Acordo busca padronizar calçadas e ciclovias no Brasil

Documento assinado no final de 2018 depende da destinação que será dada pelo ministério de Desenvolvimento Regional. Crédito: Governo Federal
Documento assinado no final de 2018 depende da destinação que será dada pelo ministério de Desenvolvimento Regional. Crédito: Governo Federal

Apesar de existirem pelo menos oito normas técnicas que dão diretrizes para a construção de calçadas e ciclovias, não há nenhum padrão nesse tipo de obra pelo Brasil afora. Para equacionar o problema, a Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) e a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) vão desenvolver um trabalho que resulte em normas técnicas específicas para o sistema construtivo de calçadas e ciclovias.

O termo foi assinado em dezembro de 2018 com o ministério das Cidades, mas é importante averiguar como ficará esse plano a partir do novo governo, já que o ministério das Cidades deixou de existir e foi incorporado pelo ministério de Desenvolvimento Regional. Pelo acordo, serão estabelecidos sistemas construtivos efetivos para que os investimentos sejam planejados e empregados corretamente, com infraestruturas sólidas e resistentes, traçados seguros e adequados, além de durabilidade e economia na manutenção.

Segundo o presidente da ABCP, Paulo Camillo Penna, o objetivo é que as prefeituras tenham instrumentos para monitorar e propiciar equipamentos urbanos com maior durabilidade, menor desperdício na fase de construção e que atendam as normas técnicas. “A padronização levará a uma melhor gestão das verbas públicas destinadas a projetos de calçadas e ciclovias. Além disso, quanto mais adequado às normas técnicas e aos sistemas construtivos, mais investimentos em obras poderão ser feitos”, diz.

O vice-presidente da ABNT, Mario William Esper, explica que a normalização é fundamental, pois define parâmetros de como fazer, executar e usar as infraestruturas. “Adotar esses padrões previne acidentes e gera maior segurança aos usuários. É importante a certificação, para que a norma técnica seja de fato cumprida”, explica. Outra meta do acordo é oferecer suporte às prefeituras para que elas propaguem o transporte ativo, estimulando os pedestres a caminharem e também o uso de bicicletas.

Normalização existente será referência para o estudo encomendado no fim de 2018

O acordo encabeçado pela ABCP e pela ABNT deverá criar uma norma técnica que leve em conta as já existentes, e que tratam da acessibilidade e de sistemas construtivos que usam pavimentos com peças de concreto. Entre elas:
ABNT NBR 9050 - Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos ABNT NBR 16537 - Acessibilidade - Sinalização tátil no piso - Diretrizes para elaboração de projetos e instalação
ABNT NBR 15953 - Pavimento Intertravado com Peças de Concreto – Execução
ABNT NBR 9457 - Ladrilho Hidráulico – Especificação
ABNT NBR 9458 - Assentamento de Ladrilho Hidráulico
ABNT NBR 9457 - Ladrilho Hidráulico - Formatos e Dimensões
ABNT NBR 15805 - Placa de Concreto para Piso - Requisitos e métodos de ensaio
ABNT NBR 16416 - Pavimentos Permeáveis de Concreto - Requisitos e Procedimentos

Um dos principais defensores de que o poder público estabeleça a regulamentação de calçadas e ciclovias é o arquiteto e paisagista Benedito Abbud. Segundo ele, em boa parte dos municípios brasileiros, sobretudo nas capitais, essa responsabilidade é do morador. O resultado são pavimentos irregulares, sem padronização, o que acaba gerando uma visão negativa do ambiente urbano. “A cidadania passa pelas calçadas, pois consta na Constituição o direito de ir e vir com segurança. Se é lei, o poder público é quem deve instalar esses equipamentos e preservá-los”, prega.

Entrevistado
Ministério das Cidades, Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) e Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT)

Contato: cidades@abcp.org.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Diagnóstico

O que são vistoria, inspeção, auditoria, perícia e consultoria?

Diagnóstico
Diagnóstico de uma edificação deve obedecer a seguinte sequência: vistoria, inspeção, auditoria, perícia e consultoria. Crédito: Divulgação

Na engenharia civil, vistoria, inspeção, auditoria, perícia e consultoria são termos usados diariamente. Por isso, é importante saber a diferença entre cada um deles.  Muitas vezes, um engenheiro é convocado para fazer uma perícia em uma edificação, mas, na verdade, o que o cliente quer é uma vistoria. Ou então, o profissional é chamado para uma inspeção, quando, de fato, o solicitado é uma consultoria, como explica Alex de Souza Cardoso, especialista em engenharia diagnóstica.

