De museu a prédios sustentáveis, EUA se rendem ao pré-fabricado

A 56ª edição do prêmio PCI Design Awards, promovido pelo instituto de concreto pré-fabricado e protendido (Precast/Prestressed Concrete Institute) dos Estados Unidos, mostra que a construção industrializada do concreto está cada vez mais incorporada à engenharia e à arquitetura norte-americana. “O PCI Design Awards reconhece os melhores projetos estruturais, arquitetônicos e de inovação no setor, mostrando que a indústria do concreto industrializado dos Estados Unidos tem compromisso com a sustentabilidade, o custo-benefício, a estética e a rapidez na construção”, diz Bob Risser, CEO do instituto.
Três construções foram contempladas com a premiação especial do PCI Design Awards 2019: o prédio da polícia do condado de Nassau, no estado de Nova York; o edifício-garagem da Universidade de Sacramento, na Califórnia, e o Museu Glenstone, em Maryland. As três obras se destacaram por agregar inovações em seus projetos. No caso da delegacia, que em 2012 foi destruída pelo furacão Sandy, sua reconstrução teve o foco em estruturas que possam suportar futuros eventos meteorológicos de grande impacto. O prédio conta com 236 peças pré-fabricadas e paredes-sanduíche revestidas com espuma de poliestireno expandido para garantir conforto térmico e acústico.

Já o edifício-garagem teve a sustentabilidade como protagonista. A começar pela fábrica escolhida para produzir as peças pré-moldadas. A indústria tem 50% da energia que consome gerada por painéis solares. O prédio também serviu de laboratório para que o departamento de engenharia civil da universidade utilizasse elementos de concreto feitos em impressoras 3D. Das 15.163 peças usadas na construção, 9.074 usaram a tecnologia 3D. Isso encurtou a execução da obra de 24 meses para 11 meses. O projeto recebeu a certificação Gold Parksmart, do Green Building Certification Inc.
Versatilidade da construção industrializada do concreto levou o PCI Design Awards 2019 a premiar 22 construções
O terceiro contemplado com a premiação especial foi o Museu Glenstone. O projeto incluiu 28.782 paredes arquitetônicas e 23.212 elementos estruturais, dos quais 1.400 tinham encaixes exclusivos, o que exigiu mais detalhamento da produção, do transporte e da instalação. “Os maiores desafios do projeto estavam relacionados ao tamanho, quantidade e delicadeza dos painéis individuais. Como a estrutura apresenta um acabamento já moldado na fôrma não poderia haver imperfeições”, diz Chris Cruze, gerente de projetos da fabricante dos elementos pré-fabricados de concreto: a Gate Precast.

No total, o PCI Design Awards 2019 premiou 22 construções. Entre elas, há hospitais, escolas, edifícios residenciais, museus, universidades, ginásios, estádios, igrejas, pontes, viadutos, muro de contenção e um complexo viário em Marietta, na Geórgia, que inclui 30 viadutos e pontes, os quais utilizam vigas de concreto protendido apoiadas em pilares pré-fabricados. “O uso desses elementos possibilitou um processo de construção mais rápido. Houve trechos que foram montados em uma noite”, justifica Timothy M. Williams, engenheiro-chefe da Archer-Western Contractors (empreiteira responsável pela obra).
Acesse o link e veja todas as obras premiadas no PCI Design Awards 2019
Entrevistado
Instituto de concreto pré-fabricado e protendido dos Estados Unidos (Precast/Prestressed Concrete Institute) (via assessoria de imprensa)
Contato: tbagsarian@pci.org
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Construção civil investe em equipamentos robotizados

Na recente edição da bauma, a maior feira de equipamentos para a construção civil, e que ocorre a cada 3 anos em Munique, na Alemanha, foi apresentado o “termômetro bauma da indústria”. Trata-se de medição de tendências. De acordo com as respostas de boa parte dos entrevistados, existe a predisposição em investir em novos equipamentos que priorizem a robótica. Foram ouvidos 10 mil empresários de várias nacionalidades, entre os que estiveram na feira. Para 28%, a robótica já é realidade em suas fábricas. Já 25% disseram que estão em processo de adequação de suas máquinas à era da indústria 4.0.
As razões para o investimento em “máquinas inteligentes” para a construção civil têm vários motivos, avalia Klaus Dittrich, presidente e CEO da Messe München - organizadora da bauma. “Uma das causas é que as empresas entendem esse investimento como imprescindível para se manterem competitivas no longo prazo”, diz. Outra razão é que os empresários do setor alegam dificuldades em contratar trabalhadores qualificados e também dizem ter consciência de que o futuro será das máquinas que operam de forma independente. Essa é a opinião de 58% dos entrevistados.
Para os analistas da bauma, a demanda por equipamentos robotizados já é realidade nos países industrializados, mas ainda não é prioridade em nações emergentes, como China, Índia, Rússia e Brasil. Nos Estados Unidos, no Canadá, no Japão e nas potências econômicas da Europa a busca por esse tipo de máquina se deve à crescente pressão competitiva (31% das respostas), leis e regulamentações ambientais mais rígidas (24%) e a digitalização de processos de negócios (19%). “Para permanecer aptas para o futuro, as empresas da construção devem incorporar permanentemente processos e sistemas inovadores”, destaca Klaus Dittrich.
