Quarentena gera oportunidade através de cursos online

Smart vias prometem mudar a mobilidade urbana das cidades: tema é mostrado na série de palestras online.  Crédito: Banco de Imagens
Smart vias prometem mudar a mobilidade urbana das cidades: tema é mostrado na série de palestras online.
Crédito: Banco de Imagens

A quarentena em isolamento social, causada pela pandemia de Coronavírus, tem gerado um manancial de informações, conhecimento e oportunidades de reciclagem profissional para quem atua na construção civil. Diariamente, através da internet, é possível acessar cursos, palestras e seminários online que abrangem várias áreas da cadeia produtiva do setor. A profusão de atividades virtuais tem como foco posicionar profissionais, empresários e consumidores sobre como será o pós-pandemia. Outra característica deste processo de disseminação da informação é que ele é de graça, ou seja, percebe-se o comprometimento da construção civil em repassar o maior volume possível de dados e conhecimento. 

Uma iniciativa que se destaca é a parceria entre ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland), Sebrae, ETHOS Soluções e Construliga, e que passou a produzir conteúdo semanal na web. A ideia recebe o nome de #todospelaconstrução e mostra como a quarentena pode ser produtiva em tempos de home office. O projeto propicia que especialistas em suas respectivas áreas abordem temas técnicos que vão desde “A concepção da arquitetura para a industrialização” até “A experiência do pavimento de concreto urbano em países latino-americanos”.  O compromisso é o de manter os seminários online enquanto durar o isolamento social.

Além de abordagens técnicas, o #todospelaconstrução traz também palestras sobre gestão e relacionamento, além de análise de leis e medidas provisórias recentes, para que as empresas da construção civil possam enfrentar os tempos atuais e se preparar para o período pós-pandemia. O projeto é igualmente relevante para estudantes dos cursos de engenharia civil e arquitetura e urbanismo. Para ter acesso a cada um dos 14 webinars já apresentados, basta clicar nos respectivos links. Confira: 

Industrialização na construção
Palestra debate as questões relacionadas à industrialização na construção civil, impactos da crise e soluções para o futuro

 A concepção da arquitetura para a industrialização
Webnar mostra como a arquitetura pode ajudar a impulsionar a industrialização de processos dentro do canteiro de obras

Smart Vias e seu impacto na qualidade de vida
Palestra aponta de que forma as vias inteligentes podem mudar a mobilidade urbana das cidades 

Tendências da indústria de artefatos de concreto
Webnar revela todo o potencial do segmento, e como ele pode agregar elementos inovadores nos projetos

Revestimentos cerâmicos: o que muda com a nova norma
Palestra trata das atualizações na ABNT NBR 13755:2017 (Revestimento cerâmico de fachadas e paredes externas com utilização de argamassa colante - Projeto, execução, inspeção e aceitação  - Procedimento)

MPs de manutenção de emprego
Webnar explica recentes Medidas Provisórias que buscam preservar emprego e renda no período de pandemia de Coronavírus

Prevenção de formação de etringita tardia
Palestra traz reflexões sobre a necessidade de aplicação de norma técnica e guia de prevenção para se evitar esse tipo de patologia do concreto

Argamassas polimerizadas
Webnar abrange a correta utilização do material em revestimentos externos, de acordo com a normalização e os parâmetros técnicos

Definindo objetivos e resultados-chave para gestão
Palestra mostra como o uso da ferramenta OKR (Objectives and Key-Results) ajuda na organização da rotina empresarial

Racionalização de revestimento em argamassa
Webnar aponta as vantagens para uma obra quando são utilizados processos industriais no canteiro

Mudanças comportamentais para gerar negócios
Palestra destaca que olhar de empreendedor deve estar presente em todas as ações, sobretudo em tempos de crise

Marketing de relacionamentos
Webnar aponta como a indústria de materiais de construção e o varejo do setor podem se beneficiar de boas ações no mercado

Desempenho nas construtoras
Palestra destaca como devem abordados os critérios da Norma de Desempenho, ABNT NBR 15575, pelas construtoras



Soluções em pavimentos urbanos de concreto
Webnar mostra soluções urbanas em países latino-americanos e que podem ser aplicadas nas cidades brasileiras


Entrevistado
Reportagem com base nos web seminários apresentados no projeto #todospelaconstrução, promovido pela ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland), Sebrae, ETHOS Soluções e Construliga

Contato
todospelaconstrucao@ethos.solutions

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330


Momento serve de estímulo às tecnologias do concreto

Após a pandemia, expectativa é que construtoras se tornem mais seletivas e busquem concreteiras capacitadas. Crédito: Banco de Imagens
Após a pandemia, expectativa é que construtoras se tornem mais seletivas e busquem concreteiras capacitadas.
Crédito: Banco de Imagens

