Inteligência de venda chega aos materiais de construção

A Tecnologia da Informação aplicada ao setor de vendas de uma empresa reforça o conceito conhecido como Inteligência de Vendas. Através de softwares que organizam dados, é possível reunir o maior número de informações necessárias sobre potenciais clientes, independentemente da área de interesse. Consolidado em outros setores, o modelo agora alcança o varejo de materiais de construção.
Entre as ferramentas que estimulam a Inteligência de Vendas, as mais usadas são ERP, BI e CRM. O sistema ERP permite um fluxo de informações consistentes sobre o cliente. A BI (Business Intelligence) ajuda a organizar informações para focar a equipe de vendas e a entender o comportamento do consumidor. Já o CRM qualifica o relacionamento com o cliente.
A associação entre Tecnologia de Informação e Inteligência de Vendas está criando um novo tipo de vendedor. Ao procurar um cliente, ele não vai apenas oferecer um produto, mas uma solução para melhorar a produtividade, ampliar o faturamento ou reduzir despesas. As ferramentas citadas vão municiá-lo sobre as necessidades mais urgentes do cliente.
A Inteligência de Vendas e a TI fizeram o processo de vender entrar no século 21, diz o coach de vendas Alexsandro Silva. Não significa, no entanto, que o vendedor tenha que agir como uma máquina. Carisma, intuição e apelo emocional ainda contam para encaminhar uma negociação, mas com as novas ferramentas a venda ganha recursos que a tornam tão precisa quanto um ato cirúrgico.
Isso desde que o vendedor esteja bem treinado e apto para se tornar um analista de Inteligência de Vendas. Profissão, aliás, que está entre as 10 mais procuradas pelo mercado brasileiro, segundo a consultoria Page Personnel. Com média salarial de R$ 5,5 mil, ele domina ferramentas como ERP, BI e CRM para definir movimentações estratégicas em direção ao cliente.
Ferramentas servem para grandes marcas e para lojas de bairros
Para Gustavo Paulillo, que atua na criação de aplicativos que unem ferramentas e filtram informações para melhorar as vendas, sua definição sobre Inteligência de Vendas é a seguinte: “Inteligência em Vendas nada mais é do que o conjunto de práticas, sistemas e tecnologias que utilizam o poder da informação na hora certa e no lugar certo para ajudar os vendedores a fecharem mais negócios.”
Mas a Inteligência de Vendas não para de evoluir e está indo além dos processos eficientes de como vender. Ela tem sido auxiliar também na contratação de pessoas certas para formar uma equipe eficaz, principalmente para pequenas empresas do varejo e startups. As mesmas ferramentas que servem para marcas importantes funcionam também para lojistas de bairros.
Um exemplo: um pequeno empresário do ramo de materiais de construção pode começar a cadastrar seus clientes, coletando dados que vão apontar quais os produtos que o consumidor de sua loja mais compra. A partir destas informações, ele tem como melhorar a interação com seu público-alvo e também estabelecer um novo tipo de relação com seus fornecedores.
Segundo Gustavo Paulillo, “essas informações, quando reunidas e bem organizadas, ajudam a descobrir em que ponto do funil de vendas o cliente se encontra. Isso ajuda a desenvolver o melhor tipo de abordagem e a identificar o que o cliente quer consumir”. “Enfim, Inteligência de Vendas é um atalho indispensável para as empresas que queiram conjugar corretamente o verbo vender”, conclui.
Entrevistado
Reportagem com base no web seminário do coach de vendas Alexsandro Silva e no artigo “Inteligência de Vendas: o que é e como fechar mais negócios”, do desenvolvedor de ferramentas para vendas, Gustavo Paulillo, CEO da startup Agendor
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Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Sem tecnologia e comunicação obra está fadada ao prejuízo
Retrabalho, gerenciamento de conflitos e desinformação sobre o projeto são os problemas que mais geram atraso no canteiro de obras. O uso da tecnologia, facilitando a comunicação e o acesso às informações, é a melhor ferramenta para minimizar o impacto no cronograma. Pesquisa global revela que uma equipe de obras perde 14 horas por semana com retrabalho, gerenciamento de conflitos e na busca de dados do projeto. Só nos Estados Unidos, o impacto desses problemas causa perda anual que passa de 30 bilhões de dólares.
Das 14 horas perdidas semanalmente, os pesquisados disseram que cinco horas e meia são corroídas por causa de pesquisa de dados do projeto e outras informações relevantes para o trabalho. Quase cinco horas se esvaem em resolução de conflitos, incluindo gerenciamento de desacordos entre partes interessadas, como o contratante-geral, proprietários e subcontratados responsáveis pela entrega do projeto.
