Norma técnica deve valer para 100% da cadeia da construção

Consultor jurídico especialista em Código de Defesa do Consumidor e programas de qualidade, Rafael Baitz palestrou na Feicon Batimat 2018 sobre a qualidade mínima dos materiais e a responsabilidade do lojista diante do consumidor. O evento ocorreu de 10 a 13 de abril na cidade de São Paulo-SP, e Baitz citou que o cumprimento das normas técnicas definidas pela ABNT para materiais de construção não se limita aos fabricantes e fornecedores, mas também à ponta da cadeia produtiva que vende os produtos para os consumidores, ou seja, as revendas. “Quem vende produto não-conforme com a normalização vigente, seja por má estocagem, violação de embalagem ou por ser de uma linha que não condiz com a qualidade exigida, está sujeito a punições”, alerta.
O advogado confrontou os programas de qualidade desenvolvidos pelo governo e setores da indústria com a responsabilidade dos lojistas diante do consumidor. “A norma técnica de qualidade se destina a todos os fornecedores, inclusive o lojista, pois o Código de Defesa do Consumidor engloba toda a cadeia, ou seja, a revenda também é responsável pelo que coloca no mercado”, diz. “Quem vende itens de qualidade inferior está se comprometendo legalmente”, completa Rafael Baitz. Ele alerta que as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) prevalecem até a ponta da cadeia produtiva da construção civil, que é o consumidor. “Infringi-las pode resultar em multa, condenação judicial, condenação civil pública e termo de ajustamento de conduta (TAC)”, reforça.
Construtoras precisam redobrar cuidado para não usar material não-conforme
Baitz lembra que especialmente as construtoras devem estar atentas a fornecedores que oferecem produtos não-conformes. “Para a construtora é um péssimo negócio usar produto não-conforme, pois ela é tão responsável quanto o fabricante em caso de vício de qualidade. A construtora pode - identificada a não-conformidade do produto - exigir sua substituição, amigavelmente ou via judicial”, afirma. O consultor jurídico destaca ainda que não adianta a construtora tentar responsabilizar apenas o fornecedor, quando implicada por uso de material sem conformidade. “Segundo o Código de Defesa do Consumidor, a responsabilidade nesse caso é tanto do fabricante do produto quanto da construtora que vendeu o imóvel com um produto impróprio para o consumo”, complementa.
Na palestra, Rafael Baitz usou o exemplo de uma caixa d’água. “Imagine um consumidor que compra uma caixa d’água não-conforme. O produto permite a proliferação de fungos e algas. A água é contaminada e toda a família adoece. Em um caso assim, além de toda a despesa com a troca do produto, o fornecedor e a construtora deverão pagar ao consumidor uma nova caixa d’água, mão de obra para a reinstalação do produto, etc. Além disso, deverão arcar com os custos da despesa médica e dos dias que os consumidores ficaram impossibilitados de trabalhar. Veja o tamanho do prejuízo”, diz, indicando o procedimento para a construtora. “O mais aconselhável é certificar-se antes da qualidade do produto que vai usar. Neste caso, o site do PBQP-H (Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do Habitat) é uma ótima ferramenta, pois antes dele surgir, há 20 anos, metade dos produtos comercializados era não-conformes. Hoje, o percentual caiu para 17%”, finaliza.
Acompanhe a palestra de Rafael Baitz
Entrevistado
Reportagem com base em palestra realizada na Feicon 2018, concedida pelo advogado especialista em direito do consumidor, consultor jurídico e professor universitário, Rafael Baitz
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Loja de material de construção vai além do ponto de venda
A abertura de uma loja de material de construção não requer apenas um bom ponto em um bairro da cidade. Sua instalação precisa atender dispositivos municipais, que vão desde a lei de zoneamento até a lei de uso do solo do município, como explica o arquiteto e urbanista Edison Borges Lopes. “Essas exigências se devem a questões ambientais, e têm sido bem delicadas em algumas cidades. Obras já foram embargadas por não atenderem as regras. Essas informações devem ser checadas junto aos organismos competentes locais e às prefeituras”, diz.

Presidente da AsBEA (Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura), e especializado em projetos para lojas de materiais de construção, Edison Borges Lopes cita que o projeto para uma loja de material de construção deve atender três pontos básicos: localização, edificação e layout. Em localização, o que deve ser observado é se o terreno está adequado ao armazenamento de materiais de construção, se não existe risco de contaminação do solo e se não há problemas de águas pluviais na área em que a loja será construída. Vale verificar ainda se as concessionárias de água, esgoto e energia conseguem suprir as demandas da loja.
