Crédito imobiliário seguirá com oferta elevada em 2014
No ano passado, modelo de financiamento cresceu 32% e alcançou R$ 109,2 bilhões; este ano, expectativa é de que ultrapasse os R$ 170 bilhões
Por: Altair Santos
O crédito imobiliário fechou 2013 com uma ampla recuperação em relação a 2012. A carteira cresceu 32%. Comparado com o que havia registrado no ano passado, quando teve um avanço modestíssimo de 3,12%, foi uma alta de 1.025%. Isso gerou desembolso de R$ 109,2 bilhões, entre negócios com pessoas físicas e jurídicas, estabelecendo um novo recorde histórico desde que a série começou a ser apurada pela ABECIP (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança).

Mesmo assim, o crescimento de 32% manteve-se abaixo da média estabelecida entre os anos de 2005 e 2011, quando o crédito imobiliário avançou 53% a cada ano. Segundo o presidente da ABECIP, Octávio de Lazari Junior, quatro componentes motivaram essa alta: 1) Situação de quase pleno emprego; 2) Renda média dos brasileiros em alta; 3) Juros razoáveis, e 4) Disposição dos bancos em investir em crédito imobiliário. Para 2014, a expectativa é de que o desembolso chegue a R$ 126 bilhões, com avanço estimado de 15,6%.
De Lazari avalia que o Brasil ainda tem muito a crescer em termos de crédito imobiliário. A carteira gera um volume de negócios na ordem de 8% do PIB (Produto Interno Bruto) sendo que em outros países a proporcionalidade é muito maior. No México, chega a 9% do PIB; no Chile, 11%; na China, 14%; em Portugal, 60%, e nos Estados Unidos, 70%. “O Brasil tem capacidade para gerar um volume de negócios superior a R$ 300 bilhões. Estamos falando da carteira mais importante do país”, disse o presidente da ABECIP.
O desembolso de 109,2 bilhões para o crédito imobiliário permitiu que fossem financiados 529,8 mil imóveis no Brasil em 2013. Deste volume de recursos, 41% foram para pessoas físicas. Em 2014, a ABECIP avalia que o crédito para as construtoras tende a ser maior do que para o comprador final. “As empresas desovaram seus estoques em 2012 e em 2013 e agora vão precisar recorrer ao crédito imobiliário para iniciar novas construções”, afirma Octávio de Lazari Junior.
O dirigente explica que recursos não faltarão para financiar mais habitações. “Com o aumento da captação líquida da caderneta de poupança, o país tem reservas suficientes para manter o crédito imobiliário aquecido pelo menos até o final de 2015”, afirma o presidente da ABECIP. Além disso, ele estima que os bancos devem ampliar a participação na concessão de empréstimos, por se tratar de um negócio de baixo risco. “A inadimplência nas operações está em 1,8%, para os casos que deixam atrasar mais de três prestações”, completa.
O pequeno volume de inadimplentes, no entender da ABECIP, comprova que o brasileiro compra casa para morar e não para especular no mercado imobiliário. Além disso, dados da associação revelam que ao adquirir seu imóvel próprio o consumidor costuma dar entradas que amortizam, em média, até 35% da dívida. “isso gera prestações menores e o comprometimento médio da renda chega a 22%, inferior ao que determina a lei, que exige 30%”, finaliza Lazari Junior.
Entrevistado
Economista Octávio de Lazari Júnior, presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip)
Contato: imprensa@abecip.org.br
Crédito Foto: Divulgação/ABECIP
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Rio inaugura obra póstuma de Oscar Niemeyer
Projeto idealizado há mais de 50 anos pelo arquiteto preserva formas curvilíneas e agrega o que há de mais moderno em termos de construção sustentável
Por: Altair Santos
Projetados há mais de 50 anos por Oscar Niemeyer, os novos edifícios da Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro, são as primeiras obras inauguradas após a morte do arquiteto - ocorrida em dezembro de 2012. Localizado no bairro de Botafogo, o empreendimento conta com um prédio de 19 andares e um centro cultural que tem a marca registrada de Niemeyer: formas curvilíneas construídas em concreto armado.

O novo complexo da FGV foi executado pela Carioca Engenharia e a supervisão arquitetônica ficou a cargo de João Niemeyer - sobrinho de Oscar Niemeyer. O destaque da obra é o centro cultural, que conta com três pavimentos divididos em auditórios, biblioteca física e digital, salas de exposição e um grande vão para estudos. Tanto esta edificação, que será aberta ao público em abril de 2014, quanto o prédio de 19 andares, se juntam à antiga sede da Fundação Getúlio Vargas, também projetado por Niemeyer, e que atualmente passa por retrofit.
