ponte sobre rio Moju

Ponte que caiu no Pará será reconstruída com estais

Ponte sobre o rio Moju
Ponte sobre o rio Moju teve desabamento de 268 metros. Com a reconstrução, terá dois vãos livres de 134 metros cada um. Crédito: Agência Pará

O projeto de reconstrução da ponte Rio Moju, parcialmente destruída após o choque de uma embarcação contra um de seus pilares, vai transformá-la em uma estrutura estaiada. A nova concepção segue recomendação técnica do CREA-PA. Isso permitirá uma navegação mais segura no rio, sem levar risco à ponte, que faz parte da alça viária da rodovia PA-483, que liga Belém-PA com as regiões nordeste, sudeste e sul do Pará.

O desabamento ocorrido em abril de 2019 comprometeu 268 metros da ponte. Com a reconstrução desse trecho, a obra de arte terá dois vãos com 134 metros cada um. "O trecho destruído da ponte utilizava o sistema de pilares convencionais, com vão central de 80 metros e vãos menores contendo 40 metros. Os estais serão utilizados apenas neste trecho destruído, ou seja, nos 268 metros que desabaram”, explica o secretário de transportes do governo do Pará, Pádua Andrade.

Antes do desastre, a ponte já estava em obras. Uma vistoria havia detectado problemas de corrosão e de desgaste em pilares e estacas, além de uma dilatação maior do que o habitual entre dois blocos de concreto das pistas de rolamento. Também existia uma carência de proteção na estrutura, que estava desgastada após sucessivas colisões. “Foi realizada uma defensa metálica flutuante ineficaz”, destaca o presidente do CREA-PA, Carlos Renato Milhomem Chaves.

O custo para recuperar a ponte será de 113 milhões de reais. Antes do início das obras foi preciso retirar os escombros da estrutura que caiu. Foram removidas mais de 850 toneladas, abrindo espaço para que se iniciasse a operação de construção do pilar central que irá sustentar os estais do novo trecho da obra de arte. Existe a expectativa de que até o final de 2019 a ponte seja novamente liberada para o tráfego de veículos.

Técnica de construir pontes estaiadas é recente no Brasil e completa 20 anos

ponte sobre rio Moju
Escombros pesando 850 toneladas precisaram ser retirados do rio Moju antes do início da reconstrução da ponte. Crédito: Agência Pará

Até a reconstrução da estrutura, 13 balsas se revezam no transporte de veículos entre Belém e o interior do Pará. A ponte é considerada estratégica, pois dá acesso ao porto de Arapari, em Barcarena-PA. Antes de desabar, a obra de arte sobre o rio Moju era a única da alça viária que não era estaiada. O sistema de estais é utilizado nas pontes Rio Guamá, Moju-Cidade e Rio Acará. “Isso nos dará mais tranquilidade e fluidez no tráfego náutico no local”, diz Pádua Andrade.

O complexo rodoviário no entorno da capital paraense, conhecido como alça viária, soma 74 quilômetros, dos quais 4,5 quilômetros são sobre pontes. Para essa nova obra, o projeto conta com a consultoria dos especialistas em estruturas Remo Magalhães, Ph.D em engenharia estrutural pela Universidade da Califórnia, e Pedro Afonso de Oliveira Almeida, pós-doutor pela Universidade Politécnica da Catalunya. “São profissionais que conhecem o solo daqui da região e como funcionam as marés nos nossos rios. Isso é fundamental para o bom desenrolar dos trabalhos”, complementa o secretário de transportes.

A construção de pontes estaiadas no Brasil é recente. A primeira foi construída em São Paulo-SP, em 1999. Vinte anos depois, a engenharia nacional domina a técnica de construção, assim como a indústria do país já é capaz de fornecer todo o material para viabilizar obras com essas características. Na Bahia, a ponte Salvador-Itaparica, quando concluída, será a maior do Brasil. Terá 1 quilômetro de trecho estaiado, vão livre de 550 metros e pilares centrais com 125 metros de altura.

Entrevistado
Secretaria de Estado de Transportes do Pará
(via assessoria de imprensa)

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Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Congresso Nacional ganha frente da engenharia civil

frente parlamentar
Congresso Nacional conta com 26 deputados e 8 senadores que têm formação em engenharia civil e integram a frente parlamentar.
 Crédito: Agência Câmara

Composta por 198 deputados federais e 15 senadores, surge no Congresso Nacional a Frente Parlamentar Mista da Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento Nacional. O grupo espera trabalhar por uma série de objetivos. Entre eles, estabelecer um projeto de desenvolvimento sustentável de longo prazo. Outra meta é ampliar a representação da engenharia no Congresso - hoje, na ordem de 5,2% dentro da Câmara, com 26 deputados federais, e 9,8% no Senado, com 8 senadores.

