Passarela que caiu em Miami era 1ª em concreto autolimpante
Obra tinha características únicas e queria entrar para a história da construção civil dos EUA por agregar várias tecnologias em um só projeto

A passarela de pedestres que desabou dia 15 março de 2018, no campus da Universidade Internacional da Flórida, em Miami-EUA, era a primeira 100% construída com concreto autolimpante. O material tem dióxido de titânio entre seus agregados e, quando exposto à luz solar, captura as partículas poluentes do ar que se depositam na superfície do concreto, promovendo a autolimpeza.
Ainda não é possível afirmar se a resistência do concreto influenciou no colapso da estrutura. Os organismos de investigação dos Estados Unidos avaliam que o laudo oficial sobre o acidente só sairá daqui a 18 meses. Como a passarela era estaiada e foi construída com elementos pré-fabricados, as análises recairão sobre a tensão excessiva dos pontos para instalar os estais e as rachaduras detectadas em elementos do concreto autolimpante.
O acidente causou seis mortes e destruiu oito carros que foram atingidos pelos escombros, apesar da passarela ter características únicas. Com 12 metros de largura e 53 metros de comprimento, a estrutura de 950 toneladas foi projetada para resistir a um furacão de categoria 5, ter durabilidade superior a 100 anos e concebida para entrar para a história da construção civil norte-americana como a primeira a usar um sistema de montagem totalmente controlado por computadores.
O vão central da passarela chegou ao local da montagem transportado por dois caminhões-guindaste. A estrutura seria encaixada nos pilares usando tecnologia de precisão. Em seguida, deveria ser fixada nos estais, quando houve o colapso e o desabamento. “Ainda há muita especulação sobre a causa, mas parece claro que houve estresse em um cabo pós-tensão quando ele estava sendo ajustado no momento do colapso”, diz o engenheiro civil Bill Palmer, membro do American Concrete Institute, da American Society of Concrete Contractors (ASCC) e da The Masonry Society.
Construtores buscavam inovação, mas esqueceram de escorar a passarela
Embora as autoridades da Flórida insistam que nenhuma conclusão pode ser tirada até uma investigação completa, Amjad Aref, professor do departamento de engenharia civil, estrutural e ambiental da Universidade de Buffalo, nos Estados Unidos, também emitiu um diagnóstico. Para ele, o vão da passarela deveria ter sido estabilizado com escoras temporárias até que todas as conexões com os estais fossem concluídas. "A instabilidade da estrutura fez com que o sistema passasse rapidamente por um colapso desproporcional", analisou.
A passarela foi construída ao custo de 14,2 milhões de dólares (cerca de 45 milhões de reais). O projeto é da FIGG Bridge Design e a execução estava a cargo da Munilla Construction Management (MCM), que apostou no sistema construtivo conhecido como Accelerated Bridge Construction (ABC). A passarela ficaria a 9 metros de altura, permitindo a passagem de pedestres sobre uma das avenidas mais movimentadas de Miami, e que cruza o campus da Universidade Internacional da Flórida. “Seguramente, todas as tecnologias envolvidas na construção da passarela passarão a ser questionadas. Ninguém sai de um acidente como esse sem danos”, finaliza Bill Palmer.
Veja vídeo da queda da passarela
Entrevistado
Engenheiro civil Bill Palmer, membro do American Concrete Institute, da American Society of Concrete Contractors (ASCC) e da The Masonry Society
Contato: palmer@hanleywood.com
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Fórum mundial da água ajuda a destravar o Plansab
Evento realizado em Brasília mostra caminhos para o Plano Nacional de Saneamento Básico sair do papel e estimular indústria da construção

O 8º Fórum Mundial da Água, realizado de 18 a 23 de março de 2018, em Brasília, deixou claro que o investimento em saneamento básico é uma janela de oportunidades para a construção civil. Dentro do país existe até um plano de governo, o Plansab (Plano Nacional de Saneamento Básico), que traça estratégia ambiciosa para universalizar as redes de abastecimento de água e de coleta de esgoto nos 5.561 municípios brasileiros. Lançado em 2013, ele previa o aporte de recursos na ordem de R$ 304 bilhões no prazo de 20 anos. O problema é que o programa praticamente não saiu do papel. Com o Fórum Mundial da Água, ressurge a chance do Plansab ser implantado integralmente.
Os debates em torno do Plano Nacional de Saneamento Básico ocorreram em sessões temáticas promovidas pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) dentro do Fórum Mundial da Água. Em um dos seminários, a representante da Associação Nacional dos Serviços Municipais de Saneamento (Assamae), Ana Carolina Figur, afirmou que a universalização desses serviços no Brasil ainda é um desafio. “São quase 35 milhões de pessoas sem acesso à água potável e quase 100 milhões sem acesso à coleta de esgoto no país”, destacou. Figur mostrou ainda a necessidade de equilibrar a sustentabilidade financeira dos sistemas com a proteção das populações de baixa renda para combater o déficit no saneamento básico.
