Arranha-céu futurista da Mercedes-Benz em Dubai será mais alto que Torre Eiffel

Projeto conta com área de spa, com piscina de borda infinita.
Crédito: Mercedes-Benz/Divulgação

Mercedes-Benz Places é o nome do arranha-céu que será construído pela famosa marca alemã de automóveis em Dubai. Algumas das principais características do empreendimento foram compartilhadas durante o anúncio oficial do projeto, realizado em janeiro, em parceria com a Binghatti Properties, empresa de incorporação imobiliária dos Emirados Árabes.

A torre residencial terá 65 andares e ficará localizada na área central da cidade, com vistas panorâmicas e desafogadas, inclusive para o Burj Khalifa, que se transformou em ponto turístico por se tratar do edifício mais alto do mundo, com 828 metros de altura.

O Mercedes-Benz Places, por sua vez, terá cerca de 350 metros, superando locais icônicos como a Torre Eiffel (330 metros), em Paris, e a Shard Bridge (310 metros), em Londres. A previsão de conclusão das obras é para o final de 2026, de acordo com a empresa.

Mercedes-Benz Places terá cerca de 350 metros de altura.
Crédito: Mercedes-Benz/Divulgação

Segundo as empresas envolvidas, cada espaço do local será projetado para promover uma conexão entre as pessoas e a tecnologia de ponta presente ali, com arquitetura futurista e design luxuoso em todos os detalhes. Alguns dos destaques, por exemplo, serão os sistemas integrados com Inteligência Artificial e as soluções inteligentes de mobilidade, para facilitar o dia a dia dos moradores.

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Mercedes-Benz busca experiência de luxo

Com este novo projeto, a Mercedes-Benz pretende oferecer uma experiência de luxo para todos aqueles que passarem pelo empreendimento. Isso porque, além dos espaços residenciais requintados, o complexo também irá abrigar uma série de opções de lazer e bem-estar, para toda a comunidade.

Quem passar por lá poderá aproveitar para acessar, por exemplo, diversas lojas de luxo, áreas destinadas ao esporte e à beleza, centros culturais e recreativos, além de vários locais de convivência, para que o entretenimento, descanso e trabalho estejam reunidos e disponíveis de forma harmoniosa.

Um dos locais mais procurados deverá ser a área de spa, que conta com deck e piscina com borda infinita. De lá, será possível relaxar tendo uma vista ampla de toda a cidade. 

Torre residencial luxuosa deverá ser concluída em 2026.
Crédito: Mercedes-Benz/Divulgação

A fachada do Mercedes-Benz Places, por sua vez, contará com detalhes que lembram linhas de modelos de carro da marca, com inspiração, ainda, na icônica estrela de três pontas, da logomarca da empresa. Os revestimentos utilizados priorizam não apenas a beleza e o impacto visual, mas também a eficiência energética, com energia solar fotovoltaica integrada.

Os materiais escolhidos para serem usados em toda a estrutura também foram pensados levando em conta a redução de calor dentro do local, para melhorar a sensação de conforto e bem-estar. 

Fontes
Binghatti Properties
Mercedes-Benz

Jornalista responsável
Fabiana Seragusa 
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A opinião dos entrevistados não reflete necessariamente a opinião da Cia. de Cimento Itambé.


Veja destaques da programação do 98º Enic; inscrições estão abertas

Enic será realizado durante a Feicon, em abril.
Crédito: Divulgação

Considerado um dos eventos mais importantes da indústria da construção, o Encontro Nacional da Indústria da Construção (Enic) à 98ª edição com diversos convidados e programação intensa, que será realizada de 2 a 5 de abril, no São Paulo Expo, na capital paulista. 

O encontro é realizado pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e tem como objetivo colocar em discussão os assuntos mais atuais e pertinentes do setor, buscando diversos pontos de vista com a presença de especialistas nacionais e internacionais. 

É a segunda vez que o Enic acontece durante a Feicon, uma das principais feiras do setor da construção e da arquitetura da América Latina. O ministro das Cidades, Jader Filho, já confirmou presença na abertura oficial do evento, na terça (3/4), a partir das 9h30.

"Juntas, CBIC e Feicon ampliam o alcance entre as mais de 1.000 marcas expositoras e dezenas de milhares de profissionais e técnicos do setor que visitam o evento, com a oferta de palestras técnicas voltadas para engenheiros, construtores, arquitetos e demais representantes deste mercado, como varejistas e distribuidores", afirma Renato Correia, presidente da CBIC. 

As inscrições para a 98ª edição são gratuitas e podem ser feitas pelo site oficial: https://cbic.org.br/enic/98/

Ao Massa Cinzenta, a assessoria do Enic antecipou detalhes sobre alguns dos painéis confirmados:

03/04 - 16h30
Construção 2030 - Plataforma Aberta de Inovação - Caso Reino Unido

Os sinais apontam para uma mudança de impacto crucial no setor: a transição de um modelo tradicional focado em projetos para um novo paradigma centrado em produtos. A CBIC apresentará o caso de plataforma aberta adotado pelo Reino Unido.

