XIV Congresso Latino-americano de Patología de Construcción

17/9 a 23/9/2017

Asunción - PY

Com o patrocínio de ALCONPAT - INTERNACIONAL serão analizadas as melhores estratégias e tecnologias para atuação no setor da construção / reabilitação. Com a apresentação de estudos de caso e conferências; Será um importante fórum internacional do setor da Construção.

Informações

+595 21 606 213 / info@conpat2017.com
www.conpat2017.com


Brazil Road Expo 2017

03/10 a 05/10/2017

São Paulo - SP

O evento tem como público alvo profissionais das áreas de engenharia, arquitetura, administração, compras/aquisições, marketing e consultoria atuantes nos seguintes tipos de organizações: Empreiteiras e construtoras de obras públicas (viárias e rodoviárias); Prefeituras (Secretarias/Departamentos de Transportes, Infraestrutura Urbana, Obras, Serviços Municipais, Subprefeituras, CETs); Governos Estaduais e Federal (gestores, autarquias, agências ligadas à infraestrutura viária e rodoviária), DERs e regionais, agências reguladoras; Concessionárias de rodovias; Empresas de engenharia, consultoria, projetos, gerenciamento de obras, pavimentação; Locadoras de máquinas e equipamentos; Universidades, centros de desenvolvimento tecnológicos, etc; Imprensa; Outros.

Informações

Clarion Events Brasil
(11) 3893-1300 / info@brazilroadexpo.com.br / www.brazilroadexpo.com.br


59º Congresso Brasileiro do Concreto

31/10 a 3/11/2017

Bento Gonçalves - RS

Fórum de debates sobre a tecnologia do concreto e seus sistemas construtivos, o evento objetiva divulgar as pesquisas científicas e tecnológicas sobre o concreto e as estruturas de concreto, em termos das inovações de produtos e processos, melhores práticas construtivas, normalização técnica, análise e projeto estrutural e sustentabilidade.
IBRACON - Instituto Brasileiro do Concreto

Informações

(11) 3735-0202 / arlene@ibracon.org.br / www.ibracon.org.br


Rota de ciclovias da Europa recebe infraestrutura

Mapeamento da EuroVelo estará totalmente concluído até 2020. A partir de 2017, trechos começam a receber 1,9 bilhão de euros em obras

Por: Altair Santos

A Federação Europeia de Ciclistas está concluindo o mapeamento de mais de 70 mil quilômetros de ciclovias em todo o continente. O objetivo é levar infraestrutura a esses trechos, para atender os viajantes que usam a bicicleta como principal veículo de transporte. Dados dos organismos de turismo europeus avaliam que 22 milhões de pessoas pedalam anualmente pelo Velho Continente, percorrendo desde pequenos trajetos, com duração de até 6 horas de viagem, a longos percursos, que levam de semanas a meses para serem concluídos.

Boa parte dos turistas que percorrem as ciclovias europeias tem acima de 45 anos
Boa parte dos turistas que percorrem as ciclovias europeias tem acima de 45 anos

As rotas mais populares na Europa são as que cruzam Áustria, França, Alemanha, Sérvia, Eslováquia, Suíça e Reino Unido. Algumas têm mais de cinco mil quilômetros de extensão, como a Rota da Costa do Atlântico (8.186 km), a Trilha da Cortina de Ferro (10.400 km) e a Rota do Mediterrâneo (5.888 km), que vai de Cádiz, na Espanha, até Atenas, na Grécia. A Federação Europeia de Ciclistas batizou essas megaciclovias de EuroVelo, que foram divididas em 15 rotas e devem estar completamente mapeadas até 2020.

Com apoio governamental da União Europeia, o EuroVelo espera atingir seis metas: promover o turismo sustentável, criar um padrão de ciclovia na Europa, normalizar a construção de ciclovias no continente, fornecer infraestrutura aos turistas, desburocratizar o turismo de bicicleta pela Europa e criar uma rede de apoio, incluindo hotéis, lojas e restaurantes, que atenda a esse tipo de público. “O EuroVelo é uma ferramenta para aumentar o número de turistas em toda a Europa e também melhorar as condições de vida da população local, através de oportunidades de negócios, empregos e mobilidade”, define Adam Bodor, diretor da Federação Europeia de Ciclistas, cuja sede fica em Bruxelas, na Bélgica.