Apesar do Fórum Mundial da Água ter gerado o consenso de que investir em saneamento não é opção, mas necessidade, números da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib) mostram que, no Brasil, as metas da Plansab ficaram defasadas. O compromisso inicial era atingir a universalização em 2033. No entanto, nem esse prazo nem o aporte inicial de recursos já são suficientes para o cumprimento do plano. O ministério das Cidades admite o atraso e avalia que se o programa fosse retomado em sua plenitude, em 2018, ele só seria concluído em 2040 e a um custo de 400 bilhões de reais. A culpa é dividida com as prefeituras, que, segundo o próprio ministério, estão endividadas e sem condições de financiar repasses federais.
Sem parcerias público-privadas dificilmente o Plansab sai do papel
Entre as soluções apontadas nas sessões temáticas que a CBIC realizou dentro do fórum estão as parcerias público-privadas (PPPs). Dos seminários saiu uma pauta de ação conjunta com a Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (Abcon) e o Sindicato Nacional das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (Sindcon). Ambos defendem que o desenvolvimento rápido e eficiente dos serviços de saneamento no país só será viabilizado através de PPPs. “Ninguém desconhece a crise fiscal e as restrições orçamentárias do Brasil, mas não dá para aceitar esse tipo de tratamento, principalmente para as obras de saneamento. Estamos trabalhando na direção de parcerias, concessões ou locação de ativos que podem gerar desenvolvimento e estímulo para a área e, consequentemente, gerar demanda para o segmento da indústria da construção que atuar no setor de saneamento”, disse o presidente da Comissão de Infraestrutura da CBIC, Carlos Eduardo Lima Jorge.
Entrevistado
Reportagem com base em depoimentos concedidos nas sessões temáticas da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), dentro do 8º Fórum Mundial da Água
Contatos
contact@worldwaterforum8.org
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Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Veja as cidades que mais atraem engenheiros talentosos
Pesquisa mostra que, no Brasil, São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília aparecem entre as 100 metrópoles que mais instigam novos profissionais
O ranking aponta as razões que fazem as cidades atraírem mais talentos. Entre elas, estão universidades adaptadas às necessidade do mercado, flexibilidade nas legislações trabalhistas e incentivo à criação de startups. “O fator humano é o recurso mais importante para a competitividade de um país. Por isso, as nações que são líderes mundiais nesse ranking têm sistemas educacionais que se adaptam rapidamente à necessidade do mercado de trabalho. Também oferecem empregos mais flexíveis e legislação que facilita a criação de startups e de novos empreendimentos”, explica a introdução do estudo.
Para o CEO do Grupo Adecco, Alain Dehaze, um dos financiadores da pesquisa, a atração de profissionais talentosos exige que as empresas estejam dispostas a serem ágeis e flexíveis para atender a mudanças rápidas e, geralmente, férteis. “Isso significa rever a verticalização do comando e a hierarquização dos postos para uma estrutura plana e colaborativa. Saem os departamentos estanques e entram as equipes multidisciplinares. Também é preciso que os governos dêem ferramentas para que as empresas tenham segurança jurídica para implantar essas inovações organizacionais, a fim de que possam atrair cérebros”, comenta.
Cinco pontos que resumem como captar cérebros
O relatório do GTCI detectou nas entrevistas que as cidades e as corporações apostam na diversidade de talentos para construir equipes inovadoras e atender às necessidades dos mercados. Por isso, procuram criar ambientes multiculturais, estimulando a migração de cérebros de várias partes do mundo. “Esse é o ambiente que gera eficiência, competitividade e inovação”, define o documento, que detectou cinco pontos que começam a ser consenso entre os governos e as empresas que buscam captar talentos:
1. Aprender a atrair e aproveitar talentos;
2. A diversidade de conhecimento, de experiências e de perspectivas é que levam à inovação;
3. Inclusão e diversidade devem andar de mãos dadas nos projetos inovadores;
4. Os sistemas educacionais têm uma responsabilidade crucial na construção das novas competências;
5. A capacidade de alavancar talentos requer liderança ousada e visionária no nível das organizações, das cidades e das nações.
Lançado em 2013, o GTCI é um estudo anual que classifica os países e as principais cidades quanto à sua capacidade de atrair, desenvolver e reter talentos. Criado pelo Instituto Europeu de Administração de Empresas (INSEAD), o Grupo Adecco e a TATA Communications, a GTCI fornece uma ferramenta de benchmarking para governos, cidades, empresas e organizações sem fins lucrativos, a fim de ajudar a projetar suas estratégias para atrair talentos, superar as incompatibilidades e serem competitivas no mercado global.