04/04 - 14h 

Como colher bons frutos com o BIM

O BIM já é uma realidade, mas é mandatório que se apoie de forma irrestrita as construtoras que investem na tecnologia. O painel visa fornecer informações abrangentes e inspiradoras sobre a implementação bem-sucedida de Building Information Modeling (BIM) na indústria da construção.

04/04 - 14h

Minha Casa, Minha Vida - Cidades - Entes Públicos em Busca da Redução do Déficit Habitacional

O objetivo é apresentar as novas medidas do Governo Federal para o enfrentamento do déficit habitacional e demonstrar as iniciativas de parcerias e boas práticas que estão sendo adotadas junto aos governos estaduais e municipais. O intuito é possibilitar novos modelos para a produção habitacional, otimizar e promover a previsibilidade dos orçamentos públicos, estimulando a criação de novos empregos e de investimentos no setor da construção.

04/04 - 16h 

Financiamento Imobiliário: SBPE, FGTS e Outros Fundings / Mercado de Capitais – Desafios e Oportunidades

A ideia é debater o comportamento, os desafios e as oportunidades para os Financiamentos Imobiliários do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), outros fundings e mercados de capitais.

Nomes já confirmados

Em relação aos nomes já confirmados, o Enic contará com a presença, por exemplo, de Fábio Queda, professor titular da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), no painel sobre o Caso Reino Unido.

No bate-papo sobre o BIM, participam Alexandre Luis Santana, consultor de negócios do Desenvolve SP, do Governo do Estado de São Paulo; Fábio Rabello, head do Setorial de Construção Civil e Moveleiro, do Sebrae Nacional; Rogério Suzuki, sócio-diretor da Vistta|S Consultoria; e Rodrigo Broering Koerich, presidente do BIM Fórum Brasil.

Confira a programação de conteúdo do Enic:

02/04 (Terça-feira)  

9h30-10h30: Abertura Oficial da Feicon  

13h-16h: Reunião do Conselho de Administração (no Secovi-SP)

03/04 (Quarta-feira)  

11h-12h30: Coletiva de Imprensa  

14h-15h30: Abertura Enic
15h30-18h30: Painéis - Habitação e Infraestrutura / Inovação & Sustentabilidade / Negócios & Economia / Segurança Empresarial  

04/04 (Quinta-feira)  

14h-19h: Painéis - Habitação / Infraestrutura e Obras Industriais / Inovação & Sustentabilidade / Gente & Gestão / Segurança Empresarial

05/04 (Sexta-feira)  

11h-12h30: Painel de Encerramento - O Uso da Inteligência Artificial na Construção e no Mercado Imobiliário

Fonte
Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC)

Jornalista responsável
Fabiana Seragusa 
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Governo poderá propor alterações na desoneração da folha via projeto de lei

Rodrigo Pacheco, presidente do Senado, anunciou a manutenção da desoneração.
Crédito: Waldemir Barreto/Agência Senado

O presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco, anunciou no dia 21 de fevereiro que a desoneração da folha de pagamento está garantida para 2024. O benefício abrange 17 setores da economia, incluindo a construção civil.

A decisão foi tomada após encontro com líderes do governo e com os ministros da Fazenda, Fernando Haddad, e das Relações Institucionais, Alexandre Padilha. Assim, a volta da cobrança previdenciária foi retirada da Medida Provisória (MP) 1.202/2023 e será enviada para o Congresso Nacional em formato de projeto de lei (PL), para que sejam discutidas as mudanças no programa de incentivos fiscais. O PL tramita em regime de "urgência constitucional", segundo o site do Senado, o que prevê que o Congresso decida sobre o tema em até 45 dias. 

"Eventualmente, o governo pode propor alterações, mas o fará por projeto de lei, sem eficácia imediata", explicou Pacheco, durante o anúncio da mudança. "A medida provisória 1.202 não terá tramitação da desoneração da folha de pagamento. Isso, portanto, serve aos 17 setores em suas programações e suas previsões no sentido de que a desoneração da folha está mantida."

Lembrando que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou integralmente, em novembro de 2023, o projeto de lei 334/23, que havia sido aprovado pelo Congresso e previa a prorrogação da medida, propondo a extensão da desoneração até 2027. Na ocasião, o argumento usado foi de que a proposta era inconstitucional.

Depois disso, o Congresso derrubou esse veto e retomou as discussões sobre o projeto, em meio à reação de parlamentares sobre a edição da medida - por isso, passaram a negociar com o governo uma melhor solução.

Renato Correia, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), avalia como acertada a revogação da reoneração da folha de pagamentos, já que reacender essa discussão, por medida provisóvia, gera uma grande insegurança nos setores que mais empregam no país. 

