Com Clube de Mão de Obra, Anamaco resguarda consumidor

A Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção) chancela o Clube de Mão de Obra, que conta também com o apoio da indústria de materiais de construção e de lojas do varejo. Nascido para atender os três estados do sul (Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná), o programa procura minimizar as dificuldades do consumidor em encontrar profissionais para atuar em reformas, reparos, acabamentos e manutenções. Através do Clube de Mão de Obra, ocorre o cadastramento de especialistas e a capacitação de profissionais. Quem está à frente do programa é Márcia Santos, que pretende expandi-lo para todo o país. Especializada em marketing, varejo e mídias sociais, ela explica como funciona o Clube de Mão de Obra.
Qual o objetivo do Clube de Mão de Obra?
Através de um portal na internet, e de um aplicativo, ele busca fazer a conexão entre a necessidade do consumidor leigo e a mão de obra apta para realizar serviços. A busca é realizada sem cadastro prévio de quem consulta e reúne mais de 50 categorias, que podem ser encontradas por estado, cidade e bairro. Além disso, o profissional que se cadastra no clube recebe capacitação mensal e é avaliado pelos trabalhos que executa.
Houve um estudo prévio para a criação do Clube de Mão de Obra?
A leitura do mercado demonstrava claramente essa carência nas lojas de materiais de construção. O produto é vendido, mas sua garantia fica comprometida se quem vai instalá-lo não domina a técnica. Havia muita insegurança nesta área.
O Clube de Mão de Obra abrange todo o país. Quais estados mais participam dele?
O Clube de Mão de Obra iniciou em Florianópolis-SC e região metropolitana da capital catarinense, há dois anos. Fomos capacitando e entendendo as carências do mercado. Recentemente, passamos a atuar em Joinville-SC e região metropolitana, Curitiba-PR e região metropolitana e em Tubarão-SC. Em outubro, vamos lançar o Clube de Mão de Obra em Porto Alegre-RS e região metropolitana. O objetivo é abranger todo o país, mas não queremos que vire um simples classificado de mão de obra. Existe a necessidade de cuidar de cada mercado com atenção, para que sejam realmente profissionais capacitados.
O programa tem o apoio da indústria de materiais de construção e de lojas do varejo?
Sim. A Indústria, através de cursos ministrados por seus técnicos e de visitas técnicas aos seus parques fabris, ajuda na certificação dos profissionais. Da mesma forma, as lojas do varejo indicam esses profissionais para os clientes que adquirem produtos-parceiros. Nas lojas de materiais de construção que incentivam o Clube de Mão de Obra existem banners com a seguinte mensagem: encontre um profissional qualificado, assim como o endereço do clube na internet.
E a parceria com a Anamaco, como funciona?
A Anamaco é o grande guarda-chuva, debaixo do qual estão as Acomacs de todo o Brasil. Não abrimos nenhum mercado sem ter a parceria de uma Acomac. Primeiro, porque seus associados (lojas de varejo) nos trazem clientes (mão de obra) para se cadastrarem e se capacitarem. Assim, quem integra o clube são profissionais que já estão no mercado e desejam um selo de acreditação: “Faço parte do Clube, sei fazer”. O clube recebe uma mensalidade do associado profissional de mão de obra e 50% se reverte em renda extra para as Acomacs. Os espaços onde são feitos os treinamentos sempre são preparados pelas Acomacs. É como um convênio de benefícios para cada associação, que gera renda e movimento.
“Programa encurta caminhos e melhora a qualidade de toda a cadeia envolvida em uma obra”
Para o consumidor, quais as vantagens de existir um programa como o Clube de Mão de Obra?
O consumidor, através de um aplicativo que ele pode baixar sem custo e sem cadastro, obtém nome, referências e avaliações dos profissionais cadastrados na região, assim como pode ver fotos de obras e os cursos de capacitação realizados pela mão de obra que ele está consultando. É um ciclo onde todos ganham.
Quantos profissionais estão atualmente cadastrados no Clube de Mão de Obra?
Hoje temos cerca de 150. Alguns ainda estão se capacitando para depois disponibilizarem o serviço no app. Existem empreiteiras e construtoras parceiras que ensinam o ofício. Nossa projeção é de que até o final de 2018 chegaremos a 500 cadastrados. Nossa estrutura comercial e de treinamentos está se adequando a esse crescimento.
De que forma o programa serve para movimentar o mercado de trabalho da construção civil?
Ele encurta caminhos e melhora a qualidade de toda a cadeia envolvida em uma obra. A indústria tem mais segurança de que o know-how empregado em determinado produto não será desperdiçado, assim como o lojista tem confiança em indicar uma mão de obra para instalar o que ele está vendendo.
Engenheiros e arquitetos estão cadastrados no Clube de Mão de Obra?
