Nova norma de Cimento Portland entra em vigor
Foi publicada em 3 de julho de 2018 a nova norma técnica que unifica outras oito relacionadas ao Cimento Portland - a maioria com data entre 1991 e 1994. Os avanços tecnológicos, os compromissos ambientais assumidos pelos fabricantes e as exigências do mercado indicaram que elas deveriam ser revisadas e condensadas em uma só. Nasceu, então, a ABNT NBR 16697 (Cimento Portland - Requisitos). Na entrevista a seguir, o gerente de laboratórios da ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland), Arnaldo Battagin, que coordenou a comissão de estudos que criou a nova norma, explica as principais mudanças. Confira:

A nova norma de Cimento Portland foi publicada dia 3 de julho de 2018, em tempo recorde entre a instalação da comissão por parte do ABNT/CB-018 (Comitê Brasileiro de Cimento, Concreto e Agregados) e sua entrada em vigor. A que se deve essa agilidade?
Foi um resultado que a mim próprio surpreendeu. Mas isso tem uma explicação. Na reunião de instalação da comissão de estudo, em 21 de fevereiro de 2018, foi discutido o calendário de reuniões. Na oportunidade, houve sugestões de reuniões por vídeo-conferência. Porém, dado o perfil de representantes de todo o Brasil, as reuniões se tornariam pouco produtivas, com perda de tempo com as conexões. Experiências anteriores, em outras comissões de estudo, mostraram isso. Então, surgiu a ideia de reuniões presenciais de dois dias inteiros, para economia de recursos, já que as empresas em geral estão com dificuldades geradas pela crise econômica por que passa o país. Foram pré-agendadas reuniões mensais de março a junho. Uma reunião de dois dias é equivalente a quatro reuniões, considerando a média do que é praticado por comissões de estudos da ABNT. Isso corresponde a quatro meses de trabalho. O fato de que os anseios de modernização da norma eram comuns a produtores, consumidores e neutros, haja vista que a norma não era revisada havia mais de 20 anos - somado à contribuição dos membros da comissão, que trouxeram para a discussão um denso material do que é praticado no exterior -, contribuiu para essa “agilidade”.
Qual o número da nova norma e qual sua especificação?
A nova norma de especificação de Cimento Portland tem a numeração ABNT NBR 16697 (Cimento Portland – Requisitos).
Ela, de fato, unificou as oito normas técnicas referentes ao Cimento Portland?
Sim, todos os requisitos para os tipos de cimentos citados estão contemplados na nova norma. A sugestão de se ter uma norma unificada veio de exemplos internacionais que já adotam essa prática, como é o caso da Argentina, do México e dos países da União Europeia, entre outros. Isso beneficia principalmente os consumidores, pela facilidade de consulta e diferenciação dos vários tipos de cimento.
N.R: as oito normas citadas na pergunta são: Cimento Portland Comum – CP I e CP I-S (ABNT NBR 5732); Cimento Portland Composto – CP II (ABNT NBR 11578); Cimento Portland de Alto Forno – CP III (ABNT NBR 5735); Cimento Portland Pozolânico – CP IV (ABNT NBR 5736); Cimento Portland de Alta Resistência Inicial – CP V-ARI (ABNT NBR 5733); Cimento Portland Resistente a Sulfatos – RS (ABNT NBR 5737); Cimento Portland de Baixo Calor de Hidratação – BC (ABNT NBR 13116); Cimento Portland Branco – CPB (ABNT NBR 12989).
Houve algum ponto polêmico na elaboração da nova norma? Caso sim, qual?
O ponto que envolveu acaloradas discussões foi com respeito ao aumento do teor de material carbonático (fíler) no cimento tipo CP II-F. Havia um grupo mais liberal que sugeria que o limite máximo fosse até 35%, inspirando-se na norma europeia e lembrando a repercussão positiva em termos de menores emissões de CO2 por tonelada de cimento produzido. Outro grupo era mais conservador e tinha a opinião de um teor máximo de 20 a 25%. Por fim, ponderou-se a necessidade de uma mudança gradativa, visando a aceitação do mercado consumidor e compromisso com o desempenho do cimento, como foi adotado pela norma Argentina. Assim, optou-se pelo teor máximo de 25% de fíler no CP II-F, com aprovação por unanimidade pelos membros da comissão de estudos, representados por produtores de cimento, consumidores, vários professores universitários e representantes de institutos de pesquisa e de laboratórios privados.
Quais as principais inovações da norma?