O deputado federal Leônidas Cristino (PDT-CE) vai presidir a frente, que foi instalada dia 9 de abril no Congresso. O parlamentar avalia que os investimentos em infraestrutura também devem estar entre as prioridades do grupo. “Precisamos chegar, pelo menos, a 5% do PIB em infraestrutura, mas hoje estamos investindo 2%”, diz.  “Essa frente é um movimento político que pretende colocar a infraestrutura no centro do debate. Nós, engenheiros, sabemos como essa cadeia produtiva é a principal responsável pela geração de empregos”, completa o vice-presidente do movimento, deputado Antônio Idilvan (PDT-CE).

A frente terá reuniões mensais. Além das metas divulgadas pelo presidente e o vice, as obras paralisadas, a regulamentação do dispositivo da leniência para as empreiteiras investigadas pela Lava Jato e a definição de um programa habitacional que seja um projeto de Estado, e não de governo, também estão entre os objetivos dos parlamentares.

O evento que marcou a instalação da frente contou com a presença do presidente do Confea/CREA, Joel Krüger, para quem o Congresso precisa participar do debate de temas estruturais relacionados à engenharia brasileira. “São setores estratégicos para o desenvolvimento e não podemos perder os vetores fundamentais para a nossa estratégia de desenvolvimento”, afirma.

Sistema Confea/CREA encaminha pauta a ser defendida por deputados e senadores

Os 27 presidentes de CREAs também apresentaram uma pauta para que seja acrescentada na agenda legislativa. Ela pede a retirada da emenda 166 da medida provisória 873. A emenda propõe que se torne facultativo o pagamento das anuidades aos conselhos de regulamentação e fiscalização profissional. 

Para Joel Krüger, se a contribuição se tornar opcional, a tendência é que poucos profissionais paguem a anuidade, o que vai afetar o trabalho de fiscalização e normatização profissional do sistema Confea/CREA. “A gente presta um serviço à sociedade brasileira, que é mantido pelos profissionais. Assim, mantemos as nossas questões internas paralelamente à oportunidade de discutirmos os grandes temas nacionais. O desenvolvimento nacional passa obrigatoriamente pela engenharia, pela agronomia e pelas geociências”, enfatiza.

O próximo embate da frente parlamentar da engenharia será para impedir que o Projeto de Lei 617/19 avance na Câmara. Ele autoriza os conselhos regionais de engenharia e de agronomia a repassarem parte dos recursos arrecadados para entidades de classe que representam engenheiros civis e engenheiros agrônomos. De acordo com o texto, até 16% da receita líquida obtida pelos CREAs, com a cobrança da taxa de Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) e com a contribuição dos associados, poderá ser destinada às entidades de classe.

Entrevistado
Reportagem com base no evento que marcou o lançamento da Frente Parlamentar Mista da Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento Nacional

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Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Minha Casa Minha Vida

Minha Casa Minha Vida requer mudanças urgentes

Minha Casa Minha Vida
Minha Casa Minha Vida: verba suplementar dá sobrevida ao programa até o final de 2019. Crédito: Agência Brasil

Diante do risco de o Minha Casa Minha Vida (MCMV) ser paralisado em junho, o ministério da Economia autorizou aporte suplementar de 800 milhões de reais para o programa habitacional, que segue ameaçado de interrupção. O MCMV começou 2019 com orçamento de 4,17 bilhões de reais, um dos menores valores desde que foi criado, em 2009. No entanto, o programa precisa de R$ 5 bilhões para rodar o ano todo. A expectativa é de que os recursos extras assegurem que o Minha Casa Minha Vida honre os contratos atuais, porém sem realizar novos acordos.

O governo federal decidiu liberar verba suplementar ao programa depois de ter sido alertado por setores da construção civil de que sua paralisação poderia gerar a demissão imediata de 50 mil trabalhadores ainda no primeiro semestre de 2019. “A medida, por enquanto, equaliza o grave problema enfrentado pelo Minha Casa Minha Vida desde o início do ano, evitando a sua interrupção”, destaca o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins. No entanto, o ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, afirma que, até julho, o governo federal deverá apresentar proposta de alteração no formato do MCMV.

