Wi-fi na loja de material de construção amplia vendas
Pesquisa junto ao varejo, realizada nos Estados Unidos, na Alemanha e na Austrália, mostra novas estratégias para atrair o cliente

A pesquisa Riverbed Retail Digital Transformation Survey (reverberando a transformação digital no varejo) revela que o wi-fi ainda está pouco presente no espaço de venda das lojas de material de construção. Aquelas que liberam o sinal para os consumidores ampliam as oportunidades de se relacionar com os clientes e, consequentemente, aumentam as vendas.
A edição 2018 do estudo, que envolveu dados coletados em 2017, abrangeu o comércio de material de construção nos Estados Unidos, na Alemanha e na Austrália. A pesquisa mostrou que a maioria das lojas possui apenas o sinal liberado para seus funcionários, a fim de que eles possam acessar o estoque através de seus smartphones e, assim, agilizar a venda.
Quem já utiliza o wi-fi para alavancar as vendas consegue promover um marketing agressivo junto aos clientes. Os comerciantes realizam promoções-relâmpagos que o consumidor só consegue acessar de seu smartphone e entrando no site da loja. Há ainda as que fazem sorteios e possuem até vendedores virtuais, que podem atender o comprador diretamente pelo smartphone.
Atualmente, revela a pesquisa, apenas 26% das lojas nos países pesquisados usam o wi-fi como ferramenta de venda. Para elas, o volume de negócios cresceu 19% em 2017. Os resultados dos estudos foram compartilhados com os organismos de comércio de Estados Unidos, Alemanha e Austrália e causaram reações positivas nos lojistas. Veja:
• 51% prometeram liberar o sinal de wi-fi na loja.
• 49% asseguraram que vão ampliar o sinal para que a experiência do consumidor seja a melhor possível.
• 48% disseram que vão investir em aplicativos para se relacionar melhor com os clientes.
• 47% aprovaram a ideia de levar o espaço de venda para dentro do smartphone do cliente.
• 45% prometeram treinar seus colaboradores para usar o wi-fi como ferramenta de venda.
Subbu Iyer, SVP (senior vice-president) e CMO (chief marketing officer) da Riverbed Technology, afirma que o futuro das vendas nas lojas físicas está em alinhar o comércio presencial com as possibilidades digitais. “O estudo revela que a prosperidade dos varejistas de material de construção depende de saber usar a tecnologia na nuvem para manter o cliente em sua loja”, diz.
Sebrae usa dados da pesquisa no Brasil
No Brasil, o Sebrae Inteligência Setorial trabalha para adequar os dados da pesquisa às necessidades dos lojistas de material de construção do país. O uso de wi-fi como alavanca de venda em lojas físicas é muito restrito no mercado brasileiro. Hoje, ele se limita a boutiques especializadas em produtos como cerâmicas, porcelanatos e metais. Nestes espaços, os consumidores conseguem ter a experiência de ver como o material que ele pretende comprar vai ficar na parede de sua residência.
Subbu Iyer realça que apesar da Riverbed Retail Digital Transformation Survey ter se concentrado em Estados Unidos, Alemanha e Austrália, os conceitos que ela dissemina servem para todos os países que têm um mercado consolidado da construção civil, como é o caso do Brasil. “Para se manterem competitivos em 2018, os varejistas terão que repensar o uso do wi-fi em suas lojas, acoplado a estratégias que ajudem a transformar seus negócios”, conclui.
Veja a íntegra da pesquisa
Entrevistado
Reportagem com base no relatório da pesquisa Riverbed Retail Digital Transformation Survey
Contato: press@riverbed.com
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
“Corredor do agronegócio” deve ficar pronto em 2018
Duplicação do trecho entre as BRs 163 e 364 liga sul do Pará, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul com portos de Santos e Paranaguá

O projeto foi aprovado em 2010, as obras começaram em 2012, mas somente no final de 2018 é que o trecho de duplicação entre as BRs 163 e 364 - conhecido como “corredor do agronegócio” - deverá ser concluído. O traçado de quase 170 quilômetros permite que o escoamento da safra que vem do sul do Pará, passando pelo Mato Grosso e por Mato Grosso do Sul, alcance as rodovias de São Paulo e Paraná, rumo aos portos de Santos e Paranaguá.
Cerca de 70 quilômetros, entre Jaciara e Serra de São Vicente, no Mato Grosso, já estão concluídos. Segundo o superintendente do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) no estado, Orlando Fanaia Machado, os trabalhos se concentram agora no trecho de 60 quilômetros entre Jaciara e Rondonópolis-MT, cujas obras estão com um ritmo mais lento. Bem mais acelerado está o canteiro que opera no traçado entre a Serra de São Vicente e Cuiabá, que engloba 42 quilômetros de duplicação.
A obra nas BRs 163 e 364 corta muitos trechos de serra. Em umas delas, a serra dos Nobres, em Mato Grosso, ocorreu um atraso de dois anos. Nesta região, boa parte do traçado recebeu pavimento em concreto. Porém, erros de projeto e de estudos geológicos causaram fissuras e trincas no pavimento rígido, obrigando praticamente a reconstrução de 9 quilômetros. A atuação do Exército e da ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland) foi decisiva para a revisão do projeto e conserto da área danificada.