Contraste Europa-Brasil
A partir de 2017, o EuroVelo deverá receber um aporte de 1,9 bilhão de euros (quase R$ 8 bilhões) para viabilizar a infraestrutura das ciclovias. O dinheiro virá de programas já existentes nos países da União Europeia, e que têm por finalidade financiar obras de mobilidade - entre elas, construção e manutenção de ciclovias. “Ter ciclovias bem conservadas, e que facilitem o tráfego de bicicletas, é uma preocupação, pois 53% dos turistas que usam esse meio de transporte na Europa têm entre 45 anos e mais de 65 anos”, diz Horst Kraemer, um dos gerentes do EuroVelo.

Diferentemente da Europa, no Brasil ainda é impossível ter uma rota nacional de ciclovias. No país, a luta é para se construir trechos urbanos que possam servir aos ciclistas. Para contribuir com o avanço das vias para bicicletas, a ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland) elaborou um documento sobre como construir ciclovias. O guia, assinado pela arquiteta Cristiane Bastos, orienta sobre infraestrutura cicloviária, indo desde a solução para conflitos entre carros, pedestres e bicicletas até a escolha do pavimento ideal para cada tipo de ciclovia.

Confira o documento da ABCP!

Entrevistado
Federação Europeia de Ciclistas (via assessoria de comunicação)

Contatos
office@ecf.com
www.eurovelo.com

Crédito Foto: Eurovelo

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Indústria supera shopping no uso de pré-fabricados

Pesquisa da Fundação Getúlio Vargas mostra como setor da construção industrializada do concreto se comportou em 2016

Por: Altair Santos

Sondagem encomendada pela ABCIC (Associação Brasileira da Construção Industrializada de Concreto) revela que a área industrial foi a que mais consumiu pré-fabricados em 2016. Segundo números levantados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), a participação do segmento na compra de estruturas de concreto atingiu 19,9%. Já o setor de shopping centers passou para a segunda colocação, com participação de 17,4%. Em 2015, obras de shopping centers foram as que mais demandaram da construção industrializada, consumindo 30,1% da produção.

Plantas industriais foram as que mais consumiram estruturas pré-fabricadas de concreto em 2016
Plantas industriais foram as que mais consumiram estruturas pré-fabricadas de concreto em 2016

Em 2016, o segmento de infraestrutura absorveu 14,8% da produção de pré-fabricados de concreto, o que representou crescimento de 6,4% em relação à participação em 2015. Parte desta demanda está relacionada a projetos que vêm desde o início da década, como destaca a presidente-executiva da ABCIC, Íria Doniak. “A construção industrializada foi protagonista de relevantes obras de infraestrutura nos últimos 10 anos. Sem a Industrialização, não teria sido possível atender ousados cronogramas, sempre preservando a qualidade”, diz.

Os dados sobre o desempenho da construção industrializada do concreto estão no Anuário 2016, lançado pela ABCIC. A pesquisa constata que as empresas fabricantes de estruturas pré-fabricadas repetirão pelo terceiro ano consecutivo declínio na produção em razão do contexto negativo que afeta toda indústria da construção. No entanto, as projeções apontam para aumento da atividade em 2017, ainda que timidamente. Segundo o estudo da FGV, o “otimismo” dos empresários do setor se ampara na volta da inflação ao centro da meta, à queda nas taxas de juros e à retomada lenta dos investimentos e do consumo.

Mais tecnologia
A boa notícia para o setor da construção industrializada é que a tecnologia está cada vez mais presente na produção de estruturas pré-fabricadas. Seguindo tendência internacional, a indústria do setor passa a utilizar concretos com resistência e desempenho cada vez maiores, trabalhando com estruturas mais esbeltas e, portanto, mais leves. Porém, ressalta o estudo da ABCIC, só se beneficia desta tecnologia quem investiu em modernas centrais dosadoras de concreto e em laboratórios que dominam os múltiplos coeficientes e as respectivas resistências do concreto.