Canteiros de obras se aproximam da indústria 4.0: caminho sem volta
Entre as máquinas com esse perfil, apresentadas na bauma 2019, os visitantes encontraram equipamentos com sensores e interfaces de comunicação que coletam dados e ajudam a melhorar a produtividade, o consumo de materiais e os custos operacionais. Além disso, ferramentas digitais ajudam a automatizar os fluxos de trabalho, o que está se tornando cada vez mais relevante, principalmente devido à escassez de mão de obra qualificada. A feira mostrou ainda máquinas que operam por óculos de realidade virtual, como pequenas escavadeiras, guindastes, gruas e empilhadeiras.
Entre os visitantes da bauma existe um bom número de empresários que atua com concretagem e industrialização do concreto. Para esses clientes, uma unidade totalmente automatizada para a produção de elementos para casas pré-fabricadas foi apresentada na feira. Sensores afixados em pontos das fôrmas se comunicam sem fio com uma unidade central de processamento. A margem de erro da concretagem é inferior a 2 milímetros, garante o fabricante italiano. “Parece ser um caminho sem volta. Estamos indo em direção aos canteiros de obras com controle digital. Quando eles chegarão? A bauma mostrou que estão cada vez mais próximos”, finaliza Mareile Kästner, diretora de exposição da feira alemã.
Veja como funciona uma unidade automatizada de elementos pré-fabricados
Entrevistado
Messe München, organizadora da bauma (via assessoria de imprensa)
Contato: info@bauma.de
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Só com engenharia de manutenção, PIB do Brasil cresceria 2%

Organismos internacionais recomendam que os países invistam anualmente pelo menos 2% do PIB na manutenção de obras de infraestrutura. O Brasil atualmente investe praticamente zero em engenharia de manutenção, segundo revelado no seminário “Pontes, viadutos, barragens e a conservação das cidades - Engenharia de manutenção para garantir segurança e qualidade de vida”.
O evento foi promovido recentemente pela Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), que, para dar sustentação aos debates, apresentou estudo coordenado pelo engenheiro civil Ciro José Ribeiro Villela Araújo, chefe da Seção de Engenharia de Estruturas do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). O levantamento abrangeu 22 cidades brasileiras - entre elas, 11 capitais -, e apontou que 20% das obras de arte em áreas urbanas do país se encontram em estado de pré-colapso.
O estudo sobre engenharia de manutenção, apresentado em 17 de junho de 2019, faz parte de um programa mais amplo coordenado pela FNE, intitulado “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”. Nele, a federação de engenheiros defende um plano nacional de desenvolvimento sustentável nas áreas de energia, ciência e tecnologia, meio ambiente, recursos hídricos e saneamento, comunicações, transportes de cargas e coletivo e agricultura.
As propostas concentradas no “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento” estimam que a construção civil do país tem potencial para crescer a taxas de 6% ao ano, desde que se ampliem as parcerias público-privadas, reduzam-se os juros e seja facilitado o acesso ao crédito. O programa foi consolidado a partir de 14 seminários sobre os temas considerados relevantes pela FNE, e realizados nas cinco regiões do Brasil.
Saiba quais são as anomalias mais comuns em pontes, viadutos e passarelas
No estudo coordenado pelo chefe da Seção de Engenharia de Estruturas do IPT constatou-se que as anomalias mais comuns em pontes, viadutos e passarelas são danos em aparelhos de apoio, problemas em juntas de dilatação, descuido com sistemas de drenagem, fissuras e trincas, corrosões de armadura, danos nos pavimentos e em barreiras rígidas e guarda-corpos. “É preciso uma cultura de inspeção e manutenção de pontes e viadutos, demonstrando a importância significativa dessas atividades para a racionalização de custos e para a máxima garantia de segurança para os cidadãos”, conclui o estudo.
A pesquisa teve como ponto de partida o levantamento de 2005, do Sinaenco (Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva), intitulado “Prazo de validade vencido”. A partir dele foi criado um banco de dados sobre estruturas em “estado febril”, ou seja, que já começavam a dar sintomas de que necessitavam de reparos.
O estudo do Sinaenco finaliza com o seguinte alerta: “É preciso superar certo senso comum que vê no concreto uma durabilidade quase infinita, o que leva à displicência em relação a programas contínuos de inspeção, conservação, manutenção e reparos. Mesmo o prazo médio de durabilidade das obras em concreto, estimado em torno de 50 anos no Brasil, só pode ser atingido se eventuais patologias forem identificadas antes que se alastrem, comprometendo a integridade e as características do material.”
Veja estudo apresentado pela Federação Nacional dos Engenheiros
Entrevistado
Federação Nacional dos Engenheiros (via assessoria de imprensa)
Contato: imprensa@seesp.org.br
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Blocos de concreto para calçadas: o que vem por aí?

Cidades brasileiras estão modificando suas calçadas por conta da aprovação de estatutos do pedestre pelas câmaras municipais. A pedra portuguesa, quando não é transformada em patrimônio cultural - como ocorre em Curitiba -, fica para a história e cede lugar às placas de concreto e aos blocos intertravados. Fora do país, esses artefatos estão agregando tecnologias e se misturando a outros materiais para criar calçadas mais duradouras, sustentáveis e com capacidade para gerar energia.