Mudanças no tema poderão ser feitas por projeto de lei.
Crédito: Roque de Sá/Agência Senado

“No entanto, retomar o debate por projeto de lei é outro equívoco e levanta preocupações”, afirma Correia, que diz achar a reforma tributária o fórum mais adequado para o debate de mudanças estruturais e complexas como essa. “O governo deve aproveitar este momento e dialogar sobre uma reforma consistente voltada para a tributação da renda e do emprego."

Luiz França, presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), ressaltou, durante o imbróglio sobre a prorrogação ou não da desoneração, que a construção emprega mais de 2 milhões de trabalhadores com carteira assinada e que um eventual fim do incentivo desencorajaria o emprego e aumentaria os custos do setor. "Além disso, poderia impactar negativamente o governo na contratação de obras de infraestrutura e programa Minha Casa, Minha Vida, levando-o a despender mais recursos para evitar a paralisação das obras e possíveis questões judiciais”, analisou.

Com a manutenção da desoneração, as empresas beneficiadas podem contribuir para a Previdência Social com um total entre 1% e 4,5% sobre a receita bruta, em vez de 20% sobre a folha salarial.

Desoneração: veja os 17 setores beneficiados:

  • Calçados
  • Call center
  • Comunicação
  • Confecção e vestuário
  • Construção e obras de infraestrutura
  • Construção civil
  • Couro
  • Fabricação de veículos e carrocerias
  • Máquinas e equipamentos
  • Projeto de circuitos integrados
  • Proteína animal
  • Tecnologia da informação (TI)
  • Tecnologia da informação e comunicação (TIC)
  • Têxtil
  • Transporte metroferroviário de passageiros
  • Transporte rodoviário coletivo
  • Transporte rodoviário de cargas

Fontes
Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc)
Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC)
Senado Federal

Jornalista responsável
Fabiana Seragusa 
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Goiás constrói primeira rodovia estadual em pavimento de concreto do Centro-Oeste

Já começaram as obras de terraplanagem na GO-210.
Crédito: Divulgação/Goinfra

Mais segurança, economia de combustível, alta durabilidade e sustentabilidade são algumas das vantagens do pavimento de concreto, segundo a Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra), que ficará responsável pelas obras de reconstrução e duplicação da GO-210, no município de Rio Verde, em Goiás.

Esta será a primeira rodovia estadual em concreto do Centro-Oeste, segundo a Agência, que já iniciou a fase de terraplanagem da pista. O pavimento rígido será implementado por 6 km de extensão - considerando a via duplicada, 12 km. A previsão é de que as obras sejam finalizadas em cerca de um ano e meio.

"Os materiais utilizados para o pavimento flexível são os betuminosos derivados de petróleo. Atualmente, há uma grande oscilação com relação ao preço destes materiais ao serem comparados com o cimento Portland, insumo utilizado para a pavimentação em concreto", explica Jardel Caldas Magalhães, diretor de Obras Rodoviárias da Goinfra.

"Assim, pode-se afirmar que, para estruturas mais robustas, os pavimentos de concreto são em média 10% mais econômicos do que os pavimentos flexíveis. Além de possuírem uma vida útil até 2 vezes maior, o que os tornam ainda mais vantajosos", diz.

Benefícios do pavimento de concreto

Ainda em relação aos benefícios da pavimentação de concreto na GO-210, Jardel Magalhães cita mais segurança aos motoristas, já que "o material não sofre deformações plásticas, de modo a reduzir e postergar a incidência de buracos e não possibilitar a formação de trilhas de rodas, o que reduz substancialmente a ocorrência de aquaplanagem".

Outro ponto de destaque, segundo o representante da Goinfra, é a economia de combustível para ônibus e caminhões carregados, principalmente, por oferecer menos resistência ao rolamento por deformação elástica. "Com isso, o pavimento de concreto se difere dos pavimentos flexíveis, que possuem deformações elásticas consideráveis, que, por sua vez, interferem no desempenho de veículos pesados", afirma. 

Jardel Caldas Magalhães, diretor de Obras Rodoviárias da Goinfra.
Crédito: Silvano Vital/Goinfra

Alta durabilidade, baixo custo de manutenção, diminuição da temperatura na superfície do pavimento e sustentabilidade (em razão da redução de gastos com iluminação urbana, por exemplo) são outras vantagens citadas.

Novas obras com pavimento rígido

Jardel Magalhães conta que a Goinfra realiza estudos, em fase de projeto, para uma possível aplicação de pavimento de concreto em obras de reconstrução de outra rodovia, a GO-080, entre Goiânia e Nerópolis (em pista dupla). O trecho tem extensão de 45,99 km. "A previsão de início desta obra seria para o primeiro semestre de 2025, com expectativa de conclusão em 2027", conta. 

