Mercado imobiliário

Reforma da Previdência afeta, sim, o mercado imobiliário

Mercado imobiliário
Mercado imobiliário iniciou 2019 em viés de alta, mas depende das reformas estruturais do país. Entre elas, a da Previdência.
Crédito: Dreamstime

A reforma da Previdência afeta diretamente o mercado imobiliário. Por quê? A trajetória de gastos do governo com aposentadorias é muito maior do que a capacidade de investir. Sem reforma, ou se criam mais impostos e ou se emite mais dinheiro, o que significa inflação. Consequentemente, os juros sobem. E os juros altos inibem as atividades do mercado imobiliário, já que a taxa de juros está muito atrelada à reforma da Previdência. É o que explica o economista Eduardo Zylberstajn, coordenador do índice FipeZap. “Quem está preocupado com o mercado imobiliário, tem que se preocupar com taxa de juros. E hoje, os juros estão muito atrelados ao futuro da reforma da Previdência”, diz.

Por isso, acreditam os especialistas do setor, o mercado imobiliário - apesar de dar sinais de reaquecimento em 2019 - só terá crescimento vigoroso se a reforma previdenciária for aprovada no Congresso Nacional. Alguns entendem que a reforma seja mais benéfica para o segmento que busca financiamento residencial. Outros avaliam que as mudanças na Previdência impactem mais no setor de imóveis corporativos. Há os que entendem que todos sairão ganhando. É um cenário avalizado pela CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), para quem o setor já deveria ter voltado a crescer desde 2018, caso a reforma tivesse sido aprovada em 2017, quando o governo Michel Temer não teve força para fazê-la avançar no Congresso.

Na avaliação da CBIC, hoje o mercado imobiliário poderia crescer em 10% ao ano - projeção que foi transferida para 2020, caso as alterações na Previdência se consolidem. Mesmo assim, o otimismo está no ar, como aponta o economista Alexandre Nigri ao Instituto Brasileiro de Estudos Financeiros e Imobiliários (IBRAFI). “Vivemos uma janela de otimismo muito grande, que se baseia principalmente na questão da taxa de juros. O que são juros? É taxa mais a expectativa”, afirma, completando que a aprovação da reforma é vista pelo mercado como o primeiro passo de outros que deverão ser dados. “A reforma da Previdência não vai resolver todos os problemas, mas ela tem que ser feita para trazer otimismo e confiança”, diz.

Em defesa da segurança jurídica e da retomada dos investimentos

Enquanto a reforma não sai, o mercado imobiliário se movimenta de acordo com os relatórios que são publicados semanalmente. O mais recente, que analisa a primeira quinzena de março, faz a seguinte avaliação: “O mercado imobiliário tem algumas barreiras a serem superadas. A retração do poder de compra do cidadão brasileiro é uma realidade atual, e a diminuição do poder de mercado das incorporadoras também. Em algumas praças, a situação chega a extremos, com imóveis alugados a quase zero de rendimento, apenas com a quitação de taxas condominiais.”

Por esse motivo, no dia 13 de março de 2019, 88 sindicatos e associações representativas da cadeia produtiva da construção civil estiveram com o presidente de Câmara de Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para declarar apoio do setor à reforma da Previdência. O grupo saiu em defesa da segurança jurídica e da retomada da capacidade de investimento do país, seja ele público ou privado, o que só se dará a partir da reforma que encabeça a lista de reformas das quais o Brasil necessita urgentemente.   

Quer saber mais sobre a reforma da Previdência? Acesse o seminário Reforma da Previdência, promovido pela FGV Projetos

Parte1

 

Parte 2

 

Entrevistados
Instituto Brasileiro de Estudos Financeiros e Imobiliários (IBRAFI) e (Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC)
(via assessorias de imprensa)

Contato: contato@ibrafi.org.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Concreto especial sustenta nova estação do Brasil na Antártica

Comandante Ferraz
Base brasileira na Antártica: nova Comandante Ferraz é a mais moderna entre as estações que pesquisam o pólo sul. Crédito: MCTIC

Em 11 de março de 2019 foi inaugurada a nova base de pesquisa do Brasil na Antártica. A antiga estação Comandante Ferraz foi destruída por um incêndio em 2012. A estrutura substituta é futurista, inovadora e atende a elevados parâmetros de segurança contra fogo, desempenho térmico e acústico, além de ter sido erguida sob conceitos de sustentabilidade. A tecnologia em construção civil também se fez presente, mas foi importada. A estatal chinesa CEIEC, cuja especialidade é construir em condições adversas e em ambientes inóspitos, foi contratada para executar o projeto arquitetônico do escritório brasileiro Estúdio 41.