A ABNT NBR 16697 apresenta três conjuntos de inovações. A começar pela unificação das oito normas de especificação em documento único. Depois, pelo aumento do teor máximo de fíler calcário em 5% para todos os tipos de cimento, exceto o CP II-F, cujo teor máximo permitido passou de 10% para 25%, e no teor máximo de escória granulada de alto-forno no CP III, que passou de 70% para 75%, mantendo-se, contudo, o teor mínimo de clínquer em 25%, como previa a norma anterior. Consequentemente, foram necessários ajustes nas tolerâncias de algumas propriedades químicas em função do incremento do teor de adições. Todas essas alterações visam um alinhamento com padrões normativos internacionais e atendem os direcionamentos da Agência Internacional de Energia (IEA) e da Iniciativa pela Sustentabilidade do Cimento (CSI), que incentivam a adoção de alternativas ou tecnologias mais avançadas para diminuir emissões de CO2. Atende assim às premissas recomendadas pelo Cement Technology Roadmap Brazil 2050, a ser lançado em setembro próximo. O terceiro conjunto de inovações ou atualizações diz respeito à inclusão na norma de práticas já adotadas pelo setor de cimento nos últimos anos. São elas:
- Estoque em pallets de até 24 sacos, no lugar de estoque máximo em pilhas de 10 sacos, regulamentando assim a prática atual, com o sistema de transporte e estocagem em pallets.
- Eliminação da menção do peso da sacaria (sacos de 50 kg) na norma, a exemplo das normas internacionais. Esclarece-se que isso não desobriga essa inscrição nos sacos, que devem conter a informação da massa líquida do produto. Atualmente existem sacos de 50 kg, 40 kg e 25 kg, sendo este último o padrão a vigorar futuramente conforme acordado recentemente com o Ministério Público do Trabalho.
- Redução de 2% para 1% da massa líquida declarada do saco em atendimento à Portaria Nº 248, de 17 de julho de 2008 do MDIC/INMETRO.
- Eliminação do ensaio rotineiro de CO2, controlando a adição calcária pelo ensaio químico de Perda ao Fogo (PF) como em âmbito mundial se pratica. A determinação de CO2 passa a ser ensaio facultativo.
- Inclusão do prazo de validade e composição qualitativa do produto, atendendo assim o Código de Defesa do Consumidor, CDC, Lei 8078.
“O resultado obtido neste trabalho consiste em importante avanço para a sociedade brasileira, especialmente por premiar a sustentabilidade, mantendo a qualidade do produto.”

O que a norma vai representar para o setor que atua com Cimento Portland, tanto do ponto de vista de qualidade do material quanto de mercado?
Quanto à qualidade, o consumidor não deve verificar mudanças significativas, pois não houve alterações nos requisitos de desempenho, representados pelos valores de resistência à compressão nas diferentes idades de controle, nem tampouco com relação aos tempos de pega, finura e expansibilidade. Saliente-se que o cimento é um dos produtos com maiores índices de conformidade no Programa Setorial da Qualidade do PBQP-H. Trata–se de compromisso do produtor de cimento, com a vantagem de repercussão positiva na diminuição das taxas especificas de emissão de CO2 por tonelada de cimento, que traz melhorias com foco na sustentabilidade do setor.
A norma traz alguma influência na forma como a ABCP vai se relacionar com as cimenteiras?
Sim, já estamos adaptando o regulamento para concessão do selo da qualidade, bem como revendo algumas publicações que focam não apenas o produtor de cimento, mas também o consumidor. Sempre lembrando que há um compromisso precípuo do fabricante de cimento em manter o alto padrão de qualidade. Além disso, a nova norma protege o consumidor, na medida em que amplia a possibilidade de entendimentos entre as partes, viabilizando a solicitação de características específicas, conforme o tipo de aplicação do cimento, tais como: área específica, cloretos solúveis em água, inibição da expansão devida à reação álcali-agregado, teor de C3A do clínquer, índice de consistência da argamassa normal, tempo máximo de início de pega e calor de hidratação para diferentes idades.
Comparativamente com as normas técnicas estrangeiras, esta norma coloca o Cimento Portland produzido no Brasil em qual patamar no mercado internacional?
Estamos caminhando para um patamar equivalente ao das normas europeias e à similaridade com a norma Argentina, para mencionar um mercado mais próximo. Essas normas valorizam o desempenho e a durabilidade em detrimento da composição prescritiva apenas. Tanto é que há tendência cada vez menor de requisitos químicos. O próximo passo é a adoção de método de ensaio de resistência mecânica à compressão por corpos de prova prismáticos padrão ISO, similares aos adotados em muitos países, prevendo-se alterações nas classes de resistência do cimento, bem como o desenvolvimento de uma areia normal padrão ISO. O método dos corpos prismáticos facilitará as relações internacionais e tem vantagens sobre os cilindros, pelo fato do adensamento ser mecânico, com menor influência do operador. Ele não necessita capeamento com enxofre, o que protege a saúde do trabalhador e o meio ambiente, além de evitar lesões por efeitos repetitivos. Esses são aspectos normativos, por isso é necessário enfatizar que os cimentos brasileiros já apresentam alto patamar de qualidade comparáveis aos das nações mais desenvolvidas e, no aspecto ambiental, somos benchmark em termos de emissões na produção do cimento.

