Itambé obtém upgrade na certificação ISO 9001
A empresa cumpre simultaneamente requisitos de qualidade, meio ambiente e de saúde e segurança

Em março, a Cia. de Cimento Itambé passou por um upgrade em sua certificação ISO 9001 (gestão de qualidade), passando da versão 2000 para a 2008. Segundo o gerente de qualidade da empresa, Rogério Lunardon, a mudança exigiu requisitos que a empresa cumpriu tranquilamente, já que ela estava acompanhando a evolução da certificação. Nos preparamos para dar esse upgrade de qualidade, afirmou.
Agora, a Cimento Itambé tem os certificados ISO 9001:2008, ISO 14001:2004 (gestão ambiental) e a OHSAS 18001:2007 (norma referente à saúde e segurança do trabalhador). A empresa, que vem obtendo certificação desde 1996, avalia que o diferencial nestas conquistas é que o sistema integrou as três normas e cumpriu simultaneamente requisitos de qualidade, meio ambiente e de saúde e segurança. Temos apoio integral de todos os departamentos da empresa para perseguir a excelência em nosso trabalho, diz Lunardon, completando: O que significa isso? Que a empresa forneceu ferramentas que ajudam na gestão do processo de busca de mais qualidade, menos impacto ambiental e mais segurança e saúde.
Na prática, o que esses certificados representam para a Itambé? Eles trazem melhorias na rotina de trabalho da empresa. Além disso, torna a produção mais eficiente e incentiva os colaboradores a participar mais integrados à gestão e se sentirem atraídos pela busca das metas. Isso já está incorporado no dia a dia da empresa, relata Rogério Lunardon.
A Cimento Itambé passa a cada seis meses por auditorias de certificação da SGS ICS Certificadora Ltda. A companhia suíça, com escritório no Brasil, foi quem habilitou a Itambé a conseguir os certificados. O processo burocrático da certificação exige que se busque uma empresa reconhecida e independente.
Segundo Lunardon, o trabalho para implantar as certificações foi gratificante, mas o trabalho para manter é ainda mais agradável. Quando as normas estão integradas ao sistema é por que tudo deu certo. Errado seria ficar fiscalizando para que as metas fossem atingidas. Há empresas que perdem seus certificados por isso. E se isso ocorre gera um desgaste grande para a imagem da corporação, explica.
Para o consumidor dos produtos Itambé, as certificações se transformam em sinônimo de tranqüilidade. A maior parcela dos clientes são os consumidores industriais (construtoras, empresas de artefatos de cimento, pré-moldados e concreteiras) e o que eles precisam é de qualidade estável, ou seja, de produtos que não tragam surpresas desagradáveis para os resultados finais dos produtos deles. É nisso que resultam as certificações. Elas dizem aos clientes que nossos produtos são feitos com qualidade, por pessoas que respeitam o meio ambiente e que trabalham com saúde e segurança, comenta Rogério Lunardon.
Segundo o gerente de qualidade da Itambé, os clientes corporativos estão muito seletivos e preferindo as empresas com certificações. O que ele ressalta é que os consumidores de varejo também já começaram a prestar a atenção nesses requisitos. Hoje, cada vez mais, as certificações servem de referência para o comprador, finaliza.
Certificações: a vantagem de uma empresa nascer com elas
* Rogério Campos Meira
Se para uma empresa consolidada o conjunto de Normas ISO, ou pelo menos algumas específicas, é necessário, o mesmo vale para aquelas que acabaram de nascer.
O principal atrativo destas certificações é, de fato, o caráter diferenciador que elas proporcionam para quem as tem. E isso resulta em destaque para a organização, uma vez que ao enquadrar uma empresa numa determinada norma, a mesma ganha um diferencial competitivo em relação às demais.
Não é a toa que quem possui um selo da ISO 9001, por exemplo, faz questão de deixá-lo à mostra. Afinal, o consumidor, ao vê-lo, reconhece que o produto ou o serviço prestado passou por uma rígida normatização.
Além destes benefícios, posso citar outro, como a facilitação dos processos internos, o que torna também mais simples o seu gerenciamento. A partir do momento em que ocorre a sistematização de uma tarefa, ela passa, então, a poder ser realizada por outros funcionários.
Faço ainda uma ressalva no quesito preparação: a companhia que deseja elaborar um sistema de padronização tem que contar com o envolvimento de todos os profissionais, do baixo ao alto escalão, para que o processo realmente dê certo. Sendo assim, as lideranças precisam ser as primeiras a cumprir as normas, para que não fique dúvidas quanto a relevância do projeto.
Dessa forma, encaro como fundamental para uma empresa o fato de que ela já nasça com a consciência da importância, e se possível a imediata implementação, das certificações.
Trabalhar com estas normas é estar atento às causas para não ter que remediar os problemas. Um exemplo simples: numa companhia em que a OHSAS 18001 (norma referente à segurança do trabalhador) esteja implantada, dificilmente algum profissional terá provas suficientes para entrar com uma ação trabalhista. Os padrões colaboram, também, para a proteção da organização no que diz respeito à sua imagem.