Em web seminário, o presidente da ABESC (Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Concretagem), Jairo Abud, faz uma análise do setor de concreto no Brasil em período de pandemia de Coronavírus. O dirigente destaca que o momento pode servir para que a construção civil empregue melhor as tecnologias disponíveis para a concretagem - e também para agregar novas tecnologias. “Em média, o Brasil bombeia hoje 6 m3 por hora na obra. Nos Estados Unidos e na Alemanha, esse volume chega a 40 m3. Isso mostra o quanto podemos avançar no emprego das tecnologias e das boas práticas de concretagem, a fim de obter ganhos de produtividade”, diz. 

Abud avalia que após a pandemia as construtoras tendem a se tornar mais seletivas e buscar concreteiras capacitadas para fornecer tecnologias que tragam ganhos de qualidade, de tempo e de custos para as obras. “Algumas concreteiras no Brasil não têm sequer um engenheiro responsável”, lamenta. Ele também sugere que, para melhorar a produtividade na concretagem, sejam adotadas soluções diferentes das praticadas atualmente. “Em vez de contratar o equipamento de bombeamento por metro cúbico (m3) deveria se contratar por hora. Isso certamente levaria a um ganho de produtividade”, diz. O presidente da ABESC também entende que a remuneração pelo fck (resistência) do concreto seria algo que poderia ser implantado no Brasil.

Recomendação é que entrega do concreto na obra siga protocolos internacionais de saúde

Sobre o impacto da crise gerada pela pandemia de Coronavírus no setor de concreto, Jairo Abud explica que o segmento será atingido nas suas projeções de crescimento e também na redução de prazos imposta às concreteiras. “O setor de concreto vinha de 6 anos de recessão e 2020 era um ano muito promissor. Em 2019, já estávamos acelerando. Na média, o crescimento chegou a 7,5% entre nossas associadas, ou seja, quando o PIB do país sobe, o do concreto sobe mais. Porém, quando o PIB nacional cai, o setor do concreto cai mais que o PIB. É que a autoconstrução substitui o serviço de concretagem e isso impacta também no capital de giro das concreteiras. Por exemplo, nessa crise alguns fornecedores de insumos estão reduzindo os prazos, o que tem exigido mais fôlego financeiro das empresas de concretagem”, revela.

O presidente da ABESC comenta ainda que o setor de concreto estava muito confiante de que as obras de infraestrutura viessem fortes no 2º semestre, mas ele acredita que isso não deverá acontecer. “A tendência é que o consumo de concreto siga concentrado no setor imobiliário”, avalia. O dirigente também cita que, sob o ponto de vista de risco de contaminação na obra, a entrega do concreto está bem protegida. “Estamos seguindo os mesmos protocolos estabelecidos pela Federación Iberoamericana del Hormigón Premezclado, pelo National Ready Mixed Concrete Association e pela European Ready Mixed Concrete Organization. Além disso, o motorista trafega sozinho no caminhão-betoneira, o que minimiza o risco de contaminação”, conclui.

Assista ao vídeo com a participação do presidente da ABESC (a partir de 31min)

Entrevistado
Reportagem com base no web seminário  “Perspectivas pós-Covid-19”, com participação do presidente da ABESC (Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Concretagem), Jairo Abud

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abesc@abesc.org.br
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Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330


Por 1,2 milhão de empregos, Caixa socorre construtoras

Caixa pode estender os benefícios por mais tempo ou anunciar novas medidas. Crédito: Caixa Notícias
Caixa pode estender os benefícios por mais tempo ou anunciar novas medidas.
Crédito: Caixa Notícias

Entrou em vigor no dia 13 de abril o pacote de socorro da Caixa Econômica Federal às construtoras, e que chega a 43 bilhões de reais. Em troca, as empresas terão que preservar 1,2 milhão de empregos. Entre as medidas, está a carência de 90 dias para contratos de obras. Aos canteiros que se mantiverem ativos sem atraso no cronograma, o banco antecipará até 3 meses dos recursos contratados - limitado a 10% do custo financiado. Exemplo: se a construtora contratou 1 milhão de reais e acordou com a Caixa que o cronograma de execução será em 30 meses, ela terá direito à antecipação de 100 mil reais, em vez do repasse mensal de 33,3 mil.

