climática será amplamente vencida ou perdida”. No entanto, o chefe da ONU avalia que o urbanismo ajudará a vencer esse duelo. “As escolhas que serão feitas na infraestrutura urbana nas próximas décadas, em planejamento urbano, eficiência energética, geração de energia e transporte, terão influência decisiva nessa batalha”, diz.

Guterres também lembra que a solução está nas cidades-inteligentes. “Muito do que será necessário para abrigar e servir a esse mundo, cada vez mais urbano, ainda não foi construído, e até mesmo algumas novas cidades precisarão surgir. Isso traz enormes oportunidades para desenvolver e implantar soluções que possam enfrentar a crise climática e abrir caminho para um futuro sustentável”, completa.

Congresso Mundial de Arquitetura terá o futuro das cidades como tema central

Esse também será o tema central do Congresso Mundial de Arquitetura, que acontecerá de 19 a 23 de julho de 2020, no Rio de Janeiro-RJ. Os que apóiam o novo urbanismo defendem que os bairros se transformem em “cidades compactas” e possam permitir que seus moradores façam a maior parte das atividades sem usar o carro. “As cidades devem ser redesenhadas em função das dimensões, dos movimentos e das necessidades do corpo humano, em vez de serem projetadas em função do automóvel”, reforça o arquiteto brasileiro Roberto Simon, conselheiro da UIA (União Internacional dos Arquitetos).

Para a ONU, as metrópoles não devem ser combatidas, mas transformadas. “A urbanização apresenta vários desafios de sustentabilidade relacionados à habitação, meio ambiente, mudanças climáticas, infraestrutura, serviços básicos, segurança alimentar, saúde, educação, empregos, segurança e recursos naturais. Ao mesmo tempo, ela também pode produzir grandes oportunidades, além de ser uma ferramenta crítica para o desenvolvimento sustentável, se aplicada da maneira correta”, diz relatório da organização. 

António Guterres reforça ainda que a economia global depende das metrópoles. “As cidades geram mais de 80% do Produto Interno Bruto (PIB) global e, como centros de educação e empreendedorismo, são pólos de inovação e criatividade. Por isso, a ONU acredita que é possível usar a urbanização para alcançar o desenvolvimento sustentável, adaptando a maneira como as cidades são planejadas, projetadas, financiadas, desenvolvidas, governadas e gerenciadas”, conclui.

Entrevistados
Organização das Nações Unidas (ONU), União Internacional dos Arquitetos (UIA) e Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU) (via assessorias de imprensa)

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atendimento@caubr.gov.br
uia@uia-architectes.org
contato@onu.org.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330


Natureza ensina como projetar prédios superaltos

Mark P. Sarkisian, no ENECE 2019: flor do deserto inspirou o Burj Khalifa, enquanto o bambu foi a base do projeto das torres do China World Trade Center Crédito: Cia. de Cimento Itambé
Mark P. Sarkisian, no ENECE 2019: flor do deserto inspirou o Burj Khalifa, enquanto o bambu foi a base do projeto das torres do China World Trade Center
Crédito: Cia. de Cimento Itambé

Para o engenheiro estrutural Mark P. Sarkisian, projetar prédios superaltos requer uma observação minuciosa da natureza. “Os princípios da natureza norteiam os cálculos. Há princípios matemáticos muito definidos e que devem nos inspirar”, diz uma das sumidades mundiais em arranha-céus. Sarkisian esteve recentemente palestrando no ENECE 2019 (Encontro Nacional de Engenharia e Consultoria Estrutural) - evento anual promovido pela ABECE (Associação Brasileira de Engenharia e Consultoria Estrutural).

Entre as análises feitas por Mark P. Sarkisian, ele destacou que o bambu e os furacões são os elementos da natureza que mais o inspiram. “O bambu é uma fonte inspiradora para quem projeta prédios superaltos. Os colmos da planta possuem uma precisão matemática incrível. E são eles que dão sustentação para que o bambu possa atingir até 20 metros, dependendo da espécie”, relata. Sobre os furacões, Sarkisian destaca que a forma de caracol do fenômeno climático é que permite que ele atinja grandes alturas sem perder a sustentação.

