Vila olímpica Pan 2019

Lima, no Peru, é canteiro de obras. Motivo: o Pan 2019

Vila olímpica Pan 2019
Vila olímpica do Pan 2019: tecnologia de paredes de concreto e uso de conceitos inéditos de acessibilidade no Peru. Crédito: Agência Andina

Outro evento esportivo transforma uma cidade sul-americana em canteiro de obras. Desta vez, é Lima, no Peru, que de 26 de julho a 11 de agosto vai sediar o Pan. Além das instalações esportivas, cuja execução das obras passou de 98% em março, a capital peruana investe também em saneamento básico e em projetos de mobilidade, que vão desde a implantação de linhas de BRT até a construção de pontes, metrô e ampliação do aeroporto. Os projetos se apóiam maciçamente na construção industrializada do concreto para conseguir cumprir o cronograma, que pretende estar com 100% das obras concluídas até abril deste ano.

O Peru investe 1,5 bilhão de dólares na infraestrutura esportiva para sediar os jogos. O maior e mais caro projeto envolve a construção da Vila Pan-Americana. Trata-se de um complexo de 1.120 apartamentos, divididos em um edifício de 20 andares e outros três com 19 pavimentos, onde ficará hospedada a maioria dos 9.000 participantes do evento. Para atender o cronograma, os prédios foram construídos usando a tecnologia de paredes de concreto moldadas in loco, através de fôrmas metálicas. São 548 apartamentos de 70 m2, 212 de 73 m2 e 336 de 75 m2 - esses, habilitados para receber paratletas. "Esses sete prédios são os primeiros que atendem conceitos de acessibilidade no país”, revela o operations-manager do Pan, Alberto Valenzuela.

O complexo esportivo do Lima 2019 está em construção em uma área de 21 hectares, que engloba três arenas poliesportivas, um centro de surfe e campos de tiro. Entre as edificações está o estádio aquático, com capacidade para 4.300 pessoas, e uma arena poliesportiva para 1.800 espectadores. Também se encontra em reforma o estádio de atletismo, com capacidade para 10.000 lugares. A pista foi construída com materiais semelhantes aos que serão usados nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 e aprovada nos testes de certificação da Associação Internacional das Federações de Atletismo (IAAF, por sua sigla em inglês).

Ampliação do aeroporto de Lima e nova linha de metrô serão legados dos jogos

Entre as obras de infraestrutura em andamento, duas são relevantes para a cidade-sede do Pan: a ampliação do aeroporto internacional Jorge Chávez, que terá capacidade de receber 23 milhões de passageiros/ano, entre voos nacionais e internacionais, e a construção da Linha 2 do Metrô de Lima, com 27 quilômetros de extensão. Havia a expectativa de que a obra ficasse pronta para o evento esportivo, mas os reflexos da operação Lava Jato, deflagrada no Brasil, se fizeram sentir no Peru. Isso porque, do consórcio construtor faziam parte as empreiteiras Odebrecht Latinvest Peru, Construtora Andrade Gutierrez Filial Peru e Construtora Queiroz Galvão Filial Peru.

O primeiro trecho da Linha 2 do Metrô de Lima só deverá ser inaugurado em 2020. A obra está estimada em 5,2 bilhões de dólares e envolve 3 mil trabalhadores. Quando pronto, terá capacidade para transportar 660 mil passageiros por dia. É a primeira obra de metrô subterrâneo do Peru. A perfuração dos túneis usa duas tecnologias: o Novo Método Austríaco para Abertura de Túneis (NATM, New Austrian Tunnelling Method), que utiliza concreto projetado nas paredes, e o TBM (Tunnel Boring Machine) em que aduelas de concreto pré-fabricado são montadas na parede da escavação, dando acabamento ao túnel. Essa etapa está bem atrasada, pois a fábrica para a produção de aduelas só deve entrar em operação no fim do primeiro semestre de 2019.

Entrevistado
Comitê
Olímpico dos Jogos Lima 2019 (via assessoria de imprensa)

Contato: prensacop@coperu.org

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Omnichannel na construção civil: como usar a ferramenta?

O cliente está cada vez mais propenso a comprar em ambientes integrados, ou seja, utilizar diversos canais e poder cruzar experiências em lojas físicas e online. Para facilitar esse novo comportamento do consumidor, e traçar uma estratégia aos varejistas, surgiu a ferramenta omnichannel. Ela permite acompanhar o ciclo de compras de um cliente através de qualquer um dos canais de atendimento da empresa: loja física, loja online e loja integrada. Do latim, omni significa “tudo”, ou seja, é preciso se preocupar em oferecer um atendimento amplo ao cliente, utilizando o máximo de tecnologia e inovação disponíveis. Quem explica é a especialista em Omnichannel, Fabíola Paes. Confira a entrevista:

Para um leigo, como poderia se definir Omnichannel?

