Onde estão e quais são os 10 prédios mais caros do mundo?
Juntos, eles custaram quase 160 bilhões de reais. São os prédios mais caros do mundo, segundo levantamento da revista Global Construction. Três estão nos Estados Unidos, dois na China, dois em Cingapura, dois nos Emirados Árabes e um na Arábia Saudita. O mais valioso é o Mecca Royal Hotel Clock Tower, cuja construção passou de US$ 15 bilhões, cerca de 60 bilhões de reais. Entre os dez edifícios, oito foram construídos sob encomenda para se tornarem hotéis. As exceções são o corporativo One World Trade Center, em Nova York-EUA, e o residencial Princess Tower, em Dubai, nos Emirados Árabes.
Veja os 10 prédios mais caros, e por qual motivo custaram tanto:
1. Abraj Al Bait, em Meca, Arábia Saudita: US$ 15 bilhões (R$ 60 bilhões)

Com 601 metros, o Abraj Al Bait é o hotel mais alto do mundo. Tem área construída superior a um milhão e meio de m2 e capacidade para receber 100 mil pessoas. Também conhecido como a Torre do Relógio Real de Makkah, o complexo foi projetado pelo grupo arquitetônico Dar Al-Handasah, no Líbano, e possui o maior e mais alto relógio do mundo, com 530 metros de altura e 43 metros de diâmetro. O objeto pode ser visto a mais de 30 quilômetros de distância. A torre que sustenta o relógio foi construída com estruturas mistas de concreto e aço, enquanto a base do prédio utilizou concreto armado. O luxo da obra, que começou em 2004 e foi concluída em 2012, fica evidente em suas paredes revestidas com folhas de ouro.
2. Marina Bay Sands, em Marina Bay, Cingapura: US$ 5,50 bilhões (R$ 22 bilhões)

O Marina Bay Sans é o resort mais caro já construído. São três torres conectadas, cada uma com 55 andares. O empreendimento ocupa uma área de 155 mil m2, que contempla também um cassino. O complexo de edifícios é de 2010. Foi projetado por Moshe Safdie e executado pela Ssangyong Engineering and Construction. Durante a execução da concretagem de suas fundações, foram lançados 1.200 m3 de concreto por dia.
3. Resorts World Sentosa, Cingapura: US$ 4,93 bilhões (R$ 19,7 bilhões)

O empreendimento Resorts World Sentosa, construído pelo conglomerado malaio Genting Group, consiste em hotéis, cassino e outras estruturas voltadas ao entretenimento, como o parque temático Universal Studios. O oceanário ocupa uma área de 81 mil m2 e é o maior do mundo, com mais de 100.000 animais de mais de 800 espécies. Embora a construção inicial tenha sido concluída em 2009, o Resorts World Sentosa segue em expansão, incluindo a adição do The Marine Life Park em novembro de 2012.
4. Emirates Palace, em Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos: US$ 3,90 bilhões (R$ 15,6 bilhões)

Inaugurado em 2005, e projetado pelo arquiteto britânico John Elliot, o sete estrelas Emirates Palace, em Abu Dhabi, serve de palácio oficial para os convidados do governo de Abu Dhabi. A estrutura abrange uma área total de 850 mil m2. Entre suas luxuosidades, o palácio inclui 110 mil m3 de 13 tipos diferentes de mármores da China, da Índia, da Itália e da Espanha.
5. Cosmopolitan of Las Vegas, em Las Vegas, EUA: US$ 3,90 bilhões (R$ 15,6 bilhões)

O Cosmopolitan de Las Vegas é um luxuoso resort de cassinos e hotel. Possui duas torres com 184 metros de altura cada uma. Foi construído pelo Duetsche Bank e mais tarde vendido à Blackstone Group Corporation, com sede em Nova York, por US$ 1,73 bilhão - menos da metade de seu preço original atualmente. O projeto estrutural das duas torres utilizou elementos pré-fabricados de concreto para dar agilidade à obra.
6. One World Trade Center, em Nova York, EUA: US$ 3,80 bilhões (R$ 15,2 bilhões)

O One World Trade Center foi inaugurado em 2014 para substituir as Torres Gêmeas. O edifício corporativo abriga 71 andares de escritórios.
7. Wynn Resort, em Las Vegas, EUA: US$ 2,70 bilhões (R$ 10,8 bilhões)

O Wynn Resort é o sexto maior hotel do mundo. O empreendimento começou a ser construído em 2001 e concluído em 2005. Há um projeto para expandi-lo a partir de 2020, ao custo de US$ 1,5 bilhão (R$ 6 bilhões). Sua área atual é de 2,5 milhões de m2 e serão acrescentados mais 142 mil m2 com a ampliação. O hotel tem uma cachoeira artificial com 44 metros de altura, construída em concreto armado.
8. Venetian Macau, em Macau, China: US$ 2,40 bilhões (R$ 9,6 bilhões)