Leia a íntegra da pesquisa do Global Talent Competitiveness Index
Entrevistado
Reportagem com base no relatório da Global Talent Competitiveness Index (GTCI)
Contato: fondation@adeccogroup.com
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Madeira substitui o aço em estruturas de concreto
Duas universidades norte-americanas atuam em pesquisas que prometem tornar material mais resistente, leve e sustentável

Vergalhões de aço estão associados às estruturas de concreto desde a origem do concreto armado. Agora, dois grupos de pesquisadores estão empenhados em criar alternativas que permitam à madeira substituir o aço como elemento estrutural do concreto. Um dos estudos está em desenvolvimento na Universidade de Maryland-EUA, onde o departamento de engenharia de materiais conseguiu criar o que foi batizado de “supermadeira”.
O produto de laboratório é citado como 12 vezes mais forte que as madeiras mais resistentes conhecidas na natureza: tília, carvalho e álamo. Na mesma linha de pesquisa, o departamento de engenharia de materiais da universidade de Purdue-EUA conseguiu produzir concreto com nanoestruturas de madeira, o que, segundo os pesquisadores, torna o material mais leve e mais resistente. O experimento prepara-se para ser testado em uma ponte que será construída na Califórnia, a partir de maio de 2018.
À frente da pesquisa na Universidade de Maryland está o professor-associado do departamento de engenharia de materiais, Liangbing Hu. Recentemente ele publicou artigo no periódico científico Nature sobre a “supermadeira”. "É um tipo de madeira que pode ser usado em automóveis, aviões, edifícios e em qualquer aplicação em que se use aço", diz. Sobre o processo de produção de material, ele afirma que o segredo está no tratamento químico para a extração parcial de moléculas de lignina - polímero responsável pela cor amarronzada e a rigidez da madeira.
Após o processo de extração da lignina, a madeira é comprimida, de forma que as fibras de celulose ficam 80% mais próximas umas das outras. A compressão destrói eventuais defeitos na madeira, como buracos e nós, e a lignina que fica no material completa o serviço, agregando e fortalecendo a “supermadeira”. "A supermadeira é tão forte quanto o aço, mas seis vezes mais leve", diz Hu, que realizou os testes utilizando fibras de tília, carvalho e álamo, misturadas a fibras de cedro e pinheiro.
Nanotecnologia injeta celulose no concreto

Na universidade de Purdue, os pesquisadores têm injetado nanocristais de celulose no concreto para tornar o material mais leve e mais sustentável. Segundo Jeffrey Youngblood, professor de engenharia de materiais, e que está à frente do projeto, os primeiros testes mostraram que a emissão de CO2 diminuiu 8% com o uso das nanoestruturas de madeira. “Os nanocristais de celulose tornam o concreto mais forte por meio de uma reação química que aumenta a hidratação das partículas de cimento, sem que, necessariamente, seja preciso usar mais água na composição do concreto”, diz Jeffrey Youngblood.
Os pesquisadores revelam que os nanocristais de celulose “induzem” a água a preencher espaços que, no concreto comum, costumam não sofrer a hidratação correta, o que dificulta a resistência e a durabilidade do concreto. A aplicação prática do novo material se dará na construção de uma ponte com 10 metros de comprimento, na Califórnia, em parceria entre a universidade de Purdue, a universidade de Oregon e a P3Nano, uma startup californiana que busca parceria na construção civil norte-americana para aplicar inovações tecnológicas em obras.
Entrevistados
- Professor-associado do departamento de engenharia de materiais da universidade de Maryland-EUA , Liangbing Hu (via assessoria de imprensa)
- Professor de engenharia de materiais da universidade de Purdue-EUA , Jeffrey Youngblood (via assessoria de imprensa)
Contatos
binghu@umd.edu
innovation@prf.org
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Há 40 anos, nasciam fundamentos do selo de qualidade ABCP
Indústria de cimento foi o primeiro segmento industrial a possuir marca de conformidade da ABNT, lançando as bases para a certificação

A garantia de que fabricantes de cimento, de artefatos de cimento e de elementos pré-fabricados de concreto atendem as normas técnicas da ABNT e de organismos similares de normalização técnica está nos selos de qualidade. Entre os organismos que chancelam esses selos, a ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland) é pioneira. Os fundamentos para a certificação nasceram em 1978, quando a indústria de cimento foi o primeiro segmento industrial a obter a marca de conformidade da ABNT. A partir daquele ano, como explica Fernando Dalbon, coordenador da área de certificação da ABCP, consolidaram-se os conceitos para que o selo de qualidade da associação abrangesse não apenas o Cimento Portland, mas também blocos de concreto, peças de concreto para pavimentação, pavimentos permeáveis e placas de concreto de substrato-padrão. Entenda o que é o selo de qualidade da ABCP na entrevista a seguir:
O selo de qualidade da ABCP abrange quais produtos atualmente?
A ABCP dispõe dos seguintes programas de certificação: Cimento Portland, blocos de concreto, peças de concreto para pavimentação, pavimentos permeáveis e placas de concreto de substrato-padrão (argamassas).