Outra decisão permite a prorrogação de carência por até 180 dias, para os projetos com obras concluídas e em fase de amortização. Nos casos de contingências na execução, por questões decorrentes da pandemia de COVID-19, a Caixa admitirá a reformulação do cronograma da obra. Na hipótese de a obra ainda não ter começado, também haverá a possibilidade de prorrogar o início por até 180 dias em caso de risco de contágio dos trabalhadores. A construtora ainda poderá antecipar 20% dos recursos contratados. “As medidas estão atreladas ao compromisso de não demitir”, avisa o presidente da Caixa, Pedro Guimarães.

Pessoas físicas também foram incluídas no pacote de ajuda ao setor imobiliário

Pessoas físicas também foram incluídas no mais recente pacote de ajuda ao setor imobiliário, lançado pela Caixa. Foi concedida pausa de 90 dias no pagamento das prestações da casa própria, para clientes adimplentes ou com até duas parcelas em atraso. Já para quem usa o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para pagar parte das parcelas do financiamento será concedida uma pausa de 90 dias no pagamento da parte não coberta pelo FGTS dentro da prestação. Caso o cliente queira continuar adimplente (pagando em dia), ele poderá pedir redução no valor da prestação no período de 90 dias. 

A Caixa avisa que, caso a crise se agrave, poderá estender os benefícios por mais tempo ou anunciar novas medidas. “Isso nunca aconteceu e a Caixa mostra alinhamento com o momento de crise que o país enfrenta. Parte da nossa base de clientes é de pessoas com menor renda. Por isso, todas as medidas que estamos anunciando valem para todos os clientes em todas as linhas de renda, incluindo pessoas jurídicas. Nossa preocupação é com a manutenção de empregos, com os empréstimos e com o programa habitacional. A Caixa vai agir e reagir à crise”, reafirma Pedro Guimarães.

Veja resumo das medidas anunciadas pela Caixa
Pessoa física
- Carência de 180 dias para quem desejar comprar imóvel enquadrado no Minha Casa Minha Vida.
- Pausa de 90 dias no pagamento das prestações da casa própria, independentemente do padrão do imóvel, mas desde que esteja financiado pela Caixa.
- Para quem quiser continuar pagando em dia as prestações, existe a possibilidade de fazer o pagamento parcial das parcelas no período de 90 dias.
- Vistoria facilitada nas obras dos clientes da Caixa que optaram pela autoconstrução da casa própria.
Construtoras
- Prazo de carência de 180 dias para início das obras e para iniciar a amortização da dívida das obras concluídas.
- Antecipação do financiamento pessoa jurídica em valor equivalente a até 3 meses do cronograma de obra a executar.
- Liberação de recursos de financiamentos não utilizados anteriormente.
- Prorrogação do cronograma físico-financeiro das obras.
- Pagamento parcial dos encargos por 90 dias.
- Antecipação de até 20% do financiamento em novos empreendimentos.

Serviço
Para mais informações, a Caixa recomenda a utilização dos canais digitais, como internet banking e App Habitação Caixa, além dos telefones 3004-1105 e 0800 726 0505, opção 7, ou  o número 0800 726 8068 para renegociação de contrato.

Entrevistado
Caixa Econômica Federal (via assessoria de imprensa)

Contato
imprensa@caixa.gov.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330


Pavimento de concreto entra no rol de medidas anticíclicas

Pavimento urbano de concreto: alternativa viável para os governos municipais enfrentarem a crise. Crédito: SPUrbs
Pavimento urbano de concreto: alternativa viável para os governos municipais enfrentarem a crise.
Crédito: SPUrbs

O impacto econômico da COVID-19 sobre os recursos públicos coloca o pavimento de concreto entre as medidas anticíclicas a serem priorizadas no pós-pandemia.  O alerta é do engenheiro civil Valter Frigieri, diretor de planejamento e mercado da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP). Ele participou recentemente do seminário “Construção civil em tempos de Coronavírus” e disse que o programa Soluções para Cidades, da ABCP, é visto como uma alternativa viável para os governos municipais enfrentarem a crise. “No pós-pandemia, vemos uma tendência de valorização dos recursos públicos, até pela escassez de dinheiro. Com isso, tendem a crescer os projetos de urbanização baseados em soluções mais duradouras e baratas, com o pavimento de concreto”, diz.

O programa Soluções para Cidades passou a ser encampado pela CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) com o objetivo de levar as propostas ao ministério de Desenvolvimento Regional. Existe a expectativa de que o pavimento urbano de concreto se expanda nos municípios e se fortaleça no rol de obras públicas que vierem a ser financiadas pelo governo federal. “Acredito que no pós-pandemia o foco estará no investimento urbano”, avalia Valter Frigieri, que também entende que a construção habitacional sairá fortalecida após o momento atual. “O ficar em casa reforçou a percepção de que ter uma residência confortável e segura é importante. Além disso, entra agora a questão do home office, ou seja, a casa também virou local de trabalho e isso vai movimentar a construção e a reforma”, prevê.