Nos Estados Unidos, por exemplo, elementos de concreto que se aquecem já são realidade. Nas cidades de Nova York e Minneapolis, estão em teste placas cimentícias embutidas com um sistema vascular de tubos que transporta água aquecida. A temperatura que a calçada atinge é suficiente para derreter a neve que se acumula na superfície. Apesar do conforto oferecido ao pedestre, o sistema ainda é inviável economicamente. Um trecho de 100 metros custa o equivalente a 100 mil dólares (aproximadamente 390 mil reais).
Na Inglaterra e na França, blocos de concreto cobertos com placas emborrachadas convertem a energia cinética gerada pelos passos dos pedestres em eletricidade. Nos dois países, o sistema é testado em calçadas instaladas na frente de duas estações de trens e transfere a energia para a iluminação pública. Outra tecnologia que usa o calçamento para gerar energia está em teste na Universidade George Washington, nos Estados Unidos. Placas de painéis solares coladas sobre os artefatos, em uma área de 10 m2, produzem eletricidade suficiente para alimentar 450 lâmpadas LED.
Tecnologia que usa artefatos de cimento permeáveis se consolida no Brasil

Em Cambridge, na Inglaterra, blocos de concreto revestidos com uma película que absorve e armazena a luz UV (ultravioleta) são capazes de se auto-iluminar durante a noite. Outra inovação em teste acontece na cidade de Santa Mônica, na Califórnia-EUA, onde blocos emborrachados circundam as árvores e conseguem se moldar ao crescimento do tronco e das raízes. Isso evita a ruptura das placas, causada pelo crescimento das plantas.
No Brasil, uma tecnologia que se consolida é a que utiliza artefatos de cimento permeáveis nas calçadas. A técnica, usada há mais de 30 anos em países como Alemanha, Inglaterra e Estados Unidos, é vista como uma ferramenta que pode ajudar no combate às enchentes nos centros urbanos do país. A cidade de São Paulo decidiu aderir e está promovendo uma grande intervenção em sua mobilidade urbana, trocando as pedras portuguesas por placas cimentícias permeáveis no centro histórico e na região do Vale do Anhangabaú.
A intervenção vai agregar sistema LED na iluminação pública e permitir que toda a rede de energia e de telecomunicações fique enterrada em galerias técnicas e banco de dutos. A inovação no calçamento paulistano virá com a instalação de 850 pontos de jatos d’água para melhorar o microclima da região em dias de calor. A água será aspergida, molhando apenas a calçada, e depois recolhida por ralos para reaproveitamento. Um tanque subterrâneo, com capacidade de 1.500 m3, irá coletar a água para alimentar o sistema de drenagem.

Entrevistado
Reportagem com base em estudo da CityLab, laboratório que pesquisa os problemas e as soluções para as cidades, e prefeitura da cidade de São Paulo-SP.
Contatos
permissions@citylab.com
siurbimprensa@prefeitura.sp.gov.br
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Cursos da ABCP completam 65 anos propagando conhecimento

Os cursos da ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland) começaram a ser ministrados em 1954. Em 2019, chegam a 65 anos propagando conhecimento sobre as tecnologias do concreto. Seja em sua sede em São Paulo-SP ou em suas subsedes espalhadas pelas principais capitais do país, a ABCP disponibiliza em seus cursos a experiência de seus profissionais, ensinando não apenas a teoria, mas a prática. Na entrevista a seguir, Hugo Rodrigues, diretor de comunicação da ABCP, revela como os cursos ajudam a capacitar profissionais que atuam na construção civil e o impacto deles no mercado de Cimento Portland, concreto e seus derivados. Acompanhe:
Atualmente, a ABCP tem quantos cursos em sua grade?
São pouco mais de 20 diferentes cursos, distribuídos em 9 macrotemas e sistemas construtivos (veja quadro abaixo). Entretanto, vale lembrar que há um elenco de outras tecnologias que a ABCP já ofereceu em seus cursos e pode voltar a fazê-lo, além de outras novas que podem ser agregadas. Afinal, transferir tecnologias por intermédio de cursos faz parte do DNA da ABCP.
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Macrotema |
Curso |
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Alvenaria Estrutural |
Básico de Alvenaria Estrutural com Blocos de Concreto |
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Avançado de Alvenaria Estrutural com Blocos de Concreto |
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Artefatos |
Aprofundamento Tecnológico na Produção de Artefatos de Concreto |
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Instalação e Operação de Fábrica de Artefatos de Cimento |
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Laboratorista de Artefatos de Cimento |
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Produção Otimizada e com Qualidade de Blocos de Concreto |
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Concreto |
Intensivo de Tecnologia Básica do Concreto |
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Estrutura de concreto |
Conservação e Reabilitação de Estruturas de Concreto |
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Parede de Concreto |
Tecnologia Básica das Paredes de Concreto |
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Execução de Edificações em Paredes de Concreto |
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Projeto Estrutural em Paredes de Concreto |
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Pavimento de Concreto |
Diretrizes de Projeto e Execução de Pavimentos de Concreto |
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Execução de Pavimentos de Concreto com Equipamentos de Pequeno Porte |
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Reabilitação de Pavimentos de Concreto – Whitetopping, Inlay e Overlay |
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Tecnologia de Pavimentos de Concreto |
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Pavimento Intertravado |
Projeto e Execução de Pavimentos Intertravados |
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Treinamento de Execução de Pavimento Intertravados |
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Treinamento sobre Pavimento Intertravado e Permeável |
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Pisos Industriais |
Pisos Industriais: Conceitos e Recomendações para a Boa Execução |
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Revestimento de Argamassa |
Intensivo de Revestimento de Argamassa |
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Revestimento de Fachadas: Patologia X Manutenção |
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Utilização da Argamassa para Revestimentos e Assentamento |
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Mini curso Revestimento de Fachadas: Patologia x Manutenção |
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Revestimento de Fachadas: Patologia x Manutenção |
Existe um curso que é o mais procurado ou todos possuem uma demanda igualitária?