Uma das medidas seria aumentar o volume de recursos provenientes do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) no Minha Casa Minha Vida, reduzindo os subsídios diretos do Tesouro. A alteração, se implementada, atingirá diretamente as faixas 1,5 e 2 do programa, que hoje contam com subsídios de 47,5 mil reais e 29 mil reais por unidade, respectivamente, e são destinadas a famílias com renda mensal até 2.600 reais e 4.000 reais. Atualmente, o FGTS subsidia 90% e o Tesouro 10%. Com a provável alteração, o Fundo de Garantia passaria a subsidiar 97% e o Tesouro 3%. A mudança precisa do aval do conselho curador do FGTS.

Novas formas de financiamento e uso de terrenos da União

O ministro do Desenvolvimento Regional também acena com a possibilidade de surgirem novas formas de financiamento, com o governo estimulando os bancos privados a abrirem mais linhas de crédito para o Minha Casa Minha Vida, aliviando a sobrecarga sobre a Caixa Econômica Federal. Uma alternativa seria permitir que o sistema financeiro recorresse a organismos internacionais, como o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), para obter esses recursos. “Não temos orçamento e não teremos orçamento no curto prazo. Então, temos de buscar outra forma de viabilizar o programa”, alerta Gustavo Canuto.

A situação mais crítica do Minha Casa Minha Vida está na faixa 1, que atende habitações de interesse social e onde os subsídios chegam a 90% e a taxa de juros é 0%. Desde 2018 o governo federal parou de atender projetos voltados para essa faixa. Uma solução seria o governo oferecer terrenos da União para obras da faixa 1, em vez de subsidiar as unidades. Para Ronaldo Cury, vice-presidente do Sindicato da Indústria da Construção do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), a ideia é boa, mas desafiadora. "Será preciso mexer em várias leis", alerta, diante das incertezas no MCMV.

Entrevistado
Ministério do Desenvolvimento Regional, Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e Sindicato da Indústria da Construção do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP)
(via assessoria de imprensa)

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Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Contorno de Florianópolis

Pontes e viadutos pré-fabricados viram tendência no Brasil

Contorno de Florianópolis
Contorno de Florianópolis: complexo viário no entorno da capital catarinense investe maciçamente em elementos pré-fabricados. Crédito: Arteris

No XI Congresso Brasileiro de Pontes e Estruturas, realizado dias 16 e 17 de maio em São Paulo-SP, e promovido pela ABECE (Associação Brasileira de Engenharia e Consultoria Estrutural) e pela ABPE (Associação Brasileira de Pontes e Estruturas), ficou evidente o quanto a construção industrializada do concreto tem se tornado uma tendência em projetos de pontes e viadutos. Em palestra, os engenheiros civis Luiz Livi e Charles Hipólito mostraram as vantagens do sistema e como ele vem se propagando em obras de infraestrutura.

Livi destaca que o cerne do pré-fabricado é fazer bem feito, e rápido. “É um sistema que dá agilidade às obras, por causa da repetição de peças, o que resulta em custo menor e mais segurança no canteiro de obras, assim como reduz substancialmente o contingente de mão de obra. Também define obras com maior sustentabilidade. Tanto é que boa parte dos projetos de infraestrutura que buscam certificação investe na construção industrializada”, afirma.

O engenheiro civil, que é associado da ABECE e da ABCIC (Associação Brasileira da Construção Industrializada do Concreto), além de atuar na consultoria de projetos focados na construção industrializada do concreto, citou o complexo viário do Porto de Itaguaí, no Rio de Janeiro, como um exemplo bem-sucedido. A obra foi inaugurada em 2014 e o projeto original previa uma construção convencional, com a concretagem in loco, mas só foi viabilizado com a aplicação de pré-fabricados. O mesmo ocorre com o contorno rodoviário de Florianópolis-SC, que está em construção para desviar o tráfego pesado do trecho urbano da BR-101 na capital catarinense.

Contorno rodoviário de Florianópolis já consumiu 4.200 m3 de concreto industrializado

A alteração do projeto, para priorizar a construção industrializada, se deu por duas razões: a presença de uma fábrica na região de Governador Celso Ramos-SC, perto do canteiro de obras, e a possibilidade de racionalizar a construção de pontes e viadutos, usando vigas de 20 m, 25 m e 30 m, lajes protendidas e longarinas de até 30 m. “Padronizar obras de arte é o trunfo da pré-fabricação”, destaca Luiz Livi, que lança o desafio: “Vamos pré-fabricar mais? Que tal trazer a obra para dentro de uma fábrica, com controle do projeto, controle de insumos, controle de toda a interface da obra?”