O Venetian Macau é o maior cassino do mundo e também o sétimo maior edifício do mundo em área útil (167.640 m2). Inaugurado em 2007, foi projetado pelo escritório de arquitetura Aedas e HKS Inc., onde predominam o concreto aparente e o vidro ao longo de sua fachada.
9. City of Dreams, em Macau, China: US$ 2,40 bilhões (R$ 9,6 bilhões)

O City of Dreams é um complexo de quatro torres (Crown Tower Hotel, Hard Rock Hotel e Grand Hyatt Macau I e Grand Hyatt Macau II). O empreendimento abriga mais de 200 estabelecimentos comerciais e uma área de 128 mil m2 de cassino. A expansão não para. Uma quinta torre, projetada pela arquiteta Zaha Hadid (in memorian), foi inaugurada em 2017.
10. Princess Tower, em Dubai, Emirados Árabes: US$ 2,17 bilhões (R$ 8,68 bilhões)

Inaugurado em maio de 2012, o Princess Tower, com seus 414 metros de altura, é o edifício residencial mais alto do mundo. Em altura, só perde para o Burj Khalifa, em Dubai. Possui 763 unidades residenciais. O empreendimento pertence à Tameer Holding Investment. O consumo de concreto se aproximou dos 90 mil m3.
Entrevistado
Reportagem com base em levantamento da publicação Global Construction
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Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Revolução das construtechs: as construtoras do futuro

Construtechs são as startups que levam inovação à cadeia da construção civil. Projeções estimam que até 2050 elas influenciarão todas as etapas da obra: do projeto ao processo de compras entre fornecedores e construtores, passando pelo canteiro de obras, a segurança no trabalho e chegando à gestão da manutenção predial. “As construtechs estarão à frente das revoluções que vão gerar edifícios mais sustentáveis, cidades-inteligentes e outras inúmeras soluções para o setor da construção”, avalia o economista Bruno Loreto, especialista em mercados de tecnologia para a indústria da construção, e que recentemente palestrou na We Shape Innovation 2018, realizada em Curitiba-PR.
O Brasil não está alheio ao que vem ocorrendo no mercado global da construção civil. Em 2017, havia pouco mais de 250 startups voltadas para o setor construtivo. Ao final do primeiro semestre de 2018, já eram mais de 360 construtechs em atividade no país. Esse crescimento se dá porque as startups têm foco em um dos pontos nevrálgicos da construção civil global: a produtividade. “As construtoras tradicionais estão percebendo que as construtechs, de fato, ajudam a reduzir custo e a tornar mais eficiente o negócio. Por isso, vêm buscando parcerias”, relata Bruno Loreto, que em sua palestra apresentou recente estudo da Mckinsey, intitulado “Reinventando o setor de construção por meio de uma revolução na produtividade”.
A pesquisa mostra que, globalmente, a produtividade da construção não acompanha a de outros setores da economia. Em média, ela cresce 1%, enquanto a indústria de tecnologia cresce 3,6% no mesmo período. Segundo a Mckinsey, esse gap na produtividade gera um impacto de US$ 1,6 trilhão na economia mundial, ou seja, se a produtividade da construção conseguisse atingir o mesmo nível de outros setores ela agregaria um crescimento de 2% ao ano na economia mundial, além do que é conseguido hoje. O mesmo estudo revela que, globalmente, 25% das empresas ligadas à construção já perceberam que precisam investir em tecnologia para elevar a produtividade.
“Mestre de obras do futuro” já é realidade nos EUA

É aí que entram as construtechs, como a norte-americana Doxel, que com investimento de US$ 4,5 milhões fabricou um robô batizado de “mestre de obras do futuro”. O equipamento rastreia diariamente o canteiro de obras e faz a conferência das áreas construídas para ver se elas foram executadas de acordo com o que foi projetado dentro do BIM. Autônomo, o robô faz todo o serviço sem influência humana e repassa os dados para um software, que compara as informações de acordo com o especificado em projeto. A tecnologia também calcula quanto um eventual retrabalho vai custar no orçamento da obra e qual o impacto no cronograma.
O “mestre de obras do futuro” já está atuando. Em 2017, auxiliou na construção de um prédio corporativo voltado para receber consultórios em San Diego, na Califórnia-EUA. O robô atuou por quatro horas e meia todos os dias e ajudou a obra a obter um aumento de 38% na produtividade da mão de obra e a reduzir o orçamento em 11%. Isso mostra que a revolução industrial 4.0 na construção civil já está acontecendo, e que tende a aumentar conforme a “geração millennials” for assumindo postos decisivos nas empresas do setor. “Nos Estados Unidos, 37% da força de trabalho nas empresas ligadas à construção civil já são de millennials. Significa que ela já atua pensando em soluções digitais para os problemas que enfrenta no setor, e isso resulta em mais construtechs”, finaliza Bruno Loreto.
Veja o “mestre de obras do futuro” em ação
Ouça a palestra:
Entrevistado
Reportagem com base em palestra do economista Bruno Loreto, Head da Construtech Ventures, na We Shape Innovation 2018
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Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Construção enxuta não é comprar insumos pelo menor preço