Outras quatro horas são gastas com atividades relacionadas a retrabalho, como gerenciar os erros em um projeto, avaliar os custos associados da correção e buscar o porquê dos erros terem acontecido. O resultado, segundo a pesquisa, é que, no acumulativo das horas perdidas, o setor da construção civil - globalmente falando - desperdiça pelo menos 177 bilhões de dólares por ano com a mão de obra. Neste custo global, estão incluídas horas sem produtividade, gastos com horas extras para compensar as horas não-produtivas, extensão de contratos de terceiros, pagamento de multas e substituição de equipes.
Não basta apenas oferecer as ferramentas. É preciso ensinar a usá-las
Uma das conclusões da pesquisa é que quase metade de todo o retrabalho no canteiro de obras se deve à falta de comunicação entre os envolvidos no projeto. Em alguns países, esse problema representa de 48% a 56% de todo o retrabalho gerado. Os entrevistados também citaram o que leva à falta de comunicação. Destacam-se: a ausência de respostas dos projetistas aos engenheiros que atuam no canteiro de obras, a incapacidade de aceitar mudanças no projeto e a dificuldade em compartilhar dados do projeto.
Para os coordenadores da pesquisa, essa é a principal barreira a ser vencida. “A falta de comunicação entre os membros da equipe e as informações incorretas ou inacessíveis de que os trabalhadores precisam para realizar a obra estão custando à indústria da construção dezenas de bilhões de dólares anualmente”, diz Jay Snyder, líder de práticas tecnológicas da FMI Corporation - empresa de consultoria dos Estados Unidos contratada para realizar a pesquisa.
O estudo detectou também que 75% dos entrevistados fornecem dispositivos móveis - smartphones ou tablets - para seus gerentes de projeto e supervisores de canteiros de obras, mas que 80% dos que possuem essas ferramentas continuam usando e-mails e telefonemas para conseguir informações sobre os projetos. A conclusão é que não basta apenas oferecer equipamentos, mas treinar os profissionais para que eles saibam explorar as tecnologias. Por outro lado, nos canteiros de obras que aprenderam a se beneficiar das ferramentas móveis e online, o retrabalho reduziu 57%, o gerenciamento de conflitos 58% e a desinformação sobre o projeto caiu 56%.
Entrevistado
Engenheiro de produção Jay Snyder, líder de práticas tecnológicas da FMI Corporation - empresa de consultoria dos EUA (via assessoria de imprensa)
Contato: jsnyder@fminet.com
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Trabalho intermitente legaliza canteiro de obras

A informalidade no canteiro de obras encontrou na nova legislação trabalhista uma ferramenta para combatê-la: o trabalho intermitente. O advogado especialista em direito trabalhista, Benôni Rossi, avalia que a opção traz trabalhadores para dentro da segurança do sistema previdenciário. “Ele (o trabalhador) vai receber pelas horas trabalhadas e poderá ter diversos contratos intermitentes, sem ser penalizado”, explica.
Para o profissional do direito trabalhista, a modalidade se enquadra perfeitamente à construção civil, permitindo a formalização de trabalhadores que atuam em canteiro de obras. O modelo também possibilita ao trabalhador atuar em horas e dias específicos, na medida em que for convocado pelo empregador. Neste caso, terá direito ao valor da hora trabalhada igual ao empregado que tem um contrato de 44 horas.
Seus direitos serão calculados proporcionalmente sobre esse valor. Para especialistas da área, é o melhor tipo de contrato para quem atua por empreitada, nas várias etapas de uma obra. No entender deles, também é uma solução para a construtora empregar sem onerar o custo do empreendimento.
Para contratar na modalidade trabalho intermitente, a empresa deverá entrar em contato com o trabalhador com pelo menos três dias de antecedência, informando qual será a jornada (horas, dias ou meses). O contato poderá ser feito por qualquer meio de comunicação eficaz (telefone, WhatsApp, email). O trabalhador terá o prazo de um dia útil para responder ao chamado e, se não o fizer, ficará presumida a recusa da oferta.
