Nova NR 18 fará construção economizar até R$ 700 milhões

Crédito: Nina Quintana/CBIC
A Secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia estima que a revisão da Norma Regulamentadora nº 18 (NR 18), que cuida das condições e meio ambiente de trabalho na indústria da construção, vai gerar economia anual de 280 milhões de reais a 700 milhões de reais para o setor. A portaria que fez entrar em vigor a nova NR 18 foi publicada dia 10 de fevereiro de 2020, no Diário Oficial da União.
Para a Secretaria de Política Econômica, o valor mais provável de economia para o setor, por causa da nova NR 18, será de 470 milhões de reais por ano. No entender do organismo vinculado ao Ministério da Economia, 280 milhões de reais seriam uma “hipótese conservadora” e 700 milhões de reais um “cenário mais otimista”. O estudo leva em consideração informações da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e dados da mais recente Pesquisa Anual da Indústria da Construção (PAIC).
Levantamento da CBIC indica que o valor do orçamento de saúde, segurança e meio ambiente no trabalho representa um percentual próximo de 3% do valor total das incorporações, obras ou serviços. Com a revisão da NR 18, o custo desse orçamento deve ser reduzido entre 5% e 10%. A responsável pela modernização da norma foi a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, juntamente com organismos representantes das empresas e dos trabalhadores.
NR 18 terá um ano de transição, para que setor possa se adaptar às mudanças
Após publicada no Diário Oficial da União, a NR 18 terá um ano de transição, para que a construção civil possa se adaptar às mudanças. “A NR 18 é uma das normas regulamentadoras de saúde e segurança do trabalho mais importantes do país. Também era uma das mais extensas e burocráticas. Prejudicava os investimentos no setor e ampliava a insegurança jurídica, o que afetava a geração de empregos”, afirma o secretário do trabalho do Ministério da Economia, Bruno Dalcomo.
Além de abordar questões próprias e específicas da atividade da construção civil, a NR 18 ainda descreve as instruções para outras situações relacionadas ao canteiro de obras, como alojamentos e áreas de vivência para os trabalhadores, proteção contra incêndio e outros cuidados. “A nova NR 18 passa a dizer o que deve ser feito e não como deve ser feito, ou seja, a responsabilidade é do construtor, a responsabilidade é das pessoas que vão cuidar da saúde e segurança no trabalho”, avalia o presidente da CBIC, José Carlos Martins.
Segundo Bruno Dalcomo, a NR 18, além de se propor a reduzir as taxas de acidente em canteiro de obras, também tem o objetivo de enfrentar a informalidade na construção civil. “Uma norma mais simples, mais objetiva, permite maior fiscalização por parte do Estado. Entendemos que teremos um setor da construção civil mais saudável e de acordo com o crescimento do país”, destaca. O governo federal também estuda conceder benefícios às empresas que hoje estão irregulares, desde que elas se adéquem às normas de saúde e segurança do trabalho definidas na nova NR 18.
Entrevistado
Reportagem com base em evento que marcou o lançamento público da Norma Regulamentadora nº 18 (NR 18), dia 10 de fevereiro de 2018, em São Paulo-SP
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Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Saiba como a China construiu 2 grandes hospitais em 20 dias

Crédito: CSCEC
A cidade de Wuhan, localizada na região central da China, e com 11 milhões de habitantes, tornou-se mundialmente conhecida nos primeiros meses de 2020 por duas razões: transformou-se no epicentro da epidemia global de coronavírus e chamou a atenção da engenharia pela velocidade com que dois hospitais foram construídos para receber os infectados. Uma das unidades, com capacidade para 1.000 leitos, entrou em operação em 10 dias, depois que os operários começaram do zero a construção. Outra instalação, com 1.600 leitos, ficou pronta no dobro do tempo: 20 dias.
O segredo das obras está na eficácia da construção modular e na expertise chinesa em construções rápidas. Os hospitais de emergência erguidos em Wuhan utilizaram a mesma tecnologia que o país já havia usado em 2003, quando houve uma epidemia de Sars, em Pequim. Porém, houve o aprimoramento dos sistemas construtivos. Naquela ocasião, 7 mil operários se envolveram com uma obra de 25 mil m2. Agora, foram mobilizados cerca de 4 mil trabalhadores somando as duas unidades, que medem 34 mil m2 e 59 mil m2, respectivamente.
As máquinas substituíram o grande volume de operários. No primeiro hospital construído em Wuhan foram usadas 95 escavadeiras, 33 retro-escavadeiras, 5 rolos-compressores, 160 caminhões-basculantes, 22 guindastes, 40 caminhões-betoneira e 20 bombas para concretagem. A terraplenagem do terreno foi sucedida pela construção de um imenso radier de concreto, medindo 34 mil m2, para acomodar as estruturas de aço que sustentam os contêineres hospitalares. Com dois pavimentos, o hospital Huoshenshan conta com 30 unidades de terapia intensiva (UTIs), várias enfermarias de isolamento e 1.000 leitos. Também possui corredores de dupla face, que se conectam aos quartos dos pacientes, mas impedem contato direto dos funcionários com os infectados.
Um centro de convenções e um estádio são adaptados para receber infectados