Os problemas ocorreram em 2014 e o trecho ainda está em reconstrução. Foram projetados muros de arrimo, cortinas atirantadas e serviços complementares de estabilização de taludes. A previsão é de que a duplicação na serra dos Nobres seja reaberta até junho de 2018. De acordo com o Dnit, estudos geológicos mais aprofundados detectaram que a região da serra da Caixa Furada - localizada dentro da serra dos Nobres - é uma localidade de transição de calcário e rochas, e ainda há presença de água. “É um ambiente de geologia instável. As obras de reforço foram necessárias para evitar novos desmoronamentos”, disse o superintendente do Dnit no Mato Grosso.
Arco Norte
Além da duplicação em seu trecho com maior tráfego de veículos, a BR-163 também está recebendo asfalto em todo a sua extensão de 955 quilômetros – boa parte dela no Pará. A pavimentação é executada pelo exército brasileiro. Em época de escoamento da safra agrícola, o trecho que interliga as BRs 163 e 364 recebe 1.500 caminhões por dia.
As duas rodovias também fazem parte do Arco Norte, ou seja, permitem que o escoamento da safra se dê pelos portos de Santos e Paranaguá, mas também pelos terminais portuários de Santarém e Barcarena, no Pará; Itacoatiara, no Amazonas, e São Luís, no Maranhão. Neste caso, a safra do Centro-Oeste vai por caminhão pela BR-163 até Miritituba-PA, onde é embarcada em hidrovias para um dos quatro portos, em uma viagem de quatro dias. De lá, a carga é transferida para grandes navios – a maioria da China.
Entrevistado
Superintendência regional do Dnit no estado do Mato Grosso (via assessoria de imprensa)
Contato: imprensa@dnit.gov.br
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Trump planeja investir US$ 1,7 trilhão em infraestrutura
Prioridades são reformas e construções de estradas e pontes, além de recursos para treinar mão de obra e erguer o muro na fronteira com o México
Em seu discurso anual para senadores e deputados, realizado em 30 de janeiro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu autorização para investir US$ 1,7 trilhão (cerca de R$ 5,6 trilhões) em infraestrutura, a partir de 2018. O pacote inclui construção e recuperação de estradas e pontes - tanto de transporte rodoviário como ferroviário -, além de dar solvência ao Highway Trust Fund, que permite empréstimos federais para financiar a construção de estradas. O plano de Trump também quer remover "restrições" às parcerias público-privadas, além de dar início à muralha de concreto na fronteira com o México.

