Queda de revestimento cerâmico
Patologia está entre as mais comuns nas edificações. Para evitá-la, construtor deve tomar cuidados simples
Créditos: Engº. Carlos Gustavo Marcondes Assessor Técnico Comercial Itambé

Há quem imagine que os revestimentos de uma edificação têm apenas função estética. É um erro. O papel fundamental é garantir a durabilidade da alvenaria e fazer a proteção termoacústica , melhorando o conforto interno da casa ou apartamento. Não obstante, os revestimentos impactam no custo de uma edificação e chegam a representar cerca de 10% do custo da obra.
Pela importância desta etapa da obra, é de se estranhar que existam tantas patologias relacionadas ao assunto. E elas vão desde pequenas fissuras e eflorescências até a queda de revestimentos cerâmicos.
Diversas são as origens destes problemas. Entre elas: deformação excessiva da estrutura, atuação de sobrecarga além das definidas em projeto, recalques do sistema de fundação, movimentação de lajes e vigas de cobertura, retração da argamassa, dilatação térmica e ou higroscópica dos revestimentos cerâmicos e falhas construtivas.
Sabe-se também que boa parte das patologias poderia ser evitada se fossem adotados os seguintes cuidados:
* Compra de revestimentos cerâmicos apropriados, que devem ter baixa absorção e expansão por umidade.
* Uso de argamassas com menor rigidez e compatível com o substrato.
* Bom espalhamento da argamassa colante.
* Uso de técnicas corretas para execução.
* Prever a correta manutenção da fachada.
Mas a melhor solução para o problema ainda é o construtor contar com um bom projeto de revestimento, que não se limita apenas em paginar graficamente a fachada. Devem ser previstas juntas de dilatação, além de contemplar a especificação dos materiais, das técnicas e dos procedimentos construtivos para execução e controle.
Além de contar com um bom projeto, é imprescindível que o construtor conheça os produtos que está utilizando e também as normas que contemplem os requisitos de projeto, em especial a norma NBR 13755/96 (Revestimento de Paredes Externas com Placas Cerâmicas e com Utilização de Argamassa Colante - Procedimento). Que estabelece os requisitos para execução, fiscalização e recebimento de revestimento de paredes externas com placas cerâmicas assentadas com argamassas colantes específicas para fachadas.
Desta forma, o construtor obterá melhor desempenho, evitará retrabalho durante a execução da obra e, consequentemente, terá um revestimento com menos manifestações patológicas e mais durável.
Jornalista responsável Altair Santos MTB 2330 Tempestade Comunicação
Uma das soluções mais viáveis para a Copa 2014 está no pré-moldado
Sistema construtivo deve agilizar obras nos estádios que, pelo cronograma da Fifa, devem ser entregues até o final de 2012
Conhecidas as 12 cidades indicadas pela Fifa (Federação Internacional de Futebol) como subsedes para a Copa do Mundo de 2014, que acontecerá no Brasil, o que se discute agora é como serão construídos os estádios. Os projetos já foram apresentados, mas a ausência de recursos privados para as obras deve obrigar o governo federal a abrir uma linha de crédito especial do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Estima-se que só a adequação de estádios e a construção de novas arenas devem custar R$ 3 bilhões. Para não fugir deste orçamento, os pré-moldados devem ser um dos sistemas construtivos que prevalecerão para erguer os palcos das partidas.
O caderno de encargos da Fifa exige que pelo menos dois estádios tenham capacidade para 60 mil lugares ou mais. São os que vão sediar a abertura e a final da Copa. Os demais devem ter no mínimo 40 mil lugares. Por isso, em recente audiência pública no Congresso Nacional, o presidente nacional do Sinaenco, José Roberto Bernasconi, alertou que a Fifa, ao anunciar as subsedes, já deveria ter definido quem vai abrir e fechar o mundial. A diferença é grande. Por isso, são necessárias mais informações por parte da organização do evento para que seja realizado um planejamento. A Fifa nos cobrará mais tarde, e só poderemos corresponder a suas demandas se primeiro cobrarmos agilidade da entidade, ressalta.
Pelo motivo de as subsedes ainda não saberem ao certo quais serão suas demandas, o presidente da regional Paraná do Sinaenco, Marlus Coelho, já prevê atrasos nas obras. Além destas questões relacionadas à Fifa, têm os problemas institucionais, como o atendimento às normas municipais e ambientais, em todos os níveis. Mas o mais crítico é o início das obras, a solução da equação financeira, avalia, antecipando que a indicação de 12 subsedes foi uma estratégia da Fifa para trabalhar com uma margem de erro. São necessários, efetivamente, apenas oito estádios para realizar a Copa. Ou seja, foram indicados doze para dar uma folga maior, completa.
Independentemente do número de estádios que vão acabar sediando a Copa do Mundo de 2014, o Sinaenco avalia que o evento trará luz à segurança dos estádios uma das bandeiras do organismo. Os projetos vão incentivar a resolver pontos críticos, como tempo de evacuação do público e adaptação do entorno dos estádios para receber grandes públicos, diz Marlus Coelho. Ele ressalta, porém, que a manutenção destas obras será outro dilema a ser vencido: Sem a manutenção periódica e adequada, os elementos iniciais de segurança poderão se deteriorar e comprometer o futuro dos estádios após a Copa.