os leitos hospitalares e dar rapidez à obra.
Crédito: CSCEC
Cada contêiner é revestido com material de PVC e isolamento termoacústico. Eles já vêm preparados para receber todo o aparelhamento necessário para funcionar como leitos hospitalares. A construção esteve a cargo da China State Construction Engineering Corporation (CSCEC), que também executou as obras do hospital Leishenshan, que é maior e tem capacidade para 1.600 leitos. Em Wuhan, o governo da China ainda está adaptando um centro de convenções e um estádio, para transformá-los em hospitais de campanha. O objetivo é que a cidade tenha condições de atender 10 mil infectados pelo coronavírus, simultaneamente.

Crédito: CSCEC
O hospital Huoshenshan começou a ser construído na noite de 23 de janeiro. Em 3 de fevereiro, já estava recebendo os primeiros pacientes. Já o Leishenshan teve as obras iniciadas em 25 de janeiro (até o fechamento desta reportagem não havia sido concluído). Os dois hospitais foram construídos em terrenos que estavam vazios, mas vinculados a uma colônia de férias e a um armazém para estocar produtos e vendê-los ao comércio local. Na China, todas as terras pertencem ao governo e a desapropriação não depende de ordem judicial ou outro tipo de burocracia. O país também tem investido muito na qualificação da mão de obra da construção civil para conseguir viabilizar obras rapidamente. No caso dos operários que atuaram na construção dos hospitais de Wuhan, a CSCEC recrutou seus melhores quadros em construção modular, trazendo-os de várias partes do país.
Veja a time lapse da construção do hospital Huoshenshan, cujo significado é “montanha do deus fogo”
Veja a time lapse da construção do hospital Leishenshan, cujo significado é “montanha do deus do trovão”
Entrevistado
China State Construction Engineering Corporation (CSCEC) (via coordenação de imprensa)
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Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Construção civil inicia 2020 com produtividade em alta

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A construção civil fechou 2019 com crescimento de 3,7% em sua produtividade - índice que mede a eficiência e os métodos de produção. Nos dois últimos trimestres do ano passado, o setor foi o que mais avançou neste quesito, em comparação com outros segmentos da indústria de transformação. Os dados constam do indicador de produtividade do trabalho do IBRE/FGV (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas). Segundo o organismo de pesquisa, o bom desempenho da construção civil impediu que a produtividade global da indústria nacional fechasse o ano com um percentual negativo.
A produtividade na construção ganhou viés de alta desde o segundo trimestre de 2019. Com os ventos da economia soprando favoravelmente em 2020, as projeções indicam que o índice deve se manter em crescimento, podendo se aproximar dos 5% em relação ao ano passado. Para a coordenadora de Projetos da Construção do IBRE/FGV, Ana Maria Castelo, 2020 será decisivo para mostrar se o setor, de fato, está absorvendo mais emprego com carteira assinada e mais tecnologia. “Daqui para frente, com o setor usando mais mão de obra e mais processos produtivos, é que veremos resultados mais consolidados”, avalia.
A economista considera ainda que um crescimento sustentável da construção civil ao longo do ano vai mostrar o quanto o setor investiu em inovações e como isso vai se refletir em ganhos de produtividade. A análise corrobora dados já mostrados por uma série de estudos. Um dos mais recentes é da McKinsey Brasil, o qual aponta que a produtividade na construção civil brasileira tem potencial para melhorar 50%, desde que adotadas boas práticas, novos conceitos e que se invista em tecnologia.
Cresce também a confiança do empresário da construção para investir
Os números que mostram a melhoria da produtividade na construção civil estão relacionados também com o otimismo do setor quanto ao ambiente de negócios para 2020. O mais recente Índice de Confiança do Empresário da Indústria da Construção (ICEI-Construção), divulgado em janeiro pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), atingiu 64 pontos e foi o maior desde dezembro de 2010. A melhora da confiança é confirmada pelo aumento da disposição dos empresários para investir. O índice de intenção de investimentos alcançou 44,4 pontos - o mais alto valor desde setembro de 2014.
O ICEI-Construção varia de 0 a 100 pontos. Quando está acima dos 50 pontos mostra que os empresários estão confiantes. Para a economista da CNI, Dea Fioravante, o otimismo é fruto do novo ambiente econômico no Brasil. “O cenário econômico favorável, com juros baixos e inflação controlada, estimula as pessoas a fazerem as obras que eram adiadas ou até mesmo comprar um imóvel”, analisa. “Isso aumenta a demanda por serviços da construção e tem impacto na propensão dos empresários para investir”, completa. Para a pesquisa, foram ouvidas 493 empresas do setor, de 6 a 17 de janeiro de 2020. Dessas, 177 são pequenas, 206 são médias e 110 são de grande porte.
Veja os estudos do IBRE/FGC e da CNI
Entrevistado
Reportagem com base nos resultados apontados pelo indicador de produtividade do trabalho, do IBRE/FGV (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas), e do Índice de Confiança do Empresário da Indústria da Construção (ICEI-Construção), da Confederação Nacional da Indústria (CNI)
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Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Brexit deixa construção civil da Europa apreensiva

