Curitiba lidera ranking de cidades-inteligentes no Brasil

Entre as cerca de 700 cidades participantes do ranking Connected Smart Cities 2018, Curitiba conquistou o 1° lugar no ranking geral, 2º em empreendedorismo e urbanismo, 3º em tecnologia e inovação e 1º lugar em governança, tornando-se a cidade-inteligente número 1 do Brasil. A capital paranaense foi seguida de São Paulo-SP, Vitória-ES, Campinas-SP e Florianópolis-SC. Na sexta colocação está o Rio de Janeiro-RJ, com Belo Horizonte-MG, Porto Alegre-RS, Santos-SP e Niterói-RJ completando a lista das 10 melhores colocadas no ranking.
Para o presidente da Urban Systems e sócio da plataforma Connected Smart Cities, Thomaz Assumpção, Curitiba assumiu a liderança do ranking Connected Smart Cities por conseguir ser eficiente na conexão dos 11 eixos temáticos, que são: mobilidade, urbanismo, meio ambiente, energia, tecnologia e inovação, economia, educação, saúde, segurança, empreendedorismo e governança. “O resultado alcançado por Curitiba demonstra que a cidade tem planos estratégicos que se sobrepõem aos planos de governo”, avalia.
Curitiba ultrapassou a cidade de São Paulo-SP, que liderou o ranking em 2016 e 2017. A capital paranaense vinha subindo de posição e foi a terceira colocada em 2016 e a segunda em 2017. Segundo Thomaz Assumpção, o investimento em educação e em inovação tem papel decisivo no posicionamento da cidade. “A educação tem uma grande importância no desenvolvimento do empreendedorismo e na busca da sustentabilidade econômica, permitindo que mais atores sejam responsáveis pelo desenvolvimento da cidade”, diz.
Ranking está em sua 4ª edição e coleta dados de organismos governamentais
Durante a premiação, o prefeito de Curitiba, Rafael Greca, afirmou que a prefeitura relançou este ano o Curitiba Tecnoparque, programa de atração de empresas de base tecnológica para a capital, que oferece desconto de 5% para 2% no Imposto Sobre Serviços (ISS) às startups que investem em tecnologia e inovação. “O Tecnoparque é um dos pilares do Vale do Pinhão, sendo um programa estratégico para Curitiba. Em 2017, o Engenho da Inovação, sede do Vale do Pinhão, recebeu mais de 50 eventos voltados à inovação. Como resultado destes esforços, a capital vem subindo ano a ano no ranking Connected Smart Cities”, comemora.
Apesar de Curitiba liderar o ranking, o estado de São Paulo ainda concentra o maior número de cidades-inteligentes, com três municípios entre os 10 mais bem colocados. Destacam-se ainda as cidades de Pirassununga-SP e Barueri-SP. Na região sul, além das três capitais, outras 15 se posicionam no ranking das 100 cidades-inteligentes do país: Blumenau-SC (16º), Maringá-PR (20º), Balneário Camboriú-SC (24º), Joinville-SC (30º), Itajaí-SC (31º), Santa Maria-RS (38º), Cascavel-PR (45º), Pato Branco-PR (66º), Umuarama-PR (67º), Jaraguá do Sul-SC (68º), Chapecó-SC (77º), Canoas-RS (81º), Caxias do Sul-RS (89º), Ponta Grossa (93º) e Toledo-PR (96º).
O ranking Connected Smart Cities foi lançado em 2015 e a metodologia foi desenvolvida a partir do levantamento das principais publicações nacionais e internacionais sobre o tema cidades-inteligentes, conectadas e sustentáveis. Com base nestes estudos, foram elencados 70 indicadores possíveis de se mensurar dentro da realidade brasileira. A coleta de dados se dá em organismos governamentais, como IBGE, ministérios, secretarias e agências reguladoras.
Entrevistado
Urban Systems (via assessoria de imprensa)
Contato: imprensa@sators.com.br
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
No Chile, construção pré-fabricada supera alvenaria

O Chile é o primeiro país da América Latina em que a construção de casas que usa a tecnologia de pré-fabricados de concreto supera a alvenaria. Segundo levantamento do Instituto do Cimento e do Concreto do Chile (ICH), desde o segundo semestre de 2017 o uso do pré-fabricado predomina em 46% das obras residenciais com dois pavimentos, enquanto o sistema de alvenaria responde por 43%. Os outros 11% referem-se a outras tecnologias, e que utilizam principalmente a madeira como matéria-prima.