De uma forma simples, o conceito se traduz pela unificação de todos os canais de venda (e-commerce, assistentes virtuais, aplicativos e lojas físicas) em uma só experiência. Desta forma, o cliente pode usar o e-commerce ou app para comprar e a loja física para fazer a retirada dos produtos. Também pode pesquisar na loja física e comprar de madrugada usando a plataforma como uma “prateleira infinita”, que, além de trazer os produtos e as ofertas, oferece formas de pagamento, entrega e retirada eficazes. É por isso que dizemos que, dentro do chamado Varejo 4.0, as soluções tecnológicas vieram para facilitar tanto a vida do cliente - onde ele pode pesquisar à vontade, fazer comparações, comprar com segurança e ter rapidez na entrega -, como a do varejista, que pode integrar seus estoques, transformando-os em minicentros de distribuição, diminuindo custos, ampliando a conversão das vendas e melhorando o seu diálogo com o consumidor. Outra possibilidade é a integração de canais com o chamado clique & retire, que traz comodidade e diminuição de taxas, ao mesmo tempo em que alavanca o fluxo de clientes no PDV.

Dos setores da economia brasileira, qual está usando com mais frequência o Omnichannel?

O conceito de omnicalidade ainda é algo novo no Brasil, mas já tem muitos adeptos na área do varejo. Isso porque, um varejo conectado vende até 20% a mais, pois além de enviar ofertas exclusivas ao cliente estimula a vontade de ir até à loja para conhecer ou experimentar determinado produto. Pesquisas também mostram que 47% dos consumidores conectados vão até as lojas físicas por que desejam experimentar ou ver algo pessoalmente. Entre os segmentos mais maduros estão o de eletroeletrônicos e móveis (impulsionados pela Magazine Luiza, Lojas MM e Via Varejo) e moda (impulsionados pela Centauro, Hering e C&A).

A cultura Omnichannel já foi apresentada à construção civil? Caso sim, como tem sido essa relação?

Acredito que a cultura omnichannel tem chegado ao setor por meio das revendas de construção e pelas grandes lojas de departamento que trabalham com produtos e insumos voltados para esta área. O objetivo desta cultura é a convergência de todos os canais e a possibilidade de fazer com que o consumidor não veja a diferença entre o mundo online, offline e o PDV (ponto de venda) físico. Varejistas desse setor podem se digitalizar para atender consumidores que estão em busca de materiais para obras, por exemplo. A escolha e compra do produto pode ser feita por um canal digital (e-commerce, aplicativo, WhatsApp ou assistente virtual) e a retirada é feita na loja no mesmo dia. Vale a pena investir em sistemas omnichannel nesse setor. Segundo estudo do IDC Retail Insights, divulgado recentemente no portal Home Center View, varejistas que utilizam o conceito multicanal omnichannel perceberam um aumento de 15% a 35% no ticket médio das transações, e alta de 5% a 10% na rentabilidade com clientes. As informações tomam como base dados do 3º trimestre de 2018.

Especificamente, no varejo de materiais de construção, como a ferramenta pode ajudar, por exemplo, a alavancar vendas?

A inovação é uma aliada importante para quem deseja crescer e se manter atualizado. Além de alavancar vendas e trazer novos consumidores para o PDV, que estejam interessados em conhecer determinado produto já pesquisado na internet, as ferramentas proporcionam o conhecimento de hábitos e interesses do consumidor. Isso proporciona uma gama ainda maior de negócios e estratégias de marketing exclusivas para o cliente. Importante lembrar que, segundo estudo da Criteo, 22% de todas as transações em desktop no Brasil são precedidas de um clique em um dispositivo mobile. Das empresas que atuam com produtos para o segmento da construção civil, uma que investiu forte na cultura omnichannel foi a Leroy Merlin. Entre os resultados anunciados pela companhia estão “crescimento de 36% nas visitas às lojas e 26% de redução no custo por visita, após a implementação de campanhas no Google Shopping”.

“Os varejistas precisam estar dispostos a enfrentar as barreiras para conseguir evoluir dentro do processo de relacionamento e experiência entre consumidor e marca.”

Quando apresentada aos colaboradores de uma empresa, qual impacto o Omnichannel causa?

O que as organizações precisam é de uma real sintonia entre objetivo e prática. Isso significa que, além dos investimentos em tecnologia e inovação, é preciso observar a operação dentro e fora da loja e centralizar o consumidor diante todas essas ações. Atualmente, existem no Brasil diversas startups que podem ajudar nesse processo. Por outro lado, já existem muitos varejos implementando os “labs” (laboratórios de inovação) dentro da própria infraestrutura empresarial. Com essa proximidade, fica mais simples e rápido expandir e colocar em prática todas as ideias de sucesso. Os varejistas, sobretudo, precisam estar dispostos a enfrentar as barreiras para conseguir evoluir dentro do processo de relacionamento e experiência entre consumidor e marca. Nem sempre o novo é bem aceito, por isso é interessante despir-se de preconceitos e investir em conhecimento. 

É necessário treinamento dos colaboradores para usufruir o melhor do Omnichannel?

Sempre digo que o primeiro passo é estar aberto às inovações e tendências do novo varejo e desejar conhecer e compreender esse universo omnichannel. O segundo passo é procurar investir em soluções tecnológicas que permitam a integração de canais de venda, de acordo com o modelo de negócios do segmento. O terceiro é preparar e remodelar as estratégias de marketing e comerciais, oferecendo treinamentos às suas equipes, a fim de que todos vejam a tecnologia como uma aliada na geração de novos negócios e ferramenta essencial para o crescimento exponencial em vendas e engajamento do consumidor.