Todos são bem procurados, porém o “best-seller” é o de Tecnologia Básica do Concreto, cuja oferta regular teve início em 1955. Desde então, anualmente ele integra a grade de cursos que a ABCP oferece. O curso sofreu adequações ao longo de todos esses anos, em especial no que se refere à carga horária. No princípio era de 80 horas (10 dias úteis seguidos ou duas semanas consecutivas) e hoje é de 3 dias seguidos ou 24 horas, em função dos profissionais já não poderem estar longe de suas organizações por longos períodos. Atualmente, o tema Paredes de Concreto - tecnologia de alta produtividade empregada pelas construtoras, e que abrange cerca de 80% do programa Minha Casa Minha Vida - apresenta crescente procura. Três cursos sequenciais e interligados, todos elaborados pelo Grupo Paredes de Concreto, coordenado pela ABCP, em parceria com ABESC (concreteiras) e IBTS (telas soldadas), apresentam com riqueza de detalhes a tecnologia projetual e executiva do sistema aos profissionais e construtoras que desejam conhecê-la e aplicá-la.
Qual o perfil de quem busca os cursos da ABCP: estudantes, jovens engenheiros, profissionais em busca de qualificações específicas?
Todos os perfis mencionados se inscrevem nos cursos da ABCP, com maior presença de profissionais de escritórios de projetos e empresas do trade da construção civil. Vale lembrar que, para estudantes e aposentados, há tarifas subsidiadas.
Quem ministra os cursos: profissionais da própria ABCP, profissionais parceiros da associação ou professores universitários?
O elenco de instrutores dos cursos da ABCP resulta de uma mescla de profissionais próprios com especialistas reconhecidos do mercado, muitos deles ligados à área acadêmica. Todos reúnem experiência de campo, isto é, atuam com a prática daquilo que transmitem, de modo que a transferência de conhecimento e de tecnologia seja a mais real possível. Este é um pré-requisito para que um profissional possa integrar o rol de professores-colaboradores da ABCP, fato que se une com muita frequência à graduação em renomados institutos de ensino superior. Muitos são mestres ou doutores na área que ensinam.
Qual o efeito dos cursos da ABCP no mercado de Cimento Portland, concreto e seus derivados?
A graduação da engenharia e arquitetura nas áreas correlatas à construção civil sempre apresentou lacunas e falta de profundidade no ensino de determinadas tecnologias. Na grande maioria, são falhas involuntárias, fruto de insuficiência de carga horária para acomodar seus ensinos. Dentro desse cenário, as entidades técnicas representativas de determinados materiais, sistemas e tecnologias, passaram a cumprir um importante papel de complementar o ensino com cursos de capacitação, atualização ou informação, colaborando na ampliação do conhecimento de determinadas tecnologias pelos profissionais e empresas interessados. Isso ajuda na formação e permite ampliar e consolidar a cultura do emprego dos sistemas construtivos à base de cimento, ajudando a manter a hegemonia do concreto nas construções brasileiras, o que amplia o leque de aplicações do Cimento Portland.
Os cursos da ABCP estão completando 65 anos. Essa tradição tem qual peso na qualidade dos cursos?
Os cursos regulares da ABCP nasceram em 1954. Já a ABCP foi fundada em 1936 e o objetivo sempre se pautou na correta e qualificada aplicação do cimento, o que leva naturalmente à transferência de tecnologia por intermédio de palestras e atividades práticas que compõem um curso. Porém, de modo gradual, ordenado e crescente, os cursos nasceram em 1954, com a introdução no Brasil da tecnologia do solo-cimento para bases e sub-bases de pavimentação.
“Passaram pelos cursos da ABCP nos últimos 15 anos perto de 55 mil profissionais.”
Qual o curso mais tradicional da ABCP?
Diria que durante longo tempo a ABCP teve 3 tradicionais cursos, todos Intensivos (2 semanas de duração), que eram: Solo-Cimento com ênfase em pavimentação, Pavimento de Concreto e Tecnologia Básica do Concreto. Provavelmente, não há nenhum profissional que atua na área de tecnologia e controle de qualidade do concreto que não tenha frequentado o curso da ABCP de tecnologia do concreto. Por isso, ele é o nosso “best-seller”.
Quantos profissionais já passaram pelos cursos da ABCP?
Em números gerais, passaram pelos cursos da ABCP nos últimos 15 anos perto de 55 mil profissionais - média de 4.250 profissionais por ano.