O que mais de relevância o senhor destacaria?
Saliento que, como coordenador da comissão de estudo e pesquisador na área de Cimento Portland e materiais de construção civil, estou satisfeito com o resultado obtido neste trabalho, pois consiste em importante avanço para a sociedade brasileira, especialmente por premiar a sustentabilidade, mantendo a qualidade do produto. Iniciativas como esta, com base em conhecimento e experiência, aproveitando o que de mais moderno se tem na esfera internacional, para somar com a nossa tradição e respeitando nossos limites, coloca o país em posição de igualdade com as maiores economias neste campo de atuação.
Entrevistado
Geólogo Arnaldo Forti Battagin, gerente dos laboratórios da ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland) e representante da ABCP nas comissões de estudos de normalização da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT)
Contato: arnaldo.battagin@abcp.org.br
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Concreção ferruginosa: o que é e que ameaça oferece?

O revestimento argamassado é o acabamento mais utilizado em alvenarias. Porém, alguns de seus componentes podem conter impurezas capazes de desencadear anomalias indesejadas. Entre essas impurezas, estão elementos ferrosos presentes entre os agregados miúdos que compõem a argamassa - principalmente a areia natural -, e que têm potencial para causar uma patologia conhecida como concreção ferruginosa (CFe). Ela desencadeia vesículas que geram o descascamento da argamassa e expõem pontos de oxidação, como se fossem ferrugens.
A patologia se manifesta quando o material ferruginoso sofre oxidação em contato com a umidade, causando o empolamento da pintura e evidenciando uma cor vermelho acastanhado na argamassa. Se não tratada, a concreção ferruginosa pode levar ao destacamento do revestimento, expondo os blocos a outros tipos de danos. Para evitar este tipo de patologia, é necessário que o agregado - no caso, a areia natural - seja apropriado para argamassa, ou seja, não contenha impurezas.
Estudos de mineralogia mostram que no Brasil a areia mais comum usada em obras da construção civil é a área quartzosa, que em escavações mais rasas, até 7 metros, pode conter impurezas, como aglomerados argilosos, pirita, mica, concreções ferruginosas e matéria orgânica. Por isso, é recomendado que o areal passe por uma análise de sua composição mineralógica, a fim de que seja evitada a extração em áreas eventualmente contaminadas.
Argamassa industrializada pode ser a melhor opção para se evitar anomalias
Em seu livro, “Patologia das Anomalias em Alvenarias e Revestimentos Argamassados”, a mestre em engenharia de estruturas pela Universidade de São Paulo (USP) e professora da graduação e da pós-graduação da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), Cristiana Furlan Caporrino, lembra que o uso de argamassas industrializadas pode ser a melhor opção para se evitar o incômodo de ter, futuramente, o surgimento de concreções ferruginosas no revestimento das paredes, sejam elas estruturais ou de vedação.
A engenheira civil alerta, porém, que é importante também ter a mão de obra bem treinada para o uso de argamassas industrializadas. “Tudo que vêm da indústria, se houver certificação, tem um controle maior de qualidade. Mas é importante que o treinamento da mão de obra seja adequado, para seguir as recomendações do fabricante”, diz. Além disso, Cristiana Furlan Caporrino lembra que a argamassa produzida em obra possui a tendência de ter baixo controle de qualidade. “Tudo o que é desenvolvido em obra, o controle de qualidade é nulo ou muito baixo”, cita.
Concreções ferruginosas, no entanto, não são as patologias mais comuns em revestimentos de paredes. Cristiana Furlan Caporrino afirma que as anomalias mais recorrentes são fissuras e trincas. “Neste caso, má execução ou falha de projeto são as principais causas. Sobretudo quando a construção utiliza o sistema construtivo conhecido como alvenaria estrutural. Neste caso, a argamassa de assentamento precisa ter resistência para não ocorrerem rompimentos”, ensina a engenheira civil.
Quer saber mais sobre patologias? Clique aqui.
Acompanhe entrevista da engenheira Cristiana Furlan Caporrino
Acesse a dissertação “Manifestações patológicas observadas em revestimentos de argamassa”
Entrevistado
Reportagem com base em entrevista da engenheira civil Cristiana Furlan Caporrino à revista Téchne e na dissertação intitulada “Manifestações patológicas observadas em revestimentos de argamassa”, cuja orientadora foi a professora da UFRGS, Angela Borges Masuero
Contatos
cristianafurlan@calculodeestruturas.com.br
ppgec@ppgec.ufrgs.br
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Estrada com pavimento de concreto é reciclada após 40 anos

A I-696 é uma rodovia com oito vias, que recebe diariamente cerca de 180 mil veículos, escoando e recebendo o tráfego entre Detroit e outras regiões do estado de Michigan. No trecho urbano da cidade, a estrada tem extensão de 40 quilômetros. O pavimento de concreto que a reveste tem 40 anos, e será substituído, mas não descartado. O revestimento antigo será retirado, reciclado e servirá de agregado para o novo pavimento, também em concreto.
