Inteligência Artificial escolhe “imóvel certo” para você

Rastros digitais oferecem dados que podem servir a interesses comerciais, políticos ou de qualquer outra natureza. Crédito: Divulgação

Inteligência Artificial escolhe “imóvel certo” para você

Inteligência Artificial escolhe “imóvel certo” para você 1024 576 Cimento Itambé

Tecnologia cruza dados dos rastros digitais para saber a residência que mais desperta o interesse de um potencial comprador

Rastros digitais oferecem dados que podem servir a interesses comerciais, políticos ou de qualquer outra natureza. Crédito: Divulgação

Rastros digitais oferecem dados que podem servir a interesses comerciais, políticos ou de qualquer outra natureza. Crédito: Divulgação

A Inteligência Artificial (IA) está cada vez mais presente em nosso cotidiano. Um exemplo, é que ela já consegue influenciar até no tipo de imóvel que se quer comprar. Como? Algoritmos que analisam as preferências do usuário – e de grupos de usuários com tendências semelhantes – cruzam dados para saber a residência que mais desperta o interesse de um potencial comprador. Essas informações são fornecidas quando o cliente começa a navegar na internet, principalmente pelas redes sociais, deixando o que os especialistas chamam de rastros digitais.

A pesquisadora Dora Kaufman, doutora pela USP, pós-doutora na COPPE/UFRJ e coautora do livro “Empresas e Consumidores em Rede: um estudo das práticas colaborativas no Brasil”, define rastros digitais. “As redes sociais, como Facebook, Twitter e Instagram, promovem o compartilhamento de distintas experiências entre distintas pessoas. O fenômeno pode ser observado igualmente pelas informações armazenadas nos bancos de dados de cartões de crédito, nos programas de fidelidade e inúmeras outras ações presentes em nosso dia a dia. São os chamados rastros digitais, deixados e arquivados em cada interação que fazemos usando as novas tecnologias”, explica.

Acima de desktops, notebooks e tablets, são os smartphones os que mais deixam rastros digitais. Principalmente, quando carregam apps de geolocalização. Sem contar que é através destes aparelhos que acontecem os maiores contatos com equipes de trabalho, amigos e família. Os algoritmos rastreiam esse volume de informações. “Grande parte do que fazemos hoje, fazemos por meio de tecnologias digitais que deixam rastros, os quais podem atender interesses comerciais, políticos ou de qualquer outra natureza”, cita Dora Kaufman, em seu artigo “Na era dos rastros digitais”.

Influência vai da construção até a venda

No caso do mercado imobiliário, as informações permitem que a Inteligência Artificial colete dados para que se chegue na oferta do “imóvel certo”. Algoritmos possibilitam identificar se o usuário prefere casa ou apartamento, unidades baixas ou altas, quais os bairros de sua preferência, se busca morar ou investir, qual o estilo arquitetônico que mais lhe agrada e até as preferências por tipos de materiais de construção (alvenaria, madeira, envidraçados, pré-fabricados…) e elementos de decoração.

Os mesmo dados também servem para que as construtoras definam seus projetos e personalizem o atendimento aos seus clientes.  Há também consequências impactantes da Inteligência Artificial sobre a redução de custos na construção civil. Além de oferecer obras sob medida para o cliente, a IA possibilita economia no canteiro, permitindo melhor gerenciamento dos materiais e minimizando desperdício. “A Inteligência Artificial já permeia nosso cotidiano, influenciando diretamente a produção e o mercado consumidor. Ela já é capaz de diagnosticar tudo o que nos influencia”, resume Dora Kaufman.

Entrevistada
Reportagem com base no artigo “Na era dos rastros digitais”, da economista, doutora e pós-doutora em engenharia de produção, Dora Kaufman

Contatos
dkaufman@usp.br
http://dorakaufman.blog

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
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