A sondagem da FGV detectou que os investimentos em tecnologia se deram principalmente em 2013 e 2014. A partir de 2015, a proporção de empresas que se dizem com dificuldades em realizar investimentos aumentou para 80%, entre todas as que mantêm em atividade. Em relação à ampliação na área de produção, o percentual caiu 30% - comparativamente, em 2013 foram 78% que investiram para aumentar a produção. Entre os fatores apontados com maior frequência como limitadores de investimento estão a incerteza com relação à política econômica e a insuficiência de demanda.

A pesquisa teve a coordenação da economista Ana Maria Castelo e foi aplicada e analisada pelo Instituto Brasileiro de Economia da FGV. É o quarto ano consecutivo que a FGV/IBRE realiza o estudo para a ABCIC.

Confira aqui a íntegra da sondagem.

Entrevistado
ABCIC (Associação Brasileira da Construção Industrializada de Concreto), com base nos dados apresentados no lançamento do Anuário 2016 da entidade

Contato
abcic@abcic.org.br

Crédito Foto: Divulgação

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Projetos das edificações agora agregam segurança

Conceito de security build-in pode até dispensar a presença física de seguranças e porteiros, tanto em prédios residenciais quanto corporativos

Por: Altair Santos

Novos prédios residenciais e corporativos nas principais capitais do país têm sido construídos com projetos de segurança já contemplados junto com as demais plantas da edificação. Chamados de security build-in, esses projetos definem as localizações das guaritas, portarias virtuais, acesso biométrico, central de monitoramento, controle de acessos de funcionários, câmeras, alarmes e cercas elétricas. “O conceito é desenvolvido absorvendo inputs de todas as disciplinas. Dessa forma, o projeto nasce e se desenvolve de maneira coesa e sem remendos. Com isso, ampliamos a gama de soluções, que podem ser resolvidas junto com o projeto arquitetônico”, explica a arquiteta Gabriela Coelho, da INK.

Gabriela Coelho: conceito de security build-in preserva as estruturas originais do prédio
Gabriela Coelho: conceito de security build-in preserva as estruturas originais do prédio

Na cidade de São Paulo, a incorporadora está com dois prédios em construção que adotaram o security build-in durante a fase de projeto. Uma das vantagens deste conceito é que ele conserva as estruturas originais do edifício, evitando perfurações de lajes e paredes para a passagem de cabos e fios. “Uma vez que o empreendimento já é construído com toda a infraestrutura necessária, reformas, ajustes e adaptações não acontecem. Isso preserva a integridade original do prédio”, destaca Gabriela Coelho. Neste caso, o projeto de security build-in é absorvido pelos projetos elétrico-hidráulico da edificação. Foi o que aconteceu com os prédios Tetrys e GEO2288, da INK.

Segurança no smartphone
Tanto nos edifícios residenciais quanto corporativos, as possibilidades de segurança geradas através do security build-in dispensam a presença física de seguranças e porteiros. A portaria virtual 24 horas possibilita o acesso biométrico para entrada de moradores e funcionários, enquanto a entrada de visitantes é controlada por uma central de monitoramento. Assim, as entradas de colaboradores - como empregados domésticos, diaristas e outros prestadores de serviço - serão de acordo com o dia e os horários programados pelo proprietário do imóvel ou do gestor do escritório. O sistema também permite interação com a internet das coisas, como ligar e desligar as luzes do apartamento por aplicativo ou acessar imagens do prédio ou do imóvel via smartphone.