Qual o futuro do Omnichannel no Brasil?

A tendência é a consolidação e uma permeabilidade cada vez maior em vários setores da cadeia comercial. Encontraremos mais lojas integradas, experiências envolvendo tecnologia e o consumidor sempre centralizado em meio a toda modernização para que ele tenha uma jornada sem atritos em todos os canais. No entanto, já caminhamos para a era do chamado “Commerce Relevancy”, onde as ofertas e promoções em qualquer canal de vendas serão individualizadas e personalizadas. Como conhece melhor o consumidor, o varejo poderá ser mais preciso nas ofertas de real interesse dos seus clientes.

Por fim, como a senhora se tornou especialista em Omnichannel?

A minha trajetória vem de uma longa caminhada no varejo. Conheci o termo Omnichannel na NRF, a maior feira do setor nos Estados Unidos e, com o objetivo de me aprimorar, estudei este conteúdo no mestrado, defendendo na minha dissertação, em 2016, com base na utilização de diversos canais para compras, integrando a experiência das lojas físicas e online. Assim, passei a difundir um conceito no qual acredito e no qual vejo um infinito de possibilidades para o varejista e para o consumidor.

Entrevistada 
Fabíola Paes, especialista em varejo, co-fundadora da Neomode (startup que oferece soluções omnichannel para o mercado varejista), professora da ESPM e no MBA de Varejo e Mercado na USP/Esalq.

Contato: fabiola@neomode.com.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Marcel Malczewski

Inovar não é modismo, mas fundamental à construção civil

Marcel Malczewski
Marcel Malczewski: construtechs devem se concentrar em soluções que tenham como foco a redução custos. Crédito: Prefeitura de Curitiba

Em palestra no seminário “Novas Perspectivas no Mercado Imobiliário”, Marcel Malczewski, fundador da empresa de tecnologia Bematech e CEO da M3 Investimentos, afirmou que investir em inovação é uma necessidade vital para as empresas – principalmente, as ligadas à construção civil. Ele citou cases como a CONAZ e a AMBAR Brasil, construtechs que agregaram sistemas novos à forma de se construir. Ambas trabalham para transformar o canteiro de obras em linha de produção, melhorando a cadeia de suprimentos e investindo na indústria de pré-fabricados de concreto. Com a palestra “Inovar é preciso... e você não tem mais escolha”, Marcel Malczewski revela também como entrou para o mundo das startups da construção civil.

Apelidado de “Bill Gates curitibano”, Marcel Malczewski aderiu a um mercado que só faz crescer no Brasil. Atualmente, existem no país 350 startups ligadas aos setores da construção civil e imobiliário no país. A porta de entrada para que investisse neste segmento foi a CONAZ - construtech de Florianópolis-SC voltada para a orçamentação e a tomada de preços para pequenas e médias construtoras. Santa Catarina, aliás, destaca-se no mercado de construtechs. O estado também é sede da Welob, que atua no planejamento e no controle de obras. O empreendedorismo catarinense em inovação só fica atrás de São Paulo, onde a USP tem papel importante no fomento a startups, através do Cietec (Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia), a incubadora de empresas da Universidade de São Paulo.

Target das construtechs é atuar na desintermediação das várias etapas de uma obra

Marcel Malczewski lembra que o target das construtechs é atuar na desintermediação de processos nas várias etapas de uma obra. “Basicamente, elas buscam soluções para aumentar a produtividade”, diz. Partindo deste princípio é que a AMBAR Brasil se transformou na construtech mais bem sucedida do país. A empresa, que tem sede em São Carlos-SP, faturou 100 milhões de reais em 2018 e está avaliada em mais de 230 milhões de reais. A startup da construção criou um processo batizado de “full installation”. Ele diminui o tempo de produção, a quantidade de mão de obra necessária, melhora a qualidade e minimiza desperdício de materiais. O segredo está na prioridade que se dá aos produtos industrializados e à instalação modular, a fim de transformar o canteiro de obras em uma linha de montagem.

Para Malczewski, o Brasil vive o melhor momento para startups e construtechs. Porém, ele orienta quem pretende empreender nesse nicho. “Pense em um produto ou solução que tenha como foco a redução de custos de alguma etapa da obra que as grandes construtoras não conseguem resolver”, diz. Quanto à disponibilidade de recursos, ele assegura que uma boa ideia sempre vai conseguir atrair investidores. “Hoje, há mais dinheiro disponível do que projetos realmente inovadores e que podem ter escala. Além disso, a tecnologia está disponível para todos. Muito diferente de quando fundamos a Bematech, nos anos 1980”, recorda o palestrante.