* Rogério Campos Meira é Engenheiro Mecânico, Mastère em Management de La Qualité pela ENSAM França, Certified Quality Auditor, Certified Manager of Quality/Organizational Excellence e Certified HACCP Auditor pela ASQ EUA e diretor-executivo da Academia Tecnológica de Sistemas de Gestão (ATSG).
Contato com articulista através da assessoria de imprensa: heloiza@imageassessoria.com.br
Jornalista responsável Altair Santos MTB 2330 Tempestade Comunicação
Tecnologia acústica tenta romper o silêncio
Brasil ainda enfrenta obstáculos para construir obras preparadas para absorver o som externo, mas norma que entrará em vigor em 2010 trará avanços

O dia 29 de abril é reconhecido mundialmente como o "Dia Internacional da Conscientização sobre o Ruído". A data foi criada pela associação "League for the Hard of Hearing" e já é seguida por vários países. Nela, costuma-se fazer um minuto de silêncio para destacar o impacto do ruído na vida cotidiana.
No Brasil, um dos difusores do Dia Internacional da Conscientização sobre o Ruído é o consultor Edison Claro de Moraes, que avalia que só agora, no país, começou a cair a ficha sobre o tratamento acústico e térmico das obras. Segundo ele, porém, o caminho está só começando. A tecnologia do silêncio já tem literatura vasta e bons materiais, mas ainda faltam profissionais com qualificação adequada para executá-la, afirma.
A convicção dos especialistas em acústica é que o país dará um grande salto no assunto a partir de 12 de maio do ano que vem, quando entra em vigor a NBR 15575-1. A norma estabelece vários requisitos que uma edificação deve atender em termos de habitabilidade. Vigente, ela passará a ser um ponto de referência para construtores, fabricantes de materiais de construção e usuários.
Isso significa que as moradias terão de se adequar a padrões que hoje no Brasil são vistos mais rotineiramente nas edificações corporativas. Esses prédios já seguem normas de sustentabilidade e tomam todos os cuidados do ponto de vista térmico/acústico. São obras de altíssimo padrão. Infelizmente, nas obras mais populares há exemplos raros. São mais exemplos acadêmicos. Alguém que foi lá e fez o projeto, mas não é uma coisa de iniciativa privada ou alguém que fez para comercializar. Infelizmente, a maioria das construtoras enxergam o isolamento acústico como despesa. Elas ainda não atentaram para isso como valor agregado, como marketing. Não existe este paradigma ainda, avalia Edison Claro de Moraes.
Em estudo intitulado Conforto Acústico entre unidades habitacionais em edifícios residenciais de São Paulo, Brasil, as pesquisadoras Maria de Fátima Ferreira Neto, do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT), e Stelamaris Rolla Bertoli, da Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) avaliam que a NBR 15575-1 terá o desafio do clima do país para se impor e adequar as habitações brasileiras. Os países com clima frio são, de certa forma, privilegiados com a questão do isolamento acústico. Isso porque, devido às baixas temperaturas, os ambientes necessitam de boa vedação térmica, favorecendo o isolamento acústico. Já em países como o Brasil, com clima quente e úmido, a adequação térmica muitas vezes exige que as janelas se mantenham abertas, o que dificulta a obtenção de alto valor de isolamento acústico, justificam.
Independentemente dos desafios, a busca por qualidade de vida é que deverá ditar as mudanças acústicas nas habitações, como sugere Edison Claro de Moraes: O desconforto acústico, gerado pela poluição sonora, é uma realidade. E ela é democrática, pois atinge todos sem distinção, seja rico, seja pobre. Está todo mundo exposto, e isso afeta a qualidade de vida. Está na hora de mudar isso e a nova norma dará um grande impulso para essa mudança, conclui.
Fontes:
Edison Claro de Moraes: edison@atenuasom.com.br
Maria de Fátima Ferreira Neto: mffneto@hotmail.com
Stelamaris Rolla Bertoli: rolla@fec.unicamp.br
Jornalista responsável Altair Santos MTB 2330 Tempestade Comunicação
Norma é lei
A ABNT é a responsável pela gestão do processo de elaboração e revisão de normas brasileiras e é reconhecida pelo governo como o único foro nacional de normatização
Créditos: Engª. Naguisa Tokudome - Assessora Técnico Comercial Itambé

Este assunto foi tema de um artigo similar com o título A responsabilidade de cada um anteriormente publicado no site Massa Cinzenta. O texto cita que a norma possui força de lei, de acordo com o que diz o Código de Defesa do Consumidor:
É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas abusivas, colocar no mercado de consumo, qualquer produto ou serviço em desacordo com as normas expedidas pelos órgãos oficiais competentes ou, se normas específicas não existirem, pela Associação Brasileira de Normas Técnicas ou outra entidade credenciada pelo Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Conmetro).
Porém, este artigo não contemplou o processo de criação da norma. Descubra qual é o caminho que ela percorre até a data da publicação:
1) Elaboração em função da demanda
A solicitação para criação ou revisão de uma norma poderá ser realizada por qualquer parte interessada (consumidor final, fabricante, revendedor, representante do governo, etc), ou seja, não há necessidade de ser associado a ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas.