O investimento total da construção foi de R$ 210 milhões. Entre os dados técnicos, destaca-se o emprego de 6.512 m³ de concreto, em uma área construída de 44.735,64 m². O prédio de 19 andares, que chega a 92,21 m de altura, utilizou 20 mil m² de vidro para recobrir sua fachada. Ao todo, 619 operários atuaram na obra. Além disso, a edificação segue o padrão “triple A”, ou seja, empreendimento comercial de alta qualidade, com recursos tecnológicos de última geração compatíveis com a certificação LEED (Leadership in Energy and Environment Design).
Para obter a certificação de "prédio verde", a obra contou com 12 projetistas e consultores para as seguintes disciplinas: arquitetura, estrutura, fundações, instalações, ar condicionado, instalações prediais, prevenção e combate a incêndio, impermeabilização, acústica, iluminação, vidros e esquadrias, certificação LEED (Green Building) e elevadores. A construção durou três anos e efetuou o tratamento de todos os resíduos.
O complexo conta ainda com dispositivos de detecção de incêndio e dois subsolos de garagens, com cerca de 500 vagas. Os edifícios estão preparados para receber a circulação de 2.500 pessoas por dia. "Os prédios são verdadeiras obras de arte, como não poderia deixar de ser um projeto de Oscar Niemeyer. Além disso, trarão benefícios à população do Rio de Janeiro que extrapolam a área de atuação da FGV”, destaca o presidente da Fundação Getúlio Vargas, Carlos Ivan Simonsen Leal.
Veja time-lapse da construção da Torre Oscar Niemeyer
Entrevistado
Fundação Getúlio Vargas (via assessoria de imprensa)
Contato: http://portal.fgv.br/contato
Crédito Foto: Américo Vermelho/FGV-RJ
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Bombas de concreto viram rotina nas obras brasileiras
ABESC avalia que mão de obra cara, combinada com a chegada de fabricantes chineses ao país, estimula uso deste tipo de equipamento na construção civil
Por: Altair Santos
A tecnologia de bombeamento de concreto entra em uma nova fase no Brasil. Com as empresas dispostas a construir edifícios cada vez mais altos, equipamentos que atendem essa demanda começam a ser usados com maior frequência no país. Em 2013, entrou em funcionamento uma bomba-lança com mastro de 63 metros de comprimento, que se transformou na maior do gênero na América Latina. A tendência, segundo a ABESC (Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Concretagem) é que essas máquinas atinjam alturas cada vez mais significativas e virem rotina na construção civil do país. "O mercado mudou com a entrada de fábricas chinesas no Brasil. Elas estão trazendo equipamentos maiores também para o bombeamento de concreto", revela Jairo Abud, presidente da ABESC.

Além da entrada de fabricantes chineses no Brasil, um outro fator incentiva o mercado de bombas de concreto, explica Abud. "No Brasil, recentemente, ocorreu o seguinte fenômeno: a mão de obra se tornou escassa e, consequentemente, ficou mais cara. Então, as construtoras passaram a explorar mais a produtividade que o bombeamento de concreto oferece. Esse equipamento compete sempre com o custo da mão de obra no Brasil. No passado era relativamente difícil realizar uma obra usando essas máquinas. Hoje, com os projetos dos prédios mais altos, uma combinação de fatores tornou competitivo o uso destas bombas", diz o presidente da ABESC. "Hoje, bombas são equipamentos rotineiros nas obras brasileiras e o custo, na grande maioria dos casos, absorve com facilidade esse serviço", completa o consultor da ABESC, Arcindo Vaquero y Mayor.
Jairo Abud dá um exemplo de como a produtividade das bombas de concreto é eficaz. "Há várias maneiras de colocar o concreto em uma laje. Ele pode ser levado de carrinho, com baldes ou por bomba de concreto. No sistema de carrinho com elevador, em obras com poucos pavimentos, é possível lançar de cinco a seis metros cúbicos por hora. Com o bombeamento é possível lançar sessenta metros cúbicos por hora, ou seja, você consegue colocar o concreto numa velocidade até dez vezes mais rápida do que no sistema convencional. Isso diminui o tempo de construção e, portanto, gera economia, pois a demora na obra encarece os custos", afirma. Segundo Abud, atualmente, para obras que envolvam a partir de 15 m³ de concreto, já é recomendável usar bombas.