O que os cursos da ABCP oferecem a quem os procura, em termos de estrutura?
A sede da ABCP, em São Paulo-SP, tem laboratórios de excelência e dispõe de um centro de treinamento para 50 pessoas. Os laboratórios permitem a realização das aulas práticas. Além disso, a área externa, que carinhosamente é tratada de Parque de Exposições, é um showroom a céu aberto das soluções construtivas à base de cimento. Ele dá acesso a demonstrações práticas desses sistemas. A estrutura dos cursos engloba coffee break, almoço, material didático, material de apoio e certificado. Porém, deve-se ressaltar que os cursos podem acontecer em todo o Brasil, em especial nas capitais onde se encontram nossas regionais, bem como podem ser feitos in company e taylor made.
Qual a agenda dos cursos para o 2º semestre de 2019?
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Mês |
Data |
Cidade |
Horário |
C. H |
Tema |
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JUL |
16 |
16, 17 e 18 |
São Paulo/SP |
16h00 às 22h00 |
18 |
Intensivo de Tecnologia Básica do Concreto |
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17 |
29, 30, 31, 1ago |
São Paulo/SP |
8h00 às 17h00 |
32 |
Avançado de Alvenaria Estrutural com Blocos de Concreto |
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SET |
19 |
10 e 11 |
São Paulo/SP |
8h00 às 17h00 |
24 |
Intensivo de Revestimento de Argamassa |
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21 |
24 e 25 |
São Paulo/SP |
8h00 às 17h00 |
16 |
Tecnologia dos aditivos e adições para concreto de cimento Portland |
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OUT |
22 |
1 e 2 |
São Paulo/SP |
8h00 às 17h00 |
16 |
Conservação e Reabilitação de Estruturas de Concreto |
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23 |
8 |
São Paulo/SP |
8h00 às 17h00 |
8 |
Revestimento de Fachadas: Patologia X Manutenção |
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|
24 |
15 e 16 |
São Paulo/SP |
8h00 às 17h00 |
16 |
Instalação e Operação de Fábrica de Artefatos de Cimento |
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|
25 |
22 |
São Paulo/SP |
8h00 às 17h00 |
8 |
Pisos Industriais: Conceitos e Recomendações para a Boa Execução |
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26 |
29 |
São Paulo/SP |
8h00 às 17h00 |
8 |
Produção Otimizada e com Qualidade de Blocos de Concreto |
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|
27 |
30 |
São Paulo/SP |
8h00 às 17h00 |
8 |
Laboratorista de Artefatos de Cimento |
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NOV |
28 |
5, 6, 7 |
São Paulo/SP |
16h00 às 22h00 |
18 |
Intensivo de Tecnologia Básica do Concreto |
|
|
29 |
25 |
São Paulo/SP |
8h00 às 17h00 |
8 |
Curso Tecnologia Básica das Paredes de Concreto |
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|
30 |
26 |
São Paulo/SP |
8h00 às 17h00 |
8 |
Execução de Edificações em Paredes de Concreto |
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|
31 |
27 |
São Paulo/SP |
8h00 às 17h00 |
8 |
Projeto Estrutural em Paredes de Concreto |
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|
32 |
28 |
São Paulo/SP |
8h00 às 17h00 |
8 |
Arquitetura Estrutural em Paredes de Concreto |
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Para mais informações, consulte a agenda de cursos no portal da ABCP: www.abcp.org.br
Entrevistado
Hugo da Costa Rodrigues Filho, diretor de Comunicação da ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland)
Contato: hugo.rodrigues@abcp.org.br
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Industrialização do concreto chegará a US$ 130 bi até 2025

Relatório da consultoria norte-americana Grand View Research estima que até 2025 o mercado global da construção industrializada do concreto movimentará 130,11 bilhões de dólares por ano. Significa crescimento superior a 50 bilhões de dólares em comparação com o levantamento anterior, feito em 2016, quando a mesma empresa calculou que a industrialização do concreto já movimentava US$ 78,44 bilhões de dólares. O estudo leva em consideração apenas a produção de elementos pré-fabricados e pré-moldados, sem contabilizar outros materiais industrializados.
As projeções da Grand View Research consideram que países emergentes como China, Índia, Brasil, Malásia e África do Sul vão impulsionar essa escalada de crescimento. A estimativa se baseia no fato dessas nações terem alta demanda por programas habitacionais e de infraestrutura rodoviária, ferroviária, aeroportuária e de mobilidade urbana. Porém, a consultoria avalia que o setor voltado para a construção de edifícios seja o que vai crescer mais rapidamente. “O curto período de construção oferecido pelos produtos pré-fabricados é o que vai impulsionar o crescimento desse segmento”, diz o relatório.
O documento também cita que o aumento da urbanização nos países emergentes resultará em maior demanda por melhores sistemas de transporte. “À medida que surgirem projetos para atender a mobilidade, a construção industrializada do concreto vai avançar neste setor. Espera-se que o segmento de transporte registre um avanço significativo nos próximos anos, principalmente em países como a Índia e a China”, estima a Grand View Research. Para a consultoria, entre 2019 e 2025, a construção industrializada do concreto terá um CAGR (Compound Annual Growth Rate), ou taxa de crescimento anual de 6,1%, em média.