Em palestra para a Estude AE, que oferece cursos online para engenheiros civis e arquitetos, Alex de Souza Cardoso define vistoria, inspeção, auditoria, perícia e consultoria como ferramentas da engenharia diagnóstica. Ele também busca sinônimos para explicar melhor o que cada termo significa. A consultoria, por exemplo, é uma prescrição. Já a perícia examina e apura, enquanto a auditoria é o atestamento. Inspeção pode ser entendida como análise e vistoria como a constatação do problema.

O engenheiro civil explica que essas são premissas básicas que precisam também ser conhecidas não apenas pelos profissionais da engenharia diagnóstica, mas também pelos usuários das edificações, principalmente síndicos de condomínios. Além disso, cada uma dessas ferramentas vai exigir do especialista um determinado tipo de conhecimento técnico, assim como maior ou menor tempo de trabalho. Também irá definir se haverá a necessidade de uma equipe multidisciplinar para o trabalho, o que impactará no custo do serviço.

Alex de Souza Cardoso alerta que o diagnóstico em uma edificação não pode ter quebra de etapas. “É como uma escada, em que se avança degrau por degrau. Primeiro se faz a vistoria, depois a inspeção, a auditoria, a perícia e a consultoria. Todas estão integradas e os dados coletados servirão para a emissão de um laudo, onde o especialista fará quatro análises: profilaxia, para prevenir patologias da construção; diagnóstico, identificando as patologias encontradas; prognóstico, onde vai estimar a evolução do problema, e prescrição técnica, a qual indicará o tratamento para eliminar a patologia”, explica.

Quando o assunto é obra, não há um único tipo de vistoria nem de inspeção

No caso de vistoria e inspeção, há variáveis: a vistoria cautelar de vizinhança, a vistoria de entrega e recebimento de obra e a inspeção de procedência predial. No primeiro caso, trata-se do trabalho de constatação e tem como objetivo registrar a situação de segurança e de conservação dos imóveis que já existem ao redor da uma obra ainda a ser construída. Deve atender a ABNT NBR 12722/1992 - Discriminação de serviços para construção de edifícios.

Quanto à vistoria de entrega e recebimento de obra, ela tem o objetivo de constatar a plena conclusão da edificação. Se enquadra em três normas técnicas: ABNT NBR 5671 - Participação dos Intervenientes em Serviços e obras de Engenharia e Arquitetura; ABNT NBR 14037 - Manual de Uso, Operação e Manutenção da Edificação, e a ABNT NBR 5674 - Manutenção de Edificações - Procedimentos.

Já a inspeção de procedência predial propicia a completa avaliação da edificação em uso, relacionada à manutenção, operação, uso, garantia, reforma, vida útil de projeto, anomalia endógena e desempenho. A fase ideal para que aconteça são os cinco primeiros anos de existência da edificação, considerado o melhor momento para incentivar os bons hábitos de uso e manutenção. O principal objetivo é evitar reclamações e conflitos jurídicos entre condomínios, construtoras e incorporadoras.

Leia o conteúdo da vídeo-aula de Alex de Souza Cardoso. Clique aqui.

Entrevistado
Reportagem com base em vídeo-aula sobre engenharia diagnóstica, concedida pelo engenheiro civil Alex de Souza Cardoso, na Estude AE

Contato: contato@estudeae.com.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Lei que regulamenta o distrato muda mercado imobiliário

Publicada no Diário Oficial da União no dia 28 de dezembro de 2018, a Lei do Distrato promete mudar o mercado imobiliário brasileiro. O texto da legislação incentiva a compra responsável, como destaca Flavio Amary, presidente do Secovi-SP. “A aprovação da medida tem decisiva importância para devolver maior segurança jurídica a todos os envolvidos na produção, venda, financiamento e aquisição de bens imóveis. Seu maior mérito é o reforço do vínculo contratual e o estímulo à compra responsável. Além disso, diminui as incertezas que o não-pagamento do preço trazia aos demais participantes adimplentes, às empresas e aos agentes financeiros”, diz.

O projeto de lei tramitava no Congresso Nacional desde 2015. O texto final foi sancionado sem vetos. Ele determina que metade do valor pago pelo comprador seja retido pela incorporadora se o contrato de venda for desfeito e o imóvel estiver no regime conhecido como patrimônio de afetação, no qual é criada uma empresa para tocar o empreendimento, com patrimônio separado da construtora. Nos demais casos, a penalidade será de 25%. A lei também permite que as construtoras possam atrasar em até 180 dias a entrega do imóvel sem serem penalizadas. Se esse prazo for ultrapassado, o cliente poderá cancelar a compra e receber o valor integral pago.

