Combate ao déficit habitacional passa por tecnologia 3D
Universidade do Sul da Califórnia, nos Estados Unidos, desenvolve impressora que constrói estruturas para casas de dois pavimentos em 24 horas
Por: Altair Santos
Está em fase de teste, na Universidade do Sul da Califórnia (USC), uma impressora 3D gigante capaz de “imprimir” em 24 horas as estruturas de casas de até dois pavimentos, cada uma medindo aproximadamente 80 m². O equipamento foi projetado pelo professor Behrokh Khoshnevis, mestre em engenharia industrial e de sistemas, além de diretor do programa de pós-graduação de engenharia de produção da USC. O desenvolvimento da tecnologia, batizada de Contour Crafting, conta com a parceria da Caterpillar.

Na concepção de Khoshnevis, a impressora de estruturas de concreto para construir casas pode beneficiar, principalmente, os países com grande déficit habitacional, como o Brasil. “Usando este processo, pode-se construir uma única casa ou um condomínio, com as unidades podendo ter design diferente. A impressora incorpora o projeto e já prepara as paredes para receber instalações elétricas, hidráulicas e de ar-condicionado”, explica o professor da USC, afirmando que o sistema Contour Crafting aceita softwares como BIM e similares.
A tecnologia desenvolvida nos Estados Unidos é um avanço em relação à que já está em funcionamento na China. A que opera em Xangai usa o sistema 3D apenas para “imprimir” as paredes e precisa de mão de obra para montá-las na estrutura da casa. No caso do Contour Crafting, um pórtico com braços robóticos vai “imprimindo” as paredes através de injeção de concreto autoadensável. O que depende de ação humana é a construção do radier, sobre o qual será erguida a casa. Outra característica do pórtico é que ele instala as lajes pré-fabricadas, para consolidar o segundo pavimento das casas.

De Marte para habitação de interesse social
A instalação dos telhados e a fase de acabamento das casas também dependem de mão de obra. “O objetivo da pesquisa, em 2012, era para abordar a aplicação do Contour Crafting em habitats de construção em outros planetas. O conceito era que a tecnologia viabilizasse estruturas na Lua e em Marte, antes do fim do novo século. Essa ideia não está abandonada, mas o sistema construtivo permite enfrentar o déficit habitacional. Trata-se de um método economicamente viável para a construção de habitação a preços acessíveis”, avalia Behrokh Khoshnevis.
China e Arábia Saudita são os primeiros países que negociam com a Universidade do Sul da Califórnia o emprego da tecnologia para utilizá-la na produção de casas populares em alta escala. Os dois países também se interessam em ser parceiros no desenvolvimento do sistema, para que ele permita “imprimir” estruturas de prédios de até cinco pavimentos. O objetivo é vender a tecnologia para países com altas taxas de déficit habitacional. Além de China e Arábia Saudita, incluem-se nesta lista Coreia do Sul, Índia, Turquia, Malásia, Egito, Vietnã, Argélia e Brasil.
Outra meta dos que pretendem incluir a tecnologia no mercado imobiliário é fazer com que ela se torne cada vez mais barata e adaptada à realidade dos países. Hoje, o custo para se “imprimir” a estrutura de uma casa no sistema Contour Crafting é de US$ 5.929,00 (cerca de R$ 24 mil). A intenção é simplificar o processo e fazê-lo chegar a US$ 1.000,00 (R$ 4 mil). “A esse custo, o sistema se viabilizaria para causas humanitárias, construindo habitações de interesse social em áreas frequentemente ameaçadas por desastres naturais”, justifica Behrokh Khoshnevis.
Veja vídeo da evolução da tecnologia Contour Crafting
Entrevistado
Engenheiro industrial Behrokh Khoshnevis, diretor do programa de pós-graduação de engenharia de produção da Universidade do Sul da Califórnia (USC)
Contatos
khoshnev@usc.edu
www.bkhoshnevis.com
www.contourcrafting.org
Créditos fotos: Divulgação/Contour Crafting
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Reformas reanimam vendas de materiais para construção
Indicadores da Anamaco revelam que pequenas obras devem impulsionar o comércio do setor em 2016, revertendo retração do ano passado
Por: Altair Santos
Em 2015, as 150 mil lojas associadas à Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção) fecharam o ano com queda de 5,8% nas vendas. Foi o pior índice em 20 anos, e a primeira retração em 12 anos. “Nós já esperávamos encerrar o ano com queda nas vendas, mas vínhamos batendo recordes consecutivos de faturamento desde a última retração do setor, registrada em 2003. E, mesmo em 2003, vínhamos de um recorde histórico desde 1994. Já passamos por isso antes e sabemos como o nosso mercado se comporta”, explica Cláudio Conz, presidente da Anamaco.

