Certificação LEED faz 15 anos: o que mudou na construção civil?

Certificação LEED fez a régua subir na cadeia produtiva da construção civil e passou a influenciar de projetistas a fabricantes de materiais Crédito: WorldGBC
Certificação LEED fez a régua subir na cadeia produtiva da construção civil e passou a influenciar de projetistas a fabricantes de materiais
Crédito: WorldGBC

A principal certificação de sustentabilidade para edificações, a Leadership in Energy and Environmental Design (LEED), completa 15 anos no Brasil. Ela tornou-se referência para projetos de prédios verdes no país e foi tema do debate que aconteceu na versão digital da ConcreteShow – a ConcreteShow Digital Series. O evento teve como principais participantes o CEO da GBC Brasil, Felipe Faria, que é advogado por formação, e o diretor do Centro de Tecnologia de Edificações (CTE), o arquiteto e urbanista Rafael Lazzarini 

Para os especialistas, são flagrantes os impactos positivos que a certificação trouxe à construção civil brasileira. Os números falam por si, diz Lazzarini: “Hoje temos mais de 1.000 edificações com a certificação no país e a LEED fez a régua subir na cadeia produtiva da construção civil. Passou a influenciar tanto quem projeta quanto quem constrói e fabrica materiais. A indústria de materiais de construção e a mão de obra evoluíram com a chegada da certificação LEED e de outras certificações.” 

Felipe Faria avalia que a certificação, que no Brasil é concedida pela Green Building Council Brasil (GBC Brasil), fez as edificações buscarem metas de desempenho acima das normas técnicas convencionais. Também foi lembrado na palestra virtual que a busca pela LEED se tornou abrangente no setor. “Não são mais apenas edifícios corporativos e habitacionais de alto padrão que procuram se adequar à certificação. Ela estendeu-se para shopping centers, galpões industriais, centros de logística, escolas, hospitais e outros tipos de construções”, completa Rafael Lazzarini. 

Os especialistas entendem que os consumidores têm papel preponderante nessa capilaridade da LEED dentro da construção civil. “Os clientes passaram a exigir conceitos de sustentabilidade nos projetos. Não por marketing, mas por causa do retorno real de eficiência energética das construções. E por que isso? Por que ambientes saudáveis geram mais produtividade. Então, o conceito hoje é buscar construir edificações com qualidade ambiental e baixo custo operacional. De olho nessa demanda, os incorporadores estão mais dispostos a investir em construções sustentáveis”, cita Lazzarini. 

Pandemia de COVID-19 potencializa as construções sustentáveis 

Com dados coletados pela equipe técnica da GBC Brasil, Felipe Faria mostrou na palestra que os prédios verdes registram ganhos de 8% a 11% em eficácia energética (menor consumo de água e menor consumo de energia elétrica, principalmente) na comparação com as edificações convencionais. O CEO da GBC Brasil também lembra que a evolução da LEED, que atualmente possui várias categorias e expertises, possibilita que um projeto de prédio verde possa se viabilizar sem aumento do custo da obra. 

No entender de Rafael Lazzarini e de Felipe Faria, a pandemia de COVID-19 potencializa as construções sustentáveis. “A qualidade do ar tornou-se uma exigência nos ambientes construídos. Além disso, a síndrome do edifício doente fica cada vez mais evidente com a epidemia”, avalia. O arquiteto e urbanista entende que, em breve, o poder público passará a exigir que as edificações comprovem eficácia no âmbito da qualidade do ar e do baixo consumo energético. “Quando os governos começarem a sobretaxar as construções que geram impactos ambientais, construir edificações eficazes energeticamente será obrigatório. Isso já começa a acontecer em alguns países europeus”, informa. 

Atualmente, 180 países estão integrados com a certificação LEED. O Brasil é o 5º que mais emite certificações, atrás de Estados Unidos, China, Canadá e Índia. “Praticamente todos os projetos de edifícios corporativos que são registrados nas prefeituras das grandes capitais brasileiras já o fazem requerendo a LEED. O mesmo já começa a acontecer com prédios residenciais de alto padrão, e queremos estender isso para todos os segmentos”, revela Fábio Faria. 

Entrevistado
Reportagem com base no seminário sobre sustentabilidade na construção civil, promovido dentro do Concrete Show Digital Series 

Contato
atendimento.concreteshow@informa.com 

Jornalista responsável:
Altair Santos MTB 2330


Casas com impressão 3D se multiplicam no mundo. E no Brasil?