2) Programa de normatização
O pedido é analisado pelas gerências de planejamento e processo. Se aprovado, o assunto é levado ao comitê técnico do setor. O comitê avalia o tema, realiza a programação (cronograma de execução) e coordena os trabalhos desenvolvidos pela Comissão de Estudo (CE), formada no próximo estágio.
3) Elaboração do projeto de norma
O comitê técnico convida algumas empresas e profissionais com experiência e conhecimento sobre o tema para participarem da Comissão de Estudo (CE). Esta comissão é responsável por desenvolver o Projeto de Norma (PN) através do consenso. A finalidade desse processo é para atender os interesses e as necessidades da coletividade. Durante as várias reuniões realizadas, os participantes poderão interagir e opinar sobre as questões levantadas. Não há obrigatoriedade destas pessoas ou empresas serem associadas à ABNT.
Finalizado este processo, o texto é submetido à consulta nacional.
4) Consulta nacional
O PN é disponibilizado para download no site da ABNT para que a sociedade possa examinar e emitir as considerações. Para ter acesso ao projeto não é necessário ser associado à ABNT. As partes interessadas poderão manifestar sua aprovação ou não do texto, desde que apresentem justificativas técnicas. Após o período da consulta nacional (60 dias para ABNT/NBR e 30 dias para ISO-ISE), a CE reúne-se novamente para análise dos resultados.
5) Análise do resultado da consulta nacional
É realizada a reunião entre a CE (autora do projeto) e todos os interessados que se manifestaram durante a consulta nacional. O propósito é deliberarem por consenso a aprovação do Projeto de Norma como Norma Brasileira. Se não houver impedimento, o PN será encaminhado para homologação pela ABNT, onde receberá a sigla ABNT NBR e seu respectivo número.
5.1) Caso o PN sofra alteração técnica, recorrente à sugestão ou objeção técnica da fase anterior, a Comissão de Estudo irá disponibilizá-la novamente à consulta nacional como 2.º Projeto de Norma.
5.2) Caso o PN receba objeções técnicas que justifiquem o não consenso necessário para a sua aprovação como Norma Brasileira, a CE autora do projeto poderá solicitar o seu cancelamento.
A ABNT fornece um prazo (normalmente um mês) para as empresas se adequarem à nova norma após a data da publicação. Existem casos especiais em que a ABNT estipula um prazo maior, dependendo das alterações realizadas. (ex: ABNT NBR 15575-1: edifícios habitacionais de até cinco pavimentos - Desempenho. Publicada em 12/05/08 e válida a partir de 12/05/2010).
Os benefícios resultantes da normalização são vários como organização do mercado, constituição de uma linguagem única entre produtor e consumidor além de contribuir para a integração e inserção do Brasil no mercado internacional.
Jornalista responsável Altair Santos MTB 2330 Tempestade Comunicação
Edifício Fu Gang
Prédio com maior peso movido intactamente

Fu Gang é o edifício mais pesado do mundo movido de forma intacta. Este prédio está localizado na Rodovia West Bank na Província de Guangxi na China. Guangzhou Luban Corporation foi responsável pelo sucesso da sua recolocação em 10 de novembro de 2004. O edifício pesava 15.140,40 toneladas e possui 34 metros de altura. Fu Gang foi movido 35,62m horizontalmente e todo o processo levou 11 dias para ser executado.
Edifício Fu Gang
15.140,40 toneladas
Local: Província de Guangxi, China
Data: 10 de novembro de 2004.
Fonte: Guinness World Records
Créditos: Vanda Pereira Cúneo - Assistente de Marketing
Construindo Melhor
Não utilize a "nata de cimento" para ancorar (colar) as peças de concreto. Apesar do poder aglomerante do cimento, o excesso de água desta "nata" forma uma área de pouca resistência entre os concretos. Portanto, utilize corretamente os diversos produtos químicos existentes no mercado que conferem uma aderência satisfatória. Atente-se à perfeita limpeza (escova de aço), apicoamento (rugosidade do concreto) e lavagem com água, necessários para receber o produto químico.
Créditos: Engº. Carlos Gustavo Marcondes - Assessor Técnico Comercial Itambé
Florianópolis prioriza o futuro
Capital catarinense debate soluções que garantam a mobilidade dentro da ilha e a conexão com o continente

Em março deste ano, em meio às comemorações de seus 283 anos, Florianópolis lançou um fórum para debater o futuro. No centro da questão estava a mobilidade dentro da ilha e a conexão com o continente.
Coordenado pelo IPUF (Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis), e com a participação de órgãos de trânsito e de engenharia de Santa Catarina, o fórum concluiu que se nada for feito até 2020 Florianópolis pode mergulhar em um caos urbano.
Das soluções apontadas, uma foi consensual: Florianópolis precisa urgentemente pensar na construção de mais uma ponte, que permita quadruplicar o fluxo de veículos que trafegam diariamente entre a ilha e o continente. Segundo cálculos do IPUF, nas pontes existentes hoje passam cerca de 160 mil veículos por dia quantidade que se equipara ao trânsito na ponte Rio-Niterói. Se a cidade seguir crescendo a taxas de 5% ao ano, como tem acontecido, em 2020 a frota de 160 mil passará a ser de 320 mil.