Inicialmente não. Na medida em que observarmos a necessidade, vamos incluí-los no app. Recentemente, incluímos “limpeza de pós-obra” e “design de Interiores”. Até frete tem gente pedindo para inserir. Estamos verificando essas demandas.
Entrevistada
Márcia Santos, especialista em marketing e mídias sociais pela Unisul e desenvolvimento de dirigentes pela Fundação Dom Cabral. Atuou por 25 anos como representante comercial, gerente de mercado e executiva de entidade setorial
Contatos
www.clubedemaodeobra.com.br/contato
www.clubedemaodeobra.com.br/empresa
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Século 21 é do concreto, o material do futuro

“Esse é o século do concreto”. A frase marcou a palestra do engenheiro civil Robert Stark Feldman no 60º Congresso Brasileiro do Concreto, realizado na semana passada em Foz do Iguaçu-PR. Conhecido engenheiro estrutural na América do Norte, Stark tem como honraria máxima a medalha Charles S. Whitney, concedida pelo American Concrete Institute (ACI) por ser um defensor convicto do concreto. Com base em sua crença no material, ele vem quebrando paradigmas no país em que está localizado seu escritório de consultoria: o México.
No país latino-americano as estruturas em aço ou mistas (aço+concreto) eram predominantes até que a Stark + Ortiz começasse a projetar edifícios em concreto e comprovasse que eles são mais resistentes a abalos sísmicos. “A engenharia mexicana estava toda concentrada no aço, por causa das questões sísmicas. Também havia a falsa ideia de que estruturas de aço são mais rápidas de erguer e que, consequentemente, podem tornar a obra menos custosa. Revertemos esses conceitos no canteiro de obras”, afirma.
Robert Stark, que é Ph.D em engenharia estrutural pela Universidade de Illinois e professor da Escola de Engenharia da Universidade Nacional do México (UNAM) desde 1979, começou a convencer de que estava certo quando iniciou a construção de prédios altos em concreto, a um custo 40% menor do que os que possuíam estruturas em aço. “Eu disse: em aço, consigo erguer um pavimento a cada três dias, mas em concreto eu levanto um pavimento em cinco dias, mas a um custo 40% menor. Provei e fiz, convencendo um dos escritórios mais renomados de arquitetura, o Norman Fosters, e que só construía com estruturas de aço”, relata.
Prédio mais alto do México tem estrutura 100% em concreto
Porém, a redenção das estruturas de concreto no México ocorreu quando Robert Stark projetou o KOI Tower, na cidade de Monterrey, tornando-o a edificação em concreto mais alta do país, com 280 metros de altura, e inaugurado em 2017. “É outro case em que o arquiteto queria estruturas de aço, mas o convenci a mudar de ideia com um simples argumento. Disse a ele que no México é permitido construir quase tudo com estruturas de aço, menos hospitais, que devem ter estruturas em concreto. Por quê? Pelo motivo de que os abalos sísmicos não podem derrubar os hospitais. Eles precisam ficar em pé para atender os feridos. Ora, se os hospitais são em concreto para suportar terremotos, por que não os prédios altos? O arquiteto se convenceu”, conta.
Pelas projeções de Robert Stark, a partir de 2025 nenhum arranha-céu no mundo será construído em aço ou em sistema misto (aço+concreto). Segundo ele, o concreto vai predominar 100%. “A tecnologia do concreto é uma das que mais evolui no mundo. Concretos de alta resistência hoje suportam grandes pressões, desde fenômenos climáticos intensos até abalos sísmicos. Digo que desde 2004 vivemos a era do concreto, e provo: de 1920, quando começaram a proliferar os arranha-céus, até 1983, a grande maioria dos prédios tinha estruturas de aço. De 1983 até o final do século passado, predominaram as estruturas mistas. A partir de 2004, quando começou a construção do Burj Khalifa, que é o maior prédio do mundo e todo em concreto, o mundo se convenceu de que esse é o material do futuro. Por isso, não tenho medo e afirmar: esse é o século do concreto”, finaliza.
Entrevistado
Reportagem com base em palestra concedida pelo Ph.D em engenharia de estruturas, e professor da Universidade Nacional do México (UNAM), Robert Stark Feldman, durante o 60º Congresso Brasileiro do Concreto, promovido pelo IBRACON
Contato: fainge@unam.mx
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Qualificar concreto exige união de esforços
O concreto foi o protagonista dos debates no 60º Congresso Brasileiro do Concreto, realizado na semana passada em Foz do Iguaçu-PR, pelo IBRACON. Em duas mesas-redondas, a qualidade do material esteve no centro das discussões. Não que o concreto produzido no Brasil não seja um dos melhores do mundo em termos de resistência e durabilidade, como defende o professor-doutor Paulo Helene, mas ainda há metas a serem atingidas para que o material alcance um nível de industrialização capaz de impulsionar a construção civil nacional a patamares ainda melhores.