O investimento para reconstruir a nova estação Comandante Ferraz em 540 dias superou os 370 milhões de reais, dos quais mais de 150 milhões de reais foram gastos apenas com a logística para transportar os materiais de construção para o pólo sul. Também foram deslocados para o canteiro de obras 250 operários e engenheiros do nordeste da China, onde as temperaturas se aproximam das registradas na Antártica. Acostumados a trabalhar no frio extremo, eles utilizaram maquinários especiais para escavar a neve a 80 metros de profundidade, até encontrar terreno rochoso para fixar as fundações. As perfurações foram preenchidas com Concreto de Ultra-Alto Desempenho (CUAD) de 500 MPa de resistência e VUP (vida útil de projeto) de 200 anos.

A opção pelo CUAD se deu por causa dos fortes ventos que atingem a região onde está localizada a Comandante Ferraz, e que podem ultrapassar os 100 km/h, e também por causa do risco de abalos sísmicos. A estação está encravada nas fundações através de palafitas de aço especial, também projetadas para suportar baixíssimas temperaturas e fortes ventos. "A precisão do projeto atinge o nível de fabricação de relógios suíços", explica a engenheira civil Cao Hong, chefe do projeto-executivo da nova base brasileira na Antártica. "A construção é um projeto turnkey total. Transformamos o projeto confiado a nós em uma base encravada em um monolito de concreto na Antártica, gerenciando toda a cadeia de fornecimento de material, equipamentos, logística e do canteiro de obras no local”, completa.

Países do BRICS poderão usar a Comandante Ferraz para pesquisas

Parte dos recursos da Comandante Ferraz foi bancada pelos demais países do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), que também poderão usar a estação para pesquisas. A China já possui quatro bases na Antártica: Great Wall, Zhongshan, Kunlun e Taishan. A Kunlun, por exemplo, está localizada a 4.093 metros acima do nível do mar, e é a mais alta das estações no continente polar. Também foi construída pela CEIEC. Porém, a Comandante Ferraz é a mais moderna e confortável hoje em operação na Antártica. Com 32 alojamentos, ela comporta até 64 pessoas. O design coloca os quartos na parte superior de duas estruturas, juntamente com uma sala de vídeo, um cybercafé, uma sala de conferências e uma biblioteca. O bloco inferior abriga os 17 laboratórios, garagens e armazéns centrais.

O projeto faz parte do Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR). Criado em 1982, realiza, em média, 20 projetos de pesquisas por ano, nas áreas de oceanografia, biologia marinha, glaciologia, geologia, meteorologia e arquitetura, além de permitir à Marinha do Brasil, com o apoio da Força Aérea Brasileira (FAB), realizar uma das maiores operações de apoio logístico, em termos de complexidade e distância.     

Veja vídeo sobre a construção da nova estação Comandante Ferraz

Entrevistados

China National Electronics Import & Export Corporation (CEIEC) e Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) (via assessorias de comunicação)

Contatos
ccs@aeb.gov.br
cccemservice@cccme.org.cn

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

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Minhocão se transforma no 1º parque suspenso do Brasil

parque_Minhocão
Previsão é que a primeira etapa abranja 900 metros do elevado e seja entregue até dezembro de 2019. Crédito: Prefeitura de São Paulo

O High Line, famoso parque suspenso de Nova York, inspira a cidade de São Paulo-SP a implantar a ideia no elevado conhecido pelos paulistanos como Minhocão (ex-Costa e Silva e atualmente João Goulart). Inaugurado em 1971, e com 3,4 quilômetros de extensão, o viaduto é uma das principais obras urbanas do século passado no Brasil. Segundo a prefeitura paulistana, até 2020 serão investidos 38 milhões de reais para a instalação do parque sobre as estruturas de concreto armado. A transformação será em três etapas, abrangendo 900 metros cada uma.

Na primeira fase serão executadas obras de segurança e acessibilidade em 9 pontos de todo o elevado, com elevadores e escadas. Também serão implantadas estruturas de proteção nas laterais do elevado, para garantir segurança aos frequentadores. A prefeitura de São Paulo tem como meta ajustar o projeto estrutural, a iluminação, o projeto viário e o transporte público antes de iniciar as obras no elevado. A previsão é que a primeira etapa com a instalação dos acessos seja entregue em dezembro de 2019. Já a segunda fase deve ser concluída até dezembro de 2020. O cronograma da última fase não foi divulgado.

O projeto é do arquiteto, ex-prefeito de Curitiba e ex-governador do Paraná, Jaime Lerner, que em 2017 fez doação do plano para a prefeitura de São Paulo. Além do High Line, outras duas intervenções urbanas inspiram a criação do primeiro parque suspenso do Brasil: a Promenade Plantée, em Paris-França, construído sobre um viaduto ferroviário, e a revitalização do rio Cheonggyecheon, em Seul-Coreia do Sul. Todas eram áreas degradadas, e se transformaram em pontos turísticos após serem recuperadas.  A revitalização da orla do Rio Guaíba, em Porto Alegre-RS, outro projeto de Jaime Lerner, também influenciou na transformação do elevado.