O conceito de construção enxuta não significa economizar nos insumos, como podem crer alguns construtores. Pelo contrário, construção enxuta é investir em qualidade e em economia de tempo, e não no menor preço. Foi sobre esse tema que o engenheiro-estrutural Guilherme Laini Silveira palestrou no We Shape Innovation 2018, realizado recentemente em Curitiba-PR.
O engenheiro alertou que boa parte dos construtores que atua com métodos convencionais acaba trabalhando com uma “falsa curva ABC”, imaginando que investir em insumos baratos e em grande quantidade de mão de obra vai permitir entregar o empreendimento com mais rapidez e custo menor. “Isso é um erro”, afirma.
De acordo com Guilherme Laini Silveira, o uso de materiais de construção sem qualidade pode fazer com que, na outra ponta, o custo da mão de obra extrapole, e muito, o preço estimado da obra. Seja por causa da necessidade de empregar mais trabalhadores, seja devido ao risco de retrabalho ao longo das várias etapas da construção - da concretagem ao acabamento.
Por isso, “otimizar” o valor dos insumos não resulta em um saldo positivo para a obra. O engenheiro faz a seguinte analogia: “Se eu comprar o tijolo mais barato, ele vai ser mais irregular e vai precisar de mais argamassa. Se eu comprar a argamassa mais barata, vou precisar de mais demão de tinta. Se eu comprar a tinta mais barata, terei que pintar mais vezes.”
Saiba como construir com qualidade e sem extrapolar custos
O mesmo vale também para o construtor que economiza no concreto, pensando que isso trará lucro à obra. Guilherme Laini Silveira afirma que quem faz isso é induzido ao erro. “No método convencional, por causa da falsa curva ABC, o projetista é levado a crer que os insumos mais caros da estrutura são aço, concreto e fôrmas. Porém, na verdadeira curva ABC, é a mão de obra a parte mais cara na concepção da estrutura. Ela pode responder por até 60% dos custos”, alerta.
Como, então, construir com qualidade e sem extrapolar custos? O conceito defendido pelo palestrante é de que o engenheiro-projetista tenha influência sobre a obra, permitindo que projeto estrutural converse com as outras etapas da construção e facilite também a comunicação com os fornecedores. “Um projeto que economiza no concreto pode, no máximo, gerar 1,5% de economia no custo final da obra. Já um projeto que economiza na mão de obra traz economia de 6% ao custo final da obra”, cita.
Em sua palestra, o engenheiro-projetista define que na construção enxuta é importante reduzir os custos do que não agrega valor na obra. Entre eles, o transporte. “Se o construtor opta por fôrmas de madeira por achar que são mais baratas, é importante considerar o custo a mais que ele terá no transporte das escoras e também na montagem. Fôrmas metálicas levam dois dias para montar uma laje, enquanto a mesma equipe leva quatro dias para montar as fôrmas de madeira”, revela, concluindo que obras que possuem curva de aprendizado e sistema de gestão integrado conseguem, de fato, realizar construções enxutas com qualidade.
Ouça o áudio da palestra:
Entrevistado
Reportagem com base na palestra do engenheiro civil Guilherme Laini Silveira, diretor da Optima Estrutural, na We Shape Innovation 2018
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Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Novo ciclo imobiliário já começou, mas poucos perceberam