O professor-doutor em engenharia de produção, Alonso Mazini Soler, lembra que o trabalhador intermitente, enquanto estiver sob contrato, contará com direitos e deveres semelhantes aos de um trabalhador sob o regime CLT. “O trabalhador intermitente receberá ordens e terá o seu trabalho supervisionado pelo empregador, tal como um trabalhador em tempo integral. A similaridade no trabalho entre eles reside na necessidade do empregador de dispor de um profissional que se ocupe exclusivamente de um trabalho ou de uma entrega específica, requerida num intervalo de tempo determinado, ou seja, o trabalho por projetos”, diz.
Modelo combate o “bico” em larga escala e a redução de direitos trabalhistas
Soler destaca ainda que as críticas à nova modalidade de contratação vêm dos que tentam legalizar em larga escala o “bico” e a consequente redução de direitos trabalhistas conquistados. “Sem nos ater às interpretações sobre o sentido dos avanços ou retrocessos da nova lei, o fato é que as contratações intermitentes permitem ao empregador associar, diretamente, os gastos com mão de obra às receitas. Ou seja, paga-se por aquilo que se vende e isso, supostamente, reduz custos, previne riscos e facilita a geração de trabalho e renda”, conclui.
A regulamentação do trabalho intermitente ocorreu dia 23 de maio de 2018, através da portaria 349 do Ministério do Trabalho. Ela define que o trabalho intermitente deverá ser registrado em contrato anotado na carteira de trabalho, explicitando o valor da hora ou do dia de trabalho - de acordo com o contrato feito por ambas as partes –, o local e o prazo para pagamento da remuneração. O valor horário ou diário não deve ser menor que a fração correspondente do salário mínimo ou dos demais empregados da empresa que exerçam a mesma função. Além disso, os empregados intermitentes ficam livres para prestar serviços a outras empresas no seu período de inatividade.
Resumo da regulamentação
- O trabalhador intermitente não estará à disposição da empresa no seu período de inatividade.
- A empresa deve anotar, na carteira de trabalho do empregado intermitente, o recolhimento das contribuições previdenciárias e o depósito do FGTS, com base nos valores mensais.
- No regime de contrato intermitente, o funcionário, desde que faça um acordo com o patrão, possui o direito de férias. Nesse caso, as normas são iguais as aplicadas para o empregado convencional.
- Se o contrato do trabalhador intermitente for por um período maior que um mês, a data-limite para pagamento da remuneração é o quinto dia útil do mês seguinte ao trabalhado.
Entrevistado
Reportagem com base em artigos do advogado especialista em direito trabalhista, Benôni Rossi, e do professor-doutor em engenharia de produção, Alonso Mazini Soler
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Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Lei dos preços: aliada ou rival do varejo da construção?

Há um ano em vigor, a lei que autoriza o comércio a oferecer preços diferenciados para pagamentos em dinheiro ou cartão de crédito ou débito ainda não “pegou”. O motivo é que o texto aprovado pelo Congresso Nacional, e sancionado pela presidência da República, possui lacunas que deixam o varejo inseguro. Um dos problemas é que a chamada “lei da pechincha”, como passou a ser popularmente chamada, não ficou bem amarrada com o Código de Defesa do Consumidor. Isso tem gerado incertezas nos comerciantes.
Outro aspecto: poucos consumidores conhecem a lei, o que praticamente manteve inalterada a relação entre quem vende e quem compra no varejo. De qualquer forma, a lei tem pontos positivos para quem souber usá-la a seu favor para atrair clientes, além de poder servir como ferramenta para alavancar vendas. O primeiro passo para usufruir positivamente da legislação é informar corretamente o consumidor, como orientam algumas cartilhas distribuídas por organismos como Fecomércio e Procon.
O correto é que o preço à vista seja divulgado em cartaz, bem como as condições de pagamento a prazo - caso houver -, destacando os juros, número de parcelas, encargos e valor total. A Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção) também dá orientação neste sentido, mas seu presidente, Cláudio Conz, alerta que o setor varejista de materiais de construção tem conseguido atrair o consumidor através de promoções. “As lojas estão usando seus estoques para atrair clientes”, afirma.
Neste caso, diz, os preços estão baixos tanto à vista quanto à prazo, o que faz a Anamaco coletar dados animadores. Segundo a mais recente pesquisa tracking mensal da associação, o varejo de material de construção obteve crescimento de 5% no mês de agosto, na comparação com o mês de julho. Ante o mesmo mês do ano passado, o setor teve alta de 4%. No acumulado do ano, cresceu 5,5%, em relação a 2017. Já nos últimos 12 meses, apresentou crescimento de 7,5%.