Entrevistado
Reportagem com base na palestra “Inovar é preciso... e você não tem mais escolha”, de Marcel Malczewski, ocorrida dentro do seminário “Novas Perspectivas no Mercado Imobiliário”

Contato: contato@m3invest.com.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Contra o calor, Los Angeles faz asfalto mimetizar concreto

CoolSeal
Além do programa CoolSeal, que pinta as ruas de Los Angeles em tons cinza claro, Los Angeles também pesquisa pavimentos de concreto que não retenham o calor. Crédito: Prefeitura de Los Angeles

Los Angeles, na Califórnia-EUA, já se prepara para o verão 2019 e prevê temperaturas superiores a 40 °C no auge da temporada. Cercada por deserto, e com grande quantidade de ruas asfaltadas, a principal cidade do oeste dos Estados Unidos é um paraíso para as chamadas “ilhas de calor”. Há pontos em que a temperatura se eleva até 10 °C acima do que, de fato, marcam os termômetros oficiais. Para minimizar esse efeito, a prefeitura de Los Angeles está testando pintar as ruas asfaltadas com tinta cinza claro. A ideia é mimetizar o efeito causado pelo pavimento de concreto, que não absorve tanto o calor quanto o asfalto e, consequentemente, reduz o impacto das “ilhas de calor” (UHI, do inglês urban heat island).

O programa foi batizado de CoolSeal (selo fresco, na tradução literal) e deve se manter pelos próximos 20 anos. Ele inclui também a substituição do asfalto pelo concreto em vias mais movimentadas, e que recebem tráfego pesado. A meta é reduzir em 2 °C a temperatura de Los Angeles, até 2039. Para o departamento de manutenção de ruas da prefeitura da cidade, os resultados têm sido animadores. Em algumas ruas onde foi aplicado o CoolSeal, a temperatura do pavimento ficou até 9 °C mais baixa. A tinta usada foi inicialmente desenvolvida para a indústria de defesa dos Estados Unidos, que buscava reduzir a temperatura das pistas de decolagem para impedir que satélites espiões usassem raios infravermelhos para localizar aviões.

Universidade da Califórnia desenvolve argamassa cimentícia que baixa temperatura

O produto aplicado nas ruas de Los Angeles foi aperfeiçoado para absorver ainda menos o calor produzido pela luz solar. O problema tem sido o custo. Por milha (1,6 quilômetro), a aplicação do produto equivale a 40 mil dólares. A tinta tem durabilidade de 7 anos. Por isso, outras soluções estão em desenvolvimento para enfrentar as “ilhas de calor”. O departamento de energia do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley, ligado à Universidade da Califórnia, desenvolveu uma argamassa cimentícia com nanotecnologia que, quando aplicada sobre o asfalto, consegue baixar a temperatura do pavimento em até 11 °C. A pesquisa é financiada pela fundação Emerald Cities e a descoberta foi batizada de “Cool Pavement”.

O produto foi aplicado inicialmente sobre a área do estacionamento de uma escola de Los Angeles, onde a temperatura do asfalto ao meio-dia se aproximava dos 60 °C. Os resultados positivos estimularam a Emerald Cities a lançar o programa “100 Cities Project”, que pretende testar o “Cool Pavement” em outras 99 cidades dos Estados Unidos, e que tenham alta incidência de “ilhas de calor”. A pesquisa também comprova que o estado da Califórnia é, atualmente, o local de onde partem os estudos mais avançados sobre pavimento em concreto e seus derivados. Exatamente pela necessidade de buscar alternativas que combatam as altas temperaturas geradas pelo asfalto.

Além disso, testes secundários com o “Cool Pavement” revelaram que o produto melhorou a abrasão, o que resultou em melhor frenagem dos veículos, e também aumentou a resistência à compressão em até 10%, elevando o tempo de vida útil do pavimento. 

Entrevistado
Bureau da Engenharia da prefeitura de Los Angeles
(via assessoria de imprensa)

Contato: eng.pm.lastreetcarproject@lacity.org

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

vendedor

Quer vender mais? Conheça bem os produtos da loja

vendedor
Vendedor de loja de material de construção é o que mais influencia no fechamento da compra. Crédito: Divulgação

Vender é uma arte, desde que não se cometam erros básicos. Sobretudo quando se está no varejo de material de construção. Esse setor não perdoa um clássico do desperdício de vendas: o vendedor que não conhece os produtos. Desde a especificação do melhor cimento para a obra até o tipo de amperagem ideal da tomada para instalar em casa, tudo deve ser dominado por quem vende. Quanto mais conhecer, mais confiança desperta no consumidor. Até porque, pesquisas revelam que um cliente insatisfeito com o atendimento contará para até 20 pessoas sobre sua má experiência. Custa pelo menos cinco vezes mais conseguir um cliente novo do que fidelizar um antigo.

Essa lei da venda vale, principalmente, para lojas de pequeno e médio porte de materiais de construção, onde o cliente, na maioria das vezes, está em busca de soluções para um problema. Quem tem um comércio com essas características sabe quantas vezes deixou de vender por causa de erros cometidos por colaboradores não-treinados. Por isso, é muito importante conhecer e saber corrigir os equívocos cometidos no atendimento. Seja para quem compra para construir, para reformar ou para um pequeno reparo na residência. Esse, aliás, é o caso em que o vendedor precisar estar mais atento, pois em obras maiores o consumidor costuma ir com o próprio pedreiro na loja, a fim de orientá-lo.