Para o presidente do SindusCon-SP, José Romeu Ferraz Neto, a lei restabelece o equilíbrio nas transações comerciais de empreendimentos imobiliários. “Nos negócios imobiliários ficaram definidas com precisão as obrigações das partes e os ressarcimentos devidos nos casos de desistência do comprador do imóvel novo e de atraso na entrega da obra pelo vendedor. Será reinstituído o equilíbrio na comercialização dos empreendimentos imobiliários, dando segurança jurídica para construtoras e incorporadoras continuarem concretizando o maior sonho das famílias brasileiras: a casa própria”, comenta.

Contratos devem trazer quadro-resumo com as condições das negociações

A última emenda acrescentada ao projeto de lei, antes que fosse definitivamente votado no Congresso Nacional, obriga os contratos a apresentarem um quadro-resumo com as condições das negociações, que deve ter informações como preço, taxa de corretagem, forma de pagamento, índice de correção monetária, taxas de juros e as consequências da rescisão do contrato. Com isso, segundo o relator, incorporador e comprador não mais poderão alegar desconhecimento das principais obrigações contratadas.

Para o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, a Lei do Distrato deve favorecer a ampliação do investimento e a consequente geração de novos empregos. “O setor imobiliário precisava de regras mais claras que punissem os que não cumprem os contratos, sejam eles compradores ou construtores. A legislação aprovada estabelece isso de forma clara. As novas normas reduzirão o litígio e a especulação no mercado imobiliário, beneficiando os consumidores adimplentes e os negócios jurídicos”, avalia.

Veja os principais pontos da Lei do Distrato

Para construtoras e incorporadoras

  • O atraso de até 180 dias para a entrega do imóvel vendido na planta não gerará ônus para a construtora.
  • Se o atraso na entrega das chaves for maior que 180 dias, o comprador poderá desfazer o negócio e terá direito a receber tudo o que pagou de volta, além da multa prevista em contrato, em até 60 dias.
  • O comprador pode optar por manter o contrato no caso de atraso, com direito a indenização de 1% do valor já pago.
  • É vedada a cumulação de multa moratória com a compensatória em favor do comprador.

Para os compradores

  • O inadimplente é punido com multa compensatória de 25% do valor pago ou, se houver patrimônio de afetação, com multa de até 50%.
  • O comprador perderá integralmente os valores pagos a título de comissão de corretagem.
  • O comprador inadimplente terá de arcar com despesas de fruição do imóvel, se já tiver sido entregue.
  • Em caso de arrependimento, o comprador terá prazo de 7 dias a partir da assinatura do contrato.
  • A rescisão do contrato permitirá que o comprador tenha de volta o valor pago, decrescido dos encargos decorrentes da inadimplência, após 180 dias do distrato ou, se houver patrimônio de afetação, após 30 dias da obtenção do “habite-se” da construção.

Entrevistado
Secovi-SP, SindusCon-SP e CBIC
(via assessoria de imprensa)

Contatos
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Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Fronteira Brasil-Paraguai ganhará duas novas pontes

ponte estaiada
Projeção de como ficará a ponte estaiada que ligará Foz do Iguaçu, no Brasil, a Puerto Presidente Franco, no Paraguai
Crédito: Itaipu Binacional

Dia 21 de dezembro de 2018 foi assinado o termo que autoriza a construção de duas novas pontes entre o Brasil e o Paraguai. Uma das novas estruturas ligará Foz do Iguaçu-PR, do lado brasileiro, a Puerto Presidente Franco, em território paraguaio. O empreendimento ficará distante cerca de 8 quilômetros da Ponte da Amizade, inaugurada há 53 anos, e hoje a principal ligação rodoviária entre os dois países.

A outra ponte será construída entre a cidade de Porto Murtinho, em Mato Grosso do Sul, e Carmelo Peralta, no Paraguai. As duas estruturas serão financiadas pela Itaipu Binacional.  A parte brasileira custeará a ponte em Foz do Iguaçu. Já a gestão paraguaia da hidrelétrica vai financiar a ponte na divisa com o Mato Grosso do Sul. A previsão é de que as obras tenham início ainda em 2019. O prazo de conclusão é de 3 anos.

A ponte entre Foz de Iguaçu e Puerto Presidente Franco tem orçamento e já foi licitada e contratada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura (Dnit). Custará 302,5 milhões de reais. Além da estrutura sobre o rio Paraná será construído um anel viário de 15 quilômetros - o Perimetral Leste -, que ligará a nova ponte com a BR 277 e a aduana da Argentina. Essa obra está estimada em 104 milhões de reais, e também será bancada pela Itaipu Binacional.

