Minha Casa, Minha Vida chega a 220 mil contratos

Segundo dados do ministério das Cidades, maioria das construções atinge famílias de até três salários mínimos

Cerca de 220 mil contratos já foram assinados no programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal, para a aquisição da casa própria por famílias com renda de até dez salários mínimos, disse dia 18 de dezembro o ministro das Cidades, Márcio Fortes.

Segundo o ministro, a maior parte dos contratos, 132 mil moradias, beneficia as famílias com renda de até três salários mínimos. “É uma grande surpresa para muitos. Todo mundo achava que as empresas [de construção] só iam querer construir para famílias com renda entre seis e dez salários mínimos”, disse. Na faixa de três a seis salários mínimos, foram assinados 71 mil contratos. Entre seis e dez salários mínimos, apenas 17 mil”, afirmou.

O ministro também voltou a afirmar que, para solucionar o problema de saneamento básico no Brasil, são necessários investimentos de R$ 268 bilhões. Com os R$ 38 bilhões que já estão sendo investidos pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), ainda faltam R$ 230 bilhões.

Para Fortes, se for feito um investimento de R$ 10 bilhões por ano, será possível universalizar o saneamento básico no Brasil no prazo de dez anos.

Fonte: Agência Brasil

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Na Itambé, o futuro já chegou

Indústria constrói nova linha de produção para cimentos finos, que estará operando 100% no final de 2011

A Cimento Itambé se aproxima de seus 35 anos de fundação. Para marcar a data, a indústria planeja, no dia 18 de dezembro de 2011, tirar o primeiro saco de cimento de sua nova linha de produção, que engloba o 4.º moinho e um novo forno de clínquer.

As obras estão a todo vapor nas instalações de Balsa Nova – município da região metropolitana de Curitiba. Até agosto de 2010, a expectativa é que o moinho 4 já esteja em fase pré-operacional. O equipamento dará um incremento ainda maior aos produtos fabricados pela Itambé, pois será voltado à produção de cimentos finos.

O projeto engloba um investimento de mais de R$ 400 milhões e demonstra toda a confiança da Itambé no futuro do Brasil. É o que revela o superintendente industrial da empresa, Alcione Rezende, que na entrevista a seguir detalha o processo de construção desta nova etapa da fábrica. Confira:

O investimento que a Itambé está fazendo no novo moinho sinaliza confiança em um crescimento sustentável da construção civil brasileira nos próximos anos?
Sem dúvida. Tanto é, que o moinho 4 da linha 3 é somente o início do investimento. E ele se dá por que estamos sendo convocados pela expectativa de crescimento do mercado e, consequentemente, do país.

O que o novo moinho vai incrementar em termos de produção de cimento para a Itambé?
Poderá incrementar até 700 mil toneladas por ano, em capacidade instalada. Eu digo até 700 mil, por que vai depender do tipo de cimento que a gente for fabricar. A princípio, ele é um moinho que está sendo construído para fabricar cimentos finos. Trata-se de cimentos que, pela alta qualidade, demandam maior consumo de energia e menor produtividade. Mas o moinho permite produzir uma capacidade máxima anual de 700 mil toneladas de cimento.

Em termos de tecnologia aplicada na construção do moinho, há algo diferente?
A princípio não. É um moinho de bolas, com separador de alta eficiência de terceira geração, muito comum em fábricas de cimento atualmente.

O equipamento é totalmente importado ou tem um misto de tecnologia nacional e internacional?
Tem muito de tecnologia nacional. Somente o moinho em si e o separador estão sendo importados da China. O resto é todo fabricado no Brasil: filtros, elevadores, dosadores, balanças, transportadores. O investimento só no moinho é de quase 43 milhões de reais. E desses 43 milhões, aproximadamente 10 milhões são de equipamentos importados. O resto é nacional. Mas é importante frisar que o investimento global das novas instalações passam de R$ 400 milhões.

Além do moinho, a fábrica projeta também a construção de um novo forno?
O projeto da linha 3 envolve uma outra linha de produção de clínquer no qual estamos trabalhando agora. Esta nova linha vai aumentar em mais um milhão de toneladas por ano nossa capacidade de produção de clínquer, ou seja, praticamente vai dobrar o potencial de produção. Porém, primeiramente estamos trabalhando no moinho, por uma condição de mercado, mas sabemos que futuramente, para atender essa maior condição de capacidade instalada, teremos de ter um novo forno. E é isso que estamos projetando agora.

Qual o prazo de entrega?
O moinho tem startup previsto para 30 de agosto de 2010, em fase pré-operacional, e até novembro do ano que vem ele terá de estar totalmente entregue à produção. Já para a linha 3, incluindo o forno, a previsão é de entrega no final de 2011, no dia 18 de dezembro, quando a Itambé completar 35 anos.

Com o novo moinho, o que a Itambé fará com os moinhos antigos?
A Itambé atualmente tem 3 moinhos para produção de cimento. Com a entrada do moinho 4, vamos deixar de operar, por algum tempo, o moinho de cimento 1. O moinho de cimento 4 vai ter capacidade de atender, junto com o 2 e o 3, o nosso mercado. Nesse período, o moinho de cimento 1 vai sofrer alterações do ponto de vista de modernização da instalação. Ele é um moinho com tecnologia de 1970. Iniciou a operação em 1976 e agora temos a oportunidade de rever a instalação e aplicar nele os modernismos necessários. O moinho 4 desativa temporariamente o 1, mas quando o forno 3 estiver operando, no final de 2011, já estaremos com o moinho 1 novamente em funcionamento e totalmente modernizado.