Quando o selo foi criado e quantas atualizações ele já sofreu?
Em 1978, a indústria de cimento foi o primeiro ramo industrial a possuir a marca de conformidade da ABNT. Coube à ABCP, naquela oportunidade, a responsabilidade pelo controle de qualidade dos cimentos brasileiros, através de convênio específico lavrado com a ABNT. Em 1991, a ABCP passou a conceder seu próprio selo de qualidade e, a partir de 1998, o selo de qualidade ABCP para cimento passou a atender ao compromisso da indústria frente ao Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade do Habitat (PBQP-H), cuja meta inicial era elevar para 90% o percentual médio de conformidade com as normas técnicas dos produtos que compõem a cesta básica de materiais de construção. De todos os produtos dessa cesta básica, o cimento se destaca, atualmente, por ter alcançado o maior índice de conformidade, ou seja, 99%. Posteriormente, em 2002, foi iniciado o programa de certificação para blocos de concreto e peças de concreto para pavimentação. Recentemente, no primeiro trimestre de 2016, foi implantada a certificação para pavimentos permeáveis e, em 2017, começou a certificação para placas de substrato-padrão.
Como ocorrem as atualizações destas certificações?
As atualizações nos diferentes programas ocorrem periodicamente, observando sempre as atualizações tecnológicas e normativas, melhores práticas, otimização, desempenho e qualidade do produto final, além de questões envolvendo a segurança dos trabalhadores, processo produtivo e meio ambiente.
As normas técnicas influenciam de que forma na formatação do selo de qualidade?
Todos os programas de certificação da ABCP possuem como critério de avaliação da conformidade o especificado pelas normas brasileiras vigentes da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). O objetivo é sempre apresentar ao mercado uma avaliação adequada de produto final, tecnicamente qualificado. Além da certificação de produtos, a ABCP recebeu em fevereiro de 2016, da Cgcre/INMETRO, a acreditação para atuar como organismo certificador de produtos, tendo também que seguir as diretrizes de normas ABNT/ISO, específicas para esta atividade. Além disso, no caso de Cimento Portland, blocos de concreto e peças de concreto para pavimentação, devem ser seguidas as diretrizes do regimento do Sistema da Qualificação de Empresas de Materiais, Componentes e Sistemas Construtivos (Simac) para o Programa Setorial da Qualidade (PSQ), que atua no âmbito do PBQP-H do ministério das Cidades.
“Programas de certificação traduzem ao consumidor final a avaliação técnica e sistemática da conformidade apresentada por um determinado fabricante.”
Atualmente, quantos filiados da ABCP têm o selo de qualidade?
Dentre os diferentes programas de certificação da ABCP possuímos um total de 176 empresas qualificadas, representando um total de 606 produtos avaliados. Em 2017, para avaliação da qualificação, foram realizados mais de 2.000 ensaios e 120 auditorias técnicas nos produtores.
De que forma ter o selo de qualidade influencia em licitações?
A certificação de produtos é voluntária, porém os critérios de qualificação de fornecedores são cada vez mais exigidos pelos consumidores finais. Isso tem sido aprimorado ano a ano, graças aos programas de certificação, que traduzem ao consumidor final a avaliação técnica e sistemática da conformidade apresentada por um determinado fabricante. No caso de licitações, a lei federal 8.666/1993 que dispõe sobre normas gerais para licitações e contratos administrativos, estabelece em seu artigo 2º a necessidade dos materiais adquiridos atenderem às normas técnicas, podendo desta forma, o programa de certificação ser uma ferramenta de avaliação da conformidade. Vale ressaltar que, para produtos que compõem os programas setoriais da qualidade (PSQs), a portaria 267 do ministério das Cidades dispõe sobre a necessidade dos produtos atenderem à qualidade, produtividade e sustentabilidade, principalmente na utilização de materiais de construção produzidos em conformidade com as normas técnicas brasileiras.
Quanto às placas de substrato-padrão, existe alguma diferença em relação às outras certificações?
No caso das placas de substrato-padrão, que são produtos utilizados para a avaliação técnica de argamassas, a necessidade de se ter um produto de qualidade se faz ainda mais rigorosa. Esse produto é utilizado como padrão para a avaliação da conformidade de outros materiais, podendo influenciar significativamente o resultado final da argamassa ensaiada. O processo de certificação das placas de substrato-padrão realizado pela ABCP tem como critério de qualificação a realização de ensaios em cada lote produzido, a fim de prover maior segurança à empresa que utilizará o produto. Para o consumidor final, é sempre muito importante atentar que o produto adquirido esteja atendendo a respectiva normativa técnica, o que traz segurança para sua obra. É mais econômico, e é um direito previsto no Código de Defesa do Consumidor.