Fique por dentro
As 12 cidades eleitas para sediar jogos da Copa do Mundo de 2014, no Brasil, são: Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.
Texto complementar
Sinaenco aposta que Arena da Baixada será a 1.ª a ficar pronta
Presidente regional Marlus Coelho revela, em entrevista, otimismo com estádio escolhido para representar a subsede Curitiba. Confira:
O senhor aposta que a Arena será o primeiro estádio a ficar pronto?
Sim, as obras na Arena já começaram e, certamente, ela estará pronta para a Copa de 2014.
Da 1.ª etapa da construção da Arena para essa nova fase da obra mudou alguma coisa em termos de tecnologia empregada?
A Arena da Baixada já tem uma concepção europeia, pois os arquitetos que a projetaram estudaram os melhores estádios do mundo. Então ela já atende ao padrão da Fifa, com aquele formato mais retangular diferindo do oval adotado pelo Maracanã e seguido pela maioria dos estádios brasileiros. Então as adaptações pelas quais ela deverá passar não se referem ao projeto, mas a espaços para a mídia e os convidados VIPs e VVIPs, assim como estacionamento e o entorno.
O entorno parece ser o que mais vai exigir adaptações. É isso?
De fato, as alterações maiores serão no entorno. O problema poderá estar num conflito entre as exigências da Fifa e a viabilidade da Prefeitura Municipal, em função da exiguidade de espaços na região, já densamente ocupada por edifícios residenciais.
Marlus Coelho, presidente da regional Paraná do Sinaenco: marlus@esteio.com.br
Jornalista responsável Altair Santos MTB 2330 Tempestade Comunicação
Nova sede do Crea-PR será referência em sustentabilidade
Prédio com 9 pavimentos e sistema construtivo pré-fabricado terá projeto escolhido em concurso público, que reuniu 125 trabalhos
Fundado há 75 anos, o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Paraná (Crea-PR) quer tirar o conceito de prédio sustentável do abstrato. Um amplo concurso público, que contou com a participação de 125 trabalhos, elegeu o projeto da nova sede do Crea-PR, que deverá ser inaugurada em 2010, no bairro Mercês, em Curitiba, em uma área de 2,6 mil metros quadrados.
A obra, segundo o arquiteto Jeferson Dantas Navolar, coordenador do concurso e presidente do IAB-PR (Instituto de Arquitetura do Brasil, departamento Paraná), promete ser referência em construção sustentável no Brasil. Segundo ele, por não existir no país uma legislação específica sobre o tema, hoje qualquer obra invoca o rótulo de "sustentável". "Não possuímos uma legislação integrada que possibilite uma certificação. Por isso, a definição de prédio sustentável no Brasil ainda é abstrata", afirma.
Para romper esse paradigma, o concurso do Crea-PR foi rigoroso. Venceu o projeto do arquiteto gaúcho Jean Grivot Avancini. Ao todo participaram trabalhos de 14 estados
brasileiros. "O concurso teve um nível técnico elevado, pouco usual, principalmente no que diz respeito à sustentabilidade", explica Jeferson Navolar, que revelou o lema que norteou o concurso: "Durabilidade com baixo custo ambiental."
O novo prédio do Crea-PR terá 9 pavimentos e 1 sub-solo, atendendo a legislação urbanística de Curitiba. Foram previstos reuso de água, retenção de água pluvial e privilégio à iluminação natural na maior parte dos ambientes. O projeto destaca os seguintes itens:
* Ocupação dos vazios urbanos, evitando-se novos loteamentos
* Baixo consumo energético durante a construção e também durante o uso da edificação
* Baixo consumo de água durante a construção e reaproveitamento de águas, com tratamento adequado para cada uso
* Baixa produção de resíduos durante a construção
* Opção por materiais e insumos "ambientalmente corretos" (baixa emissão de carbono, extrativismo responsável e qualificação social dos agentes envolvidos)
O sistema construtivo escolhido para a obra foi o pré-fabricado. "A pré-fabricação atende às condições do sítio urbano e do terreno, sem espaço para grandes canteiros de obras", explica o presidente do IAB-PR. O valor dá obra não é revelado pelo Crea-PR, mas o investimento será maior do que o que seria feito em uma obra normal. "É preciso ressaltar que o que é impagável é o compromisso com o meio ambiente", disse Navolar.
Antes de a obra começar, terão de ser cumpridas as seguintes etapas: contratação do projeto executivo de arquitetura e dos executivos complementares, como estrutura e instalações. Enquanto o prédio estiver em construção, o Crea-PR pretende se adaptar à família das ISO para que seus funcionários saibam utilizar o prédio. "Ele só vai se tornar efetivamente sustentável se quem for habitá-lo estiver integrado com o conceito", afirma o arquiteto Jeferson Dantas Navolar, que garante: "A futura construção será a mais completa sobre o enfoque da sustentabilidade, seja no Brasil ou em Curitiba."