Parque terá 17,5 mil m2 de área verde e obras para combater 1.500 focos de patologias do concreto

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Projetos de revitalização da High Line, em Nova York; da Promenade Plantée, em Paris, e do rio Cheonggyecheon, em Seul, inspiraram o parque suspenso do Minhocão. Crédito: Prefeitura de São Paulo

No total, o parque terá 17,5 mil m2 de área verde. A lei que criou o novo espaço urbano na capital paulista é de fevereiro de 2018. Ao sancioná-la, a prefeitura se comprometeu, em um prazo de dois anos, a apresentar um projeto de intervenção urbana no local, reorganizando o tráfego para transformar o local em um parque em tempo integral. A reforma também inclui a construção de uma ciclovia ao longo do parque suspenso. Além de grandes floreiras verdes, serão instaladas estruturas de bambu para ampliar as sombras e áreas de descanso. Shows e apresentações artísticas poderão ser realizados em palcos provisórios.

Em 2013, estudo da Poli-USP detectou 1.500 focos de patologias do concreto no Minhocão. Entre elas, infiltrações e fissuras. Isso acelerou o projeto de transformação do elevado em parque suspenso, já que o tráfego intenso de veículos poderia comprometer ainda mais a estrutura. As obras previstas para a primeira fase contemplam a recuperação das patologias.   

Veja vídeo sobre como vai ficar o parque elevado na cidade de São Paulo-SP

Crédito: Jaime Lerner Arquitetos Associados

Entrevistado
Prefeitura de São Paulo
(via assessoria de imprensa)
Contato:
imprensa@prefeitura.sp.gov.br

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Entre 190 países, Brasil é 109º em negócios imobiliários

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Indicador vai ajudar na formulação de políticas públicas de habitação e servir de termômetro para o mercado imobiliário. Crédito: Departamento de Comunicação da ARISP

O ministério da Economia lançou dia 22 de fevereiro de 2019 o indicador do mercado imobiliário, com base nos registros de imóveis dentro do país. O índice agrega informações das associações de registradores imobiliários e da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). O objetivo é ter dados mais embasados, e que ajudem a melhorar a posição do Brasil no ranking Doing Business, do Banco Mundial, que contabiliza os negócios imobiliários de 190 países. Atualmente, o Brasil ocupa a 109ª posição na lista, mas a meta do governo é, em 4 anos, colocar o país entre os 50.

Além de melhorar a posição brasileira, o indicador vai ajudar na formulação de políticas públicas de habitação e concessões de crédito, assim como servir de termômetro para o mercado imobiliário. “Com a publicação de estatísticas e índices passará a existir mais transparência das informações e redução do desconhecimento das partes sobre o ambiente de negócios no mercado imobiliário do Brasil. Isso confere mais segurança, transparência e agilidade nas transações. Também ajudará o poder público a ter informações confiáveis e de qualidade para o desenvolvimento e implementação de políticas públicas”, diz Flaviano Galhardo, presidente da Associação de Registradores Imobiliários de São Paulo (ARISP).

Os primeiros índices divulgados se referem aos municípios de São Paulo-SP e Rio de Janeiro-RJ. Eles reúnem dados do período de 2012 a 2018, e englobam transferências imobiliárias, quantidade, natureza e tipo de imóvel. Segundo o Ministério da Economia, nos próximos meses serão anunciados dados sobre financiamentos imobiliários e execuções de inadimplentes. Os índices abrangerão todo o estado de São Paulo e do Rio de Janeiro, além dos demais estados envolvidos no projeto. Até o momento, também fazem parte dessa iniciativa os estados do Paraná, Santa Catarina, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Ceará, Pernambuco e Pará.

Nova Zelândia lidera o Doing Business e Brasil subiu 16 posições desde 2017

No dia em que ocorreu o anúncio do indicador do mercado imobiliário, o Ifix - índice que acompanha o desempenho do mercado de fundos imobiliários (similar ao Ibovespa no mercado de ações) - fechou em alta de 0,17%, com 2.414 pontos. Para o secretário especial de desburocratização, gestão e governo digital, Paulo Uebel, foi um claro sinal de que o mercado aprovou a medida, por causa da transparência que ela oferece. "Com isso, é possível rever políticas habitacionais, políticas de crédito, políticas de acesso à terra, além de desburocratizar a forma de se fazer registro de imóveis no país. Também será possível determinar se uma política pública no passado teve ou não efeito", afirma o secretário.