A estratégia de Trump é contar com a participação da iniciativa privada em seu projeto de obras. Por isso, o plano promete desonerar o equivalente a US$ 200 bilhões (aproximadamente R$ 700 bilhões) em impostos federais para que o setor privado injete pelo menos US$ 1 trilhão nos investimentos em infraestrutura, promovendo parcerias com os estados. "Todo dólar que ficar livre de impostos federais deve ser alavancado para corrigir permanentemente nosso déficit de infraestrutura. A prioridade é construir novas estradas, pontes, vias férreas e vias navegáveis", disse.
Outra meta do programa de Trump é treinar a mão de obra da construção civil norte-americana. Com as restrições aos imigrantes, que ocupavam boa parte dos empregos no setor, estima-se que haja atualmente um déficit de 200 mil postos não preenchidos. Para convencer os jovens norte-americanos a trabalharem na construção civil é necessário ter bons salários como contrapartida. Isso só será possível treinando-os, para se adequarem às novas tecnologias e sistemas construtivos. "Vamos abrir escolas profissionalizantes para que nossos futuros trabalhadores possam aprender a arte da construção civil moderna em todo o seu potencial", discursou Trump.
Problemas e soluções
Outro lado do programa voltado para modernizar a infraestrutura norte-americana dedica financiamento para sistemas de transporte inovadores, como o Hyperloop. O plano tem seis pontos principais, que são:
- Incentivos para cidades e estados, a fim de que eles criem fluxo de receita dedicado para seus próprios projetos.
- Subsidiar recursos para os estados rurais, principalmente para investimentos destinados ao acesso à banda larga.
- Expansão dos programas existentes de empréstimos federais, através da Lei de Finanças e Inovação de Infraestrutura de Transportes (Transportation Infrastructure Finance and Innovation Act [TIFIA]) e do Programa de Financiamento de Reabilitação e Melhoramento de Estradas de Ferro (Railroad Rehabilitation & Improvement Financing [RRIF]).
- Investimento em projetos transformadores, como o Hyperloop, que vão precisar de estímulos fiscais para atrair financiamento privado.
- Desenvolvimento da mão de obra da construção civil, através de programas que garantam treinamento e preparo para as novas tecnologias e a indústria 4.0.
- Desburocratização para a aprovação de projetos voltados a obras de infraestrutura.
Já o que estimula o pacote de Trump são os seguintes pontos avaliados pelo Government Accountability Office (GAO) da Casa Branca, e que detectou os seguintes problemas no país:
- Os Estados Unidos ocupam o 10º lugar no mundo em qualidade da infraestrutura, de acordo com o Fórum Econômico Mundial.
- Uma (1,6 quilômetro) em cada cinco milhas (8 quilômetros) de pavimento de estrada dos EUA está em más condições.
- Desde 2014, os americanos perdem o equivalente a US$ 6,9 bilhões por ano com as horas desperdiçadas em congestionamentos nas estradas.
- Um terço das pontes dos Estados Unidos tem 50 anos ou mais.
- Os Estados Unidos enfrentam cerca de 240 mil interrupções por ano no abastecimento de água, por causa do rompimento de adutoras.
- As licenças ambientais nos EUA duram, em média, sete anos para serem liberadas.
Confira o discurso de Donald Trump no Congresso dos EUA
Entrevistado
Reportagem com base no relatório apresentado ao Congresso dos Estados Unidos, durante o discurso de Donaldo Trump, em 30 de janeiro de 2018
Contato: internships@ceq.eop.gov
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Mercosul libera construtoras para participar de licitações
Empresas nacionais poderão concorrer em condições de igualdade na Argentina, no Uruguai e no Paraguai. No Brasil, estrangeiros dependem da lei 8.666
Resolução do Mercosul assinada dia 21 de dezembro de 2017, na 51ª Cúpula dos Chefes de Estado do Mercosul e Estados Associados, abriu um mercado de, pelo menos, 20 bilhões de dólares para as construtoras do Brasil, da Argentina, do Uruguai e do Paraguai. As empresas destes quatro países poderão participar em condições de igualdade das licitações para obras públicas que envolvam recursos federais. Como o setor da construção civil brasileira é mais equipado, as chances das empresas nacionais conseguirem viabilizar contratos nos outros países são maiores, apesar de argentinos, uruguaios e paraguaios também estarem liberados para participar de licitações no país.

No âmbito do Brasil, o governo federal espera que o acordo aumente a competitividade e impacte os preços de bens, serviços e projetos de construção. Porém, para serem validados, os negócios internacionais devem ser submetidos à aprovação do Congresso. Da mesma forma, para atender a resolução do Mercosul, no que tange às licitações de obras públicas, o Brasil vai precisar revisar a lei 8.666. A legislação é dúbia. Não deixa claro se uma empresa estrangeira da construção civil precisa já estar instalada fisicamente no país para operar no Brasil ou se ela pode ter sede no exterior para concorrer a licitações.
Há também quem defenda que a lei 8.666 exija que uma construtora estrangeira tenha parceria com uma construtora nacional para concorrer a obras públicas licitadas pelo governo federal. Por isso, a necessidade de revisão. Desde que resolvido esse impasse, o ministério do Planejamento avalia que o pacto para eliminar barreiras à participação de empresas estrangeiras em processos de licitação permitirá aos fornecedores internacionais tratamento igualitário em concorrências com preço mínimo igual ou superior a US$ 15 mil (quase R$ 50 mil), para bens e serviços, até US$ 6 milhões (quase R$ 20 milhões), para projetos de construção. Vale frisar que a decisão do Mercosul vale exclusivamente para contratações no âmbito federal, excluindo estados e municípios.
Construtoras apoiam
Nos países do Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai), o mercado de compras governamentais gira em torno de R$ 60 bilhões por ano. Só o Brasil responde por 2/3 deste valor. Mesmo assim, o secretário de Comércio Exterior, Abrão Árabe Neto, avalia que o país levará vantagem com a abertura do mercado. "O acordo ficou bastante equilibrado e abre oportunidades importantes para as nossas empresas", afirma. Segundo ele, consultas ao setor privado indicaram interesse das empresas brasileiras em licitações dos países vizinhos, sobretudo em obras públicas. "O Mercosul é relevante para nós", afirma. O acordo vinha sendo negociado desde 2010.
Participaram da assinatura, o presidente da Argentina, Maurício Macri; do Uruguai, Tabaré Vázquez; do Paraguai, Horacio Cartes e Michel Temer, do Brasil. Representantes do Suriname, Equador, Chile, Colômbia, Peru e Egito também estiveram presentes. O Mercosul é formado pelo Paraguai, Uruguai, Brasil e Argentina. Os estados associados incluem Chile, Peru, Colômbia, Equador, Guiana e Suriname. A Bolívia está em processo de se tornar membro e a Venezuela foi suspensa.
Entrevistado
- Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (via assessoria de imprensa)
- Secretaria de Comércio Exterior (via assessoria de imprensa)
Contatos
imprensa@planejamento.gov.br
imprensa@mdic.gov.br
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Construção monta grupo de coalizão para destravar setor
Oito organismos ligados à cadeia produtiva trabalham em propostas para permitir a retomada do crescimento e a geração de empregos