Dentro do quesito localização, é importante também realizar um mapeamento da faixa de renda dos moradores no entorno da loja, para ter a percepção do potencial de consumo dos futuros clientes. Isso vai influenciar também no ponto edificação. A partir do perfil dos consumidores, o projeto arquitetônico da loja poderá prever vagas de estacionamento, iluminação, ventilação e acessibilidade. “Se o imóvel for usado, e precisar ser adaptado para uma revenda de material de construção, é importante saber se a estrutura comporta o armazenamento dos itens que serão comercializados”, destaca Edison Borges Lopes.
Perfil do consumidor influencia até no layout da loja de material de construção
O arquiteto e urbanista palestrou em seminário promovido pela Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção) na Feicon 2018, realizada de 10 a 13 de abril, na cidade de São Paulo-SP. Em sua exposição, ele alertou ainda que o perfil do consumidor também vai influenciar no layout da loja. “Na frente do estabelecimento, e perto dos caixas, devem estar os produtos que gerem consumo por impulso. Permitir que o consumidor interaja com os produtos também é fundamental”, reforça. “A loja deve contar uma história para o cliente, estimulando ele a consumir”, afirma.
Outro ponto relevante está relacionado com o trânsito da região. É importante levar em consideração que a loja é um local de intenso processo de carga e descarga, o qual envolve o tráfego de caminhões. Se a localização do depósito estiver em uma região que não permita o trânsito de veículos pesados, a loja pode ficar inviabilizada, alerta o arquiteto. “Além de pensar no acesso dos clientes, e em como o consumidor vai carregar suas compras, é importante viabilizar a carga e a descarga dos materiais que vão para a loja”, finaliza.
Acompanhe a palestra de Edison Borges Lopes
Entrevistado
Reportagem com base em palestra realizada na Feicon 2018, concedida pelo arquiteto e urbanista Edison Borges Lopes, presidente da AsBEA (Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura)
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Guia de boas práticas, selo da Abcic completa 15 anos

O Selo de Excelência da Abcic (Associação Brasileira da Construção Industrializada do Concreto) completa 15 anos. Reconhecido por sua abrangência e poder de indução da qualidade e da sustentabilidade setorial e empresarial, tornou-se indutor de desenvolvimento tecnológico do setor, como explica a presidente-executiva da Abcic, Íria Doniak. “O selo se transformou também em um guia prático das melhores práticas em termos de normas técnicas, de segurança no fornecimento de produtos e serviços, além de garantir o contínuo aprimoramento nas diversas áreas das organizações”, diz.
Presente em 23 fábricas - e com outras empresas em processo de pré-auditoria para obter a certificação -, o selo da Abcic é também uma garantia de credibilidade para o setor da construção civil, especificamente para as indústrias de pré-fabricados de concreto. “O selo transmite ao mercado o conceito de padrões de qualidade e tecnologia alinhados com a sustentabilidade, a responsabilidade social e a segurança”, reforça Íria Doniak, lembrando que a adesão ao selo pode se dar integralmente, passando pelos níveis I, II e III, ou em partes. “Ele tem um caráter evolutivo”, destaca.
O nível I envolve exigência de atendimento das normas técnicas básicas, ensaios dos principais materiais, controle inicial dos processos das empresas, qualidade do produto e da montagem, regulamentação de funcionamento dos funcionários e aspectos de gestão de segurança (NR-18 e NR-9). Já o nível II engloba aspectos de gestão da qualidade e registros de controle dos processos, atendimento de normas técnicas complementares, ensaios de outros materiais, atendimento das normas regulamentadoras e avaliação da satisfação do cliente. O nível III requer análise de aspectos ambientais e monitoramento e medição de resultados.
Selo da Abcic foi revisado em 2013 e terá uma nova atualização em 2018
Íria Doniak destaca que os níveis do selo de qualidade são complementares. “O nível I é muito voltado para o controle de qualidade, o nível II para a garantia da qualidade e o nível III para uma gestão integrada de qualidade e gestão de meio ambiente, retroalimentando todo o processo”, cita. A certificação é auditada pelo IFBQ (Instituto Falcão Bauer de Qualidade) e passa por atualizações, a fim de acompanhar as revisões e o surgimento de novas normas técnicas. A mais recente ocorreu em 2013, quando houve inclusões normativas, como a ABNT NBR 14861 - Lajes Alveolares de Concreto Protendido; ABNT NBR 15823 - Concreto Autoadensável, e ABNT NBR 15146-1 - Controle Tecnológico de Concreto -Qualificação Pessoal - Parte 3: Pré-moldado de concreto.