De acordo com o Doing Business, os 10 países com melhor ambiente para negócios imobiliários são Nova Zelândia, Cingapura, Dinamarca, Hong Kong (China), Coréia do Sul, Geórgia, Noruega, Estados Unidos, Reino Unido e Macedônia. Até 2017, o Brasil ocupava o 125ª lugar no ranking. No entanto, a implantação de medidas que melhoraram o ambiente de acesso ao crédito e outros serviços fizeram o país subir 16 posições no Doing Business. O ranking mede o impacto das leis, das regulações e da burocracia em itens como abertura de empresas, pagamento de impostos, obtenção de alvarás de construção, conexão com a rede elétrica, registro de imóveis, obtenção de crédito e execução de contratos de insolvência.   

Veja o ranking Doing Business

Consulte o indicador do mercado imobiliário

Entrevistado
Central de Registradores de Imóveis, ministério da Economia e Banco Mundial
(via assessoria de imprensa)
Contatos:

imprensa@economia.gov.br
imprensa@arisp.com.br
press@worldbank.org

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

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Sem investimento em infraestrutura, PIB seguirá tímido

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Frente Coalizão pela Construção reúne organismos ligados à cadeia produtiva do setor e lançou o projeto “Construção: 1 Milhão de Empregos Já!”

Já é consenso entre os que analisam dados econômicos: se não houver investimento em infraestrutura, o PIB do país seguirá tímido. Em 2018, repetindo 2017, a soma de tudo o que o país produziu representou um crescimento de apenas 1,1%. Dados da CBIC mostram que, caso as 4,7 mil obras públicas que estão paradas fossem retomadas, o país adicionaria 1,8% ao Produto Interno Bruto (PIB) de 2019 e conseguiria gerar 1 milhão de empregos. No entanto, ocorreu o contrário: o PIB da construção civil amargou mais um número negativo em 2018, registrando -2,5%.

Por isso, em 2019, foi criada a Coalizão pela Construção. A frente empresarial reúne vários organismos ligados à cadeia produtiva do setor. O objetivo é mostrar para o governo que a construção civil é a porta de saída para a crise. “Temos um governo que quer acertar e vamos levar propostas comuns para recuperar a construção”, comenta José Carlos Martins, presidente da CBIC, que está à frente da Coalizão pela Construção. O grupo espera consolidar propostas para apresentar ao governo na 91ª edição do ENIC (Encontro Nacional da Indústria da Construção), que acontece de 15 a 17 de maio, no Rio de Janeiro-RJ.

O setor entende que tem condições de criar 1 milhão de empregos formais a curto prazo no país. Atualmente, a construção civil é responsável pelo emprego de quase 2 milhões de trabalhadores que atuam diretamente em canteiros de obras. Se considerar toda a cadeia produtiva, os números crescem para 6,5 milhões, de acordo com dados da Amostra de Domicílios Contínua trimestral (PNADC), do IBGE. Esses números chegaram a quase 9 milhões antes da crise, dos quais 3,4 milhões trabalhavam diretamente em atividades nos canteiros de obras. “Do ponto de vista estratégico, é o momento de fomentar o emprego. O governo sabe que o nosso setor é porta de saída da crise”, avaliou Cláudio Conz, presidente da Anamaco.

Setor apresenta ao governo e ao Congresso Nacional o projeto “Construção: 1 Milhão de Empregos Já!”

Recentemente, a frente Coalizão pela Construção teve seu primeiro contato com o ministro da economia, Paulo Guedes, para o qual entregou o documento “Construção: 1 Milhão de Empregos Já!”. Nele, há um conjunto de medidas para reativar o potencial de geração de empregos do setor. O documento também foi entregue a um grupo de parlamentares. Entre os temas tratados, estão:

  • Reforma da Previdência
  • Reforma tributária
  • Segurança jurídica
  • FGTS
  • Lei de Licitações
  • Licenciamento ambiental
  • Áreas contaminadas
  • Critérios para a paralisação de obras
  • Lei-geral das empresas de pequeno porte
  • Saneamento básico
  • Lei de desapropriações
  • Securitização de ativos
  • Garantia da obra pelo construtor (solidez e segurança das edificações)
  • Alienação fiduciária
  • Prorrogação do Regime Especial Tributário (RET) para obras do Programa Minha Casa Minha Vida (MCMV)
  • Redução da burocracia e custos cartoriais
  • Critérios ambientais e de sustentabilidade nas edificações

O documento ainda propõe uma agenda estratégica para a indústria da construção, focada em valorização da engenharia e absorção de inovações e novas tecnologias. “É o momento de fazermos um trabalho conjunto e levar projetos”, destaca Sérgio Marques Assumpção, vice-presidente do SINAENCO. “A indústria da construção precisa quebrar paradigmas e tornar-se um setor reconhecido pela tecnologia”, completa Íria Lúcia Oliva Doniak, presidente-executiva da ABCIC.