Dia 26 de janeiro de 2018, o grupo Coalizão pela Construção se reuniu pela primeira vez, em Brasília, com o objetivo de propor medidas emergenciais ao governo federal, a fim de destravar o setor e permitir a retomada do crescimento. A frente é formada pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC), Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), Associação Nacional dos Comerciantes de Materiais de Construção (Anamaco), Instituto Aço Brasil, Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), Sindicato da Arquitetura e da Engenharia (Sinaenco) e pela Força Sindical.
Segundo o presidente da CBIC, José Carlos Martins, temas como licenciamento ambiental, paralisação de obras, insegurança jurídica, distratos e o novo marco legal do saneamento básico precisam ser enfrentados para que deixem de ser entraves ao desenvolvimento da construção civil. “A indústria da construção está à beira de um colapso. Se nada for feito, o setor, que é um dos grandes empregadores, pode continuar encolhendo e derrubando o PIB brasileiro”, alerta. “Não há economia que se sustente com um de seus principais segmentos fechando com 6% negativo, como foi o caso da construção em 2017. Sem investimentos e sem o desenvolvimento do setor não há crescimento sustentável”, frisa Martins.
Em 2017, a cadeia produtiva da construção civil chegou ao fim do ano com 42% de sua capacidade instalada ociosa. Da mesma forma, o potencial de gerar empregos do setor concluiu 2017 com apenas 42%. “Há que fomentar o investimento, criando as condições para que a iniciativa privada execute os projetos que os cofres públicos não mais poderão custear. É preciso não perder de vista o essencial: construção é investimento e não existe investimento sem confiança no futuro”, completa o presidente da CBIC, alertando que o setor não está pedindo a destinação de recursos nem incentivo por meio de desonerações. “A ideia é apresentar uma pauta para que o investimento volte”, resume.
Propostas
Em resumo, as medidas do grupo Coalizão pela Construção são as seguintes:
Mercado Imobiliário
• Ter uma solução imediata para a Caixa atender as regras de Basiléia, pois o banco detém 70% do mercado de crédito imobiliário.
• Manter o direcionamento dos recursos da poupança.
• Manter seleção do PMCMV (programa Minha Casa Minha Vida), retirando quem não atende as exigências.
• Fazer seleção complementar, tendo como foco projetos prontos para iniciar.
• Regulamentar o distrato.
• Regulamentar a LIG (Letra Imobiliária Garantida) pela CVM.
Infraestrutura
• Liberar Imediatamente os projetos do PPI (Programa de Parcerias de Investimento)
• Agilizar o Programa de Concessões Municipais
• Publicar MP de concessão da manutenção de rodovias com baixo investimento (antigo CREMA)
Geral
• Propor reforma tributária que não onere quem gera emprego.
• Vincular a entrada de engenheiros e produtos estrangeiros à reciprocidade e à transferência de tecnologia, sem a exigência de financiadores e investidores brasileiros.
• Criar comissão interministerial estratégica para o setor da construção.
Medidas ao Poder Legislativo
• Aprovar o projeto de lei (PL 7.448/2017), do senador Antônio Anastasia, que trata de segurança jurídica.
Licenciamento Ambiental
• Aprovar o projeto de lei suplementar (PLS 441/2017), do senador José Medeiros, que fixa critérios para a paralisação de obras.
• Modernização da Lei de Licitações.
• Ajuste na Lei Geral da Microempresa.
• Tratamento diferenciado de licitantes (Empate Ficto).
Para Claudio Conz, presidente da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), o que o grupo Coalizão pela Construção faz é manter a tradição da indústria de levar questões propositivas ao governo. “Se com essas ações conseguirmos investir 5% do PIB podemos gerar 5 milhões de empregos. Para isso, não precisa de dinheiro do governo, mas apenas destravar o que impede o desenvolvimento”, finaliza Conz.
Entrevistados
Grupo Coalizão pela Construção (via assessoria de imprensa da CBIC)
Contato: ascom@cbic.org.br
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
World of Concrete é marco de tecnologias construtivas
Dentro do maior evento sobre concreto do mundo, seminários, congressos e workshops debateram o futuro da construção civil