As razões que têm levado as construtoras chilenas a optar pelo pré-fabricado são conhecidas: velocidade na construção, redução do emprego de mão de obra e menor custo. “O sistema é o que menos depende de grande quantidade de mão de obra. Por outro lado, fabricando os elementos sob condições controladas, para montá-los no local da obra, é possível obter um alto padrão de qualidade”, avalia Augusto Holmberg, gerente-geral do ICH. “Isso não vale apenas para moradias, mas para prédios residenciais”, completa.
Segundo Augusto Holmberg, as construtoras chilenas que atuam no setor habitacional descobriram algo que o segmento industrial já pratica faz 20 anos no país. “A construção de armazéns de logística, supermercados, centros de distribuição e indústrias, utilizando concreto pré-fabricado, é uma realidade consolidada e que esse setor não abre mão. Agora, o setor de construções de moradias está descobrindo os benefícios, que são muitos e tornam essa tendência irreversível”, reforça.
Um dos sistemas utilizados no Chile utiliza uma fábrica robotizada, que monta os elementos das casas em uma linha de montagem como se fosse uma fábrica de veículos automotores. Dentro da unidade, o robô produz as peças de concreto, dimensionado-as diretamente a partir do projeto concebido dentro da ferramenta BIM. Entre as vantagens, estão a redução de custos, redução de prazos de entrega, flexibilidade e características ecológicas do sistema. A construtora assegura que em um dia consegue produzir elementos para até 4 casas de 140 m2.
Tecnologia tem sido importante também no combate ao déficit habitacional
O sistema é importado da Alemanha e utiliza paredes sanduíche, com o “recheio” de EPS dentro das fôrmas para melhorar o conforto térmico e acústico. As peças milimetricamente fabricadas são transportadas para o terreno onde a casa será construída. Segundo o sócio-fundador da construtora chilena BauMax, Alexis Berczely, hoje o sistema permite economizar em 30% o cronograma da obra, mas ele avalia que tem potencial para chegar a 50%. Em cinco anos, a construtora estima que terá 8% do mercado chileno de construções residenciais para a classe média. “Em países como Alemanha, França, Holanda, Rússia, China e Austrália, essa tecnologia é amplamente utilizada, e será assim no Chile também”, avalia.
Só em Santiago e região metropolitana, o uso da tecnologia do pré-fabricado de concreto em residências alcançou a marca de 1,5 milhão de m2 no segundo semestre de 2017, mantendo-se em viés de alta no primeiro semestre de 2018. O sistema também vem ajudando o MinVU (Ministerio de Vivienda y Urbanismo) a reduzir ainda mais o déficit habitacional do Chile. No mais recente levantamento, divulgado em julho de 2018, o país tinha carência de 393 mil unidades, ante as 522.326 que existiam há dez anos.
Veja a produção robotizada de elementos pré-fabricados
Entrevistado
- Instituto do Cimento e do Concreto do Chile (ICH) (via assessoria de imprensa)
- Ministerio de Vivienda y Urbanismo (via assessoria de imprensa)
Contatos
info@ich.cl
contártenos@minvu.cl
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Guia orienta como contratar sob a lei da terceirização

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu dia 30 de agosto de 2018 a favor da terceirização irrestrita, dando base legal à lei aprovada em 2017. A decisão tem efeito direto na indústria da construção civil, que ganha segurança jurídica para melhorar o ambiente de negócios nas empresas e as contratações para o canteiro de obras. Atenta, a CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) lançou o guia Contrate Certo, que orienta sobre serviços na modalidade de empreitada e subempreitada.
O documento traz textos-técnicos, sugestões de procedimentos e arquivos-modelos para otimizar todo o processo de contratação. “Tão importante quanto os aspectos operacionais de uma obra são os procedimentos legais e as questões administrativas e financeiras contempladas nela”, diz o enunciado do guia. “O desconhecimento da lei está na origem de muitas situações que acarretam complicações desnecessárias para as empresas. Acreditamos que a informação é a melhor ferramenta de que dispomos para trabalhar na legalidade e obedecendo às exigências legais”, continua.
Com a decisão definitiva do STF, os organismos ligados à construção civil avaliam que o guia Contrate Certo é ainda mais imprescindível aos empresários do setor. Para ser bem abrangente, o documento tem cinco capítulos: 1. Terceirização e o contrato de subempreitada (abordagem dos aspectos legais da subempreitada); 2. Fase pré-contratual (orientações para a empreitada, documentação básica, modelo de declarações e documentos); 3. Contrato de empreitada (normas e condições contratuais, modelos de contrato e relação de documentos); 4. Execução do contrato de empreitada (aspectos imprescindíveis, como ambiente da obra, alojamentos, medicina e segurança do trabalho, modelo de advertência e carta de rescisão e um checklist para a fiscalização); 5. Cursos de gestão para subempreiteiros (em parceria com sindicatos e Sebrae).
