Construtoras estancam desemprego e planejam contratar

Para 2019, segundo dados do SindusCon-PR, 53% das empresas pensam em manter quadros e 40% querem ampliar vagas

Marcos-Kahtalian
Marcos Kahtalian, do SindusCon-PR: empresários estão pensando em investir e precisarão contar com mais trabalhadores
. Crédito: Cia. Cimento Itambé

Números apresentados pelo SindusCon-PR revelam que as construtoras trocaram o verbo demitir pelo contratar. Em sondagem feita com 200 empresas filiadas ao sindicato, 53% apontaram que pretendem manter seu atual quadro de funcionários, com possibilidade de contratação em 2019, e 40% afirmaram que estão convictas de que vão precisar abrir novas vagas no ano que vem. “Esta é uma informação muito positiva, e significa que os empresários estão realmente pensando em investir e, para isso, precisarão contar com mais trabalhadores”, destaca Marcos Kahtalian, vice-presidente de banco de dados do SindusCon-PR.

A sondagem revela também que a intenção dos empresários que desejam contratar é de ampliar o quadro funcional em até 11%. A projeção permite estimar que, em 2019, poderão ser gerados de 5 mil a 6 mil novos postos de trabalho na construção civil de Curitiba e região metropolitana. Para Marcos Kahtalian, significa uma nova realidade para o setor a partir do ano que vem. “No Brasil, a construção civil perdeu mais de um milhão de empregos diretos no período da crise. Agora, está começando uma fase de recuperação. Só este ano já foram criadas quase 3 mil vagas (2.841 vagas) de janeiro a outubro, em Curitiba e região metropolitana”, informa o consultor do SindusCon-PR.

Entre as empresas entrevistadas, 47% são de pequeno porte, 32% de médio porte e 21% de grande porte. Boa parte (80%) atua na área de prestação de serviço, 11% com obras públicas e 9% são incorporadoras. O levantamento apontou que as incorporadoras e as empresas que atuam com obras públicas são as que mais pretendem contratar novos colaboradores no ano que vem. Outro dado relevante apresentado na sondagem é que 59% das empresas têm intenção de aumentar o nível de atividade no próximo ano. “São percentuais que mostram o ânimo dos empresários para o investimento. Muitos estavam com seus projetos engavetados e agora estão retomando seus lançamentos, voltando a gerar emprego”, explica Marcos Kahtalian.

Em Curitiba e região metropolitana, produção imobiliária será maior em 2019

A expectativa do SindusCon-PR é de que o mercado Imobiliário reaqueça em 2019, principalmente em Curitiba e região metropolitana. O ano de 2018 deve fechar com aproximadamente 13 mil unidades liberadas para construção, o que representa um aumento de 33% em relação ao ano passado (9.744). “Este dado nos ajuda a olhar para o futuro. Significa que teremos uma produção imobiliária maior em 2019”, prevê Kahtalian. O vice-presidente de banco de dados do sindicato revela ainda que a necessidade das construtoras de voltar a empreender é grande, pois o estoque de imóveis está baixo na capital paranaense. “O estoque de imóveis novos está muito baixo, com menos de 7 mil unidades verticais, das quais apenas 2.500 foram lançadas em 2018. Desse total de 7 mil, apenas 50% (3.500) estão efetivamente prontas para morar”, destaca.

Tradicionalmente, Curitiba vende todo ano aproximadamente 4 mil imóveis novos, ou seja, se os números se repetirem, a capital paranaense pode entrar 2019 sem oferta de imóveis novos prontos para morar. Além disso, existe a pressão da demanda e do ciclo demográfico. “Curitiba tem cerca de 2 milhões de habitantes, 700 mil famílias e faz todo ano 11 mil casamentos, além de 3.500 separações oficiais. Quer dizer, são pessoas e famílias que buscarão imóveis para morar“, finaliza Marcos Kahtalian.

Acompanhe o estudo completo realizado pelo SindusCon-PR. Clique aqui.

Entrevistado
Reportagem com base na entrevista coletiva concedida por Marcos Kahtalian, vice-presidente de banco de dados do SindusCon-PR

Contato: imprensa@sindusconpr.com.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330


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