A inovação é que toda a reciclagem se dá no local da obra, graças a máquinas que processam o concreto antigo, preparando-o para ser reutilizado na nova pista. As obras começaram em abril e devem ser concluídas em novembro de 2018. Os testes laboratoriais mostraram que o concreto reciclado permitirá que o novo pavimento dure mais de 40 anos, em função da qualidade dos agregados reciclados.
As obras estão a cargo do MDOT (Michigan Department of Transportation [Departamento de Transporte de Michigan]) e vão custar 90 milhões de dólares. A restauração da rodovia interestadual alcançou 25% no final do mês de junho. Durante os dias de semana, a obra avança sem interromper totalmente o fluxo de veículos. Nos finais de semana, trechos das pistas são fechados completamente e o tráfego é desviado das partes em obra.

A decisão de repavimentar a I-696 ocorreu depois de um acidente que feriu uma motorista em maio de 2017. O automóvel que a mulher guiava foi atingido por um pedaço de concreto do tamanho de uma bola de futebol americano, que soltou do pavimento e foi arremessado por um caminhão que trafegava à sua frente. A vítima foi atingida e chegou a ficar hospitalizada em estado grave.
Tecnologia de repavimentação enfrenta resistência e tem até dossiê contrário
Por isso, o projeto de repavimentação prioriza a qualidade. "O MDOT e as construtoras contratadas para a obra estão comprometidos em ter um pavimento de alta qualidade que durará muitos anos", disse Alan Ostrowski, gerente de projeto do MDOT. Ele explica que a nova pista de concreto é reforçada com barras de aço e juntas de dilatação especiais. Apesar das técnicas construtivas, a repavimentação enfrenta resistência.
Empresas que atuam com pavimentação de concreto estimam que a I-696 tenha que ser refeita daqui a 15 anos. O dossiê entregue à imprensa mostra que com um gasto 15% maior o MDOT poderia ter contratado um pavimento novo que duraria 50 anos. “Atualmente há aditivos que são acrescentados ao concreto e que podem torná-lo mais resistente ao tráfego de veículos e também às intempéries do clima”, diz o documento.
O dossiê é assinado pela Everlast Concrete Technologies e pela Trinity Construction Solutions, com o apoio do senador republicano Patrick Colbeck, que tem pretensões de ser governador do estado do Michigan. “A política de pavimentação do Michigan se transformou em um programa para gerar empregos, e não para priorizar a qualidade das estradas”, critica.
Entrevistado
MDOT (Michigan Department of Transportation [Departamento de Transporte de Michigan]) (via assessoria de imprensa)
Contato: MDOT-MovingMacomb@Michigan.gov
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Meta do gestor é alcançar a qualidade técnica da obra

Qualidade é um conceito subjetivo. Por isso, o gestor da obra não deve ter o foco no que o cliente avalia como qualidade, mas sim na qualidade técnica. Se o engenheiro civil ou o arquiteto buscarem a satisfação plena do cliente, eles podem colocar em risco o orçamento da obra e, consequentemente, a saúde financeira da construtora, pois as chances de extrapolar os custos são muito prováveis.
Para evitar esse erro, é importante priorizar o conjunto que engloba projeto, execução, materiais certificados e normalização. “A soma desses processos é que define a qualidade técnica”, explica o engenheiro civil e professor-doutor Tadeu de Souza Oliveira, titular da pós-graduação em engenharia civil da UniSociesc, em Florianópolis-SC.
Portanto, buscar a qualidade técnica significa construir empregando materiais certificados e adequados ao que está definido em projeto, cumprir o que determinam as normas técnicas e utilizar mão de obra que domine o sistema construtivo vigente. “Ao alcançar a qualidade técnica, certamente será atingido o grau de satisfação do cliente”, diz Tadeu de Souza Oliveira.
Em suas palestras sobre gerenciamento de obras, o professor-doutor lembra que qualidade técnica se atinge aprimorando processos. Por isso, ressalta, é importante fomentar dados durante a execução da obra, para que ela possa ser comparada após a ocupação do empreendimento. “O grande teste da qualidade técnica ocorre quando se verifica o desempenho do edifício após o Habite-se”, afirma.