Participação da iniciativa privada é imprescindível para que a construção com impressão 3D em concreto avance no Brasil Crédito: Banco de Imagens
Participação da iniciativa privada é imprescindível para que a construção com impressão 3D em concreto avance no Brasil
Crédito: Banco de Imagens

Em Eindhoven, na Holanda, um conjunto habitacional para casais da terceira idade foi projetado para ter predominantemente residências construídas com impressão 3D em concreto. As primeiras 5 casas foram entregues no final de abril de 2021. Na Califórnia, nos Estados Unidos, um bairro sustentável terá apenas casas viabilizadas com a tecnologia 3D em concreto. Na Alemanha, o mercado imobiliário já constrói com impressoras 3D. O mesmo acontece no estado do Texas, nos EUA. E no Brasil 

O país ainda engatinha na tecnologia. As iniciativas se restringem ao universo acadêmico. A melhor vem do Rio Grande do Norte, onde estudantes de engenharia civil da Universidade Potiguar (UnP), em parceria com pós-graduados da UFRN, construíram a impressora e viabilizaram uma casa-protótipo de 66 m² na cidade de Macaíba-RN. Praticamente acabam aí os exemplos. Para o engenheiro de estruturas Luiz Henrique Ceotto, isso se deve ao fato da construção civil brasileira ainda estar fortemente atrelada a processos artesanais 

“Tenho insistido que a industrialização da construção é uma necessidade premente para viabilizar o setor, e que já temos toda a tecnologia disponível no Brasil. Mas infelizmente, não a usamos (…). Precisamos analisar essas tecnologias, suas interferências e complementariedades, com o uso de engenharia e da gestão. Precisamos transformar nossa cadeia de suprimentos (empresas do setor) numa real cadeia de valor. Temos um potencial de multiplicar nossa produtividade por 5 a 10 vezes”, escreve Ceotto, em artigo publicado em sua conta no Linkedin, intitulado O que podemos esperar da impressora 3D para a construção de edifícios?. 

Velocidade torna tecnologia adequada para combater déficit habitacional 

Existe a expectativa de que a impressão 3D em concreto dê um salto no país quando entrar em funcionamento o Hubic – Hub de Inovação e Construção Digital. Parceria entre USP (Universidade de São Paulo) e ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland), o Hubic contará com uma impressora de grande escala para alavancar a tecnologia não apenas para o setor da construção imobiliária, mas também para obras de infraestrutura. Além da entidade universitária e do organismo de classe, o Hubic terá a participação de 14 empresas, o que abre caminho para que as construtoras possam incorporar a tecnologia em suas linhas de produção.  

Por causa da velocidade na construção, a impressão 3D em concreto está se revelando também uma tecnologia adequada para se combater o déficit habitacional. No estado de Tabasco, uma das regiões do México mais vulneráveis a abalos sísmicos, 50 casas foram construídas para atender famílias carentes e outras 200 estão em fase de planejamento. A vila escolhida para o projeto tem média per capita de 3 dólares por dia – cerca de 90 dólares por mês ou aproximadamente 500 reais. O plano tem à frente a ONG chamada New Story, a qual pretende expandir a construção de casas impressas em 3D para outros países da América Latina, inclusive o Brasil. A meta sempre é substituir as obras precárias de favelas e palafitas por residências que combinem durabilidade e sustentabilidade, virtudes incorporadas na tecnologia 3D em concreto. 

Entrevistado
Construtora Michael Rupp Bauunternehmung GmbH, ICON Build, departamento de engenharia civil da Universidade Potiguar, engenheiro de estruturas Luiz Henrique Ceotto, Hubic (Hub de Inovação e Construção Digital) 

Contatos
press@iconbuild.com 
info@bauunternehmung-rupp.de
empreende@unp.br
https://br.linkedin.com/in/luiz-henrique-ceotto
hubic@hubic.org.br 

Jornalista responsável:
Altair Santos MTB 2330


Veja o que muda na principal norma técnica para pontes e viadutos

Revisão da ABNT NBR 7187 contempla projetos de viadutos e pontes estaiadas com estruturas de concreto Crédito: Prefeitura de Teresina
Revisão da ABNT NBR 7187 contempla projetos de viadutos e pontes estaiadas com estruturas de concreto
Crédito: Prefeitura de Teresina

Em palestra virtual para o Instituto de Engenharia, o engenheiro civil Julio Timermann, vice-presidente do IBRACON (Instituto Brasileiro do Concreto), explica as principais atualizações promovidas pela comissão encarregada de revisar a ABNT NBR 7187 – Projeto de pontes de concreto armado e pontes de concreto protendido. O texto já esteve em consulta pública e agora prepara-se para uma segunda consulta pública, ainda sem data definida.  

A nova versão da norma técnica torna-se mais abrangente, o que leva a alterações em sua nomenclatura. Agora passa a se chamar ABNT NBR 7187 – Projeto de pontes, viadutos e passarelas de concreto – Procedimento. Timermann define a importância da norma para projetistas e construtores. “Para os engenheiros de estruturas de pontes, viadutos e passarelas de concreto, ela é tão importante quanto a 6118 (ABNT NBR 6118 – Projeto de estruturas de concreto – Procedimento). A 6118 é a norma-mãe, mas diria que a 7187 é a ‘6118’ para as estruturas de pontes, viadutos e passarelas”, resume. 