O projeto da ponte entre Foz de Iguaçu e Puerto Presidente Franco - vizinho a Ciudad del Este - prevê que ela seja estaiada, com duas torres de sustentação de 120 metros de altura, e tabuleiro em concreto protendido. A pista será simples, com 3,70 metros de largura, e acostamento de 3 metros, além de calçada de 1,70 metro. A ponte terá extensão de 760 metros, com vão livre de 470 metros. A estimativa é que as obras comecem em março de 2019.

Itaipu Binacional tem prerrogativas para custear obras de infraestrutura

Já o projeto ligando Porto Murtinho e Carmelo Peralta será integrado ao Corredor Rodoviário Oceânico, que pretende começar na região centro-oeste do Brasil, atravessar o Paraguai de leste a oeste e se conectar com o norte do Chile, criando uma saída do Brasil para o Oceano Pacífico. Essa ponte vai transpassar o rio Paraguai e terá as mesmas características arquitetônicas da que será erguida em Foz do Iguaçu. O orçamento também é semelhante.

A Itaipu Binacional poderá custear as obras baseada em atos constitutivos criados desde a sua fundação, em 1974. Eles permitem que a empresa invista recursos em projetos que objetivam desenvolver infraestruturas relacionadas ao bem-estar da comunidade local e ao desenvolvimento regional dos 16 municípios (15 paranaenses e 1 sul-matogrossense) que tiveram áreas alagadas para a formação do reservatório. O governo brasileiro também avalizou os projetos através de parecer da Advocacia-Geral da União (AGU), assinado no dia 17 de dezembro de 2018. 

Quando a nova ponte ficar pronta, a Ponte da Amizade será usada apenas por veículos menores e ônibus de turismo. Inaugurada em 1965, a estrutura em concreto armado recebe atualmente fluxo diário de 1.600 veículos, incluindo caminhões.

Entrevistados
Departamento Nacional de Infraestrutura (Dnit) e Itaipu Binacional
(via assessorias de imprensa)

Contatos
imprensa@itaipu.gov.br
imprensa@dnit.gov.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

USP

USP é a 1ª em empregabilidade na América Latina

USP
Campus da USP na cidade de São Paulo-SP: universidade ocupa 90º lugar em ranking global de empregabilidade. Crédito: George Campos/USP Imagens

A USP (Universidade de São Paulo) é a universidade latino-americana melhor colocada no Global University Employability Ranking 2018, que classifica as 150 instituições de ensino superior que formam os profissionais mais procurados pelos empregadores. No mundo, o topo da lista é ocupado por universidades norte-americanas: a Universidade de Harvard (1º lugar), o Instituto Tecnológico da Califórnia (2º) e o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (3º).

O ranking é elaborado pela Times Higher Education (THE), em parceria com a consultoria Emerging, desde 2015.  Para a edição 2018, a pesquisa ouviu cerca de 7 mil diretores de empresas de 22 países. A Universidade de São Paulo ocupa o 90º lugar na lista global. Apenas outras duas escolas latino-americanas aparecem entre as 150: o Instituto Tecnológico de Estudos Superiores de Monterrey (México), no 98º lugar, e a Universidade de Buenos Aires, que ocupa a 141ª colocação.

Foram pesquisadas 250 universidades de 41 países. Outras duas escolas do Brasil apareceram na lista de empregabilidade, entre a 150ª e a 250ª posição. São a Fundação Getúlio Vargas (170ª) e a Universidade de Campinas (239º). A USP se destaca sobre as demais do continente latino-americana pelas graduações de engenharia da Escola Politécnica. Entre as 1.000 melhores escolas de engenharia do mundo, 21 estão no Brasil. As melhores do país continuam sendo a USP e a Unicamp.

Conheça as 5 mais conceituadas universidades pelas empresas globais, e por quê

1. Universidade de Harvard
A Universidade de Harvard é a faculdade mais antiga e possivelmente a mais prestigiada dos Estados Unidos, com uma reputação de admitir e produzir estudantes altamente inteligentes e habilidosos. Mais de 30 chefes de estado são ex-alunos de Harvard e a universidade também possui 48 ganhadores do prêmio Nobel e 48 ganhadores do Pulitzer. Como muitas escolas favorecidas pelos empregadores, Harvard também tem uma longa história PD&I (Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação), além de oferecer atividades extracurriculares, que vão desde atividades esportivas ao empreendedorismo.

