Caixa volta a financiar moradias para classe média

Banco retoma a linha de crédito Pró-Cotista, que oferece os juros mais baixos depois do programa Minha Casa Minha Vida

Expectativa é de que crédito mais fácil gere mais vendas de imóveis novos e usados em 2018.
Expectativa é de que crédito mais fácil gere mais vendas de imóveis novos e usados em 2018.

A Caixa Econômica Federal retomou dia 2 de janeiro de 2018 a linha de financiamento habitacional para quem está fora das faixas salariais contempladas pelo Minha Casa Minha Vida (MCMV). Chamada de Pró-Cotista, a linha de crédito atende trabalhadores que têm conta vinculada ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e que queiram adquirir casa própria até o limite de R$ 950 mil, para quem reside em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Distrito Federal, e R$ 800 mil para quem mora nos demais estados. O valor disponibilizado é de R$ 4 bilhões e vai financiar até 80% de imóveis novos e 70% de imóveis usados.

O Pró-Cotista é a linha de crédito imobiliário mais em conta depois do MCMV, já que o programa recebe subsídios. Ela oferece taxas de juros que variam de 8,85% ao ano a 7,85% ao ano, mas é um tipo de financiamento que exige algumas condições especiais. O contratante precisa ter pelo menos 36 meses de vínculo com o FGTS ou saldo em conta vinculada de pelo menos 10% do valor da avaliação do imóvel. Quem quiser obter o financiamento também não pode ser proprietário de imóvel no município onde mora ou trabalha, nem ter financiamento no Sistema Financeiro da Habitação (SFH)  em qualquer parte do país. Outro requisito é que seja cliente da Caixa, com débito em conta-corrente ou conta-salário.

A linha Pró-Cotista havia sido suspensa em junho de 2017, após todo o recurso disponibilizado para o ano passado (R$ 6,1 bilhões) ter sido utilizado. Foi também em 2017 que o banco reduziu para 50% o limite máximo de financiamento para imóveis usados. Até então, era possível financiar 60% ou 70% do montante, dependendo do tipo de linha de crédito contratada. Com o retorno do percentual maior, o mercado imobiliário acredita que haverá um reaquecimento, tanto por imóveis novos quanto usados. "São boas notícias para dinamizar o mercado imobiliário. No que se refere à retomada do Pró-Cotista, que atende basicamente pessoas de classe média, é importante destacar que os juros cabem no bolso do consumidor", destaca Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP.

Confiança retomada

Ainda segundo o economista, o mercado de imóveis novos também deverá ser impactado positivamente pela flexibilização do teto de financiamento de imóveis usados. "Muitas pessoas dependem da venda de um imóvel usado para comprar um novo. Com regras que facilitem o financiamento de unidades no setor secundário, esse comprador chega ao segmento de imóveis novos mais facilmente", diz. De acordo com o Secovi-SP, os lançamentos de unidades residenciais fecharam 2017 com crescimento de 15% em relação a 2016. As vendas, por sua vez, tiveram aumento de 25%.

Para 2018, Petrucci prevê que o setor deve continuar crescendo, mas de forma moderada. "Boas notícias como essas, tanto a da elevação do financiamento pra imóvel usado como a volta do Pró-Cotista, melhoram índices de confiança. E confiança é a mola propulsora na decisão pela aquisição e pelo financiamento imobiliário. Com ela, empresários e consumidores se animam, movimentando mais o mercado", diz. O economista ainda reforça que, embora a Caixa Econômica Federal esteja em um momento de transição em relação à sua estrutura de capital, para atender às regras de Basileia 3 (acordo internacional que tem como propósito garantir solidez ao sistema financeiro), não há grandes preocupações no curto prazo.

O acordo Basileia 3 exige que o banco tenha recursos próprios para realizar empréstimos. Por isso, na primeira semana de janeiro, o governo federal liberou um aporte financeiro de R$ 15 bilhões, oriundos do FGTS, para que a Caixa Econômica Federal reforce seu capital e possa movimentar suas linhas de crédito habitacional em 2018.