Projeto de security build-in substitui presença física de segurança pela portaria virtual
Projeto de security build-in substitui presença física de segurança pela portaria virtual

Com o security build-in feito junto com o projeto arquitetônico, o sistema de segurança de um edifício tende a ser 30% mais barato do que o convencional. Gabriela Coelho alerta que é importante contar com uma equipe de engenheiros e arquitetos que já estejam familiarizados com a tecnologia, haja vista que não existe uma norma técnica da ABNT que trate especificamente de monitoramento de segurança em edificações. Assim, é preciso levar em conta outras normas técnicas - entre elas, a Norma de Desempenho (ABNT NBR 15575). Por isso, não é possível implantar o security build-in em prédios já construídos. “Tudo o que for pensado depois do edifício pronto vai exigir grandes reformas e mudanças que não se aplicam mais ao conceito de security build-in”, diz a arquiteta

Entrevistada
Arquiteta Gabriela Coelho, especialista em concepção e gestão de projetos metropolitanos e sócia da INK

 

Contatos
www.inkorporadora.com.br/contato.html
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Crédito Fotos: Divulgação/INK

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Itambé chega aos 40 anos, pronta para o futuro

Desde a expedição de seu primeiro saco de cimento, companhia não para de investir em desenvolvimento tecnológico, humano e ético

Por: Altair Santos

No dia 18 de dezembro de 1976, a Itambé expediu de sua fábrica, localizada no município de Balsa Nova - região metropolitana de Curitiba, no Paraná - seu primeiro saco de cimento. A data marca o início das operações da companhia, que acaba de completar 40 anos. Ao longo destas quatro décadas, a Cia. de Cimento Itambé construiu sua história baseada nos conceitos de contemporaneidade, valor humano, compromissos éticos e olhos para o futuro.

Fábrica da Itambé, em Balsa Nova: tecnologia e valor humano, em prol da produtividade e da qualidade
Fábrica da Itambé, em Balsa Nova: tecnologia e valor humano, em prol da produtividade e da qualidade

A contemporaneidade permite que a empresa esteja sempre conectada a temas atuais, no que se refere à produtividade, qualidade e competitividade. Esses conceitos fizeram a companhia ser pioneira no país, ao implantar, há 20 anos, o coprocessamento de resíduos. Desde então, a Itambé não para de realizar investimentos expressivos para modernizar e aumentar a capacidade em coprocessar resíduos, substituindo a queima de combustíveis fósseis.

O investimento sistemático em atualizações tecnológicas não se limita ao parque industrial da Cia. de Cimento Itambé. Logística e atendimento ao cliente também são prioridades para a empresa. “O compromisso é entregar ao mercado produtos, serviços e soluções com qualidade e no prazo necessário, agregando valor na cadeia produtiva da construção”, diz Luis Gandolfi, diretor-superintendente da Itambé.

A nova linha de produção de cimento, a paletizadora e a recente inauguração do Centro de Distribuição na cidade catarinense de Itajaí revelam o compromisso da Itambé com premissas como competitividade e atendimento ao cliente. Além disso, o investimento em tecnologia no ambiente fabril permite que a Itambé atinja outro de seus fundamentos: a segurança e a valorização de seus funcionários.

Compliance
A empresa tem iniciativas específicas para atuar junto a seus funcionários e familiares, e influenciar positivamente a comunidade que vive no entorno de sua fábrica. Uma delas é o PIPA (Programa Itambé de Participação Social). Recentemente, para reforçar seus compromissos éticos, também foram criados o SER (Segurança, Ética e Respeito) e a área de Gestão de Risco e Conformidade (GRC).

Os princípios do SER foram listados pelos próprios funcionários da companhia. “Eles apontaram seus valores como sendo os da empresa, já que procuram trazer para o ambiente de trabalho práticas que conduzem suas atitudes em casa, na comunidade, enfim, em suas vidas”, explica Gandolfi. Esses compromissos éticos juntaram-se às melhorias em gestão e governança, que culminaram na GRC e no programa de Compliance da companhia.

Trata-se de ações que sedimentam a Cia. de Cimento Itambé e permitem que ela planeje investimentos futuros. O próximo passo é torná-la autossustentável em geração de energia. “A empresa investirá na construção de duas PCHs (Pequenas Centrais Hidrelétricas) e em uma CGH (central Geradora Hidrelétrica)”, revela o diretor-superintendente.