Evolução dos materiais e dos processos construtivos melhora a qualidade técnica da obra
Na opinião do especialista, a construtora que organiza sua base de dados tende a construir um produto melhor que o outro. “A obra anterior produz dados para o aprimoramento da obra seguinte. Além disso, como uma edificação leva anos para ser concluída, as mudanças tecnológicas que ocorrem neste período podem ser agregadas na construção que vem a seguir. Os materiais evoluem, assim como os processos de construção, e isso ajuda a melhorar a qualidade técnica da obra”, destaca.
Para Tadeu de Souza Oliveira, o gestor de obras deve atender sete requisitos básicos:
- Dominar ferramentas e métodos de contabilidade, gestão de recursos humanos e de administração aplicados na gestão de canteiros de obras;
- Praticar procedimentos e metodologias de eficiência energética em canteiros de obras;
- Saber gerenciar situações práticas dos processos da construção civil em nível de canteiro de obras, com vistas na produtividade e rentabilidade econômica e financeira;
- Possuir habilitação para organizar processos de licitação de obras públicas, bem como gerenciar e fiscalizar a execução dos respectivos projetos;
- Aplicar métodos gerenciais focados em controle de custos, qualidade e inovação tecnológica;
- Estar atualizado quanto aos processos de sustentabilidade no canteiro de obras;
- Ser preciso na avaliação pós-ocupacional e saber interpretar os indicadores de qualidade que ela oferece.
Veja a palestra “Gerenciamento e qualidade de obras na construção civil”
Entrevistado
Reportagem com base na palestra “Gerenciamento e qualidade de obras na construção civil”, do engenheiro civil e professor-doutor Tadeu de Souza Oliveira
Contato: tadeu.oliveira@unisociesc.org.br
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Nova sede da Nike desafia as da Google e da Apple

As sedes da Google e da Apple, ambas na Califórnia, nos Estados Unidos, estão entre as construções mais inovadoras do mundo. Mas ter prédios corporativos que são referência para a engenharia civil e a arquitetura não são privilégio das empresas de tecnologia. Que o diga a Nike, que está perto de inaugurar sua nova sede mundial, em Oregon-EUA. As obras começaram em 2016 e a previsão é que a inauguração ocorra entre o final de 2018 e o início de 2019. Quando pronta, a edificação agregará uma série de soluções arquitetônicas inéditas.

Assinado por três renomados escritórios - ZGF Architects, SRG Partnership e Skylab Architecture -, a sede da gigante de materiais esportivos foi batizada de Campus. Não à toa. O complexo de um bilhão de dólares terá prédios conectados, e que funcionarão como uma universidade do esporte. Neles, a Nike pretende formar pesquisadores, testar equipamentos em laboratórios e criar produtos cada vez mais personalizados, principalmente para os atletas por ela patrocinados.
O projeto da nova sede da Nike atende requisitos da certificação LEED Platinum. Alguns dos aspectos sustentáveis do Campus incluem iluminação diurna natural dos prédios, vigas de concreto aparente que permitem a circulação de água, a fim de refrigerar as instalações, dispensando onerosos sistemas de ar-condicionado, além de uma estação de tratamento de águas cinzas para utilizá-las nas instalações hidrossanitárias dos banheiros e no paisagismo que envolve o Campus.
Para a Nike, o novo complexo corporativo representa também sua evolução como indústria de equipamentos esportivos. Fundada em 1964, ela iniciou a internacionalização de sua marca em 1984, quando inaugurou a sede da Nike World no edifício One Bowerman Drive, em Beaverton, no Oregon-EUA. O prédio homenageia seu fundador - Bill Bowerman. Em 2001, já transformada em uma multinacional, a Nike construiu novas sedes em Boston-EUA, em Xangai, na China, e em Milão, na Itália.
Cada prédio receberá o nome de um atleta patrocinado pela marca

No Campus, cada prédio receberá o nome de um atleta famoso patrocinado pela Nike. Dois já foram homenageados: a tenista Serena Williams e o ex-atleta Sebastian Coe, campeão olímpico e presidente do comitê que organizou os jogos olímpicos de 2012, em Londres. Em sua apresentação, a Nike fala da identidade dos prédios com as personalidades esportivas. “A arquitetura em si foi inspirada pelo movimento, enquanto os novos espaços de trabalho permitem que os funcionários continuem a imaginar, a inventar e a projetar o futuro do esporte em um ritmo cada vez mais acelerado”, diz.
Para que projetos de novos artigos esportivos possam surgir, a Nike não dará atenção apenas aos atletas de ponta patrocinados por ela. O Campus, cuja extensão engloba uma área de 300 mil m2, será também um parque linear para ser frequentado por crianças, jovens e adultos. Ao longo do espaço haverá quadras esportivas, pistas para correr e caminhar e equipamentos para manter a boa forma. Será a oportunidade que os pesquisadores terão para ver quais os desafios que o cidadão comum impõe a todo o aparato tecnológico que a empresa terá em sua nova sede para produzir seus artigos esportivos.