O dirigente avalia que após o primeiro trimestre o setor tende a voltar a crescer. “Teremos um primeiro trimestre difícil, o que é uma característica do nosso mercado. Com o recesso de fim de ano e as férias escolares, as pessoas deixam para iniciar as reformas depois do carnaval. A partir de abril e maio, a nossa previsão é que o setor volte a crescer. Se tudo sair como esperamos, fecharemos 2016 com um crescimento de 4,5% a 6% sobre 2015”, avalia. A expectativa de Cláudio Conz é de que o consumidor adie as obras em função da crise econômica, mas não consiga prorrogá-la por muito tempo. Para isso, ele aposta nas reformas.
O presidente da Anamaco afirma que o mercado de comerciantes de materiais de construção deve se concentrar nos 65 milhões de casas e apartamentos que já estão prontos no país. Segundo o dirigente, as reformas proteladas em 2015 serão retomadas em 2016. “O tempo joga a nosso favor”, afirma Cláudio Conz, ancorando seu prognóstico no mais recente estudo realizado pelo Instituto de Pesquisas da Anamaco, divulgado em dezembro de 2015. O levantamento mostrou que no último mês do ano passado 33% das lojas das regiões norte e nordeste do Brasil começaram a reagir com o aumento das vendas. No sul, foram 28%; no sudeste 22% e 18% no centro-oeste.
Venda e consultoria
Entre as categorias que a pesquisa da Anamaco abrange, a de tintas foi a que teve melhor desempenho em dezembro, com alta de 9%. Na sequência, vieram telhas de fibrocimento (2%). No entanto, metais sanitários, revestimentos cerâmicos, cimentos, louças sanitárias e fechaduras retraíram respectivamente 2%, 3%, 5%, 6% e 7%, segundo o levantamento. “As pessoas estão adiando as obras maiores, mas não conseguirão fazer isso por muito tempo porque a infiltração na parede não espera e o cano quebrado não espera. Então, uma hora esses consertos terão de ser feitos", diz Conz.
Para o presidente da Anamaco, o que as lojas estão sendo orientadas a adotar é fornecer, junto com a venda de materiais, a consultoria para o consumidor. “Reformas e construções se tornam caras pela falta de planejamento e por não ter uma orientação de um engenheiro ou de um arquiteto. Então, se a loja que vende o material der essa orientação e indicar profissionais especializados, ela estará dando um passo para fidelizar o cliente e garantir uma venda com qualidade”, entende Claudio Conz.
Entrevistado
Cláudio Elias Conz, presidente da Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção)
Contato: presidencia@anamaco.com.br
Crédito foto: Divulgação/Cia. Cimento Itambé
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Lava Jato deve levar a rebranding de empreiteiras
Além de conduzir as grandes empreiteiras brasileiras a novos modelos de gestão, operação também exigirá que elas revisem suas marcas
Por: Altair Santos
A Operação Lava Jato tende a levar as empreiteiras brasileiras ligadas às investigações na Petrobras a novos modelos de gestão, e também à revisão de suas marcas. É o que entende o especialista em rebranding, David Ferreti. Entre as empresas envolvidas estão Odebrecht, Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, Queiroz Galvão, OAS, UTC e Galvão Engenharia. Para Ferreti, no caso dessas companhias, a verdade deve ser o elemento mais poderoso dentro das ações de rebranding. Confira a entrevista:

Como se define rebranding? Além disso, o conceito está relacionado apenas à marca de uma empresa ou é mais amplo?
Fazer renascer empresas, produtos e serviços por meio de avançadas técnicas de rebranding, e que, por alguma razão, deixaram de acompanhar a velocidade do mercado, é o que chamamos de “efeito Phoenix”, ou seja, uma ampla e complexa união de estratégias de marketing e comunicação voltadas para a revitalização de negócios. É um trabalho que exige um vasto conhecimento mercadológico, da concepção do produto à sua fabricação, distribuição, divulgação, revenda, consumo e pós-venda. Um trabalho que extrapola os serviços tradicionais de uma agência de propaganda. Neste caso, o rebranding pode ter vários aspectos, dependendo das necessidades da empresa. Ele pode ser um projeto de renovação visual ou até mesmo de conceito e filosofia corporativa.
Quando é recomendado para uma empresa fazer rebranding?
Cito alguns casos onde o rebranding é recomendado:
1. Quando o mercado muda e a empresa começa a perder terreno.
2. Nas fusões ou aquisições, quando as marcas exigem unificação visual ou de conceito.
3. Em atualizações visuais (o que antes era a imagem ideal para a empresa não serve mais, e isso exige uma marca e um conceito que reflitam essa mudança).
4. A imagem atual limita o crescimento da empresa. Um exemplo internacional: a Starbucks Coffee deixou apenas a ilustração da sereia e a marca Starbucks em seu novo logo, sem o complemento “coffee”, que limitava a expansão em direção à comercialização de outros produtos ou serviços.
5. Quando a marca nominativa ou figurativa (logomarca), o conceito, a linha de produtos, embalagens ou a imagem corporativa não identificam mais quem é a empresa.
Normalmente, empresas que buscam fazer rebranding são as que precisam alavancar seus negócios?
Geralmente são empresas que identificam o estágio em que estão, não se satisfazem com ele e percebem que é preciso renascer para o mercado em todos os sentidos. Nesse aspecto, um projeto de rebranding é um grande investimento, com resultados que podem ser colhidos até a curto prazo.