O contorno rodoviário de Florianópolis já consumiu 4.200 m3 de concreto industrializado nos trechos em construção. No entanto, a obra encontra-se atrasada. Havia a previsão de que fosse inaugurada em 2019, mas a conclusão já foi adiada para 2021. Desapropriações, licença ambiental de 3,6 quilômetros e aprovação de novo projeto orçamentário são as principais causas do atraso. O empreendimento envolve um desvio de 50 quilômetros, dos quais 35 quilômetros já têm canteiro de obras instalado.

Entre os desafios do contorno rodoviário no entorno da capital catarinense, para a construção industrializada, estão os solos móveis da região. Isso exige uma compactação maior para a instalação das peças. “Independentemente do tempo da obra, as estruturas de concreto pré-fabricado estão guardadas na fábrica”, frisa Charles Hipólito, ao destacar mais uma das vantagens da aplicação do sistema na construção de pontes e viadutos.

Entrevistado
Reportagem com base na palestra “Pontes Pré-Fabricadas: viaduto de acesso ao Porto de Itaguaí-RJ e contorno rodoviário de Florianópolis”, concedida pelos engenheiros civis Luiz Livi e Charles Hipólito

Contato: abece@abece.com.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Bath-County

Novo desafio à engenharia: as hidrelétricas reversíveis

Bath-County
Bath County, no estado da Virginia-EUA: maior hidrelétrica reversível do mundo tem capacidade instalada de 3 GW. Crédito: NHA

Em países como Estados Unidos, Japão, China, Itália, Portugal e França cresce a demanda por hidrelétricas reversíveis, as PSHPs (do inglês, Pumped-storage hydropower plants). São usinas que operam com dois lagos, um inferior e um superior, o que permite que a água usada para gerar energia seja bombeada de baixo para cima e reutilizada para gerar mais eletricidade, quando houver necessidade. Isso poupa rios e a necessidade de grandes reservatórios, tornando a energia limpa das hidrelétricas ainda mais sustentável.

A construção dessas usinas cresce em regiões onde há parques eólicos e fazendas de energia solar. Elas compensam os períodos em que há pouco vento ou baixa insolação, abastecendo a rede com energia extra. Para a engenharia, o desafio está em construí-las, pois a instalação desse modelo de hidrelétrica exige perfurações em rochas, geralmente em áreas montanhosas, além da construção de grandes paredões de concreto. Em Portugal, a 40 quilômetros da cidade de Braga, foi executada a obra de uma das PSHPs mais ousadas do mundo: a Frades II.

Hidrelétricas reversíveis
Hidrelétricas reversíveis operam por demanda e preservam os rios. Crédito: NHA

A construção teve início em 2010 e foi concluída em 2015. Ela aproveita dois reservatórios naturais localizados no rio Rabagão. O projeto exigiu a escavação de 9 quilômetros de túneis em rocha, por onde fluem 200 m3 de água por segundo. A casa de força da usina está dentro de uma caverna com 95 metros de altura e revestido em concreto. Sua capacidade geradora varia entre 50 megawatts e 1.000 megawatts – a média é de 383 megawatts. As turbinas são reversíveis e funcionam também como bombas, impulsionando a água do reservatório inferior para o superior.

EUA e China disputam título da maior hidrelétrica reversível do mundo

Apesar de ser uma obra desafiadora, a Frades II não é a maior PSHP do mundo e nem Portugal é o país com mais quantidades de usinas com esse modelo de construção. A maior hidrelétrica reversível está nos Estados Unidos e tem capacidade instalada de 3 GW, mas em breve será superada. Em Fengning, na China, está em execução uma PSHP com 12 unidades de turbina-bomba, capaz de produzir 3,6 GW. A previsão é de que entre em operação em 2021. Na China, outras duas usinas também estão em construção, ambas com capacidade de 3 GW. Em 2020, o Japão vai concluir uma usina de 2,8 GW e a Ucrânia uma de 2,3 GW.

Pela contribuição ambiental e pelo modelo de negócio que proporcionam ao mercado de energia, as PSHPs são vistas atualmente como a alternativa mais lucrativa para o setor de hidrelétricas. “Elas operam em um ciclo fechado, empregando principalmente a mesma quantidade de água, poupando os rios. Este ciclo fechado representa uma grande oportunidade de lucro para os proprietários de PSHPs”, diz relatório de 2018 da National Hydropower Association (Associação Nacional de hidrelétricas dos Estados Unidos). O Brasil tem apenas duas hidrelétricas do gênero, ambas no rio Pinheiros, no estado de São Paulo, mas com tecnologia obsoleta: a usina Pedreira, com 108 MW, construída em 1939, e a usina Traição, com capacidade de 22 MW, de 1940.