Entrevistado: Jeferson Dantas Navolar: comunicacao@crea-pr.org.br
Texto complementar
Vencedores do concurso para a nova sede do Crea-PR
O Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia apresentou no dia 8 de junho os vencedores do concurso público nacional de arquitetura para a nova sede do Crea-PR. O vencedor é arquiteto portoalegrense Jean Grivot Avancini. O projeto foi escolhido como o que melhor atende às exigências do edital e à necessidade do conselho pela comissão julgadora do concurso. "Pela qualidade do projeto vencedor, principalmente de atendimento às práticas de sustentabilidade, é possível afirmar que a nova sede do Crea-PR será uma referência nesta questão no Paraná", afirma o engenheiro agrônomo e presidente do Crea-PR, Álvaro Cabrini Jr.
Avancini lembra que o mérito não é só dele. "Meus sócios Carolina Flach Souza Pinto e Lucas Rocha Obino Martins também são responsáveis pela conquista", afirma. Eles receberam prêmio de R$ 46 mil e assinaram um contrato de R$ 240 mil com o Crea-PR.
Do projeto, Avancini conta que prevê a otimização de recursos e eficiência para a edificação. "A escolha de uma técnica construtiva adequada ao terreno e o emprego de processos industrializados de construção com estruturas leves, desmontáveis e recicláveis em sua maioria, gerando um prédio modulado, o que garante um processo ágil e eficiente de construção", conta.
O concurso foi promovido pelo Crea-PR e organizado pelo Instituto de Arquitetos do Brasil, departamento do Paraná (IAB-PR), com parceria da Prefeitura Municipal de Curitiba e contou com a participação de 125 profissionais de todo o país.
Outros vencedores
Em segundo lugar ficou o arquiteto Marcos Jobim, de Florianópolis. Ele recebeu prêmio de R$ 23 mil. Já o terceiro colocado é Nonato Veloso, de Brasília, que recebeu R$ 11,5 mil. O quarto colocado também é de Brasília, Paulo Henrique Paranhos de Paula e Silva, que recebeu R$ 5,7 mil. Em quinto lugar ficou Antonio João Malicia Filho, de São Paulo, com premiação de R$ 2,8 mil.
Mais dois projetos receberam menção honrosa. São eles de Julio Luiz Vieira, de São Paulo, e de Alvaro Puntoni, também de São Paulo.
Jornalista responsável - Altair Santos MTB 2330 - Tempestade Comunicação
Londrina sediou fórum de acessibilidade
Evento debateu a padronização de calçadas e propôs melhorias para que as leis existentes de acessibilidade sejam atendidas
Créditos: Engª. Naguisa Tokudome Assessora Técnico Comercial Itambé

Londrina sediou, no dia 29 de junho, a 10ª edição do Fórum Permanente de Acessibilidade. O objetivo do evento foi criar um espaço de discussão para os profissionais da engenharia e arquitetura, para que eles pudessem partilhar experiências e propor ações de melhorias para atender as leis existentes de acessibilidade.
Aproximadamente 60 pessoas participaram do fórum e, apesar da maioria ser composta por profissionais da construção civil, marcaram presença também representantes de ONGs e pessoa com deficiência - principais interessados na aplicação prática do assunto.
A iniciativa de promover o encontro foi do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Paraná (Crea-PR), que convidou o engenheiro civil Carlos Roberto Giublin, da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), para falar sobre espaços urbanos e qualidade das calçadas. É importante disseminar essas informações, para que as normas existentes sejam cumpridas. Foi proposto no fórum que as prefeituras exijam, para a aprovação de novas edificações, a apresentação de um projeto de calçada. Na maioria das cidades, isso é apenas uma recomendação, comentou Giublin.
Entre 2003 e 2005, o professor Ph.D Evandro Cardoso Santos, hoje consultor internacional em transportes, desenvolveu uma pesquisa em parceria com universidades renomadas de quatro cidades do Paraná. O estudo analisou as condições das calçadas de Curitiba, Foz do Iguaçu, Londrina e Maringá. Na avaliação, foram atribuídas notas de zero a dez e somente Maringá apresentou média acima de 5,0. Infelizmente, salvo poucas e raras exceções, nada foi feito para que, numa nova medição, as notas das cidades estudadas pudessem sofrer qualquer alteração positiva. Nas maiores cidades do Paraná e do Brasil, os pedestres continuam relegados ao segundo plano, com os automóveis sendo os donos da cena urbana, declarou o professor Evandro.