Entre os obstáculos a serem superados estão os números trazidos pelo presidente da ABESC (Associação Brasileira das Empresas de Serviço de Concretagem), Jairo Abud. Ele relatou que existe uma estimativa de que mais da metade das concreteiras em operação no país (650) não possui engenheiro-responsável, não emite ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) e não tem laboratório que comprove as características do material, de acordo com as especificadas em projeto. No entanto, disse Abud, são essas “concreteiras de fundo de quintal” que ditam o mercado, fazendo com que seus preços se tornem referência, o que gera concorrência desleal contra as empresas certificadas.
A crise que atinge a construção civil brasileira desde 2014 também alimenta a proliferação de concreteiras sem critérios técnicos, apesar de que, neste período, o volume de material vendido pelas empresas tenha caído. Hoje, as concreteiras respondem por 17% do concreto que chega aos canteiros de obra contra 21% de quatro anos atrás. “Em tempos de crise, a autoconstrução cresce, o que faz aumentar o concreto feito na própria obra”, afirmou Jairo Abud, citando que o preço do concreto nunca esteve tão barato. “Um litro de concreto custa 25 centavos atualmente. O concreto hoje representa 4% do custo total de uma obra. A despeito disso, perdemos mercado”, reforça.

mesas-redondas que debateram a qualidade do concreto. Crédito: Cia. de Cimento Itambé
Ações buscam ajuste fiscal para a construção industrializada do concreto
Por quê? Um dos motivos é o baixo estímulo à construção industrializada do concreto. Impostos como IPI e ICMS incidem sobre peças produzidas na indústria de pré-fabricados, e que chegam prontas no canteiro de obras. É um cenário de desigualdade fiscal que o setor tenta reverter na justiça, mas não consegue. Uma das ações que tramitam nos tribunais encontra-se parada há 30 anos no Supremo Tribunal Federal (STF). São obstáculos que vêm do século passado, ainda que haja empresas comprometidas com a inovação, como a Concresul, citada nas mesas-redondas como um exemplo de quem quer se diferenciar no mercado.
Os debates convergiram para o consenso de que existe a necessidade de uma união de esforços para que o mercado desperte para as boas práticas. Entre elas, destacam-se três: 1. Exigência de certificação para que a concreteira possa operar; 2. Normas técnicas rigorosas quanto à comprovação da qualidade do concreto; 3. Mecanismos que possam responsabilizar judicialmente quem produz concreto sem controle técnico. “O maior desafio é criar uma fórmula para diferenciar as boas empresas das de fundo de quintal, onde algumas sequer possuem caminhões-betoneira com facas adequadas para bater o concreto durante o transporte”, finalizou o presidente da ABESC.
Homenagem
O 60º Congresso Brasileiro do Concreto homenageou o engenheiro civil Arcindo Vaquero y Maior, que morreu na semana anterior ao evento. Ex-presidente da ABESC e membro do IBRACON, Arcindo teve atuação destacada em ações voltadas às melhores práticas para a produção de concreto. Sempre presente em seminários, congressos e comissões da ABNT que atualizam ou criam normas técnicas, Arcindo Vaquero y Maior faria uma palestra no 60º CBC, intitulada “Por que temos poucas centrais dosadoras no Brasil?”. O presidente da ABESC, Jairo Abud, o substituiu, mas resumiu a importância do engenheiro em uma frase: “O Arcindo fará muita falta ao meio técnico da construção civil.”
Entrevistado
Reportagem com base em mesas-redondas ocorridas no 60º Congresso Brasileiro do Concreto, promovido pelo IBRACON, com foco na qualidade do concreto. Os debates reuniram representantes da ABESC, da ABECE, do IBRACON, da ABCP, dos SindusCons, da ABNT, dos laboratórios e das universidades
Contato: abesc@abesc.org.br
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
“Lei Boate Kiss” muda cursos de engenharia e arquitetura

Há um ano em vigor, a lei 13.425, que define normas de segurança, prevenção e proteção contra incêndio em estabelecimentos com capacidade de público igual ou superior a 100 pessoas, aumentou a responsabilidade de engenheiros civis e arquitetos. A legislação, popularmente conhecida como “Lei Boate Kiss”, obriga que as edificações em obra ou em processo de retrofit tenham projetos de prevenção de incêndio assinados pelos profissionais da área. A lei também torna mais rigorosa a fiscalização e cobra das escolas de engenharia e de arquitetura disciplinas voltadas para o combate ao fogo em edificações.
Neste ponto é que a lei ainda não pegou. Apesar de seu nome simbólico, em homenagem às 242 pessoas que morreram no incêndio que atingiu a boate Kiss em janeiro de 2013, na cidade de Santa Maria-RS, as escolas de engenharia e de arquitetura ainda não possuem tais disciplinas agregadas aos seus currículos. E o texto da lei é claro: “... prevê ainda a obrigatoriedade da inclusão de conteúdos relativos à prevenção e ao combate a incêndios e desastres em todos os cursos de graduação em Arquitetura e Urbanismo, Engenharia, e em cursos técnicos ou de tecnologia na área.”