Quem mais busca rebranding: empresas tradicionais, empresas que mudam o foco de seus negócios ou startups?
Diz o ditado que há três tipos de empresas: as que fazem as coisas acontecerem, as que observam as coisas acontecerem e as que se surpreendem com o que aconteceu. Acredito que o primeiro tipo seja o que mais deve procurar se envolver em rebranding. Para as outras, já é uma questão de vida ou morte. Mas pelo teor da pergunta, diria que as tradicionais e as que querem mudar o foco de seus negócios.
Empresas que passam por grandes impactos, e que tem suas imagens danificadas, é sugerido fazer rebranding?
É preciso levantar primeiramente o que causou o dano à imagem e estudar o seu impacto tanto interna quanto externamente. Com esse estudo em mãos é possível determinar as possibilidades de um projeto de Rebranding ser bem-sucedido.
A questão anterior foi uma entrada para perguntar se as empreiteiras envolvidas na Lava Jato tendem a fazer rebranding para criar uma nova imagem perante os clientes?
A verdade é o elemento mais poderoso de qualquer ação de propaganda. O fato de um trabalho de rebranding injetar vida nova a uma organização, seja ela de que tipo for, não significa que isso vá cobrir a verdade do mercado. É preciso atitude, responsabilidade, honestidade nos propósitos e, principalmente, ética. Se a empresa esteve envolvida na Operação Lava Jato, e aprendeu a duras penas a respeitar os limites éticos de relacionamento com o mercado, ela pode e deve passar por um trabalho de rebranding. Neste caso, não apenas para mudar sua imagem, mas toda a estrutura administrativa, repensando o futuro, suas relações e atitudes. Tudo isso, para reconquistar o respeito do mercado, de seus clientes, funcionários e fornecedores. Caso contrário, um projeto de rebranding com más intenções só serviria para enterrá-la mais depressa.
Quais setores da economia são mais flexíveis ao rebranding?
Os setores da economia voltados para produtos, serviços e bens de capital são os mais flexíveis aos projetos de rebranding. Já os que operam commodities nem tanto.
Em que posição a construção civil fica neste termômetro?
Em termos de rebranding, aqui se deve considerar as construtoras, as lojas de materiais de construção e afins. Um dos grandes trabalhos de rebranding realizados pela DFA foi exatamente para uma empresa que compõe essa cadeia construtiva: a MSA Marmoraria Santo Antonio, uma das empresas mais solicitadas por decoradores e arquitetos brasileiros. Ela queria se internacionalizar e hoje atende clientes até na Flórida, nos Estados Unidos.
A cadeia da construção é ampla. Os segmentos de lojas de materiais de construção e de construtoras são as mais abertas ao rebranding?
Depende da necessidade, do momento que uma loja está vivendo e de suas pretensões. Enfim, os projetos de rebranding podem ser aplicados independentemente do ramo de atividade. Só depende da visão do empresário. Na verdade, o rebranding tem de ser resultado da decisão e da inteligência, nunca apenas da necessidade e do acaso.
Entrevistado
Publicitário David Ferreti, diretor de planejamento e criação da agência DFA
Contato: david@dfa.com.br
Créditos fotos: Divulgação
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Museu do Amanhã assenta ciência sobre o concreto
Obra icônica em área revitalizada na cidade do Rio de Janeiro transforma-se em um dos símbolos dos jogos olímpicos de 2016
Por: Altair Santos
Inaugurado dia 17 de dezembro de 2015, o Museu do Amanhã é a obra icônica de uma área revitalizada na cidade do Rio de Janeiro para os jogos olímpicos. Com seu acervo voltado para retratar a ciência, o museu está assentado sobre uma esplanada de concreto, defronte para a Baía da Guanabara. O projeto foi concebido pelo arquiteto e engenheiro espanhol Santiago Calatrava. A construção envolve estruturas de aço, concreto, alvenaria convencional e até drywall. A modelagem contou com a tecnologia BIM e, como no Brasil não existem normas técnicas específicas para o tratamento acústico de museus, o empreendimento precisou usar a norma australiana AS 2107:2000. Na obra, foram empregados 22 mil m³ de concreto armado.