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O neologismo Brexit é a junção das palavras British e exit, que significa a saída dos britânicos da União Europeia. Houve um plebiscito em 2016 e em 31 de janeiro de 2020 a ruptura foi oficialmente confirmada. Haverá um período de transição até que o Reino Unido não faça mais parte do bloco europeu, mas vários setores da economia buscam entender os impactos que o desligamento irá causar no Velho Continente, incluindo o da construção civil.
Em nota recente, a Federação de Construtores Mestres (FMB, de Federation of Master Builders), umas das principais entidades de classe da construção civil britânica, criticou o rompimento com a União Europeia. “A indústria da construção está sendo seriamente afetada pela incerteza do Brexit. Uma incerteza que, junto com a escassez de mão de obra que a ruptura pode causar, vai gerar uma tempestade perfeita em nossa indústria”, diz.
Atualmente, 28% dos trabalhadores da construção civil empregados na Grã-Bretanha não são britânicos - boa parte é oriunda do leste europeu. O receio dos empregados do setor é que falte mão de obra e, consequentemente, isso impacte no custo e no cronograma das obras. “O futuro da construção do Reino Unido depende da disponibilidade de profissionais qualificados e especializados, mas também dos chamados pouco qualificados. Sem eles, não seremos capazes de oferecer um crescimento sustentável para a construção após o Brexit", avalia Mark Reynolds, CEO da Mace, uma das principais construtoras britânicas.
Apenas 15% dos executivos da construção eram favoráveis ao rompimento com a UE
Essa preocupação ficou evidente em uma pesquisa realizada pela consultoria londrina Smith & Williamson, a qual mostrou que apenas 15% dos executivos da construção civil britânica eram favoráveis à saída do Reino Unido da União Europeia. O levantamento ocorreu antes do referendo de 2016. “As incertezas não dizem respeito apenas à mão de obra, mas também à importação e exportação de materiais de construção. O pós-Brexit deverá apontar respostas para isso”, reforça Brian Berry, presidente da FMB.
O receio é de que o rompimento com a União Europeia interrompa um ciclo virtuoso de obras que a Grã-Bretanha experimenta desde 2014. Com apoio do governo, o Reino Unido investe na construção de 300 mil unidades domiciliares e tem um orçamento já previsto de 600 bilhões de libras em dez anos - algo como 3 trilhões de reais - para viabilizar projetos de infraestrutura até 2030. Existe também a preocupação da indústria de materiais de construção do continente, pois os britânicos importam 64% dos produtos utilizados em suas obras.
Para acalmar o setor, tanto o governo do Reino Unido quanto o parlamento da União Europeia sinalizam que, ao final do período de transição, que termina no final de 2020, haverá regras bem definidas para a contratação de mão de obra estrangeira e para a importação e exportação de materiais. Até lá, a construção civil britânica e europeia engavetam projetos à espera de maior segurança para os negócios na era pós-Brexit.
Entrevistado
Federação de Construtores Mestres da Grã-Bretanha (via departamento de comunicação)
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Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Dez tecnologias da construção que vão “bombar” em 2020