"A Goinfra, porém, poderá considerar a adoção desse tipo de material [pavimento de concreto] (excluir) em outros projetos, desde que se demonstre uma vantagem orçamentária em relação ao uso de pavimentos flexíveis", avalia o diretor de Obras Rodoviárias.

Fontes
Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra)
Jardel Caldas Magalhães, diretor de Obras Rodoviárias da Goinfra

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Fabiana Seragusa 
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Construção civil gerou cerca de 160 mil vagas de emprego em 2023

Número de empregos formais na construção, em 2023, superou os 158 mil.
Crédito: Envato

O saldo de empregos formais gerados pela construção civil durante todo o ano de 2023 ficou em 158.940, de acordo com os dados divulgados em 30 de janeiro pelo Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). Esse número é resultado da diferença entre a quantidade de admissões (2,298 milhões) e de demissões (2,139 milhões).

O índice registrado pelo setor equivale a cerca de 11% do saldo total do país, que contabilizou 1,48 milhão de novos trabalhos com carteira assinada.  

As estatísticas mostram que, dos cinco grupos definidos pelo sistema, a Construção foi o terceiro que mais criou postos de emprego - o primeiro lugar ficou com Serviços (886.256), o segundo, com Comércio (276.528), o quarto, com a Indústria (127.145), e, o quinto, com a Agropecuária (34.762).

A economista Ieda Vasconcelos, da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), diz que o resultado de 2023 é menor do que o dos dois anos anteriores, mas que, ainda assim, é o terceiro melhor dos últimos 10 anos. "Há seis anos consecutivos, o mercado de trabalho do setor vem apresentando saldo positivo na criação de novas vagas", explica.

Sobre a diminuição do número no ano passado em relação a 2022 (quando o setor registrou 192.725) e 2021 (245.271), a especialista cita como principais causas as altas taxas de juros e o elevado custo devido ao aumento nos preços dos insumos. "Apesar de mais estáveis nos últimos 12 meses, os preços dos materiais permanecem muito acima do registrado no período pré-pandemia", afirma. 

Luiz França, presidente da Abrainc, ressaltou a importância dos dados, que continuam positivos. "O resultado do Caged mostra mais uma vez a força e a relevância do setor de construção civil para o país. Independentemente dos desafios macroeconômicos, o setor consegue gerar empregos que fazem a diferença para o Brasil", afirma.

Dados do setor da construção

Os dados do Novo Caged mostram que todos os três segmentos da construção apresentaram resultados positivos. A Infraestrutura, por exemplo, foi responsável por 47.634 novos empregos, enquanto a Construção de Edifícios gerou 50.450 e os Serviços Especializados chegaram a 60.856 postos.

A região Sudeste ficou na liderança do número de carteiras assinadas (91.507), seguida pelo Nordeste (27.571), Centro-Oeste (14.535), Sul (13.032) e Norte (12.239). Em relação aos estados do país, São Paulo (50.897), Rio de Janeiro (22.308), Minas Gerais (13.513), Paraná (8.568) e Pará (7.907) foram os cinco que mais produziram vagas em 2023, segundo estatísticas oficiais. 

Fontes
Ieda Vasconcelos, economista da CBIC
Luiz França, presidente da Abrainc
Novo Caged

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Fabiana Seragusa 
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Cascavel ganha primeira fábrica automatizada de prédios do Brasil

Ecoparque, em Cascavel, receberá primeira fábrica de prédios.
Crédito: Divulgação

Políticos e autoridades locais participaram da inauguração da primeira fábrica automatizada de prédios do Brasil, em Cascavel (PR), no dia 23 de fevereiro. A licença de operação foi entregue pelo Instituto Água e Terra (IAT) para a empresa Ecoparque, cliente da Cimento Itambé. A iniciativa é liderada pelos empresários Francisco Simeão e Luiz Bonacin. 

Com investimento de R$ 200 milhões, a fábrica, que, segundo a assessoria de imprensa do Ecoparque, é a maior das Américas nesse segmento, está localizada em uma área de 180 mil metros quadrados, sendo 30 mil metros quadrados de área construída. A tecnologia e os equipamentos utilizados são da empresa alemã Vollert, que possibilitará, quando o processo estiver em pleno funcionamento, a construção de até 20 prédios no período de seis meses, com 120 apartamentos cada e 2.400 unidades habitacionais. 

De acordo com o Ecoparque, este primeiro bairro previsto no município de Cascavel, que será construído ao lado da fábrica, contará com 36 prédios de 15 andares cada e incluirá creches, escolas, unidade de saúde, centro comercial, jardins, lago e posto policial.

Investimento no projeto foi de R$ 200 milhões.
Crédito: Jonathan Campos/AEN

Durante o evento de inauguração, o prefeito de Cascavel, Leonaldo Paranhos, ressaltou a importância da iniciativa. "O Ecoparque não é apenas mais um importante projeto de habitação no nosso município, mas representa uma concepção diferenciada de moradia. É um bairro que terá apartamentos para as pessoas morarem, terá educação, áreas de lazer e espaços de capacitação", explicou.