Outros fóruns sobre acessibilidade serão realizados nos meses de agosto e outubro, em Curitiba e Ponta Grossa. Para mais informações, acesse o site do Crea-PR:
http://www.crea-pr.org.br/crea3/html3_site/assessoria_de_comunicacao/acessibilidade/index.htm
Jornalista responsável Altair Santos MTB 2330 Tempestade Comunicação
Timão e Pro-Crea fazem treinamento
Programa de treinamento da Itambé e programa de qualificação profissional do Crea-PR realizam série de palestras sobre construção civil
Créditos: Engº. Jorge Aoki Gerente de Assessoria Técnica Itambé

Com o objetivo de atender a demanda profissional relacionada à capacitação para o mercado de trabalho, o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Estado do Paraná (Crea-PR) criou o Pro-Crea. O programa realiza, em parceria com entidades de classe e instituições de ensino, cursos, palestras e eventos técnicos voltados aos profissionais das áreas de engenharia, arquitetura, agronomia, geografia, geologia e meteorologia. Em dois anos de existência já foram capacitados mais de 15 mil profissionais.
Já o programa de treinamento de mão-de-obra (Timão) da Itambé, em seus onze anos já treinou mais de 36 mil pessoas, com ênfase nos trabalhadores mais simples da construção civil. Ao longo do tempo, aumentou o número de temas das palestras que hoje englobam mais de 15 assuntos. No site (www.cimentoitambe.com.br), página da Assessoria Técnica/Timão, é fácil encontrar a relação completa dos temas e o formulário para solicitar uma palestra.
Portanto, juntos, os dois programas preenchem uma lacuna de atualização profissional voltada para os aspectos práticos das edificações. O início dos treinamentos ocorreu no Instituto de Engenharia do Paraná (IEP), em Curitiba, no dia 1º de julho, com público de 110 pessoas. O tema escolhido foi a Alvenaria Estrutural Conceitos Básicos. Para as próximas semanas, a programação prevê a realização das seguintes palestras:
* Local: Curitiba, no IEP
Tema: Alvenaria Estrutural Assentamento, Concreto Auto-Adensável, Concreto Lançamento, Adensamento e Cura e Pavimento de Concreto
* Local: Guarapuava, na Associação dos Engenheiros e Arquitetos
Tema: Alvenaria Estrutural Conceitos Básicos, Alvenaria Estrutural Assentamento e Concreto e o Meio Ambiente
* Local: Telêmaco Borba, na Associação dos Engenheiros
Tema: Alvenaria Estrutural Assentamento, Cimento e Concreto Aspectos Práticos na Construção Civil, Concreto Lançamento, Adensamento e Cura
* Local: Paranaguá, na Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos do Litoral
Tema: Alvenaria Estrutural Conceitos Básicos e Alvenaria Estrutural Assentamento
* Local: União da Vitória, na Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos do Vale do Iguaçu
Tema: Alvenaria Estrutural Conceitos Básicos, Concreto Dosado em Central e Concreto Auto-Adensável
* Local: Ibaiti, na Associação Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia
Tema: Alvenaria Estrutural Conceitos Básicos, Argamassa em Obras e Concreto Auto-Adensável
Outras informações podem ser obtidas na página do Crea-PR: www.crea-pr.org.br ou diretamente na Assessoria de Qualificação Profissional do Crea, no telefone (41) 3350-6739.
Jornalista responsável Altair Santos MTB 2330 Tempestade Comunicação
No Sul, Paraná deve liderar crédito habitacional em 2009
Estimativa da Caixa Econômica Federal é que volume passe de R$ 2 bilhões no estado, numa projeção que os próprios analistas consideram modesta

O Paraná desponta como o estado da região sul que mais deve liberar crédito imobiliário neste ano, estima o gerente regional da Caixa Econômica Federal, Gueber Roberto Laux. Em sua previsão, o crescimento das contratações no Paraná em 2009 fará com que o volume financiado passe de R$ 2 bilhões diante do R$ 1,6 bilhão do ano passado, quando foram financiadas 34.210 unidades habitacionais.
Até maio, no Paraná, foram fechados 20.430 contratos e o volume negociado foi de R$ 858 milhões. No mesmo período de 2008, a Caixa contratou R$ 471,1 milhões em 10.585 unidades habitacionais. Portanto, houve um aumento de 82% no volume de contratações e 93% na quantidade de contratos. Isso demonstra a estimativa sobre o volume financiado de R$ 2 bilhões, para este ano, é modesta e pode ser revista para cima.
Um bom sinal do otimismo ficou evidente na 5.ª edição do Feirão da Casa Própria, promovido recentemente pela Caixa. Em Curitiba, foram realizados 2.420 negócios em um só final de semana, no valor de R$ 184 milhões. Do total de contratos fechados, 244 foram efetivados no próprio evento, contabilizando recursos da ordem de mais de R$ 20 milhões. Outros 751 foram encaminhados, no valor de quase R$ 67 milhões, além dos 522 negócios fechados através dos parceiros, totalizando R$ 56,5 milhões, e dos encaminhados também através dos parceiros, somando mais R$ 40,5 milhões para 903 unidades habitacionais.
Os números impressionaram, segundo o superintendente regional da Caixa, Celso Matos. A Caixa sabia que teria um volume maior do que em anos anteriores e se preparou para isso. O Feirão está consolidado dentro da cadeia da construção civil e a cada ano torna-se mais fortalecido e mais procurado, tanto pelos parceiros quanto pelo público, comentou. No Paraná, o feirão aconteceu também em Londrina, onde os negócios fechados somaram R$ 48 milhões.