Para o engenheiro de trânsito Severino Soares Silva, diretor da ESSE (Empresa SulBrasileira de Serviços de Engenharia), pelos estudos do IPUF, Florianópolis não precisa nem esperar 2020 chegar. Se continuar assim, a cidade para em 2014. Quer dizer, entre atravessar as pontes, percorrer a via expressa e chegar ao centro levará, seguramente, mais de duas horas, avalia o especialista, que idealizou o projeto da construção da nova ponte e da ampliação da via expressa.
No plano apresentado pela ESSE, em parceria com a Sotepa (Sociedade Técnica de Estudos de projetos e Assessoria Ltda.), a quarta ponte seria construída entre as duas pontes já existentes. O projeto propõe ainda quadruplicar a via expressa. Desta forma as faixas de hoje permaneceriam normais e as faixas na nossa proposta teriam pedágio. Isso possibilita atrair a iniciativa privada para a construção, diz o engenheiro Severino Soares Silva. O valor da obra é estimado em R$ 350 milhões.
No fórum sobre as soluções de mobilidade para Florianópolis surgiu ainda a possibilidade da construção de um túnel ligando a ilha ao continente. A obra, no entanto, ficaria no mínimo dez vezes mais cara do que a construção de um novo viaduto. Antes, os especialistas acham que é preciso também pensar em desafogar o trânsito na área continental, ligando a ilha à BR-101. Um trecho de 2,4 quilômetros está em construção há cinco anos e já consumiu R$ 40 milhões. São precisos mais dez quilômetros para a ligação com a rodovia. O governo catarinense espera ser contemplado com recursos do PAC da mobilidade para finalizar a extensão continental da via expressa.
Enquanto as soluções definitivas não chegam, o IPUF tenta amenizar os congestionamentos na ilha em horários de pico. Uma medida foi criar faixas exclusivas nas pontes para o transporte público. Arquiteta e urbanista do IPUF, e coordenadora de projetos cicloviários, Vera Lúcia Gonçalves da Silva acredita que é preciso repensar o trânsito na cidade. Nós temos diferentes vias: uma principal, uma coletora, uma local, cada uma com velocidades diferentes. Para cada linha, pensamos em estabelecer prioridades para pedestres, ciclistas e transporte coletivo, planeja.
No entanto, o engenheiro de trânsito Severino Soares Silva acha difícil implantar esses conceitos. A única cidade do mundo que eu conheço que os administradores conseguiram tirar o automóvel da cidade é Londres. Lá fizeram um programa arrojado e lá se cumprem leis e lá se multam. Londres implantou uma restrição ao automóvel no anel central da cidade e quem quer trafegar lá paga hoje quase 20 euros. Só que mesmo assim se passaram três anos e se tirou apenas 2% dos automóveis. Não se tiram mais automóveis das cidades. Este é um bem que o homem inventou e não consegue abdicar mais dele. A solução está no investimento em obras que dêem mobilidade, aposta.
Fonte:
Severino Soares Silva: severino@esseconsultoria.com
Vera Lúcia Gonçalves da Silva: vera@ipuf.sc.gov.br
Ponte Hercílio Luz é patrimônio histórico
A ponte Hercílio Luz foi a primeira obra a ligar o continente à ilha de Santa Catarina

A obra é uma das maiores pontes pênseis do mundo e a maior do Brasil. Teve sua construção iniciada em 14 de novembro de 1922 e foi inaugurada a 13 de maio de 1926. O comprimento total é de 819,471 metros, com 259 metros de viaduto insular, 339,471 metros de vão central e 221 metros de viaduto continental.
A estrutura de aço tem o peso aproximado de cinco mil toneladas e os alicerces e pilares consumiram 14.250 m³ de concreto. As duas torres medem 75 metros, a partir do nível do mar, e o vão central tem altura de 43 metros.
A Hercílio Luz está em fase de restauração para aumentar sua segurança. A obra, segundo estimativa do governo de Santa Catarina, deve ser concluída em 2010. Há ainda um projeto de instalar um metrô de superfície que percorreria o leito da ponte, ligando o bairro de Barreiros, em São José, e o centro da capital. O valor da obra está orçado em R$ 250 milhões. Desde 1991 está proibido o tráfego de veículos na Hercílio Luz.
Jornalista responsável Altair Santos MTB 2330 Tempestade Comunicação
Acredite: preocupação ambiental dá lucro
Empresas que despertarem para essa questão vão dar um salto de qualidade e amplificar os negócios, defende especialista

O gestor ambiental Maurício Roberto Maruca tem uma visão diferenciada sobre aplicação de conceitos ambientais no mundo empresarial. Para ele, o setor precisa despertar para a viabilidade que alia lucro e meio ambiente. Se a preocupação com o lucro e a preocupação ambiental não forem aliados nós não vamos chegar a lugar nenhum, defende.