Para organismos da construção, ministros estão antenados com a economia moderna
O guia reflete a tese de repercussão-geral aprovada pelo STF, que foi a seguinte: “É lícita a terceirização ou qualquer outra forma de divisão do trabalho entre pessoas jurídicas distintas, independentemente do objeto social das empresas envolvidas, mantida a responsabilidade subsidiária da empresa contratante”. No entender dos organismos que representam a construção civil, a decisão do Supremo, por 7 votos a 4, deve servir para pacificar e uniformizar a questão na justiça trabalhista. “A terceirização não somente é legal como é indispensável no processo produtivo da construção moderna”, comenta o presidente do SindusCon-SP, José Romeu Ferraz Neto.
Já para os representantes da CBIC, a decisão do STF demonstra que os ministros estão antenados com a economia moderna, onde as cadeias de produção são verticalizadas. “A decisão acaba com uma discussão que já não fazia o menor sentido para a economia moderna e muito menos para a indústria da construção, considerando que o setor tradicionalmente subempreita as suas atividades”, destaca o presidente da comissão de política de relações trabalhistas (CPRT) da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Fernando Guedes Ferreira Filho.
Entrevistados
- Fernando Guedes Ferreira Filho, presidente da Comissão de Política de Relações Trabalhistas da CBIC (via assessoria de imprensa)
- José Romeu Ferraz Neto, presidente do SindusCon-SP (via assessoria de imprensa)
Contatos
ascom@cbic.org.br
sindusconsp@sindusconsp.com.br
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Impressão 3D surge como solução para habitação social

Em Nantes, na França, a fila da habitação social para famílias com renda mínima começou a andar desde abril de 2018, quando foram entregues as primeiras moradias populares construídas com impressão 3D. O robô Batiprint3D, desenvolvido na Universidade de Nantes, consegue executar a estrutura de uma residência de cinco cômodos em 54 horas. As paredes são erguidas com polímeros e revestidas por placas cimentícias, para garantir conforto térmico e acústico à residência. A casa é impressa no terreno e todo o processo para que fique pronta leva 18 dias.
A impressora Batiprint3D pode ser transportada para o local da obra, o que torna o custo 40% menor que de uma construção convencional. A tecnologia surge como solução para o déficit habitacional em todo o mundo. O mesmo conceito tem sido aplicado em El Salvador, onde 100 residências são erguidas por impressoras 3D. As empresas que dominam essas tecnologias, assim como as universidades que fomentam as pesquisas, estimam que em qualquer lugar do mundo será possível construir casas de interesse social por 4 mil dólares, e entregá-las para moradia em 15 dias.
Francky Trichet, chefe do conselho de Nantes para questões de tecnologia e inovação, avalia que o modelo de impressão 3D para moradias permite começar a contar uma nova história na construção civil. "Durante dois mil anos não houve uma mudança no paradigma do processo de construção. Estamos começando a contar uma nova história. Acabamos de escrever ‘era uma vez...’, mas cabe às empresas privadas assumirem essa narrativa e massificarem a tecnologia”, diz.
Já Benoit Furet, líder do projeto na Universidade de Nantes, afirma que a tecnologia reduzirá o custo de construção em 25% nos próximos cinco anos e 40% nos próximos 10 ou 15 anos. “Isso se deve ao fato de que quanto mais aprimorada a tecnologia ficar mais barata ela se torna e, consequentemente, os custos caem, principalmente se as casas forem construídas em larga escala”, comenta. O professor entende também que, além de modificar a engenharia, a impressão 3D fará também com que a arquitetura reveja seus conceitos. “Ela poderá ser muito mais criativa ao imaginar as formas das casas que vai projetar”, completa.
Projeto viabiliza 100 casas em El Salvador e planeja erguer duas mil residências no Haiti

Além do projeto desenvolvido em Nantes, a ONG New Story, criada para ajudar a combater o déficit habitacional em países pobres, juntou-se à Icon - empresa de construção e robótica -, para viabilizar um condomínio com 100 residências em El Salvador. O custo de cada moradia é US$ 10 mil e o protótipo foi apresentado na edição 2018 da feira de inovação SXSW, em Austin-Texas. O modelo da casa mede 60 m² e sua estrutura é impressa em 24 horas, usando concreto autoadensável.