A expectativa é que a versão atualizada da ABNT NBR 7187 entre em vigor ainda em 2021 -provavelmente no segundo semestre. Antiga NB 2, que dominou os cálculos e execuções de pontes de concreto armado entre 1946 e 1981, a 7187 foi publicada pela primeira vez em 1982. Desde então, já sofreu 3 revisões. Em 1987, quando passou a abranger também o concreto protendido, em 2003 e, agora, em 2021. 

Nova norma se relaciona com outras 10 normas técnicas 

O processo de revisão da ABNT NBR 7187 é fruto de 38 reuniões, com participação de 92 especialistas que representam 55 organismos vinculados à construção civil. Julio Timermann relata que a nova norma se relaciona com outras 10 normas técnicas em seu texto de 75 páginas. São elas:

– ABNT NBR 7188:2013 – Carga móvel e rodoviária e de pedestres em pontes, viadutos, passarelas e outras estruturas 

– ABNT NBR 9452:2019 – Inspeção de pontes, viadutos e passarelas de concreto 

– ABNT NBR 16694:2020 – Projeto de pontes rodoviárias de aço e mistas de aço e concreto 

– ANBT NBR 6118:2014 – Projeto de estruturas de concreto – Procedimento 

– ABNT NBR 6122:2019 – Projeto e execução de fundações  

– ABNT NBR 6123 (em processo de revisão) – Forças devidas ao vento em edificações 

– ABNT NBR 8681:2004 – Ações e segurança nas estruturas 

– ABNT NBR 9062:2017 – Projeto e execução de estruturas de concreto pré-moldado 

– ABNT NBR 14931 (em processo de revisão) – Execução de estruturas de concreto 

– ABNT NBR 15421:2006 – Projeto de estruturas resistentes a sismos

O processo de revisão da ABNT NBR 7187 começou em 2016 e está a cargo da comissão de estudo especial de pontes de concreto simples, armado e protendido – a ABNT/CEE-231. Julio Timermann explica as duas principais razões que levaram à revisão da norma técnica. Uma delas é que a versão de 2003 não contempla pontes estaiadas. A outra é que os novos protocolos da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) recomendam revisões periódicas das normas técnicas em períodos de 5 anos. Caso contrário, correm o risco de ser canceladas.

Assista ao conteúdo completo da palestra

Entrevistado
Reportagem com base na palestra virtual “Revisão da NBR 7187 – Projetos”, concedida pelo engenheiro civil Julio Timermann, e promovida pelo Instituto de Engenharia

Contato
atendimento@iengenharia.org.br 

Jornalista responsável:
Altair Santos MTB 2330


Pequeno varejo da construção volta a ver consumidor na loja

No Brasil, 67% dos CNPJs vinculados ao varejo de materiais de construção pertencem a pequenos comerciantes Crédito: Banco de Imagens
No Brasil, 67% dos CNPJs vinculados ao varejo de materiais de construção pertencem a pequenos comerciantes
Crédito: Banco de Imagens

Para o pequeno varejista de materiais de construção, os números de abril do Termômetro Anamaco mostram que as vendas diretas na loja alcançaram um patamar positivo pela primeira vez em 2021. O saldo foi de 1% contra um percentual negativo (-24%) registrado em março. Para esse tipo de comércio, que não conta com drive-thru e tem pouca adesão ao e-commerce, o aumento das vendas na loja física é motivo de comemoração. A razão é que, no mês passado, o segmento foi impactado pelo lockdown imposto ao varejo da construção em algumas cidades do país, em função do recrudescimento da pandemia de COVID-19 

Na ocasião, o superintendente da Anamaco (Associação Nacional e Comerciantes de Material de Construção), Waldir Abreu, disse que o fechamento impositivo das lojas poderia quebrar muitos comerciantes. Porém, os dados recentes revelam que o pequeno varejista foi resiliente. “Isso foi fruto do fortalecimento das parcerias com os fabricantes de materiais de construção, que entenderam o momento e mexeram nos seus prazos de pagamento, dando mais fôlego para o comerciante”, avalia Abreu. A medição do Termômetro Anamaco define como pequeno varejista aquele que tem até 4 funcionários. 

No Brasil, dos 131.146 CNPJs vinculados ao varejo de materiais de construção, 67% são de pequenos comerciantes, lembra Waldir Abreu. Por isso, a importância do comércio para toda a cadeia produtiva – principalmente, os estabelecimentos de bairro. “Esse segmento é que dá capilaridade às vendas”, cita o economista Robson Gonçalves, da FGV IBRE, que coordena o levantamento do Termômetro Anamaco. O especialista também lembra que no Brasil as famílias representam mais de 50% da demanda por materiais de construção, ou seja, é pelo varejo que escoa boa parte da produção dos fabricantes no país.  

Varejo da construção tem bom desempenho nas regiões Centro-Oeste, Nordeste e Sul 

Por regiões do país, o Termômetro Anamaco mostra que Centro-Oeste e Nordeste foram onde as vendas do varejo de materiais de construção mais cresceram em abril – contabilizando pequenos comerciantes, lojas de médio porte e home centers. Os números somados de Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul revelam crescimento de 16% no volume de vendas, na comparação com março. Entre os estados do Nordeste, a alta chegou a 9%, em média. Outra região que apresentou crescimento foi o Sul. Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul tiveram saldo positivo de 5% nas vendas. 