Entrevistados

  • Economista Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP (Sindicato da Habitação do Estado de São Paulo) (via assessoria de imprensa)
  • Caixa Econômica Federal (via assessoria de imprensa)

Contato
aspress@secovi.com.br
impre​nsa@ca​ixa.gov.br

Crédito Foto: Caixa Econômica Federal

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Atenção construtoras: SiAC está em processo de revisão

Sistema de Avaliação da Conformidade de Empresas de Serviços e Obras está se adequando à versão 2015 da ISO 9001

O Sistema de Avaliação da Conformidade de Empresas de Serviços e Obras (SiAC) faz parte do Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do Habitat (PBQP-H). Como o nome diz, ele busca criar um padrão para as construtoras que captam financiamento público para projetos voltados ao programa Minha Casa Minha Vida e às Cohabs. O objetivo é agregar tecnologia construtiva às habitações de interesse social, melhorando a qualidade e a execução dos projetos.

Em janeiro de 2017, uma nova versão do SiAC foi publicada para adequá-la à Norma de Desempenho (ABNT NBR 15575). Recentemente, o sistema entrou em novo processo de revisão. Desta vez, para estar em conformidade com a versão 2015 da NBR ABNT ISO 9001. À frente deste trabalho está o professor do Departamento de Engenharia de Construção Civil da Escola Politécnica - USP, Francisco Ferreira Cardoso, que revela o porquê da importância destas adequações:

Francisco Ferreira Cardoso: SiAC garante qualidade às habitações.
Francisco Ferreira Cardoso: SiAC garante qualidade às habitações.

Quais os principais pontos em revisão?

O principal trabalho de revisão é, evidentemente, alinhar as exigências dos referenciais normativos níveis B e A à nova versão da norma internacional, bem como fazer os necessários ajustes nos regimentos do sistema. No entanto, estamos aproveitando para fazer vários ajustes para melhor alinhar o SiAC a dois outros Sistemas do PBQP-H: o SiMAC e o SiNAT. Lembro que - sobretudo o SiNAT - sofreu importantes mudanças ao incorporar a avaliação técnica não somente de sistemas inovadores, como dos convencionais.

Qual a importância de se revisar o SiAC?

Muitas empresas construtoras certificadas pelo SiAC no nível A também optam pela certificação pela ISO 9001. Em meados de 2018, os certificados pela versão de 2008 desta norma deixarão de ser válidos. É justo que o SiAC, que na versão atual tem como base a versão de 2008 da norma internacional, evolua para a versão 2015, evitando que as construtoras tenham sistemas de gestão da qualidade estruturados segundo padrões distintos. Além disso, a versão 2015 traz novidades que agregarão valor ao SiAC e às empresas construtoras. Outro argumento importante é aprimorar o alinhamento interno com os sistemas do PBQP-H, que se tornaram instrumentos essenciais nas políticas públicas ligadas à qualidade da habitação, sobretudo a de interesse social, na qual a observância às exigências da Norma de Desempenho tornou-se regra.

Existe um prazo de quando a revisão será concluída e terá seu texto publicado para passar a vigorar?

A primeira etapa do grupo de trabalho criado para essa revisão terminou em dezembro de 2017. Já validamos esse processo em duas reuniões da Comissão Nacional do SiAC, da qual fazem parte representantes de diversas organizações, inclusive a Associação Nacional de Tecnologia do Ambiente Construído (ANTAC), que reúne professores e pesquisadores da área. A versão entregue seguirá para uma análise mais aprofundada por tais organizações, em especial pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e pelo próprio ministério das Cidades, que é quem coordena o PBQP-H. A meta é consolidarmos as sugestões para submetê-las à aprovação em fevereiro. Com isso, ainda no primeiro semestre de 2018 teremos o conjunto aprovado pelas demais instâncias e publicado.

O novo SiAC levará em conta a Norma de Desempenho?