A parceria entre a ONG e a Icon trabalha para reduzir o custo de cada moradia para US$ 4 mil, a fim de levar um projeto ousado ao Haiti. A meta é viabilizar duas mil residências no país que desde 2004 vive em clima de guerra civil, e que em 2007 foi atingido por um devastador terremoto de 7.3 na escala Richter. O tremor destruiu cerca de 250 mil moradias no país, cujo déficit habitacional passa das 700 mil unidades.
“Sentimos ser nossa responsabilidade desafiar os métodos tradicionais de construção para acabar com o déficit habitacional. Os atuais nunca vão alcançar os mais de um bilhão de pessoas que hoje precisam de casas seguras”, disse Brett Hagler, CEO da New Story, em nota. “Ao trabalhar com a Icon e criar inovações em impressão 3D, somos capazes de atingir mais famílias, com melhores condições de abrigo, e muito mais rápido”, conclui.
Veja vídeo da casa construída em Nantes, na França
Veja vídeo da casa desenvolvida para projetos em El Salvador e no Haiti
Entrevistado
Departamento de engenharia mecânica e de produção da Universidade de Nantes (via assessoria de imprensa)
ONG New Story (via assessoria de imprensa)
Contatos
direction-gmp.iutna@univ-nantes.fr
sarah@newstorycharity.org
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Inteligência de venda chega aos materiais de construção

A Tecnologia da Informação aplicada ao setor de vendas de uma empresa reforça o conceito conhecido como Inteligência de Vendas. Através de softwares que organizam dados, é possível reunir o maior número de informações necessárias sobre potenciais clientes, independentemente da área de interesse. Consolidado em outros setores, o modelo agora alcança o varejo de materiais de construção.
Entre as ferramentas que estimulam a Inteligência de Vendas, as mais usadas são ERP, BI e CRM. O sistema ERP permite um fluxo de informações consistentes sobre o cliente. A BI (Business Intelligence) ajuda a organizar informações para focar a equipe de vendas e a entender o comportamento do consumidor. Já o CRM qualifica o relacionamento com o cliente.
A associação entre Tecnologia de Informação e Inteligência de Vendas está criando um novo tipo de vendedor. Ao procurar um cliente, ele não vai apenas oferecer um produto, mas uma solução para melhorar a produtividade, ampliar o faturamento ou reduzir despesas. As ferramentas citadas vão municiá-lo sobre as necessidades mais urgentes do cliente.
A Inteligência de Vendas e a TI fizeram o processo de vender entrar no século 21, diz o coach de vendas Alexsandro Silva. Não significa, no entanto, que o vendedor tenha que agir como uma máquina. Carisma, intuição e apelo emocional ainda contam para encaminhar uma negociação, mas com as novas ferramentas a venda ganha recursos que a tornam tão precisa quanto um ato cirúrgico.
Isso desde que o vendedor esteja bem treinado e apto para se tornar um analista de Inteligência de Vendas. Profissão, aliás, que está entre as 10 mais procuradas pelo mercado brasileiro, segundo a consultoria Page Personnel. Com média salarial de R$ 5,5 mil, ele domina ferramentas como ERP, BI e CRM para definir movimentações estratégicas em direção ao cliente.
Ferramentas servem para grandes marcas e para lojas de bairros
Para Gustavo Paulillo, que atua na criação de aplicativos que unem ferramentas e filtram informações para melhorar as vendas, sua definição sobre Inteligência de Vendas é a seguinte: “Inteligência em Vendas nada mais é do que o conjunto de práticas, sistemas e tecnologias que utilizam o poder da informação na hora certa e no lugar certo para ajudar os vendedores a fecharem mais negócios.”
Mas a Inteligência de Vendas não para de evoluir e está indo além dos processos eficientes de como vender. Ela tem sido auxiliar também na contratação de pessoas certas para formar uma equipe eficaz, principalmente para pequenas empresas do varejo e startups. As mesmas ferramentas que servem para marcas importantes funcionam também para lojistas de bairros.
Um exemplo: um pequeno empresário do ramo de materiais de construção pode começar a cadastrar seus clientes, coletando dados que vão apontar quais os produtos que o consumidor de sua loja mais compra. A partir destas informações, ele tem como melhorar a interação com seu público-alvo e também estabelecer um novo tipo de relação com seus fornecedores.
Segundo Gustavo Paulillo, “essas informações, quando reunidas e bem organizadas, ajudam a descobrir em que ponto do funil de vendas o cliente se encontra. Isso ajuda a desenvolver o melhor tipo de abordagem e a identificar o que o cliente quer consumir”. “Enfim, Inteligência de Vendas é um atalho indispensável para as empresas que queiram conjugar corretamente o verbo vender”, conclui.