Veja a fala do presidente da CBIC sobre potencial da construção civil de gerar empregos (
entre 2h07min e 2h22min do vídeo)

Entrevistado

Reportagem com base no evento que apresentou o projeto “Construção: 1 Milhão de Empregos Já!”, no dia 13 de fevereiro de 2019, em Brasília-DF

Contato: comunica@cbic.org.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Fogo no Flamengo reforça revisão da norma de inspeção predial

Flamengo
Sede do centro de treinamento do Flamengo, conhecido como Ninho do Urubu: inspeção predial teria poupado vidas. Crédito: Tomaz Silva/Agência Brasil

Uma inspeção predial no alojamento que abrigava parte dos jogadores das categorias de base do Flamengo, no centro de treinamento Ninho do Urubu, no Rio de Janeiro, teria poupado a vida dos 10 atletas mortos – vítimas do incêndio que atingiu o local. A recente tragédia deixa como legado a importância de se implantar como força de lei a ABNT NBR 16747 - Inspeção Predial, diretrizes, conceitos, terminologia, requisitos e procedimento. A norma técnica, que está em processo de revisão, esteve em consulta pública nacional até 14 de fevereiro de 2019. Ela prioriza os sistemas estruturais, hidráulicos, elétricos, de segurança contra incêndio e de acidentes das edificações.

Para o assessor parlamentar da presidência do Crea-PR, o engenheiro civil Euclésio Manoel Finatti, o incêndio no Flamengo poderia ser evitado mesmo sem a norma. “Se as condições mínimas exigidas hoje fossem cumpridas, a tragédia teria sido evitada. Reafirmo que temos mecanismos normativos que, se cumpridos, evitariam centenas de acidentes em obras”, diz Finatti, que acompanha o processo de revisão da ABNT NBR 16747. Segundo o engenheiro, a readequação da norma prioriza as condições mínimas de durabilidade, habitabilidade e segurança das edificações.

Os novos parâmetros que a ABNT NBR 16747 irá abranger só se tornaram possíveis após o surgimento da Norma de Desempenho - ABNT NBR 15575. “A Norma de Desempenho é um marco para a construção civil brasileira. A partir de sua publicação, todos os profissionais passaram a projetar edificações com um maior grau de credibilidade. Antes da 15575, faltava algo que pudesse balizar aquilo que a norma de Inspeção, ora em estudo, se propõe a avaliar melhor”, completa Euclésio Manoel Finatti.

Expectativa é de que a ABNT NBR 16747 entre em vigor até o final de 2019

A ABNT NBR 16747 vai priorizar os imóveis construídos antes de junho de 2013. “Quando ela entrar em vigor, os proprietários de imóveis, síndicos de condomínios e o poder público deverão avaliar as edificações baseadas nos critérios estabelecidos pela norma. A edificação que passar pelo crivo positivo estabelecido pela norma terá segurança de habitabilidade comprovada. Como consequência, o imóvel terá maior valor”, avalia o engenheiro do Crea-PR. A expectativa é de que a ABNT NBR 16747 entre em vigor até o final de 2019.

A comissão de estudos que cuida da revisão define a inspeção predial descrita na norma como um exame “clínico geral”. “A proposta é que ela avalie as condições globais da edificação e detecte a existência de problemas de conservação ou funcionamento, com base em uma análise fundamentalmente sensorial por um profissional habilitado. Com base nesta análise, pode ser recomendada a contratação de inspeções prediais especializadas ou outras ações para que se possa aprofundar e refinar o diagnóstico. Os procedimentos e recomendações para as inspeções prediais especializadas não estão cobertos por esta norma”, esclarece.

Entrevistado
Assessor parlamentar da presidência do Crea-PR, engenheiro civil Euclésio Manoel Finatti
(via assessoria de imprensa)

Contato: comunicacao@crea-pr.org.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

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Rota da Seda começa com maior ponte marítima do mundo

ponte
Todas as interseções da ponte que liga Doha e Subiyah, no Kwait, foram finalizadas em novembro de 2018. Crédito: Hyundai Engeneering & Construction

Sheikh Jaber Al Ahmed Al Sabah Causeway, ou Calçada do Sheik Jaber Al-Ahmad Al-Sabah, é o nome da ponte marítima mais longa do mundo. Prevista para ser inaugurada em abril de 2019, ela liga o Kwait de norte a sul e é a primeira estrutura projetada para integrar a nova Rota da Seda - ligação rodoviária entre a China e a Europa, cruzando 60 países. A ponte tem 12,4 quilômetros em trecho terrestre e outros 36 quilômetros atravessam a baía do Golfo Pérsico que circunda o Kwait. Até o final de sua obra, a estrutura terá consumido 1 milhão e 535 mil m³ de concreto. Todas as interseções da ponte foram finalizadas em novembro de 2018. Agora, ocorre a interligação da estrutura aos complexos viários de Doha e Subiyah.