Obras de infraestrutura não serão abandonadas no pós-pandemia

Todas as ações futuras levantadas por Frigieri no seminário vão ao encontro do que propõe a plataforma Soluções para Cidades, que pensa em respostas para temas como mobilidade, habitação, saneamento e espaços públicos. Para o diretor de planejamento e mercado da ABCP, o momento é de pegar todas as competências e fazer avançar os processos de qualificação urbana. Porém, ele destaca que as obras de infraestrutura não serão abandonadas no pós-pandemia. Muito pelo contrário. “A agenda de reformas vai fortalecer. O governo terá que acelerar privatizações. Isso coincide com a tendência de que as taxas de juros vão continuar muito baixas, o que cria um ambiente para empreender. São sinais que indicam potencial de investimento. Obviamente, esse cenário não será no curto prazo”, indica.

Para Valter Frigieri, a recuperação da construção civil, mesmo sem ter ficado paralisada no período de pandemia de Coronavírus, deverá ter uma recuperação em “U” (lenta e gradual) quando a economia retomar sua atividade. “Não acredito que rapidamente voltaremos ao ritmo de atividade anterior ao da pandemia. Mas como será o futuro? Avalio que a questão da construção sustentável deve ganhar força, porque depois dessa catástrofe sanitária virá o medo de uma catástrofe ambiental. Também haverá um comportamento mais colaborativo entre as empresas e os profissionais do setor. Por fim, acredito que existirá uma vigilância maior dos gastos públicos, o que favorecerá construções duradouras e com qualidade. Sem contar que o trinômio ciência, inovação e engenharia também sairá fortalecido no pós-pandemia”, comenta.

Assista ao vídeo do seminário “Construção civil em tempos de Coronavírus”

Entrevistado
Reportagem com base nas exposições dos debatedores do seminário “Construção civil em tempos de Coronavírus”. Entre eles, o diretor de planejamento e mercado da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), Valter Frigieri

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todospelaconstrucao@ethos.solutions
dcc@abcp.org.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330


Proposta sugere juros de 5% ao ano para financiar imóveis

Em épocas de crise, investidor se sente mais seguro em procurar ativos que ofereçam menor risco, como os imóveis. Crédito: Banco de Imagens
Em épocas de crise, investidor se sente mais seguro em procurar ativos que ofereçam menor risco, como os imóveis.
Crédito: Banco de Imagens

Através da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), empresários da construção civil levaram ao Banco Central a proposta que cria uma nova linha de financiamento para a compra de imóveis. Nela, a taxa de juros é atrelada à remuneração da caderneta de poupança e fica abaixo da média de mercado. A intenção é de que, após o turbilhão da crise provocado pela pandemia de Coronavírus, a sugestão esteja formatada para ir ao mercado. O estudo prevê que seria possível oferecer ao consumidor uma taxa de juros em torno de 5% ao ano, patamar inferior à média de 7,5% ao ano praticado nas atuais linhas com recursos captados através da poupança. 

Segundo o presidente da Abrainc, Luiz França, a proposta tem potencial para se tornar uma ferramenta importante no reaquecimento do mercado, depois que a crise passar. “A caderneta está rendendo hoje 2,62% ao ano, mais Taxa Referencial (TR). Se o banco captar esses recursos e emprestar aos consumidores com um ganho de 2 pontos percentuais, mais alguma folga, seria possível oferecer uma taxa de 5% ao ano nessa linha. É uma medida que servirá de estímulo às vendas de imóveis, mas sem prejudicar os bancos, porque garante o spread para a instituição financeira. Se o consumidor estiver em dúvida nessa crise, tenderá a decidir comprar o imóvel, porque é um juro baixo”, avalia França.

Trava da poupança gera menor risco, caso a Selic volte a crescer acima de 8,5%

No caso da nova modalidade de crédito sugerida pela Abrainc, a medida carrega um fator de risco que precisa ser levado em conta pelos consumidores: os juros do contrato de financiamento podem oscilar de acordo com a remuneração da poupança, que é variável. Pelas regras do Banco Central, a caderneta rende 70% da taxa básica da economia (Selic) mais Taxa Referencial (TR) - isso quando a Selic está abaixo de 8,5%. Hoje, equivale aos 2,62% citados acima. Porém, quando os juros estiverem acima de 8,5%, o rendimento da poupança passa a ser de 0,5% ao mês mais a TR. Nesse caso, o percentual seria de 6,2% ao ano. O presidente da Abrainc entende que, mesmo assim, o risco é baixo. “A remuneração da poupança tem a trava de 6,2% ao ano, mesmo caso a Selic dispare para 10% ou 15%”, diz.