Entrevistado
Reportagem com base no web seminário do coach de vendas Alexsandro Silva e no artigo “Inteligência de Vendas: o que é e como fechar mais negócios”, do desenvolvedor de ferramentas para vendas, Gustavo Paulillo, CEO da startup Agendor
Contatos
contato@email.aecweb.com.br
gustavo@agendor.com.br
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Sem tecnologia e comunicação obra está fadada ao prejuízo
Retrabalho, gerenciamento de conflitos e desinformação sobre o projeto são os problemas que mais geram atraso no canteiro de obras. O uso da tecnologia, facilitando a comunicação e o acesso às informações, é a melhor ferramenta para minimizar o impacto no cronograma. Pesquisa global revela que uma equipe de obras perde 14 horas por semana com retrabalho, gerenciamento de conflitos e na busca de dados do projeto. Só nos Estados Unidos, o impacto desses problemas causa perda anual que passa de 30 bilhões de dólares.
Das 14 horas perdidas semanalmente, os pesquisados disseram que cinco horas e meia são corroídas por causa de pesquisa de dados do projeto e outras informações relevantes para o trabalho. Quase cinco horas se esvaem em resolução de conflitos, incluindo gerenciamento de desacordos entre partes interessadas, como o contratante-geral, proprietários e subcontratados responsáveis pela entrega do projeto.
Outras quatro horas são gastas com atividades relacionadas a retrabalho, como gerenciar os erros em um projeto, avaliar os custos associados da correção e buscar o porquê dos erros terem acontecido. O resultado, segundo a pesquisa, é que, no acumulativo das horas perdidas, o setor da construção civil - globalmente falando - desperdiça pelo menos 177 bilhões de dólares por ano com a mão de obra. Neste custo global, estão incluídas horas sem produtividade, gastos com horas extras para compensar as horas não-produtivas, extensão de contratos de terceiros, pagamento de multas e substituição de equipes.
Não basta apenas oferecer as ferramentas. É preciso ensinar a usá-las
Uma das conclusões da pesquisa é que quase metade de todo o retrabalho no canteiro de obras se deve à falta de comunicação entre os envolvidos no projeto. Em alguns países, esse problema representa de 48% a 56% de todo o retrabalho gerado. Os entrevistados também citaram o que leva à falta de comunicação. Destacam-se: a ausência de respostas dos projetistas aos engenheiros que atuam no canteiro de obras, a incapacidade de aceitar mudanças no projeto e a dificuldade em compartilhar dados do projeto.
Para os coordenadores da pesquisa, essa é a principal barreira a ser vencida. “A falta de comunicação entre os membros da equipe e as informações incorretas ou inacessíveis de que os trabalhadores precisam para realizar a obra estão custando à indústria da construção dezenas de bilhões de dólares anualmente”, diz Jay Snyder, líder de práticas tecnológicas da FMI Corporation - empresa de consultoria dos Estados Unidos contratada para realizar a pesquisa.
O estudo detectou também que 75% dos entrevistados fornecem dispositivos móveis - smartphones ou tablets - para seus gerentes de projeto e supervisores de canteiros de obras, mas que 80% dos que possuem essas ferramentas continuam usando e-mails e telefonemas para conseguir informações sobre os projetos. A conclusão é que não basta apenas oferecer equipamentos, mas treinar os profissionais para que eles saibam explorar as tecnologias. Por outro lado, nos canteiros de obras que aprenderam a se beneficiar das ferramentas móveis e online, o retrabalho reduziu 57%, o gerenciamento de conflitos 58% e a desinformação sobre o projeto caiu 56%.
Entrevistado
Engenheiro de produção Jay Snyder, líder de práticas tecnológicas da FMI Corporation - empresa de consultoria dos EUA (via assessoria de imprensa)
Contato: jsnyder@fminet.com
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Trabalho intermitente legaliza canteiro de obras

A informalidade no canteiro de obras encontrou na nova legislação trabalhista uma ferramenta para combatê-la: o trabalho intermitente. O advogado especialista em direito trabalhista, Benôni Rossi, avalia que a opção traz trabalhadores para dentro da segurança do sistema previdenciário. “Ele (o trabalhador) vai receber pelas horas trabalhadas e poderá ter diversos contratos intermitentes, sem ser penalizado”, explica.
Para o profissional do direito trabalhista, a modalidade se enquadra perfeitamente à construção civil, permitindo a formalização de trabalhadores que atuam em canteiro de obras. O modelo também possibilita ao trabalhador atuar em horas e dias específicos, na medida em que for convocado pelo empregador. Neste caso, terá direito ao valor da hora trabalhada igual ao empregado que tem um contrato de 44 horas.