Outras metas estão relacionadas com estratégias de mercado, um novo centro de distribuição e a continuidade do desenvolvimento profissional dos funcionários. “O objetivo é seguir fazendo da Itambé a companhia certa em todos os momentos”, finaliza Luis Gandolfi.

Entrevistado
Luis Gandolfi, diretor-superintendente da Cia. de Cimento Itambé.
Graduado em administração de empresas, pós-graduado e mestre em gestão de negócios.

Crédito Foto: Cia de Cimento Itambé

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Construção civil nos EUA é o oposto da brasileira

Edifícios comerciais, shopping centers e hotéis são os empreendimentos que mais atraem investimentos estrangeiros naquele país

Por: Altair Santos

A construção civil nos Estados Unidos não para de atrair recursos. A cada sinal de crise internacional, investidores correm para aquele país e aplicam seu dinheiro em projetos de baixíssimo risco. Traduzindo: imóveis. Os edifícios comerciais, além de empreendimentos voltados às compras e ao lazer, como shopping centers e hotéis, são as obras que mais atraem recursos. Diferentemente da construção civil brasileira, que não consegue captar recursos estrangeiros, a dos EUA fecha 2016 com uma injeção de US$ 690 bilhões, segundo o mais recente relatório do Índice de Construção Marcum - um dos relatórios com maior credibilidade no país.

O índice divide o investimento para a construção em 16 subsetores. O segmento de prédios comerciais e office recebeu 23% mais recursos que em 2015. Já o de hotéis, cresceu 20% na comparação com o ano passado. A área de shopping centers teve um ganho de 6%, à frente de outro subgrupo cuja atração de investidores vem crescendo nos Estados Unidos: o de construções para a educação. Esse dinheiro costuma ir para fundações que bancam universidades e outras modalidades de ensino. São recursos que, além de lucro, geram abatimento no pagamento de impostos. Por isso, atraem investidores.

O economista-chefe da fundação Marcum, Anirban Basu, explica esse posicionamento dos investidores estrangeiros. “Alguns segmentos de construção dos Estados Unidos foram ajudados por uma economia global fraca. A falta de oportunidades de investimento em todo o mundo fez com que uma quantidade significativa do capital estrangeiro fluísse para os Estados Unidos em busca de rendimentos seguros”, diz. Para o economista, o desafio do governo de Donald Trump será atrair investidores para outras áreas da construção civil norte-americana que carecem de recursos. Entre elas, saneamento básico, comunicação e transportes.

Já falta mão de obra
Em seu relatório, o economista Anirban Basu avalia que se o governo dos Estados Unidos captar investimentos para obras de infraestrutura haverá um impacto direto no mercado de trabalho da construção civil norte-americana. O índice de desemprego no setor vem caindo desde 2011, quando era de 13,7%. No começo de 2016, o percentual estava em 5,7% e vai fechar o ano em 4,9%. "A maioria das empresas de construção já relata dificuldades para contratar eletricistas, soldadores e carpinteiros. Já existem empresas que estão buscando alunos ainda não-formados nas escolas de tecnologia para suprir suas demandas”, explica.

Olhando para o futuro, o relatório da Fundação Marcum avalia que o governo Donald Trump tende a promover mais estímulos para a construção civil dos Estados Unidos. “É possível que haja um pacote que combine investimento público com redução de impostos, a fim de atrair mais investidores. Além de obras de infraestrutura, haverá foco no estímulo para o setor habitacional, que desde a crise de 2008 ainda não conseguiu se recuperar plenamente”, conclui o relatório, prevendo que a falta de mão de obra pode piorar, o que impactaria na pressão sobre os salários e na inflação. Cenário bem diferente daquele que o Brasil experimenta atualmente.