China World Trade Center: elementos da natureza serviram de base para projetar as torres inauguradas em 2017, em Pequim Crédito: SOM
China World Trade Center: elementos da natureza serviram de base para projetar as torres inauguradas em 2017, em Pequim
Crédito: SOM

Autor do livro “Projetando edifícios altos: estrutura e arquitetura”, o engenheiro lembra em sua palestra que os dois elementos da natureza que mais o inspiram serviram de base para que projetasse as torres do China World Trade Center, em Pequim, inauguradas em 2017, e o Burj Khalifa, em 2010, em Dubai. “Quem vê as torres do CWTC enxerga uma estrutura que lembra muito o bambu. Já o Burj Khalifa tem um formato inspirado em uma espiral e suas fundações tiveram como ponto de partida as raízes e o caule da flor do deserto”, revela. 

A princípio, Burj Khalifa havia sido projetado para ter 560 metros

Sócio do escritório Skimore, Owings & Merril, sediado em São Francisco-EUA, Sarkisian conta que, inicialmente, o Burj Khalifa havia sido projetado para ter 560 metros. “No entanto, a base em forma de tripé e o formato espiralado nos deram segurança para que ele fosse crescendo mais. À medida que o edifício ia subindo, menores eram os efeitos do vento sobre ele”, comenta o projetista. Com 828 metros de altura, o Burj Khalifa ainda é o maior prédio do mundo e teve seu projeto estrutural todo concebido em concreto armado.

Burj Khalifa: à medida que o edifício ia subindo, menores eram os efeitos do vento sobre ele Crédito: Banco de Imagens
Burj Khalifa: à medida que o edifício ia subindo, menores eram os efeitos do vento sobre ele
Crédito: Banco de Imagens

Por isso, Mark P. Sarkisian avalia que o material seguirá predominante na construção de edifícios superaltos. “Os prédios superaltos têm um futuro ótimo. Também estamos convictos de que essas edificações não precisarão ser construídas com concreto de ultra-alto desempenho (CUAD), mas com concretos com resistência que variem de 80 MPa a 120 MPa. O que eles precisam ser é resilientes. Essa foi a nossa maior lição depois do 11 de setembro (ataques às torres gêmeas do World Trade Center, em Nova York, em 2001): precisamos construir edificações resilientes. E a natureza está aí para nos ajudar”, sentencia.

Mark P. Sarkisian finaliza sua palestra lembrando que os projetos estruturais de edifícios superaltos devem se concentrar no equilíbrio das cargas. “Nem sempre é importante pensar em materiais super resistentes, mas nos princípios matemáticos das forças que vão agir sobre aquela edificação. Principalmente, se formos construir em áreas propensas a furacões e terremotos”, ressalta.

Entrevistado
Reportagem com base na palestra do engenheiro estrutural Mark P. Sarkisian, sócio do escritório Skimore, Owings & Merril, sediado em São Francisco-EUA, no ENECE 2019 (Encontro Nacional de Engenharia e Consultoria Estrutural).

Contato: abece@abece.com.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330


Brasil se insere em pesquisas de ponta sobre concreto

Paulo Monteiro no Congresso Brasileiro do Concreto, em Fortaleza-CE: convocando o IBRACON a liderar a nova fronteira de pesquisas sobre materiais cimentícios no Brasil Crédito: Facebook/IBRACON
Paulo Monteiro no Congresso Brasileiro do Concreto, em Fortaleza-CE: convocando o IBRACON a liderar a nova fronteira de pesquisas sobre materiais cimentícios no Brasil
Crédito: Facebook/IBRACON

Professor-titular do departamento de engenharia civil da Universidade da Califórnia-Berkeley (UCB), nos Estados Unidos, o brasileiro Paulo José Melaragno Monteiro foi um dos conferencistas convidados da 61ª edição do Congresso Brasileiro do Concreto, promovido anualmente pelo IBRACON (Instituto Brasileiro do Concreto), e que aconteceu de 15 a 18 de outubro,em Fortaleza-CE. Coautor de um best-seller da engenharia, “Concreto: microestrutura, propriedades e materiais”, em parceria com o professor Kumar Mehta, Paulo Monteiro disse em sua palestra que o Brasil tem uma grande oportunidade de se inserir em pesquisas de ponta sobre o concreto.

Para o pesquisador, que há mais de uma década lidera estudos sobre as nanoestruturas de compósitos cimentícios, o motivo da afirmação está relacionado à recente inauguração do laboratório Sirius - único na América Latina capaz de promover pesquisas com luz síncrotron -, em Campinas-SP. O equipamento permitirá que o país realize pesquisas semelhantes às que já ocorrem em outras nações, além de possibilitar o estreitamento de parcerias com outros centros avançados. “Inclusive lancei o desafio ao IBRACON para que ele lidere essas novas linhas de pesquisa no Brasil”, afirma Paulo Monteiro, que em Berkeley comanda um grupo de pesquisa que usa a luz síncrotron para realizar tomografias tridimensionais de microestruturas de concreto.