Uma nova atualização está prevista ainda para o primeiro semestre de 2018, e irá incorporar a atualização da ABNT NBR 9062:2017 - Projeto e execução de estruturas de concreto pré-moldado – e incluir a norma de painéis pré-moldados de concreto. “As atualizações são importantes, porque um programa de certificação requer melhorias contínuas que levem em conta a evolução do segmento, a atualização das normas técnicas e as novas demandas de mercado”, explica a presidente-executiva da Abcic, que realça que o selo de qualidade também segue programas internacionais, como é o caso do PCI Plant Certification, do Precast Concrete Institute, nos Estados Unidos.
Entrevistada
Engenheira civil Íria Lícia Oliva Doniak, presidente-executiva da Abcic (Associação Brasileira da Construção Industrializada do Concreto)
Contato: abcic@abcic.org.br
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Saber usar o cimento gera importantes ganhos ambientais

Em aula para estudantes de graduação do curso de engenharia civil da Universidade de São Paulo (USP), o professor-doutor Vanderley Moacyr John explica didaticamente como o uso correto do cimento contribui para manter a demanda de obras, sem impactar o meio ambiente. “É importante conhecer que o cimento é um mundo. Saber explorá-lo traz não apenas ganhos financeiros como ambientais. Tudo parte das combinações das adições - essencialmente fíler de calcário, escórias de alto forno e pozolanas (a mais comum, cinzas da queima de carvão mineral das termelétricas) -, que geram uma variedade grande de tipos de cimento. O uso correto de cada tipo de cimento ajuda sobremaneira os esforços da indústria cimenteira a reduzir a emissão de CO2”, explica.
Segundo Vanderley John, o Brasil está na vanguarda da produção de cimento, em relação ao resto do mundo, por dois motivos: no país, todos os cimentos têm adição, que variam entre 5% e 65% da massa, e a indústria cimenteira nacional investiu em novos equipamentos, a partir de 2006, os quais a tornaram mais eficiente. “Além de usar fornos mais modernos, que consomem menos combustível para produzir clínquer, a indústria nacional também se reinventou em sua preocupação ambiental, adotando, por exemplo, filtros que sequestram o CO2 que sai das chaminés. Então, no Brasil, considerando os avanços na fabricação de cimento e as adições para produzir o material, são gerados 580 quilos de CO2 para cada tonelada de cimento. Sem esses avanços, seriam 860 quilos. Do ponto de vista ambiental, é um sucesso”, relata.
Cabe aos engenheiros civis e arquitetos entender de cimento e inovar
Na outra ponta, que envolve engenheiros civis e arquitetos, Vanderley John lembra que cabe aos profissionais saber fazer o uso do cimento certo em suas obras e também se concentrar em inovações que melhorem as técnicas construtivas, para também ajudar a reduzir a emissão de CO2. Afinal, como diz o professor-doutor da USP, não dá para pensar na vida moderna sem infraestrutura, e não dá para pensar em infraestrutura sem materiais cimentícios. “O cimento está na moda, pelo simples fato de que a humanidade não anda para trás. Há quem defenda aumentar o volume de construções em aço e madeira, mas esses materiais são limitados. Já o concreto é prático. Por isso, vai ser muito difícil a humanidade prescindir de um ligante inorgânico que possibilita moldar peças monolíticas em qualquer lugar do mundo. O futuro ainda pertence ao Cimento Portland”, assegura.
Atualmente, a média mundial de consumo de cimento no mundo está em torno de 500 kg/ano por habitante. Esse volume por habitante gera algo como 450 kg de CO2 por ano. Vanderley John lembra que quanto mais rico o país, mais matéria-prima por habitante é consumida. “Se a indústria cimenteira não estivesse fazendo nada, em 2050 ela responderia por 1/3 do CO2 antropogênico gerado no planeta. Mas, sim, ela está se movimentando para reduzir o impacto ambiental. Nos últimos anos, investiu globalmente 500 bilhões de dólares para capturar 20% do CO2 emitido”, recorda o professor. São avanços que melhoram o cimento e o tornam ainda insubstituível.
Acompanhe a vídeo-aula do professor-doutor Vanderley Moacyr John
Entrevistado
Reportagem com base em vídeo-aula do professor-doutor Vanderley Moacyr John, da Escola Politécnica da USP
Contato: imprensa@usp.br
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Sem trem-bala, estados tiram ferrovias regionais do papel
O projeto do trem-bala que ligaria São Paulo ao Rio de Janeiro está completamente enterrado, mas estados como São Paulo e Paraná investem em planos que podem incrementar o transporte ferroviário de passageiros e de cargas. No caso dos paulistas, o objetivo é criar uma linha que interligue os 1.375 quilômetros de estradas férreas existentes no estado, a fim de facilitar, principalmente, o tráfego de passageiros entre as principais regiões de São Paulo.