Os números impressionantes não se limitam ao volume de concreto. O projeto inclui 250 mil toneladas de aço e 1.200 estacas de fundação instaladas a profundidades que variam de 30 metros a 84 metros, além de 1.211 elementos de concreto protendido moldados in loco, para formar o tabuleiro da ponte. A torre que sustenta os estais do vão central tem 151 metros de altura e pesa 1.600 toneladas, entre aço e elementos pré-fabricados de concreto. A estrutura permite a abertura de um vão com 177 metros de comprimento a 23 metros de altura, para o tráfego marítimo.

Foram construídas ainda duas ilhas artificiais com 30 hectares cada uma, para receber edifícios de emergência, de controle de tráfego e de manutenção, além de um posto de combustível e ancoradouro. A obra está orçada em 3 bilhões de dólares (aproximadamente 11,4 bilhões de reais). O consórcio que viabiliza a construção é liderado pela divisão de engenharia da sul-coreana Hyundai, junto com construtoras do Kwait. Quando a obra for inaugurada, será possível cruzar o país de carro em 30 minutos. Hoje, o trajeto entre Doha e Subiyah é feito em 90 minutos. O tráfego pela ponte será facilitado pelo tamanho das pistas, que medem 30,6 metros de largura cada, além de uma faixa de acostamento.

Projeto inclui construção de cidade-inteligente para 500 mil habitantes

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A torre que sustenta os estais do vão central tem 151 metros de altura e pesa 1.600 toneladas. Crédito: Hyundai Engeneering & Construction

O empreendimento é cercado por um plano de sustentabilidade ambiental. Desde o início da construção houve um grande esforço para minimizar qualquer interferência ou dano à flora, à fauna e ao ambiente marinho. Os camarões Tigre Verde - espécie que habita a Baía do Kuwait - foram protegidos com a instalação de recifes artificiais ao redor da ponte. A Sheikh Jaber Al Ahmed Al Sabah Causeway também está mudando a infraestrutura de Subiyah, no norte do país. Nos arredores da cidade está nascendo uma cidade-inteligente para 500 mil habitantes, e que será batizada de Cidade da Seda.

A cidade é desenvolvida para se beneficiar economicamente da nova Rota da Seda. O caminho histórico, criado em 200 a.C., foi a primeira ligação entre ocidente e oriente, e agora servirá de base para o ambicioso projeto liderado pela China e batizado de “One Belt, One Road” (um cinturão, uma rota). Com investimento assegurado de US$ 100 bilhões, os chineses vão financiar obras em 60 países. É a maior injeção de recursos em infraestrutura já feita no mundo e envolverá construção de rodovias, ferrovias, portos, aeroportos e linhas de transmissão de energia, dados e combustíveis.

Veja como ficará a Sheik Jaber Al-Ahmad Al-Sabah Causeway

Entrevistado

Hyundai Engeneering & Construction (via assessorial de imprensa)

Contato: hdecuae@hdec.co.kr

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Minha Casa Minha Vida

Nos moldes em que foi criado, Minha Casa Minha Vida acabou

Minha Casa Minha Vida
Ausência de infraestrutura básica, como escolas, postos de saúde e delegacias, é apontada como um dos pontos a serem corrigidos no Minha Casa Minha Vida. Crédito: Prefeitura de Caetité-BA

A Fundação Getúlio Vargas apresentou dia 22 de janeiro de 2019 o estudo “Morar longe: o Programa Minha Casa Minha Vida e a expansão das regiões metropolitanas”. A pesquisa serviu de subsídio para os debates ocorridos no seminário “Moradia e Expansão das Metrópoles Brasileiras”. O encontro questionou a eficácia do programa e expôs dados que mostram que o MCMV, caso seja mantido pelo governo, terá que rever seus fundamentos. Nos moldes em que foi criado, há 10 anos, o programa acabou, ainda que tenha se tornado o plano habitacional mais bem sucedido da história do país.

A percepção de que o programa necessita de mudanças também é compartilhada pelos empresários da construção civil. Para eles, o MCMV já não tem tanto impacto sobre os negócios. Um dos motivos apontados é a incerteza em relação à mudança de governo. Os dados recentes confirmam essa tendência. Segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), as contratações de unidades do programa recuaram para 14 mil em janeiro de 2019 - o menor nível, desde o lançamento do MCMV, em março de 2009.

Emergencialmente, o governo federal liberou, no dia 2 de março de 2019, R$ 700 milhões para pagar parcelas vencidas às construtoras que participam do programa habitacional. Para o setor, o principal sinal de que haveria disposição para alavancar o Minha Casa Minha Vida viria do incentivo às contratações de unidades na faixa 1,5 do programa, voltado para famílias com renda até R$ 2,6 mil, e que, na prática, encontra dificuldades para atingir as metas a que se propôs. Isso coincide com os problemas elencados no seminário da FGV.