A proposta de financiamento mais barato para a compra de imóvel é bem vista pelo professor do MBA em Gestão de Negócios, de Incorporação Imobiliária e da Construção Civil da Fundação Getulio Vargas (FGV), Sérgio Cano. Para ele, quando existe crise econômica que abala os mercados mundiais, as pessoas se sentem mais seguras em investir em um ativo real, um ativo fixo, que, no caso, é o imóvel. “A pessoa sabe que aquele imóvel, por mais que possa ter uma desvalorização por algum tempo, se for o caso, ela tem um patrimônio, tem um ativo garantido e fixo. É diferente de quando se está no mercado financeiro, cuja volatilidade é muito grande e pode ocorrer perda de dinheiro. Em um primeiro momento, diria que pode haver até um incremento na procura por imóveis por conta dessa crise”, analisa.

Entrevistado
Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) e Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) (via assessoria de imprensa)

Contato
comunicacao@abrainc.org.br
contato@abecip.org.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330


No pós-pandemia, construtoras serão empresas tecnológicas

Construção modular está entre as tendências que devem ganhar adesão no período pós-pandemia. Crédito: Banco de Imagens
Construção modular está entre as tendências que devem ganhar adesão no período pós-pandemia.
Crédito: Banco de Imagens

Compartilhamento de informações, sinergia e adesão às novas tecnologias são alguns dos conceitos que tendem a proliferar entre as construtoras na era pós-pandemia. Antes mesmo das mudanças impostas pela COVID-19, empresas mais visionárias já vinham acenando para a robótica, a Inteligência Artificial e outros sistemas que possibilitam transformar o canteiro de obras em uma linha de produção. Agora, isso tende a ganhar maior velocidade e a se espalhar pelo setor da construção civil, avaliam especialistas. 

Ao contrário do que se possa imaginar, esse panorama não se restringe ao mercado internacional, mas diz respeito ao Brasil também. Pesquisa conjunta com 330 construtoras que atuam no país, feita pelo Centro de Tecnologia de Edificações (CTE), pela EnRedes e pelo Instituto Quorum Brasil, mostra que 12% delas adotam Inteligência Artificial em seus processos. Já 28% estudam soluções com impressão 3D e 19% utilizam BIM em seus projetos. Além disso, 100% dos entrevistados admitiram que a transição de construtoras para empresas de tecnologia da construção passa pela qualificação dos trabalhadores. 

No pós-pandemia, a nova regra que irá predominar no canteiro de obras será a valorização da atividade produtiva com menor gasto por hora, avaliam as empresas que participaram da pesquisa. Neste ponto, as construtoras ainda reconhecem que enfrentam dificuldades na hora de contratar. Para 62%, existem dificuldades em encontrar mão de obra qualificada. A fim de compensar essa escassez, 81% disseram estar dispostas a ofertar salários maiores para conseguir profissionais bem treinados.  Muitos dos gestores que participaram da pesquisa também disseram que recorrem a institutos tecnológicos de educação para encontrar a mão de obra de que necessitam. Um exemplo é o Instituto Senai de Tecnologia em Construção Civil, localizado em Ponta Grossa-PR.

Mercado da construção sofrerá mudanças importantes na próxima década

O estudo “Tendências globais e disrupções no setor da construção”, apresentado por Paulo Vandor, sócio-fundador da L.E.K. Consulting no Brasil, confirma que o mercado da construção sofrerá mudanças importantes na próxima década, e que devem ser impulsionadas pela era pós-pandemia. Segundo o levantamento, haverá modernização da cadeia de valor, cujas principais tendências são a construção modular e semi-modular, uso intensivo de componentes pré-fabricados, utilização de sistemas BIM, automação dos métodos de construção e globalização da cadeia de produção. “Inovar na construção civil será questão de sobrevivência”, avalia Vandor.

Reforçando os estudos anteriores, a McKinsey&Company detectou em pesquisa recente que há muito espaço para a implantação de processos inovadores na construção civil. Principalmente, porque o setor sempre se mostrou refratário à adoção de sistemas novos no canteiro de obras. Estudo da consultoria revela que a produtividade na construção global evoluiu 1% ao ano de 2000 até 2019, enquanto o segmento industrial avançou 3,6% ao ano. “Existe muito espaço na construção civil para o uso de tecnologia digital, automação de processos, capacitação da mão de obra e industrialização”, conclui relatório da pesquisa.