O especialista também considera que já é hora de as rigorosas leis ambientais existentes no Brasil saírem do papel para punir quem ignora o meio ambiente. A curto prazo são necessárias soluções drásticas, diz, afirmando que a empresa que despertar para a questão da imagem ambiental vai dar um salto em seus negócios. É o que ele explica nesta entrevista. Confira:
O setor de meio ambiente diz que faltam profissionais qualificados. Por que isso ocorre?
No meu entender é porque só agora é que está havendo uma preocupação ambiental das grandes empresas. Era um mercado muito restrito até há pouco tempo e atraía apenas profissionais meio sonhadores, que pensavam o meio ambiente como um meio de vida. Hoje em dia, como a demanda por profissionais de meio ambiente está crescendo em função de tudo o que está acontecendo no mundo, as grandes empresas estão começando a ter uma preocupação de imagem ambiental, que requer a contratação de profissionais desta área, por isso que eu digo que existe ainda uma carência de profissionais capacitados para a área ambiental.
A carência deste tipo de profissional já estaria afetando programas de governo, como o de concessões públicas na Amazônia. É verdade?
Isso com certeza. Porque ainda se confunde o tratamento de meio ambiente, principalmente na gestão de governo, com o tratamento político comum. Então ainda se comete o erro de colocar pessoas que não são do setor, pessoas que não têm vivência no setor ambiental. Mas veja bem, eu não estou falando do que a gente chama de ecochato, e tal. Eu estou falando de profissionais capacitados, preparados e bem intencionados, principalmente. Isso o setor público tem uma carência muito grande.
Gestor ambiental, engenheiro ambiental e técnico florestal. Qual a diferença entre esses três profissionais?
O gestor ambiental pensa a política ambiental de um setor, que pode ser desde uma pequena empresa até um governo. Ele é um formador de teorias ambientais. O engenheiro ambiental já é mais específico, ele é um profissional que cuida de áreas específicas do setor ambiental. O técnico florestal é mais específico ainda, ele é mais afeito à teorias, principalmente à teorias de produção florestal. Ele é um ambientalista mais preocupado com a gestão de florestas.
Até onde vai a culpa das instituições educacionais por estarem faltando profissionais desta área no mercado?
Acho que elas não têm culpa. Acho que tudo na vida é uma questão de procura. Havendo procura no mercado as instituições de educação vão se preocupar em abrir mais vagas para isso.
Há ilhas de boa gestão ambiental no Brasil. Onde elas estão?
No meu entender a boa gestão ambiental, ou pelo menos a razoável - até porque o Brasil é um país novo na preocupação ambiental -, está mais nas regiões sul e sudeste do país.
A sustentabilidade das companhias já não é apenas analisada pelos consumidores, mas é exigência de seguradoras, bancos e parceiros de indústrias no mundo todo. As empresas brasileiras já se deram conta disso?
Estão se dando conta agora. Agora estão percebendo que a preocupação com sustentabilidade e com o meio ambiente não é só uma preocupação dos meios acadêmicos. Ela é uma preocupação de mercado mesmo. Principalmente nos países europeus e no Japão, onde as empresas que têm preocupação ambiental, que têm preocupação com a sustentabilidade, estão supervalorizadas. Nos Estados Unidos não tanto, por que se eles passarem a exigir terão uma preocupação ambiental diferente da que tiveram até hoje. Já no Brasil, as empresas exportadoras estão tendo que se preocupar com isso.
Fala-se muita em responsabilidade social, responsabilidade fiscal, mas a quantas anda a responsabilidade ambiental no Brasil?
A preocupação está começando apenas agora e na minha visão não adianta a gente ter a ilusão de que o meio ambiente vai ser uma preocupação do empresário independentemente do lucro dele. A gente tem que ter na cabeça que o empresário visa lucro e é normal. O progresso é isso aí. Então tudo no meio ambiente hoje depende de dinheiro. E se a preocupação com o lucro e a preocupação ambiental não forem aliados nós não vamos chegar a lugar nenhum. Então tem que haver esta associação de lucro e meio ambiente. É hipocrisia achar que sem lucro a gente vai conseguir controlar o meio ambiente. Não vai! Todo mundo depende de dinheiro. O empresário tem que entrar nesta luta, mas para entrar nesta luta ele tem que ter algum retorno, seja de imagem ou retorno financeiro mesmo. Mas que vai passar pelo lucro dele vai, não tenha dúvida.
Em algumas cidades, o entulho gerado pela construção civil já é um problema tão ou mais grave do que o gerado pelo lixo doméstico e industrial. Há uma solução para isso?
A solução é coerência. O entulho não tem que ser encarado como um problema. O entulho é muito rico, basta vontade política, vontade dos gestores públicos de dar uma solução definitiva para isso. Isto é, legislando sobre isso. Porque o entulho pode ser aproveitado. Tem um monte de coisas que podem ser reaproveitadas. Agora tudo depende da vontade política. Se o setor público não entender que isso é um problema que parte primeiro de governo não vai ter solução. Mas eu acho que tem solução e a solução é relativamente rápida. Mas volto a falar: falta vontade.