Para Cláudio Conz, por mais paradoxal que possa parecer, as incertezas futuras e a chegada das eleições têm aquecido o setor de materiais de construção. “É um momento de decisão que pode influenciar a economia como um todo. Essa incerteza com relação ao futuro acaba fazendo com que o consumidor invista agora na reforma de sua casa”, avalia. De acordo com a Anamaco, independentemente da “lei da pechincha”, o varejo tem conseguido cativar o cliente e convencê-lo a comprar.
Lei chega com atraso e levará tempo para ser absorvida no dia a dia do varejo
Outro ponto de vista vem da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Para o presidente do organismo, Honório Pinheiro, a lei deveria ter sido sancionada há 10 anos, quando a economia brasileira estava pujante. De qualquer forma, entende que “antes tarde do que nunca”. Porém, ressalta, levará tempo para que a lei pegue e entre nos “usos e costumes” do varejo brasileiro.
Já a Proteste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor) avalia que a lei discrimina o pagamento à vista. “É uma prática abusiva, já que o comércio acabará limitando o pagamento via dinheiro em espécie. Se o consumidor está pagando à vista, seja em dinheiro, cartão de débito ou mesmo crédito, ele deve receber o desconto independentemente do formato utilizado", destaca a advogada e representante da instituição, Sonia Amaro, numa prova de que a lei ainda levará tempo para consolidar no dia a dia do varejo.
Entenda a lei. Clique aqui.
Entrevistados
- Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção) (via assessoria de imprensa)
- Proteste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor) (via assessoria de imprensa)
- Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) (via assessoria de imprensa)
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cndl@cndl.org.br
press@anamaco.com.br
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Pesquisa nos EUA testa resíduos do milho no cimento

Subprodutos das termelétricas e siderúrgicas, cinzas volantes e escórias de alto-forno costumam ser usadas para a produção do cimento em todo o mundo. Porém, são materiais que tendem a se tornar escassos. Políticas ambientais pressionam para que usinas movidas a carvão sejam desativadas, principalmente em países do Primeiro Mundo. Nos Estados Unidos, pesquisas já buscam soluções para substituir os resíduos das termelétricas como agregados do cimento.
Na Universidade de Nebraska (UNK), estudo concluiu que as cinzas geradas da queima do sabugo e da palha do milho são as que mais se aproximam das características agregantes das cinzas volantes e das escórias de alto-forno. O cimento produzido com o resultado da pesquisa gerou um concreto menos suscetível a cloretos, aponta a equipe que comanda o estudo. “Percebemos que a permeabilidade do concreto diminuiu com o uso desses agregados”, relata o professor-assistente Mahmoud Shakouri, da UNK.
A pesquisa conta com a supervisão de Jim Vaux, presidente do departamento de tecnologia industrial da Universidade de Nebraska, e há um investimento de 205 mil dólares para que o estudo seja aprofundado. Existe o interesse do governo local, pois a região está localizada no chamado “cinturão do milho” dos Estados Unidos. Com os recursos, os pesquisadores adquiriram equipamentos, como um forno ciclônico de alta temperatura para queimar os resíduos do milho. A pesquisa está programada para ser concluída até maio de 2019.
Segundo Shakouri, o fato dos agregados testados reduzirem a permeabilidade do concreto, tornando o material mais resistente a patologias - principalmente as causadas pela ação de íons cloretos -, pode ajudar os Estados Unidos a combaterem uma das principais causas da deterioração de pontes, viadutos e estradas de concreto no país, que é o uso de sal para a remoção da neve acumulada. “Quando esses agentes de degelo à base de cloreto penetram no concreto, eles deterioram o aço de reforço interno, enfraquecendo a estrutura e encurtando sua vida útil”, explica.
Conceito não é novo, mas tecnologias permitem aprimorá-lo

O pesquisador afirma que têm sido aplicados no estudo conceitos que não são novos, mas que as tecnologias disponíveis permitem aprimorá-los. “A ideia de usar cinzas de subprodutos agrícolas na composição do cimento não é nova. O Império Romano foi o primeiro a fazer uso disso. Da mesma forma, há outras regiões que usam cinzas de casca de arroz e cinzas de bagaço de cana-de-açúcar no material. O que estamos testando é a eficácia, e percebemos que as cinzas de espigas e da palha do milho apresentam características muito semelhantes às das cinzas volantes e escórias de alto-forno”, relata Mahmoud Shakouri.
Paralelamente à pesquisa do departamento de tecnologia industrial da Universidade de Nebraska, o departamento de química de UNK trabalha no desenvolvimento de aditivos que se adaptem melhor ao concreto que utilizar esse “cimento mais sustentável”. “Trabalhamos em conjunto para reduzirmos a pegada de carbono presente na fabricação de cimento e na produção de concreto", finaliza Mahmoud Shakouri.