Principal evento internacional dedicado ao concreto e argamassa, além de outros sistemas construtivos, o World of Concrete (WOC) promoveu de 23 a 26 de janeiro, em Las Vegas, no estado de Nevada-EUA, sua 44ª edição. Além da exposição de equipamentos inovadores para a construção civil, o WOC realizou paralelamente à exposição um amplo seminário sobre tecnologias construtivas, fundamentos de segurança e programas de treinamento que servem de referência mundial. Destaque para o workshop realizado pelo comitê ACI-ASCC 117 – Tolerâncias.
Esse comitê define as tolerâncias mínimas para lajes, paredes, colunas, vigas e escadas de concreto e está integrado à American Concrete Institute [Instituto Americano do Concreto] e à American Society of Concrete Contractors [Sociedade Americana de Empreiteiros de Concreto]. O objetivo do evento foi treinar o uso de scanners a laser para determinar conformidades com tolerâncias mínimas nestas estruturas. Do workshop saíram também as bases para a elaboração de uma norma técnica sobre equipamentos de scanner para estruturas de concreto.
O World of Concrete 2018 também apontou sete tendências para as quais a construção civil deverá estar atenta. A saber:
Automação
Depois da impressão 3D para concreto, as máquinas autônomas que concretam tendem a começar a surgir no mercado. Em parceria com a indústria automobilística, um dos primeiros equipamentos a ser robotizado é a betoneira. A projeção é de que essas máquinas sejam programadas à distância pelas concreteiras, sem sofrer nenhuma interferência humana no canteiro de obras, com à descarga do material e dosagem.
Mão de obra
Os países desenvolvidos prevêem uma escassez cada vez maior de trabalhadores interessados em atuar na construção civil. Isso abre duas frentes: 1) As vagas serão ocupadas por imigrantes de países mais pobres; 2) Apenas a mão de obra qualificada, preparada para atuar em canteiros de obras automatizados, sobreviverá no mercado, elevando também os salários.
Construção industrializada
As estruturas pré-fabricadas e pré-moldadas tendem a ganhar ainda mais mercado em 2018. A rapidez que elas dão às obras, além de trazer ganhos ambientais e envolver menos trabalhadores no canteiro de obras, é apontada como vantagem irrefutável.
Dados em tempo real
A tecnologia que permite aferir dados e diagnosticar problemas em tempo real nas obras, compartilhando informações online com todos os envolvidos, é outro ponto que tende a avançar em 2018. Com isso, deverão crescer os apps para smartphones, voltados a agilizar essa troca de dados.
Produtividade
Os métodos de construção que impulsionem a melhoria contínua em todas as etapas da obra, do projeto ao acabamento, andarão na frente cada vez mais. No World of Concrete, números comprovaram que a busca pela produtividade no canteiro de obras faz a diferença.
Estruturas mistas de madeira e concreto
Pode parecer impossível que concreto e madeira possam formar estruturas de edificações, mas, sim, eles são viáveis e o mercado da construção parece cada vez mais propenso a unir esses materiais para viabilizar edifícios. A alegação é que a madeira reduz a pegada de carbono do concreto e produz edificações mais adequadas às certificações sustentáveis.
Estruturas resilientes
Desastres naturais, como furacões, tornados, terremotos, incêndios florestais e enchentes, exigem edificações que sejam capazes de suportá-las. O concreto está bem equipado para atender a esse chamado, sobretudo para a construção de casas. No WOC se ouviu muito a seguinte expressão: “Vamos construir estruturas de concreto que ainda ficarão em pé muitos anos depois de termos ido embora”. O tema é tão atual, que em novembro de 2018, em Cleveland-EUA, haverá um congresso apenas para tratar de estruturas resilientes de concreto.
Confira uma amostra do que foi o World of Concrete 2018
Entrevistado
Reportagem com base nos releases publicados durante os quatro dias da feira World of Concrete
Contato: contactus@worldofconcrete.com
Crédito Foto: WOC
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Transposição em SP supera a do São Francisco em tecnologia
Sistema Jaguari-Atibainha beneficia população de 20 milhões e deve ser concluído em 2020. Túnel linear de 6,4 quilômetros dá celeridade à obra