No Brasil todo, o Feirão abrangeu 10 cidades e ofertou perto de 110 mil imóveis (os números definitivos serão anunciados em julho). No ano passado, o evento movimentou recursos da ordem de R$ 4 bilhões, totalizando cerca de 39 mil contratos todos fechados pela Caixa, que responde por 70% do mercado de financiamento imobiliário do país.
Incentivo
Apesar de os imóveis negociados no Feirão da Casa Própria não terem relação com o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, o projeto lançado recentemente pelo governo federal estimulou as pessoas a concretizarem a compra da casa própria. Na opinião de Gueber Roberto Laux, ele serviu como uma boa propaganda. O programa Minha Casa, Minha Vida gerou um impacto positivo e, indiretamente, incentivou o volume de vendas para o ano, disse Laux. Além disso, a redução de juros habitacionais promovido pela Caixa também atraiu mais compradores.
Quando sancionado e colocado em movimento, o programa habitacional lançado pelo governo federal vai financiar no Paraná 44.172 unidades habitacionais, o que deve ocorrer a partir de 2010.
Email do entrevistado: Assessoria de imprensa da Caixa: sumac25@caixa.gov.br
Jornalista responsável Altair Santos MTB 2330 Tempestade Comunicação
Esplanada dos Ministérios vai passar por "reforma verde"
Prédios construídos na década de 50 serão submetidos a técnicas de construção sustentável para reduzir o consumo de energia

A Esplanada dos Ministérios, construída no fim da década de 50 vai ganhar uma reforma "verde", com técnicas de construção sustentável para reduzir o consumo de energia e até as emissões de gases de efeitos estufa dos 16 prédios que compõem o conjunto. A proposta foi apresentada no final de maio durante o seminário Construções Sustentáveis para uma Nova Economia.
Além da retrofitagem processo de modernização dos prédios antigos, o projeto inclui a construção de sete novos edifícios anexos que abrigariam órgãos do governo federal que atualmente funcionam em prédios alugados em outras áreas de Brasília. Para sair do papel, a ideia deve custar R$1,6 bilhão, financiados por meio de uma parceria público privada (PPP). "O governo vai pagar com o que economizar com o consumo de água e energia e com projeções imobiliárias em Brasília", calcula o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), Paulo Simão.
Para se tornar ecologicamente corretos, os prédios passarão por mudanças na parte elétrica, para garantir eficiência energética, inclusão de mecanismos de economia de água e utilização de vidros com menor absorção de calor para reduzir o uso de aparelhos de ar condicionado, por exemplo.
De acordo com Simão, a ideia foi discutida pela primeira vez em 2008 durante uma reunião internacional da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Segundo Simão, o projeto é visto pela OIT como uma "grande contribuição do setor da construção civil para a criação de empregos verdes".
Simão, que também é membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), o Conselhão, órgão de assessoramento do presidente da República, disse que já apresentou o projeto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, e que tem apoio do Ministério do Meio Ambiente.
Fonte: Agência Brasil
Jornalista responsável Altair Santos MTB 2330 Tempestade Comunicação
CNJ cria comissão para fiscalizar obras em fóruns
Primeira auditoria será para radiografar todos os prédios do Judiciário, os que pertencem à instituição e os que estão em fase de obras
O presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Gilmar Mendes, assinou em 11 de junho portaria que cria o comitê para fiscalizar a execução de obras no Poder Judiciário. Entre outras tarefas, o grupo de trabalho vai acompanhar a execução do Termo de Compromisso que levou à anulação da licitação para as obras da nova sede do Tribunal Regional Federal em Brasília. O primeiro movimento será um raio x de todos os prédios do Judiciário, os que pertencem à instituição, os que estão em fase de obras, os que são alugados e ainda os cedidos por prefeituras. O mapeamento inclui exame de contratos, muitos deles prorrogados por largo período em condições eventualmente desfavoráveis para o Tesouro. A proposta foi do conselheiro Felipe Locke Cavalcanti e aprovada na última sessão do CNJ de 28 de abril. Segundo explicou o conselheiro, uma das principais atribuições do grupo de trabalho será instituir a padronização de procedimentos para redução dos custos na execução das obras. Há uma preocupação de avaliarmos a necessidade e os parâmetros das construções, com a finalidade de reduzirmos os custos, afirmou. Na opinião do conselheiro, a criação do grupo vai contribuir para aprimorar e agilizar o funcionamento do Judiciário.
Felipe Locke Cavalcanti afirma que a fiscalização desses gastos é uma preocupação de todos os integrantes do Conselho. Segundo avalia, a melhor distribuição dos recursos na construção de prédios será um benefício para o jurisdicionado. É o contribuinte que paga por essas instalações e ele merece que elas sejam construídas pelo menor preço e da forma mais adequada, opina.