Acompanhe o estudo “Tendências globais e disrupções no setor da construção”

Assista ao vídeo sobre produtividade na construção civil

Entrevistado
Centro de Tecnologia de Edificações (CTE), EnRedes e L.E.K. Consulting no Brasil

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comunicacao@cte.com.br
enredes@cte.com.br
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Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330


CREA e CAU adiam cobranças de engenheiros e arquitetos

O Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) deliberou que os CREAs poderão prorrogar o vencimento das anuidades profissionais, tanto de pessoas físicas quanto jurídicas. A proposta permite que as parcelas de março, abril, maio e junho sejam prorrogadas para setembro, outubro, novembro e dezembro, sem cobrança de encargos legais, juros, correção monetária ou restrições administrativas. A decisão também propõe que a quitação à vista das anuidades profissionais possa ser feita em parcela única no mês de setembro. Assim, todas as empresas e profissionais seguem considerados adimplentes nos próximos seis meses. 

O CAU BR (Conselho de Arquitetura e Urbanismo) adotou medida semelhante, adiando o pagamento da anuidade para 31 de julho de 2020, sem a cobrança de encargos ou multas. No caso de parcelamento, foi dada carência de 60 dias. A decisão vale para empresas e arquitetos autônomos.  A presidente do CAU-PR, Margareth Menezes, havia solicitado ao presidente do CAU BR, Luciano Guimarães, a prorrogação por 6 meses para o pagamento das anuidades. Anteriormente, o prazo previsto para o pagamento das anuidades era 31 de maio.

No caso do sistema Confea/CREA, a decisão foi assinada pelo presidente em exercício, o engenheiro civil Osmar Barros Júnior, no dia 24 de março de 2020. “Estamos permanentemente atentos à evolução do cenário e às determinações governamentais. Outras medidas financeiras e administrativas poderão ser tomadas como forma de enfrentamento a esta situação vulnerável e de oscilação”, diz, referindo-se à pandemia de Coronavírus. A decisão leva em consideração que a paralisação da economia, em decorrência do alastramento da COVID-19 e do necessário isolamento social, afeta diretamente a categoria profissional ligada ao Sistema Confea/CREA.

CREAs esclarecem que não têm como parar uma obra por questões relativas à doença

O CREA-PR foi um dos primeiros a seguir a resolução do Confea. “A decisão sobre novas datas de vencimento da anuidade foi tomada por conta do atual cenário e dos impactos financeiros que a sociedade está vivendo em razão das medidas de contenção ao Coronavírus. Estamos trabalhando com olhar atento às necessidades de nosso principal público, os engenheiros, cartógrafos e agrônomos”, enfatiza o presidente em exercício do CREA-PR, o engenheiro agrônomo Osvaldo Danhoni. Na região sul do país, o CREA-SC e o CREA-RS também seguiram as orientações do Confea.

Os demais CREAs adotaram igualmente o adiamento das parcelas recolhidas pelos profissionais. Os conselhos regionais também se comprometeram a ajudar na fiscalização das obras, para ver se os canteiros estão protegendo os trabalhadores da COVID-19. No entanto, os CREAs esclarecem que não têm como parar uma obra por questões relativas à doença. Essa é uma ação que cabe a outros organismos ligados à saúde pública, à Defesa Civil e às prefeituras. Os conselhos regionais também reafirmam a área de atuação. “Cabe a nós fiscalizar a atuação de pessoas físicas e jurídicas não-habilitadas nas áreas da engenharia, agronomia e geociências”, salientam, em nota conjunta.

No caso de a fiscalização do CREA detectar que um canteiro de obras não tomou medidas de proteção contra o Coronavírus, a orientação é que os fiscais exijam que o responsável-técnico adote procedimentos de prevenção, sem, no entanto, poder multá-lo. As medidas preventivas são as seguintes:

Trabalhadores
- Ao chegar na obra, faça a higienização com álcool gel e, na falta dele, com água e sabão.
- Use sempre máscara e luvas se precisar contatar outros colegas de trabalho.
- Uma vez dentro da obra, evite contato com público externo, como sair para locais com aglomeração de pessoas.
- Evitar contato físico com qualquer pessoa da equipe, como apertos de mão, beijos, abraços etc.
- Usar os Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s) adequados.
- Ao chegar em casa, higienizar objetos pessoais, maçaneta da porta e mãos, e tomar banho. Além disso, separe suas roupas das de outras pessoas que residam na mesma casa.