O principal erro é não conhecer bem os produtos. Atender não é simplesmente saber sorrir. O vendedor de uma loja de materiais de construção tem essa peculiaridade entre vendedores de outros segmentos: ele influencia no fechamento da compra, desde que conheça o que sua loja oferece. O produto ideal, combinado com o preço ideal, encanta muito mais o consumidor que a simpatia, a qual, neste caso, é complemento e não o “core” (núcleo) da venda. Comércio de materiais de construção exige profissionais qualificados, e isso só é possível com investimento constante em treinamento.

Requisitos básicos são qualificação, estrutura da loja e equipe saudável

Além de qualificar seus vendedores, estruture sua loja para torná-la atraente. Sentindo-se familiarizado no ambiente, e sendo bem atendido, o cliente tem maior probabilidade de voltar. A lógica que deve predominar é a de fazer o consumidor se sentir em casa, mas sem perder tempo. Ou seja, ele deve achar tudo o que precisa dentro do período a que se propôs ficar na loja. Esse componente, combinado com um bom preço e um mix diversificado e atualizado com as tendências dos produtos, tem potencial para estimular o retorno do cliente. A estrutura da loja deve ter um layout que facilite a localização dos produtos. É preciso também ser ágil na finalização da compra e evitar filas nos caixas.

Além de bem treinados e motivados, os colaboradores de uma loja de materiais de construção devem ser estimulados a cuidar da saúde para obter produtividade. Segundo estudo do Institute for Health and Productivity Studies, dos Estados Unidos, as empresas brasileiras chegam a perder 42 bilhões de reais por ano por causa de funcionários doentes. Mesmo não faltando ao trabalho, pessoas que estejam sentindo incômodos, como dor de cabeça, cansaço, gripe e outros males, dão prejuízo à empresa onde trabalham. Além disso, o colaborador se sente valorizado quando recebe investimento em qualidade de vida. Ao contrário do que possa parecer, o ganho pode não ser a principal motivação de uma equipe de vendas, mas sim a oportunidade de se desenvolver pessoal e profissionalmente.

Entrevistado
Reportagem com base em seminário sobre como vender em lojas de materiais de construção, promovido pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC)

Contato: ascom@cnc.org.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Marcos Kahtalian

Geração Millenials refuta modelos tradicionais de imóveis

Marcos Kahtalian
Marcos Kahtalian, na palestra “O que está mudando no comportamento do consumidor”: confirmando tendência mundial. Crédito: Prefeitura de Curitiba

Em 2018, 15% da geração Millenials dos países que possuem mercado imobiliário regular seguiam morando com os pais. Trata-se de consumidores com idade entre 25 e 38 anos, que ainda não constituíram família e que, somente nos Estados Unidos, deixaram de comprar 2,2 milhões de residências na comparação com a geração X, quando essa estava na mesma faixa etária. É o que mostra a pesquisa da norte-americana LEK Consulting, encomendada por bancos de investimento com negócios em boa parte do mundo. As razões também estão explicitadas no estudo: parte dos millenials refuta o modelo tradicional de imóveis, voltado para o conceito unifamiliar, e também descarta estar amarrado a hipotecas e financiamentos de longo prazo.

Soluções como coliving e coworking, em prédios comprovadamente sustentáveis, capazes de agregar as modernas tecnologias, são as apostas do mercado para virar esse jogo e criar uma nova geração de compradores de imóveis. Afinal, de acordo com a LEK Consulting, os millenials começarão a se tornar maioria em cargos de liderança a partir de 2023. “A projeção é que, somente nos Estados Unidos, 1,54 milhão de jovens adultos galgue a esses postos nos próximos cinco anos. Mas, apesar das dinâmicas econômicas e comportamentais, essa geração não tem a cultura de comprar nem de acumular residências. Ela busca praticidade e conforto. Quer estar em todos os lugares”, resume o relatório. É o que explica fenômenos como Airbnb, por exemplo.

Mercado imobiliário precisa acompanhar tendências das futuras gerações

O estudo também leva em consideração a parcela dos millenials com baixo nível de escolaridade. Essa é a que tende a permanecer na casa dos pais até perto dos 40 anos. São mudanças comportamentais que no Brasil seguem a mesma tendência. Recentemente, no evento "Os caminhos da inovação na construção civil", realizado em Curitiba, o sócio-diretor da Brain Bureau de Inteligência Corporativa, Marcos Kahtalian, apresentou dados que vão ao encontro da pesquisa da LEK Consulting. Ele mostrou a palestra “O que está mudando no comportamento do consumidor” e definiu o que está acontecendo com a seguinte frase “As pessoas estão comprando menos tijolos e mais a possibilidade de ter experiências. Elas não querem mais a casa na praia, mas poder usufruir do compartilhamento de residências, que existe em qualquer lugar do mundo”, resume.

Marcos Kahtalian cita que um dos problemas do mercado imobiliário é que ele está sempre uma geração atrás. “O mercado está pensando na geração X e o mundo já está conectado no ritmo dos millenials. Como integrar isso é o grande dilema. Mas já existem empresas se atualizando. As que fazem plantas adaptáveis estão entre essas. Idem para as que unem ambiente de escritório com o de residência. Da mesma forma, construtoras que abdicam de vagas de garagem para oferecer outros diferenciais aos clientes, como bicicletários, por exemplo, também começaram a se adaptar a esses novos tempos”, conclui.