Veja como funciona uma hidrelétrica reversível

Entrevistado

Reportagem com base no relatório anual do mercado de hidrelétricas, produzido pela National Hydropower Association (Associação Nacional de hidrelétricas dos Estados Unidos)

Contato: info@hydro.org

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

ENIC

Inovação e produtividade pautam 91ª edição do ENIC

ENIC
Cenário de abertura do 91º ENIC: encontro destaca o futuro da construção civil brasileira. Crédito: CBIC

O foco do 91º Encontro Nacional da Indústria da Construção (ENIC), que aconteceu de 15 a 17 de maio na cidade do Rio de Janeiro-RJ, esteve no empreendedorismo e nas novas tecnologias. Para o professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Fabio Queda Bueno da Silva, é inadiável que o setor da construção absorva técnicas inovadoras para melhorar sua produtividade, reduzir custos e oferecer obras de melhor qualidade ao consumidor. “Grandes transformações precisam ser acompanhadas, compreendidas e utilizadas pelas empresas de construção. Isso é fundamental para a competitividade e a inovação futura do setor perante as mudanças da indústria no mundo e no Brasil”, explica.

O palestrante aproveitou o ENIC para lançar a plataforma digital Construção 2030, cujo objetivo é transformá-la em uma rede social que agregue tudo de inovador que estiver em desenvolvimento ou em aplicação na construção civil. “O Construção 2030 foi desenvolvido para ajudar a compreender as transformações que o presente está causando no futuro”, observa Fábio Queda, que fez a plateia refletir sobre as mudanças que estão a caminho. “O futuro não é imutável. Está sendo construído neste instante, pelas pessoas e pelas organizações de hoje. Queremos trazer a seguinte reflexão para o setor: quem está construindo o nosso futuro e qual a nossa participação nessa construção?”, questiona.

Ações que envolvam inovação dependem de mudanças de paradigmas na construção

Futurismo, tecnologias e novas formas de construção também nortearam as palestras do Congresso Técnico de Engenharia, que aconteceu dentro do ENIC. Foram apresentados dados sobre o avanço das construtechs no país. O Brasil já conta com 562 startups da construção civil atuando em vários tipos de projetos. São Paulo lidera o ranking com 230, seguido de Santa Catarina, com 79, e Minas Gerais, com 58. Cerca de 9% dessas empresas atuam no segmento de projetos e viabilidade de obras; 26%, na criação de inovações no segmento de construção; 35%, na aquisição de imóveis; e 30% estudam formas de melhorar propriedades que já estão em uso. No ano passado, as construtechs movimentaram 611,7 milhões de reais em investimentos.

Para o segmento da industrialização, a construção civil já oferece inúmeras oportunidades para que obras sejam mais eficazes no país. O que falta, segundo o engenheiro civil Davidson Deana, especialista em processos construtivos industrializados, é uma maior união entre as partes envolvidas em uma construção. “A área de projetos, construtoras e o setor de suprimentos devem estar integrados, devem ser parceiros na obra, transcendendo o produto e chegando efetivamente no serviço”, avalia. Mauro Campos, presidente do Sinduscon-Sul Fluminense, complementa que a construção industrializada e todas as outras ações que envolvam inovação dependem de mudanças de paradigmas do setor. “O empresariado precisa ter coragem de sair da zona de conforto para enxergar o futuro”, diz.

Acesse o Construção 2030

Entrevistado
Reportagem com base nas palestras ocorridas nos seminários “A Industrialização na Prática: como as construtoras e o mercado estão se preparando?”, “Congresso Técnico de Engenharia” e “O Futuro da Construção: Inovação e Trabalho”, que aconteceram dentro do 91º Encontro Nacional da Indústria da Construção (ENIC)

Contato: ascom@cbic.org.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Mentoria reversa: nunca é cedo ou tarde para aprender

Paulo-Sardinha
Paulo Sardinha, presidente da ABRH-Brasil: mentoria reversa exige que empresas estejam abertas para contrariar o fluxo natural de autoridade e hierarquia dentro da corporação. Crédito: ABRH-Brasil

O conceito mentoria reversa surgiu em 1999, quando o então presidente da General Electric, Jack Welch, pediu a uma equipe de executivos que procurassem jovens colaboradores para ensiná-los a navegar na internet. A prática foi aperfeiçoada ao longo de 20 anos e hoje grandes corporações globais a adotam. Para Paulo Sardinha, presidente da ABRH-Brasil, nem todas as empresas têm perfil para implantar a mentoria reversa. “Mentoria reversa exige que empresas estejam abertas para contrariar o fluxo natural de autoridade e hierarquia dentro da corporação. A empresa tem que estar muito bem preparada para ouvir, entender e comunicar”, alerta.

