Construção civil se une para obter garantias do governo

Medidas pretendem minimizar impactos no fluxo de obras, no comércio de materiais e nas linhas de financiamento

Apesar do número reduzido de trabalhadores, canteiros de obras não paralisaram atividades por causa da pandemia. Crédito: Tomaz Silva/Agência Brasil
Apesar do número reduzido de trabalhadores, canteiros de obras não paralisaram atividades por causa da pandemia.
Crédito: Tomaz Silva/Agência Brasil

Os efeitos da pandemia de Coronavírus na economia brasileira mobilizam os organismos ligados à construção civil. O objetivo é minimizar os impactos com medidas que permitam ao setor seguir com a produção, mantendo as linhas de crédito e sem paralisar o fluxo de obras e o comércio de materiais de construção. Sensíveis aos apelos, o governo federal e os governos estaduais sinalizam que a construção civil terá atenção especial. Entre as decisões já tomadas estão a redução das taxas de juros e a prorrogação de pagamentos por parte da Caixa Econômica Federal. 

Essas medidas, ligadas à atuação da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) em Brasília, são as seguintes:
Micro e pequenas empresas com faturamento anual entre 360 mil reais e 10 milhões de reais poderão buscar junto à Caixa nova linha de crédito para colocar a sua folha de pagamento em dia. O financiamento poderá ser pago em 36 meses, com taxa de juros de 3,75% ao ano.
A empresa que tomar o financiamento não poderá demitir por 2 meses os empregados com salários financiados.
– Carência de até 90 dias nas operações parceladas de capital de giro e renegociação, para micro e pequenas empresas.
Linhas de crédito especiais, com até 6 meses de carência, para empresas que atuam nos setores de comércio e prestação de serviços.
– Linhas de aquisição de máquinas e equipamentos com taxas reduzidas e até 60 meses para pagamento.
– Contratos habitacionais de pessoa física ganham pausa estendida de 90 dias (3 prestações).
– Empresas também poderão solicitar pausa estendida de 90 dias em seus contratos habitacionais

Já a Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco) e a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) mobilizam a Frente Parlamentar em Defesa do Comércio de Materiais de Construção – composta por 202 deputados – para reverter decretos que determinaram o fechamento de estabelecimentos comerciais ligados ao setor. 

A justificativa é que as lojas de material de construção vendem produtos para reparos, manutenção, limpeza, higienização e assepsia do lar, e que são importantes para preservar a saúde da população. Além disso, a atuação do setor impediu ainda que boa parte dos estados não proibisse que canteiros de obras seguissem ativos, desde que respeitando as orientações para prevenir a doença e fazendo com que os trabalhadores usem EPI’s (Equipamentos de Proteção Individual).

Abramat e Anamaco trabalham pela defesa de quase 2 milhões de empregos

O presidente da Abramat, Rodrigo Navarro, afirma que está buscando sinergia com outros setores da economia, a fim de apresentar propostas que ajudem a manter o mercado de materiais de construção ativo. “É hora de trabalharmos em conjunto para, de forma criativa e proativa, chegar a respostas efetivas para esse momento. Os focos do setor estão muito claros. Em primeiro lugar, prezar pela saúde das pessoas. Na sequência, o setor trabalha arduamente, em várias frentes, para preservar caixa e condição de solvência para efetuar os pagamentos, levando assim à manutenção dos empregos“, comenta.

 A indústria de materiais de construção é responsável pelo emprego de cerca de 620.000 pessoas, segundo dados da Abramat. Já o comércio varejista de materiais de construção envolve 140 mil lojas em todo o país e emprega mais de 1 milhão de trabalhadores. Por isso, Daniele Alonso, diretora de relações institucionais da Anamaco, diz estar confiante que os governos estaduais vão passar a tratar o setor como primordial e permitir que ele reabra as portas. “O que queremos é que haja uma uniformização quanto à classificação do segmento de material de construção como sendo de produtos essenciais”, diz. 

Em contrapartida, o setor varejista de material de construção se compromete a adotar horários reduzidos de abertura ao público, reforçar os modelos de entrega domiciliar e atender as exigências sanitárias de combate à Covid-19 dentro das lojas.

Veja o compromisso da Anamaco no combate à Covid-19 dentro das lojas de materiais de construção

Entrevistado
Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco) e Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) (via assessoria de imprensa)

Contato
ascom@cbic.org.br
abramat@abramat.org.br
www.anamaco.com.br/contato

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330



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