A obra faz parte do novo plano-diretor de mobilidade, lançado pelo governo paulista, e que será entregue a um consórcio de empresas, através de uma PPP (Parceria Público-Privada). A contrapartida do estado de São Paulo será de R$ 20,8 milhões. Em dois anos deverá ser apresentado o projeto completo de compartilhamento da malha ferroviária e o custo total da obra. A proposta abrange as principais regiões metropolitanas do Estado, que envolve a capital paulista, Campinas, Sorocaba, Vale do Paraíba e Baixada Santista.
A interligação das ferrovias abrange 75% da população de São Paulo (33 milhões de pessoas) e responde por 80% do PIB estadual. Batizado de Trem Intercidades, o projeto tem como principal interessado o grupo Deutsche Bahn - a maior companhia operadora de ferrovias da Europa. A concessionária alemã inaugurou recentemente a linha Berlim-Munique, na Alemanha, que envolve um trecho de 500 quilômetros e encurta a viagem entre duas das principais cidades do país de seis horas para quatro horas. Os trens atingem velocidade máxima de 300 km/h e é o mesmo modelo que deve ser adotado em São Paulo.
No Paraná, foco é aumentar o transporte de cargas por trens
Já os paranaenses, através do governo estadual, escolheram quatro consórcios para apresentar um projeto de viabilidade que resulte na construção da ferrovia que ligará a cidade de Dourados, no Mato Grosso do Sul, a Paranaguá, no Paraná, permitindo o escoamento do agronegócio do Centro-Oeste para o segundo principal terminal portuário do Brasil, além de atrair exportações do Paraguai e da Argentina.
Os consórcios escolhidos são HaB (Bureau da Engenharia ECT Ltda., Hendal e Advice Consultoria e Serviços) SSSE (Sener Ingeneria, Sener Setepla e Engefoto), Egis-Esteio-Copel (Egis Engenharia e Consultoria Ltda., Esteio Engenharia e Aerolevantamentos S.A e Copel) e STS (Sistemas de Transportes Sustentáveis , Pullin e Campano Consultores Associados, Navarro Prado Advogados, consultoria Millennia Systems e EnVia Technologies International).
O trecho prevê mil quilômetros de ferrovias, divididos em dois trechos. O primeiro, com 400 quilômetros, ligará Guarapuava-PR ao litoral paranaense. O segundo, vai de Guarapuava até Dourados-MS, passando por Guaíra-PR, com a construção de mais 350 quilômetros de trilhos. O projeto também usará 250 quilômetros já consolidados, completando os 1.000 quilômetros do novo trecho.
Atualmente, menos de 20% (18,75%) das mercadorias que chegam ao porto de Paranaguá são entregues por via férrea – os outros 81,25% utilizam transporte rodoviário. A projeção é de que o novo trecho transfira para a ferrovia 45% da demanda. O valor aproximado do estudo de viabilidade é de R$ 25 milhões e o custo estimado de construção da ferrovia é de R$ 10 bilhões.
Entrevistados
- Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística do Paraná (via assessoria de imprensa)
- Secretaria de Logística e Transportes do Estado de São Paulo (via assessoria de imprensa)
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Vagas ociosas em escolas de engenharia voltam a aumentar
Dados consolidados do ministério da educação (MEC) revelam que a ociosidade de vagas nos cursos de graduação chega a 52,9%. Na prática, significa que as faculdades e universidades brasileiras têm duas vezes mais vagas para oferecer do que estudantes dispostos a ingressar no ensino superior. A rede privada, que responde por 75,3% dos alunos matriculados - contra 24,7% das universidades públicas - é a que mais sofre com o desequilíbrio entre vagas ofertadas e demanda de estudantes.

Analistas avaliam que o cenário se deve às restrições ao FIES (Fundo de Financiamento Estudantil), que até 2014 inflou a demanda por cursos de graduação. No que se refere às escolas de engenharia civil, a ociosidade está no patamar de 40% e voltou a crescer entre 2016 e 2017. Apesar da graduação ainda estar entre as 10 que mais despertam interesse dos alunos do ensino médio, o cenário atual é motivado por duas razões: o alto valor das mensalidades nas universidades privadas e a evasão nas universidades públicas – estudantes que iniciam o curso, mas desistem.
Para o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) está desordenada a taxa de desistência de graduações em engenharia civil. Em 2010, o percentual era de 11,4%. Entre 2014 e 2017, oscilou entre 40% e 49%. Ou seja, atualmente, de cada 100 alunos que ingressam nos cursos, quase 50 desistem no meio do caminho. De acordo com o MEC, outro fator que causa o abandono é um ensino médio que não promove orientação vocacional para estimular os estudantes a escolherem com mais acerto os cursos universitários que pretendem seguir.