Empresas
- Manter sempre à disposição os produtos essenciais para prevenção, como álcool gel 70% e sabão, orientando para que sejam usados com frequência na higienização das mãos e dos objetos de trabalho.
- Manter sempre as conversas de conscientização, orientando a equipe sempre que necessário sobre as formas corretas de prevenção. Promova o diálogo, com a participação do mestre de obras e do engenheiro de segurança do trabalho para tirar as possíveis dúvidas.

Sobre a obra
- Restringir o acesso e a circulação de pessoas e fornecedores que não trabalham no local.
- Implantar ação de distanciamento social em ambientes fechados, e avaliar a implantação de turnos diferenciados.
- Afastamento imediato de pessoas consideradas do grupo de risco: idosos com mais de 60 anos e aqueles que apresentem doenças pré-existentes que podem ser potencializadas com a COVID-19.
- Caso seja possível, providenciar transporte privado exclusivo para a equipe, evitando assim a aglomeração no transporte público.

Veja vídeo sobre boas práticas no canteiro de obras

Entrevistado
Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) e Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU) (via assessoria de imprensa)

Contato
gco@confea.org.br
atendimento@caubr.gov.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330


Nos outros países, construção também se blinda da COVID-19

Nos Estados Unidos, os canteiros de obras estão ativos, mas ritmo desacelerou por falta de materiais e mão de obra. Crédito: Banco de Imagens
Nos Estados Unidos, os canteiros de obras estão ativos, mas ritmo desacelerou por falta de materiais e mão de obra.
Crédito: Banco de Imagens

Na China - primeiro país atingido pelo novo Coronavírus - um pacote de medidas foi recentemente anunciado para estimular a construção civil. O objetivo é superar as perdas com produtividade durante o período de quarentena. Por isso, o governo decidiu empenhar recursos em infraestrutura sanitária, energia, transporte e habitação. 

A medida coincide com o que a China já havia feito em 2008, quando a crise financeira que atingiu os Estados Unidos se espalhou pelo mundo. Naquele ano, para sustentar seu crescimento, o país implantou um pacote de estímulo às obras de infraestrutura que chegou a 572 bilhões de dólares.

Para Ren Zheping, economista-chefe da China Evergrande, principal incorporadora chinesa, investir na construção civil será a maneira mais simples e eficaz de os chineses compensarem a crise epidêmica e econômica causada pela COVID-19. “As obras de infraestrutura podem estabilizar o emprego, liberar o potencial de crescimento e melhorar a competitividade no longo prazo”, avalia.

Na Índia, o segundo país mais populoso do planeta, e onde foi decretado toque de recolher nacional, o governo decidiu destinar o equivalente a 65 dólares quinzenais para cada trabalhador da construção civil. Na indústria formal do setor trabalham 35 milhões de indianos, o que aumenta a preocupação do governo em preservar esse segmento da economia.

Nos Estados Unidos, a National Association of Home Builders (Associação Nacional dos Construtores de Casas) conseguiu um pacto para que os canteiros de obras não sejam desativados, desde que sigam as medidas de prevenção. O organismo também negocia um pacote de incentivos com o governo. 

País que se tornou o epicentro da epidemia, os Estados Unidos enfrentam os seguintes problemas em suas obras:
1. Apesar de estarem liberados para atuar, muitos trabalhadores estão preferindo o isolamento voluntário com medo de se infectar, o que está gerando escassez de mão de obra.
2. Como cerca de 40% dos materiais de construção usados nos EUA são importados da China - principalmente os de acabamento -, as mercadorias estão demorando a chegar e muitas obras se encontram paradas.
3. Os financiadores de projetos recuaram e pararam de investir em obras, principalmente as ligadas ao turismo.
4. Grandes construtoras dos EUA empreendem no país todo e possuem equipes de engenheiros que se deslocam continuamente. Com a epidemia, os voos estão praticamente paralisados e a supervisão das obras está comprometida.
5. Os contratos nos EUA são muito rigorosos quanto ao atraso no cronograma das obras. As empresas já buscam soluções jurídicas para anular as cláusulas e evitar pagar multas pesadas.
6. A epidemia lançou uma imprevisibilidade sobre o setor e a construção civil não trabalha assim, principalmente nos EUA onde a regra é: na construção, tudo se resume a tempo e dinheiro. 

Dos países-membros da International Housing Association, poucos paralisaram os canteiros de obras

Dos países-membros da International Housing Association (Associação Internacional da Habitação), os únicos que determinaram o fechamento dos canteiros de obras foram Itália, Espanha e Japão. Países como Inglaterra, Portugal, França e Canadá estudam adotar medidas semelhantes, mas antes buscam garantias dos governos para obter um prazo de carência para as empresas que contraíram empréstimos. Há também nações que não interromperam os trabalhos, mas sofrem com a falta de insumos. São os casos dos chamados Países Baixos (Holanda, Bélgica e Luxemburgo) e da Escandinávia (Noruega, Suécia, Dinamarca e Finlândia).