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A LetsBuild, uma empresa SaaS (Software as a Service) para construção civil provendo soluções de ponta a ponta, nascida da fusão das plataformas GenieBelt (Dinamarquesa) e Aproplan (Belga), consultou seus clientes no Reino Unido, na União Europeia, nos Estados Unidos, na Ásia e na Austrália para ouvir deles quais inovações tendem a ser mais usadas pelo setor global em 2020. As 10 mais citadas foram: Realidade aumentada; Ecossistema de tecnologia da construção; BIM; Construção modular; Concreto autocicatrizante; Drones; Robôs; Nuvem e tecnologia móvel para compartilhamento de projetos; Usos avançados para GPS; e Tecnologia utilizável.
Algumas destas tecnologias já são utilizadas no Brasil, como BIM, drones, realidade aumentada, compartilhamento de dados e concreto autocicatrizante. Globalmente, porém, elas estão muito mais difundidas e gerando negócios na casa dos bilhões de dólares. Uma das expectativas para 2020, por exemplo, é que os softwares e os equipamentos de realidade aumentada movimentem cerca de 90 bilhões de dólares esse ano. Já a indústria de drones estima que os equipamentos atinjam a marca de 10 bilhões de dólares em volume de vendas.
Entenda melhor como essas tecnologias funcionam na construção civil e por que estão cada vez mais valorizadas:
Realidade aumentada
A tecnologia sobrepõe vídeos gerados em computador a vídeos capturados por câmeras. Isso permite que uma imagem 3D apareça no local exato do mundo real em que será construída. Conforme a câmera transmite cenas reais, o computador exibe o algoritmo gráfico que mostra como será a obra. A realidade aumentada é indicada para planejar e dar precisão aos projetos (quando combinado ao BIM), adequar o canteiro de obras e oferecer treinamento. A tecnologia garante medições precisas de profundidade, altura e largura. Também possibilita detectar problemas e corrigi-los antes que determinada fase da obra inicie, evitando o retrabalho.
Ecossistema de tecnologia da construção
Refere-se a softwares de compartilhamento de dados em tempo real. Seu impacto na construção civil cresce substancialmente, por permitir que todos os envolvidos em uma obra - do projetista ao fornecedor - troquem informações relevantes. Essa capacidade de integrar processos e sistemas acelera a busca por soluções, minimiza atrasos, taxas de retrabalho e problemas de comunicação entre o canteiro de obras e o escritório.

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Com o Building Information Modeling (Modelagem de Informações da Construção) é possível criar modelos virtuais precisos de uma construção - do projeto estrutural ao hidráulico e elétrico. Quando concluídos, esses modelos contêm dados precisos para quem vai executar e fazer a gestão da obra. O BIM também é uma ferramenta que permite compartilhar informações e combater retrabalho no canteiro de obras. As partes envolvidas podem revisar o projeto quantas vezes forem necessárias antes da execução.
Construção modular
O processo permite que casas ou edifícios tenham suas estruturas concebidas em uma linha de produção, para depois serem montadas no canteiro de obras. Geralmente são peças pré-fabricadas de concreto, mas podem ser de aço ou de materiais mistos (aço e concreto). A tecnologia possibilita maior controle de qualidade e atenção às especificações do projeto. A construção modular possibilita também ganhos extraordinários de tempo, com a conclusão da obra se dando, às vezes, na metade do período previsto se comparado a um sistema construtivo convencional.
Concreto autocicatrizante
Rachaduras no concreto, mesmo que microscópicas, abrem caminho para que água e gases com substâncias nocivas penetrem no material e ataquem as armaduras, causando corrosão. O concreto autocicatrizante possui aditivos e outros agregados especiais incorporados à sua composição que impedem esse processo desencadeante de patologias. Um dos obstáculos para que o concreto autocicatrizante chegasse ao mercado era seu alto custo de produção. No entanto, a tecnologia avançou e já consegue torná-lo competitivo para determinados tipo de obras especiais, como pontes, barragens, túneis, hidrelétricas e usinas nucleares.

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Esse modelo de veículo aéreo não-tripulado está cada vez mais incorporado à construção civil. Seja na fase de execução, para inspecionar a obra - principalmente em locais de difícil acesso -, seja na fase de venda do empreendimento, para a tomada de imagens que ajudem nas ações de marketing. Outra função desempenhada pelos drones é o de monitoramento de canteiros de obras, garantindo maior segurança contra furtos e roubos.
Robôs
Atualmente, a maioria das máquinas automatizadas usadas na construção civil ainda necessita do controle humano, ou seja, não são capazes de realizar nenhuma atividade sem gerenciamento. Mas a união da inteligência artificial com a robótica está dando mais autonomia aos robôs. Alguns já conseguem atuar por programação prévia. São máquinas que agem sozinhas, mas que foram orientadas para executar determinadas tarefas. Neste caso, não são diretamente operadas por homens, mas ainda necessitam da gestão humana. O próximo passo são os robôs autônomos, que executam funções sem gerenciamento humano.
Nuvem e tecnologia móvel para compartilhamento de projetos
Essa tecnologia utiliza aplicativos para smartphones, possibilitando comunicação imediata entre todas as partes envolvidas com o projeto e com a obra. Caso surja algum problema, os apps possibilitam trocas de documentos em tempo real. Para 65% dos que utilizam a ferramenta, sua maior importância é evitar o retrabalho. A tecnologia permite ainda o agendamento de serviços com os fornecedores, como data e horário da entrega do concreto no canteiro de obras.
Usos avançados para GPS
Na construção civil, a tecnologia denominada Sistema de Posicionamento Global (GPS) é usada principalmente em atividades de terraplenagem. Motoniveladoras e escavadeiras equipadas com GPS executam a tarefa de preparação do solo com 70% a mais de eficácia. Estatísticas mostram que o sistema ajuda a economizar 25% de combustível e reduz em 30% a mão de obra envolvida nesta etapa da obra. A vida útil das máquinas também aumenta em 60%. Atualmente, existem no espaço 120 satélites exclusivamente para gerenciar GPS. A tecnologia é dominada por Estados Unidos, Rússia, China, Índia e Europa.