Para alertar sobre a necessidade de formar profissionais com preparo para projetar segurança contra incêndio nas edificações, ocorreu, dentro do 60º Congresso Brasileiro do Concreto, a segunda edição do Seminário sobre Segurança de Estruturas em Situação de Incêndio. Entre os palestrantes, o diretor da Escola de Engenharia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Luís Carlos Pinto da Silva Filho, fez o alerta: “Não só por causa da lei, mas pelo volume de conhecimento que tem sido produzido nesta área, assim como as pesquisas realizadas, se torna uma exigência que mudanças rápidas aconteçam no currículo, para que a segurança contra incêndio seja abordada com a devida importância pelos cursos.”
Ainda são poucas as universidades que pesquisam e ensinam sobre prevenção ao fogo
O prazo para a implantação das disciplinas curriculares é 1º de outubro de 2018, mas boa parte das escolas de engenharia e de arquitetura tenta dar uma interpretação própria à lei, oferecendo palestras, cursos ou promovendo seminários, mas sem realizar efetivamente a mudança curricular, o que ainda se limita a poucas universidades. Para Luís Carlos Pinto da Silva Filho, é preciso um redirecionamento. “Não estamos entregando o que precisa para formar bons profissionais. A legislação, a fiscalização, a normalização e a certificação de materiais contra fogo estão evoluindo rapidamente e os novos profissionais precisam estar preparados para essa realidade”, afirma.
No Rio Grande do Sul, o itt Performance, da Unisinos de São Leopoldo/RS, e o LEME (Laboratório de Ensaios e Modelos Estruturais), da UFRGS, assim como o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), vinculado à USP, em São Paulo-SP, são referências para o país na disseminação de conhecimento sobre engenharia de segurança contra incêndio. No Brasil, apenas outras nove universidades também pesquisam e ensinam sobre o assunto: UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte), UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), UFOP (Universidade Federal de Ouro Preto, UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), UFSCAR (Universidade Federal de São Carlos), UNICAMP (Universidade de Campinas), UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) e Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).
Entrevistado
Reportagem com base em palestra concedida pelo diretor da Escola de Engenharia da UFRGS, Luís Carlos Pinto da Silva Filho, durante o Seminário sobre Segurança de Estruturas em Situação de Incêndio, dentro do 60º Congresso Brasileiro do Concreto, promovido pelo IBRACON
Contato: lcarlos66@gmail.com
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Atlas inédito sobre patologias da construção sai do papel

Segundo Pedro Castro Borges, que esteve em Foz do Iguaçu-PR na semana passada, onde aconteceu o 60º Congresso Brasileiro do Concreto, o atlas é necessário para que sejam identificados os microclimas dentro do continente e, por meio desta pormenorização, possam ser trabalhados itens como qualidade do cimento, relação água/cimento e famílias do concreto. “A relação água/cimento, por exemplo, influencia muito no transporte de cloretos para dentro do concreto. Isso também depende da temperatura ambiente onde a obra está sendo construída. Quanto mais água e maior a temperatura, mais poros serão criados no concreto e, consequentemente, menor restrição à entrada de cloretos”, define.
O atlas, no entender de Pedro Castro Borges, seria um indicador de como produzir o melhor concreto em cada região do continente, levando em conta características climáticas, patologias mais recorrentes e propriedades dos materiais (cimento, areia, brita, água e aditivos) utilizados em cada microclima. Para isso, ele mobiliza especialistas para que o documento seja elaborado por várias mãos. “Não é um trabalho sozinho. Tenho falado com uma rede de especialistas em patologias do concreto que já alcança 19 países. A ideia é que em 2019, na CONPAT que vai ocorrer em Chiapas, possam lançar os fundamentos do atlas, para começarmos a elaborá-lo. No entanto, não é um trabalho que ocorre rapidamente. Presumo que vai precisar, no mínimo, de cinco anos para que possamos coletar as informações e publicá-lo”, diz.
Brasil tem papel importantíssimo na elaboração do atlas sobre patologias
Para o engenheiro mexicano, com a reunião de vários microclimas em um atlas será possível criar modelos matemáticos mais precisos para ajudar a prevenir, principalmente, o ingresso de cloretos no concreto, assim como evitar processos de carbonatação. Pedro Castro Borges ainda destaca que o Brasil tem papel importantíssimo na elaboração do atlas sobre patologias do concreto. Não só por ser o maior país do continente latino-americano, mas por possuir vários microclimas em seu território. “O Brasil tem um vasto litoral, que abrange desde a região nordeste - muito vulnerável a cloretos - até o sul do país, que tem características muito distantes. Por isso, a presença dos estudiosos brasileiros é importantíssima na concepção desse atlas”, reforça.