No Brasil, a mentoria reversa ainda está restrita às subsidiárias das companhias globais que atuam no país e às empresas que financiam startups e incubadoras. “Estamos falando de companhias abertas à inovação, às novas tecnologias e aos novos negócios. Também são empresas que têm práticas inovadoras de recursos humanos, o que faz com que a mentoria reversa seja adotada sem muitas mudanças em suas rotinas”, esclarece o presidente da ABRH-Brasil. “A mentalidade de trabalhar de forma inovadora, de gerenciar grupos, é o fundamento da mentoria reversa, a fim de desobstruir canais de comunicação dentro da empresa, permitindo que os mais jovens compartilhem seus conhecimentos”, completa.

Paulo Sardinha afirma que a mentoria reversa também pode ser útil para romper paradigmas dentro das empresas. “As organizações têm uma dificuldade natural de enfrentar mudanças, e isso é quase universal. É comum ouvir expressões como ‘no meu tempo era assim’, ‘isso já foi tentado e não trouxe resultados’ ou ‘isso não adianta fazer’. Então, soluções novas precisam de respostas novas. A mentoria reversa é uma forma de se buscar essas respostas”, diz. Ele destaca ainda que a adesão deve ser espontânea e contar com pessoas que tenham o que comunicar, o que transmitir em termos de conhecimento, assim como pessoas dispostas a aceitar o contraditório: o mais novo ensinando o mais velho - no caso, mentor e mentorado.

Construção civil pode adotar práticas básicas nos canteiros de obras

Na construção civil, a mentoria reversa tem sido usada para treinar engenheiros civis com larga experiência prática às novas tecnologias de gestão de canteiro de obras e de execução de projetos, como o BIM. Profissionais com menos experiência de campo, mas com familiaridade em softwares, ajudam a capacitar os mais antigos. O presidente da ABRH-Brasil, no entanto, avalia que a mentoria reversa não seja a mais alta prioridade da construção civil nacional no momento. Mesmo assim, ele sugere uma prática básica do conceito que pode ser adotada nos canteiros de obras. “Antes de começar o dia de trabalho, o engenheiro pode reunir os operários e colher opiniões sobre o que vem dando certo e o que está errado nos processos de produção. Com certeza, vai melhorar a gestão de pessoas, que é a essência da mentoria reversa”, finaliza.

Entrevistado
Paulo Sardinha, presidente da ABRH-Brasil (Associação Brasileira de Recursos Humanos)

Contato: abrh_portal@abrhbrasil.org.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Roadmap Tecnológico do Cimento

Brasil busca menor emissão de CO2 por tonelada de cimento

Roadmap Tecnológico do Cimento
Lançamento do Roadmap Tecnológico do Cimento ocorreu dia 3 de abril de 2019, na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília.
Crédito: ABCP

O Brasil já é um dos países com menor emissão de CO2 por tonelada produzida de cimento. Na média global, a indústria cimenteira responde por 7% de todo o gás carbônico lançado na atmosfera. No país, esse percentual é de 2,6%, mas com o Roadmap Tecnológico do Cimento, assinado em abril de 2019 pelo SNIC (Sindicato Nacional da Indústria Cimenteira) e as empresas associadas, o objetivo é fazer com que o Brasil reduza ainda mais a emissão de CO2 por tonelada de cimento. “Por trás desse produto tão essencial, está uma indústria altamente complexa, intensiva em capital humano e financeiro e firmemente comprometida com a mitigação dos impactos ambientais, inerentes a operações desse porte”, afirma Paulo Camillo Penna, presidente do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC) e da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP).

As metas serão alcançadas em duas etapas: até 2030 e até 2050. Elas estão traçadas no Roadmap Tecnológico do Cimento, documento que define as diretrizes para que o setor possa reduzir a emissão de CO2 nas cimenteiras. Um dos primeiros passos resultou na publicação da nova norma técnica de Cimento Portland, a ABNT NBR 16697. Além disso, a indústria definiu 4 pilares para cumprir os objetivos:

  • Dobrar a utilização de combustíveis alternativos.
  • Melhorar em 15% a eficiência energética do processo de produção.
  • Estimular a busca de novas tecnologias para aumentar a utilização de resíduos de outras indústrias, e reduzir a utilização de clínquer.
  • Investir em tecnologias inovadoras, como a captura do próprio carbono emitido no processo fabril.