O cronograma prevê que o foco deste primeiro ano de atividades será no treinamento dos funcionários e no refinamento do produto, e, por isso, a unidade deverá funcionar com apenas 10% de sua capacidade. Só em 2025 esse percentual poderá chegar a 50%, e, em 2026, operar com 100% de produtividade.

Expansão da fábrica por vários estados

Ao Massa Cinzenta, o empresário Francisco Simeão, idealizador da iniciativa e sócio-diretor do Ecoparque, falou sobre os planos de expansão do projeto. "A 'fábrica de prédios' vai atender canteiros de obras - novos loteamentos – em até 300 km de distância. Ou seja, Foz do Iguaçu, Pato Branco, Palotina, Maringá e Chapecó", afirma. "E implantaremos novas 20 fábricas de 2026 a 2030, em 12 dos 27 estados do Brasil."

Segundo a empresa, os apartamentos construídos neste projeto poderão ser financiados pela Caixa Econômica Federal, e, em 70% dos casos, serão aptos a se enquadrar no programa Minha Casa, Minha Vida. As unidades também podem ser entregues totalmente mobiliadas, incluindo cozinha completa com móveis e eletrodomésticos, caso seja do interesse do comprador.

Inauguração da fábrica, em fevereiro, contou com a presença de autoridades.
Crédito: Divulgação

A escala de produção da "fábrica de prédios”, de acordo com Francisco Simeão, proporcionará uma redução no custo dos imóveis. "Os apartamentos de 3 quartos (1 suíte) serão vendidos por 50% do preço de mercado.

No caso dos apartamentos do Minha Casa, Minha Vida, onde o preço é fixado pela Caixa Econômica Federal [R$ 245 mil, em Cascavel], ao invés de reduzir o preço, aumentamos a área do apartamento, do padrão 37 m² de área privativa e 54 m² totais para 57 m² de área privativa e 98 m² totais, ou seja, mais de 80% de área total a maior, pelo mesmo preço."

O sócio-diretor do Ecoparque destacou, ainda, o acordo de diferimento do ICMS (para pagamento integral em creches, escolas e unidades de saúde, entre outros), que proporcionará ao poder público uma economia de ⅓ do custo.

Fontes
Agência Estadual de Notícias do Paraná
Ecoparque
Francisco Simeão, sócio-diretor do Ecoparque

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Fabiana Seragusa 
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Prevenção da dengue: entidades da construção orientam e palestram para conter doença

Seconci-SP realiza palestras sobre prevenção da dengue.
Crédito: Seconci-SP/Divulgação

O número de casos de dengue registrados no Brasil, apenas em 2024, já passou de 1,2 milhão, com cerca de 300 óbitos confirmados pela doença e outros 765 em investigação.

Nesta terça-feira (5), o governo de São Paulo decretou estado de emergência devido à alta de casos, medida já adotada por Acre, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Rio de Janeiro e Santa Catarina.

Por isso, é fundamental que os profissionais da construção civil estejam empenhados em eliminar focos do vírus em canteiros de obras, que são locais bastante propícios para o acúmulo de água. Para garantir que isso aconteça, diversas entidades do setor vêm compartilhando orientações para a prevenção da dengue, reforçando a importância de inspeções diárias e minuciosas em todos os espaços. 

SindusCon-SP (Sindicato da Construção Civil do Estado de São Paulo), Sintracon-SP (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de São Paulo) e Seconci-SP (Serviço Social da Construção Civil do Estado de São Paulo) foram algumas das entidades que se mobilizaram para o combate à doença.

Veja orientações para prevenção da dengue em canteiros de obra:

- Previna permanentemente o acúmulo de água, pois os ovos da fêmea do mosquito Aedes aegypti, transmissor do vírus da dengue, se desenvolvem em recipientes de todos os tamanhos, desde reservatórios até baldes e tampinhas de garrafas;

- Preste atenção a locais como bolsões formados por lonas, carrinhos de mão, betoneiras, lajes e fossos de elevadores;

- Verifique todos os locais da obra, principalmente as áreas onde os trabalhadores já não estão mais mexendo todos os dias;

- Mantenha recipientes sempre limpos e tampados, uma vez que os ovos depositados poderão se manter vivos por mais de um ano, esperando pela água para se desenvolverem;

- Institua uma rotina de rondas diárias de inspeção e aborde a prevenção nos Diálogos Diários de Segurança;

- Fique atento a possíveis criadouros no entorno da obra, como em terrenos baldios e residências desocupadas, e acione a Prefeitura para entrar em contato com o responsável pelo local.