Já as regiões Sudeste e Norte registraram queda em abril. Nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, o saldo ficou negativo em 4%. No Norte, as vendas caíram 9%. A expectativa da Anamaco é que, a partir de maio, o varejo da construção encontre um ponto de equilíbrio, por causa do auxílio emergencial de 250 reais pago pelo governo federal. Em 2020, quando esses recursos chegaram a 600 reais por família, o impacto positivo no comércio de materiais de construção chegou a alavancar as vendas em até 75%, segundo dados divulgados pela própria Anamaco no final do ano passado. 

Entrevistado
Associação Nacional e Comerciantes de Material de Construção (Anamaco) (via assessoria de imprensa) 

Contato
imprensa@anamaco.com.br 

Jornalista responsável:
Altair Santos MTB 2330


Investimento em infraestrutura é “vacina” contra a crise

Construção da Ponte da Integração, em Foz do Iguaçu-PR, está gerando 2,5 mil empregos diretos e indiretos no município que faz fronteira com o Paraguai Crédito: Itaipu Binacional
Construção da Ponte da Integração, em Foz do Iguaçu-PR, está gerando 2,5 mil empregos diretos e indiretos no município que faz fronteira com o Paraguai
Crédito: Itaipu Binacional

Estudo encomendado pelo Sindicato Nacional da Indústria da Construção Pesada-Infraestrutura (SINICON), e realizado pela LCA Consultores, mostra o efeito multiplicador das obras de infraestrutura no Brasil. O levantamento coordenado pela diretora de regulação econômica e políticas públicas da consultoria, Claudia Viegas, revela que esse tipo de investimento funciona como “vacina” contra a crise. Segundo a economista, cada 1 bilhão de reais injetado em grandes obras gera mais 1,44 bilhão de reais dentro da cadeia produtiva da construção civil e de outros setores.  

Claudia Viegas revela que se fossem investidos 28 bilhões de reais em infraestrutura os recursos injetariam outros 40 bilhões no PIB nacional, com capacidade de gerar perto de 1 milhão de empregos diretos e indiretos – precisamente, 943,5 mil vagas, de acordo com o estudo. A pesquisa da LCA Consultores mostra também que o poder de empregabilidade das grandes obras poderia gerar 14 bilhões de reais em salários e 6,4 bilhões de reais em impostos. “Só o investimento em infraestrutura tem capacidade de alavancar o PIB do Brasil. Cabe ao setor público criar condições de investimentos nessa área”, diz a economista.   

O estudo traz outra projeção: se o Brasil se transformasse em um canteiro de obras, o PIB cresceria, em média, 7,1% e o país alcançaria o top 5 no ranking de infraestrutura, medido pelo Índice de Competitividade Global. Atualmente, a posição brasileira é a 78. Em alguns subíndices do relatório divulgado pelo Fórum Econômico Mundial, o Brasil ocupa colocações ainda mais inferiores. Por exemplo, é 116 em qualidade das rodovias, 104 em eficiência marítima, 102 em eficácia da rede elétrica, 86 em desempenho ferroviário e 85 em eficiência do setor aéreo. 

Até 2023, governo federal pretende ampliar fatia de investimentos privados na infraestrutura 

O levantamento da LCA Consultores considera ainda que a retomada de grandes obras impactaria também na massa salarial do Brasil, já que a construção pesada é a 5ª que melhor remunera no país, entre 31 setores avaliados. Para Claudia Viegas, a guinada no volume de investimento em infraestrutura só será possível se houver uma melhora no ambiente de negócios, que sinalize crescimento sustentável e ganhos de produtividade e competitividade. “Obviamente, no atual momento do país e do mundo, isso só será alcançado se, primeiramente, atingirmos um volume considerável de vacinação em massa da população”, ressalta a economista. 

Provocado ao debate, o secretário-executivo do ministério da Infraestrutura, Marcelo Sampaio, afirma que, até 2023, o governo federal pretende ampliar a fatia de investimentos privados na infraestrutura do país, chegando ao percentual de 76% – 48% em novos projetos e 28% em contratos vigentes. O segundo homem na hierarquia do MInfra admite que, atualmente, o orçamento da pasta é insuficiente para atender as demandas do país. De acordo com Marcelo Sampaio, a saída encontrada pelo ministério é modernizar, digitalizar e transferir os ativos do sistema público para o privado. 