Com certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), a edificação persegue conceitos de sustentabilidade até então inéditos no Brasil. A cobertura, com telhas aladas, não tem apenas função estética. Cada uma das 48 peças fabricadas em Portugal está conectada a um mecanismo que permite que elas se movimentem de acordo com o posicionamento do sol. Equipadas com 5.492 placas fotovoltaicas, as telhas de aço captam a luz solar para transformá-la em energia elétrica. Já o espelho d´agua que envolve o museu interage com o sistema de climatização do prédio. Ele capta a água da Baía da Guanabara, despolui uma parte - devolvendo-a ao mar - e armazena outra para usar na refrigeração do prédio. A economia estimada com esse processo é de 9,6 milhões de litros de água por ano.
Desafios para a engenharia
O presidente do consórcio Porto Novo, José Renato Ponte, o qual é responsável pela obra, relata alguns desafios encarados pela engenharia durante a execução do projeto: “O prédio é uma obra de arte. Portanto, exigiu soluções para problemas que apareceram durante a construção. Na fundação, por exemplo, imaginávamos usar mil estacas, mas foram necessárias 2.500 para suportar a cobertura metálica, que pesa 3.800 toneladas. Um edifício comum usa de noventa a cem quilos de aço por metro cúbico de concreto. Para construir o Museu do Amanhã utilizamos 250 quilos. Além disso, as paredes da edificação têm angulações específicas, o que nos levou a confeccionar formas especiais para a concretagem”.

Essas formas vieram com as tubulações para água, esgoto, ar-condicionado e eletricidade já acopladas a elas, o que permitiu executar a concretagem sem prejudicar os projetos elétricos e hidráulicos do edifício. “O museu é um bloco de concreto recoberto por estrutura metálica”, define José Renato Ponte. A construção do prédio envolveu 1.200 operários e custou R$ 215 milhões. Sua arquitetura, assim como a concepção da cobertura, foi inspirada em um tipo de bromélia, a Tillandsia cyanea, que Santiago Calatrava viu em uma de suas visitas ao Rio de Janeiro. O Museu do Amanhã, com suas exposições permanentes e itinerantes, instiga o visitante com cinco perguntas que dão sentido ao local: “De onde viemos? Quem somos? Onde estamos? Para onde vamos? Como queremos chegar lá?”.
Clique aqui para saber mais sobre o Museu do Amanhã.
Entrevistado
CDURP (Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro) (via assessoria de imprensa)
Contato: cdurp@cdurp.com.br
Créditos fotos: Porto Maravilha/Beth Santos
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Novo prédio mais alto de Londres investe no simples
Com 309,6 metros, 1 Undershaft tem arquitetura retangular, sutil afunilamento no topo e vão térreo que se abre para um amplo espaço público
Por: Altair Santos
Nada de curvas e grandes torres, o edifício 1 Undershaft, que será o mais alto de Londres (309,6 metros), investe na simplicidade arquitetônica. A torre será uma coluna retangular, com um sutil afunilamento no topo, mas sua personalidade estará no vão térreo, que se abre para um amplo espaço público. Idealizado pelo arquiteto Eric Parry, o empreendimento faz parte da revitalização urbana que Londres vem experimentando desde os jogos olímpicos de 2012. Prédio sustentável, o 1 Undershaft terá sua construção centrada em estruturas mistas de concreto e aço, além de fachada envidraçada.

No projeto da edificação de 73 andares, e que será exclusivamente para abrigar escritórios, Eric Parry disse que o objetivo é “transmitir calma”. Para isso, o arquiteto idealizou uma fachada envidraçada que dará o efeito, para quem olha o edifício de seu entorno, de que ele é todo branco. A inspiração veio do Monumento a Washington – um obelisco com 170 metros de altura, construído há quase 130 anos na capital dos Estados Unidos para homenagear o primeiro presidente norte-americano (George Washington). O 1 Undershaft só não tem o topo pontiagudo por causa de restrições impostas pela aviação civil.
Outra referência para o prédio é a igreja da era medieval localizada nos arredores do terreno aonde a megaestrutura será construída: a Saint Andrew Undershaft. Daí vem o nome do edifício. A região em que a torre será erguida é conhecida pela grande concentração de escritórios e instituições financeiras. Por isso, Eric Parry projetou um amplo espaço público no vão térreo do 1 Undershaft. A praça é mais uma inspiração arquitetônica dos Estados Unidos: o Rockfeller Center, em Nova York. “O objetivo é que o espaço reúna os londrinos no happy hour”, prevê o arquiteto.

Investimento asiático
O 1 Undershaft terá investimento asiático. A Aroland Holdings, que financia arranha-céus em Cingapura e na China, também vai bancar a construção do maior edifício de Londres. A prioridade do grupo sediado em Cingapura é que os empreendimentos sigam os mais rigorosos critérios de certificações de prédios verdes. Esse procedimento surgiu depois que a Aroland Holdings foi incluída em uma lista de 2012, publicada pela revista Newsweek, como uma das menos ecológicas da Ásia. Para reverter essa imagem, a empresa passou a investir em grandes torres sustentáveis.
Entre os requisitos exigidos pela Aroland Holdings, na construção das torres financiadas pelo grupo, estão o uso de concreto com baixa emissão de CO2. À espera da licença ambiental para definir o consórcio que irá construir o 1 Undershaft, o arquiteto Eric Parry avalia que as obras devem começar no final do primeiro semestre deste ano. A expectativa é de que o empreendimento seja entregue até 2020, fechando o ciclo da mais intensa revitalização de Londres, e que fez surgir na cidade uma série de edifícios com mais de 100 metros de altura, o que inaugurou uma nova era de arranha-céus na capital da Inglaterra.