 Construtoras e incorporadoras têm mostrado interesse nas palestras, de acordo com o Seconci-SP.
Crédito: Seconci-SP/Divulgação

Palestras e kit de prevenção

O Seconci-SP também realiza palestras nos canteiros de obras, para promover a conscientização sobre a doença e divulgar os cuidados para a prevenção. "Tanto construtoras como incorporadoras têm mostrado interesse, uma vez que hoje o cuidado com a saúde do trabalhador e de seus familiares é um aspecto relevante para os mesmos e para evitar absenteísmo e queda da produtividade", afirma, ao Massa Cinzenta, a assessoria de imprensa da entidade. 

Os representantes dizem que as palestras têm se mostrado relevantes "porque sempre trazem informações e recomendações de prevenção que são novidades para muitos dos trabalhadores das obras", além de tratar sobre o combate à dengue no ambiente doméstico e abordar aspectos médicos.

"As maiores dúvidas se situam mais no campo médico, entender a transmissão da doença pelo mosquito, os sintomas, a necessidade de hidratação e a recomendação de não tomar comprimidos à base de ácido salicílico, que podem agravar o quadro, ocasionando hemorragia", explica a assessoria.

Já o Sienge, que produz conteúdos especializados sobre a construção civil, também oferece um kit de combate à dengue no canteiro de obras, que contém cartazes com dicas para evitar a proliferação do mosquito na obra. Além disso, o material traz informações sobre a doença e orientações para melhorar a saúde no ambiente de trabalho. 

Fontes
Ministério da Saúde
Seconci-SP

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Fabiana Seragusa 
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PIB da construção cai 0,5% em 2023; veja projeções para 2024

IBGE divulga queda de 0,5% no PIB da construção em 2023.
Crédito: Envato

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, na última sexta-feira (1/3), dados referentes ao Produto Interno Bruno (PIB) nacional: o índice do Brasil, como um todo, cresceu 2,9% em relação a 2022, enquanto o da construção civil registrou queda de 0,5%.

De acordo com o comunicado oficial do órgão, essa diminuição foi consequência direta das quedas na produção dos insumos típicos, na comercialização de materiais de construção e na ocupação (já que o número de pessoas empregadas na construção civil diminuiu em 2023, em relação ao ano anterior). 

Em relação a 2023, o primeiro trimestre do setor contabilizou aumento de 1,5% no PIB, enquanto o segundo trimestre teve elevação de 0,5%, o terceiro trimestre foi marcado por uma queda de 4,5% e o quatro trimestre registrou saldo positivo de 0,9%.

Para efeito de comparação, o índice de 2022 foi de +6,8%, o de 2021, de +12,6%, o de 2020, de -2,1%, e o de 2019, de +1,9%. 

Em nota, Eduardo Zaidan, vice-presidente de Economia do SindusCon-SP (Sindicato da Construção Civil do Estado de São Paulo), concorda que a diminuição da produção e do consumo de materiais de construção pelas famílias interferiu diretamente na queda do PIB. "Já o segmento de obras de edificações manteve-se aquecido e deve ter registrado crescimento, o que constataremos quando o IBGE fizer a revisão dos dados preliminares do levantamento trimestral e publicar as Contas Anuais de 2023", avalia.

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), que no início de 2023 havia projetado um crescimento de 2,5%, revisou o número no início de dezembro, baixou as expectativas e divulgou uma previsão de queda de 0,5%, exatamente o número ao qual chegou o IBGE.

Segundo a entidade, contribuíram para a diminuição do PIB a alta taxa de juros, a demora no anúncio das novas condições do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, a incerteza do cenário macroeconômico, assim como a redução de pequenas obras e reformas observadas no início da pandemia de Covid-19, em 2020.

O PIB das atividades imobiliárias, por outro lado, registrou um aumento de 3% no acumulado de 2023, segundo dados do IBGE. 

Projeções para o PIB em 2024

Já de olho nos próximos meses, a FGV IBRE (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas) divulgou uma estimativa de crescimento de 2,9% do PIB da construção em 2024. A indústria cimenteira, por exemplo, espera crescer 2% neste ano, segundo o Instituto, em função da projeção de maior investimento em infraestrutura.

Além disso, sondagens realizadas pela FGV Ibre em dezembro mostraram que mais da metade das empresas entrevistadas têm expectativas positivas em relação ao setor, para 2024.   

Já a previsão divulgada pela CBIC indica um crescimento de 1,3% para o setor, neste ano. De acordo com Renato Correia, presidente da entidade, o número positivo é baseado em fatores como o avanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e a aceleração do mercado econômico a partir do novo ciclo do programa Minha Casa, Minha Vida.

Fontes
Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC)
Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE)
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
Sindicato da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP)

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Fabiana Seragusa 
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Construção modular: onde a tecnologia é mais utilizada?

Escola Municipal Joarib Grillo, em Arapongas, será reformada com técnica de construção modular.
Crédito: Prefeitura Municipal de Arapongas

Uma análise realizada pela Fortune Business Insights revela que o setor de construção modular está previsto para atingir a marca de US$ 11,78 bilhões até 2028, com uma taxa de crescimento anual de 6,1%.