Fonte: Agência CNJ de Notícias
Jornalista responsável Altair Santos MTB 2330 Tempestade Comunicação
Conjunto de boas gestões amplifica vendas
Crise evidencia setor comercial das empresas, mas ele só trará resultados se agir integrado com outros departamentos da corporação
Em tempos de crise, vender tornou-se, mais do que nunca, uma arte. Por isso, a gestão comercial ganha espaço dentro das empresas. Mas o que vem a ser gestão comercial? Conceitualmente, trata-se do conjunto de atividades mais próximas do cliente e onde se originam os maiores estímulos e as maiores pressões da companhia. Este conjunto de estímulos e pressões deve ser administrado pela área comercial da maneira mais produtiva possível em termos de resultados. E isto só é possível se instrumentos de gestão adequados forem estabelecidos.
A boa gestão comercial traz:
· Qualidade no atendimento (pré e pós-venda)
· Integração com os objetivos do negócio
· Melhoria da lucratividade das vendas
· Definição de políticas claras e motivadoras voltadas à remuneração por produtividade
· Documentação de referência e treinamento para as equipes de venda.
Para o professor de marketing da Universidade de São Paulo (USP), Francisco Alvarez, atualmente as empresas estão reaprendendo a utilizar os requisitos acima para conseguir comercializar seus produtos. Estamos saindo de uma era em que a gerência dos negócios foi trocada pela especulação nas bolsas, o que gerou um conflito de realidade dentro das corporações. Agora, para sobreviver, elas terão de voltar a focar, irremediavelmente, na gestão de seus negócios. É isso que fará a cadeia econômica voltar a girar, resume.
Mas a gestão comercial, por si só, não alavanca as vendas de uma empresa. Ela só traz resultados positivos se agregar um grupo de gestões. Ela deve abranger a gestão de pessoas, de clientes, da marca, de compras e produtos e de resultados, afirma Alvarez. Essa composição ajudará a resolver a seguinte fórmula comercial: Saber comprar + Saber atender o cliente + Marketing + Ética + Equipe bem treinada e focada.

O resultado desta combinação será o aprimoramento do relacionamento com o cliente, junto com mais competitividade estratégica para a empresa. Conhecendo o cliente, seus hábitos de consumo e suas preferências, viabiliza-se a antecipação das suas necessidades e o incremento da fidelização, afirma o especialista em marketing Ivo Kleber de Lima, que ressalta ainda que os chamados sistemas integrados de gestão empresarial, mais conhecidos pela sigla em inglês ERP, são fundamentais para ajudar a detectar o que o cliente quer.
Segundo Lima, a ERP é ainda mais necessária nas pequenas e médias empresas. Esses são clientes que dependem muito de bons fornecedores para manter uma base sólida de vendas. Por isso, gestores financeiros, de faturamento e de compras de materiais são estratégicos para o bom desempenho da empresa, facilitando tomadas de decisão mais rápidas e certeiras, explica, confirmando que uma boa gestão comercial é fruto de um conjunto de boas gestões.
Entrevista Complementar
Sistemas integrados de gestão garantem sobrevivência da empresa
Do inglês ERP, eles permitem que a corporação obtenha respostas mais rápidas e certeiras, desde questões financeiras a comerciais
Os sistemas integrados de gestão empresarial, mais conhecidos pela sigla em inglês ERP (Enterprise Resource Planning), são hoje uma questão de sobrevivência para as empresas, segundo o consultor Ivo Kleber de Lima. A questão é: como usá-los com eficiência? O recomendável é que uma empresa que ainda não implantou ERP comece pelo módulo básico e vá acrescentando outros conforme suas necessidades. Erros na forma de escolher e implementar o sistema podem decepcionar o cliente, alerta Ivo Kleber. Porém, quando bem usado, o ERP permite a obtenção de indicadores de desempenho para a empresa, facilitando a tomada de decisão mais rápida e certeira. É o que é explicado na entrevista a seguir. Confira:
Quais os principais aspectos que uma empresa deve considerar ao escolher um ERP?
Primeiramente, se o software é indicado para os processos da empresa. Para isso, a empresa deve mapear e definir bem seus processos. Buscar referências na mesma área de atuação também é importante para que, ao menos parcialmente, os processos sejam atendidos, mas o ideal é ter seu próprio mapeamento atendido. Após o filtro da aderência aos processos, deve-se selecionar a empresa que forneça uma capacidade de atendimento suficiente em termos de suporte local e consultores. Obviamente, a tecnologia também deve ser avaliada, para saber se teremos integridade nas informações, e se ela tem suporte de empresas mundialmente estabelecidas.
De que forma a linguagem na qual o ERP foi desenvolvido influencia a qualidade final do produto?
Tecnicamente, há uma influência na qualidade do produto, mas é um item muito delicado de se avaliar sem ser especialista da área de tecnologia. E mesmo as áreas de tecnologia fazem, muitas vezes, análises tendenciosas desse aspecto, buscando valorizar o que conhecem, e não o que é bom. Nas pequenas e médias empresas, o cliente deve ter foco nos aspectos de adaptação ao negócio e idoneidade do fornecedor. Um fornecedor sem uma boa tecnologia, fatalmente não conseguiria manter uma base de clientes sólida e crescer. Se esses aspectos forem validados, o aspecto tecnológico estará contemplado.