O mundo muda a uma velocidade muito rápida, e com ele o mercado imobiliário. Há um novo ciclo já em andamento, que, embora passe despercebido, já influencia o modo como se constroem e se vendem empreendimentos habitacionais e corporativos. Isso ocorre não apenas em outros países, mas no Brasil - principalmente, nas capitais mais relevantes do país.
“Questões comportamentais estão mudando o mercado. A maioria talvez ainda não tenha percebido, pois são mudanças muito repentinas. Trata-se de um conjunto de tendências que já influenciam na compra de imóveis”, revela Marcos Kahtalian, sócio-diretor da Brain Bureau de Inteligência Corporativa, em palestra na 27ª edição da Feira de Imóveis do Paraná, realizada de 15 a 19 de agosto, em Curitiba-PR.
Kahtalian elencou as tendências comportamentais que vêm influenciando na forma como o consumidor se relaciona com os imóveis. Segundo o palestrante, o surgimento de aplicativos que disponibilizam o compartilhamento de veículos já causa impacto, inclusive, no modo de construir.
“Existem compradores que não fazem mais questão de vaga de garagem. As salas comerciais estão cedendo lugar ao modelo de coworking. O coliving já é realidade em cidades como São Paulo-SP e Porto Alegre-RS. A casa na praia virou uma lembrança dos tempos da vovó. Hoje, o consumidor tem a possibilidade de ter sua casa na praia em qualquer lugar do mundo, através do mercado de multipropriedades”, elenca.
Novo conceito de família também influencia no ciclo imobiliário em curso
Para Marcos Kahtalian, está havendo uma redefinição do que é morar bem. “Sai o vizinho, entra o conhecer pessoas. O luxo ostentação dá lugar ao luxo consciente, que implica em morar em um imóvel que permita o reúso de água, que ofereça conforto acústico e térmico, que dê acesso à tecnologia, como a IoT (Internet das Coisas). O novo consumidor está mais atento à experiência de viver e conviver”, diz o palestrante, para quem essas mudanças comportamentais também influenciarão no ciclo de vida do mercado imobiliário, ou seja, a tendência é que as pessoas mudem mais de residência e de local de trabalho. “Elas irão em busca de suas comunidades”, completa.
O novo conceito de família também influencia no ciclo imobiliário em curso. “A família nuclear foi desfeita, mas não significa que as famílias deixaram de existir. A prova é que, só em Curitiba, ocorrem 11 mil casamentos por ano. O que mudou foi a composição das famílias. Um exemplo: existem muitos casais que não têm filhos, mas têm o pet (animais de estimação). Algumas construtoras atentas a essa tendência já começam a pensar no espaço do pet na planta do imóvel. O mercado passa a atender essas famílias. Há dez anos, quem diria que o segmento de dois quartos iria se tornar predominante no mercado imobiliário brasileiro?”, questiona Marcos Kahtalian, que deixa o alerta: “Se tudo mudou, se mudam as formas de viver e conviver, o mercado imobiliário tem de se ocupar em atender esse novo consumidor.”
Ouça a palestra:
Entrevistado
Reportagem com base na palestra de Marcos Kahtalian, sócio-diretor da Brain Bureau de Inteligência Corporativa, na 27ª edição da Feira de Imóveis do Paraná, promovida pela ADEMI-PR
Contato: ademipr@ademipr.com.br
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
O que causou a queda da ponte em Gênova, na Itália?
A ponte Morandi, construída para cruzar o rio Polcevera, em Gênova, na Itália, desabou na manhã de 14 de agosto, causando 43 mortes (dados oficiais). Inaugurada em 1967, a estrutura passou por reformas na década de 1990 e em 2016. As investigações preliminares dos organismos de engenharia da Itália estimam que a ponte não havia sido projetada para receber os 25 milhões de veículos que por ela passaram a trafegar anualmente. Há também outras opiniões que sugerem que recente manutenção em um dos pilares pode ter influenciado na queda.
O diagnóstico mais verossímil parece estar no relatório de 2016, feito pelo engenheiro-estrutural Antonio Brencich, que também leciona na disciplina de concreto armado pela Universidade de Gênova. O documento aponta que a ponte deveria ter sido demolida e não reformada. "Há erros nesta ponte, que vêm de falhas de execução em relação ao projeto. São falhas estruturais no convés da ponte que influenciam em seu balanço. Mais cedo ou mais tarde terá que ser substituída. Há vários aspectos problemáticos, cuja reforma fica mais cara que a demolição e a construção de uma estrutura nova”, alertou na época. Dois anos depois, a ponte, que tinha 1.182 metros, viu um vão de 206 metros entrar em colapso.
Em seus estudos sobre a ponte Morandi, Antonio Brencich descobriu que a obra foi construída com estrutura mista - concreto protendido no convés e concreto armado nas torres e pilares. “É bom enfatizar que o colapso de uma ponte é a soma de uma longa série de erros: concepção construtiva, manutenção e uso inadequado em relação ao projeto. Quem, por exemplo, autorizou o trânsito de veículos pesados na ponte, o que fez com que as cargas sobre a estrutura extrapolassem o que é permitido em norma, que são duas vezes e meia a que ela normalmente suportaria?”, questiona o professor da Universidade de Gênova.
Raio e falhas geológicas foram descartadas pelos especialistas
Outras teses, não avalizadas por engenheiros, foram incorporadas à tragédia que ocorreu na Itália. Uma delas, segundo relatos de testemunhas, é que um raio atingiu a ponte segundos antes de ela desabar. De fato, no horário em que a estrutura desabou - por volta de 11h30 - chovia forte em Gênova, mas especialistas não relacionam o fenômeno meteorológico à queda da ponte. Da mesma forma, ruiu a tese de que os pilares estariam assentados sobre uma falha geológica. A ordem dos geólogos da Itália descartou essa hipótese, afirmando que o terreno não sofreu nenhuma instabilidade.
As investigações seguem e o laudo oficial sobre a causa do colapso só deve ser conhecido em seis meses. No entanto, as análises preliminares indicam tratar-se de uma fadiga estrutural, ainda que a concessionária que administrava o trecho que englobava a ponte, a Autostrade per l’Italia, tenha afirmado que realizava vistorias rotineiras na obra e que não encontrou nenhuma patologia antes do desabamento. De qualquer forma, o acidente colocou o governo da Itália em alerta. Motivo: o país tem pelo menos 300 estruturas, entre pontes, viadutos e túneis, que estariam em situação semelhante à da Morandi, que não foi a única a desabar recentemente na Itália. Estima-se que, desde 2013, dez pontes ruíram no país. A maioria sem vítimas fatais.
Entrevistado
Reportagem com base em coletânea de entrevistas que o engenheiro-estrutural Antonio Brencich concedeu à imprensa italiana, após a tragédia
Contato: dicca@pec.unige.it
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
CNI leva propostas da construção civil a presidenciáveis