Para reverter esse quadro geral analisado pelo senhor, há algo a se fazer a curto e a médio prazo ou as soluções são apenas a longo prazo?
Tem soluções das três maneiras: a curto, a médio e a longo prazo. A curto prazo são soluções drásticas, isto é, a punição. A curto prazo tem que se aplicar a lei que já existe. Existem inúmeras leis que não são só punitivas, são educativas também. Mas tem que aplicar. O gestor público tem que aplicar a lei. Ele não está ali para construir, ele está ali para fiscalizar. E se ele não fiscalizar utilizando a lei que existe não adianta, não vamos chegar às outras etapas. O segundo passo, a médio prazo, é o que já vem acontecendo. É o setor particular entender que o meio ambiente tem que ser protegido, que o meio ambiente tem que ser mantido e isso não é vergonha para ninguém. Isso pode até gerar lucro. E a longo prazo é a educação. Não tem outro jeito. O gestor público tem que obrigar as escolas, em todos os níveis, a colocar na cabeça dos seres humanos que já existem e dos que vão nascer a idéia da sustentabilidade e do meio ambiente. Isso só com educação. Não tem jeito.
* Mauricio Roberto Maruca é administrador de empresas, formado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e pós-graduado em Gestão de Projetos Ambientais. Também é especialista em administração de projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) e Protocolo de Kyoto, com ênfase em captação de biogás de aterros sanitários. No segmento ambiental desde 2002, é um dos pioneiros no Brasil a realizar negociações de créditos de carbono com diversas empresas, tendo se especializado em contratos desse segmento. Email: maruca@arauna.com.br
Gestão ambiental: faltam profissionais no mercado
Não é nenhuma novidade que estamos passando por uma grande crise econômica mundial e que o número de demissões vem crescendo vertiginosamente em vários setores. No Brasil, estima-se que foram eliminados mais de 800 mil empregos com carteira assinada de segmentos como automobilística e aeronáutico desde novembro de 2008. Mas na contramão deste movimento, o setor de meio ambiente diz que faltam profissionais qualificados e que vários postos de trabalho estão em aberto.
Além de índices de criação de novos empregos a crise também significa queda das vendas e retração da produção industrial. Porém, uma pesquisa conjunta dos institutos Greenhouse Gas Management e Sequence Staffing, apresentou que o mercado de carbono e outras atividades ligadas às mudanças climáticas não encontram profissionais qualificados para as vagas que oferecem.
A pesquisa entrevistou 700 executivos, cientistas e líderes de organizações dos setores público, privado e sem fins lucrativos, de todo o mundo, e revelou que 84% consideram difícil achar profissionais capacitados para o setor e que 87% acreditam que isso será um grave problema nos próximos anos.
Para o gestor ambiental Maurício Maruca, esses dados fazem sentido devido ao rápido crescimento do mercado ligado às mudanças climáticas nos últimos anos, desde a criação do Protocolo de Kyoto. "A necessidade por especialistas treinados para esse setor é de fundamental importância para que as empresas voltadas ao meio ambiente consigam desenvolver seus projetos de combate ao aquecimento global e, ainda, fazer que isso crie novas oportunidades", afirma Maurício.
Maruca ainda diz que existem inúmeras ONGs, programas governamentais e outras empresas oferecendo vagas que não são preenchidas pela falta de pessoal. Uma matéria publicada pelo jornal Valor Econômico mostrou que o programa do governo federal de concessões públicas na Amazônia está comprometido devido à falta de engenheiros e técnicos florestais.
Ainda de acordo com o relatório, 82% dos entrevistados acreditam que as instituições educacionais não estão fornecendo as habilidades e conhecimentos para treinar os profissionais que ingressarão na área.
Para 85% dos entrevistados a economia verde deve ter um crescimento de 25% no próximo ano e novas atividades devem ganhar ainda mais espaço no mercado. Trabalhos como o de cientista sócio ambiental, que analisa as questões de preservação do meio ambiente e especialista em aquecimento global, também conhecido como "climatologista", que prevê mudanças climáticas, serão muito valorizados.
Fonte: www.toppresscomunicacao.com.br
Jornalista responsável Altair Santos MTB 2330 Tempestade Comunicação
Grande demanda por locação revela oportunidades de investimentos na compra de imóveis
Residências em alvenaria com um dormitório foram os imóveis que tiveram maior valorização de janeiro para fevereiro
Os índices do mercado imobiliário de Curitiba demonstram bons resultados para o segmento e, principalmente, para quem buscar fazer investimentos seguros e com bons rendimentos. De acordo com os números coletados em fevereiro pelo Instituto Paranaense de Pesquisa e Desenvolvimento do Mercado Imobiliário e Condominial (Inpespar), um dos agentes de serviços do Sindicato da Habitação e Condomínios do Paraná (Secovi-PR), o índice de Locação Sobre a Oferta (LSO) de imóveis residenciais em fevereiro foi de 29,8%, cerca de nove pontos percentuais acima do índice de janeiro deste ano, de 20,6%. Ou seja, foram locados 29,8% dos imóveis disponíveis na capital paranaense.