Seus direitos serão calculados proporcionalmente sobre esse valor. Para especialistas da área, é o melhor tipo de contrato para quem atua por empreitada, nas várias etapas de uma obra. No entender deles, também é uma solução para a construtora empregar sem onerar o custo do empreendimento.
Para contratar na modalidade trabalho intermitente, a empresa deverá entrar em contato com o trabalhador com pelo menos três dias de antecedência, informando qual será a jornada (horas, dias ou meses). O contato poderá ser feito por qualquer meio de comunicação eficaz (telefone, WhatsApp, email). O trabalhador terá o prazo de um dia útil para responder ao chamado e, se não o fizer, ficará presumida a recusa da oferta.
O professor-doutor em engenharia de produção, Alonso Mazini Soler, lembra que o trabalhador intermitente, enquanto estiver sob contrato, contará com direitos e deveres semelhantes aos de um trabalhador sob o regime CLT. “O trabalhador intermitente receberá ordens e terá o seu trabalho supervisionado pelo empregador, tal como um trabalhador em tempo integral. A similaridade no trabalho entre eles reside na necessidade do empregador de dispor de um profissional que se ocupe exclusivamente de um trabalho ou de uma entrega específica, requerida num intervalo de tempo determinado, ou seja, o trabalho por projetos”, diz.
Modelo combate o “bico” em larga escala e a redução de direitos trabalhistas
Soler destaca ainda que as críticas à nova modalidade de contratação vêm dos que tentam legalizar em larga escala o “bico” e a consequente redução de direitos trabalhistas conquistados. “Sem nos ater às interpretações sobre o sentido dos avanços ou retrocessos da nova lei, o fato é que as contratações intermitentes permitem ao empregador associar, diretamente, os gastos com mão de obra às receitas. Ou seja, paga-se por aquilo que se vende e isso, supostamente, reduz custos, previne riscos e facilita a geração de trabalho e renda”, conclui.
A regulamentação do trabalho intermitente ocorreu dia 23 de maio de 2018, através da portaria 349 do Ministério do Trabalho. Ela define que o trabalho intermitente deverá ser registrado em contrato anotado na carteira de trabalho, explicitando o valor da hora ou do dia de trabalho - de acordo com o contrato feito por ambas as partes –, o local e o prazo para pagamento da remuneração. O valor horário ou diário não deve ser menor que a fração correspondente do salário mínimo ou dos demais empregados da empresa que exerçam a mesma função. Além disso, os empregados intermitentes ficam livres para prestar serviços a outras empresas no seu período de inatividade.
Resumo da regulamentação
- O trabalhador intermitente não estará à disposição da empresa no seu período de inatividade.
- A empresa deve anotar, na carteira de trabalho do empregado intermitente, o recolhimento das contribuições previdenciárias e o depósito do FGTS, com base nos valores mensais.
- No regime de contrato intermitente, o funcionário, desde que faça um acordo com o patrão, possui o direito de férias. Nesse caso, as normas são iguais as aplicadas para o empregado convencional.
- Se o contrato do trabalhador intermitente for por um período maior que um mês, a data-limite para pagamento da remuneração é o quinto dia útil do mês seguinte ao trabalhado.
Entrevistado
Reportagem com base em artigos do advogado especialista em direito trabalhista, Benôni Rossi, e do professor-doutor em engenharia de produção, Alonso Mazini Soler
Contatos
institucional@rmmgadvogados.com.br
alonso.soler@schedio.com.br
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Lei dos preços: aliada ou rival do varejo da construção?

Há um ano em vigor, a lei que autoriza o comércio a oferecer preços diferenciados para pagamentos em dinheiro ou cartão de crédito ou débito ainda não “pegou”. O motivo é que o texto aprovado pelo Congresso Nacional, e sancionado pela presidência da República, possui lacunas que deixam o varejo inseguro. Um dos problemas é que a chamada “lei da pechincha”, como passou a ser popularmente chamada, não ficou bem amarrada com o Código de Defesa do Consumidor. Isso tem gerado incertezas nos comerciantes.
Outro aspecto: poucos consumidores conhecem a lei, o que praticamente manteve inalterada a relação entre quem vende e quem compra no varejo. De qualquer forma, a lei tem pontos positivos para quem souber usá-la a seu favor para atrair clientes, além de poder servir como ferramenta para alavancar vendas. O primeiro passo para usufruir positivamente da legislação é informar corretamente o consumidor, como orientam algumas cartilhas distribuídas por organismos como Fecomércio e Procon.