No México, o professor-doutor é considerado a principal autoridade no estudo de patologias relacionadas ao concreto. O trabalho de Pedro Castro Borges, atualmente, tem sido o de formar novos pesquisadores, já que as estruturas em seu país também são alvos recorrentes de ataques por cloretos, e de atuar em cima do aprimoramento de normas técnicas. “Costumo comparar o concreto a um ser vivo. Ele pode sofrer de câncer, que seriam os ataques por cloretos, e pode morrer, ou seja, pode ruir. Por isso, tratar dessas patologias é um tema de grande importância para todos”, reafirma.
Entrevistado
Reportagem com base em palestra concedida pelo professor-doutor e engenheiro civil Pedro Castro Borges, durante o 60º Congresso Brasileiro do Concreto, promovido pelo IBRACON
Contato: pcastro@cinvestav.mx
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Se economia reagir em 2019, vão faltar imóveis à venda

Apenas 2% dos imóveis postos à venda no país atualmente são lançamentos. O que construtoras e incorporadoras estão conseguindo negociar no cenário de crise são seus estoques. Dados da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) indicam que há atualmente 124 mil unidades já construídas para a venda, em todo o Brasil – considerando exclusivamente edificações residenciais. Diante deste cenário, se a economia retomar o crescimento entre 2019 e 2020, muito provavelmente faltarão imóveis novos para serem vendidos no país.
O levantamento da CBIC aponta que o estoque atual, considerando o ritmo fraco da economia, levaria 12 meses para se esgotar. Se não houver reposição, em setembro de 2019 não existirão mais imóveis novos já construídos à venda. Esse esvaziamento pode acelerar se o país voltar a crescer a um ritmo de 3% ao ano. Pior: não há lançamentos para compensar, pois em função do impasse sobre a lei do distrato as construtoras estão preferindo não lançar a venda do imóvel na planta. Há ainda o fato de que um edifício habitacional, por exemplo, leva pelo menos três anos para ficar pronto.
Pelas projeções, se as construtoras voltassem a produzir a todo vapor a partir de 2019, os estoques só seriam regularizados em 2022. Para o presidente da CBIC, José Carlos Martins, se por um lado os números mostram que as empresas estão conseguindo vender seus estoques, por outro ele vê risco de desequilíbrio no mercado. Celso Petrucci, presidente da comissão de indústria imobiliária da CBIC, avaliza a opinião do presidente. “Digamos que o presidente eleito seja comprometido com as reformas e o país cresça 1,5% em 2019 e 3% em 2020. Isso já é o suficiente para faltar imóvel no mercado”, diz.
Um dos riscos do desequilíbrio entre estoque e lançamentos é a alta do preço dos imóveis
O Brasil já viveu cenário semelhante em 2010, quando o país saiu de um crescimento negativo do PIB em 2009 (-0,1%) para 7,5% no ano seguinte. Isso ocasionou o consumo muito rápido dos estoques das construtoras e impactou nos preços dos lançamentos, que cresceram de 35% a 40% em cidades como São Paulo-SP, Rio de Janeiro-RJ e Brasília-DF. Para que fosse revertida a tendência de fim dos estoques com baixo nível de lançamentos, teria que haver uma inversão na política restritiva de crédito adotada pelos agentes financeiros, juntamente com a aprovação do projeto de lei que busca regulamentar o distrato e encontra-se, atualmente, parado no Senado.
Outro passo importante para que os lançamentos voltassem a crescer para compensar o fim dos estoques seria a retomada em um ritmo mais acelerado do programa Minha Casa Minha Vida. Assim, estima a CBIC, haveria um equilíbrio entre venda de estoques e lançamentos. Hoje a balança está fora do prumo. No primeiro semestre de 2018, foram vendidas no país 55,3 mil unidades de estoque e, no mesmo período, houve o lançamento de cerca de 25 mil unidades, porém, nem todas colocadas à venda ainda. Além disso, das que foram abertas para negociação, apenas 2% acabou efetivamente comprada. “É preciso trabalhar para retomar esse equilíbrio”, afirma José Carlos Martins.
Entrevistado
Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), com base no estudo Indicadores Imobiliários Nacionais, do 1º semestre de 2018 (via assessoria de imprensa)
Contato: comunica@cbic.org
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Curitiba lidera ranking de cidades-inteligentes no Brasil

Entre as cerca de 700 cidades participantes do ranking Connected Smart Cities 2018, Curitiba conquistou o 1° lugar no ranking geral, 2º em empreendedorismo e urbanismo, 3º em tecnologia e inovação e 1º lugar em governança, tornando-se a cidade-inteligente número 1 do Brasil. A capital paranaense foi seguida de São Paulo-SP, Vitória-ES, Campinas-SP e Florianópolis-SC. Na sexta colocação está o Rio de Janeiro-RJ, com Belo Horizonte-MG, Porto Alegre-RS, Santos-SP e Niterói-RJ completando a lista das 10 melhores colocadas no ranking.