Entrevistado
Engenheiro ambiental Fernando Dalbon, coordenador da área de certificação da ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland), representante da ABCP no fórum de gerentes do Programa Setorial da Qualidade - PBQP-H e membro da comissão de estudos de normas de Cimento Portland e artefatos de concreto, vinculada ao ABNT-CB-18
Contato: fernando.dalbon@abcp.org.br
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Copa 2018 será a última sem estádios descartáveis
Inutilidade das instalações, após grandes eventos esportivos, leva engenharia a buscar soluções que permitam desmontar 100% das grandes estruturas
A Copa do Mundo de 2018 será a última sem estádios descartáveis. Uma das principais preocupações dos países que promovem eventos da magnitude de mundiais de futebol e jogos olímpicos é a inutilidade das instalações, após as competições. Desde Pequim 2008, o tema sustentabilidade é debatido pelos organizadores, mas pouco ainda foi feito. Londres 2012 conseguiu alguns avanços ao transferir a gestão de obras para a iniciativa privada, sem onerar o poder público. Mas na África do Sul (Copa do Mundo de 2010) e no Brasil (Copa do Mundo de 2014 e Olimpíadas de 2016) muitas instalações ficaram ociosas e geraram prejuízos milionários.

O mesmo tende a acontecer na Rússia depois de 15 de julho, quando terminar a Copa no país. Atento ao problema, o Catar - sede da Copa de 2022 - anuncia que construirá “estádios descartáveis”. Ou seja, após o evento, suas estruturas serão desmontadas para que, nos terrenos, nasçam obras de maior utilidade à população local. O país busca não repetir os erros de outras nações que sediaram a Copa do Mundo recentemente, mas também se inspira na política adotada pela Coreia do Sul como país-sede dos jogos olímpicos de inverno, disputados em fevereiro de 2018.
O estádio pentagonal com 35 mil lugares, e construído ao custo de 60 milhões de dólares (cerca de 190 milhões de reais) na cidade de PyeongChang, foi construído para receber as cerimônias de abertura e encerramento dos jogos sul-coreanos. Utilizando estruturas de aço, a edificação começou a ser desmontada uma semana após o fim do evento. Apenas as fundações em concreto serão utilizadas para que, no local, seja construído um museu e outras instalações de lazer, conforme a concepção original do projeto. A ideia teve o apoio do COI (Comitê Olímpico Internacional), que, em recente relatório, se mostrou convencido de que grandes eventos acabam deixando “elefantes brancos” pelo caminho.
Estádio para 40 mil lugares vai dar lugar a um parque no Catar

A Fifa também se rendeu à realidade de que a Copa do Mundo gera muitos estádios que, após o evento, acabam se transformando em estruturas onerosas para as comunidades em que eles foram construídos. Por isso, autorizou o Catar a experimentar o conceito de “estádio descartável”. O Ras Abu Aboud, com capacidade para 40 mil lugares, vai utilizar estruturas de aço e compartimentos de contêineres para abrigar camarotes, cabines de imprensa e instalações como banheiros e áreas de alimentação. Ao final da Copa, a estrutura será desmontada e no local nascerá um parque às margens do porto de Doha.
A construção do estádio começa em 2019 e o prazo de conclusão é 2020 - dois anos antes do próximo evento da Fifa. Já a Rússia, que preferiu seguir o modelo de Copa adotado no Brasil, começou a calcular os prejuízos com instalações que ficarão inoperantes após o mundial. Dos 12 estádios russos, estima-se que seis se tornarão ociosos. O governo, tentando minimizar os prejuízos, decidiu processar as construtoras, sob a alegação de que elas atrasaram cronogramas e projetaram construções sem pensar na sustentabilidade. O pedido de indenização é ínfimo, perto do prejuízo estimado. O comitê organizador da Copa 2018 pede 51 milhões de dólares (perto de 155 milhões de reais), mas calcula perdas que devem ultrapassar 1 bilhão de dólares (aproximadamente 3,3 bilhões de reais).
Entrevistado
Reportagem com base em relatórios de sustentabilidade do COI e da Fifa (via assessorias de imprensa)
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pressoffice@olympic.org
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Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Barganhar é estratégico nas compras da construção civil
Em web seminário, professor-doutor da Unicamp explica que ação não deve ser feita por impulso, mas seguir metodologia de análise do mercado

Crédito: Youtube
Pejorativamente, barganhar pode ser entendido como pechinchar. Em web seminário, o professor-doutor em engenharia civil, e que ministra aula na faculdade de Ciências Aplicadas (FCA) da Unicamp, Paulo Sérgio de Arruda Ignácio, procura desmistificar o termo, mostrando que saber barganhar influencia no posicionamento estratégico da empresa, principalmente se ela estiver ligada ao segmento da construção civil. “Isso exige preparo dos profissionais direta ou indiretamente ligados à área de compras e suprimentos, tanto de fornecedores quanto de compradores da construção civil”, argumenta.