Assista ao vídeo do estudo

Entrevistado
Reportagem com base no estudo “SINICON: Raio-X do setor de infraestrutura brasileiro”, apresentado em live do SINICON e replicado na recente edição da Paving Virtual 2021 

Contatos
sinicon@sinicon.org.br
contato@lcaconsultores.com.br 

Jornalista responsável:
Altair Santos MTB 2330


Construção civil cria mais de 100 mil novos empregos em 2021

Construção civil segue em 3º lugar entre os setores que mais ofertam vagas formais no Brasil Crédito: Agência Brasília
Construção civil segue em 3º lugar entre os setores que mais ofertam vagas formais no Brasil
Crédito: Agência Brasília

Impulsionada pelo mercado imobiliário e pelo segmento de reformas, a construção civil fechou o 1º trimestre de 2021 com 111.987 novas vagas ocupadas, segundo dados recentes do Caged (Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). Em janeiro, ocorreram 43.498 novas admissões; em fevereiro, 43.469, e em março, 25.020. O Caged mede o saldo mensal entre contratações e demissões no mercado de trabalho formal, ou seja, entre os empregados com carteira assinada. 

O desempenho da construção civil no 1º trimestre de 2021, em comparação com o mesmo período de 2020, registra crescimento de 166,05%. Entre janeiro, fevereiro e março do ano passado, o setor abriu 42.092 vagas formais diante das 111.987 atuais. Os dados do Caged são apurados pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, vinculada ao ministério da Economia. 

Com os resultados do 1º trimestre, a construção civil segue em 3º lugar entre os setores que mais ofertam vagas formais no país, atrás da indústria e do comércio, e à frente do agronegócio e do setor de serviços. Para o presidente da Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias), Luiz França, isso demonstra que o setor tem sido pujante no enfrentamento da pandemia. “Independentemente das restrições impostas pelo COVID-19, milhares de postos de trabalho são criados continuamente na área, mês a mês, o que demonstra o potencial de geração de empregos da construção civil”, diz. 

Cortes no Orçamento da União ameaçam ritmo de empregabilidade do setor 

Há quem entenda, porém, que esse ritmo de abertura de vagas possa diminuir no 2º trimestre (abril, maio e junho). As razões citadas são a aceleração da pandemia no mês de abril – o que fez com que o lockdown em algumas cidades atingisse o varejo de materiais de construção – e os cortes promovidos pelo governo federal no Orçamento da União para 2021, que afetaram diretamente o programa Casa Verde e Amarela. 

Compartilham dessa tese organismos como CBICAnamacoAbramat e os SindusCons espalhados pelo país. “O que mais preocupa é a perspectiva de paralisação de obras de habitações populares, decorrente do corte de verbas no orçamento. Se não houver uma alternativa para repor esse corte no orçamento, a produção de 215 mil unidades habitacionais corre risco no país. Significa ameaçar mais de 400 mil empregos diretos e indiretos no setor da construção imobiliária”, avalia Odair Senra, presidente do SindusCon-SP. 

Para entender os cortes, o Orçamento da União atingiu diretamente o FAR (Fundo de Arrendamento Residencial) e o FDS (Fundo de Desenvolvimento Social). O FAR subsidia a produção habitacional da iniciativa privada para o segmento de casas populares. Foram cortados 98% de sua dotação, que passou de 1,54 bilhão de reais para 30,8 milhões de reais. Já o FDS alimenta a produção de moradias gerenciadas por organismos como sindicatos e associações. O fundo teve corte superior a 50%, e foi reduzido de 720 milhões de reais para 360 milhões de reais. Esses recursos destinam-se ao pagamento de obras em execução ou que, após interrupções, haviam sido retomadas.  

Entrevistado
Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, vinculada ao ministério da Economia e Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (via assessorias de imprensa) 

Contatos
imprensa@economia.gov.br
sindusconsp@sindusconsp.com.br 

Jornalista responsável:
Altair Santos MTB 2330


Índia bate recorde mundial de pavimentação em concreto

Pavimentação que alcançou o recorde mundial foi planejada desde 2018 e abrangeu as duas pistas da rodovia Crédito: NHAI
Pavimentação que alcançou o recorde mundial foi planejada desde 2018 e abrangeu as duas pistas da rodovia
Crédito: NHAI

A duplicação da rodovia que liga as cidades indianas de Nova DéliVadodara e Mumbai entrou para o Livro dos Recordes como a estrada com o maior trecho de pavimentação em concreto no período de 24 horas. A empreiteira contratada pela Autoridade Nacional de Rodovias da Índia (National Highways Authority of India) pavimentou 2.580 metros entre 8h de 1º de fevereiro de 2021 e 8h do dia seguinte. Foram aplicados 14.613 m³ de concreto.

Detalhe: a concretagem ocorreu simultaneamente nas duas pistas da nova rodovia. A empresa responsável pela empreitada é a Patel Infrastructure Limited, que usou uma vibroacabadora Wirtgen SP 1600 especialmente modificada. A máquina foi adaptada para atender pistas com largura de 18,75 metros. Também foram utilizadas 3 pavimentadoras. O feito teve o reconhecimento do India Book of Records e do Golden Book of World Records. A homologação aconteceu dia 18 de abril de 2021.