O Roadmap Tecnológico do Cimento começou a ser produzido em 2014, por um corpo técnico coordenado pelo professor e ex-ministro da educação (1991 e 1992) José Goldemberg. Organismos internacionais também se envolveram na elaboração do documento. Entre eles, a Agência Internacional de Energia (IEA), a Iniciativa de Sustentabilidade do Cimento (CSI) do Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável (WBCSD) e a Corporação Financeira Internacional (IFC) - membro do Banco Mundial. “As soluções são realistas e a transição da indústria do cimento sugerida neste mapeamento só pode ser alcançada mediante uma estrutura reguladora de apoio e investimentos efetivos e sustentados. O roteiro mapeia políticas públicas necessárias, avalia mecanismos de fomento e descreve desafios técnicos para alcançar os objetivos propostos”, completa Paulo Camillo Penna.

Previsão é de que o Brasil aumente a produção de cimento entre 60% e 120% até 2050

O documento divulgado pelo SNIC e pela ABCP projeta ainda que, até 2050, o Brasil deve aumentar a produção de cimento entre 60% e 120% na comparação a 2014, ano de mais alta demanda no país, quando foram produzidas 70,9 milhões de toneladas. Por outro lado, estima-se redução da razão clínquer/cimento de 67% em 2014 para 52% em 2050. Pela projeção, seria possível evitar a emissão cumulativa de 290 Mt (megatoneladas) de CO2, o que representaria 69% do potencial de redução do setor até 2050. O desafio para se atingir tais metas está no fato de que as diferentes alternativas de redução não se encontram distribuídas de forma homogênea pelo país, considerando as dimensões continentais do Brasil e suas diferenças regionais. “É fundamental entender que as diversas ações apontadas neste Roadmap, bem como seus potenciais de penetração e redução de CO2, não necessariamente poderão ser replicadas em todas as regiões brasileiras com a mesma intensidade”, conclui o relatório.

Leia a íntegra do Roadmap Tecnológico do Cimento

Assista vídeo sobre a produção de cimento no Brasil

Entrevistado
Paulo Camillo Penna, presidente do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC) e da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), com base no prefácio do Roadmap Tecnológico do Cimento

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Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Angra 3

Retomar obras paradas abre 500 mil vagas na construção

Angra 3
Concluir a usina nuclear Angra 3 está entre as prioridades do governo federal, em relação às obras paralisadas. Crédito: Eletrobras

Se as obras paralisadas do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) fossem retomadas, permitiriam abrir 500 mil vagas na construção civil. É o que aponta levantamento encomendado pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), que detectou 4.669 projetos parados relacionados ao programa. A soma dessas obras chega a 135 bilhões de reais, dos quais 65 bilhões de reais já foram executados. Os dados foram obtidos de organismos do governo federal - portanto, são oficiais. As regiões nordeste e sudeste são as que têm mais obras paralisadas. Algumas não avançaram nem 10% desde o início da execução. Outras faltam menos de 10% para serem concluídas. Porém, não há previsão de que sejam retomadas no curto e médio prazo.

Os números fazem parte do estudo “Obras Paralisadas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)”, elaborado pela Brain (Bureau de Inteligência Corporativa) em conjunto com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI). Das 4.669 obras detectadas, 33,4% representam investimento acima de R$ 15 milhões e 21,8% entre R$ 1 milhão a R$ 3 milhões. Os estados da região sudeste acumulam 39,8% dessas obras, enquanto os do nordeste têm 24,3%. Outro dado do estudo mostra que 29,8% dos empreendimentos paralisados estão em áreas urbanas e relacionados com saneamento e construção de unidades básicas de saúde, creches e pré-escolas.

O levantamento mapeou as razões para que as obras sigam paralisadas. Entre elas, há pendências de engenharia relacionadas com falhas na licitação, as quais envolvem 93% dos projetos analisados. Para o presidente da CBIC, José Carlos Martins, é relevante o governo federal se preocupar com a reativação desses empreendimentos. “Trata-se de um patrimônio em que já foram investidos 65 bilhões de reais, espalhado pelo Brasil, e que está deteriorando e sendo vandalizado. Pior: não gera renda, não gera empregos, não gera desenvolvimento social. Pelo contrário, consome recursos públicos e ainda precisa de mais algumas dezenas de bilhões de reais para que seja concluído. É um problema de grande gravidade”, analisa.

Governo federal define prioridades e espera atrair a iniciativa privada

Para o coordenador-geral da Comissão de Infraestrutura do TCU (Coinfra), o engenheiro civil e advogado Nicola Khoury, boa parte das obras paralisadas tem em comum um projeto básico deficiente. “Isso desencadeia outras deficiências, como estudo de viabilidade e projeto executivo. A lei 8.666, que trata das licitações de obras públicas, é clara: o projeto básico deve caracterizar a obra, avaliar custos, definir métodos, mas o que se vê na maioria das obras paralisadas é a antiengenharia. Isso resulta em construções que começam e não terminam, e que acabam judicializadas. São obras que, na verdade, não estão paralisadas. Elas já nasceram paralisadas”, reforça.   