No que tange a relação entre comprador e fornecedor, barganha deve ser entendido como um acordo comercial, com aproveitamento de oferta, em que há um “ganha-ganha” entre quem vende e quem adquiri o produto. “Comprar e vender é uma relação comercial e as relações comerciais devem ser de entrosamento. É neste sentido que a barganha deve ser compreendida”, explica Arruda Ignácio, afirmando que, especialmente no Brasil, onde a estrutura de mercado envolve oligopólio, monopólio, quase monopólio e monopólio bilateral, a barganha é especialmente salutar, desde que praticada de forma legal e ética.
Para o professor-doutor do campus de Limeira-SP da Unicamp, o planejamento correto de compras para quem atua em uma construtora depende muito do conhecimento do projeto-executivo da obra. “Fazer compras pelo projeto básico amplia as chances de ocorrer algum erro”, sublinha, afirmando que, ao ter acesso ao maior número de informações do canteiro de obras, o comprador possui subsídios para saber o momento exato em que deve fazer o pedido ao fornecedor. “É preciso compreender a demanda do consumo e qual o tempo que o fornecedor leva para repor o material. Quanto mais informações, mais correta será feita a gestão de aquisição de suprimentos”, completa.
Paulo Sérgio de Arruda Ignácio lembra que a compra correta, feita dentro de procedimentos claros de barganha, deve estar centrada em uma tomada de decisão que não resulte em transferência de responsabilidade ou justificativas. “O foco não deve estar apenas em reduzir custo, mas também em maximizar valor, ou seja, atender a qualidade da obra”, afirma. Diante deste quadro, é possível dividir uma compra entre baixa sofisticação e alta sofisticação. Uma leva pouco em consideração as estratégias de compra, seus aspectos comerciais (avaliação de custo) e aspectos técnicos (especificações dos itens a serem comprados). Já a outra considera todos os parâmetros.
Treze mandamentos para o departamento de suprimentos
Na conclusão do web seminário, Paulo Sérgio de Arruda Ignácio deixou 13 questionamentos que toda empresa deve fazer ao avaliar seu setor de compras. São eles:
1. As compras são vistas como impulsionadoras do crescimento de receita, bem como da redução de custo?
2. Estamos maximizando o valor de nossos relacionamentos com fornecedores?
3. Segmentamos nossos gastos e identificamos categorias e fornecedores estratégicos?
4. Entendemos e estamos afetando positivamente o desempenho econômico do fornecedor?
5. Qual é a relação de trabalho entre o departamento de compras, usuários e fornecedores-chave no desenvolvimento de novos produtos?
6. Nossas especificações de serviços e produtos estão atualizadas? Elas atingem o equilíbrio certo entre necessidade técnica e custo total?
7. Existem porções significativas de gastos sob o controle da comunidade de usuários com pouco envolvimento com o departamento de compras?
8. Que porção de gastos poderia beneficiar-se de uma abordagem global ou regional?
9. Temos as capacitações internas para garantir uma geração de ganhos contínuos?
10. O departamento de compras tem a mesma importância das áreas de engenharia e operações da empresa?
11. Podemos usar o value sourcing (provisionamento de custos) para transformar a empresa?
12. Como ganhamos aceitação e motivação dos administradores-chave?
13. Quais as ferramentas digitais certas e economicamente eficazes que podemos aplicar?
Veja o web seminário “A influência do poder de barganha no resultado das compras”
Entrevistado
Reportagem com base em web seminário do professor-doutor Paulo Sérgio de Arruda Ignácio, do campus Limeira-SP da Unicamp, com formação em engenharia de produção e doutor em engenharia civil
Contatos
paulo.ignacio@fca.unicamp.br
www.fca.unicamp.br
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Paraná lidera inauguração de shopping centers em 2018
Estado tem quatro empreendimentos em construção, seguido de São Paulo e Pernambuco, e terá o maior centro comercial a ser entregue este ano

Em 2017, foram inaugurados 12 shopping centers no Brasil. Para 2018, o número mais que duplica. Serão 26 inaugurações previstas até dezembro, segundo dados da ABRASCE (Associação Brasileira de Shopping Centers). Com quatro empreendimentos em construção (dois em Guarapuava, um em Umuarama e um em Curitiba), o estado do Paraná lidera a lista de obras com cronograma de entrega para 2018, seguido de São Paulo e Pernambuco, com três shopping centers cada um.
Com 60 mil m2 de área bruta locável (ABL) e 217.058 m2 de área construída, o Jockey Plaza, em Curitiba, será o maior a ser entregue este ano no país. O empreendimento tem custo de R$ 650 milhões e a previsão de inauguração é outubro de 2018. Os outros dois maiores a serem inaugurados este ano são o Patteo Olinda Shopping, em Olinda-PE, com 51.581 m2 de ABL e o Shopping Dutra, em Mesquita-RJ, com 50 mil m2 de ABL. A destacar que, dos 26 shopping centers com previsão de inauguração em 2018, 19 estão localizados em cidades do interior.