Entrevistado
Mahmoud Shakouri, Ph.D em engenharia civil e professor-assistente da Universidade de Nebraska
Contato: shakourim2@unk.edu
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Loja de material de construção adota drive thru na venda

Marca do grupo francês Adeo - também dono da Leroy Merlin -, a rede Obramax é voltada para a venda de materiais de construção para pequenos e médios construtores. Em janeiro de 2018, na cidade de São Paulo-SP, a rede francesa inaugurou sua primeira loja no Brasil. O ponto de venda trouxe duas inovações. Uma delas é a oferta do serviço de drive-thru, no qual o comprador pode entrar com o veículo no pátio, abastecer e pagar na hora. Além disso, a Obramax oferece a solução conhecida como “click & collect”, que permite ao cliente comprar no e-commerce e retirar o produto na loja física.
A loja oferece 18.600 itens e também atende o pequeno varejo do material de construção. Além do drive-thru para quem tem veículo próprio e pode carregar a compra, a Obramax oferece também o serviço de entrega. O diretor-geral da loja, Michael Reins, reforça que o foco está no atacarejo. O modelo é híbrido, atendendo desde compradores de grandes volumes (pequenas e médias construtoras), profissionais autônomos (engenheiros civis, arquitetos, mestres de obra, empreiteiros, pedreiros, encanadores, eletricistas, pintores) e profissionais especialistas (gesseiros, marceneiros, serralheiros), assim como empresas de instalação e manutenção, condomínios e lojas de varejo, que, segundo o SEBRAE, são 270 mil no país.
Nome e modelo de venda teve que se adaptar ao mercado brasileiro
O investimento na primeira loja aberta no Brasil é de 110 milhões de reais. Até 2023, a Obramax projeta abrir mais 10 lojas em outras regiões do país, calculando aporte de um bilhão de reais. A próxima inauguração deve ser em 2019, na região da Baixada Santista, em São Paulo-SP. “Em um primeiro momento nosso foco será o estado de São Paulo, mas dentro desse plano de dez inaugurações devemos entrar também em outras regiões”, afirma Michael Reins, que se mostra otimista com o setor de material de construção no Brasil. “O segmento deve ser um dos ramos do comércio que mais vai crescer. Nos últimos anos, os brasileiros seguraram muito as obras e as reformas. A retomada da economia e do emprego deve permitir que os consumidores recuperem esse atraso”, projeta.
Na Europa, a Obramax opera com o nome de Bricomart ou Bricoman e possui 77 unidades espalhadas por quatro países. Atualmente, é o 3º maior grupo varejista de materiais de construção do mundo e o 1º no mercado europeu. Para entrar no mercado brasileiro, a empresa fez adaptações. Modificou a grade de produtos e, principalmente, o formato de pagamento. Fora do Brasil, o sistema funciona da seguinte forma: quanto mais quantidade o cliente adquirir, mais desconto ele obtém no pagamento à vista. Já para o consumidor brasileiro foi aceito o parcelamento com cartão de crédito e o modelo de venda faturada, pois no país existe a figura da pessoa jurídica.
Entrevistado
Michael Reins, diretor-geral da Obramax no Brasil (via assessoria de imprensa)
Contato: faleconosco@obramax.com.br
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Presidenciáveis precisam manter o Minha Casa Minha Vida

Transformar o Minha Casa Minha Vida (MCMV) em programa de estado é uma das missões do próximo presidente da República a ser eleito. Organismos ligados à construção civil estiveram reunidos dia 9 de agosto, em Brasília-DF, para defender essa ideia junto ao governo federal. A proposta encontra ressonância entre os candidatos à presidência da República, apesar de cada um ter visões diferentes em relação ao MCMV.
Para garantir que o próximo governo não desative o programa, CBIC, FIESP, SINICESP, ANEPAC e SNIC encaminharam pedido para que o atual governo garanta no orçamento de 2019 recursos para que o que for contratado na faixa 1,5 do programa seja pago. Para isso, é necessário um aporte de R$ 5,4 bilhões do FGTS, que deve passar por análise prévia e aprovação do Conselho Curador do FGTS, a fim de suplementar a verba atual disponível.