Para ser bem aproveitado por esses equipamentos, o concreto precisa ter boa fluidez. "Tem que ser um concreto mais líquido, mais mole. É preciso prepará-lo com uma quantidade maior de cimento por metro cúbico e também adicionar aditivos especiais que facilitam o bombeamento e reduzem o atrito. Esse concreto, por ter um consumo maior de cimento tem um resultado mais bonito e permite que peças aparentes fiquem melhor acabadas. Normalmente usa-se o concreto autoadensável. É uma tecnologia empregada intensamente no Brasil, inclusive utilizada nas construções do Minha Casa Minha Vida. Isso prova a viabilidade econômica do concreto bombeado", afirma o presidente da ABESC. "Para bombear a grandes alturas é necessário que o concreto seja muito fluído e com viscosidade adequada. Além do mais, a montagem da tubulação deve evitar vazamentos de nata", complementa Vaquero y Mayor.
Entrevistados
- Jairo Abud, engenheiro civil e economista, com atuação no setor concreteiro desde 1979 e atual presidente da ABESC (Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Concretagem)
- Arcindo Vaquero y Mayor, engenheiro civil e consultor técnico da ABESC
Contato: abesc@abesc.org.br
Crédito Foto: Divulgação/ABESC
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Projeto obriga vistoria em edifícios de todo o país
Se virar lei, país terá uma política nacional de manutenção predial, com base em normas da ABNT e com engenheiros civis credenciados para inspeções
Por: Altair Santos
Em sua última sessão de 2013, a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania) da Câmara Federal aprovou o projeto de lei nº 3370/2012, que trata da obrigatoriedade de vistorias periciais e manutenções periódicas nas edificações, sejam elas públicas ou privadas. A iniciativa pretende minimizar os danos causados à segurança e à estabilidade de edificações - problema recorrente no Brasil e que já deflagrou uma série de desabamentos.

O projeto baseou-se no direito assegurado pela Constituição Federal (caput do art. 5º) do cidadão transitar em vias públicas e permanecer em locais seguros, sem riscos de desabamentos. Agora, o texto seguirá para análise do Senado. A expectativa do deputado federal Augusto Coutinho (Solidariedade-PE) - autor do projeto - é de que o Congresso aprove a lei. Confira na entrevista a seguir:
No final do ano passado, a CCJ da Câmara aprovou projeto sobre vistoria obrigatória em edifícios. A partir de agora, quais os trâmites e quais as chances dele virar lei?
Após ter passado pela Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara Federal, o projeto foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados em caráter conclusivo. O relator na CCJ, deputado Paes Landim (PTB-PI), votou pela constitucionalidade do substitutivo. O texto seguirá agora para análise do Senado e as chances de se tornar lei são grandes. Precisamos criar a cultura da manutenção no Brasil para evitar tragédias. Os prédios, sejam residenciais ou comerciais, públicos ou privados, deverão passar por inspeção do estado geral de solidez e funcionalidade a cada cinco anos, pelo menos. Já as condições de segurança contra incêndio e do sistema de elevadores deverão ser avaliadas anualmente.
O projeto especifica quem fará a vistoria nos edifícios, ou seja, serão engenheiros civis devidamente registrados no Crea?
Com certeza. As vistorias de que trata esta lei serão realizadas por iniciativa do condomínio ou responsável pela administração da edificação, através de pessoas físicas ou jurídicas, habilitadas na forma da lei, devidamente registradas no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA), com base nas normas emanadas da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT.
Como a comunidade da engenharia civil e da construção civil recebe o projeto?
O projeto foi muito bem recebido pelos dois setores, inclusive promovi uma audiência pública na Câmara sobre o assunto com a participação de especialistas e representantes da engenharia e da construção civil. A questão dos desabamentos não é um problema pontual, exclusivo a determinado estado ou região, mas trata-se de um caos de âmbito nacional. Os responsáveis pelos edifícios precisam se certificar da ausência de riscos para a segurança. Isso porque não há como exigir que o Estado faça-se presente em todas as reformas de cada unidade autônoma do território brasileiro.
Há um limite quanto ao número de pavimentos dos edifícios ou o projeto abrange todos os prédios, independentemente do número de andares?
Não há limites quanto ao número de pavimentos. Todos deverão seguir os conceitos e determinação da legislação.
Tecnicamente, o projeto abrange vistorias de estruturas dos edifícios?
Sim. O proprietário do imóvel fica obrigado a entregar laudo técnico, assinado por engenheiro responsável devidamente inscrito no Crea, ao condomínio ou ao responsável pela administração da edificação no caso de qualquer espécie de reforma que implique modificação arquitetônica interior, atestando que a referida modificação não implicará riscos à segurança e à estabilidade da edificação.
Quanto a obras como pontes e viadutos, o projeto faz alguma referência?