A atual versão do SiAC, que entrou em vigor em janeiro de 2017, já leva em conta a Norma de Desempenho, e resultou de um trabalho de revisão semelhante ao agora conduzido. Ela trouxe novidades bastante interessantes, como a obrigatoriedade de a empresa estabelecer o “Perfil de Desempenho da Edificação - PD”, que é um documento de entrada de projeto que registra os requisitos dos usuários e respectivos níveis de desempenho a serem atendidos por uma edificação habitacional, conforme definido na ABNT NBR 15575. Também foi implantado o “Plano de controle tecnológico”, um documento preparado para cada obra habitacional, e que relaciona os meios, as frequências e os responsáveis pela realização de verificações e ensaios dos materiais a serem aplicados, além dos serviços a serem executados. O objetivo é assegurar o desempenho conforme previsto em projeto, em atendimento às especificações da ABNT NBR 15575. O SiAC também tem várias outras interfaces relacionadas com a Norma de Desempenho.

O senhor citou que a revisão está entregue a um grupo de trabalho. Quem está inserido neste grupo?

Diretamente, fazem parte os seguintes membros:

  • ABNT/CB-02: Lilian Sarrouf
  • ABRAC (Associação Brasileira de Avaliação da Conformidade): Plínio Pereira
  • ANTAC: Francisco Ferreira Cardoso
  • Sinaenco: Carlos Alberto Stagliorio
  • CBIC: Lydio Bandeira de Mello
  • Organismos de avaliação da conformidade: Maria Luiza Salomé e Luiz Eduardo Deiusti (FCA Vanzolini) e Juliano Araújo Otero (ICQ Brasil)
  • Consultora Autônoma: Regina Tonelli. 

Indiretamente, também fazem parte os membros da comissão nacional do SiAC, dos quais destacaria, além dos representantes de organismos citados acima, o Ministério da Cidade, o PBQP-H e o do INMETRO, representado por Flávio Sales Ferreira.

O que a ISO 9000 e a NBR 17021-1:2016 têm a ver com o SiAC?

Desde a criação do PQBP-H e do então SiC, precursor do SiAC, em 2008, a busca da qualidade das chamadas “empresas de serviços e obras”, que são o foco do SiAC, pautou-se na melhoria da sua capacidade de produzir e entregar produtos que atendam as exigências dos clientes e respeitem as normas e legislações. Ao mesmo tempo, que levem ao aumento da sua capacidade competitiva. A solução encontrada, então, é usar a norma internacional ISO 9001 como modelo, que foi ajustada às características das empresas. O foco foi dado às empresas construtoras, mas o SiAC cobre outras empresas de serviços: as de projetos, de gerenciamento e de execução de serviços especializados de obras. Estas já foram objeto de ações técnicas pela Comissão Nacional do SiAC, mas faltam ainda amadurecer instrumentos pelo lado da demanda. Com relação à NBR 17021-1:2016, já nos primórdios do SiAC entendeu-se que o INMETRO tinha que ser um parceiro do sistema, e assim vem acontecendo. Todo processo de certificação deve ser conduzido pelos organismos que fornecem auditoria e certificação de sistemas de gestão, de acordo com a norma. Ao INMETRO cabe, dentre outros papéis, acreditá-los e avaliá-los periodicamente, para verificar se a respeitam.

Entrevistado
Francisco Ferreira Cardoso, professor do Departamento de Engenharia de Construção Civil da Escola Politécnica - USP

Contato
francisco.cardoso@poli.usp.br

Crédito Foto: Poli-USP

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

IPT inova com base de concreto reciclado para rua urbana

Monitorada pelo instituto, via foi pavimentada após preparo com material de Resíduos de Construção Civil e Demolição (RCD)

Testes laboratoriais mostram que base com brita reciclada suporta tráfego baixo ou moderado de veículos.
Testes laboratoriais mostram que base com brita reciclada suporta tráfego baixo ou moderado de veículos.