De acordo com o censo da educação superior, promovido pelo MEC em 2016, apenas 8% dos estudantes do ensino médio se inscrevem em programas vocacionais, e quando o fazem é por conta própria e financiados pelos pais. O Brasil tem atualmente 8.033.574 alunos matriculados no ensino superior, distribuídos em 34.366 cursos de graduação, e em 2.407 universidades. Haveria potencial, sem aumentar o número de instituições e de vagas por curso, de que mais 6 milhões de estudantes pudessem frequentar o ensino superior, ocupando as vagas ociosas em instituições públicas e privadas.
Lista do Inep traz cursos com maior e menor evasão de alunos
Para a presidente do Inep, Maria Inês Fini, a reforma do ensino médio pode começar a modificar essa realidade. “A falta de interesse em ocupar as vagas amplamente oferecidas, tanto na rede pública quanto na particular, deve-se ao fato do jovem não se identificar com os cursos. É preciso haver uma conexão entre a educação de nível médio com as oportunidades de acesso à educação superior. As vagas remanescentes indicam pouca eficiência do sistema. A reforma do ensino médio vai dar a esses jovens a oportunidade de vivenciar algumas trajetórias acadêmicas mais associadas a cursos e carreiras no ensino superior”, avalia.
Outra ideia fomentada pelo MEC é a de usar as vagas ociosas para abrir mais cursos noturnos, a fim de atrair pessoas casadas, com filhos ou que trabalhem, para que tenham acesso ao ensino superior. Pelos dados do Inep, os cursos com maior ociosidade no Brasil são engenharia do petróleo (85,8%), segurança no trabalho (85,3%), engenharia de produção (83,1%), gestão hospitalar (82,6%), gestão da qualidade (79,4%), turismo (78,1%), marketing (77,4%), gestão financeira (77,2%) e gestão ambiental (75,9%). Já os cursos com menor evasão são medicina (2%), direito (16%), odontologia (19,8%), estatística (21%), engenharia florestal (21,5%), agronomia (24,5%), biotecnologia (24,6%), zootecnia (25,2%), medicina veterinária (25,9%) e física (26,3%).
Entrevistados
Ministério da Educação e Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) (via assessoria de imprensa)
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Gestão de obras já não vive mais sem ferramentas de TI
As ferramentas de Tecnologia da Informação (TI) se tornaram imprescindíveis para a boa gestão do canteiro de obras. São elas que dão salvaguarda ao conhecimento adquirido ao longo da execução do projeto, para que a construtora possa aplicá-lo em um futuro empreendimento. Ao permitir a documentação de todas as informações que cercam uma construção, a TI impede que a empresa se torne refém da alta rotatividade de mão de obra, e que, com isso, haja evasão de conhecimento.
O engenheiro civil Rodrigo Silva Santos, especialista em aumento da qualidade, produtividade e redução de custos, elenca o que as ferramentas de TI permitem fazer ao longo da gestão de obras:
- Documentar a informação e disponibilizar para toda a organização;
- Aumentar a interação e a comunicação;
- Prever e planejar mudanças;
- Dedicação de mais tempo à análise de dados e correção de não-conformidades;
- Melhorar a competitividade e a escolha do fornecedor;
- Aprimorar o atendimento a requisitos legais cada vez mais exigentes;
- Cumprir normas técnicas;
- Criar uma modelagem de gerenciamento do processo e do negócio;
- Facilitar inspeção dos serviços.
Em palestra no web seminário “Sistema de gestão da qualidade com referência no PBQP-H e na ISO 9001 apoiado por ferramentas de TI”, o engenheiro civil lembra que, no Brasil, os produtos e serviços ligados à TI cumprem requisitos do Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do Habitat (PBQP-H) e da norma ISO 9001:2015. “São ferramentas aptas para estruturar todas as etapas de uma construção. O desafio, agora, não é mais usar ou não usar, mas como saber utilizar essas ferramentas para obter um sistema de gestão qualificado”, define.
Futuro da gestão de obras é digital, e é um caminho sem volta
As boas ferramentas são aquelas que estão adequadas à versão mais atualizada da ISO 9001, que é de 2015. “Ela prioriza foco no cliente, na liderança, no engajamento de pessoas, na abordagem do processo, na tomada de decisão baseada em evidência e na gestão de relacionamento”, resume Rodrigo Silva Santos, ressaltando também que as ferramentas se inspiram no Ciclo PDCA (Plan, Do, Check, Act), ou seja, planejar, realizar, verificar e melhorar. “Obviamente, essa nova perspectiva de gestão exige mais de quem cuida das tarefas e dos gestores. Ela impõe mais responsabilidade à liderança”, completa.