Abcic Networking IV confirma previsões e vê retomada do setor a partir de 2020
As previsões coincidem com as projeções feitas no Abcic Networking IV, que ocorreu recentemente em São Paulo-SP. No encontro promovido pela Associação Brasileira da Construção Industrializada de Concreto, a aposta é que, a partir de 2020, as obras de infraestrutura vão impulsionar o setor de pré-fabricados de concreto no Brasil. "Hoje discutimos muito sobre a realidade brasileira e caminhos que devemos tomar para fazer o país crescer. Acreditamos que tanto a pavimentação de concreto quanto obras de arte, pontes e viadutos, são o caminho para estimular a infraestrutura no Brasil que, por sua vez, irá incentivar todos os demais setores", pontua Carlos Gennari, membro do conselho da Abcic.
Também presente no evento, o presidente da ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland), Camillo Penna, afirmou que o emprego de pré-fabricados de concreto em obras de infraestrutura viária é um dos segmentos mais promissores para a indústria cimenteira, com destaque para o pavimento de concreto. "Isso acontece por causa da viabilidade econômica desse tipo de pavimento. Além disso, é uma solução mais sustentável, pois exige menos iluminação artificial em vias e rodovias, refletindo mais luz", completa.
Entrevistado
Reportagem com base no relatório “Análise de mercado de concreto pré-moldado e previsão do segmento para 2025”, da consultoria Grand View Research
Contato: sales@grandviewresearch.com
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Lava Jato obriga construção civil a buscar um novo modelo

Para marcar a comemoração de seus 75 anos, o SindusCon-PR realizou dia 10 de junho um seminário para tratar da autorregulação da indústria da construção como estratégia para acelerar o crescimento do setor. Foram convidados o presidente da CBIC, José Carlos Martins; a ministra do Superior Tribuna de Justiça (STJ), Eliana Calmon, e o cientista político Leonardo Barreto. Um dos temas do debate abordou os efeitos da operação Lava Jato na construção civil brasileira. Concluiu-se que as investigações, as quais afetaram gigantes do mercado nacional, devem levar as construtoras a buscar um novo modelo de gestão de negócio e de relacionamento com o poder público, com o consumidor e com os investidores privados.
Martins alertou que se isso não for feito as multinacionais da construção civil podem assumir o protagonismo no Brasil, e em breve. “Dia 6 de junho de 1944, data da fundação do SindusCon-PR, coincide com o Dia D da Segunda Guerra Mundial. E a construção civil brasileira está se aproximando de seu dia D. Em que sentido? No sentido de que não podemos abrir mão de fazer um modelo novo de negócio. No passado, o poder público era o grande financiador. Mas o que vem por aí agora é o mercado de capitais. E o mercado de capitais exige produtividade e competitividade. Neste aspecto, as estrangeiras estão mais prontas para essa nova realidade e nós precisamos nos preparar”, afirma o presidente da CBIC.
O que está em jogo não é a qualidade da engenharia civil brasileira
Para Leonardo Barreto, o que está em jogo não é a qualidade da engenharia civil brasileira, mas uma mudança de paradigma no modelo de operação das empreiteiras. Segundo ele, trata-se de uma questão de reputação e de confiança. “Atualmente, não existe nenhum negócio que se mova sem reputação. Estamos vivendo a era da economia da confiança. Velhas práticas não cabem mais no Brasil de hoje”, reforça. O cientista político sugere medidas que ajudariam a sinalizar ao mercado que a construção civil está mudando. “A indústria precisa uniformizar a legislação, reduzir a informalidade, criar um ambiente de concorrência mais leal, reduzir custos, negociar com fornecedor, acessar outros mercados, investir em tecnologia e criar laboratórios de inovação”, completa.
A ministra Eliana Calmon fechou os debates ao destacar que o mérito da operação Lava Jato foi desencadear essa mudança a partir da ética. “Ética é fator de transformação”, frisa. Ainda de acordo com a magistrada, a maior contribuição da operação foi a descoberta do crime institucionalizado. “O crime institucionalizado usa a caneta e o Diário Oficial, nomeando por interesses escusos aquele que vai fazer o edital de licitação e dar as regras do jogo para as concorrências”, salienta. Por isso, segundo Eliana Calmon, a Lava Jato deve ser vista como um divisor de águas para a construção civil nacional. “Apesar do setor enfrentar dificuldades no presente, o futuro aponta para relações muito mais transparentes e, consequentemente, melhores para todos”, finaliza.
Entrevistado
Reportagem com base no seminário que marcou os 75 anos do SindusCon-PR, sobre a autorregulação da indústria da construção
Contato: imprensa@sindusconpr.com.br
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Caixa volta a cortar juros do financiamento imobiliário

Quem busca financiamento imobiliário na Caixa Econômica Federal já consegue pagar juros menores, principalmente se o imóvel pretendido estiver na faixa de 1,5 milhão de reais. Isso ocorre por que, desde 10 de junho de 2019, o banco igualou as taxas do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) e do Sistema Financeiro Imobiliário (SFI). O SFH é voltado para os financiamentos do Minha Casa Minha Vida, e com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), enquanto o SFI é destinado a imóveis com valor similar ou acima a 1,5 milhão de reais, sem cobertura do FGTS.