Recentemente, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) promoveu o evento “Diálogo da Indústria com os Candidatos à Presidência da República”. O encontro possibilitou que o setor encaminhasse 43 documentos, que foram elaborados com base no Mapa Estratégico da Indústria 2018-2022. Entre os estudos elaborados pela CNI estão os que envolvem as demandas da indústria da construção civil. São 11 os capítulos abordados. Veja os principais pontos:
Privatização na infraestrutura: o que falta fazer?
Leia o resumo do documento:
“Os recursos aplicados pelo Brasil em infraestrutura representam, em média, 2% do PIB por ano, mas deveriam ser de ao menos 4,15% para a superação dos gargalos existentes. Esses investimentos devem vir acompanhados de uma melhor capacidade de execução de projetos. A privatização de setores de infraestrutura tem alguns desafios. Para garantir a atração de agentes privados, além de um retorno que cubra o custo de capital do investidor, é necessário mitigar riscos legais, contratuais, regulatórios e relativos ao ambiente de negócios.”
Sistema portuário: avanços, problemas e agenda
Leia o resumo do documento:
“Embora a nova Lei dos Portos (12.815/13) tenha equacionado, de modo geral, as principais questões de natureza legal ou regulatória que travavam a expansão e a melhoria da eficiência do sistema portuário, ainda há medidas que podem ser adotadas para dar continuidade a esse processo. Conforme o estudo da CNI, é preciso transferir a administração dos portos organizados para o setor privado, licitar os terminais arrendados antes de 1993 e adequar os contratos de arrendamento vencidos.”
Transporte ferroviário: colocando a competitividade nos trilhos
Leia o resumo do documento:
“Um sistema ferroviário eficiente e bem conectado é um diferencial de competitividade no transporte de cargas. Para o Brasil superar os atuais gargalos logísticos, é fundamental aumentar o tamanho da malha, a velocidade média dos comboios e a conectividade do sistema. Entre as medidas necessárias para tornar o sistema ferroviário eficiente estão: renovação dos contratos de concessão, adequação do marco regulatório, aumento dos investimentos dos concessionários, definição sobre a questão dos trechos ferroviários ociosos e conclusão do processo de dissolução da Valec.”
Saneamento básico: uma agenda regulatória e institucional
Leia o resumo do documento:
“O setor com maior déficit de atendimento e maiores desafios de expansão é o de saneamento. A lenta expansão das redes e a baixa qualidade dos serviços têm trazido fortes implicações para a saúde da população e para o setor produtivo. Mantidos os níveis recentes de investimento, a universalização seria atingida apenas após 2050. Definir diretrizes regulatórias claras e efetivas é o primeiro passo para desenvolver o saneamento brasileiro.”
Grandes obras paradas: como enfrentar o problema?
Leia o resumo do documento:
“O Brasil investe pouco em infraestrutura e parte do que investe acaba sendo desperdiçada em obras paralisadas, que consomem recursos e não geram benefícios. Para evitar a suspensão de novas obras, é necessário melhorar o planejamento, avaliar qual modalidade de execução é a mais adequada, aparelhar melhor as equipes responsáveis, desenhar contratos mais equilibrados e fortalecer o controle interno.”
Energia elétrica: custos e competitividade
Leia o resumo do documento:
“A segurança no fornecimento e o custo da energia elétrica são determinantes para a competitividade da indústria brasileira. O sistema elétrico brasileiro já foi considerado um dos mais eficientes do mundo, mas o constante intervencionismo governamental, aliado ao alto custo dos impostos e dos encargos setoriais, além de erros regulatórios, tornou a energia elétrica paga pela indústria uma das mais caras do mundo. A redução sustentável do custo da eletricidade exige que se promova a regulação da formação de preços e tarifas, a redução dos encargos setoriais e da duração dos contratos de energia.”
Entrevistado
Reportagem com base no documento “Mapa Estratégico da Indústria”, da Confederação Nacional da Indústria (CNI)
Contato: imprensa@cni.org.br
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Edifícios aquecem mercado de concreto protendido