Veja os 7 pecados capitais do Minha Casa Minha Vida

Os motivos pelos quais o Minha Casa Minha Vida precisa ser revisado são os seguintes, de acordo com o que aponta a Fundação Getúlio Vargas:

  • O programa só funcionou nas faixas 2 e 3, mas não atingiu seus objetivos nas faixas 1 e 1,5.
  • O programa perdeu sustentabilidade quando o governo Temer liberou recursos das contas inativas do FGTS para saque.
  • A crise impediu que o governo continuasse subsidiando o MCMV, o que inviabilizou a principal razão do programa: estimular a construção das HIS (Habitações de Interesse Social).
  • Perdeu foco no combate ao déficit habitacional.
  • Fim do Ministério das Cidades.
  • Construção de conjuntos habitacionais com milhares de unidades, o que inviabiliza a gestão e desestimula as famílias a continuarem morando nas habitações.
  • Muitos casos de construções malfeitas e ausência de infraestrutura básica (escola, postos de saúde, delegacias, etc).

Atualmente, o Minha Casa Minha Vida atende famílias com 4 faixas de renda.

Faixa 1

Famílias com renda de até R$ 1.800,00: financiamento de até 120 meses, com prestações mensais que variam de R$ 80,00 a R$ 270,00.

Faixa 1,5

Famílias com renda de até R$ 2.600,00: financiamento em até 30 anos, com taxas de juros de apenas 5% ao ano, e subsídios de até 47,5 mil reais.

Faixa 2

Famílias com renda de até R$ 4.000,00: subsídios podem chegar até R$ 29.000,00.

Faixa 3

Famílias com renda de até R$ 7.000,00: oferece taxas de juros diferenciadas em relação ao mercado.

Assista a íntegra do seminário “Moradia e Expansão das Metrópoles Brasileira”

Entrevistado
Reportagem com base no seminário “Moradia e Expansão das Metrópoles Brasileira
s”, da Fundação Getúlio Vargas

Contato: economia@fgv.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Concreto em cozinhas:

Já pensou em ter uma cozinha protagonizada pelo concreto?

Concreto em cozinhas:
Concreto como elemento decorativo em cozinhas: sustentabilidade e facilidade de manutenção. Crédito: ConcreteNetwork

Recente relatório comportamental do mercado imobiliário revela que a cozinha é a peça mais relevante da casa para que o cliente decida pela compra. Nos Estados Unidos, existe até um termo, que é a “killer kitchen” - a “cozinha que mata” -, no sentido de que ela pode encantar ou desencantar a venda. Por isso, além de ter um bom espaço, o acabamento é muito importante para que chame a atenção. Os que buscam inovar estão substituindo elementos convencionais - como granito, mármore ou azulejo - por concreto decorativo. O material não tem limitações de cor ou forma e é capaz de permitir design personalizado, além de oferecer um variado nível de funcionalidades, do piso ao teto.

Por emergir como peça-chave, a cozinha oferece oportunidade única para que construtores e arquitetos a destaquem da concorrência. Por causa da durabilidade, da sustentabilidade e da facilidade de manutenção, o concreto é o preferido como elemento decorativo. Inspiradas nas cozinhas profissionais, as cozinhas residenciais têm optado pelo piso em concreto. Por quê? Eles resistem melhor ao tráfego constante, ao risco de manchas e à abrasão. Também podem receber variedade de cores e padrões decorativos, assim como texturas para se assemelhar à pedra natural ou à madeira. 

Outra opção é o concreto polido, que não requer selador, é fácil de manter e proporciona um acabamento espelhado e brilhante. Outro elemento que ganha espaço nas construções é o tecnocimento. O revestimento agrega cimentos especiais, pó de limestone (espécie de pó de pedra), pó de mármore e pó de quartzo, além de imitar o cimento queimado em uma versão mais simples. Uma de suas vantagens é não possuir juntas, pois não apresenta trincas de retração ou dilatação do material, quando aplicado sobre uma superfície sólida e bem aderida. Outra peculiaridade do produto é que pode ser aplicado em pisos, paredes e tetos, tanto internamente quanto externamente. O produto tem espessura média de 2 milímetros.

Cozinhas que encantam fazem as vendas fecharem mais rapidamente

cozinha
Para 69% dos que visitam uma casa para comprar, a cozinha é peça-chave para fechar negócio
. Crédito: ConcreteNetwork

Na Europa, tem prevalecido o microcimento. O produto une elementos polímeros com material cimentício (cimento branco estrutural), criando uma pasta que é aplicada sobre paredes e pisos – sempre com espessura máxima de 3 milímetros. Instalada por mão de obra especializada, a fina camada adere sobre a superfície, gerando acabamento liso, brilhante e em cores que podem ir do branco a tons mais vivos, ou em sua pigmentação original: o cimento queimado, cuja técnica precisa ser dominada. Para minimizar riscos, a ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland) disponibiliza em seu site um documento que ensina como fazer e aplicar o “cimento queimado”.   