Entrevistado
Eric Parry Architects (via assessoria de imprensa)
Contato: epa@ericparryarchitects.co.uk
Créditos fotos: Divulgação
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Marketing digital já define 60% das vendas de imóveis
Tecnologia altera hábito do comprador, que passa a consolidar a escolha da casa, do apartamento ou do escritório antes mesmo de contatar o corretor
Por: Altair Santos
Marketing digital e mercado imobiliário se tornaram indissociáveis. Não há mais como vender imóveis sem o uso da internet. Segundo o especialista em mídias digitais, Marlon Cézar Marchini, atualmente 60% dos compradores de casas, apartamentos e escritórios definem a aquisição antes do primeiro contato com o corretor, ou seja, através de visitas aos sites dos empreendimentos. Por isso, marketing digital tornou-se vital para as empresas - não só para imobiliárias, mas construtoras e incorporadas. “Um só dado motiva essa transformação no mercado: 40 milhões de brasileiros já utilizam a internet por 17 horas”, ressalta Marlon Cézar Marchini.

Como utilizar com eficácia a internet foi o tema central do seminário “Inovação para o Mercado Imobiliário”. O evento, promovido pela Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná (Ademi-PR), com o apoio do Sebrae-PR, teve o objetivo de contribuir com a qualificação técnica e profissional dos proprietários, gestores e executivos das construtoras, incorporadoras e imobiliárias. “As ferramentas de mídia social e comércio eletrônico consolidam-se como parte integrante do planejamento de comunicação e marketing no ambiente empresarial”, ressalta o diretor de relações Institucionais da Ademi-PR, Marcelo Gonçalves.
Marlon Cézar Marchini mostrou o tamanho da cadeia produtiva da construção civil no Paraná, que envolve 108 mil empresas, indo desde fabricantes de artefatos de cimento até serviços de pintura de edificações. Todos esses segmentos, de acordo com o especialista, já utilizam a internet para movimentar seus negócios. “Nem que seja uma página na web com endereço e número do telefone para contato”, diz. No entanto, as ferramentas mais sofisticadas são as que circundam o mercado imobiliário, e que englobam construtoras, incorporadoras, imobiliárias e também as empresas ligadas a vendas de materiais de construção. Esse grupo abdicou radicalmente do marketing tradicional, que se concentra em materiais impressos, para adotar quase que integralmente o marketing digital.
Era digital
O motivo é que, com base em dados da economia paranaense, Marlon Cézar Marchini revelou em sua palestra que 83% dos interessados em imóveis já fazem busca via smartphones (números do Google). Além disso, os vídeos imobiliários apresentam aumento de 113% desde 2013 (números do Youtube). Outra estatística que mostra a nova tendência está no fato de que 93% dos que buscam comprar ou mudar de imóvel recorrem a portais especializados em venda de imóveis (dados do Google). “Vivemos na era digital e isso está mudando o mundo, quem dirá o mercado imobiliário”, afirma o especialista.
Sobre os dados apresentados no seminário, e que reuniu pouco mais de 100 empresários do setor do mercado imobiliário, a consultora do Sebrae-PR, Adriana Kalinowski, avalia que o potencial do mercado digital contribui para entender o comportamento do consumidor e a definir estratégias que ajudem a se aproximar do cliente. “Um contato mais personalizado, por meio desses canais, pode ser decisivo na concretização de um negócio”, finaliza.
Entrevistado
Marlon Cezar Marchini é especialista em artes visuais e em liderança transformacional. Atualmente é sócio-fundador da agência Evonline.
Contato: marlon@evonline.com.br
Crédito foto: Divulgação/Ademi-PR
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Retomar crescimento passa por habitação e infraestrutura
Estudo da FGV, encomendado pela ABRAMAT, sugere que país precisa investir o equivalente a 6% do PIB em obras para sair da inércia
Por: Altair Santos
Qual o futuro da cadeia produtiva da construção civil brasileira diante do atual cenário econômico? A fim de obter resposta para essa pergunta, a ABRAMAT (Associação Brasileira da Indústria de Materiais da Construção) encomendou um estudo para a FGV (Fundação Getúlio Vargas). Mais especificamente para a economista Ana Maria Castelo, coordenadora de projetos da construção da FGV. Ela fez uma análise conjuntural para concluir que, entre as portas de saída da crise, está a construção civil. Mas o modelo de crescimento do setor, desta vez, deve ser outro.