Especificamente sobre gestão comercial, quais os benefícios que a utilização de ERP pode trazer?
O grande benefício de todo ERP é a integração e maior controle sobre todas as áreas da empresa. Na atuação comercial, essa integração permite que os processos evoluam de uma simples abordagem de vendas para as melhores práticas de gestão do relacionamento com o cliente. Cada etapa do processo de vendas pode ser sinalizada e monitorada quanto ao seu potencial de fechamento, alimentando, de forma mais precisa, projeções de vendas que se desdobram em projeções de aquisição de insumos e planejamento da produção. As informações sobre as vendas não concluídas indicam caminhos a ser tomados ou rotas a ser alteradas para a conquista do cliente. Com esses passos, já estamos migrando de uma abordagem tradicional de vendas para um monitoramento de nossos relacionamentos comerciais.
Para uma empresa que ainda não implantou ERP, o senhor a aconselharia a começar a implantação do sistema por qual módulo?
Toda construção começa pelo alicerce, e nada é mais básico numa empresa do que gerir eficientemente contas a pagar, contas a receber e obrigações fiscais. A maioria das empresas, em qualquer ramo, adota essa trilha. Atendida essa realidade, o módulo de gestão comercial já inicia contribuindo para a gestão integrada do negócio, refletindo nas gestões de finanças e de faturamento a ação comercial efetiva.
Quando uma empresa deve investir em um ERP?
Se ela já não tem um ERP, deve buscá-lo imediatamente. Se já o tem, mas sente que chegou ao limite do que o software atual pode fornecer, deve conversar com o fornecedor para saber se lhe falta conhecimento para obter mais com o ERP em uso. Esgotada essa possibilidade, deve procurar um sistema mais abrangente.
Qual o maior benefício que um ERP traz para uma empresa?
Hoje, pode-se afirmar que seja a sobrevivência. Parece brincadeira, mas não se concebe mais uma empresa existir sem ERP. Essa exigência decorre de uma padronização na execução e automatização de processos. Além da possibilidade de se ter uma base de dados gerenciais, que permita a obtenção de indicadores de desempenho para a empresa, facilitando a tomada de decisão mais rápida e certeira.
O senhor cita que ter ERP hoje é uma questão de sobrevivência. Há algum case de sucesso que poderia citar sobre uma empresa que não tinha ERP e, ao implantar o sistema, experimentou mudanças positivas?
Podemos citar todos os cases publicados no site da CIGAM (http://www.cigam.com.br), no qual há vários testemunhos e casos de sucesso e de benefícios alcançados.
Em quanto tempo os benefícios do ERP podem ser percebidos e avaliados?
No início, a impressão será de que tudo piorou, pois o ERP vem como algo a mais em um dia a dia já atribulado. Mas, após três meses de uso, já se percebem retornos significativos na operação da empresa. E não se concebe mais viver sem o ERP.
O que é mais importante em um ERP: modularidade, facilidade de instalação, conectividade ou ele ser amigável?
A possibilidade de modularidade é fundamental para uma pequena e média empresa, pois permite que os investimentos sejam graduais. Compra-se um conjunto de módulos, implanta-se, obtém-se o benefício e parte-se para outros módulos.
No caso da indústria da construção civil, o senhor sabe se esse é um setor que tem procurado se conectar ao ERP ou ainda está defasado se comparado com outros segmentos da economia?
A cadeia produtiva da construção civil é muito abrangente. É preciso pensar que, além das construtoras, há as empresas de planejamento, de engenharia e arquitetura, os fabricantes de materiais e muitos outros.
A construção civil está defasada na adoção de sistemas integrados de gestão, se comparada às indústrias metalúrgica, calçadista e de confecção. Mas a questão central reside no estágio de vida da empresa. Há um momento, em toda a empresa, em que ela vive o que podemos chamar de crise de crescimento. O seu mercado de atuação está em plena expansão e se somam as exigências de qualidade e de prazo, tornando imprescindível um salto em termos de gestão. É necessário responder com agilidade e precisão às demandas do mercado e de tomada de decisão nos negócios. Não há, humanamente, como gerir todas as variáveis que se apresentam somente nessas duas questões, sem implementar ferramentas de gestão integrada.
Particularmente, na construção civil, é preciso separar o problema em duas partes, para impedir que uma impeça a outra de caminhar. Há a gestão do negócio, e gestão da obra ou do serviço. Ao longo do tempo, o setor aguardou que surgissem soluções que respondessem as duas partes, e somente aqueles que podiam bancar uma solução por encomenda implementaram ferramentas de gestão integrada.
Hoje, o mercado oferece solução para os dois problemas e integra as duas partes com módulos de gestão de serviços e de gestão de projetos, que permitem acesso e atualização pela internet, além de realizar o gerenciamento do relacionamento com o cliente. Aqueles players do mercado de construção civil que adotaram ou estão implantando sistemas de gestão integrada consideram esse cenário.