O ano de 2013 foi um marco para as obras em concreto protendido no Brasil. Foi quando se bateu o recorde em consumo de cordoalhas para protensão. Houve a venda de mais de 100 mil toneladas. Atualmente, esse volume encontra-se na faixa de 45 mil toneladas/ano. A queda ocorre porque a maior demanda por concreto protendido no país está nas obras de infraestrutura. Como elas se tornaram raras desde 2016, o consumo caiu. Mas o segmento que atua nesta área começa a explorar outro nicho que usa concreto protendido: o dos edifícios altos.
Segundo dados revelados no 4º Seminário Latino-americano de Protensão (SELAP), que aconteceu em Curitiba-PR, de 10 a 11 de agosto de 2018, entre 1997 e 2007 o mercado de protensão no Brasil vendeu 9,2 milhões de toneladas para a construção de edifícios, o que equivale a 7% da produção nacional, enquanto os outros 93% foram para obras de infraestrutura. Já, nos Estados Unidos, ocorre o inverso: no mesmo período, de 1997 a 2007, o país vendeu 82 milhões de toneladas de protensão para obras de prédios altos. “Hoje, o setor da construção de edifícios nos Estados Unidos consome mais de 80% do mercado de protensão”, explica o engenheiro civil Daniel Lopes Garcia, um dos palestrantes no evento.
Os Estados Unidos têm tradição no uso do concreto protendido em construção de prédios. O primeiro edifício norte-americano a usar a tecnologia foi erguido em 1950. No Brasil, os primeiros arranha-céus com essas características foram entregues em 1998. Entre os países latino-americanos, quem mais constrói edifícios altos usando concreto protendido é o Panamá. Pelas características geográficas do país, que é atingido por fortes ventos vindos dos oceanos Atlântico e Pacífico, somente a tecnologia que utiliza protensão consegue dar a estabilidade necessária aos prédios panamenhos, explica o professor-doutor Oscar M. Ramirez R., da Universidade Tecnológica do Panamá, que também palestrou no 4º SELAP.

Ponte sobre o rio Negro é marco da construção em concreto protendido
No Brasil, a maior obra em concreto protendido é a ponte Jornalista Phelippe Daou, que cruza o rio Negro, no Amazonas. Foram consumidos 138 mil m3 de concreto e 2.200 toneladas de aço para protensão. Já a primeira obra que utilizou protensão no país foi a ponte do Galeão, no Rio de Janeiro-RJ, construída ao longo de 1948 e inaugurada em 1949. Toda a tecnologia foi importada da França. Em termos de prédios altos, a principal obra que utiliza a protensão atualmente no Brasil está em Balneário Camboriú-SC. É o edifício Yachthouse Residence Club, projetado para ser o mais alto do país.
Segundo o grupo IDD, voltado ao ensino e à pesquisa nas áreas de engenharia civil e arquitetura e urbanismo, a “protensão é a técnica empregada para aumentar a resistência do concreto à tração e melhorar o seu comportamento. Significa incrementar uma compressão a mais no concreto, por meio de cabos de aço, de forma que o material tenha maior capacidade de resistir aos esforços de tração”. Para explicar a função do concreto protendido, os engenheiros costumam usar o exemplo dos livros dispostos em uma prateleira. Para que se mantenham em pé, eles precisam de uma força de compressão exercidas pelas laterais da prateleira ou por objetos que possam comprimi-los. O conceito é semelhante quando se aplica o concreto protendido em uma obra.
Quer saber mais sobre concreto protendido? Acesse
Entrevistado
Reportagem com base nas palestras do 4º SELAP (Seminário Latino-americano de Protensão), promovido pelo Instituto Nacional de Estruturas Protendidas (INAEP)
Contato: contato@inaep.com.br
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Construsul 2018 destaca tecnologia que qualifica a obra