Entre os imóveis que tiveram os maiores índices LSO estão apartamentos de um dormitório, com 45,6%, apartamentos com dois dormitórios, 37,9%, e kitinetes, com 37%. Este é um número que reflete a grande procura por locação, principalmente por estudantes vindos de outras regiões do Paraná e também de outros Estados, explica o diretor do Secovi-PR, Lino Moser.
Em relação ao preço de oferta, os valores de locação de imóveis residenciais tiveram variação média de 1,55% em fevereiro em relação a janeiro. Para quem procura por um bom investimento, o imóvel mantém maior estabilidade do que outros setores, principalmente neste momento em que ainda há reflexos da crise, completa Moser.
Os imóveis que tiveram maior valorização de janeiro para fevereiro no preço de oferta para locação foram as residências em alvenaria com um dormitório (8,05%) e residências em alvenaria com dois dormitórios (4,51%). Mas, nos últimos doze meses, a variação no valor de locação de imóveis em Curitiba foi de 14,4% comparado com o mesmo período anterior.
Imóveis Comerciais
Na área comercial, o LSO em fevereiro foi de 8,7%, cerca de três pontos percentuais acima do índice de janeiro de 2009 (5,9%). Nos últimos doze meses, a variação percentual deste índice não foi significativa. De março de 2008 a fevereiro de 2009 o LSO foi de 9,2%, já o mesmo período anterior registrou 8,6%. Mesmo sendo um mês atípico, fevereiro demonstrou que houve muito investimento por parte de empresários na locação de imóveis. A dificuldade de permanecer no emprego pode ser um indicador. Ou seja, muitas pessoas podem estar abrindo o próprio negócio. A grande procura fez com que o valor dos imóveis comerciais também tivesse variação. A média no preço da oferta para locação em fevereiro foi de 1,80% em relação a janeiro. Nos últimos 12 meses, esta variação foi de 13,04%.
Fonte: www.lidemultimidia.com.br
Jornalista responsável Altair Santos MTB 2330 Tempestade Comunicação
Mercado aquecido gera disputa por engenheiros experientes
Escassez de profissionais causa grande concorrência entre empresas, que ficam com dificuldade de reter seus talentos
A escassez de engenheiros experientes e capazes de dar conta do crescimento do número de obras da construção civil tem resultado no aumento da rotatividade de profissionais no mercado, que partem em busca de melhores salários. "As empresas estão com dificuldade em reter seus talentos e os engenheiros e arquitetos estão trocando de companhia de duas a três vezes no ano", diz Giorgio Vanossi, diretor de obras da Setin Construtora.
Paulo Pereira, diretor da área de engineering & manufacturing da Michael Page, especializada no recrutamento de profissionais de níveis de gerência e de diretoria, confirma esse pula-pula. Segundo ele, o primeiro indicador dessa rotatividade é a inflação salarial. "Em média, os salários dos engenheiros tiveram um incremento de 30% a 40%, e até mesmo os estagiários estão ganhando acima do piso". Para Pereira, a disputa maior está entre os profissionais experientes na condução de obras. "No ano passado houve uma procura imensa por profissionais de incorporação, que agora se consolidou. Neste ano, o foco está na construção e, para 2009, a expectativa é de que cresça a demanda por especialistas em vendas".
No entanto, o que seria um bom momento para os engenheiros galgarem melhores oportunidades de carreira, tem virado armadilha. "Os profissionais, em geral, estão muito deslumbrados e acabam até se 'queimando' no mercado porque, na pressa de pegar uma nova oportunidade, acabam saindo às pressas, deixando clientes na mão, e não administrando sua reputação e imagem no longo prazo", diz Pereira.
O engenheiro Yorki Stefan, diretor da Tecnum Construtora e da Cytec Empreendimentos Imobiliários, concorda. Para ele, essa alta rotatividade, além de prejudicar a qualidade dos projetos, é contraproducente na medida em que os engenheiros estão sendo contratados não pelos seus currículos, mas pela passagem, ainda que breve, em algum outro grupo. "Essa situação chegou num momento muito excessivo em que os profissionais não se fixam e perdem a oportunidade de criar vínculos".
Fonte: www.construcaomercado.com.br
Jornalista responsável Altair Santos MTB 2330 Tempestade Comunicação
Burocracia cria abismo entre o progresso e o atraso
Planos de desenvolvimento sempre esbarram na lentidão causada pela máquina pública. Nem as catástrofes escapam

Programa de Aceleração do Crescimento, pacote habitacional, plano de recuperação de rodovias, pacto pelo progresso. Seja qual for o nome que se queira dar a um projeto de desenvolvimento no Brasil, ele esbarra no mais cruel paradigma do atraso dentro do país: a burocracia.