A lei dispõe sobre a obrigatoriedade de vistorias periciais e manutenções periódicas nas edificações constituídas por unidades autônomas, públicas ou privadas, em todo o território nacional. E aplica-se também às edificações públicas, seja ela de natureza educacional, cultural, de saúde, esportivas (ginásios e estádios), pontes, viadutos e similares. Se um gestor público é incompetente e não faz com que a legislação seja cumprida, é preciso mudar de gestor. A legislação terá que ser cumprida e a população ser protegida.
O projeto de lei também é um alerta a quem fabrica concreto?
O que nós procuramos oferecer ao Brasil é uma legislação para evitar novos acidentes. O concreto, como tudo na vida, precisa de manutenção. Você precisa cuidar do seu corpo, de um carro... e também de uma estrutura de concreto. Do contrário, pode ruir e levar ao chão o sonho de muitas famílias, além de ceifar vidas. A legislação vai identificar o motivo da queda de um prédio. Foi por falta de manutenção ou teve uma reforma malfeita? Foi defeito construtivo? É preciso criar responsabilidades do gestor público também. Se um estádio de futebol cai, a culpa é do gestor que não cuidou da manutenção. Se um viaduto cai, a mesma coisa.
O projeto define prazos de três anos a cinco anos para as vistorias, dependendo da idade do edifício. Esse prazo é o ideal?
Sim. O projeto de lei prevê que, para edifícios com até 20 anos, a inspeção deve ocorrer a cada cinco anos. Para prédios mais antigos, o intervalo cai para três anos.
Há regiões do país em que os edifícios estão mais suscetíveis a riscos do que outras?
Pernambuco tem passado por graves problemas. De acordo com a Escola Politécnica da Universidade Federal de Pernambuco, de 1977 até 2004 doze edifícios desabaram, deixando mais de 30 vítimas fatais e dezenas de feridos. O último caso foi o do edifício Areia Branca, em 2004. Atualmente, somente o município de Olinda tem dezenas de prédios interditados por risco de desabamento. Isso é um problema preocupante e apenas com uma legislação em vigor poderás mudar esse quadro.
Entrevistado
Deputado federal Augusto Coutinho. Graduado em engenharia civil, ele já atuou como dirigente do SindusCon-PE e representante da referida entidade junto à Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe)
Contatos
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Crédito Foto: Divulgação
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Criciúma ganha instituto de tecnologia de materiais
Centro de pesquisa em Santa Catarina será credenciado como instituição técnica avaliadora, para desenvolvimento de sistemas construtivos inovadores
Por: Altair Santos
Santa Catarina é o que mais investe em institutos de tecnologia e inovação entre os estados da região sul. Até 2015, serão inaugurados dez novos centros de pesquisa nas cidades de Florianópolis, São José, Jaraguá do Sul, Joinville, Chapecó, Blumenau, Itajaí e Criciúma. Com financiamento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e do SENAI (Serviço Nacional da Indústria) chega a R$ 1,9 bilhão o volume de recursos para esses empreendimentos.

Uma boa parcela do investimento destina-se às obras do instituto que vai aprimorar a tecnologia de materiais aplicados na construção civil. O centro de pesquisa terá sua sede em Criciúma, cidade localizada ao sul de Santa Catarina, e será voltado para o estudo de cerâmicos, poliméricos e metais ferrosos e não ferrosos, além de desenvolver projetos na área de nanotecnologia. O Instituto SENAI-SC de Tecnologia em Materiais será um dos mais completos do país e terá 14 laboratórios. Entre eles:
Laboratório de caracterização química
Laboratório de caracterização térmica
Laboratório de caracterização física
Laboratório de caracterização reológica
Laboratório de caracterização de microestrutura
Laboratório de intemperismo
Laboratório de caracterização de cerâmica de revestimento
Laboratório de caracterização de blocos e telhas cerâmicas
Laboratório de caracterização de blocos e telhas de concreto
Laboratório de caracterização de copos descartáveis e eletrodutos
Laboratório de caracterização de tubos e forro de PVC
Laboratório de caracterização tintas imobiliárias
Laboratório de caracterização de embalagens rígidas e flexíveis
Laboratório de caracterização de borracha
Além de aprofundar as pesquisas sobre materiais, o instituto em Criciúma também será credenciado como Instituição Técnica Avaliadora do SINAT (Sistema Nacional de Avaliação Técnica ) vinculado ao ministério das Cidades. "Os serviços de consultoria compreenderão a parte do sistema de controle de qualidade nas obras de construção civil, pela implementação do sistema SiAC PBQP-H para construtoras. Além disso, no campo de pesquisa aplicada, serão realizados trabalhos focando o desenvolvimento de novas formulações para concretos e argamassas, buscando otimizar suas características e a recuperação e valorização de resíduos", explica Steferson Luiz Stares, gerente do Instituto SENAI-SC de Tecnologia em Materiais.