No entanto, aqui no Brasil, um estudo do FGV IBRE em abril de 2023 mostrou que 34,6 % das empresas do setor de construção no país incorporam este tipo de tecnologia em seus projetos.

A área com melhor desempenho é o de Edificações Não Residenciais, registrando uma taxa de 47,7% de uso. Mesmo entre as empresas que optam por abordagens industrializadas, apenas 24,5% as aplicam em mais de 50% de seus projetos.

Para Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas), um dos entraves para uso da construção industrializada no Brasil é o processo tributário. No entanto, ela vê que a reforma tributária traz uma perspectiva positiva para a modernização e industrialização do setor, à medida em que cria uma isonomia entre os processos.

Onde a construção modular pode ser utilizada?

Veja onde a tecnologia pode ser utilizada:

Minha Casa, Minha Vida e Habitação de Interesse Social (HIS)

Na opinião de Julio Timerman, vice-presidente do Instituto Brasileiro do Concreto (Ibracon), é preciso trabalhar para mudar as políticas públicas no sentido de desenvolver projetos, como o Minha Casa Minha Vida, utilizando construção industrializada. “É uma forma de reduzir a autoconstrução que gera muito desperdício. Temos muito potencial para crescer com relação a isso. Há vários sistemas construtivos que estão sendo desenvolvidos, como paredes de concreto pré-moldadas, alvenaria estrutural, entre outros. Com o déficit residencial que nós temos hoje, cabe ao Governo incentivar o uso de boas técnicas neste programa habitacional”, sugere.

Hospitais de campanha

Na cidade chinesa de Wuhan, durante a pandemia, foram construídos dois hospitais de campanha com a tecnologia de construção modular. Um deles foi erguido em dez dias e o outro em 20. 

Banheiros prontos, hotéis e celas de presídios

De acordo com Íria Doniak, presidente executiva da Associação Brasileira da Construção Industrializada de Concreto (Abcic), o módulo pronto 3D foi muito utilizado no Brasil para banheiros prontos e celas de presídios em algumas regiões do país. “Era chamado também de monobloco. Muitos empreendimentos hoteleiros principalmente em São Paulo, nos anos 2000 adotavam fachada pré-moldada de concreto, os banheiros prontos (módulo 3D), divisão interna em drywall e estrutura convencional. Era um modelo que imprimia velocidade a este tipo de empreendimento, cujo “payback”, ou seja, o rápido retorno do investimento, era fundamental”, conta.

Case de construção modular: Escola Joarib Grillo, em Arapongas (PR)

Com o intuito de buscar modernização, agilidade e eficiência econômica, a Prefeitura de Arapongas planeja implementar neste ano o sistema de construção modular. A Escola Municipal Joarib Grillo, situada no Jardim Primavera, será o primeiro espaço a receber esse modelo de construção.

Em entrevista ao Massa Cinzenta, Fernando Volpato, secretário municipal de Obras, Transporte e Desenvolvimento Urbano (Seodur), a construção modular foi escolhida por se revelar vantajosa, sobretudo no âmbito da construção de escolas no setor público. “Essas vantagens não apenas impactam positivamente a eficiência do projeto, mas também atendem às necessidades específicas e desafios enfrentados por instituições educacionais para que possamos implantar uma nova sistemática na execução de obras públicas, visando diminuir o prazo de execução, aumentar a qualidade e o controle do acabamento e a minimização de retrabalho existente em obras executadas no canteiro”, informou Volpato.

Além disso, Volpato destaca que os sistemas industrializados modulares são uma forma de produzir edificações em ambientes industriais controlados e dotados de equipamentos com tecnologia embarcada e produção realizada com métodos industriais de racionalização, tendo como resultados os benefícios de Eficiência na Produção, Redução de Desperdícios, Padronização e Escalabilidade, Redução de Tempo, entre outras.

Construção modular é uma alternativa mais rápida para conclusão dos projetos.
Crédito: Envato

Volpato também lembra que os componentes pré-fabricados são produzidos em ambientes controlados, o que permite uma produção mais eficiente em termos de tempo e recursos. No caso, o prazo de implantação para essa obra específica é de 60 dias. “Menos tempo de construção significa menos custos associados, despesas com pessoal, equipamentos e gerenciamento. Uma das principais vantagens reside na rapidez na implementação. A construção modular possibilita a conclusão mais célere do projeto, um fator crítico para assegurar que as instalações educacionais estejam prontas para uso em um tempo mínimo, atendendo à crescente demanda por infraestrutura escolar. Tudo isso reflete positivamente quando comparamos os sistemas construtivos”, afirma.