Leia estudo do Núcleo Real Estate da Poli-USP sobre o assunto

Entrevistados
Reportagem com base na pesquisa “Volatilidade no setor da construção”, da LEK Consulting, e na palestra “O que está mudando no comportamento do consumidor”, de Marcos Kahtalian, sócio-diretor da Brain Bureau de Inteligência Corporativa

Contato: pressus@lek.com

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Mercado imobiliário

Reforma da Previdência afeta, sim, o mercado imobiliário

Mercado imobiliário
Mercado imobiliário iniciou 2019 em viés de alta, mas depende das reformas estruturais do país. Entre elas, a da Previdência.
Crédito: Dreamstime

A reforma da Previdência afeta diretamente o mercado imobiliário. Por quê? A trajetória de gastos do governo com aposentadorias é muito maior do que a capacidade de investir. Sem reforma, ou se criam mais impostos e ou se emite mais dinheiro, o que significa inflação. Consequentemente, os juros sobem. E os juros altos inibem as atividades do mercado imobiliário, já que a taxa de juros está muito atrelada à reforma da Previdência. É o que explica o economista Eduardo Zylberstajn, coordenador do índice FipeZap. “Quem está preocupado com o mercado imobiliário, tem que se preocupar com taxa de juros. E hoje, os juros estão muito atrelados ao futuro da reforma da Previdência”, diz.

Por isso, acreditam os especialistas do setor, o mercado imobiliário - apesar de dar sinais de reaquecimento em 2019 - só terá crescimento vigoroso se a reforma previdenciária for aprovada no Congresso Nacional. Alguns entendem que a reforma seja mais benéfica para o segmento que busca financiamento residencial. Outros avaliam que as mudanças na Previdência impactem mais no setor de imóveis corporativos. Há os que entendem que todos sairão ganhando. É um cenário avalizado pela CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), para quem o setor já deveria ter voltado a crescer desde 2018, caso a reforma tivesse sido aprovada em 2017, quando o governo Michel Temer não teve força para fazê-la avançar no Congresso.

Na avaliação da CBIC, hoje o mercado imobiliário poderia crescer em 10% ao ano - projeção que foi transferida para 2020, caso as alterações na Previdência se consolidem. Mesmo assim, o otimismo está no ar, como aponta o economista Alexandre Nigri ao Instituto Brasileiro de Estudos Financeiros e Imobiliários (IBRAFI). “Vivemos uma janela de otimismo muito grande, que se baseia principalmente na questão da taxa de juros. O que são juros? É taxa mais a expectativa”, afirma, completando que a aprovação da reforma é vista pelo mercado como o primeiro passo de outros que deverão ser dados. “A reforma da Previdência não vai resolver todos os problemas, mas ela tem que ser feita para trazer otimismo e confiança”, diz.

Em defesa da segurança jurídica e da retomada dos investimentos

Enquanto a reforma não sai, o mercado imobiliário se movimenta de acordo com os relatórios que são publicados semanalmente. O mais recente, que analisa a primeira quinzena de março, faz a seguinte avaliação: “O mercado imobiliário tem algumas barreiras a serem superadas. A retração do poder de compra do cidadão brasileiro é uma realidade atual, e a diminuição do poder de mercado das incorporadoras também. Em algumas praças, a situação chega a extremos, com imóveis alugados a quase zero de rendimento, apenas com a quitação de taxas condominiais.”

Por esse motivo, no dia 13 de março de 2019, 88 sindicatos e associações representativas da cadeia produtiva da construção civil estiveram com o presidente de Câmara de Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para declarar apoio do setor à reforma da Previdência. O grupo saiu em defesa da segurança jurídica e da retomada da capacidade de investimento do país, seja ele público ou privado, o que só se dará a partir da reforma que encabeça a lista de reformas das quais o Brasil necessita urgentemente.   

Quer saber mais sobre a reforma da Previdência? Acesse o seminário Reforma da Previdência, promovido pela FGV Projetos

Parte1

 

Parte 2

 

Entrevistados
Instituto Brasileiro de Estudos Financeiros e Imobiliários (IBRAFI) e (Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC)
(via assessorias de imprensa)

Contato: contato@ibrafi.org.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Concreto especial sustenta nova estação do Brasil na Antártica

Comandante Ferraz
Base brasileira na Antártica: nova Comandante Ferraz é a mais moderna entre as estações que pesquisam o pólo sul. Crédito: MCTIC

Em 11 de março de 2019 foi inaugurada a nova base de pesquisa do Brasil na Antártica. A antiga estação Comandante Ferraz foi destruída por um incêndio em 2012. A estrutura substituta é futurista, inovadora e atende a elevados parâmetros de segurança contra fogo, desempenho térmico e acústico, além de ter sido erguida sob conceitos de sustentabilidade. A tecnologia em construção civil também se fez presente, mas foi importada. A estatal chinesa CEIEC, cuja especialidade é construir em condições adversas e em ambientes inóspitos, foi contratada para executar o projeto arquitetônico do escritório brasileiro Estúdio 41.