Em seu estudo, a economista detecta elementos que fizeram com que a construção civil entrasse em queda livre depois de ver seu PIB crescer 42% entre 2007 e 2013, enquanto o PIB do país crescia 22% no mesmo período. “Ignoramos alguns indícios que já se manifestavam em 2010, sinalizando que o processo não seria sustentável”, diz. Entre os indícios estão também equívocos do setor, como não ter induzido o governo a adotar regras claras e transparentes dos marcos regulatórios para atrair investimentos. Outro erro foi não ter trabalhado para obter a simplificação tributária em vez das desonerações temporárias.
O crescimento ancorado na incorporação da mão de obra farta, barata, porém desqualificada, foi outra estratégia pouco assertiva da construção civil no período de 2007 a 2014. “Isso desencadeia lições que, para um novo movimento em direção ao crescimento, devem ser aprendidas pelo setor. Entre elas, está a necessidade de melhorar processos, investir em tecnologia, produtividade e industrialização”, discorre Ana Maria Castelo, dizendo que o momento é de usar esses ensinamentos para voltar a crescer, mas desta vez de forma sustentável.
Saída é atrair investidor estrangeiro
Ainda de acordo com a economista, as obras de infraestrutura e o setor habitacional são estratégicos para a construção civil sair da inércia. Para isso, ela analisa que é hora de atrair o capital estrangeiro. “O investidor externo tem percepção de que o Brasil é atrativo. Mas é preciso garantir um ambiente de confiança para atraí-lo. Hoje, principalmente por causa da situação política, isso não existe. Mas é possível reverter. Afinal, os ativos brasileiros estão baratos e, para eles (investidores estrangeiros), seria a hora certa para comprar”, diz. Segundo o estudo da FGV, para recuperar o tempo perdido, o Brasil precisa investir anualmente o equivalente a 6% do PIB em infraestrutura. Isso em uma projeção até 2024.
Dentro do mercado habitacional, é a demanda futura quem exige que programas como o Minha Casa Minha Vida não sejam descontinuados. “Até 2024 teremos mais 16 milhões de famílias em busca da casa própria. Essa demanda estará fortemente concentrada no segmento de menor poder aquisitivo e é preciso atendê-la”, finaliza Ana Maria Castelo.
Entrevistada
Economista Ana Maria Castelo, coordenadora de projetos da construção da FGV (Fundação Getúlio Vargas)
Contato: abramat@abramat.org.br
Crédito foto: Divulgação/ABRAMAT
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Em ano olímpico, obras já começam a subir no pódio
Jogos acontecem em agosto, na cidade do Rio de Janeiro, e instalações precisam ser entregues ao COI (Comitê Olímpico Internacional) até junho
Por: Altair Santos
O ano de 2016 chegou e, com ele, vêm as olimpíadas. O evento acontece de 5 a 21 de agosto, na cidade do Rio de Janeiro-RJ, e todas as obras precisam ser entregues ao COI (Comitê Olímpico Internacional) até junho. Algumas instalações, principalmente as que estão em construção no complexo olímpico da Barra da Tijuca, devem ser concluídas até março. O cronograma mais recente, divulgado no começo de janeiro de 2016, revela que as execuções estão entre 90% e 100% concluídas.

A partir de janeiro de 2016 uma série de competições-teste estão programadas. Na opinião dos engenheiros envolvidos, vai dar tempo - ainda que as obras de mobilidade urbana da cidade corram risco de só ficar prontas após os jogos. A principal delas é a Linha 4 do Metrô, ligando a Barra da Tijuca ao bairro de Ipanema. Das escavações, 83% estão concluídas, segundo relatório divulgado em 15 de dezembro pela secretaria estadual dos transportes do estado do Rio de Janeiro.
De acordo com o secretário Carlos Roberto Osório, faltam R$ 500 milhões para concluir a obra – dinheiro que deve ser liberado pelo BNDES. Mesmo assim, o governo do Rio de Janeiro mantém a data de inauguração da Linha 4 do Metrô para 1º de julho de 2016. A expectativa dos responsáveis pela obra é que o governo federal libere a verba em atraso a partir de março deste ano.
Quanto às obras para os jogos, o cronograma está em dia, com algumas exceções. Perto de 200 dias do início da Rio 2016, as obras do parque olímpico chegaram a 95% do plano de execução. No bairro de Deodoro, onde 11 modalidades serão disputadas, a principal instalação, a Arena da Juventude, está com 75% de seu cronograma executado. Tanto as instalações de Deodoro quanto as da Barra da Tijuca receberão também os jogos paralímpicos, de 7 a 18 de setembro.