2. Instituto de Tecnologia da Califórnia (CalTech)
Não é surpresa que o Instituto de Tecnologia da Califórnia - considerado uma das melhores universidades do mundo - também esteja encabeçando a lista de empregadores internacionais. Os alunos são admitidos com base em fortes habilidades de matemática, ciências e engenharia. Os alunos do CalTech não só aprendem os fundamentos de uma série de disciplinas científicas e de engenharia, mas também aprendem as ferramentas mais inovadoras para abordar alguns dos desafios mais prementes da sociedade. A população estudantil do CalTech é pequena em comparação com outras faculdades - uma das menores do mundo, com pouco mais de 1.000 alunos de graduação e 1.200 pós-graduados. Esta comunidade próxima permite excelentes relações entre tutores e funcionários.

3. Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT)
Além de seus cursos líderes mundiais, o Massachusetts Institute of Technology também oferece programas de aprimoramento de carreira para estudantes universitários e líderes setoriais. Além disso, muitas empresas têm um envolvimento significativo com cursos universitários e pesquisas desenvolvidas no MIT. Alunos, ex-alunos e membros do corpo docente do MIT desempenham papéis-chave em inovações empresariais, incluindo o desenvolvimento de redes avançadas de computadores, a proteção de transações de capital de risco e a biotecnologia.

4. Universidade de Cambridge
A Universidade de Cambridge, no Reino Unido, está entre as melhores e mais prestigiadas universidades do mundo. Sua história remonta ao século 13, quando a universidade foi fundada por estudiosos de Oxford que se refugiaram após conflitos com os habitantes da cidade. Agora, seus graduados são globalmente procurados pelas empresas, valorizados especialmente por seu conhecimento especializado.

5. Universidade de Stanford
Com sua proximidade com o Vale do Silício, a Universidade de Stanford é um bom campo de treinamento para estudantes que buscam ingressar na indústria de tecnologia. Os ex-alunos de Stanford fundaram muitas empresas de sucesso, incluindo Google, Nike, Netflix, Hewlett-Packard, Sun Microsystems, Instagram e Charles Schwab. Os graduados também fundaram organizações sem fins lucrativos, como Kiva e SIRUM.

Entrevistado
Reportagem com base no relatório Global University Employability, da Times Higher Education, sobre as universidades que mais geram empregabilidade no mundo

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concreto e eletricidade

No futuro, estruturas de concreto vão armazenar energia

concreto e eletricidade
Concreto capaz de armazenar e transmitir eletricidade pode agregar novas funções às obras estruturais das cidades. Crédito: Divulgação

Edifícios, pontes, viadutos, postes de iluminação e até meios-fios construídos em concreto podem, futuramente, funcionar como baterias para armazenar energia. A pesquisa em curso na Universidade Lancaster, no Reino Unido, em parceria com a Universidade Tecnológica de Sydney, na Austrália, mostra que isso é possível. Cientistas desenvolvem compósitos à base de íons de potássio que, agregados ao Cimento Portland, desencadeiam reações químicas quando o insumo recebe água para se transformar em concreto. O material ganha condutividade e capacidade de armazenar energia elétrica. Nos testes realizados em laboratório, cada 5 centímetros cúbicos de concreto se mostrou capaz de armazenar entre 200 watts e 500 watts de energia.

Os compósitos à base de íons de potássio são chamados de KGP. Trata-se de elementos que dispensam aditivos complexos, ao contrário do que acontece com outros materiais da família de concretos inteligentes, que utilizam grafeno e nanotubos de carbono. Os estudos são coordenados pelo professor Mohamed Saafi, do departamento de engenharia da Universidade de Lancaster. “Mostramos pela primeira vez que as misturas de KGP no cimento podem ser usadas para criar uma maneira mais barata de armazenar e fornecer energia renovável, para alimentar a iluminação pública, semáforos e pontos de carregamento de veículos elétricos, por exemplo”, explica Saafi.

Concreto inteligente também emite alertas sobre patologias como trincas, fissuras e rachaduras

Outro exemplo usado pelo professor da Universidade de Lancaster mostra que as casas que tenham paredes construídas com o tipo de concreto inteligente que está em desenvolvimento poderão ser conectadas a painéis solares e atuarem como fontes de armazenamento de energia. “Elas seriam capazes de absorver energia durante o dia e abastecer a casa à noite”, cita Mohamed Saafi, para quem a principal aplicação deste tipo de concreto se dará nas obras que utilizem impressão 3D. Ele delineia essa parte da pesquisa no artigo publicado na revista científica “Composite Structures” (Estruturas Compostas), intitulado “Compósito cimentício geopolimétrico inerentemente multifuncional como armazenamento de energia elétrica e material estrutural auto-sensitivo”.