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Nos Estados Unidos, a tecnologia é chamada de “construction wearables” – algo como vestuário da construção. São equipamentos que operários vestem para atuar no canteiro de obras, e que permitem que sejam monitorados. Funcionam como uma nova geração de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual). Podem ser cintos, coletes, capacetes ou até armaduras que facilitam o carregamento de materiais e ajudam a alcançar pontos mais altos sem a ajuda de escadas. A tecnologia possibilita também medir em tempo real o grau de fadiga de um trabalhador e se ele está no local da obra executando a tarefa a que foi designado.
Entrevistado
Reportagem postada por LetsBuild, uma empresa SaaS (Software as a Service) para construção civil.
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Gigantes do Vale do Silício combatem déficit habitacional
O que Apple, Amazon, Google, Microsoft e Facebook têm em comum? As Big Techs - como são chamadas as gigantes mundiais de tecnologia - se uniram para combater o déficit habitacional nas regiões dos Estados Unidos onde estão suas sedes. Só a Apple decidiu doar 2,5 bilhões para a construção de casas na Califórnia. Facebook e Google, que também se localizam no Vale do Silício, vão investir 1 bilhão cada. Já a Microsoft decidiu doar 500 milhões para construir casas em Seattle, no estado de Washington, onde está sua sede e também a da Amazon, que não só investirá na construção urgente de casas como se associou a startups dos EUA focadas na construção de residências pré-fabricadas.
Na Califórnia, que abriga Apple, Google e Facebook, a falta de estoque de moradias fez os preços dispararem na região. Uma casa de 3 quartos, que valia cerca de 250 mil dólares há pouco mais de 20 anos, hoje não é comprada por menos de 1,5 milhão de dólares. Mesmo os funcionários das gigantes do Vale do Silício, que ganham bons salários, não conseguem adquirir residências por causa dos altos preços. Isso está influenciando no fluxo de contratações das Big Techs. Há profissionais que despertam o interesse das empresas, mas desistem das vagas por não conseguir uma moradia na Califórnia - mesmo para alugar. “Habitação acessível significa estabilidade e dignidade, oportunidade e orgulho. Quando essas coisas ficam fora do alcance de muitos, sabemos que o caminho que seguimos é insustentável e a Apple está comprometida em fazer parte da solução”, declarou Tim Cook, CEO da Apple, ao anunciar o investimento em moradias.
Os 2,5 bilhões de dólares destinados pela Apple para o setor da construção civil estão assim divididos: 1 bilhão vai para uma parceria com o governo da Califórnia para a implantação de um programa habitacional de casas populares; 1 bilhão para um projeto voltado à aquisição da primeira casa, cuja prioridade serão trabalhadores jovens da Califórnia; 300 milhões em forma de terrenos que pertencem à empresa e serão doados para construir casas; 150 milhões para a criação de um fundo imobiliário destinado a habitações populares; e 50 milhões para construir abrigos e retirar os moradores de rua da Califórnia. A falta de moradias levou 30 mil famílias a deixarem a Califórnia em 2019.
Para analistas, big techs teriam que investir 10 bilhões de dólares na construção de casas
Google e Facebook seguiram caminhos semelhantes ao da Apple para destinar suas doações para a construção de habitações: firmaram parcerias com o governo californiano, também estão doando terras para serem transformadas em condomínios e destinaram 150 milhões de dólares para a recuperação ambiental da baía de São Francisco. O Facebook destacou que das 40 mil moradias a serem construídas com os recursos doados, 20 mil devem ser destinadas a trabalhadores essenciais, como professores, enfermeiros e socorristas. Mesmo com todos os esforços, e da entrada das big techs no combate ao déficit habitacional no oeste dos EUA, a expectativa é que o problema só seja solucionado no prazo de 10 anos.
Para analistas do mercado imobiliário, mesmo com os bilhões de dólares colocados pelas gigantes da internet no setor de moradias não será possível zerar o déficit. Pelo cálculo dos especialistas, seriam necessários 10 bilhões de dólares para que a meta fosse atingida nas regiões das big techs. Por isso, a Amazon foi além: decidiu investir em startups que se utilizam de sistemas pré-fabricados para construir casas rapidamente e a um custo menor do que seria se fossem utilizados sistemas construtivos convencionais. A primeira parceira é a Plant Prefab , uma empresa do sul da Califórnia que usa materiais de construção sustentáveis para construir casas. A startup também utiliza a automação para construir casas mais rapidamente e reduzir custos. Já a Microsoft confirmou a doação para o combate do déficit habitacional em Seattle, mas não quis aprofundar os detalhes de seu projeto.
Entrevistado
Departamentos de comunicação de Apple, Facebook, Google, Amazon e Microsoft
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Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Bill Gates decide investir em concreto. Saiba o motivo