Fila de caminhões na central de concreto para levar insumo até o local da pavimentação: plano usou 120 veículos Crédito: NHAI
Fila de caminhões na central de concreto para levar insumo até o local da pavimentação: plano usou 120 veículos
Crédito: NHAI

Para conseguir o recorde de pavimentação em 24 horas, a empreiteira contou com 3 centrais de produção de concreto operando ininterruptamente por 20 horas. Uma tem capacidade para produzir 240 m³/hora, outra 112 m³/hora e a terceira 60 m³/hora. Também foram utilizados 120 caminhões para o transporte do material até o local da obra. A produção de concreto consumiu 4.676 toneladas de cimento, 1.169 toneladas de cinzas volantes e 350 toneladas de placas de gelo.

projeto de duplicação da rodovia começou em 2018 e tem 63 quilômetros com pavimentação em concreto. Cada pista possui duas faixas de tráfego e a largura total da estrada, contando a área de rodagem dos veículos, o espaço para as barreiras New Jersey e os acostamentos, chega a 46 metros. Isso permitiu que cada uma das pistas tivesse 15 metros de largura, além de acostamentos com 5 metros de cada lado e mais 2 metros de acostamentos de terra. O pavimento tem inclinação de 2,5° para ajudar no escoamento da água da chuva.

Índia é o país que mais recupera e constrói rodovias atualmente no mundo

Vibroacabadora precisou ser adaptada para atender a largura de cada uma das pistas da rodovia Crédito: NHAI
Vibroacabadora precisou ser adaptada para atender a largura de cada uma das pistas da rodovia
Crédito: NHAI

Como a nova rodovia que ligará Nova Déli, Vadodara e Mumbai terá grande fluxo de caminhões e automóveis - o projeto atende até 100 mil veículos por dia -, e também foi construída sobre uma área de solos moles, o trecho de 63 quilômetros de pavimento rígido conta com subleito de 50 centímetros, mais 10 centímetros de camadas superiores e 30 centímetros de pavimento de concreto.

empreiteira iniciou a concretagem em 2019 e prevê entregá-la em agosto de 2021. Ao todo, a rodovia que sai de Nova Déli e termina em Mumbai terá 1.300 quilômetros de extensão, mas também há trechos com pavimento mole (asfalto) em construção. O plano do governo indiano é que a maior estrada pedagiada do país seja concluída até o final de 2022.

Índia é o país que mais recupera e constrói rodovias atualmente no mundo. Entre abril de 2020 e janeiro de 2021, foram pavimentados 8.169 quilômetros - média de 28,16 quilômetros por dia. No período 2019-2020, o país pavimentou 7.573 quilômetros - média diária de 26,11 quilômetros. A meta para o ano fiscal indiano 2021-2022 é alcançar os 11 mil quilômetros.

Entrevistado
Bureau de Imprensa do governo da Índia (Press Information Bureau) e National Highways Authority of India (NHAI)

Contatos
press@nhai.gov.in 
press@pib.gov.in

Jornalista responsável:
Altair Santos MTB 2330


Ponte sobre o rio Madeira une a última fronteira do Brasil

Ponte do Abunã: projeto sofreu 3 alterações por causa da força das águas do rio Madeira; obra se estendeu por mais de 6 anos Crédito: Governo de Rondônia
Ponte do Abunã: projeto sofreu 3 alterações por causa da força das águas do rio Madeira; obra se estendeu por mais de 6 anos
Crédito: Governo de Rondônia

Acre era o único estado do Brasil que ainda não estava ligado à malha rodoviária do país. Para se conectar às estradas que levam para outras regiões, os acreanos precisavam fazer a travessia do rio Madeira através de balsa. Desde 7 de maio de 2021, isso acabou. Foi inaugurada a Ponte do Abunã, que cruza o Madeira, ligando o Acre com Rondônia pela BR-364, e unindo a última fronteira rodoviária do Brasil.  

A obra foi desafiadora sob o aspecto da engenharia. O projeto sofreu 3 alterações, duas delas já com a construção em andamento. Uma por causa das cheias do Madeira - a maior delas ocorreu em 2014 – e outra devido à correnteza do rio, que cruza a ponte a uma velocidade média de 25 km/h. Também houve escassez de recursos entre 2014 e 2018, e a obra só ganhou ritmo a partir de 2019. “A enchente de 2014 acendeu o alerta e a ponte voltou para a prancheta, a fim de que o projeto fosse revisado”, diz o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas 

Inicialmente, a ponte teria pouco mais de 1.047 metros de extensão, mas precisou de um prolongamento de 460 metros para ganhar altura e ficar protegida de futuras enchentes causadas pelo rio Madeira. O solo mole também exigiu que fossem cravadas 145 estacas para reforçar as fundações do elevado, além da necessidade de aterros com quase 3 quilômetros de extensão para ligar as cabeceiras da ponte à rodovia 

A obra consumiu o equivalente a 29 mil m³ de concreto, entre elementos pré-moldados e estruturas de concreto armado. Depois de todas as alterações no projeto e dos períodos de interrupções da obra, a execução final ficou a cargo da empreiteira Arteleste Construções. 