A indústria da construção civil brasileira também faz parte da International Housing Association. No país, o setor age para enfrentar 4 problemas emergenciais: redução nas vendas, paralisação de obras, falta de crédito e dificuldade para receber faturas. Por outro lado, os organismos associativos se uniram para apresentar ao governo um documento propositivo sobre os tipos de obras que podem ajudar a retomar o crescimento econômico na fase pós-epidemia. Elas devem se concentrar nas áreas da habitação, do saneamento básico e da infraestrutura.

Veja vídeo sobre as ações da construção civil brasileira em tempos de Coronavírus

Entrevistado
International Housing Association (Associação Internacional da Habitação) e National Association of Home Builders (Associação Nacional dos Construtores de Casas) (via assessoria de imprensa)

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Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330


Home office não é novidade, mas exige disciplina

No home office é importante ter um local adequado e entender que a jornada é um dia normal de trabalho, porém em casa.  Crédito: Banco de Imagens
No home office é importante ter um local adequado e entender que a jornada é um dia normal de trabalho, porém em casa.
Crédito: Banco de Imagens

O conceito de home office passou a ser regra entre empresas e trabalhadores no período de epidemia do novo Coronavírus e de confinamento social. Se o modelo de trabalho remoto é novidade aos que atuam nos espaços físicos das corporações, para 3,8 milhões de brasileiros essa modalidade já é rotina. Segundo dados mais recentes do IBGE, é este o número de profissionais com curso técnico ou superior que atuam em home office no país, dos quais 0,8% são engenheiros civis. 

O contingente cresce a cada ano e já passa de 7% dos cerca de 430 mil engenheiros com registro no sistema Confea/CREA. Na arquitetura, o volume de trabalhadores em home office é ainda maior e chega a 15%, entre os que possuem registro no CAU (Conselho de Arquitetura e Urbanismo). Em comum, o que todos os profissionais que atuam nesse modelo precisam ter é disciplina. “A disciplina é a base. Com ela, grande parte dos problemas com produtividade, horários e organização é solucionada”, orientam especialistas em processos organizacionais de trabalho remoto.

A principal lição de quem atua em home office é entender que a jornada é um dia normal de trabalho, porém em casa. Por isso, é adequado ter um local preparado para esse fim. Outra recomendação é que se evite trabalhar em horários alternativos, como à noite ou de madrugada, assim como transformar a cama ou o sofá em local de trabalho. No entanto, o maior desafio do home office é conseguir separar a vida pessoal da profissional. A rotina de trabalho não pode se misturar com a rotina pessoal.

As práticas de processos organizacionais recomendam que, quando uma empresa decide adotar o home office para parte de seus colaboradores, isso deve ser feito gradualmente. No entanto, a epidemia fez com que o conceito fosse adotado repentinamente para a maioria dos profissionais. Neste caso, o alinhamento das prioridades e a definição de regras com a equipe e os chefes são salutares. No período em que durar o confinamento social é importante focar nos resultados.

Cuidar da cibersegurança no trabalho remoto preserva o trabalhador e a empresa

Outro item que merece atenção importante é como se preparar para os contatos virtuais com as equipes, já que eles se sobrepõem aos contatos físicos nesse momento. Se a empresa escolher o WhatsApp como ferramenta, recomenda-se que os administradores formem grupos pequenos e por setor, separando comunicados de conversas. A vídeo-chamada no WhatsApp também pode ser uma solução eficiente para reuniões rápidas, e com até 4 pessoas.

Outro ponto importante é cuidar da cibersegurança no trabalho remoto. Se a empresa libera notebooks para que seus colaboradores atuem em home office, o recomendável é que os equipamentos tenham sistemas de proteção para atuar em outras redes que não sejam as da empresa. A prática protege arquivos corporativos fora das quatro paredes do escritório. 

Dados de 2019 da consultoria de recursos humanos Robert Half mostram que 47% das empresas brasileiras já vinham adotando o home office para departamentos de tecnologia, marketing, recursos humanos, jurídico e administrativo. Da mesma forma, as multinacionais que atuam no país. O mesmo estudo revela que 83% dos profissionais que tiveram que se deslocar para o home office conseguiram se adaptar à nova realidade de trabalho. 

Entrevistado
IBGE (instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Confea (Conselho Federal de Engenharia e Agronomia), CAU (Conselho de Arquitetura e Urbanismo) e consultoria Robert Half (via assessoria de imprensa)

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