O especialista destacou em sua palestra que o futuro é digital, e é um caminho sem volta. Uma das virtudes deste novo cenário, reafirma, é a transparência. “São ferramentas que permitem acompanhar todos os processos envolvidos no projeto e que ajudam a fazer a gestão de qualidade com análise crítica”, diz. Segundo Rodrigo Silva Santos, todas as empresas da construção civil certificadas pelo PBQP-H e pela ISO 9001 já operam integral ou parcialmente com esses modelos de gestão via ferramentas de TI. Quanto às outras que ainda não atuam nesse sistema, o engenheiro civil observa que o processo deve ser por convencimento de seus profissionais, e não por imposição. “O certo é que essa transformação não ocorre sozinha. É necessário liderança”, finaliza.
Entrevistado
Reportagem com base no web seminário “Sistema de gestão da qualidade com referência no PBQP-H e na ISO 9001 apoiado por ferramentas de TI”, do engenheiro civil Rodrigo Silva Santos
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Copa do Mundo impulsiona consumo de cimento na Rússia

Além da construção de estádios, a Copa do Mundo na Rússia resultou em uma série de obras de infraestrutura que gerou aumento de produção de Cimento Portland no país. Em 2017, a indústria cimenteira russa fabricou 58 milhões de toneladas do insumo. Houve ainda a importação de mais 4,3 milhões de toneladas da Turquia, do Irã e da Bielorrúsia.
Mesmo após a passagem da Copa pelo país, a produção de cimento não tende a diminuir na Rússia. Estudo de EY (Ernest & Young) revela que, até 2022, a demanda pelo insumo no mercado russo chegará a 70 milhões de toneladas, entre produção local e importações. O crescimento médio de 3% se mantém sustentável desde 2011.
A Copa do Mundo também levou a indústria russa de cimento a modernizar suas fábricas. A aquisição de novos equipamentos, além de expandir a capacidade instalada em 4 milhões de toneladas/ano, permitiu o aumento da eficiência energética na produção do insumo. Compromissos ambientais assumidos pelo setor preveem redução na emissão de CO2 na ordem de 25% até 2030. Outra meta pactuada com o governo é a recapacitação da mão de obra que atua nas cimenteiras.
A indústria de cimento da Rússia se mantém otimista mesmo após passada a Copa do Mundo, pois a prefeitura de Moscou está implantando um amplo programa habitacional de longo prazo, que prevê a demolição de 8 mil blocos habitacionais antigos e a reconstrução de novos. As edificações a serem destruídas foram erguidas na época do líder comunista Nikita Khrushchev, que foi primeiro-ministro do país entre o final da década de 1950 e meados da década de 1960.
Com reurbanização de Moscou, Rússia se manterá à frente do Brasil

Neste período, foram construídas milhares de habitações populares em Moscou, que ficaram conhecidas como Khrushchyovkas. Hoje, essas unidades abrigam 1,6 milhão de pessoas, mas estão se deteriorando, impregnadas de patologias em suas estruturas. A prefeitura da capital russa quer iniciar a revitalização após a Copa do Mundo, substituindo as Khrushchyovkas por torres de apartamentos de 16 andares, e também reurbanizando os bairros onde elas serão construídas.
O programa de revitalização deverá demolir 25 milhões de m2 de habitações, ou seja, mais de 10% do estoque habitacional de Moscou. A estimativa é que a execução do projeto demore 10 anos, a um custo de 6 trilhões de rublos (cerca de 97 bilhões de euros ou 338 bilhões de reais). O plano já é considerado a maior intervenção urbana da Europa, já que Moscou fica no lado europeu da Rússia.
Diante deste potencial construtivo, os números recentes da indústria cimenteira russa fizeram o país ultrapassar o Brasil em produção e consumo. Segundo dados do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC), a indústria brasileira vem experimentando quedas acentuadas desde 2014. Naquele ano, foram produzidas 70,8 milhões de toneladas. Em 2015, 64,8 milhões de toneladas; em 2016, 57,2 milhões de toneladas, e em 2017, 53,8 milhões de toneladas. Para 2018, o SNIC projeta retomada de crescimento da indústria em torno de 3%, com aumento de venda no varejo de cimento entre 1% e 2%.