O centro de pesquisa em Criciúma será usado também para a qualificação de profissionais ligados à engenharia. Em parceria com a UNESC (Universidade do Extremo Sul de Santa Catarina) fornecerá infraestrutura para o curso de pós-graduação em materiais para construção civil. Para atender todas as demandas, inclusive o de consultoria para as indústrias catarinenses, o instituto tem implementado seu sistema da qualidade baseado na ABNT NBR ISO/IEC 17025:2005 - Requerimentos gerais para Laboratórios de Ensaio e Calibração. "O objetivo é garantir todos os requisitos necessários, atendendo os interesses de todas as partes envolvidas no projeto", afirma Steferson Luiz Stares.
A implantação do Instituto de Tecnologia em Materiais compõe o programa SENAI de apoio à competitividade da indústria brasileira, cuja meta é auxiliar o desenvolvimento industrial por meio de serviços técnicos e tecnológicos, e de inovação. "O SENAI é o agente escolhido para implantar a iniciativa de inovação e de apoio à competitividade, devido à sua experiência e representatividade nos principais setores industriais brasileiros", completa o gerente do centro de pesquisa.
Entrevistado
Steferson Luiz Stares, gerente do Instituto SENAI-SC de Tecnologia em Materiais. Tem graduação, mestrado e doutorado em engenharia de produção
Contato: imprensa@sc.senai.br
Crédito Foto: Divulgação/Senai-SC
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Planta flexível sem custo é nova tendência
Em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, modalidade abrange cada vez mais os prédios residenciais. No sul, predomina em edifícios comerciais
Por: Altair Santos
Construtoras que oferecerem plantas flexíveis não é mais novidade no mercado imobiliário brasileiro. No entanto, as empresas decidiram dar um passo à frente: passaram a não cobrar mais pelo serviço. O comprador de um apartamento pode dispor, em alguns casos, de até 14 opções de plantas para personalizar sua moradia. Além da flexibilidade gratuita, algumas construtoras também já permitem mexer nas chamadas peças úmidas das unidades (banheiros, cozinhas e áreas de serviço) ampliando, diminuindo ou transformando-os em cômodos alternativos, como home office.

Outra mudança no mercado é que as plantas flexíveis, antes limitadas a apartamentos padrão A, agora estão disponíveis também para lançamentos de imóveis com área inferior a 70 m². Essa já é uma tendência em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte. Nos estados do Sul, porém, prevalece a flexibilidade para apartamentos com padrões mais altos. "Em geral, a oferta de mudanças na planta é maior para as classes mais altas e menor para a classe média. Mas observa-se uma grande oferta de plantas flexíveis em imóveis comerciais", diz Marcos Kahtalian, consultor de marketing do SindusCon-PR.
Para o especialista, a oferta de plantas flexíveis tornou-se uma forte estratégia de mercado. Tanto é que, depois da popularização desta modalidade de venda, construtoras e incorporadoras já começam a adotar novas medidas para se diferenciar perante o consumidor. Uma delas é personalizar o apartamento do cliente. Neste caso, a empresa disponibiliza para o comprador uma seleção de kits de material de acabamento, a fim de tornar o imóvel diferente dos demais. Quem adere ao pacote paga uma diferença no valor, mas isso não tem impedido que essa inovação nas vendas traga bons resultados.
O perfil do consumidor também determina o sucesso das plantas flexíveis e da personalização dos imóveis. Em mercados como os de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, quem opta por apartamentos com essas características são jovens profissionais que estão iniciando um novo ciclo de vida - ou seja, saindo da casa dos pais - ou adultos divorciados. Outro fator que tem impulsionado esse segmento é a entrada em vigor da norma de desempenho - ABNT NBR 15575. As exigências termoacústicas para projetos de edifícios têm sido incorporadas pelo mercado imobiliário como diferenciais.

Sistema construtivo
Sob o ponto de vista construtivo, boa parte dos projetos de edifícios que oferecem plantas flexíveis tem seus pavimentos construídos com lajes treliçadas bidirecionais com EPS. Entre as vantagens, elas permitem executar panos de lajes de grandes dimensões, proporcionando a flexibilidade nos pavimentos.
O sistema possibilita alterar as posições das paredes sem a tradicional interferência de vigas. Além disso, facilita embutir tubulações, eliminando rebaixos e forros falsos. "O planejamento de engenharia evoluiu para permitir a flexibilização das plantas", atesta Marcos Kahtalian.