Seus tentáculos seguram desde a liberação dos recursos até a documentação que permite que a obra se materialize. Por causa dela, muitos bons projetos jamais saíram do papel. Outros aguardam na fila. Pior: voraz, ela só faz aumentar. Recente estudo da Câmara Brasileira da Indústria de Construção (CBIC) aponta que a burocracia aumenta em 280% a 425% o custo dos imóveis para as construtoras. Esse aumento, segundo a CBIC, é atribuído não só à burocracia dos órgãos federais, mas também dos estaduais, dos municipais, do judiciário, dos cartórios e dos licenciamentos ambientais. Pior: com tantos procedimentos a serem cumpridos, a corrupção ganha espaço, tornando a conta ainda mais pesada para o bolso dos brasileiros.
Essa máquina de triturar planos não estimula apenas a corrupção, mas é um propulsor da informalidade. É o que diz Marcos Kahtalian, professor de marketing de Serviços da UniFAE - Centro Universitário - e consultor do Sinduscon-PR. Sempre que há um processo de burocracia, de alguma maneira crescem também os processos informais. Então a burocracia é importante, é relevante, quando é para definir critérios fundamentais. Agora, quando ela é apenas um processo de delonga, de morosidade, acaba que de alguma forma um mercado não formal aparece e isso não é positivo para ninguém, explica.
A burocracia não penaliza apenas projetos, mas também obras de recuperação. Santa Catarina é um exemplo. O estado, em novembro do ano passado, sofreu com destruições e mortes causadas por enchentes. O governo federal agiu rápido ao determinar a liberação de recursos, mas boa parte do dinheiro ainda não chegou ao seu destino. Motivo: a burocracia. "A exigência em Brasília, dentro dos parâmetros legais, provoca atraso no repasse de recursos ", reconhece o vice-governador catarinense Leonel Pavan.
Através de uma medida provisória (MP 448), o governo autorizou o repasse de R$ 360 milhões para Santa Catarina. Porém, só R$ 85 milhões chegaram. . "Um dos obstáculos é vencer a burocracia e o tempo. Outro é que, com a crise econômica mundial, a arrecadação brasileira irá diminuir e, por isso, precisamos garantir estes recursos para Santa Catarina", aponta o deputado federal Paulo Bornhausen. No estado, os que estão diretamente envolvidos com as obras, como o engenheiro Civil Romualdo Theophanes de França Júnior, presidente do Deinfra (Departamento Estadual de Infra-Estrutura, de Santa Catarina), ainda têm de encarar o sistema burocrático com diplomacia. "O que eu posso dizer é o seguinte: as leis brasileiras criaram uma série de procedimentos burocráticos e nós temos que segui-los", afirmou.
Diante da calamidade em Santa Catarina, o Palácio do Planalto até tentou desburocratizar ao elaborar o decreto número 6693. Mas só que ele facilitou a burocracia do governo federal para o governo do estado, mas não descomplicou a burocracia para o emprego destes recursos. É o que explica o diretor da Defesa Civil de Santa Catarina, major Márcio Luiz Alves. O problema é que o dinheiro está empenhado. O que é isso? Que ele está destinado para Santa Catarina, mas não está em Santa Catarina. Eu não posso contratar uma empresa para fazer reconstrução sem recursos, só com empenho. Até porque eu tenho de pedir dotação orçamentária. Ainda há muita burocracia para uma situação de desastre, reclama.
Diante dos entraves burocráticos, Santa Catarina ainda tem contado com a solidariedade para compensar os atrasos nos repasses de recursos. Boa parte do material para reconstruir vias e casas tem vindo de doações. É o que atesta Luiz Carlos Munhoz, gerente administrativo da Blocaus, em Curitiba, que doou blocos de concreto para as regiões destruídas naquele estado.
A minha empresa doou 1.200 blocos de concreto, mas ao todo foram 12.000 blocos doados por empresas e mais alguns particulares que doaram. Isso é importante, já que o poder público está falhando em alguns pontos. Estive lá em março e constatei que os moradores não estão conseguindo a ajuda que precisavam do governo. Sequer vi uma máquina para ajudá-los, disse. Há predisposição de ajudar mais, mas o acesso até áreas mais atingidas pelas enchentes continua difícil. Tem mais material para chegar lá, mas não tem como. Estamos no aguardo do retorno da associação dos moradores de lá para a gente poder retornar e fazer mais uma visita a eles, afirmou Munhoz.
A catástrofe também sensibilizou Eliel Lopes Ferreira Neto, gerente comercial da Bricka, em Curitiba. A empresa doou 1.000 blocos de concreto e fez parte de uma campanha mobilizada pela ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland). Ficamos sensibilizados e aderimos à campanha, disse Eliel. A solidariedade da Bricka, assim como de outras empresas, vem ajudando os catarinenses a reconstruírem o que foi destruído. Cinco meses após o desastre natural muita coisa já foi feita, apesar da burocracia.
Eliel Lopes Ferreira Neto: placacimenticia@bricka.com.br
Luiz Carlos Munhoz: munhoz@blocaus.com.br
Major Márcio Luiz Alves: mluizalves@yahoo.com
Marcos Kahtalian: marcosk@swi.com.br
Romualdo Theophanes de França Junior, presidente do Deinfra: presidencia@deinfra.sc.gov.br
Deputado federal Paulo Bornhausen: dep.paulobornhausen@camara.gov.br
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