Crédito: GatesNote
Até 2060, 180 bilhões de m² de edificações serão construídos no planeta. É como inserir uma nova cidade do tamanho de Nova York no mundo. Esse dado chamou a atenção do segundo homem mais rico da Terra: Bill Gates, cofundador da Microsoft. Com fortuna avaliada em 110 bilhões de dólares, ele decidiu investir em concreto. Através de um fundo de investimento focado em energia renovável, Gates tornou-se acionista de uma fábrica que produz armações de aço para construção com emissão zero e também passou a ser sócio da CarbonCure, a qual desenvolveu tecnologia de captura do dióxido de carbono (CO₂) pelo próprio concreto.
Bill Gates reveza com Jeff Bezos, o dono da Amazon, o título de homem mais rico do mundo. Em 2019, Bezos voltou a ultrapassá-lo, fechando o ano com fortuna estimada em 131 bilhões de dólares (dados da mais recente edição do ranking de bilionários da Forbes). Com os investimentos em construção civil, Gates espera retomar a liderança. Por enquanto, o segundo mais rico do planeta usa um fundo para projetos de energia renovável, do qual é o principal investidor, para fomentar inovações que possam tornar as obras mais sustentáveis sob o ponto de vista ambiental. O Breakthrough Energy Ventures, além de ter investido recentemente na CarbonCure, aposta também na 75F - uma fabricante de vidros inteligentes.
Maior desafio dos concretos com baixa emissão é atingir resistência do concreto armado
A 75F desenvolveu vidros que usam sensores sem fio para medir temperatura, umidade, escuridão e outros fatores. Com essas informações, os vidros se ajustam, tornando-se mais claros ou mais escuros, influenciando no aquecimento ou no resfriamento dos ambientes. Segundo os fabricantes, o sistema pode reduzir em 50% o uso de energia de um edifício. “Estou entusiasmado com as janelas que usam o chamado vidro inteligente, que fica mais escuro automaticamente quando a sala precisa ser mais fria e mais claro quando precisa estar mais quente”, escreveu Gates, em seu blog - o “GatesNotes”. “A tecnologia está fazendo sua parte para reduzir as emissões, faltam os governos e as corporações”, completa.
Sobre a sua nova aquisição, a CarbonCure, Gates sugere que o maior desafio desta tecnologia é produzir concreto com baixa emissão, mas tão resistente quanto o concreto armado convencional. “A CarbonCure possui uma abordagem inteligente para aprisionar dióxido de carbono no concreto. Mas, infelizmente, algumas regras dificultam o uso desses materiais. Por exemplo, se você deseja colocar concreto em uma construção, o código define a composição do material a ser usado. Esse padrão pode excluir o concreto de baixa emissão, mesmo que tenha um desempenho tão bom quanto o convencional. Obviamente, ninguém quer ver edifícios e pontes desabando. Porém, podemos garantir que os padrões reflitam os mais recentes avanços da tecnologia e a urgência do planeta por zero emissões”, reflete.
Entrevistado
Reportagem com base no artigo “Buildings are bad for the climate”, escrito pelo cofundador da Microsoft, Bill Gates
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Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Concorrência da venda online faz shopping se reinventar