Um dos trechos da rua Miguel Biondi, em Guarulhos-SP, é o primeiro a receber pavimento asfáltico sobre base de resíduos de concreto. A inovação foi desenvolvida pelo IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo). Trata-se de técnica que utiliza Resíduos de Construção Civil e Demolição (RCD) como alternativa para a execução de camadas de suporte (estrutura) de vias com baixo ou moderado tráfego de veículos. Para Valdir Moraes Pereira, engenheiro civil do Laboratório de Materiais de Construção Civil (LMCC) do IPT, o uso de reciclados reduz o custo da pavimentação urbana e também da manutenção da via.

A rua servirá de “cobaia” para testar a tecnologia desenvolvida no IPT e sua pavimentação foi dividida em cinco partes. Nos primeiros 211 metros - o maior trecho -, a base recebeu somente brita reciclada. No trecho 2, brita graduada e brita reciclada; no trecho 3, brita graduada tratada com cimento; no trecho 4, brita graduada simples, e no trecho 5, bica corrida reciclada (material sem granulometria definida no processo de produção). A aplicação ocorreu em setembro e o monitoramento da via será feito pelo período de um ano, a fim de que sejam analisadas a resistência e a durabilidade dos agregados.

De acordo com Valdir Moraes Pereira, os testes em laboratório mostram a viabilidade do RCD para uso em pavimento urbano. “O material revela-se uma alternativa para a execução de camadas de suporte (estrutura) em vias com tráfego baixo ou moderado de veículos, pois pode propiciar aumento da durabilidade deste tipo de rua, ocasionando diminuição de custos com manutenção”, explica. O engenheiro também destaca os ganhos ambientais. “Nesse processo, a emissão de CO2 é muito menor em comparação ao método de fabricação usual. Além disso, consome pouca matéria-prima”, explica.

Testes laboratoriais

Chamado de “cimento verde” pelo IPT, material será monitorado por um ano após a pavimentação de rua em Guarulhos-SP.
Chamado de “cimento verde” pelo IPT, material será monitorado por um ano após a pavimentação de rua em Guarulhos-SP.

O projeto-piloto, batizado de “cimento verde”, conta com o financiamento de R$ 5 milhões do BNDES e tende a ser expandido para outras ruas da cidade de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo-SP. O IPT se credenciou à pesquisa por conhecer os procedimentos normativos e os dispositivos legais para o uso de resíduos em matriz cimentícia, e também por conhecer as tecnologias disponíveis para o processamento, a modificação e a seleção dos materiais residuais, além de promover testes de desempenho e durabilidade de matrizes cimentícias com essas características.

Nas avaliações laboratoriais, o “cimento verde” apresentou valores razoáveis de resistência mecânica e tempo de trabalhabilidade similar ao do Cimento Portland. Mesmo assim, o IPT avança cautelosamente e ainda não recomenda a comercialização em grande escala. As razões são duas: a composição ainda deverá sofrer alterações e a viabilidade econômica precisa ser comprovada. Por enquanto, por causa da limitação das fontes de matérias-primas de RCD, a solução ainda custa mais em comparação às metodologias convencionais. “Outros testes serão feitos aos três meses e aos seis meses de idade do pavimento. O ideal é comprovar que seu custo se dilui ao longo do tempo, por causa da maior durabilidade e dos ganhos ambientais”, finaliza o engenheiro do IPT.

Entrevistado
Valdir Moraes Pereira, engenheiro civil do Laboratório de Materiais de Construção Civil (LMCC) do IPT ((Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo)

Contato
imprensa@ipt.br

Crédito Fotos: IPT e Rafael dos Anjos/Comunicação Proguaru

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Com pavimento rígido, Rapidão de Floripa está atrasado

Importante projeto de mobilidade urbana para a capital de Santa Catarina aguarda novo consórcio para que obras sejam retomadas

Projeção mostra vias exclusivas para a circulação do Rapidão, em Florianópolis.
Projeção mostra vias exclusivas para a circulação do Rapidão, em Florianópolis.