Entrevistado
Anirban Basu, economista-chefe da fundação Marcum, com base no relatório Índice de Construção Marcum

Contatos
info@marcumllp.com
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Crédito Foto: Divulgação

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Engenharia integral pauta projetos no século 21

Softwares e compartilhamento de dados na nuvem estão se associando à industrialização para mudar conceitos na forma de construir

Por: Altair Santos

O século 20 foi marcado pela engenharia sequencial, onde os projetos eram desenvolvidos em etapas. Havia forte estanqueidade entre as disciplinas e elas pouco se conversavam. “Era comum que a obra começasse com o projeto arquitetônico aprovado, e só depois viessem os projetos estruturais e correlatos, como hidráulico, elétrico, etc”, relata o engenheiro civil e consultor Renê Ruggeri, afirmando que, entre o fim do século passado e início do século 21, a metodologia foi substituída pela engenharia simultânea, cujo principal objetivo era encurtar o tempo da obra e reduzir custos.

Renê Ruggeri: estanqueidade do projetista será trocada por redes de colaboração
Renê Ruggeri: estanqueidade do projetista será trocada por redes de colaboração

O modelo de engenharia simultânea - destaca Renê Ruggeri - ainda prevalece em muitos escritórios de projetistas, mas está fadado a desaparecer. Segundo o especialista, por dois motivos: mudanças no mercado, com o surgimento de softwares que modelam projetos - o mais conhecido deles é o BIM - e o retrabalho causado por detecção de erros em projetos durante a execução. “As estatísticas mostram que 50% dos problemas em obras nascem em projetos. Além disso, 90% dos projetos acabam alterados durante a fase de execução. Outro dado é que 5% do custo da obra estão relacionados com a correção de erros que nasceram no projeto”, diz.

Renê Ruggeri foi um dos palestrantes no 1º Congresso Nacional da Online sobre Como Construir (CONOCC), realizado em novembro de 2016, onde reforçou a necessidade de mudanças na forma de se fazer engenharia de projetos. “No modelo de engenharia simultânea, o projetista deixou de pensar essencialmente no produto para se dedicar ao processo produtivo envolvendo a obra”, explica Ruggeri, para quem a metodologia trouxe mais problemas que soluções. “Os projetistas reclamam que suas funções extrapolam as do projeto e os contratantes reclamam que os projetos não trazem soluções eficazes às obras, criando uma situação paradoxal”, completa.

Conexão entre todos os setores da obra
A fim de reverter esse cenário, surge a engenharia integral, que tem em seu núcleo os softwares de modelagem de projetos e de compartilhamento de dados. De acordo com Renê Ruggeri, esse é um caminho sem volta. “A complexidade dos empreendimentos exige que as equipes envolvidas atuem conectadas o tempo todo. O projeto não estará mais na mesa ou no computador do projetista, mas na nuvem, para todos terem acesso e compartilhar informações”, afirma. Para o especialista, nada mais vai operar isoladamente na engenharia civil. “A estanqueidade do projetista será trocada por redes de colaboração”, resume.

Em sua palestra, Renê Ruggeri também citou a importância cada vez maior do gerenciamento do projeto para que ele chegue à fase de execução sem precisar sofrer reparos. “A engenharia integral mostra que as soluções técnicas não são mais únicas. Elas precisam ser abrangentes e, inclusive, entender os negócios aos quais estão associados os empreendimentos. É importante ainda que haja domínio tanto das tecnologias que cercam os projetos de arquitetura e engenharia quanto dos processos de industrialização da construção. Por fim, a engenharia integral vai influenciar também nos processos de trabalho, desde a elaboração dos projetos até a atividade no canteiro de obras. Não restam dúvidas de que assistiremos muitas mudanças neste século 21”, conclui.

Entrevistado
Engenheiro civil Renê Ruggeri, especialista em coordenação técnica de projetos multidisciplinares. É autor dos livros Redescobrindo o Processo do Projeto e Gerenciamento de Projetos no Terceiro Setor (com base em palestra no 1º CONOCC)

Contato
http://www.reneruggeri.com/contato

Crédito Foto: Divulgação

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Patologias em argamassas vão além das fissuras

Tanto na alvenaria estrutural quanto na de vedação, esses incômodos não são apenas estéticos, mas podem revelar problemas mais graves na obra

Por: Altair Santos

Fissuras, vesículas, empolamentos e descolamentos em placas são algumas das patologias mais comuns em revestimentos argamassados - seja em alvenaria estrutural ou de vedação. Essas anomalias, no entanto, vão além dos incômodos estéticos. Elas podem revelar problemas que podem ter nascido no projeto, na escolha incorreta de suprimentos ou na execução.