Outro benefício destacado pela pesquisa britânica é que o concreto inteligente com capacidade de armazenar energia também pode transmitir dados sobre suas condições estruturais. “Patologias como trincas, fissuras e rachaduras mudam o comportamento mecânico e afetam a condutividade do material. Essas mudanças podem ser detectadas e, portanto, alterações no concreto permitem verificar mudanças na saúde estrutural das obras, sem a necessidade de sensores adicionais”, escreve Mohamed Saafi, que completa: “Atualmente, a integridade das estruturas em concreto é monitorada por inspeções visuais. Com o material que estamos testando teremos alertas instantâneos e precisos quando surgirem defeitos.”

Leia o artigo publicado na “Composite Structures” (Estruturas Compostas). Clique aqui.

Entrevistado
Reportagem com base em publicação da University of Lancaster, sobre pesquisa liderada pelo professor Mohamed Saafi

Contato: m.saafi@lancaster.ac.uk

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Construcao 4.0

“Construção 4.0” é um processo que exige passo a passo

Construcao 4.0
Palestra sobre “Construção 4.0” mostra que o processo deve ser implantado por etapas pelas construtoras. Crédito: Cia. de Cimento Itambé

O processo de Lean Construction (construção enxuta, em livre tradução), que busca minimizar o desperdício e criar uma excelência operacional durante o processo de execução da obra, serve para separar o joio do trigo e mostrar se a empresa está pronta para etapas mais ousadas, como a adesão à “Construção 4.0. Antes de pensar em impressão 3D, inteligência artificial, análise de Big Data, Internet das Coisas (IoT) e BIM (Building Information Modeling), a construtora precisa eliminar atividades que não agregam valor e criar uma sistematização dentro do canteiro de obras, em conjunto com os fornecedores. “Não adianta pensar na robótica se ainda houver processos ruins e arcaicos na construtora”, define Daniel Jardim, gerente para a indústria de construção civil e equipamentos da consultoria Porsche Consulting - ligada ao grupo Volkswagen e focada no desenvolvimento da “Construção 4.0”.

Daniel Jardim palestrou na M&T Expo 2018, e disse que o conceito de “Construção 4.0” se baseia na premissa de que as empresas de construção devem estar um passo à frente. “Mesmo sendo uma indústria tradicional, e com um negócio estabelecido, é necessário se adaptar e inovar para continuar no mercado. Isso significa que a Construção 4.0 se trata de um processo baseado em zero desperdício, em excelência operacional, que inclui tanto o homem quanto as máquinas e os materiais. Não adianta pensar em digitalizar, se ainda houver um processo ruim”, explica Daniel Jardim, assegurando que a adoção de métodos como a Lean Construction permite que a empresa entenda as etapas que devem ser automatizadas.

Brasil tem iniciativas importantes voltadas ao enxugamento de desperdícios em obras

O consultor destacou que no Brasil existem iniciativas importantes de construtoras que entenderam a necessidade de enxugar desperdícios para se aproximar da inovação. “Vemos uma aproximação cada vez maior dessas empresas com programas para inovação interna, conexão com núcleos universitários e startups”, avalia Jardim, ao dizer que essas construtoras se aproximam de uma tendência mundial. “No mundo, as principais construtoras já começam a incorporar uma grande variedade de novas tecnologias ao seu planejamento estratégico, como, por exemplo, sensores, realidade aumentada e realidade virtual, que ajudam os engenheiros a melhorarem o projeto”, completa.

Daniel Jardim enfatizou em sua palestra que a eficiência dos processos abre caminho para a implantação de conceitos 4.0 na cadeia produtiva da construção civil. "O uso de tecnologia disruptiva baseada em dados, incluindo inteligência artificial, IoT, Data Analytics e Cloud, pode revolucionar a gestão, agregando valor à obra”, diz Jardim, que finalizou sua exposição citando um case: “Atualmente, existem aplicativos que permitem, por exemplo, a gestão dos processos por QR Codes, que são impressos e distribuídos em locais específicos de execução na obra. Assim, há uma atualização online das etapas e a comunicação é feita em tempo real entre todos os envolvidos no projeto.”