Tecnologia e inovação protagonizaram a 21ª edição da Construsul - Feira Internacional da Construção, realizada de 1º a 4 de agosto de 2018, em Porto Alegre-RS. Desde os produtos expostos até as palestras dadas no evento, temas como indústria 4.0, gestão da obra em tempo real e softwares que ajudam a dar qualidade aos sistemas construtivos foram os que mais chamaram a atenção do público que esteve no evento, e que, segundo os organizadores, se aproximou dos 45 mil visitantes.
Um simulador que indica se o projeto e a execução da obra estão adequados à Norma de Desempenho (ABNT NBR 15575) foi uma das inovações mostradas na Construsul. A ferramenta permite ao projetista, arquiteto ou engenheiro civil verificar quais são os critérios exigidos e se o que está em construção se adequa à norma técnica. Os criadores do simulador garantem que, além de facilitar o cumprimento da norma, o simulador ajuda a construir sem desperdício. “É possível diminuir o volume de resíduos, evitando a quebra de materiais”, comenta o coordenador de qualidade e desempenho da Construrohr, Felipe Lima.
O aplicativo First Planner, que permite a coleta de dados do canteiro de obras e o acesso às informações em tempo real, também foi mostrado na Construsul. “O sistema pode ser utilizado em qualquer método construtivo. Ele gerencia equipes e possibilita a gestão do serviço com dados quantitativos. Além da licença do software, fornecemos o hardware, que é a estação de coleta de dados. Cada funcionário possui um cartão, onde carrega as atividades cadastradas para ele, informando o início e o fim de cada dia de trabalho”, explica o idealizador do First Planner, Matheus Ries.
Feira finaliza com posição otimista para o setor da construção civil
O itt Performance, reconhecido instituto tecnológico em desempenho e construções da UNISINOS, em São Leopoldo-RS, também contribuiu com o viés inovador da feira ao trazer o seminário “Incêndios em Estruturas – Dimensionamento, inspeção, terapia e casos recentes”. Foram apresentadas pesquisas sobre o comportamento de elementos estruturais e seus materiais em altas temperaturas, assim como os parâmetros para dimensionamento de estruturas em situação de incêndio e a importância da compartimentação das edificações. Os palestrantes realizaram suas apresentações com base nas normas técnicas vigentes, técnicas de instrumentação, equipamentos tecnológicos dispostos no mercado e materiais inovadores.
A Construsul, que em 2018 voltou a Porto Alegre-RS, também destacou a força da construção civil brasileira para ajudar o país a retomar o crescimento. “Há um potencial imenso a ser explorado, não só no Brasil, mas na América Latina”, estima Paulo Richter, promotor da feira.
Entrevistado
Reportagem com base nas notícias veiculadas sobre a Construsul 2018 (via assessoria de imprensa)
Contato: comunicacao@suleventos.com.br
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Saiba como avaliar se o imóvel possui patologias graves

Corretores não são obrigados a conhecer de engenharia civil. Porém, precisam ter noções básicas para detectar se determinado imóvel requer uma inspeção mais apurada antes de ser vendido ou alugado. Há casos que até podem exigir uma perícia. “Se a avaliação pede a presença de um engenheiro civil é porque o caso pode ser mais grave”, diz a palestrante de CRECI-SP, Caroline Böckler.
Em linhas gerais, os corretores precisam saber que um imóvel pode apresentar três tipos de patologias: vícios, defeitos e danos. Baseado no manual “A Saúde dos Edifícios – check-up predial”, editado pelo CREA-SP, os vícios são construtivos e não costumam oferecer riscos, mas apenas desvalorizam o imóvel. Os mais comuns são: torneira que não sai água, interruptor que não acende a lâmpada, tomada que não transfere a energia, paredes tortas que dificultam a instalação de armários, vaga na garagem que atrapalha a baliza, área de serviço sem ralo, descarga do vaso sanitário que interfere no fluxo de água do chuveiro.
Já os defeitos, ainda segundo o manual do CREA-SP, resultam de falhas que podem afetar a saúde e a segurança do consumidor. Entram neste grupo os erros construtivos. Tais como, janelas que permitem a entrada da água da chuva ou elementos mal fixados que ameaçam ferir o usuário ou terceiros, como pias e vasos sanitários. “Essas patologias podem ser aparentes ou ocultas. As aparentes costumam ser detectadas pelo comprador ou locatário. Já as ocultas se manifestam durante a ocupação do imóvel. Um exemplo: o disjuntor cai quando o chuveiro e a torneira elétrica estão ligados simultaneamente”, cita Caroline Böckler.
Boa parte dos problemas em imóveis ocorre por falta de manutenção
Há defeitos ocultos que levam tempo para se manifestar. Porém, nem sempre eles são gerados pelo construtor. No caso de imóveis usados, podem ter sido causados por quem habitou a moradia anteriormente. Normalmente, são patologias que se manifestam por falta de manutenção, como calhas que não são limpas e alagam a laje durante uma chuva mais intensa ou quando o condomínio rompe a impermeabilização da laje para instalar uma antena de TV ou para-raio.
O conjunto de vícios e defeitos pode resultar em danos. Os mais comuns são infiltrações, fungos e desplacamentos de fachadas. Para ilustrar, a palestrante do CRECI-SP apresentou pesquisa realizada pelo Ibape (Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia), onde foi detectado que 50% das irregularidades construtivas resultam de falha de manutenção, 23% de anomalias construtivas e 8% de anomalias funcionais ou degradação de sistemas, após o término do ciclo de vida útil.
O Secovi-SP também realizou recentemente um levantamento, com base em avaliações em 52 edifícios na cidade de São Paulo-SP, e detectou que 38% dos problemas em imóveis estão relacionados com problemas hidráulicos (vazamentos). Em seguida, vêm patologias nas paredes (fissuras, trincas e rachaduras), com 16,5%. “Por isso, cabe ao corretor ter conhecimento e experiência para orientar o comprador quando os reparos forem relativamente fáceis ou acionar a engenharia civil se houver problemas cujas soluções dependem da intervenção de um profissional”, alerta Caroline Böckler.
O manual “A Saúde dos Edifícios - check-up predial” está disponível para download
Assista a palestra da TV CrescI-SP
Entrevistado
Reportagem com base na palestra “Patologias em construção civil”, do CRECI-SP
Contato: imprensa@crecisp.gov.br
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Reassentados de MG terão casas com arquitetura original