Nanotecnologia em breve andará de mãos dadas com a indústria do concreto

No Laboratório Sirius, a luz síncrotron permite que sejam tirados raios-x de alta definição, e que desvendam até a bilionésima parte dos materiais. Isso abre caminho para investigações minuciosas das nanoestruturas do concreto. Segundo Paulo Monteiro, o resultado prático de pesquisas dessa envergadura é que será possível chegar a concretos mais resistentes. “Estamos fazendo novas descobertas sobre a natureza complexa desses compósitos e isso vai nos levar ao aperfeiçoamento desses materiais”, diz o pesquisador, para quem a nanotecnologia em breve andará de mãos dadas com a indústria do concreto. “A nanotecnologia possibilita trabalhar com mais agilidade na busca por materiais mais resistentes”, completa.   

O conteúdo da palestra concedida no 61º Congresso Brasileiro do Concreto é o mesmo que Paulo Monteiro tem proferido em vários outros países: ​​"Caracterização de materiais cimentícios usando radiação síncrotron de raios-X: o que sabemos, o que não sabemos e o que queremos saber". Ele explica que, ao procurar evoluir a estrutura dos materiais, a indústria da construção civil persegue os bons resultados que outros setores já obtiveram. O uso de fontes de luz síncrotron já beneficiou inúmeros produtos e componentes - desde fraldas para bebês a turbinas para aeronaves, passando por baterias mais duráveis, resistentes e baratas para carros elétricos, celulares e notebooks. A agricultura é outro segmento que obtém avanços com esse tipo de pesquisa. A radiação síncrotron tem sido usada para desenvolver fertilizantes menos prejudiciais ao meio ambiente e à saúde, além de realçar determinados nutrientes em espécies vegetais. 

Entrevistado
Reportagem com base na palestra do professor-doutor Paulo José Melaragno Monteiro, na 61ª edição do Congresso Brasileiro do Concreto, promovido pelo IBRACON

Contatos
monteiro@berkeley.edu
office@ibracon.org.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330


Construtoras vendem apartamentos em “vaquinha virtual”

O crowdfunding imobiliário, também conhecido como “vaquinha virtual”, uniu 15 construtoras e incorporadoras de abrangência nacional em torno de um projeto que busca realizar o sonho da casa própria para recém-casados. Em vez de lista de presentes, os noivos captam dinheiro dos convidados por meio de uma plataforma digital e podem investir o valor arrecadado para dar a entrada em um apartamento. Lançada no final de julho de 2019, a plataforma mude.me já tem 160 opções de imóveis disponíveis para crowdfunding imobiliário. 

A carteira tende a aumentar, pois outras 7 empresas estão interessadas em entrar na plataforma. Por enquanto, a “vaquinha virtual” concentra unidades apenas na cidade de São Paulo-SP, mas, de acordo com o fundador do mude.me, Guilherme Sawaya, é possível usar o site para arrecadar o dinheiro e depois sacá-lo para adquirir um imóvel em outro município. Neste caso, é cobrada uma taxa de 7% sobre o montante arrecadado. Ainda segundo Sawaya, a cada negociação de uma unidade a plataforma recebe comissão das empresas e cobra dos noivos a taxa do cartão de crédito, já que a doação só pode ser feita nesse formato. Até outubro de 2019, 1.200 casais já haviam recorrido ao modelo.

Para Guilherme Sawaya, o grande objetivo com a criação da plataforma é permitir que os noivos consigam arrecadar o valor relativo à entrada do primeiro apartamento, apontado, segundo dados do mercado imobiliário, como o maior obstáculo para quem compra o primeiro imóvel. Outra característica da plataforma é que ela tem em sua lista de ofertas desde apartamentos de alto padrão até os vinculados ao programa Minha Casa Minha Vida. Boa parte das unidades disponíveis ainda está na planta, o que significa que o planejamento para a aquisição do apartamento deve ocorrer de dois a três anos antes do casamento.    