O correto é que o preço à vista seja divulgado em cartaz, bem como as condições de pagamento a prazo - caso houver -, destacando os juros, número de parcelas, encargos e valor total. A Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção) também dá orientação neste sentido, mas seu presidente, Cláudio Conz, alerta que o setor varejista de materiais de construção tem conseguido atrair o consumidor através de promoções. “As lojas estão usando seus estoques para atrair clientes”, afirma.
Neste caso, diz, os preços estão baixos tanto à vista quanto à prazo, o que faz a Anamaco coletar dados animadores. Segundo a mais recente pesquisa tracking mensal da associação, o varejo de material de construção obteve crescimento de 5% no mês de agosto, na comparação com o mês de julho. Ante o mesmo mês do ano passado, o setor teve alta de 4%. No acumulado do ano, cresceu 5,5%, em relação a 2017. Já nos últimos 12 meses, apresentou crescimento de 7,5%.
Para Cláudio Conz, por mais paradoxal que possa parecer, as incertezas futuras e a chegada das eleições têm aquecido o setor de materiais de construção. “É um momento de decisão que pode influenciar a economia como um todo. Essa incerteza com relação ao futuro acaba fazendo com que o consumidor invista agora na reforma de sua casa”, avalia. De acordo com a Anamaco, independentemente da “lei da pechincha”, o varejo tem conseguido cativar o cliente e convencê-lo a comprar.
Lei chega com atraso e levará tempo para ser absorvida no dia a dia do varejo
Outro ponto de vista vem da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Para o presidente do organismo, Honório Pinheiro, a lei deveria ter sido sancionada há 10 anos, quando a economia brasileira estava pujante. De qualquer forma, entende que “antes tarde do que nunca”. Porém, ressalta, levará tempo para que a lei pegue e entre nos “usos e costumes” do varejo brasileiro.
Já a Proteste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor) avalia que a lei discrimina o pagamento à vista. “É uma prática abusiva, já que o comércio acabará limitando o pagamento via dinheiro em espécie. Se o consumidor está pagando à vista, seja em dinheiro, cartão de débito ou mesmo crédito, ele deve receber o desconto independentemente do formato utilizado", destaca a advogada e representante da instituição, Sonia Amaro, numa prova de que a lei ainda levará tempo para consolidar no dia a dia do varejo.
Entenda a lei. Clique aqui.
Entrevistados
- Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção) (via assessoria de imprensa)
- Proteste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor) (via assessoria de imprensa)
- Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) (via assessoria de imprensa)
Contatos
proteste@proteste.org.br
cndl@cndl.org.br
press@anamaco.com.br
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Pesquisa nos EUA testa resíduos do milho no cimento

Subprodutos das termelétricas e siderúrgicas, cinzas volantes e escórias de alto-forno costumam ser usadas para a produção do cimento em todo o mundo. Porém, são materiais que tendem a se tornar escassos. Políticas ambientais pressionam para que usinas movidas a carvão sejam desativadas, principalmente em países do Primeiro Mundo. Nos Estados Unidos, pesquisas já buscam soluções para substituir os resíduos das termelétricas como agregados do cimento.
Na Universidade de Nebraska (UNK), estudo concluiu que as cinzas geradas da queima do sabugo e da palha do milho são as que mais se aproximam das características agregantes das cinzas volantes e das escórias de alto-forno. O cimento produzido com o resultado da pesquisa gerou um concreto menos suscetível a cloretos, aponta a equipe que comanda o estudo. “Percebemos que a permeabilidade do concreto diminuiu com o uso desses agregados”, relata o professor-assistente Mahmoud Shakouri, da UNK.
A pesquisa conta com a supervisão de Jim Vaux, presidente do departamento de tecnologia industrial da Universidade de Nebraska, e há um investimento de 205 mil dólares para que o estudo seja aprofundado. Existe o interesse do governo local, pois a região está localizada no chamado “cinturão do milho” dos Estados Unidos. Com os recursos, os pesquisadores adquiriram equipamentos, como um forno ciclônico de alta temperatura para queimar os resíduos do milho. A pesquisa está programada para ser concluída até maio de 2019.
Segundo Shakouri, o fato dos agregados testados reduzirem a permeabilidade do concreto, tornando o material mais resistente a patologias - principalmente as causadas pela ação de íons cloretos -, pode ajudar os Estados Unidos a combaterem uma das principais causas da deterioração de pontes, viadutos e estradas de concreto no país, que é o uso de sal para a remoção da neve acumulada. “Quando esses agentes de degelo à base de cloreto penetram no concreto, eles deterioram o aço de reforço interno, enfraquecendo a estrutura e encurtando sua vida útil”, explica.