A crise hídrica que afetou o estado de São Paulo entre 2014 e 2016 desencadeou a maior obra de transposição de bacias hidrográficas do Brasil, superando em tecnologia e em população atendida a do rio São Francisco. A megaconstrução vai permitir que a água da represa do Jaguari, que faz a captação do rio Paraíba do Sul, seja lançada para a represa Atibainha, que integra o sistema Cantareira e abastece boa parte da cidade de São Paulo-SP e de sua região metropolitana.
O desafio à engenharia foi construir um percurso praticamente em linha reta, usando 6,4 quilômetros de túneis a 50 metros de profundidade, e mais 13,2 quilômetros em adutora. O projeto vai atingir 90% da execução em 2018 e a previsão é de que entre em operação em 2020. Mais de 20 milhões de pessoas serão beneficiadas. A obra é contratada da Sabesp (companhia de saneamento básico do estado de São Paulo) e o canteiro de obras conta atualmente com 300 trabalhadores atuando em três turnos - boa parte na escavação do túnel.
Diferentemente da tecnologia empregada em obras de metrô, onde é usado o shield, conhecido como “tatuzão”, as escavações na transposição Jaguari-Atibainha utilizam o método austríaco de tunelamento (NATM, na sigla em inglês), que emprega sistemas de suporte com concreto projetado. Com a tecnologia, o volume de solo escavado é somente o necessário para aplicação do revestimento.
Seu complemento se dá através de tirantes e cambotas. Além disso, o maciço que circunda o túnel, que inicialmente atua como elemento de carga, passa a se constituir em elemento de escoramento. Esse processo de escavação do túnel conta com mais de 160 profissionais, entre engenheiros civis, geólogos, encarregados de frentes de trabalho, motoristas, eletricistas, técnicos de meio ambiente, de qualidade e de segurança.
Além dos túneis, há ainda o assentamento de 13,2 quilômetros de adutoras, a construção de uma estação elevatória de água bruta (responsável por captar a água na represa e bombeá-la em direção ao tratamento) e uma subestação de energia elétrica. “Este é mais um grande exemplo da excelência da Sabesp naquilo que faz, vencendo obstáculos aparentemente intransponíveis com muita tecnologia e inovação”, ressalta o presidente da companhia, Jerson Kelman.
RJ e MG beneficiados
Quando estiver concluída, a interligação permitirá a transferência de água a uma vazão máxima de 8.500 litros por segundo da represa Jaguari para a Atibainha, e de 12.200 litros por segundo no sentido contrário. Na prática, significa que fenômenos como escassez ou excesso de água serão administrados com mais precisão e antecedência, garantindo assim o abastecimento de toda a população atendida pelos dois sistemas.
O empreendimento beneficiará também o Rio de Janeiro e Minas Gerais, já que os estados vizinhos a São Paulo também se utilizam das águas do rio Paraíba do Sul para se abastecer. A princípio, houve relutância de fluminenses e mineiros, mas um acordo selado no Supremo Tribunal Federal autorizou a transposição.
Trata-se da primeira obra de saneamento no Brasil sob o Regime Diferenciado de Contratação (RDC). O investimento de R$ 555 milhões é financiado pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). As obras são executadas pelo consórcio BPC, constituído pelas empresas Serveng/Civilsan, Engeform e PB Construções. O volume de concreto empregado está estimado em 35 mil m3.
Veja vídeo sobre a transposição Jaguari-Atibainha
Entrevistado
Sabesp (via assessoria de imprensa)
Contato: comunicacao_sabesp@sabesp.com.br
Crédito Foto: Youtube/Sabesp
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Timão: há 20 anos treinando a mão de obra da construção
Programa criado pela Cia. de Cimento Itambé dissemina as melhores práticas, seja no canteiro de obras, nas empresas parceiras ou nas universidades

Dia 13 de fevereiro de 1998 foi lançado pela Cia. de Cimento Itambé o programa Timão. A proposta era simples: uma palestra para pedreiros e serventes de obras, a fim de que pudessem fazer o uso correto do Cimento Portland no preparo do concreto e da argamassa, sem desperdícios, no tempo permitido, com correto adensamento e cura adequada. Assim nasceu o Treinamento de Mão de Obra para a Construção Civil (Timão), que, ao completar 20 anos, tornou-se um dos mais bem-sucedidos programas voltados à qualificação na construção civil.
O Timão tornou-se abrangente e hoje contabiliza 2.213 palestras para 59.300 participantes, com média de 27 por palestra. A característica principal do programa é que ele atende a diversos públicos. Engloba desde os operários, passando por engenheiros civis, arquitetos e estudantes universitários. Inovador, leva a sala de treinamento ao canteiro de obra, às empresas parceiras e às universidades. As informações são passadas por uma equipe qualificada, que usa linguagem didática, utiliza ferramentas audiovisuais e faz demonstrações sobre como executar o trabalho.