Cristiana Furlan Caporrino: maioria das patologias decorre de escolhas incorretas de suprimentos ou de erros de execução
Cristiana Furlan Caporrino: maioria das patologias decorre de escolhas incorretas de suprimentos ou de erros de execução

Segundo a engenheira civil Cristiana Furlan Caporrino, que é mestre nesta disciplina, até mesmo a argamassa industrializada precisa cumprir as especificações do projeto, sob o risco de comprometer todas as demais estruturas de uma edificação. “Por isso, é importante existir uma comunicação entre a área de projeto e a área de execução”, disse, em recente palestra no 1º Congresso Nacional Online sobre Como Construir (CONOCC).

A palestrante ressaltou, também, que é importante levar em consideração os fatores climáticos, seja na hora de projetar ou de produzir a argamassa, além de contar com equipes bem treinadas. “O trabalho com qualidade elimina desperdício. Mas para atingir essa meta é importante conhecer a mão de obra e a técnica a ser executada no local em que ocorrerá o argamassamento”, destaca.

Cristiana Furlan Caporrino lembra que os principais requisitos a serem garantidos em uma edificação, com relação aos revestimentos argamassados, são os seguintes: estanqueidade à água, conforto higrotérmico, conforto acústico e durabilidade. “Todos eles podem ser comprometidos por manifestações patológicas, caso haja erro na produção e na execução da argamassa”, alerta a engenheira civil.

A engenheira civil frisa que os efeitos da ação da água são os mais danosos para o revestimento argamassado, principalmente o usado em fachadas. Se a estanqueidade for comprometida pela água, começam as patologias. Neste caso, as mais comuns são descolamento e empolamento do revestimento.

Desempenho térmico e acústico
Outra patologia recorrente é a proliferação de micro-organismos, causadores de manchas e eflorescências, e que podem afetar o desempenho térmico da edificação, transmitindo mais calor ou mais frio para as partes internas do prédio, dependendo das condições meteorológicas. Essas manifestações também influenciam na redução de resistência dos componentes do revestimento, permitindo que a penetração da umidade possa chegar às estruturas do prédio.

Sobre o conforto térmico e acústico de uma obra, Cristiana Furlan Caporrino lembra que a argamassa tem papel preponderante para que a construção atinja o desempenho necessário. “O conforto térmico deve ser garantido por meio de emprego de materiais adequados e da qualidade dos serviços de aplicação. A grande variação de temperatura compromete não só a habitabilidade como também a durabilidade da edificação”, ressalta.

Já sobre o desempenho acústico, a engenheira civil destaca que, na maioria das vezes, ele não é alcançado por que a espessura da massa e a qualidade dos agregados são minimizadas por economia de materiais. “Isso também pode influenciar na capacidade de carga da argamassa”, diz.

As anomalias mais comuns no revestimento argamassado são:
Vesículas e empolamento
Causa mais comum: reação de hidratação da cal virgem ou a presença de impurezas em agregados.

Fissuras e microfissuras
Causa mais comum: maior teor de insumos e agregados que o necessário.

Proliferação de fungos
Causa mais comum: infiltração de água.

Descolamento
Causa mais comum: uso inadequado de tinta ou aplicação de pintura prematuramente sobre o reboco.

Entrevistada
Engenheira civil e mestre em engenharia Cristiana Furlan Caporrino, ex-docente na Escola de Engenharia Mauá e na FAAP (Fundação Armando Alvarez Penteado), sócia-diretora da empresa Furlan Engenharia e autora do livro Patologia das Anomalias em Alvenarias e Revestimentos Argamassados (com base em palestra no 1º CONOCC)

Contatos
engenharia@calculodeestruturas.com.br
msccristianafurlancaporrino.blogspot.com.br

Crédito Fotos: Divulgação/ Blog Cristiana Furlan Caporrino

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330