Faça um sobrevoo sobre a nova sede da Nike
Entrevistado
Nike.Inc (via assessoria de imprensa)
Contato: media.relations@nike.com
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Não é preciso ir à Justiça para resolver conflitos na obra
Estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) aponta que a gestão de terceiros é atualmente um dos principais desafios das construtoras. Empreendimentos de porte médio chegam a envolver mais de 20 prestadoras de serviço no canteiro de obras. Por isso, as chances de acontecerem conflitos são grandes. Na maioria das vezes, prazo da entrega e qualidade do trabalho são os pontos que mais geram divergências. Há casos mais graves em que os desentendimentos forçam o rompimento de contratos e paralisam a obra, gerando demandas judiciais que podem levar anos para serem resolvidas.
Segundo o gestor de suprimentos, Carlos Eduardo Denadai, o acordo amigável é a melhor solução. Por dois motivos: poupam tempo e geram menores impactos financeiros para os dois lados - gestor da obra e prestador de serviço. Mas para que o acordo não resulte em questionamentos futuros do prestador de serviço, e esse não bata às portas da justiça, o especialista destaca que é preciso atenção ao encerramento dos contratos. “A obra é realizada por etapas. Então, se já terminou a fundação, se já terminou a terraplanagem, é preciso exigir do prestador um termo de quitação do contrato. Com esse termo de encerramento de contrato, ele não poderá alegar que ficou faltando um aditivo ou algo parecido”, diz.
Para se chegar a uma boa quitação de contrato é necessário fazer uma boa gestão do contrato. “Os fornecimentos de serviços, de mão de obra, de equipamentos e de material de construção precisam de acompanhamento constante. O gestor da obra deve fazer isso, no mínimo, semanalmente, para repetir o processo quinzenalmente e mensalmente”, alerta Carlos Eduardo Denadai. Isso não apenas permite o controle dos contratos como o estabelecimento de estratégias de negociação. “É aqui que o gestor estabelece uma nova política de preço com determinado fornecedor ou até busca um novo fornecedor, se for o caso”, destaca.
Avaliação contínua de fornecedores deve ter como objeto o foco no resultado
Para não correr riscos contratuais, é importante também que a construtora, através de sua gestão de suprimentos, faça a avaliação contínua de fornecedores. “Esse não é um trabalho simples, pois ela mostra situações indesejadas e enxerga as falhas de contratação. Mas é importante que isso seja mostrado, por duas razões: corrigir falhas do fornecedor ou substituí-lo, se for o caso”, comenta Carlos Eduardo Denadai. “Hoje não dá mais para o construtor encontrar o fornecedor na assinatura do contrato e depois só vê-lo novamente na próxima concorrência. Isso esta fadado ao insucesso. É preciso estar junto com o fornecedor ao longo de todo o andamento da obra”, ressalta.
Por fim, o especialista reforça que tudo o que se almeja alcançar, no que se refere a ter prestadores de serviço e fornecedores que não tragam problemas, mas que atuem em conjunto para buscar a qualidade da obra, é a performance. “Hoje uma obra necessita ter foco no resultado, e todos os envolvidos precisam estar conscientes disso”, finaliza.
Veja palestra de Carlos Eduardo Denadai
Entrevistado
Reportagem com base em palestra do engenheiro civil Carlos Eduardo Denadai no Fórum de Compras e Engenharia de Suprimentos na Construção Civil
Contato: cursos@pini.com.br
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Boa concretagem não se limita à qualidade do concreto

O concreto chega ao canteiro de obras com suas características preservadas e atendendo todas as especificações de projeto. Passa nos ensaios, mas, no entanto, as fôrmas não estão devidamente limpas ou há problemas no nivelamento da “caixaria”. São erros que podem comprometer a concretagem, mesmo com o material seguindo todos os parâmetros.
Outra falha que a equipe da obra tende a cometer é querer concretar com chuva, o que coloca em risco a cura do concreto, assim como a concretagem em temperaturas acima de 30 °C, a qual também exige cuidados especiais. Tem ainda a equipe apressada, que decide iniciar o processo de desforma sem a cura inicial ter sido concluída ou, mesmo com a cura inicial permitindo a retirada das fôrmas, o procedimento de retirada acaba não sendo adequado.
Mais um erro que pode comprometer a concretagem é não respeitar o escoramento mínimo ou não reparar as falhas conhecidas como bicheiras. Para se evitar esse e os outros defeitos citados anteriormente é necessário se observar os procedimentos de pré e pós-concretagem. Para que o material atinja o desempenho idealizado em projeto, é importante que todas as etapas atendam os protocolos definidos em normas técnicas.