Os problemas de mobilidade urbana em Florianópolis-SC são conhecidos. Pesquisa da Universidade de Brasília (UnB), em 2015, mostrou que a metrópole catarinense tem o pior sistema viário entre as 27 capitais brasileiras. Por isso, a prefeitura da capital de Santa Catarina lançou um ousado projeto de BRT (Bus Rapid Transit) de 17 quilômetros ao longo do chamado anel central da ilha. O plano foi apresentado primeiramente em 2011 e prevê três vias interligadas: centro-UFSC, centro-continente e centro-aeroporto. Batizado de Rapidão, o sistema vai circular sobre pavimento de concreto.

Em função das características do solo de Florianópolis, e por causa dos cruzamentos com vias em pavimento flexível (asfalto), a tecnologia empregada na maior parte do trajeto será o de concreto com barras de transferência. Isso proporciona risco menor de rupturas nas faixas de transição. Em alguns trechos também serão usados pavimentos rígidos estruturalmente armados. As variáveis levaram o consórcio vencedor a pedir um aditivo de R$ 3,2 milhões para readequar o projeto, o que fez com que a prefeitura de Florianópolis rompesse o contrato de comum acordo.

Alguns trechos do BRT de Florianópolis receberão pavimento de concreto armado.
Alguns trechos do BRT de Florianópolis receberão pavimento de concreto armado.

O investimento total para a construção do Rapidão é de R$ 162 milhões. Com a decisão da prefeitura, o cronograma, que já estava atrasado, vai demorar ainda mais para ser concluído. Até agora, dos 17 quilômetros, apenas 300 metros foram executados. Eles estão próximos à Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).  Outros 200 metros, perto do trevo Dona Benta, estão parcialmente concluídos. Com a saída do consórcio, as obras foram desativadas no final de 2017 e devem ser retomadas no primeiro trimestre de 2018, quando for definido o novo grupo responsável pela execução do empreendimento.

Plano nasceu na UFSC

A prefeitura de Florianópolis não abre mão do pavimento rígido com comprovada duração mínima de 20 anos sem precisar de manutenção. Fora essa convicção, o projeto do Rapidão já sofreu alterações que incluem o trajeto, o modelo das plataformas de embarque e desembarque e o sistema de semáforos sincronizados que permitirá ao BRT ter a preferência no tráfego.  Lançado em 2011, o Rapidão era para ter sido entregue à população de Florianópolis no final de 2017. Agora, as previsões mais otimistas estendem a inauguração para 2020.

Mapa revela trajeto a ser percorrido pelo BRT na Ilha de Florianópolis, ao longo de 17 quilômetros.
Mapa revela trajeto a ser percorrido pelo BRT na Ilha de Florianópolis, ao longo de 17 quilômetros.

O projeto do BRT de Florianópolis nasceu de um plano desenvolvido no departamento de engenharia civil da UFSC, chamado de PLAMUS (Plano de Mobilidade Urbana Sustentável da Grande Florianópolis). O objetivo é interligar os 13 municípios que compõem a região metropolitana da capital catarinense, através de vias exclusivas para ônibus. O PLAMUS abrange 57 quilômetros, incluindo a urbanização da BR-101, que hoje cruza a parte continental de Florianópolis. Também engloba um sistema inteligente de controle do tráfego de veículos nas principais avenidas da cidade. Antes, porém, é preciso viabilizar a conclusão do Rapidão.

Entrevistados
Prefeitura de Florianópolis
(via assessoria de imprensa)
Departamento de engenharia civil da UFSC
(via assessoria de imprensa)

Contato
ascom@pmf.sc.gov.br
ecv@contato.ufsc.br

Crédito Fotos: Prefeitura de Florianópolis

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Ferrovia pode ser alternativa ao Canal do Panamá

A China Railway Group Limited planeja liderar consórcio para a conclusão da Fiol (Ferrovia de Integração Oeste-Leste), investindo R$ 12 bi

Atualmente, a Fiol tem apenas 30% de seu projeto executado. Objetivo é fazê-la ligar o Atlântico ao Pacífico, no Peru.
Atualmente, a Fiol tem apenas 30% de seu projeto executado. Objetivo é fazê-la ligar o Atlântico ao Pacífico, no Peru.