Em busca de soluções, está em estudo no governo federal a criação de um comitê específico para analisar o tema. A opção mais viável é incluir as obras paradas em um Programa de Parcerias de Investimentos, a fim de que elas sejam submetidas a novos processos de licitação e atraiam investidores privados. “São desafios que serão tratados na Secretaria de Obras Estratégicas do PPI ainda este ano (2019)”, promete o secretário especial do PPI, Adalberto Vasconcelos, que também participou do seminário Paralisação e Retomada de Obras de Infraestrutura no Brasil, realizado em abril, em Brasília. Para o governo, 4 projetos são prioritários: a usina nuclear de Angra 3, a linha de transmissão de energia entre Manaus e Boa Vista, a transposição do rio São Francisco e a hidrovia no rio Tocantins.

Assista o seminário Paralisação e Retomada de Obras de Infraestrutura no Brasil

Leia o estudo Obras Paralisadas do PAC

Entrevistado
Reportagem com base no seminário Paralisação e Retomada de Obras de Infraestrutura no Brasil

Contato: ascom@cbic.org.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Sem fiscalização, obras irregulares crescem no Brasil

Prédios construídos irregularmente
Prédios construídos irregularmente na região de Muzema, no Rio: desabamentos causaram 24 mortes. Crédito: Fernando Frazão/Agência Brasil

A cidade do Rio de Janeiro-RJ ainda se recupera da tragédia ocorrida em abril de 2019, por conta de construções irregulares que desabaram e causaram a morte de 24 pessoas. No Brasil, o município é campeão de obras que burlam a lei e são erguidas sem nenhuma fiscalização e regras de boa engenharia. Nem a prefeitura tem dados precisos, mas estima-se que as construções irregulares em território carioca passem de 1,2 milhão. Em São Paulo-SP, a prefeitura calcula 830 mil. A região nordeste do Brasil também tem número elevado de obras sem habite-se legal.

Mas o que leva o país a ter tantas habitações nessa situação? A principal razão é a falta de fiscalização, principalmente em áreas conflagradas das cidades, onde o tráfico e as milícias impedem a atuação do poder público, assim como a falta de programas que efetivamente combatam o déficit habitacional. Outro motivo é que as construções irregulares erguidas nas regiões metropolitanas das grandes cidades brasileiras têm o propósito de abrigar a família do dono original do imóvel. Como os terrenos não possuem espaço suficiente para receber mais de uma casa, a solução é empilhar lajes.

O método de construir prédios sem conformidade também se tornou uma forma de investimento. Hoje é comum encontrar edifícios de até cinco pavimentos frutos de autoconstruções, como os que desabaram no condomínio Figueiras do Itanhangá, na Muzema, no Rio de Janeiro-RJ. A prática prolifera pelo país, como mostra pesquisa de 2015, encomendada pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU-BR). Os dados revelam que 85% dos brasileiros constroem sem a supervisão de um engenheiro civil ou de um arquiteto. O resultado são os inúmeros problemas relacionados à segurança nas edificações e aos acidentes de trabalho na construção civil.

Informalidade é um dos principais obstáculos ao crescimento sustentável da construção civil

Estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) também confirma que a informalidade é um dos principais obstáculos para o crescimento sustentável da cadeia produtiva da construção civil. A média nacional do setor é de 1 trabalhador formal para 1,7 informal. Isso reflete na qualidade e na legalidade da obra, assim como na indústria de materiais de construção. As chances de uma autoconstrução adquirir produtos de baixa qualidade são bem maiores que uma construção com projeto e atenta aos aspectos técnicos da obra.

Mesmo assim, iniciativas para combater a informalidade ainda são tímidas no país. O Paraná é que tem uma política mais consolidada de fiscalização, através do Comitê de Incentivo à Formalização na Construção Civil, criado em 2002. Ação conjunta entre CREA-PR, SindusCon-PR e organismos ligados aos trabalhadores da construção civil permite que o comitê tenha capilaridade em todo o estado. O resultado é que, em 17 anos de atuação, a informalidade nos canteiros de obras instalados no Paraná caiu abaixo de 30%, enquanto a média nacional supera os 50%.

Leia guia de incentivo à formalidade na construção civil

Entrevistado
Comitê de Incentivo à Formalização na Construção Civil e SindusCon-PR

Contato: imprensa@sindusconpr.com.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330