Produtividade na construção civil depende de 7 alavancas

Ciclo passa por planejamento, métodos de gestão, equipamentos, materiais, sistemas construtivos, projeto e mão de obra

construção cvil
Treinamento da mão de obra e uso de sistemas industrializados são o futuro da construção civil. Crédito: Divulgação

Segundo dados da Fundação Getúlio Vargas, a construção civil brasileira ainda é, em média, 30% menos produtiva se comparada a outras áreas da economia do ps. “A infraestrutura e a construção ainda têm uma oportunidade enorme de ganhos de produtividade e eficiência. Outros setores estão muito mais avançados na aplicação de conceitos já consagrados, como lean [eliminação de desperdícios] e gestão por KPIs [Key Performance Indicator ou indicadores-chave de desempenho], porém grande parte da indústria da construção ainda não aplica essas técnicas”, afirmou Hélcio Bueno, sócio da EY Brasil (antiga Ernst & Young), durante palestra na 10ª edição da 10ª M&T Expo, de 26 a 29 de novembro, em São Paulo-SP.

A explanação de Hélcio Bueno se baseou em estudo de EY de 2016 – mas ainda atual -, denominado “Produtividade na construção civil: desafios e tendências no Brasil”. No levantamento são apontadas sete alavancas que contribuem para melhorar a performance no canteiro de obras: planejamento na execução das obras, adoção de métodos de gestão, equipamentos, materiais, métodos construtivos, melhorias de projeto e qualificação da mão de obra. Para Bueno, existem bons exemplos a serem seguidos no exterior. “Há países com níveis de produtividade muito maiores que o Brasil. É necessário importar métodos e formas de trabalhar para aprimorar nossos níveis de produção”, avalia.

Sobre as sete alavancas da produtividade, o estudo da EY faz o seguinte resumo:

1. Planejamento da execução de empreendimentos
• Planejamento da necessidade de recursos e de materiais em diferentes horizontes de planejamento (curto, médio e longo prazo)
• Processos estruturados de atualização do planejamento conforme a execução
• Escritório integrado de gestão de projetos (PMO – Project Management Office)
• Aplicação de softwares tipo BIM (Building Information Model)

2. Adoção de métodos de gestão
• Lean Construction – construção baseada no paradigma de redução de desperdícios que ficou conhecido como método Toyota de produção
• Melhor sincronização do empreendimento e melhoria do fluxo de materiais visando a eliminação das atividades que não agregam valor
• Strategic Sourcing – otimização dos fornecedores e das compras

3. Equipamentos
• Modernização de equipamentos (gruas flexíveis, elevadores mais rápidos etc)
• Maior taxa de utilização de equipamentos

4. Materiais
• Adoção de novos materiais mais eficientes

5. Métodos construtivos
• Aplicação de métodos construtivos mais eficientes (vigas pré-moldadas, alvenaria estrutural, estruturas metálicas
, etc.)

6. Melhorias de projeto
• Foco na melhoria dos projetos e sua adequação para a execução

7. Qualificação da mão de obra
• Ações para aprimorar recrutamento
• Ações para aumentar a qualificação atual (treinamento, motivação
, etc.)
• Plano para retenção de profissionais

De acordo com Hélcio Bueno, o setor da construção precisa correr para se adaptar às novas tecnologias. Ele questionou a real capacidade das empresas em acompanhar as tendências tecnológicas. O posicionamento do especialista surge no momento em que outros setores já utilizam as novas ferramentas em diversas etapas de seus negócios. “Além da realidade virtual, as indústrias estão recorrendo à inteligência artificial, robotização, RFID (Identificação por radiofrequência), entre outros recursos. As novas tecnologias estão aí para auxiliar nesse processo”, conclui Bueno.

Veja o estudo completo da EY Brasil sobre produtividade na construção civil. Clique aqui.

Entrevistado
Reportagem com base na palestra de Hélcio Bueno, sócio da EY Brasil e especialista em Construção & Real Estate, na 10ª M&T.

Contato: info@mtexpo.com.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330


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