Crédito: Youtube/ParkShoppingBarigüi
O Brasil fechou 2019 com 563 shopping centers em operação, dos quais 15 foram inaugurados no ano passado. Apesar de sinalizar que seguirá crescendo em 2020, esse tipo de empreendimento imobiliário se reinventa para conseguir competir com as vendas online. Os shopping centers estão em pleno processo de mudança de perfil. De espaços de compras, vêm se transformando em centros de convivência, prestação de serviço e investindo fortemente em sustentabilidade.
Dentro desse novo conceito, além de ampliar a variedade de lojas e suas praças de alimentação, os shopping centers investem em mais áreas de lazer, como salas de cinemas, espaços para shows e teatros, e também buscam atrair eventos corporativos, como exposições, feiras e conferências. Outro foco da mudança está na busca de novos investidores. Com a intensificação dos fundos imobiliários, cresce o segmento dos que buscam aplicar recursos em shopping.
Para os fundos com esse perfil, a regra é clara: há lucro quando o shopping está com a totalidade ou boa parte de suas lojas alugadas e prejuízo se houver vacância excessiva. Para mitigar o risco, os shopping centers precisam atrair consumidores. E quanto mais diversificado for o público, melhor. Por isso, tanto o gestor da estrutura física do empreendimento quanto o gestor do fundo imobiliário precisam estar atentos para evitar perdas de um conjunto de valores que sustentam o negócio. Entre eles, valor imobiliário, valor do mercado consumidor e valor perante lojistas e as marcas dos produtos.
Preocupação com a sustentabilidade é cada vez mais presente
Outro aspecto que leva os gestores de shopping a reinventar seus negócios é a sustentabilidade. Atualmente, segundo o mais recente relatório da ABRASCE (Associação Brasileira de Shopping Centers), 56% dos empreendimentos em operação no país têm sistemas de tratamento e reúso de água. Já 92% fazem coleta seletiva do lixo e 35% já possuem estratégias de logística reversa. Outro dado: 80% foram construídos ou alteraram seus projetos arquitetônicos para explorar ao máximo a luz natural. Ao mesmo tempo, 52% possuem áreas verdes internas e externas e 43% investem em paisagismo. Essa preocupação ambiental se reflete no controle das emissões de CO2, feita por 72% dos 563 shopping centers em operação no Brasil.
Um exemplo da reinvenção pela qual passam esses empreendimentos está no projeto de expansão do ParkShoppingBarigüi, em Curitiba-PR. A unidade na capital paranaense pertence ao grupo Multiplan, que tem outros 20 shopping centers no país. No caso do complexo curitibano, a reforma vai permitir que ele se integre a um dos principais parques da cidade: o Barigüi. A ligação será por meio de calçadas e ciclovias, sem interferir no fluxo de veículos da BR-277. O shopping também ganhará um centro de convenções, um espaço multiuso para eventos e shows e uma clínica médica, entre outras modernizações.
Veja vídeo sobre a expansão do ParkShoppingBarigüi
Entrevistado
ABRASCE (Associação Brasileira de Shopping Centers), Núcleo de Real Estate da Escola Politécnica da USP e grupo Multiplan (via assessorias de imprensa)
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Placas hexagonais de concreto pavimentam ruas do futuro

Crédito: IFSTTAR
Projetado por pesquisadores do IFSTTAR (Instituto Francês de Ciência e Tecnologia de Transporte, Planejamento e Redes), o CUD (do francês Les Chaussées Urbaines Démontables [Pavimentos Desmontáveis Urbanos]) se espalha pela Europa e chega ao Canadá. A ideia é oferecer soluções para as ruas, quando elas precisam passar por manutenção ou serem abertas para o uso de serviços como água e esgoto, energia elétrica ou gás. “Propusemos um piso modular que pode ser instalado e removido indefinidamente para permitir que a cidade se adapte continuamente às mudanças”, explica o engenheiro Thierry Sedran, vice-chefe do Laboratório de Materiais Inovadores para Infraestruturas de Transporte do IFSTTAR.

Crédito: IFSTTAR
O CUD é formado por blocos pré-fabricados de concreto em formato hexagonal, que podem ser retirados e recolocados sem grandes operações de retrabalho. O IFSTTAR justifica o desenho hexagonal das peças por elas terem ângulos abertos. Com isso, minimiza o risco de quebras no concreto. Os blocos possuem 1 metro de diâmetro por 20 centímetros de espessura. “Nem todas as geometrias permitem pavimentar um espaço. Os blocos em forma de triângulo e quadrado concentram tensões e correm o risco de quebrar. Daí a ideia do hexágono, que permite ângulos mais abertos, o que minimiza o risco de quebra do pavimento”, diz Thierry Sedran.
A primeira cidade francesa a receber o pavimento desmontável urbano foi Nantes, há 12 anos. Nesse período, o IFSTTAR monitorou as ruas onde o CUD foi instalado. Mesmo com montagem e remontagem das vias, o instituto francês atesta a boa qualidade das peças de concreto. “A vida útil de um bloco hexagonal é de 30 anos, ou seja, um pavimento bastante competitivo se uma cidade pensar no longo prazo”, avalia o engenheiro Thierry Sedran. Após perceber o bom desempenho das estruturas hexagonais em ruas urbanas de Nantes, a prefeitura de Paris também aderiu à ideia. Barcelona, na Espanha, as adotou recentemente. Agora chegou a vez de Toronto, no Canadá, usá-las na construção de um bairro inteligente.
Todas as vias do Quayside, em Toronto, vão usar invenção francesa