Para Lycio Vellozo, diretor comercial da Cia. de Cimento Itambé, o Timão é um exemplo de como a empresa pode se relacionar não apenas com seus clientes, mas com a comunidade técnica que busca qualificação. “A abrangência dos treinamentos avançou do canteiro de obra para outros segmentos da construção civil – centrais de concreto, industrias de pré-moldados, artefatos de cimento, revendas e, por último, as universidades nos cursos voltados à construção civil”, afirma.
Atualmente, o Timão abrange vários segmentos. As palestras são moldadas de acordo com o tipo de atividade do cliente. Por exemplo, para concreteiras, o treinamento é dirigido para motoristas operadores de betoneiras, operadores de bombas de concreto, balanceiros, auxiliares de laboratório e vendedores. Neste caso, as palestras são mais técnicas, com aspectos que envolvem a produção de concreto e os cuidados de manuseio, tanto na central como na obra. O Timão também leva aulas práticas de laboratório para cursos de graduação e tecnólogos voltados à construção civil - engenharia civil, arquitetura, técnico em edificações e tecnologia em concreto -, atendendo toda a região sul do Brasil.
Convênios com universidades

Também há convênios, como os que existem com a Universidade Federal do Paraná (UFPR) e a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). “Para o ano letivo de 2007 firmamos o primeiro termo de convênio com a Universidade Federal do Paraná, com o objetivo de estabelecer um intercâmbio técnico-científico para a utilização da estrutura técnica e equipamentos da Itambé - fábrica, mina de calcário e central de concreto, visando capacitar e desenvolver os alunos para os corretos preceitos de utilização do cimento e do concreto. Em 2011, foi a vez da Universidade Tecnológica Federal do Paraná receber o convênio”, diz o diretor comercial da Cia. de Cimento Itambé.
Para 2018, o Timão já traçou suas metas para continuar como referência e abranger ainda mais parceiros. “Queremos manter o programa com a média de 100 treinamentos para um público de 3.000 pessoas e fortalecer os convênios com as universidades”, assegura Lycio Vellozo, convicto de que o Timão seguirá prestando serviços relevantes ao abrangente setor da construção civil.
Solicite uma palestra do Timão. Clique aqui.
Entrevistado
Engenheiro civil Lycio Vellozo, diretor comercial da Cia. de Cimento Itambé
Contato: asstec@cimentoitambe.com.br
Crédito Fotos: Cia. de Cimento Itambé
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Inverno russo é obstáculo aos estádios da Copa 2018
Além do frio, problemas com projeto, falência de empreiteira, impasses políticos e acidentes também ajudaram a retardar as obras

A Copa do Mundo começa dia 14 de junho e a Rússia encara um dilema parecido com o que o Brasil enfrentou em 2014: o cronograma de conclusão dos estádios está atrasado. Dos 12 palcos do mundial 2018, apenas cinco foram concluídos e testados. Para dificultar, a engenharia russa ainda enfrenta um inimigo extra: o inverno, que neste ano foi menos rigoroso, se comparado a outras regiões da Europa, mas mesmo assim com temperaturas que superam facilmente os 20 ºC negativos.
Prevendo problemas, as equipes de planejamento conseguiram concluir todas as fases de concretagem e instalações de estruturas pré-fabricadas antes que o frio chegasse. O que ficou para o período mais rigoroso do inverno foram as etapas relacionadas à montagem de estruturas metálicas. Mesmo assim, quatro obras ainda preocupam a Fifa. São as que envolvem os estádios Kaliningrado, Nizhny Novgorod, Samara e Mordovia. A tendência é que as instalações fiquem prontas a menos de um mês da Copa e que sejam testadas durante o evento.

O estádio Samara é, indiscutivelmente, o que mais preocupa o comitê organizador da Copa 2018. Além de seus custos terem aumentado 40 milhões de euros (cerca de 140 milhões de reais) em relação ao orçamento original, a construção sofreu com um incêndio no canteiro de obras em agosto de 2017. Além disso, o arco metálico que envolve a cobertura teve uma série de revisões no projeto. A promessa é que o estádio ficará pronto para receber jogos do mundial, mas seu entorno não, ou seja, não haverá sequer área para estacionamento.
O segundo estádio mais problemático é o Mordovia. Entre 2013 e 2015, a obra praticamente não andou. Havia dúvidas se valeria a pena construir uma arena em uma região que não tem o futebol como um dos esportes mais praticados, como é Saransk – às margens do rio Volga, no centro da Rússia europeia. A Fifa não permitiu a desistência, mas autorizou que a capacidade do estádio fosse reduzida para 28 mil lugares. A corrida, agora, é para realizar um evento-teste em abril de 2018.
Corrida contra o tempo