Por abranger unidades mais caras, tradicionalmente o SFI cobrava juros mais altos que o SFH. Agora, a taxa mais alta caiu de 11% ao ano para 9,75% ao ano, mais a TR. Quem é correntista ou tem algum tipo de relacionamento com a Caixa vai pagar taxas ainda menores: 8,5% ao ano, mais TR. “A grande mensagem é que nós estamos eliminando as distorções, para que não haja tratamento diferenciado em categorias de renda”, destaca o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, para quem a medida busca ampliar o crédito habitacional para a classe média.
Os novos percentuais não valem apenas para a aquisição de imóveis novos, mas também para o financiamento de usados, compra de terreno para construção, construção em terreno próprio e reformas. Outra novidade é que esses financiamentos com taxas menores de juros poderão ser feitos pela modalidade Price, a qual tem parcelas fixas e começam menores que as da modalidade SAC. “Essa era uma demanda não apenas dos construtores, mas também de todo o mercado imobiliário”, justifica Pedro Guimarães. As recentes decisões não valem para financiamentos envolvendo o Minha Casa Minha Vida.
Programa facilita renegociação de dívida para quem financiou a casa própria
Para os clientes de baixa renda, e que enfrentam dificuldades para pagar o financiamento imobiliário, a Caixa anunciou um programa de renegociação de dívidas imobiliárias. O devedor poderá pagar parte do atraso à vista e incorporar as parcelas atrasadas nas prestações seguintes. O mutuário também poderá abater das prestações o saldo do FGTS ou mudar a data de vencimento das parcelas. A expectativa do banco é renegociar 589 mil contratos que estão em atraso, o que equivale a cerca de 10,1 bilhões de reais. “Antes, com 59 dias de atraso, a Caixa já começava a tomar as medidas legais para retomar o imóvel. Não vamos fazer mais isso. Queremos dar oportunidade para a pessoa regularizar seu financiamento”, diz Pedro Guimarães.
Boa parte desses contratos em atraso tem prestações variando entre 25 reais e 50 reais, ou seja, se relacionam com a faixa 1 do Minha Casa Minha Vida. De acordo com o presidente da Caixa, não se trata de inadimplência elevada. A maioria está com menos de seis prestações em atraso. "A ação é para uma devolução de cidadania financeira às pessoas. Entendemos que o bem material mais importante para a família é a casa própria. São 2,3 milhões de pessoas que serão beneficiadas pelo programa. A Caixa quer evitar que elas percam o seu bem mais precioso”, completa. Mais informações podem ser obtidas no telefone 0800 726 8068 (opção 8) ou no site www.caixa.gov.br/negociar.
Entrevistado
Pedro Guimarães, presidente da Caixa Econômica Federal (via assessoria de imprensa)
Contato: imprensa@caixa.gov.br
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Desburocratizar normas de segurança favorece construção

Das 37 normas regulamentadoras (NRs) ligadas à saúde e à segurança do trabalhador, pelo menos 11 serão revisadas pelo governo federal. Segundo o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, o objetivo é simplificar e desburocratizar as normas, permitindo que as empresas possam comprar maquinários, treinar mão de obra e, consequentemente, gerar empregos com mais agilidade. “Hoje, há custos absurdos em função de uma normatização absolutamente bizantina, anacrônica e hostil”, diz Marinho.
A primeira NR a ser modificada é a NR 12, que trata da instalação de máquinas, e cuja complexidade das regras chega a duplicar os custos do equipamento. “Hoje, um industrial brasileiro, quando compra uma máquina sofisticada em outro lugar do mundo, como Europa e América do Norte, normalmente gasta quase o dobro do seu custo de transação para implantar essa máquina, o que encarece e dificulta a produtividade e a competitividade”, explica o secretário.
Em seguida, virão as NRs 1, 2, 3, 9, 15, 17, 24, 25, 26 a 28. Essas normas tratam dos itens como insalubridade, periculosidade e trabalho a céu aberto. A revisão ficará sob a responsabilidade da Fundacentro, organismo vinculado à Secretaria Especial de Trabalho e Previdência do Ministério da Economia e responsável por pesquisas e estudos sobre segurança, higiene e medicina do trabalho. Segundo Marinho, a revisão envolverá três eixos: customização, desburocratização e simplificação das NRs.
Das 11 normas regulamentadoras que inicialmente serão revisadas, 3 estão diretamente relacionadas com a construção civil (NRs 9, 12 e 17). Elas tratam dos seguintes temas:
NR 9 - Programa de prevenção de riscos ambientais
Obrigatoriedade da elaboração e da implantação do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA). Visa a preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores.
NR 12 - Segurança no trabalho em máquinas e equipamentos
Obriga o empregador a adotar medidas de proteção para o uso de máquinas e equipamentos, garantindo a saúde e a integridade física dos trabalhadores.
NR 17 - Ergonomia
Discorre sobre ergonomia. Combate as doenças do trabalho desenvolvidas a partir de exposição de trabalhadores a riscos ergonômicos.
Veja as outras NRs que se relacionam com a construção civil
Em 2018, a NR 18, que trata das atividades em canteiros de obras, sofreu mudanças em um de seus itens. As alterações abrangeram as instalações elétricas provisórias, com o objetivo de prevenir choques elétricos. Juntamente com quedas e soterramentos, esse está entre os principais acidentes de trabalho no setor.