Entrevistado
Reportagem com base na palestra de Daniel Jardim, gerente para a indústria de construção civil e equipamentos da consultoria Porsche Consulting, durante a 10ª edição da M&T Expo 2018

Contato: info@mtexpo.com.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Na era do “faça você mesmo”, conheça seu público

Qual o tipo de cliente que frequenta sua loja de material de construção? Saiba que há três tipos: o que constrói, e que busca comprar insumos como cimento, cal, areia, blocos de concreto, esquadrias, argamassas, telhas, materiais elétricos e hidráulicos, etc. Tem o que reforma, e que geralmente está atrás de soluções de acabamento, como metais, revestimentos cerâmicos, rejuntes, tintas, entre outros, e há também o que decora. Esse busca conveniências, como tapetes, utensílios domésticos e facilidades para o dia a dia.

Em todos esses grupos se enquadra também o adepto do “faça você mesmo”, segmento que cresce entre os consumidores de materiais de construção. Por isso, a loja precisa estar preparada para recebê-los. Segundo estudo do Sebrae, os lojistas de pequeno e médio porte têm que conhecer em quais nichos seu estabelecimento melhor se encaixa, a fim de priorizá-los. Variedade de marcas também é relevante. Mesmo a loja que atende apenas um tipo de cliente precisa apresentar opções. Motivo: existem pessoas que não têm boas experiências com certas marcas e resolvem mudar.

Por isso, apresentar alternativas ao cliente é importante para fidelizá-lo. É igualmente relevante criar atrativos, como descontos para produtos estratégicos, e pensar no público feminino, que pede lojas mais sofisticadas e com variedade de produtos. Neste caso, é bom ter boas parcerias com fornecedores. O lojista não pode apenas observar o preço, mas a credibilidade e a qualidade do produto, além de verificar se o fornecedor entrega no prazo. É necessário também ter um bom controle do estoque. Nunca a loja deve transmitir a aparência de que está vazia. Reponha as prateleiras diariamente.

Consumidor busca consultor que indique o melhor produto para suas necessidades

Na outra ponta, é relevante focar no atendimento. Na era do “faça você mesmo”, há muitos consumidores que não buscam vendedores, mas consultores. Por isso, é importante investir em treinamento. Atendentes que oferecem o produto certo para a necessidade do cliente criam um vínculo de confiança. “Em qualquer setor, mas, sobretudo, no de material de construção, especialização é decisiva para atrair e convencer o cliente a comprar”, define o conferencista Luiz Freitas.

Para o presidente da Anamaco, Cláudio Elias Conz, hoje quem entra numa loja para comprar material de construção se comporta da mesma forma como um consumidor que vai a um ponto de venda de eletroeletrônicos. “A busca por novidades é igual. A tecnologia, a variedade e o conforto fazem parte da decisão de compra da mesma forma”, afirma, completando que há um novo consumidor e que é preciso se adaptar a ele. “O cliente está cada vez mais exigente. Cada vez mais ele pesquisa, procura entender do produto, seja dentro da própria loja ou por meio da internet ou de seu smartphone”, analisa.

Entrevistado
Reportagem com base no guia “Dicas para Vender Mais”, da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco)

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Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Quais serão as profissões do futuro na construção civil?

Nos próximos 11 anos, a construção civil deverá agregar pelo menos cinco novas profissões na área de planejamento e no canteiro de obras. É o que aponta o 8º Mapa do Ensino Superior, divulgado pelo Semesp (Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior). A projeção vai de encontro ao que prevêem consultores de recursos humanos. Entre as profissões que devem ganhar espaço nas construtoras, empreiteiras e incorporadoras estão o de gestor de novos negócios em inteligência artificial, gestor de resíduos, especialista em impressão 3D de grande porte, engenheiro climático e técnico de manutenção de robôs.

São especializações às quais os engenheiros civis podem se encaixar. No caso do gestor de novos negócios em inteligência artificial, a função será desenvolver projetos que melhorem a área de suprimentos, de planejamento e de segurança no canteiro, a fim de mitigar o risco de atrasos no cronograma. Para a função, é preciso ter conhecimento de programação e de gestão de obras. Já o gestor de resíduos deve pensar em estratégias que dêem o direcionamento correto aos descartes do canteiro de obras, além de viabilizar o encaminhamento dos resíduos para a reciclagem, transformando-os em fonte de renda.

No caso do especialista em impressão 3D para obras de grande porte, a aposta é de que futuramente esse se torne um ramo da engenharia civil e da construção industrializada do concreto. A tecnologia tende a abraçar a construção de pontes, viadutos, túneis e ferrovias, além de estruturas para usinas eólicas, hidrelétricas e rodovias que usem pavimento rígido. É uma especialidade que, assim como a do gestor de inteligência artificial, tende a andar casada com a de técnico de manutenção de robôs. A previsão é de que as máquinas substituam a mão de obra em várias funções dentro do canteiro de obras, e será necessário alguém que as conserte quando precisarem de reparo ou manutenção.