Estima-se que 2 mil veículos vão circular diariamente pela Ponte do Abunã  

No portfólio de apresentação da ponte, a empresa relata os desafios da construção: “O maior é a força do rio, que sobe 10 metros na época chuvosa. Isso tornou muito difícil a execução das estacas, principalmente na parte mais profunda do rio. Além disso, as águas trazem muitos detritos, principalmente madeira, que se acumulam nas estacas e blocos de fundação, o que fez com que o projeto sofresse alterações.”  

Oficialmente, a Ponte do Abunã tem 1.507 metros de extensão e 14,9 metros de largura. Ela ganhou esse nome por estar no distrito de Abunã, em Rondônia. O custo chegou a 154 milhões e 124 mil reais. Além de ponte, foi construído um complexo viário de 2,7 quilômetros na BR-364, o qual permite o acesso aos dois lados da obra de arte especial. Estima-se que circularão 2 mil veículos diariamente pela estrutura recentemente inaugurada, dos quais 60% serão caminhões. 

Por isso, o DNIT já reservou mais de 1 milhão de reais para promover a iluminação da Ponte do Abunã. Essa etapa deve começar no 2º semestre. De qualquer forma, o tráfego sobre a ponte que cruza o rio Madeira já está liberado e o tempo de viagem entre as capitais de Rondônia (Porto Velho) e Acre (Rio Branco) será encurtado em duas horas. A obra também deve impactar positivamente no custo de vida dos acreanos. A Federação das Indústrias do Estado do Acre (FIEAC) calcula que alimentos e materiais de construção fiquem cerca de 6% mais baratos para o consumidor, por conta da redução no preço do frete. 

Entrevistado
Ministério da Infraestrutura, governo de Rondônia e Arteleste Construções (via assessorias de imprensa) 

Contatos
aescom@infraestrutura.gov.br
secomrondonia@gmail.com
arteleste@arteleste.com.br 

Jornalista responsável:
Altair Santos MTB 2330


Cimento terá selo de sustentabilidade e Brasil é modelo

As indústrias do cimento, do concreto e de agregados da Europa, dos Estados Unidos, da América Latina e da Ásia se uniram para o fundar o Conselho de Sustentabilidade do Concreto – Concrete Sustainability Council (CSC). O objetivo é auditar e certificar o fornecimento e o consumo responsável desses insumos. O selo engloba toda a cadeia de produção e será dividido em 4 categorias: gestão, meio ambiente, aspecto social da sustentabilidade e economia 

certificação tem critérios obrigatórios e o manual técnico pode ser acessado ao final dessa reportagem. Quem busca o selo pode optar pelas versões Platinun, Gold ou Silver. Para Michael Scharpf, presidente do comitê-técnico do Concrete Sustainability Council, o “CSC proporcionará transparência e valor aos projetos de construção sustentável“. Atualmente, em todo o mundo 400 empresas, entre fabricantes de cimento, concreteiras e produtores de agregados, já conseguiram a certificação ou estão em processo de obtê-la. 

Os índices da indústria brasileira do setor são referência para as companhias estrangeiras que investem em sustentabilidade na produção. Mundialmente, cimento e concreto respondem por cerca de 7% de todo o CO₂ emitido na atmosfera pela ação humana. No Brasil, essa relação é 3 vezes menor. A participação do setor nas emissões nacionais é de 2,3%. E a meta é diminuir ainda mais o volume de CO₂. 

Indústria cimenteira brasileira cumpre rigorosamente os termos do Acordo de Paris 

Segundo o presidente da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) e do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC), Paulo Camillo Penna, o target é reduzir as emissões atuais em mais 33% até 2050. “Com isso, evitaremos lançar 420 milhões de toneladas de CO₂ na atmosfera”, diz. A meta está ligada ao aumento de matérias-primas alternativas ao clínquer na fabricação de cimento, como escórias siderúrgicas, cinzas de termoelétricas e pó de calcário. 

Entre as principais iniciativas do setor está elevar o uso de adições de 32% para 48% e substituir o uso de combustíveis fósseis por alternativos, dos atuais 23% para 55% até 2050. Além disso, a indústria cimenteira também investe na renovação de sua linha de produção, adquirindo equipamentos de menor consumo térmico e elétrico. Essas medidas foram responsáveis pela redução de 18% na intensidade de carbono do setor de 1990 a 2019, enquanto a produção de cimento cresceu cerca de 220%. 

Segundo Penna, a indústria cimenteira brasileira cumpre rigorosamente os termos do Acordo de Paris. Enquanto a média mundial de emissão encontra-se atualmente em 634 quilos de CO₂ por tonelada de cimento, no Brasil esse valor é de 564 quilos por tonelada do insumo – cerca de 11% menor. O Acordo de Paris é um tratado assinado por 195 países, incluindo o Brasil, que vigora desde novembro de 2016. A principal meta é reduzir as emissões de gases de efeito estufa para limitar o aumento médio de temperatura global a 2 °C, quando comparado a níveis pré-industriais. 