Até julho de 2018, cerca de 230 mil unidades foram contratadas. Sem o novo aporte, os recursos destinados serão suficientes para garantir o Minha Casa Minha Vida só até novembro deste ano. É uma realidade bem diferente da divulgada pelo governo federal em fevereiro, quando anunciou que a meta era contratar 650 mil novas unidades (130 mil na faixa 1, 70 mil na faixa 1,5, 400 mil na faixa 2 e 50 mil na faixa 3).
Independentemente de quem vier a ser eleito, o presidente da Federação Internacional Imobiliária (Fiabci) no Brasil, Rodrigo Luna, cita duas razões para o Minha Casa, Minha Vida ser preservado. Uma, é que o programa funciona. “O Brasil precisa de uma série de reestruturações, mas algumas coisas funcionam bem. Uma delas é o Minha Casa, Minha Vida. Por isso, ele precisa ser preservado e ampliado", defende.
A outra é que se tornou um programa reconhecido internacionalmente. "O Minha Casa Minha Vida continua provando ser o maior programa habitacional de todos os tempos do Brasil, com mais de quatro milhões de unidades entregues. É um número absolutamente expressivo. Podemos afirmar que hoje temos o programa habitacional mais forte e importante do mundo na baixa renda", conclui Rodrigo Luna.
Projetos de lei que buscam mudar a finalidade do FGTS ameaçam o MCMV
Um risco que o MCMV corre a partir de 2019 é se projetos de lei que buscam mudar a finalidade do FGTS chegarem a ser aprovados no Congresso e forem sancionados pelo futuro presidente. O economista-chefe do Secovi-SP, e também presidente da Comissão da Indústria Imobiliária da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CII-CBIC), Celso Petrucci, faz o alerta.
“Foi o conjunto de recursos do FGTS e da caderneta de poupança que permitiram ao Brasil deixar de ser um país rural para ser um país urbano. A destinação dos recursos do FGTS para habitação, saneamento e infraestrutura faz parte de uma política de desenvolvimento que se mostrou acertada durante décadas e sem a qual não teríamos criado o programa Minha Casa, Minha Vida”, enfatiza.
Quem defende que o Minha Casa Minha Vida seja mantido lembra ainda que dados recentes da Fundação Getúlio Vargas (FGV), com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do IBGE, apontam que o Brasil tem um déficit habitacional de 7,757 milhões de moradias. “Mais do que tecnologia construtiva para produzir em escala, e linhas de financiamento adequadas para atender empreendedores e compradores, é necessário preservar a destinação do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) no atendimento da necessidade habitacional de famílias de baixa renda”, completa Celso Petrucci.
Entrevistados
- Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP e presidente da Comissão da Indústria Imobiliária da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CII-CBIC) (via assessoria de imprensa)
- Rodrigo Luna, presidente da Federação Internacional Imobiliária (Fiabci) no Brasil (via assessoria de imprensa)
Contatos
aspress@secovi.com.br
fiabci@fiabci.com.br
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Incertezas predominam em cenários da construção civil

A ABCIC (Associação Brasileira da Construção Industrializada de Concreto) promoveu dia 8 de agosto o evento “Cenários e Oportunidades para a Construção Civil”. No encontro, a economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Ana Maria Castelo apresentou números sobre a realidade da cadeia produtiva da construção civil brasileira, principalmente após a greve dos caminheiros desencadeada em maio de 2018. Além disso, fez um diagnóstico sobre o segundo semestre de 2018 e o que esperar para o ciclo 2019-2021. “As incertezas continuam, mas a confiança tende a ser retomada”, avalia.
Além do impacto causado pela greve dos caminhoneiros, Ana Maria Castelo citou em sua palestra que as perspectivas positivas foram suplantadas pelo adiamento, mais uma vez, de medidas para reativar o crescimento do país. A economista pontuou que 2018 começou com um cenário externo favorável, a inflação dentro da meta, baixa taxa de juros e o setor projetando positivamente o ano. Porém, o otimismo ruiu por causa das incertezas políticas, do quadro fiscal preocupante e das dificuldades de promover reformas em ano eleitoral. Daí, veio a greve dos caminhoneiros, que foi a “cereja no bolo”.
Segundo a economista da FGV, 64% dos empresários do setor da construção civil consideraram que a greve dos caminhoneiros teve efeito negativo em seus negócios. Principalmente, porque os insumos não chegaram à obra, provocando atrasos no cronograma. “A greve causou muitos prejuízos e paralisou obras. Foi um componente importante nessa mudança de humor, mas a principal causa do desalento dos empresários é o ritmo de crescimento”, ressalta. No levantamento apresentado durante a palestra na ABCIC, o fato da economia não avançar preocupa 64,4% dos entrevistados.