Entrevistado
Marcos Kahtalian, consultor de marketing do SindusCon-PR (Sindicato da Indústria da Construção do Paraná)
Contato: marcosk@swi.com.br
Crédito Foto: Divulgação/SindusCon-PR
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Índice põe Curitiba no topo do reajuste de imóveis
FipeZap aponta alta de 37,3% no mercado imobiliário da capital paranaense. Ademi-PR contesta dados e revela que aumento máximo foi de 13%
Por: Altair Santos
O índice FipeZap, medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) com base em anúncios de vendas de imóveis feitos pela internet, através do site Zap, apontou que em 2013 o preço médio de apartamentos e residências negociados no país subiu 12,7%. O levantamento, que engloba dados de oito capitais e outras oito cidades de porte médio, colocou Curitiba em evidência. Segundo o índice, na capital paranaense os imóveis tiveram alta de 37,3% - quase o triplo da média nacional e mais de seis vezes acima da inflação oficial (5,91%).

Em Brasília, entre as cidades avaliadas pelo índice Fipe Zap, a alta dos imóveis foi a menor em 2013 e ficou em 4,2%. São Paulo registrou aumento de 13,9%, contra 15,2% no Rio de Janeiro, 9,7% em Belo Horizonte, 10,7% em Salvador, 14,1% em Fortaleza e 13,4% em Recife. Independentemente dos dados apontados, o FipeZap é visto pelo mercado imobiliário de Curitiba como pouco confiável. "Consideramos que o levantamento apresenta graves distorções em relação à realidade de mercado na capital", diz o presidente da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná (Ademi-PR) Gustavo Selig.
As ressalvas da Ademi-PR e de outros setores do mercado imobiliário de Curitiba, quanto ao índice FipeZap, dizem respeito à amostragem. Segundo eles, um pequeno universo de imóveis em oferta é avaliado. Restringe-se aos anúncios feitos na internet, misturando novos com usados, e estes últimos com forte influência do proprietário em sua precificação. "Isso gera equívocos na definição das categorias, o que distancia os resultados de um cenário real de mercado. Considerando uma inflação de 5,91%, causa estranheza falar numa valorização imobiliária superior a 30% em 12 meses", completa Selig.
A fim de garantir uma pesquisa mais alinhada com a realidade do setor de lançamentos imobiliários em Curitiba, a Ademi-PR realiza, desde 2009, uma pesquisa de preço mensal dos apartamentos residenciais novos na cidade. O levantamento conta com uma amostra de mais de 300 empreendimentos e aproximadamente 11 mil imóveis (na planta, em construção ou concluídos, ofertados e disponíveis para a venda) vendidos por construtoras, incorporadoras e imobiliárias na capital paranaense. Com base nos dados coletados, a Ademi-PR estima que em 2014 os imóveis da capital paranaense seguirão subindo mais que a inflação.
O principal motivo é o aumento dos preços dos insumos, como materiais, mão de obra e equipamentos. "Para se ter uma ideia, o Custo Unitário da Construção (CUB) no Estado teve reajuste de 6,56% em 2013. Já o custo do metro quadrado para construir em Curitiba, no ano passado, superou o de São Paulo", destaca Selig. Dependendo do imóvel, a maior alta em 12 meses chegou a 13%. Entre os bairros da cidade com maior valor para o m², destacam-se o Campina do Siqueira (R$ 8.404,00 para apartamentos com um dormitório); Batel (R$ 8.511,00 a R$ 9.442,00, para imóveis de dois e três quartos) e Cabral (R$ 9.705,00, para quatro quartos).
Entrevistado
Engenheiro civil Gustavo Selig, presidente da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná (Ademi-PR) e do Grupo Hestia
Contato: ademipr@ademipr.com.br
Crédito Foto: Divulgação/Ademi-PR
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Remuneração não para de crescer na construção civil
Estudo da consultoria Michael Page aponta as 38 profissões mais valorizadas do setor. Quanto maior a qualificação e a experiência, melhor o salário
Por: Altair Santos
Das profissões ligadas à construção civil, 38 terminaram 2013 com elevado potencial de remuneração e devem seguir neste ritmo também este ano. Em comum, todas as especialidades exigem alta qualificação. Para quem preenche os requisitos, revela a consultoria Michael Page, os salários, dependendo da região do país, podem variar até 96%. É o caso do cargo de superintendente de operações de shopping, cujo menor salário pago é de R$ 20 mil e o maior chega a R$ 39 mil. Um outro cargo bem valorizado é o de diretor de obras, com remuneração variando de R$ 20 mil a R$ 33 mil, nas empresas de pequeno e médio portes, e de R$ 27 mil a R$ 42 mil nas grandes companhias do setor.