Dia 11 de maio de 2018 começou a instalação do canteiro de obras para o reassentamento da nova Bento Rodrigues. O distrito do município de Mariana, em Minas Gerais, foi destruído pelo rompimento da barragem do Fundão, em novembro de 2015. A comunidade atingida escolheu a localidade de Lavoura para a construção da nova cidade. O novo distrito ganhará toda a infraestrutura (escolas, posto de saúde, comércio, ruas e outras benfeitorias) e terá a característica de cidade sustentável. Além disso, os moradores poderão influenciar no projeto arquitetônico das casas, para que elas tenham características semelhantes das que foram destruídas na Bento Ribeiro original.
Ao todo, são 225 famílias sem moradias, as quais, atualmente, residem em Mariana e região. A previsão é de que elas tenham que aguardar mais 24 meses para receber suas casas de novo. Além de buscar semelhança com a arquitetura das residências destruídas, também existe o comprometimento de que cada família será envolta pela mesma vizinhança que possuía anteriormente. As obras estão sob a responsabilidade da Fundação Renova, constituída após a assinatura do Termo de Transação e Ajustamento de Conduta (TTAC), assinado em 2 de março de 2018, entre Samarco Mineração - com o apoio de seus acionistas, Vale e BHP Billiton -, governo federal, governos de Minas Gerais e do Espírito Santo, além de outros organismos governamentais.
No dia 1º de agosto de 2018 foi emitido o selo que autoriza o começo das obras de reconstrução da nova Bento Rodrigues na localidade de Lavoura. Era a última etapa da burocracia que se arrastou por quase três anos. O próximo passo será a supressão vegetal e a terraplenagem do terreno, seguidos pelas obras de infraestrutura, como pavimentação, drenagem, redes de esgoto, distribuição de água e de energia. Após essa etapa, serão construídas as residências e os equipamentos públicos. O canteiro de obras estará 100% instalado no final de agosto. Já o projeto urbanístico foi aprovado no dia 8 de fevereiro deste ano, com o aval das famílias.

Infraestrutura rodoviária também está em fase de recuperação
O desenho, a definição do tamanho de cada lote, além da distribuição das ruas e das quadras, foi amplamente debatido com a comunidade e demais partes envolvidas. “A construção da nova Bento Rodrigues seguirá as diretrizes acordadas no projeto, que levou em consideração as necessidades dos atingidos, assim como as relações de vizinhança e a memória patrimonial e cultural, respeitando as especificidades do novo terreno”, diz relatório da Fundação Renova. Além da reconstrução da cidade em si, outras infraestruturas já tiveram suas obras iniciadas. Entre elas, a recuperação de estradas e pontes.
Até maio de 2018, mais de 70 quilômetros já haviam sido recuperados, entre trechos pavimentados e não-pavimentados. As vias receberam tratamento e acabamento através da execução de drenagem superficial, limpeza e roçada. Além disso, estão em andamento estruturas de apoio, como construção de bueiros, instalação de mata-burros e a sinalização dos trechos. As obras mais relevantes são as reconstruções de três pontes, nas localidades de Bicas, Bento Rodrigues e Camargos, o que permitirá o acesso à comunidade reassentada.
Entrevistado
Fundação Renova (via assessoria de imprensa)
Contato: imprensa@fundacaorenova.org
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330








