CNI leva propostas da construção civil a presidenciáveis

Confederação Nacional da Indústria aponta 11 caminhos para que setor reencontre o crescimento a partir de 2019

Novo ocupante do Palácio do Planalto tem desafios pela frente, incluindo os que devem ser enfrentados para reaquecer a construção civil. Crédito: Agência Brasil
Novo ocupante do Palácio do Planalto tem desafios pela frente, incluindo os que devem ser enfrentados para reaquecer a construção civil. Crédito: Agência Brasil

Recentemente, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) promoveu o evento “Diálogo da Indústria com os Candidatos à Presidência da República”. O encontro possibilitou que o setor encaminhasse 43 documentos, que foram elaborados com base no Mapa Estratégico da Indústria 2018-2022. Entre os estudos elaborados pela CNI estão os que envolvem as demandas da indústria da construção civil. São 11 os capítulos abordados. Veja os principais pontos:

Privatização na infraestrutura: o que falta fazer?

Leia o resumo do documento:

“Os recursos aplicados pelo Brasil em infraestrutura representam, em média, 2% do PIB por ano, mas deveriam ser de ao menos 4,15% para a superação dos gargalos existentes. Esses investimentos devem vir acompanhados de uma melhor capacidade de execução de projetos. A privatização de setores de infraestrutura tem alguns desafios. Para garantir a atração de agentes privados, além de um retorno que cubra o custo de capital do investidor, é necessário mitigar riscos legais, contratuais, regulatórios e relativos ao ambiente de negócios.”

Sistema portuário: avanços, problemas e agenda

Leia o resumo do documento:

“Embora a nova Lei dos Portos (12.815/13) tenha equacionado, de modo geral, as principais questões de natureza legal ou regulatória que travavam a expansão e a melhoria da eficiência do sistema portuário, ainda há medidas que podem ser adotadas para dar continuidade a esse processo. Conforme o estudo da CNI, é preciso transferir a administração dos portos organizados para o setor privado, licitar os terminais arrendados antes de 1993 e adequar os contratos de arrendamento vencidos.”

Transporte ferroviário: colocando a competitividade nos trilhos

Leia o resumo do documento:

“Um sistema ferroviário eficiente e bem conectado é um diferencial de competitividade no transporte de cargas. Para o Brasil superar os atuais gargalos logísticos, é fundamental aumentar o tamanho da malha, a velocidade média dos comboios e a conectividade do sistema. Entre as medidas necessárias para tornar o sistema ferroviário eficiente estão: renovação dos contratos de concessão, adequação do marco regulatório, aumento dos investimentos dos concessionários, definição sobre a questão dos trechos ferroviários ociosos e conclusão do processo de dissolução da Valec.”

Saneamento básico: uma agenda regulatória e institucional

Leia o resumo do documento:

“O setor com maior déficit de atendimento e maiores desafios de expansão é o de saneamento. A lenta expansão das redes e a baixa qualidade dos serviços têm trazido fortes implicações para a saúde da população e para o setor produtivo. Mantidos os níveis recentes de investimento, a universalização seria atingida apenas após 2050. Definir diretrizes regulatórias claras e efetivas é o primeiro passo para desenvolver o saneamento brasileiro.”

Grandes obras paradas: como enfrentar o problema?

Leia o resumo do documento:

“O Brasil investe pouco em infraestrutura e parte do que investe acaba sendo desperdiçada em obras paralisadas, que consomem recursos e não geram benefícios. Para evitar a suspensão de novas obras, é necessário melhorar o planejamento, avaliar qual modalidade de execução é a mais adequada, aparelhar melhor as equipes responsáveis, desenhar contratos mais equilibrados e fortalecer o controle interno.”

Energia elétrica: custos e competitividade

Leia o resumo do documento:

“A segurança no fornecimento e o custo da energia elétrica são determinantes para a competitividade da indústria brasileira. O sistema elétrico brasileiro já foi considerado um dos mais eficientes do mundo, mas o constante intervencionismo governamental, aliado ao alto custo dos impostos e dos encargos setoriais, além de erros regulatórios, tornou a energia elétrica paga pela indústria uma das mais caras do mundo. A redução sustentável do custo da eletricidade exige que se promova a regulação da formação de preços e tarifas, a redução dos encargos setoriais e da duração dos contratos de energia.”

Leia a íntegra do documento

Entrevistado
Reportagem com base no documento “Mapa Estratégico da Indústria”, da Confederação Nacional da Indústria (CNI)

Contato: imprensa@cni.org.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330


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