Inflação dentro da meta e baixa taxa de juros são a base para a confiança em 2019
Pela ordem, as incertezas políticas também influenciam negativamente nos negócios para 56,4% dos empresários ouvidos, da mesma forma que a falta de confiança no atual governo (45,5%). Com todos esses fatores somados, a projeção é de que o PIB do setor, que começou em 2018 com perspectiva de crescer 1,5%, feche o ano com 0,5% positivo. No curto prazo, diz a economista, o cenário traz preocupações quanto à fraca melhora dos negócios. Por isso, o setor já projeta um novo ciclo a partir de 2019. A confiança, por menor que seja, parte do princípio de que o novo governo herdará uma inflação dentro da meta e baixa taxa de juros.
A Fundação Getúlio Vargas mede mensalmente o índice de confiança da construção. Em agosto, o indicador caiu 1,6, atingindo 79,4 pontos numa escala que vai até 200. O resultado reverteu a alta de 1,7 de julho e alcançou o mesmo patamar de agosto de 2017. Para Ana Maria Castelo, que coordena o estudo, a queda reverte uma tendência de melhora do indicador, que chegou a ser vislumbrada pelas empresas do setor. “O resultado sugere uma piora no cenário de retomada vislumbrado anteriormente pelas empresas da construção”, cita. O temor da economista é que o ano de 2018 termine com “níveis historicamente muito baixos”, o que impactaria na reaceleração do setor a partir de 2019.
Veja estudo apresentado no seminário da ABCIC. Clique aqui.
Entrevistado
Economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Ana Maria Castelo, com base em palestra no evento “Cenários e Oportunidades para a Construção Civil”, da ABCIC
Contato: abcic@abcic.org.br
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Burocracia paralisa reforma do edifício Copan

Com projeto arquitetônico de Oscar Niemeyer, o edifício Copan, na cidade de São Paulo-SP, teve sua construção concluída em 1966. Em 2012, a edificação foi tombada como patrimônio da capital paulista. Dois anos depois, em 2014, o prédio começou a passar por um retrofit em sua fachada. O revestimento original, de 50 anos atrás, era em pastilha cerâmica e o condomínio optou por trocá-lo por pastilha de vidro, para que a reforma coubesse dentro do orçamento. No entanto, a reforma acabou embargada. Foi exigido o uso de pastilhas cerâmicas do mesmo fornecedor dos anos 1960.
Acontece que o fabricante não produz mais aquele modelo de revestimento e já não possui mais as fôrmas originais para fabricar o material. Resultado: a reforma, que depende da compra de 46 mil m2 de pastilhas brancas e acinzentadas - cores originais do edifício - está paralisada desde 2017, expondo a fachada do histórico edifício ao risco de patologias. Segundo o síndico do prédio, Affonso Celso Prazeres de Oliveira, há pareceres de engenheiros civis que afirmam que o material de vidro ou cerâmico não interfere tecnicamente na obra. Pelo contrário, o vidro tornaria a fachada mais impermeável e, portanto, mais resistente a infiltrações.
Se tiver que atender a exigência por pastilhas cerâmicas, o condomínio do Copan terá que contratar uma fabricação artesanal, o que elevará o custo do metro quadrado do revestimento de 40 reais para 180 reais, no mínimo. O caso está nas mãos da promotoria pública do meio ambiente do estado de São Paulo, que avalizou a interdição da obra pelo Conpresp (Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico). Diante da decisão judicial, o condomínio do Copan terá que abrir concorrência pública para cotar a compra das pastilhas cerâmicas, o que fará com que a reforma, estimada em 7 milhões de reais, custe 30 milhões.
Maior prédio residencial em concreto armado do Brasil vive em constante manutenção
O impasse, que começou em 2017, deve se estender até 2019, apesar da reforma não ser por questão estética ou para testar a burocracia que envolve obras em patrimônios históricos. O motivo é estrutural. O revestimento antigo começou um processo de desplacamento por causa de reações álcali-agregados. A queda de pedaços da fachada chegou a atingir alguns veículos nas ruas do entorno do prédio, o que obrigou o retrofit. Vale lembrar que, com 115 metros de altura, 32 andares e 120 mil m² de área construída, o Copan é o maior prédio residencial do Brasil em concreto armado - cerca de 400 quilos por metro cúbico.