Conceito não é novo, mas tecnologias permitem aprimorá-lo

O pesquisador afirma que têm sido aplicados no estudo conceitos que não são novos, mas que as tecnologias disponíveis permitem aprimorá-los. “A ideia de usar cinzas de subprodutos agrícolas na composição do cimento não é nova. O Império Romano foi o primeiro a fazer uso disso. Da mesma forma, há outras regiões que usam cinzas de casca de arroz e cinzas de bagaço de cana-de-açúcar no material. O que estamos testando é a eficácia, e percebemos que as cinzas de espigas e da palha do milho apresentam características muito semelhantes às das cinzas volantes e escórias de alto-forno”, relata Mahmoud Shakouri.
Paralelamente à pesquisa do departamento de tecnologia industrial da Universidade de Nebraska, o departamento de química de UNK trabalha no desenvolvimento de aditivos que se adaptem melhor ao concreto que utilizar esse “cimento mais sustentável”. “Trabalhamos em conjunto para reduzirmos a pegada de carbono presente na fabricação de cimento e na produção de concreto", finaliza Mahmoud Shakouri.
Entrevistado
Mahmoud Shakouri, Ph.D em engenharia civil e professor-assistente da Universidade de Nebraska
Contato: shakourim2@unk.edu
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Loja de material de construção adota drive thru na venda

Marca do grupo francês Adeo - também dono da Leroy Merlin -, a rede Obramax é voltada para a venda de materiais de construção para pequenos e médios construtores. Em janeiro de 2018, na cidade de São Paulo-SP, a rede francesa inaugurou sua primeira loja no Brasil. O ponto de venda trouxe duas inovações. Uma delas é a oferta do serviço de drive-thru, no qual o comprador pode entrar com o veículo no pátio, abastecer e pagar na hora. Além disso, a Obramax oferece a solução conhecida como “click & collect”, que permite ao cliente comprar no e-commerce e retirar o produto na loja física.
A loja oferece 18.600 itens e também atende o pequeno varejo do material de construção. Além do drive-thru para quem tem veículo próprio e pode carregar a compra, a Obramax oferece também o serviço de entrega. O diretor-geral da loja, Michael Reins, reforça que o foco está no atacarejo. O modelo é híbrido, atendendo desde compradores de grandes volumes (pequenas e médias construtoras), profissionais autônomos (engenheiros civis, arquitetos, mestres de obra, empreiteiros, pedreiros, encanadores, eletricistas, pintores) e profissionais especialistas (gesseiros, marceneiros, serralheiros), assim como empresas de instalação e manutenção, condomínios e lojas de varejo, que, segundo o SEBRAE, são 270 mil no país.
Nome e modelo de venda teve que se adaptar ao mercado brasileiro
O investimento na primeira loja aberta no Brasil é de 110 milhões de reais. Até 2023, a Obramax projeta abrir mais 10 lojas em outras regiões do país, calculando aporte de um bilhão de reais. A próxima inauguração deve ser em 2019, na região da Baixada Santista, em São Paulo-SP. “Em um primeiro momento nosso foco será o estado de São Paulo, mas dentro desse plano de dez inaugurações devemos entrar também em outras regiões”, afirma Michael Reins, que se mostra otimista com o setor de material de construção no Brasil. “O segmento deve ser um dos ramos do comércio que mais vai crescer. Nos últimos anos, os brasileiros seguraram muito as obras e as reformas. A retomada da economia e do emprego deve permitir que os consumidores recuperem esse atraso”, projeta.
Na Europa, a Obramax opera com o nome de Bricomart ou Bricoman e possui 77 unidades espalhadas por quatro países. Atualmente, é o 3º maior grupo varejista de materiais de construção do mundo e o 1º no mercado europeu. Para entrar no mercado brasileiro, a empresa fez adaptações. Modificou a grade de produtos e, principalmente, o formato de pagamento. Fora do Brasil, o sistema funciona da seguinte forma: quanto mais quantidade o cliente adquirir, mais desconto ele obtém no pagamento à vista. Já para o consumidor brasileiro foi aceito o parcelamento com cartão de crédito e o modelo de venda faturada, pois no país existe a figura da pessoa jurídica.
Entrevistado
Michael Reins, diretor-geral da Obramax no Brasil (via assessoria de imprensa)
Contato: faleconosco@obramax.com.br
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330