Crédito: Sidewalk Labs
A subsidiária do Google, a Sidewalk Labs, projeta desde 2017 a construção do Quayside, que sairá do papel em 2020. A ideia é que o bairro possa receber carros autônomos, calçadas rolantes, robôs que farão o gerenciamento dos resíduos sólidos e uma rede de sensores capaz de monitorar ruídos, tráfego e poluição. O projeto prevê coleta de dados em todo o bairro, para aprimorar sua gestão e mantê-lo dentro dos padrões de sustentabilidade. Por isso, as ruas terão alta tecnologia por baixo do pavimento, o que levou os idealizadores do Quayside a optar pela versatilidade do CUD.
O bairro - pequeno para os padrões urbanos atuais - terá 48,6 mil m2 (pouco mais de 4 hectares e meio) e o investimento para construí-lo será de 3,9 bilhões de dólares. Com vocação residencial, o Quayside terá 2.600 moradias e promete gerar 3.900 empregos diretos durante a fase de construção, além de 9.000 indiretos. A previsão é que a execução se dê ao longo de 5 anos.
Veja vídeo sobre como são montadas e desmontadas as placas nas ruas
Entrevistado
Engenheiro Thierry Sedran, vice-chefe do Laboratório de Materiais Inovadores para Infraestruturas de Transporte do IFSTTAR
Contato
www.ifsttar.fr
www.twitter.com/Ifsttar
thierry.sedran@ifsttar.fr
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Nova geração de concreto celular resiste a 1.200 °C

Crédito: Youtube
Pesquisadores da King Abdulaziz City para Ciência e Tecnologia (KACST), na Arábia Saudita, desenvolveram em laboratório uma nova geração de concreto celular. Um dos objetivos da pesquisa é chegar a um material com melhor desempenho térmico, a fim de que as construções no país possam resistir às altas variações de temperatura (muito calor durante o dia e frio à noite), causadas pelo clima desértico. Os resultados dos testes foram apresentados em 2019. O estudo é liderado pelo professor-doutor da universidade árabe, Mohammed Binhussain.
A diferença entre o concreto celular convencional e o desenvolvido no KACST é que o novo material utiliza nanotubos de carbono - produto já testado com alta eficácia na produção de concreto armado. O agregado aumenta a resistência à ruptura e reduz a condutividade térmica do concreto celular. Paredes construídas em laboratório para verificar a eficácia dos blocos produzidos no KACST atestaram se tratar de um material que propaga pouquíssimo calor. Com base nas experiências, os blocos com espessura de 15 centímetros suportaram chamas por 4 horas, com o auge da temperatura atingindo 1.200 graus Celsius (°C).
O concreto celular desenvolvido pela KASCT usa areia com alto teor de sílica, que é moída até virar pó, além de Cimento Portland e alumínio em pó. A mistura recebe água e depois é moldada em fôrmas por um período de tempo suficiente para que o pó de alumínio possa interagir com o cimento e formar bolhas de ar na massa. Isso resulta em aumento de tamanho e diminuição de peso. Nesta fase, nanotubos de carbono são adicionados antes de a mistura secar. Em seguida, as fôrmas são inseridas em fornos a vapor sob alta pressão para obter o resultado final.
Material desenvolvido na Arábia Saudita atende projetos arquitetônicos mais ousados
A pesquisa chegou também a um produto que melhora o desempenho acústico das paredes. O material ainda se mostrou ambientalmente eficaz por não emitir substâncias tóxicas e gerar menos resíduos que os blocos convencionais durante os processos de construção ou reforma. Outra característica apregoada pelos pesquisadores do KACST é que o concreto celular atende projetos arquitetônicos mais ousados, pois pode ser configurado para atender ângulos oblíquos, ou seja, diferentes de 90°. Os blocos facilitam também a abertura de canais e dutos para fios elétricos, cabos telefônicos e orifícios para tubos com alta precisão, onde a tolerância não pode variar de 1 milímetro.
Os blocos produzidos com o concreto celular desenvolvido na universidade árabe mostraram as seguintes resistências no 1º, 7º e 28º dias de cura: 11,03 MPa, 17,59 MPa e 18,19 MPa. As pesquisas no KASCT envolvem os seguintes departamentos: Centro de Excelência para Sistemas Complexos de Engenharia (CCES), Centro de Excelência em Nanotecnologia Integrada (JCIN), Centro de Excelência em Materiais e Manufatura Avançados (CAMM), Centro de Excelência em Nanotecnologias Verdes (CEGN) e Centro de Excelência em Nanomaterial para Aplicações de Energia Limpa (CENCEA).
No Brasil, paredes estruturais que usam blocos de concreto celular ainda aguardam normalização.
Entrevistado
Universidade King Abdulaziz City para Ciência e Tecnologia (KACST) (via assessoria de imprensa)
Contato
media@kacst.edu.sa
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330