A prefeitura da cidade e o governo do estado do Rio de Janeiro estimam que o volume de concreto usado nas instalações para os jogos ultrapasse um milhão de m³. O material tem sido mais empregado nas obras de mobilidade, já que os ginásios utilizam muitas estruturas metálicas, além de elementos pré-moldados de concreto.
Para dar conta da produção do material, três centrais atendem exclusivamente os complexos esportivos e as obras de mobilidade espalhadas pela cidade. A saber: linha 4 do metrô (120 mil m³), quatro linhas de BRT (Bus Rapid Transit) (70 mil m³), 28 quilômetros de VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) (23 mil m³) e recuperação e construção de 60 obras de arte (viadutos e pontes), além da abertura de três túneis e piscinões para prevenir enchentes.
As obras estão a cargo de cinco empreiteiras
Camargo Correa, através da CCR
– VLT do Porto (R$ 1,188 bilhão) e Transolímpica (R$ 1,806 bilhão).
Mendes Júnior
– Desvio do Rio Joana, para a contenção de enchentes na área do Maracanã (R$ 185,94 milhões).
OAS
– Parque de Deodoro (R$ 647,1 milhões), revitalização da região portuária (R$ 8,2 bilhões), construção de reservatórios contra enchentes (R$ 421 milhões) e limpeza das lagoas da Barra (R$ 673 milhões).
Odebrecht
– Parque Olímpico (R$ 1,678 bilhão), Vila dos Atletas (R$ 2,909 bilhões), construção do VLT do Porto (R$ 1,188 bilhão), Transolímpica (R$ 1,806 bilhão), duplicação do Elevado do Joá (R$ 459,88 milhões), saneamento da zona oeste do Rio (R$ 431 milhões), revitalização do porto (R$ 8,2 bilhões) e Linha 4 do metrô (R$ 8,890 bilhões).
Queiroz Galvão
– Parque de Deodoro (R$ 647,1 milhões), Linha 4 do Metrô (R$ 8,890 bilhões) e limpeza das Lagoas da Barra (R$ 673 milhões). (obras em conjunto com a OAS)

Entrevistados
Empresa Olímpica Rio 2016, Secretaria de Obras do Governo do Rio de Janeiro (SEOBRAS) e Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos (via assessoria de imprensa)
Contatos
imprensa@empresaolimpica.rio.rj.gov.br
imprensa@obras.rj.gov.br
pressroom@rio2016.com
Créditos fotos: Gabriel Heusi/Brasil2016.gov.br/Divulgação/Cidade Olímpica
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Agronegócio é ambiente fértil para obras pré-fabricadas
Setor da economia que não conhece crise vira nicho para a construção industrializada, principalmente nos estados da região sul do Brasil
Por: Altair Santos
A indústria da construção industrializada quer, cada vez mais, tornar-se parceira do agronegócio. Não só construindo galpões para confinamento de animais, frigoríficos, abatedouros, centros de distribuição e logística, mas também atuando na melhoria de portos, rodovias e ferrovias. Trata-se de um segmento em que a crise tem causado baixo impacto e onde as obras pré-fabricadas se encaixam perfeitamente. Por dois motivos: a rapidez com que são erguidas e o envolvimento de concretos especiais, que resistem ao ambiente hostil imposto pelo confinamento e o abate de animais.