Segundo Paulo Pontes, diretor-sênior do PageGroup no Brasil, o objetivo do estudo é revelar para as empresas de grande, médio e pequeno portes a melhor informação sobre remuneração do país. Com isso, a consultoria entende que permite às corporações avaliar a atual estrutura de salários para cargos de gestão, além de permitir organizar uma política de retenção, assim como atrair talentos, oferecendo salários em acordo com o mercado. "Durante os últimos doze meses foram mais de 75 mil entrevistas realizadas em nossos dez escritórios no Brasil, o que nos credenciou a produzir esse conteúdo relevante sobre carreira", disse Pontes.
O mapeamento da Michael Page foi realizado com base nas faixas salariais praticadas nas seguintes regiões do país: São Paulo capital, interior de São Paulo, Rio de Janeiro, regiões Sul, Norte e Nordeste, Minas Gerais e região Centro-Oeste. No segmento "property & construction", o estudo fez a seguinte avaliação: "Ainda que as mais otimistas expectativas para o setor de construção em 2013 não tenham sido plenamente alcançadas, o segmento continua muito movimentado no que se refere à demanda por profissionais. As promessas de investimento pelo governo brasileiro e o ano eleitoral de 2014 tendem a aumentar o volume de obras e, consequentemente, a procura por especialistas da área."
Ainda de acordo com o relatório da consultoria, a tendência é que os profissionais experientes do setor da construção civil, que atualmente já são escassos para diversas especialidades, tornem-se ainda mais valorizados. "Desta maneira, a mobilização das equipes para os empreendimentos, tanto em termos quantitativos quanto em termos qualitativos, deverá se tornar ainda mais crítica para as empresas e exigirá uma antecipação das ações e uma coordenação mais profissional do processo de recrutamento e seleção. Além disso, provavelmente ainda se manterá um viés de aumento do pacote de remuneração dos
especialistas deste setor, trazendo impactos para a rentabilidade dos projetos", conclui o estudo.
Confira aqui as 38 profissões mais valorizadas da construção civil
Entrevistado
Segundo Paulo Pontes, diretor-sênior do PageGroup no Brasil (via assessoria de imprensa)
Contato: http://www.michaelpage.com.br/votre-avis.html
Crédito Foto: Divulgação
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Construção civil já tem 881 normas para cumprir
Guia elaborado pelo SindusCon-MG reforça práticas que proporcionam ganho de qualidade e melhoram desempenho de sistemas regulamentados pela ABNT
Por: Altair Santos
Quantas normas técnicas regem a construção civil brasileira? Para responder esta pergunta, o SindusCon-MG (Sindicato da Indústria da Construção Civil de Minas Gerais) em parceria com a CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) preparou o guia “Principais Normas Técnicas – Edificações”. O livro elenca 881 normas aprovadas pela ABNT. Entre elas, 496 estão relacionadas a desempenho, projetos e especificação de materiais e sistemas construtivos. Outras 306 dizem respeito a controle tecnológico, 64 a execução de serviços, 13 a viabilidade, contratação e gestão e duas a manutenção.

Na apresentação do guia, o presidente do SindusCon-MG, Luiz Fernando Pires, reforça a importância de o setor da construção estar alinhado com a normatização. "O cumprimento de normas técnicas tem caráter obrigatório, previsto em leis e instrumentos legais, e proporciona isonomia técnica, sendo um referencial irrefutável neste sentido. Cumpre, também, o papel de ser um dos pilares da segurança jurídica, devendo ser encarado pelas construtoras e profissionais como um referencial do estado da arte. Esta prática proporciona, ainda, ganhos de qualidade e desempenho dos componentes, elementos, sistemas e processos regulamentados pelas normas", explica.
O SindusCon-MG afirma que o trabalho foi idealizado a partir da evidente demanda das empresas de construção e dos profissionais do setor por um sumário das principais normas afeitas às edificações. O guia teve como fonte o site da ABNT. "Como o processo de atualização de norma é dinâmico, o site da ABNT deverá ser consultado para avaliar a fase atual em que se encontram as normas e a existência de outros incidentes no tema de interesse. Esperamos que nossa percepção seja assertiva e que esta publicação se torne mais um instrumento facilitador para os profissionais e as empresas em seus projetos e execuções, fazendo com que, cada vez mais, a concorrência no setor seja pautada pelo equilíbrio técnico", alerta Luiz Fernando Pires.
As normas que constam no guia foram distribuídas em cinco temas: Viabilidade, Contratação e Gestão; Desempenho, Projeto e Especificação de Materiais e Sistemas Construtivos; Execução de Serviços; Controle Tecnológico, e Manutenção. "O ideal é que sejam observadas as cinco partes, em busca das normas de interesse, pois elas não se repetem e podem se aplicar a dois ou mais sistemas construtivos distintos", recomenda o presidente do SindusCon-MG, cujo manual teve o apoio da Comissão de Materiais e Tecnologia (COMAT) da CBIC. "Neste contexto, a CBIC entende que é fundamental a utilização de um conjunto de normas para assegurar a conformidade de todo o setor, reduzindo fragilidades técnicas e garantindo qualidade, segurança, conforto e sustentabilidade aos empreendimentos", completa o presidente da CBIC, Paulo Safady Simão.