O investimento para reconstruir a nova estação Comandante Ferraz em 540 dias superou os 370 milhões de reais, dos quais mais de 150 milhões de reais foram gastos apenas com a logística para transportar os materiais de construção para o pólo sul. Também foram deslocados para o canteiro de obras 250 operários e engenheiros do nordeste da China, onde as temperaturas se aproximam das registradas na Antártica. Acostumados a trabalhar no frio extremo, eles utilizaram maquinários especiais para escavar a neve a 80 metros de profundidade, até encontrar terreno rochoso para fixar as fundações. As perfurações foram preenchidas com Concreto de Ultra-Alto Desempenho (CUAD) de 500 MPa de resistência e VUP (vida útil de projeto) de 200 anos.

A opção pelo CUAD se deu por causa dos fortes ventos que atingem a região onde está localizada a Comandante Ferraz, e que podem ultrapassar os 100 km/h, e também por causa do risco de abalos sísmicos. A estação está encravada nas fundações através de palafitas de aço especial, também projetadas para suportar baixíssimas temperaturas e fortes ventos. "A precisão do projeto atinge o nível de fabricação de relógios suíços", explica a engenheira civil Cao Hong, chefe do projeto-executivo da nova base brasileira na Antártica. "A construção é um projeto turnkey total. Transformamos o projeto confiado a nós em uma base encravada em um monolito de concreto na Antártica, gerenciando toda a cadeia de fornecimento de material, equipamentos, logística e do canteiro de obras no local”, completa.

Países do BRICS poderão usar a Comandante Ferraz para pesquisas

Parte dos recursos da Comandante Ferraz foi bancada pelos demais países do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), que também poderão usar a estação para pesquisas. A China já possui quatro bases na Antártica: Great Wall, Zhongshan, Kunlun e Taishan. A Kunlun, por exemplo, está localizada a 4.093 metros acima do nível do mar, e é a mais alta das estações no continente polar. Também foi construída pela CEIEC. Porém, a Comandante Ferraz é a mais moderna e confortável hoje em operação na Antártica. Com 32 alojamentos, ela comporta até 64 pessoas. O design coloca os quartos na parte superior de duas estruturas, juntamente com uma sala de vídeo, um cybercafé, uma sala de conferências e uma biblioteca. O bloco inferior abriga os 17 laboratórios, garagens e armazéns centrais.

O projeto faz parte do Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR). Criado em 1982, realiza, em média, 20 projetos de pesquisas por ano, nas áreas de oceanografia, biologia marinha, glaciologia, geologia, meteorologia e arquitetura, além de permitir à Marinha do Brasil, com o apoio da Força Aérea Brasileira (FAB), realizar uma das maiores operações de apoio logístico, em termos de complexidade e distância.     

Veja vídeo sobre a construção da nova estação Comandante Ferraz

Entrevistados

China National Electronics Import & Export Corporation (CEIEC) e Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) (via assessorias de comunicação)

Contatos
ccs@aeb.gov.br
cccemservice@cccme.org.cn

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

parque_Minhocão

Minhocão se transforma no 1º parque suspenso do Brasil

parque_Minhocão
Previsão é que a primeira etapa abranja 900 metros do elevado e seja entregue até dezembro de 2019. Crédito: Prefeitura de São Paulo

O High Line, famoso parque suspenso de Nova York, inspira a cidade de São Paulo-SP a implantar a ideia no elevado conhecido pelos paulistanos como Minhocão (ex-Costa e Silva e atualmente João Goulart). Inaugurado em 1971, e com 3,4 quilômetros de extensão, o viaduto é uma das principais obras urbanas do século passado no Brasil. Segundo a prefeitura paulistana, até 2020 serão investidos 38 milhões de reais para a instalação do parque sobre as estruturas de concreto armado. A transformação será em três etapas, abrangendo 900 metros cada uma.

Na primeira fase serão executadas obras de segurança e acessibilidade em 9 pontos de todo o elevado, com elevadores e escadas. Também serão implantadas estruturas de proteção nas laterais do elevado, para garantir segurança aos frequentadores. A prefeitura de São Paulo tem como meta ajustar o projeto estrutural, a iluminação, o projeto viário e o transporte público antes de iniciar as obras no elevado. A previsão é que a primeira etapa com a instalação dos acessos seja entregue em dezembro de 2019. Já a segunda fase deve ser concluída até dezembro de 2020. O cronograma da última fase não foi divulgado.

O projeto é do arquiteto, ex-prefeito de Curitiba e ex-governador do Paraná, Jaime Lerner, que em 2017 fez doação do plano para a prefeitura de São Paulo. Além do High Line, outras duas intervenções urbanas inspiram a criação do primeiro parque suspenso do Brasil: a Promenade Plantée, em Paris-França, construído sobre um viaduto ferroviário, e a revitalização do rio Cheonggyecheon, em Seul-Coreia do Sul. Todas eram áreas degradadas, e se transformaram em pontos turísticos após serem recuperadas.  A revitalização da orla do Rio Guaíba, em Porto Alegre-RS, outro projeto de Jaime Lerner, também influenciou na transformação do elevado.