Ao todo, 12 normas regulamentadoras se relacionam com a construção civil. Além das NRs 9, 12, 17 e 18, têm também as seguintes normas:
NR 4
Trata do SESMT (Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho), cuja finalidade é promover a saúde e proteger a integridade do trabalhador no local onde executa suas atividades.
NR 5
Discorre sobre a CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes), que objetiva prevenir acidentes e doenças decorrentes do trabalho, zelando pela vida e promovendo a saúde dos trabalhadores.
NR 6
Dispõe sobre os equipamentos de proteção individual (EPIs) que as empresas são obrigadas a fornecer a seus empregados. O intuito desse tipo de proteção, segundo a norma, é resguardar a saúde e a integridade física dos trabalhadores.
NR 7
Estabelece a obrigatoriedade, por parte das empresas, da elaboração e implementação do PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional). O objetivo é promover e preservar a saúde do conjunto dos trabalhadores da construção civil.
NR 8
Exige padrões em edificações e obras da construção civil e estabelece requisitos técnicos mínimos que devem ser observados nesses locais. O intuito é garantir segurança e conforto a quem trabalha na construção civil.
NR 10
Aborda as instalações e serviços em eletricidade na construção civil. A norma fixa as condições mínimas para garantir a segurança dos empregados que realizam esse tipo de trabalho. Afirma que toda e qualquer instalação elétrica deve sempre ser executada e fiscalizada por um profissional capacitado e habilitado na área.
NR 33
Determina diretrizes para o trabalho em espaços confinados.
NR 35
Estabelece requisitos mínimos para proteção de trabalhos em altura, ou seja, atividade executada acima de dois metros do nível inferior, onde haja risco de queda.
Entrevistado
Secretaria Especial de Trabalho e Previdência do Ministério da Economia (via assessoria de imprensa)
Contato: imprensa@economia.gov.br
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Junto com SENAI, construtoras qualificam imigrantes

Venezuelanos, haitianos e imigrantes de outras nacionalidades que vieram morar no Brasil estão ganhando a oportunidade de entrar no mercado de trabalho formal através da construção civil. Empresas do setor, em parceria com o SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), estão investindo na formação de operários para atuar em várias funções dentro do canteiro de obras. O programa tem a supervisão do Ministério Público do Trabalho e acontece em vários estados.
Uma das construtoras que investe na parceria é a Plaenge. Na avaliação de Luiz Octávio Carvalho de Pinho, gerente regional da empresa no Mato Grosso do Sul, o treinamento de imigrantes é positivo, pois boa parte tem boa formação escolar e isso qualifica a mão de obra da construção civil. “A gente busca essas pessoas para atender as maiores demandas dentro da empresa. O primeiro curso foi de pintor imobiliário. Na sequência, vieram o de ceramista, montador e eletricista, e virão mais”, diz.
Na parceria entre a Plaenge e a Escola de Construção do SENAI, no Mato Grosso do Sul, os haitianos são os imigrantes que mais se beneficiam. No entanto, em São Paulo e no Rio Grande do Sul, venezuelanos que buscam qualificação para atuar na construção civil são maioria. Atualmente, metade dos quase 34 mil estrangeiros que todo ano pedem refúgio no Brasil é formada por venezuelanos. Segundo pesquisa do Conselho Nacional de Imigração (CNIg), 72% desses imigrantes têm entre 20 anos e 39 anos, 63% são do sexo masculino e 54% são solteiros. Um em cada três (32%) tem curso superior completo ou pós-graduação, enquanto três em cada quatro (78%) chegam com nível médio completo.
Copa do Mundo de 2014 trouxe mais imigrantes em busca de trabalho na construção
Dados da UNESCO também comprovam melhor preparo educacional entre os venezuelanos. “Existe uma visão de que os imigrantes que fogem de perseguições e desastres possuem um nível inferior de educação. Isso não é verdade. Se você investiga a formação dos haitianos que vieram para o Brasil, muitos tinham ensino superior. Entre os venezuelanos, a mesma coisa. Migrar para longas distâncias é uma decisão muito difícil. Geralmente quem a toma tem uma escolaridade maior”, afirma Rebeca Otero, coordenadora de educação da Unesco no Brasil.
O movimento de imigrantes atuando na construção civil brasileira se intensificou a partir da Copa do Mundo de 2014. Em 2017, com a publicação da lei 13.445, o Brasil facilitou a regularização e a igualdade de oportunidades aos imigrantes. A legislação incentiva a formalização no trabalho e a igualdade de tratamento e oportunidades. Isso tem permitido também que engenheiros civis formados em outros países consigam atuar no mercado brasileiro.
O ingresso desses profissionais pode ficar ainda mais facilitado se for aprovado o projeto de lei que tramita no Congresso Nacional. Ele determina que os Conselhos Regionais de Engenharia e Agronomia (CREAs) emitam o registro profissional em, no máximo, três meses. Se virar lei, a emissão do registro será automática após o vencimento do prazo, caso o engenheiro esteja contratado por uma empreiteira com licitação para construir obra pública no Brasil. Ainda não há prazo para a votação do projeto.
Entrevistado
SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) e UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura)
Contatos
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gcomunicacao@unesco.org.br
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