A Fiol (Ferrovia de Integração Oeste-Leste), cujas obras começaram em 2011, encontra-se atualmente com menos de 30% do projeto executado. Sob a responsabilidade da VALEC Engenharia, Construções e Ferrovias S.A - empresa de economia mista vinculada ao ministério dos Transportes -, a ferrovia se transformou recentemente em uma das obras de infraestrutura do Brasil que mais desperta interesse dos chineses. A China Railway Group Limited estuda liderar um consórcio para finalizar a linha férrea, por ver nela uma alternativa ao Canal do Panamá para escoar suas importações da América Latina.

No plano chinês, a carga embarcaria no porto de Ilhéus, na Bahia, e seria desembarcada na costa peruana, no oceano Pacífico. Antes, passaria por Campinorte-GO, Lucas do Rio Verde-MT e Porto Velho-RO, cruzando o país de leste a oeste. O traçado percorreria 1.500 quilômetros em território nacional e utilizaria um trecho já construído da Norte-Sul. As primeiras negociações aconteceram quando o presidente Michel Temer visitou a China, entre agosto e setembro de 2017. A Fiol seria concedida em regime de concessão e construída 100% com recursos chineses. O valor estimado da obra é de 12 bilhões de reais.

Para o governo chinês, investir na ferrovia traria economia ao país no longo prazo, já que atualmente o maior volume das importações do Brasil para a China precisa ser escoado pelo porto de Santos-SP ou pelo terminal de Itaqui, no Maranhão. Além do custo com o transporte rodoviário, os chineses reclamam das taxas cobradas no Canal do Panamá, considerada exorbitante por eles. A principal ligação entre Atlântico e Pacífico, apesar de estar no Panamá, é controlada pelos norte-americanos, que costumam dificultar a travessia das embarcações que vão para a China.

Primeiro passo

No dia 12 de dezembro de 2017, uma carta de intenções foi assinada em Pequim entre a China Railway Group Limited e o governo da Bahia, que tinha coparticipação na construção da Fiol. No documento, o poder público baiano abre mão de sua cota no empreendimento a favor da empresa chinesa. O ato sacramentou o primeiro passo para viabilizar a construção da ferrovia. As próximas negociações se darão com o governo federal e os governos dos estados por onde o traçado vai passar. Vencida a burocracia dentro do Brasil, a China terá maiores facilidades para construir o trecho que cruzará o Peru, já que o país vizinho tem leis mais flexíveis para investimentos estrangeiros.

A Fiol começou a ser construída em 2011. A ferrovia era uma das obras estratégicas do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), mas os trilhos não chegaram sequer a ultrapassar o território da Bahia. O projeto original ligaria o porto de Ilhéus a Figueirópolis, no Tocantins, em uma extensão de 1.526 quilômetros. Atualmente, o canteiro de obras da Fiol encontra-se praticamente desativado. Desde 2015, o ritmo veio desacelerando por falta de recursos. O orçamento original do projeto foi estimado em 6,4 bilhões de reais, incluindo a construção de uma usina de concreto para a produção de dormentes.

Entrevistados
- China Railway Group Limited (via departamento de comunicação)
- VALEC Engenharia, Construções e Ferrovias S.A (via assessoria de imprensa)

Contato
ascom@valec.gov.br
ir@crec.cn

Crédito Foto: Valec

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

ICCBM 2018 - 2nd International Conference on Civil and Building Materials

20/1 a 22/1/2018

Fukuoka / Japão

O ICCMB 2018 visa reunir pesquisadores e profissionais da academia e da indústria para discutir os últimos avanços e desenvolvimento nesses campos. ICCBM 2018 seria a plataforma internacional para o compartilhamento de conhecimento, bem como a criação de ambiente favorável para iniciações de colaboração. Este evento incluirá contribuições de plenárias de renome e palestrantes convidados, apresentações orais, sessões de pôsteres e exposição técnica que se relacionam com os tópicos tratados no Programa Científico.