Desde 2017, a Câmara de Valores Mobiliários reconhece o crowdfunding imobiliário

Além do mude.me, outros modelos de crowdfunding imobiliário já foram testados no Brasil. Um deles viabilizou parte da construção do prédio VN Cardoso de Melo, localizado na Vila Olímpia, em São Paulo-SP. O empreendimento foi o primeiro do Brasil que teve o modelo de crowdfunding imobiliário reconhecido provisoriamente pela CVM (Câmara de Valores Mobiliários), em 2016. O objetivo da incorporadora era arrecadar 1 milhão de reais para dar início às obras, mas foram conseguidos 1,279 milhão de reais. O prédio ainda encontra-se em fase de execução e a construtora VitaCon está entre as parceiras do mude.me. 

Desde 13 de julho de 2017, a CVM decidiu tornar oficial o crowdfunding imobiliário no Brasil. A Instrução nº 588 define algumas regras, que são as seguintes:

1. O crowdfunding imobiliário não pode arrecadar mais de 5 milhões de reais e o prazo máximo para a “vaquinha virtual” é de 180 dias.
2. A oferta deve informar os investidores sobre os riscos envolvidos.
3. Deve ser garantido ao investidor um período de desistência de, no mínimo, 7 dias contados a partir da confirmação do investimento.
4. A figura jurídica criada para captar o dinheiro deve comprovar receita bruta anual de até 10 milhões de reais.
5. Os recursos captados não podem ser utilizados para outros fins, senão o de financiar a obra.  

Entrevistado
Guilherme Sawaya, administrador com MBA em marketing, gestão e inovação e fundador do mude.me (via assessoria de imprensa)

Contato
atendimento@mude.me

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Gestão de tributos da construção civil: melhor não arriscar

Um dos desafios da reforma tributária é desonerar a construção civil para combater a informalidade nos canteiros de obras Crédito: Banco de Imagens
Um dos desafios da reforma tributária é desonerar a construção civil para combater a informalidade nos canteiros de obras
Crédito: Banco de Imagens

O Brasil é líder mundial em quantidade de horas que as empresas disponibilizam para atender exigências tributárias. São cerca de 2.600 horas, o que representa mais de 100 dias no ano. A construção civil está inserida neste contexto e é um dos setores mais taxados do país. Por isso, exige uma gestão de tributos mais detalhada, pois há impostos específicos - principalmente, os que incidem sobre quem constrói. Além disso, a tributação muda de estado para estado, o que recomenda mais atenção para evitar riscos desnecessários.

Independentemente da localização da empresa, existem 9 impostos exclusivos e obrigatórios para quem constrói, e que fazem parte do chamado Sistema Público de Escrituração Digital (SPED). A saber:

EFD  -  Escrituração Fiscal Digital-ICMS/IPI (mensal)
DIME - Declaração do ICMS e Movimento Econômico (mensal)
EFD Contribuições - Escrituração Fiscal Digital da Contribuição para o PIS/Pasep e para a Cofins (mensal)
ECD - Escrituração Contábil Digital (anual)
ECF - Escrituração Contábil Fiscal (anual)
EFD Reinf - Escrituração Fiscal Digital de Retenções e Outras Informações Fiscais (mensal)
DCTF - Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (mensal)
Dirf - Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte (mensal)
Dimob - Declaração de Informações sobre Atividades Imobiliárias (anual)

As peculiaridades do sistema tributário que rege a construção civil estão relacionadas diretamente com a mobilidade das obras, ou seja, as empresas empreendem em várias localidades, o que influencia na quantidade e no tipo de impostos a serem pagos. Dependendo da legislação tributária do município, até dentro de uma mesma cidade a tributação pode mudar de uma obra para outra, por causa das chamadas zonas residenciais. “Contabilidade de construção é significativamente mais complexa do que é para a maioria das empresas”, define o consultor de negócios contábeis, Marco Aurélio Rodrigues.

As contratações de serviços terceirizados, equipamentos e materiais de construção também influenciam na gestão de tributos de uma obra. Diante de tanta complexidade, especialistas da área contábil recomendam que as empresas se beneficiem ao máximo da tecnologia, utilizando softwares que melhoram os procedimentos contábeis. O importante, alertam, é evitar erros e multas. “É essencial a integração das informações de todas as áreas da construtora, pois, no cruzamento de dados, tudo se alinha e nenhuma despesa, lucro e números são ocultados”, reforça Marco Aurélio Rodrigues.