Em seu “Manual do Concreto Dosado em Central”, a Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Concretagem (ABESC) define que “a obtenção de um concreto com qualidade requer uma série de cuidados”. Esses cuidados, a ABESC nomeia como plano de concretagem, ou seja, “um conjunto de medidas a serem tomadas antes do lançamento do concreto para assegurar a qualidade da peça a ser concretada”.
Linha de orientação da ABESC é reforçada por palestra da Cia. de Cimento Itambé
A ABESC alerta também para as patologias que podem ser desencadeadas quando não observados os cuidados durante a pré e a pós-concretagem. O documento segue a mesma linha de orientação da palestra que a Cia. de Cimento Itambé promove sobre concretar com Cimento Portland. Nela, a assessoria técnica da empresa destaca que a boa concretagem passa pelo seguinte roteiro:
- Qualidade dos materiais componentes
- Estudo de dosagem no laboratório
- Eficiência dos equipamentos de produção
- Treinamento dos colaboradores
- Transporte em estado fresco
- Lançamento bem planejado
- Adensamento com equipamento adequado
- Cura
- Descimbramento
- Transporte do concreto seco
Diante de todos esses cuidados, a ABESC destaca em seu manual o seguinte alerta: “O controle do concreto no seu estado fresco é de vital importância para garantir suas propriedades no estado endurecido. Um dos grandes desafios dos tecnologistas de concreto é compatibilizar o desempenho do concreto desenvolvido em laboratório com aquele entregue na obra. Isto porque estes concretos estão sujeitos a formas diferentes de manuseio, transporte, lançamento, adensamento e cura. Logo, a garantia da qualidade do CDC (Concreto Dosado em Central) depende diretamente de uma aplicação efetuada de acordo com práticas recomendas e com a normalização técnica vigente.”
Veja o conteúdo da palestra concreto com Cimento Portland. Clique aqui.
Acesse o Manual do Concreto Dosado em Central, da ABESC.
Entrevistado
Reportagem com base no conteúdo do Manual do Concreto Dosado em Central, da Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Concretagem (ABESC) e na palestra sobre “Concreto com Cimento Portland”, da Cia. de Cimento Itambé
Contatos
abesc@abesc.org.br
asstec@cimentoitambe.com.br
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Setor residencial domina ranking das 100 maiores

Uma tendência que se verifica desde 2014, agora é dominante no ranking das 100 maiores construtoras do Brasil: as empresas que se dedicam ao segmento de obras residenciais (prédios e condomínios de casas) passaram a ser maioria entre as listadas, além de também predominarem no topo do ranking. Em sua 14ª edição, o levantamento da consultoria ITC (Informações Técnicas da Construção) faz essa constatação. Entre as 10 empresas que mais construíram em 2017 – ano que serve de base de dados para o ranking de 2018 – todas têm como vocação empreender no setor habitacional.
O levantamento considera a quantidade de metros quadrados construídos, o estágio das obras e o volume de lançamentos. A participação das empresas no ranking é espontânea, mas quem se propõe a ter seu desempenho avaliado precisa abrir todos os dados de produção. De acordo com os critérios usados para elaborar o ranking, a MRV ocupa o topo do ranking. É o sétimo ano seguido que a empresa com sede em Belo Horizonte-MG se posiciona em 1º lugar, mesmo com queda no volume de área construída. Em 2013, no auge da produção, a construtora empreendeu 8.707.012 m². Em 2017, foram 6.170.565 m².
O volume de obras listadas no ranking 2018 da ITC chega a 2.300, o que resulta em mais de 58,5 milhões de m². “O resultado impressiona, pois o país ainda vive um cenário econômico e político crítico. A lição tirada é de que, ao primeiro sinal da retomada da economia, o setor deve multiplicar os índices alcançados”, diz o comunicado da consultoria, ao divulgar o ranking. O levantamento da ITC também constatou que, apesar de as empresas ainda estarem focadas em desovar estoques, novos projetos começam a se impor em seus portfólios. Foi isso que fez, por exemplo, a Pacaembu Construções saltar do 4º para o 3º lugar no ranking.
Ranking atende quatro categorias: residencial, comercial, industrial e baixa renda
O levantamento do ranking de 2018 seguiu os mesmos critérios de anos anteriores, avaliando quatro grupos de obras:
- Residencial, que inclui edifícios residenciais e condomínios de casas.
- Comercial, que abrange faculdades, universidades, escolas, museus, teatros, centros de convenções, estádios, shopping centers, supermercados, fóruns, presídios, hospitais, clínicas, aeroportos, hangares, hotéis, flats, resorts, lazer, edifícios comercias, edifícios corporativos e galpões.
- Industrial, que contabiliza agroindustrial, alimentos e bebidas, consumo, energia e telecomunicação, ferrosos e não-ferrosos, materiais de construção, mecânica e elétrica e petróleo e gás.