Em seus seis blocos, há 1.160 apartamentos que variam de 20 m2 a 350 m2. Neles residem mais de 5 mil condôminos. Porém, por causa das 80 lojas que operam no térreo, o edifício recebe uma população flutuante diária que varia entre 15 mil e 20 mil pessoas. Isso gera números impressionantes. O prédio consome 460 mil litros de água por dia e gera até 3 toneladas de lixo por dia. Já a manutenção é constante. Por isso, o condomínio criou uma escola de formação de mão de obra. O prédio também conta com oficinas próprias de serralheria, marcenaria, hidráulica, elétrica e pintura, empregando 104 funcionários. Não é à toa que o síndico do Copan, que administra toda essa estrutura, tem o apelido de “prefeito”.
Conheça um pouco mais do Copan:
Entrevistado
Condomínio Copan e publicações na imprensa de São Paulo-SP
Contato: sindico@copansp.com.br
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Vender estoque é a maior prioridade das construtoras

Pesquisa realizada pela consultoria Campestrini aponta que a principal prioridade das construtoras, a partir do segundo semestre de 2018, é conseguir realizar a venda de seus estoques. A segunda meta é atrair investidores para seus projetos futuros, seguida do desejo de se posicionar no mercado como empresa que entrega obras de qualidade e no prazo.
Para o engenheiro civil Tiago Campestrini, CEO da Campestrini, as prioridades estão levando as construtoras a reverem a forma de construir. “Questões internas do projeto, compatibilização dos projetos da obra, coordenação dos projetos e redução de custos da obra, que, por exemplo, não eram prioridades, agora são”, diz.
Ainda de acordo com o engenheiro, a mudança de comportamento afeta também a visão dos fornecedores sobre o que vender às incorporadoras e construtoras. “A pesquisa fez com que alguns fornecedores percebessem que precisam se reinventar em suas soluções para que, de fato, possam ajudar seus clientes nas suas necessidades”, avalia.
Essa mudança, segundo Tiago Campestrini, começa na forma de prestar os serviços. “Os fornecedores precisam agora se adaptar à visão do cliente, à prioridade dele, ajustando seus serviços. Por exemplo, um escritório de arquitetura não deve apenas entregar um projeto, mas estabelecer metas em contrato, que visem apresentar o projeto aos investidores e aumentar as vendas do empreendimento”, afirma.
A pesquisa abrangeu empresas que atuam no mercado de real state e realizam incorporações imobiliárias residenciais, corporativas e hoteleiras, essencialmente. O estudo também perguntou quais não são as prioridades das empresas no cenário atual. Entre as mais citadas, está o desejo de não incorporar aditivos durante a execução da obra. Pelo contrário, prever o custo do empreendimento é citado como uma “alta prioridade”, de acordo com o levantamento.
Pesquisa ouviu construtoras e incorporadoras do Paraná, de São Paulo e de Santa Catarina
Foram ouvidas construtoras e incorporadoras do Paraná, de São Paulo e de Santa Catarina. "O objetivo da pesquisa foi identificar a importância de cada problema no seu dia a dia, visto que isto deve ser matéria-prima para o desenvolvimento de soluções", completa Tiago Campestrini.
A pesquisa abrangeu os seguintes tópicos:
- Realizar a personalização das unidades: mais da metade dos entrevistados ainda não vê como prioridade.
- Conquistar investidores para os empreendimentos: cerca de 70% citam como altíssima ou alta prioridade.
- Coordenar o desenvolvimento dos projetos: praticamente 90% avaliam como altíssima e alta prioridade.
- Levantar quantidades de materiais: quase 70% veem como baixa ou nenhuma prioridade.
- Posicionar a marca da incorporadora: alta ou altíssima prioridade para cerca de 90% dos entrevistados.
- Reduzir as incertezas dos estudos de viabilidade: de média a altíssima prioridade para todos os entrevistados.
- Prever o custo das obras: alta prioridade para 90%.
- Vender as unidades dos empreendimentos: altíssima prioridade para 90% dos entrevistados.
- Aumentar VGV (Valor Geral de Vendas): de média a altíssima prioridade para todos os entrevistados.
- Realizar aditivos durante a execução das obras: nenhuma prioridade ou baixa prioridade para 90% dos entrevistados.
- Reduzir custo das obras: metade se posiciona com alta prioridade e a outra metade com baixa ou média prioridade.
Entrevistado
Engenheiro civil Tiago Campestrini, CEO da Campestrini Inovação na Construção
Contatos
comercial@campestriniprojetos.com.br
www.campestrini.com.br
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330