Entrevistado: Ivo Kleber de Lima: ivo.lima@repullo.com.br
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Acesse http://tinyurl.com/m5oo3s e veja uma apresentação sobre módulo de gestão de projetos
Jornalista responsável Altair Santos MTB 2330 Tempestade Comunicação
Linha Verde terá mais concreto na segunda etapa

A Prefeitura de Curitiba finaliza a obtenção de recursos para iniciar as obras da segunda fase da Linha Verde, que irá do bairro Jardim Botânico até o Atuba. O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) já anunciaram que financiarão o novo trecho, que custará US$ 138 milhões (cerca de R$ 270 milhões). Assim que vier o dinheiro, o projeto, que já está consolidado, começa a sair do papel - provavelmente no início de 2010. O certo é que, por circunstâncias da topografia, a segunda fase da Linha Verde terá mais concreto do que a etapa em fase final de conclusão, que liga o Pinheirinho ao Jardim Botânico.
Segundo o engenheiro civil Wilson Justus, coordenador-geral da Unidade Técnica Administrativa de Gerenciamento (Utag), órgão ligado à Secretaria Municipal de Obras Públicas da Prefeitura de Curitiba, o conceito da nova etapa do eixo urbano seguirá o mesmo do trecho sul, com canaleta central para ônibus, vias locais e vias marginais. "A diferença é que nesta etapa a topografia permitirá a construção de trincheiras e haverá uma adaptação dos viadutos existentes, que precisarão ser alargados para permitir a canaleta exclusiva do ônibus e as três faixas de rolamento em cada sentido", revelou.
Justus também anunciou que haverá mais obras em concreto na segunda etapa. "Se você considerar que nós vamos mexer com trincheiras e viadutos, além da canaleta, podemos dizer que teremos mais concreto no trecho norte da Linha Verde". Nesta nova etapa, a Prefeitura de Curitiba continuará contando com a parceria da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) para a pavimentação da canaleta e para as adaptações dos viadutos sobre as avenidas Afonso Camargo e Victor Ferreira do Amaral.
Pontes novas
A primeira fase da Linha Verde também incluiu a construção de duas pontes em concreto, cada uma medindo 70 metros, e que estão em fase final de construção no bairro Prado Velho. As obras permitiram que fossem erguidas galerias mais largas para a passagem do rio Belém. Com a obra, diminuirão os alagamentos na região. "Quer dizer, além das obras visíveis em concreto, há outras, que não são tão perceptíveis, mas que também absorvem uma boa quantidade do material", afirmou Justus.
Curiosidades
* Quando concluída, a Linha Verde se tornará a maior avenida de Curitiba, com aproximadamente 18 quilômetros, cortando 14 bairros da cidade.
* O eixo urbano terá capacidade de tráfego para 100 mil veículos por dia.
* A primeira etapa da Linha Verde custou R$ 121 milhões.
Texto complementar
Eixo tem homônimo em Belo Horizonte

A Linha Verde não é uma exclusividade de Curitiba. Belo Horizonte também tem a sua. A coincidência entre os eixos das capitais paranaense e mineira é que eles urbanizaram rodovias que cortavam as cidades. No caso da obra em Minas Gerais, ela liga o centro da cidade ao Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, na região metropolitana de BH. A construção tem 35,4 quilômetros de extensão, custou R$ 400 milhões e incluiu 20 viadutos e duas trincheiras.
Ao contrário da Linha Verde de Curitiba, a de Belo Horizonte não recebeu pavimentação em concreto. "O sistema viário deles não previu canaleta exclusiva, que é uma característica única da nossa Linha Verde", observou Wilson Justus, coordenador-geral da Unidade Técnica Administrativa de Gerenciamento (Utag), órgão ligado à Secretaria Municipal de Obras Públicas da Prefeitura de Curitiba.
A obra mineira beneficia mais de 3 milhões de pessoas e corta 100 bairros de Belo Horizonte, além de dez municípios que integram a região metropolitana da cidade. O empreendimento, bancado pelo governo de Minas Gerais, começou em maio de 2005 e foi entregue em dezembro do ano passado.
Segundo o gerente regional da ABCP-Sul, Carlos Roberto Giublin, a tendência das grandes cidades brasileiras é adotar anéis viários como os construídos em Curitiba e em Belo Horizonte. "Eles agregam viadutos, passarelas e contornos que permitem maior fluidez do tráfego. Se bem construídos, os anéis viários redistribuem o fluxo de veículos ao longo de todo o perímetro de uma cidade. Mas é preciso tomar cuidado. Se ficarem cheios de sinaleiros, podem se transformar em vias entupidas de gente e de carros", alerta.
Entrevistados:
Wilson Justus: justus@smop.curitiba.pr.gov.br
Carlos Roberto Giublin: roberto.giublin@abcp.org.br
Jornalista responsável Altair Santos MTB 2330 Tempestade Comunicação