Segundo Volpato, esta é a primeira obra realizada com esta tecnologia. “Até o momento não tivemos essa experiência. Por isso decidimos iniciar este processo, visando modernizar as ações da administração pública no que refere as obras. Estamos em fase final de formatação das documentações para envio à licitação que também tem tratamento diferente do que estamos habitualmente acostumados a fazer. O maior ponto a ser observado é o planejamento para implantação da obra, tendo em vista que os módulos chegam prontos”, comenta.

Entrevistados:

Ana Maria Castelo é coordenadora de Projetos da Construção do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas).

Julio Timerman, vice-presidente do Instituto Brasileiro do Concreto (Ibracon).

Íria Doniak é presidente executiva da Associação Brasileira da Construção Industrializada de Concreto (Abcic).

Fernando Volpato é secretário municipal de Obras, Transporte e Desenvolvimento Urbano (Seodur).

Contatos
Ana Maria Castelo - ana.castelo@fgv.br
Assessoria de Imprensa Ibracon - fabio@ibracon.org.br
Assessoria de Imprensa Abcic - elizabeth@meccanica.com.br
Assessoria de Imprensa Prefeitura de Arapongas - imprensa@arapongas.pr.gov.br  

Jornalista responsável
Marina Pastore
DRT 48378/SP

A opinião dos entrevistados não reflete necessariamente a opinião da Cia. de Cimento Itambé.


Itaqui (RS) investe em sarjetas permeáveis de concreto para evitar alagamentos

As sarjetas ficam assentadas sobre uma estrutura drenante.
Crédito: Instituto Ruas

A prefeitura de Itaqui, no Rio Grande do Sul, deu início no dia 9 de fevereiro à pavimentação de concreto de 82 quadras da cidade, totalizando 20 ruas. O projeto também inclui a construção de sarjetas permeáveis de concreto em toda a estrutura, para conter a água das chuvas e evitar alagamentos

A primeira fase prevê a finalização de 36 quadras, que já estão com obras aceleradas. A segunda fase, que engloba as outras 46 quadras, deve começar em abril e terminar até o fim deste ano, segundo informações da prefeitura. 

A iniciativa contou com investimento de R$ 17 milhões, a partir de uma parceria entre a prefeitura da cidade e o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). É o maior financiamento já realizado na história do município.

Como funciona a sarjeta permeável

O projeto foi desenvolvido pelo Instituto Ruas, de Curitiba, que elaborou a solução, realizou testes e promoveu a capacitação dos funcionários para a execução e fiscalização das obras.

Alex Maschio, diretor do Instituto e responsável técnico do projeto, diz que o sistema de sarjetas permeáveis ainda é bem novo no Brasil. Além do exemplo de Itaqui, ele cita dois projetos-piloto já realizados: um pela Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) e outro na cidade de São Luiz Gonzaga (RS), do qual fez parte.

Maschio explica que a sarjeta permeável fica assentada sobre uma estrutura drenante, uma espécie de trincheira, composta por material granular, pedra, que atua como um filtro com granulometrias diferentes e leva a água de forma devagar para o solo. "Essa estrutura robusta que fica embaixo foi dimensionada para conter um volume que dê conta da maior chuva que já aconteceu no município, historicamente", explica o engenheiro civil.

Crédito: Instituto Ruas

O diretor do Instituto Ruas também ressalta o fato de que as estruturas das sarjetas não causam impacto no pavimento, em si, já que a água não circula por baixo dele. "A gente tem uma estrutura dimensionada e montada para isolar a trincheira do pavimento, com materiais isolantes, então, o pavimento está resguardado." Ele destaca outro ponto importante em relação ao assunto, que é o fato de terem usado pavimento de concreto nestas obras, já que ele "não precisa de uma estrutura tão profunda quanto o pavimento asfáltico, e isso também contribui, nesse caso, para não haver impacto ali naquela região".

Maschio explica que esta solução de sarjetas permeáveis não precisa ser utilizada exatamente no ponto onde há alagamento. "A gente utiliza essas soluções de microdrenagem justamente para evitar o acúmulo de água em algumas regiões e evitar esse deslocamento da água superficial que vai gerar o alagamento", diz. "Então, por exemplo, se a gente fosse imaginar um ponto de alagamento aqui em Curitiba ou em São Paulo, a gente trabalharia as regiões que antecedem essa área de alagamento. As regiões que geram essa água é que seriam tratadas com as sarjetas permeáveis, para evitar que a água vá sendo direcionada adiante."

A ideia é expandir o uso desta solução para outras cidades, já que, segundo o especialista, a técnica pode ser aplicada em qualquer lugar do país, levando em conta as características do solo e de suas possibilidades. "Em uma cidade grande, que já tenha tudo implantado, teria [a possibilidade de] uma obra barata, de fácil implantação e que ajudaria muito na questão das enxurradas nos centros urbanos."

Fontes
Alex Maschio, diretor do Instituto Ruas

Jornalista responsável
Fabiana Seragusa 
Vogg Experience

A opinião dos entrevistados não reflete necessariamente a opinião da Cia. de Cimento Itambé.