A prova de que o agronegócio e a construção industrializada se aproximaram em 2015 foi constatada pela presidente-executiva da ABCIC (Associação Brasileira da Construção Industrializada do Concreto), Íria Doniak, em visita a parceiros localizados no estado de Santa Catarina. “Encontrei-me com um associado da ABCIC localizado na região de Chapecó-SC e a indústria estava funcionando em três turnos. A explicação que ouvi era que o agronegócio estava demandando muitas obras pré-fabricadas”, relata. Para a engenheira civil, trata-se de um segmento que possui total sintonia com as obras em concreto industrializado.
Um dos motivos é que o agronegócio exige velocidade nas construções. A safra não espera e precisa de silos, galpões para armazenamento e centros de logística. Da mesma, a agropecuária também necessita que suas demandas sejam atendidas rapidamente, e com um ponto relevante: a qualidade do concreto. “Os frigoríficos têm um ambiente bastante agressivo para o concreto, por causa dos vários tipos de rejeitos, e isso requer um material com durabilidade e vida útil elevada. Tudo isso está relacionado ao contexto da construção industrializada”, destaca Íria Doniak.
Internet e energia eólica
Outros segmentos que também têm gerado obras para a construção industrializada são o de vendas pela internet e o de energia eólica. Com a expansão do comércio online, as empresas ligadas a esse setor passaram a investir em centros de logística. Além disso, a evolução dos pré-fabricados permite que o concreto de alto desempenho substitua as estruturas de aço no suporte das hélices e dos geradores de energia eólica. “Isso cria uma compensação para o setor. Se em 2015 as obras de infraestrutura e habitacionais encolheram, por outro lado novos nichos se abriram para a construção industrializada”, ressalta a executiva da ABCIC.
Mesmo assim, o tipo de obra que mais absorve estruturas pré-fabricadas ainda é o de shopping centers. Em 2015, de acordo com o relatório anual da ABCIC, 30,1% do concreto industrializado produzido no país foi destinado a esse tipo de obra. Em comparação a 2014, houve aumento, pois no ano anterior os shopping centers absorveram 20,3% do total produzido pela construção industrializada. Já as obras de infraestrutura retraíram. Em 2014, representaram uma fatia de 14,3% no consumo de concreto industrializado. Já em 2015, a demanda esteve em 8,4%.
Por esse motivo, a percepção dominante no setor é de que houve queda na produção de concreto industrializado em 2015. Segundo o anuário da ABCIC, 30% dos associados indicaram redução na produção e 12,5% indicaram aumento. Parte destes indicadores positivos veio das indústrias localizadas nos estados do sul do Brasil (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul) e das oportunidades geradas pela nova fronteira da construção pré-fabricada: o agronegócio.
Entrevistada
Engenheira civil Íria Doniak, presidente-executiva da Associação Brasileira da Construção Industrializada de Concreto (ABCIC)
Contato: abcic@abcic.org.br
Crédito foto: Divulgação
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Dez passos para a boa gestão do projeto de obra
Gerenciamento não pode ser apenas eficiente, mas eficaz. Além disso, precisa gastar mais tempo com planejamento do que com execução
Por: Altair Santos
A hidrelétrica de Belo Monte é atualmente, no Brasil, o melhor exemplo de obra com graves problemas de gestão de projeto. O cronograma está com três anos de defasagem e nenhum dos stakeholders envolvidos ainda consegue ver sua eficácia. De um lado, o setor elétrico não se beneficia do empreendimento; de outro, o consórcio construtor se vê diante do impasse de não conseguir concluir o projeto e, em outro vértice, as questões ambientais que envolvem a megaconstrução também geram tensões.

Para o especialista em gerenciamento de projetos, Carlos Magno da Silva Xavier, a partir deste exemplo pode-se tirar lições de como deve ser feita a gestão de um projeto. “Em resumo, um projeto precisa atender expectativas. Para isso, ele necessita não apenas ser eficiente, no sentido de ser executado corretamente, mas ser eficaz, ou seja, alcançar seu objetivo”, disse, em recente webseminário da e-Construmarket-Construmanager, intitulado “Práticas mais importantes para obter sucesso no gerenciamento de projetos”.
Usando dados da PM Survey, que é uma pesquisa global sobre gerenciamento de projetos, Carlos Magno da Silva Xavier mostra que, no Brasil, 69% deles têm problemas de prazo, 50% de custo, 31% de qualidade e 27% de satisfação. “Não resta dúvida de que no país é importante melhorar a gestão dos projetos. É fundamental romper com essa cultura latina de planejar pouco e passar muito tempo executando. Na engenharia brasileira existe uma estatística preocupante, onde apenas 20% do tempo do projeto é gasto com planejamento. Nos Estados Unidos, chega a 40% e na Ásia a 50%”, afirma.
Esses dados geram a seguinte estatística: no país, as empresas mais eficientes que atuam com projetos de obras conseguem cumprir no máximo 60% do que especifica o documento. Boa parte deste desempenho se deve ao perfil do gerente de projetos, que nem sempre atende os três vértices do seguinte triângulo: liderança, conhecimento em gestão de projetos e gerenciamento estratégico de negócios. Por isso, Carlos Magno da Silva Xavier define que para se gerenciar um projeto é fundamental ter equipe, método, tecnologia e capacitação.

Diante deste cenário, ele estabeleceu o que se pode chamar de os dez mandamentos para o sucesso no gerenciamento de um projeto, que são os seguintes:
1. Alinhar objetivos do projeto aos objetivos do contratante
2. Mudar a forma de atuar no projeto
3. Estabelecer a governança do projeto
4. Analisar a viabilidade do projeto e estar sempre aberto a revisões
5. Gerenciar os riscos do projeto
6. Comunicar tudo sobre o projeto a todos os envolvidos
7. Monitorar desempenho do projeto
8. Não confundir agilidade com desorganização
9. Gerenciar o conhecimento adquirido ao longo do projeto
10. Adaptar a gestão a cada projeto
Por fim, Carlos Magno da Silva Xavier alerta que nunca se deve pensar que há um modelo universal de projeto que sirva para vários tipos de obras. Além disso, deixa claro que quem sabe gerenciar riscos tem mais chances de ver o projeto bem-sucedido. O especialista ainda destaca que projetos que tenham plano formal de comunicação aumentam desempenho de 38% para 68%.
Acesse aqui para assistir ao webseminário.
Entrevistado
Carlos Magno da Silva Xavier, doutor em administração de empresas pela Universidad Nacional de Rosario (Argentina) e sócio-diretor da Beware Consultoria e Treinamento em Gerenciamento de projetos, programas e portfólio
Contatos
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