Confira o guia “Principais Normas Técnicas – Edificações”.
Entrevistados
Engenheiros civis Luiz Fernando Pires e Paulo Safady Simão, presidentes do SindusCon-MG (Sindicato da Indústria da Construção Civil de Minas Gerais) e da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção). (via assessoria de imprensa)
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Crédito Foto: Divulgação
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Concretagem de Belo Monte terá pico entre 2014 e 2015
Até 2019, quando deverá estar concluída, maior obra civil em construção no Brasil vai consumir mais de 3,3 milhões de m³ de concreto
Por: Altair Santos
A previsão do consórcio Norte Energia, que reúne todas as empresas envolvidas na construção da usina hidrelétrica Belo Monte, é que a primeira turbina da UHE entre em operação em 1º de março de 2016. Por isso, a maior obra civil empreendida no Brasil na atualidade deverá alcançar seu pico na etapa de concretagem entre este ano e o ano que vem. O cálculo é que seja empregado um volume de concreto na ordem de 3.389.008 m³. Só a usina propriamente dita - chamada de Casa de Força Principal - consumirá 2.867.287 m³.

A etapa de concretagem começou em 2012 e fechou 2013 com pouco mais de 10% do volume total. Segundo o consórcio Norte Energia, a partir de 2014 o objetivo é de que, a cada mês, 100 mil m³ de concreto sejam lançados na obra. “Os primeiros cem mil metros (cúbicos de concreto) são sempre os mais difíceis. Uma vez vencida esta etapa, a intenção é manter a mesma marca, mensalmente, durante o pico da obra”, ressalta Antônio Kelson, diretor de construção da Norte Energia.
Dos 3.389.008 m³ de concreto a serem consumidos na obra, 835.330 m³ serão em Concreto Compacto com Rolo (CCR) e outros 2.553.678 m³ de Concreto Convencional Vibrado (CCV). O volume de concreto empregado em Belo Monte poderia ser ainda maior não fosse a característica do terreno onde ocorre a construção. A região do Rio Xingu que corta o estado do Pará é rica em migmatito, um granito considerado de alta resistência e impermeável. Assim, a estrutura que vai abrigar as 18 turbinas da Casa de Força Principal foi escavada diretamente na rocha.

Todos os 41.813.139 m³ do material tirado da escavação em rocha estão indo para a construção do canal de 20 quilômetros de extensão, com 200 metros de largura, que levará a água do reservatório de 130 km² em direção à usina Belo Monte. Com isso, estima-se que a economia com concreto, entre a construção do canal e a estrutura para assentar as turbinas, seja de 2,3 milhões de m³. Além disso, o cronograma da obra, segundo a engenharia do consórcio Norte Energia, será encurtado em 15 meses.
Quando estiver com a operação plena, em 2019, a terceira maior usina hidrelétrica do mundo - atrás apenas de Três Gargantas, na China (22.720 MW) e de Itaipu (14 mil MW) - terá capacidade instalada de 11.233 megawatts (MW). Porém, por causa do período de seca na região do rio Xingu, sua capacidade assegurada será de 4.571,1 MW. Para complementar essa produtividade, uma usina auxiliar, a 60 quilômetros rio acima, também está em construção. A hidrelétrica Pimental, que será a casa de força auxiliar, poderá produzir até 233 MW de energia.

A construção do complexo Belo Monte irá beneficiar 16 estados, além do Distrito Federal. São Paulo (29,22%) e Minas Gerais (14,56%) receberão o maior volume de fornecimento de energia. Até ficar totalmente pronta, a hidrelétrica deverá envolver recursos na ordem de R$ 32 bilhões - R$ 26 bilhões para a obra civil e outros R$ 6 bilhões em contrapartidas socioambientais. Superlativa em todos os seus números, a usina gera atualmente 18.800 postos de trabalho diretos. Desde o final de 2013, sua construção entrou no ritmo de 24 horas de produção.
Confira aqui mais detalhes sobre a construção de Belo Monte
Veja como será distribuída a energia produzida por Belo Monte:
http://blogbelomonte.com.br/2012/05/15/para-onde-vai-a-energia-de-belo-monte/
Entrevistado
Consórcio Norte Energia (via assessoria de imprensa)
Contato: atendimento@norteenergiasa.com.br
Créditos Fotos: Regina Santos/Norte Energia