Expectativa é de que reforma tributária reduza carga sobre a construção civil 

Na reforma tributária em discussão no Congresso Nacional, uma das prioridades é reduzir a carga tributária sobre a construção civil. O caminho, apontam as organizações ligadas ao setor, é simplificar os tributos e desonerar a folha de pagamento para combater a informalidade nos canteiros de obras, que hoje passa de 60% - segundo dados da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção). A PEC que tramita na Câmara Federal propõe extinguir os três tributos federais (IPI, PIS e Cofins), o ICMS (estadual) e o ISS (municipal). No lugar, seria criado um tributo sobre o valor agregado, chamado de Imposto sobre Operações com Bens e Serviços (IBS) - de competência dos três entes federativos -, e outro sobre bens e serviços específicos (Imposto Seletivo), de competência federal.

Entrevistado
Reportagem com base na palestra “Gestão de tributos na construção civil”, do consultor de negócios contábeis, Marco Aurélio Rodrigues
Contato
marco.rodrigues@globaltec.com.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

 


Setor de imóveis de luxo e superluxo é ponto fora da curva

Prédio superluxo tem como característica oferecer apartamento com jeito de mansão Crédito: Banco de Imagens
Prédio superluxo tem como característica oferecer apartamento com jeito de mansão
Crédito: Banco de Imagens

Apartamentos que variam de 2 milhões a 25 milhões de reais, dependendo da região do país, pertencem a um segmento do mercado imobiliário que é considerado um ponto fora da curva. Para ele, não existe a palavra crise. Lançamentos e vendas de unidades em edifícios de luxo e superluxo devem fechar 2019 com crescimento próximo de 20%, na comparação com 2018. Segundo pesquisa da Brain Inteligência Corporativa, o sucesso dos prédios de alto padrão está diretamente relacionado com o perfil de seus compradores. São empresários, agricultores, profissionais liberais, advogados, médicos, profissionais de TI, exportadores, atletas de ponta, artistas e agentes públicos (políticos, ocupantes de cargos comissionados e funcionários públicos com chefia).

Quando a análise é estratificada, o potencial de venda do segmento de edifícios de luxo e superluxo se mostra ainda mais impressionante. São os casos de cidades como Curitiba-PR e São Paulo-SP, onde esse mercado promete encerrar 2019 com as vendas crescendo entre 70% e 90%, respectivamente, e com o preço do metro quadrado experimentando alta de 40% - ambos na comparação com 2018. Uma explicação para essa valorização do mercado imobiliário de alto padrão está na política de juros adotada pelo governo, que vem derrubando a taxa Selic mês a mês. Com o fim dos rendimentos de dois dígitos ao ano, os investidores migram para outros “portos seguros”. “O segmento de imóveis de luxo e superluxo no Brasil é um desses portos seguros”, avalia a Bloomberg Consultoria.

Dados das ADEMI (Associações dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário) e de outros analistas confirmam que, para o setor de imóveis de luxo e superluxo, 2019 já é o melhor ano desde 2014. As perspectivas são ainda mais otimistas para os próximos anos e devem preservar o viés de alta até 2022, pelo menos. A aposta é que o Brasil torne seu mercado imobiliário de alto padrão interessante para investidores estrangeiros. Esse cenário já é realidade nos Estados Unidos, aponta a Forbes. Desde a crise financeira de 2008, 65% das unidades de luxo e superluxo no país foram compradas pelos novos ricos chineses e pelos magnatas do petróleo do Oriente Médio.

Saiba o que caracteriza um imóvel de luxo ou superluxo

Localização
Endereço do imóvel precisa ser reconhecido como nobre.
Área de lazer
Inclui desde piscina, academia, spa e cinemas, até marinas.
Infraestrutura
De  heliporto a centro comercial dentro do condomínio.
Tecnologia
Portarias e elevadores com biometria, piso aquecido, uso de energia solar, lareiras com acendimento automático, luzes reguladas de acordo com a iluminação do dia, sistema de aquecimento e refrigeração controlado por meio de dispositivo eletrônico, persianas que abrem sozinhas e banheiras que se enchem com água na temperatura ideal.
Arquitetura
Prédio tem a assinatura de um renomado arquiteto.
Preço
Varia de R$ 2 milhões a R$ 25 milhões a unidade, dependendo do município.

Entrevistado
Reportagem com base em análise de mercado feita por consultorias como Brain Inteligência Corporativa, Bloomberg e organizações como ADEMI (Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário)

Contatos
release@bloomberg.net
pesquisa@ademi.org.br
brain@brain.srv.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330