- Residencial popular, que engloba edifícios residenciais e condomínios para baixa renda.
Na categoria “Lançamentos”, se destacou a Pacaembu Construções, com 715.373 m². Em “Obras Construídas”, o primeiro lugar ficou com a Pernambuco Construtora (2.664.609 m²). Em “Baixa Renda”, o destaque foi a MRV, com 6.098.160 m² - a empresa também construiu 72.405 m² para outras categorias. Regionalmente, no Sul se destacaram a Racional Engenharia, no segmento comercial; a FG Empreendimentos, no residencial, e a MATEC, no industrial.
Confira a íntegra do ranking 2018 da ITC
Veja o ranking ITC 2018 por categorias
Destaques regionais do ranking ITC 2018
Entrevistado
ITC (Informações Técnicas da Construção) (via assessoria de imprensa)
Contato: ranking@itc.etc.br
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Novela lembra 20 anos do Palace II: o que é mito, o que é verdade?

Na novela Segundo Sol, em exibição pela Rede Globo no horário das 21h, o personagem Severo Athayde é um empreiteiro que cai em desgraça quando parte de um edifício construído pela sua empresa desmorona e causa mortes. As investigações na ficção concluem que o prédio usou areia de praia na concretagem das estruturas.
A boa engenharia proíbe o uso de areia da praia como agregado do concreto. Ela contém grande quantidade de sais, como o sódio, que aumentam o risco de corrosão das ferragens dentro do concreto, além de modificar o tempo de pega do cimento, a velocidade de endurecimento e valores como resistência, durabilidade e elasticidade da estrutura.
Obviamente, a novela faz referência a uma tragédia que ocorreu há 20 anos, no Rio de Janeiro-RJ. Em 22 de fevereiro de 1998, desabava o edifício Palace II, que resultou na morte de oito pessoas. O folhetim explora a versão popular sobre o desabamento da edificação, de que teria sido usada areia de praia na produção do concreto estrutural do prédio, o que é mito.
O real motivo é que 31 dos 42 pilares foram executados segundo um projeto com falhas e subdimensionados, de tal forma que em vez de suportarem 480 toneladas cada um, estavam calculados para no máximo 230 toneladas. Resultado: os pilares não suportaram a edificação de 23 andares, que acabou desabando.
Essa é a versão oficial que consta no inquérito sobre a queda do edifício Palace II, após perícia realizada durante as investigações a respeito das causas do desabamento. Diz o laudo técnico: “Houve erro generalizado no dimensionamento dos pilares, principalmente erro gravíssimo nos pilares P4A e P44A, sobre os quais o edifício desabou.”
Coeficiente mínimo do concreto usado nos pilares não atendia a ABNT NBR 6118
A perícia também confirma que 31 dos 42 pilares estavam abaixo do coeficiente mínimo de segurança exigido pelas normas técnicas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), em especial a ABNT NBR 6118 – Projeto de Estruturas de Concreto: Procedimento. O laudo técnico é assinado por quatro peritos do Instituto Carlos Éboli e feito em parceria com o Instituto Nacional de Tecnologia e o departamento de engenharia civil da PUC-RJ.
O Palace 2 teve dois desmoronamentos: o primeiro ocorreu às 3h do dia 22 de fevereiro de 1998, com a queda das colunas 1 e 2 do prédio, onde havia 44 apartamentos, matando oito pessoas. No dia 24 de fevereiro, a prefeitura da cidade do Rio de Janeiro anunciou a implosão do edifício para o dia 29. No entanto, dia 27 aconteceu outro desmoronamento, destruindo 22 apartamentos.
A implosão foi antecipada para o dia 28 de fevereiro de 1998, que pôs abaixo a totalidade do prédio, que tinha 176 apartamentos. O Palace II foi construído em 1990 pela construtora Sersan, que pertencia ao então deputado federal Sérgio Naya - morto em 2009. Em 2014, no mesmo terreno, foi construído o edifício Marapendi, dentro do condomínio Barra One. O novo prédio abriga 180 apartamentos.
Na época da tragédia, 120 dos 176 apartamentos estavam ocupados. As famílias prejudicadas receberam 1/4 das indenizações devidas pela construtora Sersan, responsável pela obra. Até hoje, através da Associação das Vítimas do Palace II, elas tentam, na Justiça, receber o que lhes é devido.
Entrevistado
Reportagem com base no laudo técnico sobre o desabamento do edifício Palace II, que consta no Instituto Brasileiro de Ciências Criminais
Contato: ibccrim@ibccrim.org.br
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Dissertação de Mestrado
Análise das propriedades do concreto autoadensável com fibras de aço no estado plástico e endurecido com sílica ativa e com fíler calcário
- Roberto Carlos Carneiro -Universidade Tecnológica Federal do Paraná