Pesquisa do site “realtor.com”, especializado em mercado imobiliário, revela que cozinhas que encantam fazem as vendas fecharem mais rapidamente em 8%. O mesmo estudo mostra que 69% dos que visitam uma casa consideram a cozinha como decisiva na compra, seguida de 49% dos que preferem os quartos, 35% a garagem, 21% a sala, 18% o pátio, 16% a área de lazer e 13% os banheiros. Para os que acham a cozinha a principal peça da casa, o local não é visto apenas para cozinhar e comer, mas para socializar. Diante de tanto destaque fica a pergunta: já pensou em ter uma cozinha protagonizada pelo concreto?

Entrevistado
Reportagem com base em pesquisa do “realtor.com” e de artigo da arquiteta de decorações, especialista em concreto decorativo, Anne Balogh, do ConcreteNetwork.

Contato: customercare@realtor.com

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Arquiteto do concreto aparente vence Pritzker 2019

Arata Isozaki
Arata Isozaki foi estudar engenharia civil depois de concluir a arquitetura: prioridade para a forma de construir. Crédito: arquivo pessoal

O japonês Arata Isozaki, 87 anos, foi laureado com o Pritzker 2019 - considerado o “Oscar” da arquitetura. Isozaki é um dos fundadores da escola japonesa de arquitetura conhecida como “amigos do concreto”. O grupo se fortaleceu depois que a Universidade de Tóquio desenvolveu pesquisas para melhorar os desempenhos acústicos e térmicos do material, a fim de atender requisitos exigidos pelo governo japonês no uso do concreto aparente.

A Universidade de Tóquio trabalhou intensamente em um tipo de concreto em que a areia é substituída por cinzas vulcânicas - abundantes no Japão, ao contrário da areia de rio -, criando um material mais acessível financeiramente para projetos de residências. Além das pesquisas acadêmicas, o Japão possui também ateliês de arquitetos e engenheiros que se propõem a desenvolver materiais para a construção civil do país.

Biblioteca-Oita
Biblioteca pública de Oita, cidade natal de Isozaki: primeira obra icônica do arquiteto-engenheiro, construída em 1966
. Crédito: Yasuhiro Ishimoto

A escolha de Arata Isozaki foi anunciada no dia 5 de março de 2019. O arquiteto também é seguidor da escola brutalista. O estilo surgiu no final da Segunda Guerra Mundial, com a necessidade de reerguer as cidades europeias. O nome deriva do termo “béton brut”, traduzido como “concreto bruto”. A origem francesa da vertente revela a participação de um dos principais mentores da arquitetura do século XX: Le Corbusier.

Arata Isozaki foi responsável por incentivar o intercâmbio entre arquitetos japoneses com europeus e norte-americanos. Atualmente, suas obras não estão apenas no Japão, mas também na Espanha, na China, no Catar, nos Estados Unidos e na França. Centros de convenções, teatros, bibliotecas e sedes de bancos se destacam em seu portfólio. Sua primeira obra relevante foi a biblioteca pública de Oita - cidade natal de Isozaki -, construída em 1966.

Oscar Niemeyer e Paulo Mendes da Rocha também já ganharam o Pritzker

Após se consagrar como arquiteto, Isozaki decidiu voltar à Universidade de Tóquio para estudar engenharia civil. Na fase de engenheiro-arquiteto, o vencedor do Pritzker 2019 passou a investir em obras que exploravam elementos pré-fabricados de concreto. O Palau Sant Jordi, que construiu para as olimpíadas de 1992, em Barcelona-Espanha, é uma das construções icônicos deste período.

Museu-Gunma
Museu de arte moderna de Gunma, no Japão: escola brutalista predomina nas obras de Arata Isozaki. Crédito: Yasuhiro Ishimoto

Com o conhecimento em engenharia civil, Arata Isozaki afirma que mudou seus conceitos. “Passei a pensar mais a partir da maneira de construir do que me concentrar apenas na forma final do edifício”, diz. O engenheiro-arquiteto é o oitavo japonês laureado com o Pritzker. Dois brasileiros também já foram condecorados: Oscar Niemeyer, em 1988, e Paulo Mendes da Rocha, em 2006.

O Pritzker foi criado em 1979 pela família Pritzker, que comanda a Fundação Hyatt, em Chicago-EUA. O título é sempre concedido a um arquiteto vivo e em atividade. A honraria é também chamada de o “Oscar da arquitetura” ou o "Nobel de arquitetura". O vencedor de cada ano recebe um prêmio de 100 mil dólares e um medalhão de bronze. Isozaki sucede o indiano Balkrishna Doshi, que venceu o Pritzker de 2018.

Entrevistado
Fundação Hyatt, mantenedora do Pritzker Architecture Prize
(via assessoria de imprensa)
Contato: eunicekim@pritzkerprize.com

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330