Entrevistado
Ministério da Construção da Rússia (via assessoria de imprensa)
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Norma técnica que baliza cálculo do CUB está em revisão

ABNT NBR 12721:2006 - Avaliação de custos de construção para incorporação imobiliária e outras disposições para condomínios edilícios (condomínios verticais e horizontais) -, que normatiza o cálculo e a divulgação do Custo Unitário Básico (CUB/m²), está em processo de revisão, que começou em maio de 2017. Foi constituída uma comissão de estudos, no âmbito do CB-002 da ABNT (Comitê Brasileiro da Construção Civil), que agora se debruça sobre a atualização de todas as etapas que resultam no cálculo do CUB. Segundo o coordenador da revisão da norma, Daniel Furletti, do SindusCon-MG, a publicação do novo texto da ABNT NBR 12721:2006 levará um pouco mais de tempo, pois o processo é mais longo. “Há várias etapas que precisam ser cumpridas”, diz.
Segundo explica Daniel Furletti, o cálculo do CUB é baseado nos custos dos projetos que envolvem uma obra (elétrico, arquitetônico, hidráulico, estrutural, etc). “Como os projetos se modernizam, a revisão acontece neste contexto. A comissão de estudo constituída vai atualizar os projetos básicos da norma. Estamos na fase de formatação e atualização desses projetos, para poder precificá-los”, afirma o coordenador da norma. A expectativa é de que no 90º ENIC (Encontro Nacional da Indústria da Construção), que acontece de 16 a 18 de maio, em Florianópolis-SC, um texto-base da revisão seja apresentado aos principais agentes da construção civil. O setor de banco de dados da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) também atua na assessoria da revisão da ABNT NBR 12721:2006.
O Custo Unitário Básico (CUB/m²) teve origem através da Lei Federal nº 4.591 de 16 de dezembro de 1964. É calculado mensalmente pelos Sindicatos da Indústria da Construção Civil (SindusCons) de todo o país. Determina o custo da obra para fins de cumprimento do estabelecido na lei de incorporação de edificações habitacionais em condomínio, assegurando aos compradores em potencial um parâmetro comparativo à realidade dos custos. Atualmente, a variação percentual mensal do CUB tem servido como mecanismo de reajuste de preços em contratos de compra de apartamentos em construção e até mesmo como índice setorial. O CUB/m² possui aparato legal e técnico. De acordo com a ABNT NBR 12721:2006, é feito um levantamento de informações junto a uma amostra de cerca de 30 empresas da construção, pertencentes à base territorial do SindusCon em questão, quando são coletados os custos de materiais, mão de obra, despesas administrativas e de aluguel de equipamentos. Os dados passam por tratamento estatístico e depois são processados através de uma combinação entre preços e pesos dos insumos, para cada especificação.
Por sua confiabilidade, CUB também funciona como índice econômico
A variação mensal do CUB também é utilizada para outras finalidades, como balizar os custos de registros de compra e venda de imóveis. Além disso, funciona como um índice. A Receita Federal usa o Custo Unitário Básico para fazer a aferição do pagamento de INSS à mão de obra da construção civil. Outros agentes econômicos utilizam o CUB para compor cálculos de inflação e outras variações de preços. “Por se tratar de um indicador com suporte técnico e legal, o cálculo do CUB adquiriu credibilidade para vários agentes econômicos”, ressalta Daniel Furletti. O assessor econômico do SindusCon-PR, Gustavo Henrique Pereira, lembra ainda que a revisão fará do CUB um indicador ainda mais confiável, além de adequar seus custos à ABNT NBR 15575:2013 (Norma de Desempenho), que passou a ser incorporada nos projetos dos empreendimentos.
Para Gustavo Henrique Pereira, o impacto que a revisão irá causar sobre o consumidor de imóveis não será significativo. “Talvez a alteração dos valores do CUB possa modificar o valor de alguns custos de documentação e taxas que são atrelados ao índice, mas isso é pouco representativo no custo total da obra. Também pode ter influência em contratos de financiamento que utilizam o CUB como indexador. Porém, a revisão não afetará essa correção. Já passamos por revisões da norma do CUB anteriormente e isso não impactou nas correções”, destaca.
Entrevistados
- Daniel Furletti, coordenador sindical do SindusCon-MG e coordenador da revisão da ABNT NBR 12721:2006
- Gustavo Henrique Pereira, assessor econômico do SindusCon-PR
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Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
19/04/2018
Vendedor 4.0: quem é e como atua esse profissional?
O vendedor 4.0 é aquele que sabe fazer uso da tecnologia para fechar negócios, mas não esquece de sua principal ferramenta: o encantamento do consumidor. Resumidamente, é o profissional que consegue fazer a diferença em um mercado com produtos cada vez mais parecidos, e em que as plataformas de e-commerce estão substituindo as transações mais simples de B2B.

O vendedor 4.0 é aquele que tenta humanizar a venda no limiar da indústria 4.0, repleta de robôs e algoritmos que conseguem decifrar os gostos do consumidor. Empatia, criatividade, persuasão e confiabilidade são algumas das virtudes deste profissional, ensina o presidente do grupo Datacenso, Claudio Shimoyama, palestrante especializado no tema “vendedor 4.0”. Ele explica esse novo conceito na entrevista a seguir:
O que é um vendedor 4.0?