Mais de dez áreas serão impactadas pela transformação em curso do mercado de trabalho

Outra nova profissão que deve se agregar à construção civil é a de engenheiro climático. Com conhecimento em meteorologia e microclimas, ele poderá influenciar em projetos arquitetônicos, orientando sobre os materiais que melhor cumpram desempenho térmico em determinada região. Além disso, poderá desenvolver relatórios que apontem a vulnerabilidade de certas áreas a desastres climáticos e suas consequências, como desmoronamentos, deslizamentos e enchentes. Isso fornecerá subsídios de prevenção ao projeto-executivo.

O estudo que consta do 8º Mapa do Ensino Superior abrange mais de uma dezena de áreas que devem ser impactadas por novas profissões: educação, humanidades e artes, ciências sociais, negócios e direito, ciências, matemática e computação, engenharia, produção e construção, agricultura e veterinária, saúde e bem-estar social, e serviços. O levantamento teve como base os dados fornecidos por relatórios de Big Data Analytics e analistas de recursos humanos.

Entrevistado
Reportagem com base em projeções do 8º Mapa do Ensino Superior, divulgado pelo Semesp (Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior)

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Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Compliance entra aos poucos na rotina da construção civil

Emerson Melo
Emerson Melo, da KPMG Brasil: Na construção civil, 47% dos executivos desconhecem programas de compliance. Crédito: Ofício da Imagem

No Brasil, práticas de compliance são relativamente novas dentro das empresas da cadeia produtiva da construção civil. Começaram a ser adotadas em 2015. Hoje, 73% das corporações do setor reconhecem a importância do compliance, mas poucas ainda aplicam. Segundo a terceira edição da pesquisa “Maturidade do Compliance no Brasil”, realizada pela consultoria KPMG, 80% das corporações nacionais ainda não possuem comitê de ética e compliance. Por outro lado, entre as empresas que decidiram praticar compliance, 83% têm o CEO à frente da gestão.

Para Emerson Melo, sócio da KPMG Brasil, e que coordenou a pesquisa, há ainda uma longa jornada para alcançar a excelência, mas existem esforços significativos, e que valem a pena para as empresas que já adotam tais práticas. “A função de compliance deve ser encarada como uma vantagem competitiva, pois fortalece a credibilidade e a confiança da empresa, além de estimular o comportamento e a conduta ética nos negócios. Também abre canais para investimentos, possibilitando que as organizações consigam taxas mais equilibradas de crédito e financiamento”, diz.

Já para as corporações que estudam ter um programa de compliance, Melo faz algumas recomendações, como a de que uma estrutura de governança, risco e compliance (GRC) deve ter autonomia e independência dentro da empresa. Outra medida é que haja um canal de denúncia independente, e que garanta confidencialidade, sigilo e proteção ao denunciante. “Essa última medida é bastante eficaz para a identificação mais ágil de potenciais desvios de conduta. Algumas empresas que adotaram esse tipo de ação conseguiram realizar ajustes mais rápidos de processos e controles internos e reduzir perdas”, conta.

Entre os executivos da construção, 47% ainda desconhecem programas de compliance

A pesquisa realizada pela KPMG Brasil ocorreu entre 2017 e 2018, com 50 empresas localizadas nas cinco regiões do país. Na opinião de Melo, entre as que possuem programa de compliance, as mais evoluídas estão no nível 2 e ainda distantes do nível 3, que seria o ideal em termos de governança corporativa. Para Emerson Melo, muito tem que ser feito ainda. “No setor da construção civil, 47% dos executivos das empresas ainda desconhecem programas de compliance. Já entre os que sabem do que se trata, 65% reconhecem que a governança corporativa e o compliance são essenciais dentro de uma companhia”, observa.

Na opinião do sócio da KPMG Brasil, as empresas devem iniciar essa transformação, independentemente do ambiente externo, tornando-se protagonistas deste movimento. “As companhias que começam o programa de compliance tornam-se mais competitividades em relação às empresas que ainda não implantaram essas práticas. Além disso, a repercussão de casos de corrupção, que levaram empresas conceituadíssimas a crises agudas, acelerou ainda mais a necessidade de aprimorar e transformar os modelos de governança e a conduta ética nos negócios e sociedade”, acrescenta.

Veja a íntegra da pesquisa Maturidade do Compliance no Brasil. Clique aqui.

Entrevistado
Reportagem com base na palestra do economista Emerson Melo, sócio-líder da prática de compliance da KPMG no Brasil, durante a 10ª edição da M&T Expo 2018

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Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330