Para o presidente da Urban Systems e sócio da plataforma Connected Smart Cities, Thomaz Assumpção, Curitiba assumiu a liderança do ranking Connected Smart Cities por conseguir ser eficiente na conexão dos 11 eixos temáticos, que são: mobilidade, urbanismo, meio ambiente, energia, tecnologia e inovação, economia, educação, saúde, segurança, empreendedorismo e governança. “O resultado alcançado por Curitiba demonstra que a cidade tem planos estratégicos que se sobrepõem aos planos de governo”, avalia.
Curitiba ultrapassou a cidade de São Paulo-SP, que liderou o ranking em 2016 e 2017. A capital paranaense vinha subindo de posição e foi a terceira colocada em 2016 e a segunda em 2017. Segundo Thomaz Assumpção, o investimento em educação e em inovação tem papel decisivo no posicionamento da cidade. “A educação tem uma grande importância no desenvolvimento do empreendedorismo e na busca da sustentabilidade econômica, permitindo que mais atores sejam responsáveis pelo desenvolvimento da cidade”, diz.
Ranking está em sua 4ª edição e coleta dados de organismos governamentais
Durante a premiação, o prefeito de Curitiba, Rafael Greca, afirmou que a prefeitura relançou este ano o Curitiba Tecnoparque, programa de atração de empresas de base tecnológica para a capital, que oferece desconto de 5% para 2% no Imposto Sobre Serviços (ISS) às startups que investem em tecnologia e inovação. “O Tecnoparque é um dos pilares do Vale do Pinhão, sendo um programa estratégico para Curitiba. Em 2017, o Engenho da Inovação, sede do Vale do Pinhão, recebeu mais de 50 eventos voltados à inovação. Como resultado destes esforços, a capital vem subindo ano a ano no ranking Connected Smart Cities”, comemora.
Apesar de Curitiba liderar o ranking, o estado de São Paulo ainda concentra o maior número de cidades-inteligentes, com três municípios entre os 10 mais bem colocados. Destacam-se ainda as cidades de Pirassununga-SP e Barueri-SP. Na região sul, além das três capitais, outras 15 se posicionam no ranking das 100 cidades-inteligentes do país: Blumenau-SC (16º), Maringá-PR (20º), Balneário Camboriú-SC (24º), Joinville-SC (30º), Itajaí-SC (31º), Santa Maria-RS (38º), Cascavel-PR (45º), Pato Branco-PR (66º), Umuarama-PR (67º), Jaraguá do Sul-SC (68º), Chapecó-SC (77º), Canoas-RS (81º), Caxias do Sul-RS (89º), Ponta Grossa (93º) e Toledo-PR (96º).
O ranking Connected Smart Cities foi lançado em 2015 e a metodologia foi desenvolvida a partir do levantamento das principais publicações nacionais e internacionais sobre o tema cidades-inteligentes, conectadas e sustentáveis. Com base nestes estudos, foram elencados 70 indicadores possíveis de se mensurar dentro da realidade brasileira. A coleta de dados se dá em organismos governamentais, como IBGE, ministérios, secretarias e agências reguladoras.
Entrevistado
Urban Systems (via assessoria de imprensa)
Contato: imprensa@sators.com.br
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
No Chile, construção pré-fabricada supera alvenaria

O Chile é o primeiro país da América Latina em que a construção de casas que usa a tecnologia de pré-fabricados de concreto supera a alvenaria. Segundo levantamento do Instituto do Cimento e do Concreto do Chile (ICH), desde o segundo semestre de 2017 o uso do pré-fabricado predomina em 46% das obras residenciais com dois pavimentos, enquanto o sistema de alvenaria responde por 43%. Os outros 11% referem-se a outras tecnologias, e que utilizam principalmente a madeira como matéria-prima.
As razões que têm levado as construtoras chilenas a optar pelo pré-fabricado são conhecidas: velocidade na construção, redução do emprego de mão de obra e menor custo. “O sistema é o que menos depende de grande quantidade de mão de obra. Por outro lado, fabricando os elementos sob condições controladas, para montá-los no local da obra, é possível obter um alto padrão de qualidade”, avalia Augusto Holmberg, gerente-geral do ICH. “Isso não vale apenas para moradias, mas para prédios residenciais”, completa.
Segundo Augusto Holmberg, as construtoras chilenas que atuam no setor habitacional descobriram algo que o segmento industrial já pratica faz 20 anos no país. “A construção de armazéns de logística, supermercados, centros de distribuição e indústrias, utilizando concreto pré-fabricado, é uma realidade consolidada e que esse setor não abre mão. Agora, o setor de construções de moradias está descobrindo os benefícios, que são muitos e tornam essa tendência irreversível”, reforça.