O vendedor 4.0 é um profissional que, além de ter conhecimento das necessidades do consumidor, deve ter conteúdo sobre o produto e seus benefícios, assim como dominar a tecnologia e envolvimento com as redes sociais.
O vendedor 4.0 já existe ou ele é apenas um conceito ainda?
O vendedor 4.0, está a caminho, pois a maioria ainda não foca no cliente, apenas na empresa. Atualmente, o vendedor é tirador de pedido, não conhece o seu cliente, não busca o relacionamento.
Dentro de um universo de vendas que utiliza cada vez mais as tecnologias para comercializar produtos, como fica a relação vendedor-consumidor?
Atualmente, temos o consumidor web, o consumidor digital. Então, o vendedor precisa estar preparado. Devemos entender que a tecnologia é um meio para a relação entre o vendedor e consumidor. O processo de vendas tem a pré-venda, venda e pós-venda. A relação vai além da compra. O pós-compra é o momento que o cliente analisa a relação do que ele esperava com o que é recebido. É aí que nenhuma tecnologia substitui o vendedor, pois é ele quem vai conversar para entender esse momento pós-compra, avaliar o sentimento do cliente. Enfim, a tecnologia não deve substituir o contato pessoal do vendedor.
Ainda é possível o vendedor usar sua principal ferramenta: o encantamento do consumidor?
O novo momento do vendedor é gerar uma experiência única ao consumidor. O encantamento fará parte do novo momento da relação, para gerar fidelização e agregar valor à marca.
Outra realidade do comércio pautado pela tecnologia e a internet é tornar os produtos cada vez mais parecidos. Todos se colocam como o melhor isso, o melhor aquilo, o mais isso, o mais aquilo... Neste universo, como o vendedor consegue fazer a diferença?
Na verdade, o mercado está cada vez mais commoditie, em que produto e preço são semelhantes no ponto de venda. A diferenciação está no serviço e em um atendimento cada vez mais customizado, personalizado de acordo com o perfil do cliente. Cada vez mais, a fidelização está focada no P, de pessoas, e não no P de produto e nem no P de preço.
“O encantamento ao cliente está no P de pessoas, ou seja, o diferencial competitivo para conquistar o cliente está no atendimento mais humanizado.”
Com os algoritmos cada vez mais capazes de decifrar os gostos dos consumidores, não serão eles que farão o papel do vendedor 4.0 no futuro?
Sim, a inteligência digital, o big data, será cada vez mais presente na gestão do relacionamento com o cliente. Ambos serão fundamentais para monitorar o sentimento e o perfil do consumidor, além de ajudar a desenvolver insight e estratégias customizadas por grupo de clientes.
Como treinar um vendedor “analógico” para que se torne um “vendedor 4.0”?
Nas minhas palestras e artigos, digo que o novo vendedor deve buscar mudar a sua forma de atender. O novo momento do varejo obriga o vendedor a aumentar a sua competência quanto ao conhecimento e as habilidades no domínio das tecnologias disponíveis. Ele precisa aprender a interagir com o mundo digital e ter uma ampla relação de clientes através das redes sociais.
Empatia, criatividade, persuasão e confiabilidade ainda são virtudes neste novo cenário?
Sim. O encantamento ao cliente está no P de pessoas, ou seja, o diferencial competitivo para conquistar o cliente está no atendimento mais humanizado, com empatia, cortesia, confiabilidade e presteza. A interação mais próxima com o cliente fará a diferença na atração e na retenção deste mesmo cliente.
Qual a melhor formação para que uma pessoa se destaque como vendedor 4.0?
Dominar a tecnologia, gostar de pessoas, conhecer muito bem a arte de conquistar o cliente e estar preparado para exercer o que eu chamo de a “CHAVE”: Conhecimento, Habilidade, Atitude, Valores e Espiritualidade. O vendedor precisa estar comprometido com um mundo melhor, exercitando bons valores.
Já que estamos a caminho do vendedor 4.0, virá também a empresa 4.0?
Cada vez mais as pessoas esperam das empresas o mesmo tipo de imediatismo, personalização e conveniência que recebem de marcas líderes como Google e Amazon. As empresas precisam mudar a experiência de compra que oferecem ao cliente ou correrão o risco de serem empurradas para fora do mercado.
Entrevistado
Claudio Shimoyama, economista, mestre em engenharia da informação, doutor em gestão de negócios, professor da FGV e CEO do grupo Datacenso
Contato: claudio@datacenso.com.br