Informações
Ms. Bess Tian
iccbm@sciei.org
http://www.iccbm.org/

Organização
- Tokyo University of Science
- USP - The University of the Pacific


3º Seminário de Patologia das Construções de Santa Catarina - SEMPAT/SC 2018

27/02/2018
Florianópolis / SC

O encontro com alguns dos profissionais mais renomados da área da Engenharia Civil, tem como objetivo discutir a patologia nas estruturas de concreto.

Acontecendo no dia 27 de fevereiro (terça-feira), o evento é totalmente gratuito e será realizado no auditório da Associação Catarinense de Engenheiros - ACE, Rua Capitão Euclides de Castro, 360 | Florianópolis - SC.

Informações

ALCONPAT Brasil / Ibracon / ACE / Instituto IDD
(41) 3333-3668 / contato@idd.com.br
https://www.sympla.com.br/sempatsc-2018---3-seminario-de-patologia-das-construcoes-de-santa-catarina__224082


Feicon Batimat - Salão Internacional da Construção

10/4 a 13/4/2018

São Paulo / SP

A FEICON BATIMAT é o evento referência para o setor da construção civil na América Latina. O encontro ideal para a geração de negócios das grandes marcas com os seus principais revendedores e distribuidores, para apresentação de lançamentos, produtos e novas tecnologias.
Simultaneamente ao evento, acontecerá a CONFERÊNCIA FEICON BATIMAT, promovendo seminários de grandes entidades e empresas referências, além de reunir profissionais de renome nacional e internacional em apresentações técnicas, palestras, painéis de debates e estudos de casos.
Devido ao sucesso da última edição, as VISITAS TÉCNICAS a empreendimentos diferenciados continuam com novos roteiros, destacando características arquitetônicas, construtivas, tecnológicas e funcionais.

Informações
(11) 3060-4717
atendimento@reedalcantara.com.br
www.feicon.com.br

Organização
- Reed Exhibitions Alcantara Machado


Congresso Brasileiro de Patologia das Construções - CBPAT 2018

18/4 a 20/4/2018

Campo Grande / MS

O evento é um fórum de debates sobre o controle da qualidade, a patologia e a recuperação de estruturas, com intuito de divulgar as pesquisas científicas e tecnológicas sobre estes importantes temas e áreas correlatas. O congresso busca a integração dos profissionais envolvidos na construção civil, objetivando maior desenvolvimento profissional.
Os Congressos Brasileiros de Patologia das Construções são abertos aos profissionais do setor construtivo, engenheiros, técnicos, pesquisadores, empresários, fornecedores, investidores e estudantes que queiram aprender mais, discutir e se atualizar. Os idiomas oficiais do evento são o português, espanhol e inglês.

Informações
alconpatbrasil@yahoo.com.br
www.alconpat.org.br/cbpat2018

Organização
- ALCONPAT Brasil


3º Simpósio Paranaense de Patologia das Construções - 3º SPPC

2/5 a 4/5/2018
Curitiba / PR

O 3º Simpósio Paranaense de Patologia das Construções (3º SPPC) tem o objetivo de discutir o tema de patologia em construções, buscando, dessa forma, evitar acidentes causados por falhas nas estruturas, desde o processo de projeto até a operação e manutenção.

A idealização do evento reforça a importância da concessão de recurso para o incentivo à qualificação de profissionais da Engenharia Civil que se dedicam ao desenvolvimento de meios para aumentar a durabilidade, realizar inspeção, diagnóstico e projeto de recuperação de edificações, de modo a evitar acidentes e perdas de vida e patrimônio material da população.

O evento é destinado para estudantes e profissionais atuantes na Engenharia Civil e interessados em se aprimorar no estudo de mecanismos de degradação, ensaios de campo, diagnóstico e prognóstico de edificações deterioradas, assim como o estudo de procedimentos e novos de materiais de recuperação.

Informações

UFPR
sppc.ufpr.civil@gmail.com
http://www.tecnologia.ufpr.br/portal/patologiadasconstrucoes/3-simposio-paranaense-de-patologia-das-construcoes/