Um dos sistemas utilizados no Chile utiliza uma fábrica robotizada, que monta os elementos das casas em uma linha de montagem como se fosse uma fábrica de veículos automotores. Dentro da unidade, o robô produz as peças de concreto, dimensionado-as diretamente a partir do projeto concebido dentro da ferramenta BIM. Entre as vantagens, estão a redução de custos, redução de prazos de entrega, flexibilidade e características ecológicas do sistema. A construtora assegura que em um dia consegue produzir elementos para até 4 casas de 140 m2.
Tecnologia tem sido importante também no combate ao déficit habitacional
O sistema é importado da Alemanha e utiliza paredes sanduíche, com o “recheio” de EPS dentro das fôrmas para melhorar o conforto térmico e acústico. As peças milimetricamente fabricadas são transportadas para o terreno onde a casa será construída. Segundo o sócio-fundador da construtora chilena BauMax, Alexis Berczely, hoje o sistema permite economizar em 30% o cronograma da obra, mas ele avalia que tem potencial para chegar a 50%. Em cinco anos, a construtora estima que terá 8% do mercado chileno de construções residenciais para a classe média. “Em países como Alemanha, França, Holanda, Rússia, China e Austrália, essa tecnologia é amplamente utilizada, e será assim no Chile também”, avalia.
Só em Santiago e região metropolitana, o uso da tecnologia do pré-fabricado de concreto em residências alcançou a marca de 1,5 milhão de m2 no segundo semestre de 2017, mantendo-se em viés de alta no primeiro semestre de 2018. O sistema também vem ajudando o MinVU (Ministerio de Vivienda y Urbanismo) a reduzir ainda mais o déficit habitacional do Chile. No mais recente levantamento, divulgado em julho de 2018, o país tinha carência de 393 mil unidades, ante as 522.326 que existiam há dez anos.
Veja a produção robotizada de elementos pré-fabricados
Entrevistado
- Instituto do Cimento e do Concreto do Chile (ICH) (via assessoria de imprensa)
- Ministerio de Vivienda y Urbanismo (via assessoria de imprensa)
Contatos
info@ich.cl
contártenos@minvu.cl
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Guia orienta como contratar sob a lei da terceirização

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu dia 30 de agosto de 2018 a favor da terceirização irrestrita, dando base legal à lei aprovada em 2017. A decisão tem efeito direto na indústria da construção civil, que ganha segurança jurídica para melhorar o ambiente de negócios nas empresas e as contratações para o canteiro de obras. Atenta, a CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) lançou o guia Contrate Certo, que orienta sobre serviços na modalidade de empreitada e subempreitada.
O documento traz textos-técnicos, sugestões de procedimentos e arquivos-modelos para otimizar todo o processo de contratação. “Tão importante quanto os aspectos operacionais de uma obra são os procedimentos legais e as questões administrativas e financeiras contempladas nela”, diz o enunciado do guia. “O desconhecimento da lei está na origem de muitas situações que acarretam complicações desnecessárias para as empresas. Acreditamos que a informação é a melhor ferramenta de que dispomos para trabalhar na legalidade e obedecendo às exigências legais”, continua.
Com a decisão definitiva do STF, os organismos ligados à construção civil avaliam que o guia Contrate Certo é ainda mais imprescindível aos empresários do setor. Para ser bem abrangente, o documento tem cinco capítulos: 1. Terceirização e o contrato de subempreitada (abordagem dos aspectos legais da subempreitada); 2. Fase pré-contratual (orientações para a empreitada, documentação básica, modelo de declarações e documentos); 3. Contrato de empreitada (normas e condições contratuais, modelos de contrato e relação de documentos); 4. Execução do contrato de empreitada (aspectos imprescindíveis, como ambiente da obra, alojamentos, medicina e segurança do trabalho, modelo de advertência e carta de rescisão e um checklist para a fiscalização); 5. Cursos de gestão para subempreiteiros (em parceria com sindicatos e Sebrae).
Para organismos da construção, ministros estão antenados com a economia moderna
O guia reflete a tese de repercussão-geral aprovada pelo STF, que foi a seguinte: “É lícita a terceirização ou qualquer outra forma de divisão do trabalho entre pessoas jurídicas distintas, independentemente do objeto social das empresas envolvidas, mantida a responsabilidade subsidiária da empresa contratante”. No entender dos organismos que representam a construção civil, a decisão do Supremo, por 7 votos a 4, deve servir para pacificar e uniformizar a questão na justiça trabalhista. “A terceirização não somente é legal como é indispensável no processo produtivo da construção moderna”, comenta o presidente do SindusCon-SP, José Romeu Ferraz Neto.