Confira o manual técnico da Concrete Sustainability Council 

Entrevistado
Concrete Sustainability Council e ABCP/SNIC (via assessorias de comunicação)

Contato
info@concretesustainabilitycouncil.com
dcc@abcp.org.br 

Jornalista responsável:
Altair Santos MTB 2330


Publicada a norma atualizada para concreto dosado em central

Norma técnica mais importante para as concreteiras, a nova ABNT NBR 7212 tem um espectro mais abrangente de relação com outras normas técnicas Crédito: Banco de Imagens
Norma técnica mais importante para as concreteiras, a nova ABNT NBR 7212 tem um espectro mais abrangente de relação com outras normas técnicas
Crédito: Banco de Imagens

O processo de revisão da ABNT NBR 7212 foi prioritário para o CB-018 (Comitê Brasileiro de Cimento, Concreto e Agregados) em 2020. Os integrantes da comissão que analisou a norma técnica mais importante para as concreteiras superaram a pandemia de COVID-19 com reuniões virtuais e atingiram a meta para que o novo texto fosse publicado ainda no 1º semestre de 2021. O grupo teve amplo apoio da superintendente do comitê, a engenheira civil Inês Battagin, incentivadora do uso da web para dar celeridade às comissões da ABNT. Graças a esse esforço conjunto, em 22 de abril entrou em vigor a nova ABNT NBR 7212 (Execução de concreto dosado em central – Preparo, fornecimento e controle). 

Como o nome diz, a norma técnica estabelece os requisitos para o preparo do concreto dosado em central, incluindo controle da qualidade dos materiais, dosagem, mistura, transporte e fornecimento do concreto, bem como as operações de controle e análise do seu processo de preparo. A ABNT NBR 7212 aplica-se ainda aos casos em que a executante da obra dispõe de central de concreto. O fato da norma ter se tornado mais abrangente tem o objetivo de fazer com que ela sirva de mediadora na relação entre construtoras e concreteiras. Além disso, a versão recentemente publicada abre caminho para que novas tecnologias sejam incorporadas ao concreto dosado em central. 

A nova ABNT NBR 7212 cancela a versão de 2012 e traz um espectro mais abrangente de relação com outras normas técnicas. A ela estão vinculadas agora outras 12 normas, que são: 

  • ABNT NBR 11768-1:2019 (Aditivos químicos para concreto de Cimento Portland Parte 1: Requisitos) 
  • ABNT NBR 12655:2015 Versão Corrigida:2015 (Concreto de Cimento Portland – Preparo, controle, recebimento e aceitação – Procedimento) 
  • ABNT NBR 12821:2009 (Preparação de concreto em laboratório – Procedimento) 
  • ABNT NBR 14931:2004 (Execução de estruturas de concreto – Procedimento) 
  • ABNT NBR 15823:2017 – partes 1 e 2 (Concreto autoadensável Parte 1: Classificação, controle e recebimento no estado fresco) e (Concreto autoadensável Parte 2: Determinação do espalhamento, do tempo de escoamento e do índice de estabilidade visual – Método do cone de Abrams) 
  • ABNT NBR 15900-1:2009 (Água para amassamento do concreto Parte 1: Requisitos) 
  • ABNT NBR 16886:2020 (Concreto – Amostragem de concreto fresco) 
  • ABNT NBR 16889:2020 (Concreto – Determinação da consistência pelo abatimento do tronco de cone) 
  • ABNT NBR 5671:1990 Versão Corrigida:1991 (Participação dos intervenientes em serviços e obras de engenharia e arquitetura) 
  • ABNT NBR 5738:2015 Versão Corrigida:2016 (Concreto – Procedimento para moldagem e cura de corpos de prova) 
  • ABNT NBR 8953:2015 (Concreto para fins estruturais – Classificação pela massa específica, por grupos de resistência e consistência) 
  • ABNT NBR 9833:2008 Versão Corrigida:2009 (Concreto fresco – Determinação da massa específica, do rendimento e do teor de ar pelo método gravimétrico).

Para o presidente da ABESC (Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Concretagem) o engenheiro civil Jairo Abud, a ABNT NBR 7212 vai contribuir para aumentar a produtividade no canteiro de obras. A razão é que, ao admitir sistemas automatizados, a norma técnica abrirá espaço, por exemplo, para a medição eletrônica do slump (consistência do concreto) ainda dentro da betoneira, com o uso de sensores instalados no balão. Tais procedimentos já são adotados nos Estados Unidos e na Europa e agora podem chegar ao Brasil graças à versão 2021 da ABNT NBR 7212. 

Entrevistado
CB-018 (Comitê Brasileiro de Cimento, Concreto e Agregados) da ABNT e ABESC (Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Concretagem) (via assessoria de imprensa)

Contato
cb-18@abcp.org.br 

Jornalista responsável:
Altair Santos MTB 2330