Outro estádio na região do Volga que enfrenta atrasos no cronograma é o Nizhny Novgorod. Tubulações de gás que passam embaixo da obra explodiram em outubro de 2017, danificando parte das estruturas e exigindo que fossem refeitas. A sorte é que os estragos não afetaram fundações nem outros componentes de concreto. O ritmo de obras será retomado com intensidade em fevereiro de 2018 para que, até maio, a arena possa ser testada.
O mesmo ocorre com o estádio Kaliningrado. Localizada na ilha de Oktyabrsky, a obra sofreu com a falência da empreiteira que havia sido contratada. O projeto teve que ser revisado e enxugado. A ideia de construir um teto retrátil acabou descartada e a capacidade foi reduzida. As obras só foram retomadas em setembro de 2015, com um cronograma bem apertado. Mesmo assim, o comitê organizador avalia que em abril o estádio será submetido a um evento-teste.
Os estádios 100% concluídos e testados são Arena Kazan, Arena Sochi, Arena Spartak, Arena Luzhniki e Arena São Petersburgo. Já as instalações que estão em fase final de conclusão são a Arena Volgogrado, a Arena Rostov e a Arena Ekaterinburg.

Entrevistado
Reportagem com base no relatório mensal (dezembro de 2017) da Fifa, sobre as obras para a Copa 2018
Contato: http://es.fifa.com/media/contact-fifa.html
Crédito Fotos: Fifa.com
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Atendimento médico melhora e chega ao canteiro de obras
Pesquisa mostra que empresas investem mais em saúde e trabalhadores da construção civil estão mais conscientes em prevenir doenças e acidentes

Com base nas metodologias da Classificação Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID 10), estabelecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS), o Seconci-SP (Serviço Social da Construção) avalia que trabalhadores do setor, com idade entre 40 anos e 59 anos, são os que ficam mais expostos a doenças adquiridas nos canteiros de obras.
Por outro lado, a amostragem revela que o atendimento médico está chegando com maior profusão e qualidade aos locais de trabalho. “Os dados refletem os investimentos que as empresas vêm fazendo nos últimos anos para oferecer atendimento qualificado de saúde aos seus funcionários”, explica Norma Araújo, superintendente do Iepac (Instituto de Ensino e Pesquisa Armênio Crestana) do Seconci-SP, e responsável pelo levantamento.
Entre os problemas que mais afetam os operários estão as doenças do sistema osteomuscular (lesões, torções ou fraturas por queda) e do tecido conjuntivo (doenças de pele, em sua maioria). São casos diretamente relacionados ao não-uso ou ao uso incorreto de EPI (Equipamentos de Proteção Individual).
Porém, a pesquisa também detectou um ponto positivo nos dados. Não são apenas trabalhadores acidentados que estão procurando atendimento médico. Cresceu os que buscam prevenir doenças. “Isso é fruto das campanhas de conscientização. São ações em que os médicos vão até o canteiro de obra e fornecem orientações. Isso desperta o interesse desse público por prevenção, visando mais qualidade de vida no longo prazo”, explica Norma Araújo.
No levantamento do Seconci-SP, cujos dados refletem uma tendência nacional, as funções que mais demandam exames são as ocupadas por serventes de obra e pedreiros. De 51.244 consultas pesquisadas, os serventes de obra responderam por 12,1% e os pedreiros por 9,4% dos atendimentos. Vale ressaltar que os números referem-se a trabalhadores que procuram consultórios, clínicas e hospitais que possuem convênios com o Seconci-SP, o qual concentra a base de dados da pesquisa.
Homens são maioria
Entre os problemas que mais levam a mão de obra da construção civil a buscar auxílio médico estão dores nas costas, nas juntas e inflamações de ombro e tendões, que correspondem a 30,1% dos casos. Já as doenças respiratórias, como faringites, amigdalites, sinusites, gripes e viroses, respondem por 12,8% dos atestados.
Sendo a maioria dos usuários trabalhadores da construção civil, os homens respondem pela maioria das consultas: 87,1% contra 12,9%. Já por faixa etária, os homens entre 40 e 49 anos são os que mais procuraram a assistência médica, com 28%, seguidos pelos mais velhos, entre 50 e 59 anos (24,4%). Na sequência, os com idade entre 30 a 39 anos (20,9%).
No caso das mulheres, a prevalência fica entre as pacientes de 18 a 29 anos (21,90%), seguidas pelas de 30 a 39 anos (12,9%) e 40 a 49 anos (11,5%). Norma Araújo salienta que a conscientização dos trabalhadores e o investimento das empresas em saúde resultam em mais produtividade e menos acidentes nos canteiros de obras.
Entrevistado
Seconci-SP (Serviço Social da Construção) (via assessoria de imprensa)
Contato: comunicacao@seconci-sp.org.br
Crédito Foto: Sinticompi
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330