Já para os representantes da CBIC, a decisão do STF demonstra que os ministros estão antenados com a economia moderna, onde as cadeias de produção são verticalizadas. “A decisão acaba com uma discussão que já não fazia o menor sentido para a economia moderna e muito menos para a indústria da construção, considerando que o setor tradicionalmente subempreita as suas atividades”, destaca o presidente da comissão de política de relações trabalhistas (CPRT) da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Fernando Guedes Ferreira Filho.
Entrevistados
- Fernando Guedes Ferreira Filho, presidente da Comissão de Política de Relações Trabalhistas da CBIC (via assessoria de imprensa)
- José Romeu Ferraz Neto, presidente do SindusCon-SP (via assessoria de imprensa)
Contatos
ascom@cbic.org.br
sindusconsp@sindusconsp.com.br
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Impressão 3D surge como solução para habitação social

Em Nantes, na França, a fila da habitação social para famílias com renda mínima começou a andar desde abril de 2018, quando foram entregues as primeiras moradias populares construídas com impressão 3D. O robô Batiprint3D, desenvolvido na Universidade de Nantes, consegue executar a estrutura de uma residência de cinco cômodos em 54 horas. As paredes são erguidas com polímeros e revestidas por placas cimentícias, para garantir conforto térmico e acústico à residência. A casa é impressa no terreno e todo o processo para que fique pronta leva 18 dias.
A impressora Batiprint3D pode ser transportada para o local da obra, o que torna o custo 40% menor que de uma construção convencional. A tecnologia surge como solução para o déficit habitacional em todo o mundo. O mesmo conceito tem sido aplicado em El Salvador, onde 100 residências são erguidas por impressoras 3D. As empresas que dominam essas tecnologias, assim como as universidades que fomentam as pesquisas, estimam que em qualquer lugar do mundo será possível construir casas de interesse social por 4 mil dólares, e entregá-las para moradia em 15 dias.
Francky Trichet, chefe do conselho de Nantes para questões de tecnologia e inovação, avalia que o modelo de impressão 3D para moradias permite começar a contar uma nova história na construção civil. "Durante dois mil anos não houve uma mudança no paradigma do processo de construção. Estamos começando a contar uma nova história. Acabamos de escrever ‘era uma vez...’, mas cabe às empresas privadas assumirem essa narrativa e massificarem a tecnologia”, diz.
Já Benoit Furet, líder do projeto na Universidade de Nantes, afirma que a tecnologia reduzirá o custo de construção em 25% nos próximos cinco anos e 40% nos próximos 10 ou 15 anos. “Isso se deve ao fato de que quanto mais aprimorada a tecnologia ficar mais barata ela se torna e, consequentemente, os custos caem, principalmente se as casas forem construídas em larga escala”, comenta. O professor entende também que, além de modificar a engenharia, a impressão 3D fará também com que a arquitetura reveja seus conceitos. “Ela poderá ser muito mais criativa ao imaginar as formas das casas que vai projetar”, completa.
Projeto viabiliza 100 casas em El Salvador e planeja erguer duas mil residências no Haiti

Além do projeto desenvolvido em Nantes, a ONG New Story, criada para ajudar a combater o déficit habitacional em países pobres, juntou-se à Icon - empresa de construção e robótica -, para viabilizar um condomínio com 100 residências em El Salvador. O custo de cada moradia é US$ 10 mil e o protótipo foi apresentado na edição 2018 da feira de inovação SXSW, em Austin-Texas. O modelo da casa mede 60 m² e sua estrutura é impressa em 24 horas, usando concreto autoadensável.
A parceria entre a ONG e a Icon trabalha para reduzir o custo de cada moradia para US$ 4 mil, a fim de levar um projeto ousado ao Haiti. A meta é viabilizar duas mil residências no país que desde 2004 vive em clima de guerra civil, e que em 2007 foi atingido por um devastador terremoto de 7.3 na escala Richter. O tremor destruiu cerca de 250 mil moradias no país, cujo déficit habitacional passa das 700 mil unidades.
“Sentimos ser nossa responsabilidade desafiar os métodos tradicionais de construção para acabar com o déficit habitacional. Os atuais nunca vão alcançar os mais de um bilhão de pessoas que hoje precisam de casas seguras”, disse Brett Hagler, CEO da New Story, em nota. “Ao trabalhar com a Icon e criar inovações em impressão 3D, somos capazes de atingir mais famílias, com melhores condições de abrigo, e muito mais rápido”, conclui.
Veja vídeo da casa construída em Nantes, na França
Veja vídeo da casa desenvolvida para projetos em El Salvador e no Haiti
Entrevistado
Departamento de engenharia mecânica e de produção da Universidade de Nantes (via assessoria de imprensa)
ONG New Story (via assessoria de imprensa)
Contatos
direction-gmp.iutna@univ-nantes.fr
sarah@newstorycharity.org
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330