Atualmente, existem 571 shopping centers no Brasil. Em 2017, o setor faturou R$ 167 bilhões e consolidou a tradição de ser o segundo segmento que mais utiliza a construção industrializada do concreto no Brasil, perdendo apenas para as obras industriais. “Essa consolidação ocorreu devido aos benefícios conhecidos do pré-fabricado de concreto: agilidade na construção, atendimento de prazos ousados, qualidade e sustentabilidade”, diz a presidente-executiva da Associação Brasileira da Construção Industrializada de Concreto (Abcic), Íria Doniak.
Construtoras de shopping investem em painéis arquitetônicos
As estruturas pré-fabricadas de concreto são empregadas em obras de shopping centers desde as fundações, por meio das estacas pré-fabricadas, passando por pilares, vigas, lajes alveolares e também painéis arquitetônicos, instalados nas fachadas. “A utilização de painéis é algo que precisa ser destacado, pois a indústria vem desenvolvendo novas tecnologias nesse sentido. Uma delas é o uso de painéis de concreto pré-moldado com espessuras mais finas e até com curvaturas para o fechamento de shoppings. Uma das principais vantagens do uso de painéis arquitetônicos é que eles não apresentam problemas como fissuras, além de ter uma menor necessidade de manutenção e conservação”, explica Íria Doniak.
Os painéis arquitetônicos tiveram grande destaque entre os vencedores do Prêmio Obra do Ano da Abcic. Em 2016, o vencedor foi o shopping Morumbi Town e a menção honrosa foi para o shopping Carapicuíba. Já em 2017, obras de shopping também se destacaram por importantes soluções de múltiplos pavimentos e subsolos, como o shopping Parque da Cidade e a ampliação do Jaraguá Park Shopping. A presidente-executiva da associação lembra que o tema tecnologias construtivas para shopping centers estará em debate no dia 5 de abril, quando acontece em Florianópolis-SC o seminário “Estruturas Pré-Fabricadas de Concreto - Sustentabilidade, Produtividade, Inovação e Tecnologia”.
Entrevistados
ABRASCE (Associação Brasileira de Shopping Centers) (via assessoria de imprensa)
Íria Doniak, presidente-executiva da Associação Brasileira da Construção Industrializada de Concreto (Abcic) (via assessoria de imprensa)
Contatos
abrasce@abrasce.com.br
abcic@abcic.org.br
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Venda formiguinha é a aposta da construção em 2018
Relatório do banco Santander e previsões da Anamaco caminham na mesma direção, com aposta no segmento de reformas

Estudo do banco Santander sobre as perspectivas da cadeia produtiva da construção civil para 2018 mostra que a venda formiguinha – aquela que abastece pequenas obras e reformas – será o carro-chefe para 2018. Entre 2015 e 2016, o segmento de venda no varejo teve recuo de 12,5%. Em 2017, caiu 3,3%. Porém, segundo o relatório do banco, crescerá 8% em 2018. A projeção engloba as vendas de cimento e artefatos.
O relatório do Santander estima que a inflação comportada e a tendência de queda de juros para 2018 serão estímulos à venda formiguinha. “A produção industrial do setor se recupera pela venda de materiais de construção para reforma e reparos e, em menor magnitude, os lançamentos imobiliários. Este é o último setor industrial a mostrar uma recuperação, mas que também ganha impulso com os sinais positivos da economia”, afirma o economista do banco, Rodolfo Morgado.
O foco do Santander em material de construção tem um propósito. A instituição financeira espera aumentar as concessões de crédito imobiliário em 2018. A expectativa é emprestar R$ 1 bilhão por mês, a partir do segundo semestre. A meta é sair da quarta posição para a liderança, entre os cinco maiores bancos no financiamento para aquisição, reforma e construção de imóveis.
Atualmente, segundo dados da Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança) o primeiro lugar é da Caixa Econômica Federal, com R$ 16,4 bilhões financiados em 2017. “O objetivo é nos posicionarmos como potencialmente líderes no mercado imobiliário brasileiro. O Santander, como grupo internacional, é líder na área hipotecária no mundo. Queremos essa posição também no Brasil", diz Sérgio Rial, presidente do Santander Brasil.
Venda de materiais de construção deve crescer 8,5%
O novo posicionamento de bancos privados com relação ao crédito imobiliário faz a Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção) estimar que o faturamento do setor crescerá 8,5% este ano, em relação a 2017. “Com os resultados dos últimos 12 meses, esperamos que 2018 seja um ano de retomada e estamos prevendo um crescimento de 8,5% sobre 2017, influenciados pela redução das taxas de juros e da inflação”, prevê o presidente da Anamaco, Cláudio Conz.