Parque terá 17,5 mil m2 de área verde e obras para combater 1.500 focos de patologias do concreto

parque_Minhocão
Projetos de revitalização da High Line, em Nova York; da Promenade Plantée, em Paris, e do rio Cheonggyecheon, em Seul, inspiraram o parque suspenso do Minhocão. Crédito: Prefeitura de São Paulo

No total, o parque terá 17,5 mil m2 de área verde. A lei que criou o novo espaço urbano na capital paulista é de fevereiro de 2018. Ao sancioná-la, a prefeitura se comprometeu, em um prazo de dois anos, a apresentar um projeto de intervenção urbana no local, reorganizando o tráfego para transformar o local em um parque em tempo integral. A reforma também inclui a construção de uma ciclovia ao longo do parque suspenso. Além de grandes floreiras verdes, serão instaladas estruturas de bambu para ampliar as sombras e áreas de descanso. Shows e apresentações artísticas poderão ser realizados em palcos provisórios.

Em 2013, estudo da Poli-USP detectou 1.500 focos de patologias do concreto no Minhocão. Entre elas, infiltrações e fissuras. Isso acelerou o projeto de transformação do elevado em parque suspenso, já que o tráfego intenso de veículos poderia comprometer ainda mais a estrutura. As obras previstas para a primeira fase contemplam a recuperação das patologias.   

Veja vídeo sobre como vai ficar o parque elevado na cidade de São Paulo-SP

Crédito: Jaime Lerner Arquitetos Associados

Entrevistado
Prefeitura de São Paulo
(via assessoria de imprensa)
Contato:
imprensa@prefeitura.sp.gov.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

mercado imobiliario

Entre 190 países, Brasil é 109º em negócios imobiliários

mercado imobiliario
Indicador vai ajudar na formulação de políticas públicas de habitação e servir de termômetro para o mercado imobiliário. Crédito: Departamento de Comunicação da ARISP

O ministério da Economia lançou dia 22 de fevereiro de 2019 o indicador do mercado imobiliário, com base nos registros de imóveis dentro do país. O índice agrega informações das associações de registradores imobiliários e da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). O objetivo é ter dados mais embasados, e que ajudem a melhorar a posição do Brasil no ranking Doing Business, do Banco Mundial, que contabiliza os negócios imobiliários de 190 países. Atualmente, o Brasil ocupa a 109ª posição na lista, mas a meta do governo é, em 4 anos, colocar o país entre os 50.

Além de melhorar a posição brasileira, o indicador vai ajudar na formulação de políticas públicas de habitação e concessões de crédito, assim como servir de termômetro para o mercado imobiliário. “Com a publicação de estatísticas e índices passará a existir mais transparência das informações e redução do desconhecimento das partes sobre o ambiente de negócios no mercado imobiliário do Brasil. Isso confere mais segurança, transparência e agilidade nas transações. Também ajudará o poder público a ter informações confiáveis e de qualidade para o desenvolvimento e implementação de políticas públicas”, diz Flaviano Galhardo, presidente da Associação de Registradores Imobiliários de São Paulo (ARISP).

Os primeiros índices divulgados se referem aos municípios de São Paulo-SP e Rio de Janeiro-RJ. Eles reúnem dados do período de 2012 a 2018, e englobam transferências imobiliárias, quantidade, natureza e tipo de imóvel. Segundo o Ministério da Economia, nos próximos meses serão anunciados dados sobre financiamentos imobiliários e execuções de inadimplentes. Os índices abrangerão todo o estado de São Paulo e do Rio de Janeiro, além dos demais estados envolvidos no projeto. Até o momento, também fazem parte dessa iniciativa os estados do Paraná, Santa Catarina, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Ceará, Pernambuco e Pará.

Nova Zelândia lidera o Doing Business e Brasil subiu 16 posições desde 2017

No dia em que ocorreu o anúncio do indicador do mercado imobiliário, o Ifix - índice que acompanha o desempenho do mercado de fundos imobiliários (similar ao Ibovespa no mercado de ações) - fechou em alta de 0,17%, com 2.414 pontos. Para o secretário especial de desburocratização, gestão e governo digital, Paulo Uebel, foi um claro sinal de que o mercado aprovou a medida, por causa da transparência que ela oferece. "Com isso, é possível rever políticas habitacionais, políticas de crédito, políticas de acesso à terra, além de desburocratizar a forma de se fazer registro de imóveis no país. Também será possível determinar se uma política pública no passado teve ou não efeito", afirma o secretário.

De acordo com o Doing Business, os 10 países com melhor ambiente para negócios imobiliários são Nova Zelândia, Cingapura, Dinamarca, Hong Kong (China), Coréia do Sul, Geórgia, Noruega, Estados Unidos, Reino Unido e Macedônia. Até 2017, o Brasil ocupava o 125ª lugar no ranking. No entanto, a implantação de medidas que melhoraram o ambiente de acesso ao crédito e outros serviços fizeram o país subir 16 posições no Doing Business. O ranking mede o impacto das leis, das regulações e da burocracia em itens como abertura de empresas, pagamento de impostos, obtenção de alvarás de construção, conexão com a rede elétrica, registro de imóveis, obtenção de crédito e execução de contratos de insolvência.   

Veja o ranking Doing Business

Consulte o indicador do mercado imobiliário

Entrevistado
Central de Registradores de Imóveis, ministério da Economia e Banco Mundial
(via assessoria de imprensa)
Contatos:

imprensa@economia.gov.br
imprensa@arisp.com.br
press@worldbank.org

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330