O dirigente concorda com a projeção do Santander, de que a venda formiguinha será condutor do crescimento do setor em 2018. “As mais de 64 milhões de moradias existentes no Brasil se deterioram pela ação da chuva e do tempo, gerando uma demanda natural por material de construção. Fora isso, o número de casamentos, de nascimentos e de divórcios impacta diretamente o setor de reformas. Afinal, quem casa quer casa, quem tem filhos precisa adequar a casa e quem separa também precisa de casa para morar. O consumidor está mais confiante e os números mostram que há uma retomada de obras”, finaliza.
Entrevistado
Banco Santander Brasil e Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção) (via assessoria de imprensa)
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Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Itália leva maior número de prêmios da MIPIM Awards
Premiação europeia é considerada o “Oscar da arquitetura”. Das 11 categorias contempladas, oito ficaram no Velho Continente
Criado em 1991, o MIPIM Awards é reconhecido atualmente como o “Oscar da Arquitetura”. Mais de cem países participam de sua eleição anual, que escolhe as construções mais relevantes, sob o ponto de vista arquitetônico. Na edição 2018, 3.100 escritórios de arquitetura, que empregam 24.500 profissionais, inscreveram obras erguidas em 500 cidades dos cinco continentes. Mas o país com mais projetos premiados foi a Itália, que venceu nas categorias prédio corporativo, shopping center e reestruturação urbana.
Na seleção das obras indicadas, França e a China eram os países com mais construções. Os franceses concorreram em quatro categorias: projeto para hotel (com duas indicações), projeto industrial, edifício verde e arquitetura residencial. Os chineses também concorreram em quatro categorias: projeto futurista (com duas indicações), shopping center, edifício corporativo e projeto industrial. O anúncio dos vencedores ocorreu dia 15 de março. Além da Itália, foram premiadas obras na Bélgica, em Cingapura, na França, na Alemanha, na Dinamarca, no Catar e no Vietnã.

Entre os projetos italianos que venceram, o mais emblemático é o Porta Nuova. Trata-se uma intervenção urbana na cidade de Milão, e que transformou um distrito segregado da cidade em um novo centro cultural e empresarial, o qual passou a atrair mais de 10 milhões de pessoas por ano. O Porta Nuova engloba edifícios residenciais e corporativos, além de interferência na mobilidade urbana e na recuperação de áreas verdes degradas do bairro milanês. O projeto foi liderado por um consórcio de escritórios italianos, britânicos e norte-americanos.
A obra de melhor prédio corporativo do MIPIM Awards também está localizada em Milão. É o edifício que abriga a fundação Giangiacomo Feltrinelli e a sede da Microsoft na Itália. Projetada pelo escritório Herzog & de Meuron, a edificação investe em aço, vidro e concreto pré-fabricado. Já o shopping FICo Eataly World, em Bolonha, foi projetado pelo arquiteto italiano Thomas Bartoli. A obra transformou uma antiga fábrica de alimentos em um centro comercial e, por isso, teve que atender rigoroso protocolo ambiental.
Entre as outras obras premiadas, estão a torre Maersk, prédio que abriga todos os cursos da área da saúde da universidade de Copenhague, na Dinamarca; o hotel e resort Abadia Michaelsberg Siegburg, que é administrado por padres católicos e que ganhou um complexo hoteleiro ao lado do mosteiro localizado em Colônia, na Alemanha, além do centro de logística Chapelle, construído em Paris, e que rendeu o único prêmio aos franceses na edição 2018 do MIPIM. Outra obra europeia premiada foi o prédio da autoridade portuária da Antuérpia, na Bélgica.
Fora da Europa, foram premiadas obras no Vietnã, em Cingapura e no Catar

A edificação passou por um retrofit e ganhou na categoria edifício reformado. O projeto é do escritório da arquiteta Zaha Hadid, que morreu em 2016. O prédio precisava ganhar um anexo, mas não podia ter sua área construída ampliada para os lados. A solução foi erguer um novo prédio sobre a estrutura antiga, preservando-a integralmente. Envidraçado, o novo edifício lembra um diamante gigante que reflete a luz solar e pode ser visto a quilômetros de distância, em qualquer local que se esteja na Antuérpia.
Na categoria prédio residencial, ganhou o Îlot Sacré, do escritório DDS +. Trata-se de um condomínio de apartamentos construído em Bruxelas, na Bélgica, e que valoriza o pedestre, excluindo a presença de veículos automotores. São permitidas apenas bicicletas. O diferencial do conjunto é o complexo de calçadas que, além de envolver os edifícios, também se estende para fora do condomínio, abrangendo o comércio local, escolas e o hospital mais próximo, permitindo que a mobilidade urbana valorize o caminhar.
Fora da Europa, foram premiados o projeto de cidade inteligente de Mui Dinh, no Vietnã; o museu nacional do Catar, vencedor na categoria obra futurista, e o edifício Marina One, em Cingapura, na categoria prédio verde.
Entrevistado
Reportagem com base em material de divulgação distribuído pela assessoria de imprensa do MIPIM Awards
Contato: mipim@ing-media.com
