Como construir um moinho novo e seguir produzindo cimento na fábrica? Presume-se que isso demanda uma logística muito precisa. Como foi operar essa logística?
A Itambé tem, dentro de sua estrutura organizacional, um departamento de projetos industriais. Ele é um departamento da diretoria industrial, do qual eu sou o responsável. Quando do inicio do projeto do moinho 4, eu ainda como gerente geral industrial, precisei dedicar mais tempo ao departamento de projetos industriais. Com a decisão de implantar a nova linha de clínquer - projeto iniciado há alguns meses – foi necessário rever o organograma, tendo em vista a necessidade de maior dedicação a área de projetos. Então foi criado o cargo de superintendente industrial, meu cargo atual e para gerência industrial foi admitido um novo funcionário que hoje é o novo gerente industrial. Assim nesta nova função posso dedicar mais tempo aos novos projetos e ainda ter a parte operacional da fábrica sob minha responsabilidade. A minha dedicação hoje, em termos de horas de trabalho, é de cerca de 70% a 80% para a área de projetos e o restante para a parte operacional da fábrica, propriamente dita. Essas foram as alterações necessárias para conduzir o projeto sem afetar a produção da fábrica.

Em termos de consumo de mão-de-obra, o que esse projeto está demandando?
Já tivemos picos de 200 pessoas trabalhando no projeto. Neste momento, com o encerramento da etapa da construção civil se aproximando, e chegando na parte de montagem da caldeiraria e de equipamentos especiais, desacelera a civil e acelera a montagem mecânica. Em seguida, lá por janeiro de 2010, entra a montagem elétrica. Portanto, para as etapas de mecânica e elétrica, o pico deve ficar em torno de 200 a 250 pessoas. Daí virá a linha 3, cujo auge do projeto se dará quando a moagem 4 já estiver quase totalmente concluída. Presumo que a obra toda, englobando moinho e forno, envolverá umas 700 pessoas, incluindo pessoal interno e o externo contratado.

A Itambé ganha que tipo de upgrade com o novo moinho?
O moinho 4 vai suprir totalmente as necessidade atuais do mercado. Os moinhos 1, de 1976, o 2, de 1987, e o 3, de 1996, são equipamentos com tecnologias diferentes. Quando pensamos no moinho 4, dimensionamos ele para, além de complementar o volume demandado pelo mercado, permitir aos outros 3 moinhos ficarem dedicados a fabricação de cimentos mais adequados as suas características tecnológicas.

Qual a vida útil de um moinho?
Esses equipamentos sempre são projetados para operar 50 anos. Nós já estamos operando há quase 35 anos aqui e, seguramente, vamos passar de 50 anos. Então, é sempre assim que se projeta o investimento. Calcula-se em torno de 50 anos, apesar de ter fábricas operando com equipamentos com até mais idade. Acontece que as instalações antigas demandam mais manutenção e mais consumo energético. Por isso, tem de se fazer essa evolução.

Em termos de projetos futuros, o que a Itambé está planejando?
Temos um plano diretor que já prevê para esse site de Balsa Nova uma 4ª linha de fabricação de clínquer e um moinho 5 e um moinho 6 de cimento. O ambiente está preparado para isso. Agora, quem vai ditar a necessidade de colocar o projeto em andamento será o mercado. Nossa projeção é que a 4ª linha seja instalada daqui a uns 10 anos.

Moinho Itambé
Moinho Itambé
Vista Geral do Obra
Vista Geral do Obra
Prédio da Moagem
Prédio da Moagem

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LC Costa constrói prédio com pré-fabricado

Empresa paranaense aposta em sistema pré-fabricado em concreto armado para construção de prédio residencial

Créditos: Engº. Carlos Gustavo Marcondes – Assessor Técnico Comercial Itambé

Os pré-fabricados em concreto armado ganham cada vez mais mercado entre os diversos sistemas construtivos disponíveis na construção civil brasileira.

Isto se deve às diversas vantagens oferecidas pelo sistema: rapidez na obra, limpeza e organização do canteiro, redução de número de especialidades, custo competitivo, projeto modular, sem contar com a qualidade técnica e de acabamento das peças.

Quem passar pela avenida Santa Catarina, no bairro Água Verde em Curitiba, poderá conferir de perto, todas estas vantagens aplicadas na prática.

A LC Costa Engenharia Ltda, cliente da Itambé e que atua há 10 anos no segmento, está fornecendo todo seu know-how para a construção de um edifício residencial, contendo 4 apartamentos por andar e estacionamento no nível térreo.

De acordo com o Engenheiro Civil Márcio Noridi K. Shimoishi, sócio gerente da empresa, serão construídas duas torres. Toda a parte pré-moldada da primeira torre já está concluída, e a segunda terá a montagem iniciada em janeiro de 2010.

De acordo com o engenheiro “O maior desafio foi fazer com que a estrutura ficasse hiperestática e para isso foram estudadas diversas alternativas”.

Márcio conta ainda que as lajes são alveolares e todas as passagens (tubulações) são embutidas na estrutura, o que exigiu que a obra tivesse um bom planejamento. “Tudo foi pensado antecipadamente”, comenta.

Os equipamentos de montagem foram fornecidos pela própria LC Costa e os pilares foram concretados na obra, por causa das dimensões, sendo as demais peças (vigas e lajes) fabricadas na própria unidade fabril em Fazenda Rio Grande, região metropolitana de Curitiba – PR.

O edifício terá uma área construída de 5.012 m², e o volume de concreto utilizado nos elementos pré-fabricados totalizaram 253 m3. Os pilares que sobem até a caixa d’água têm 30 metros de altura, e serão ao todo 7 (sete) pavimentos com vãos livres de até 7,5 metros que foram vencidos com a utilização de lajes alveolares, fabricados pela LC Costa. Todo o projeto foi desenvolvido pela própria empresa.

Confira algumas fotos do empreendimento:

LC Costa constrói prédio com pré-fabricado
LC Costa constrói prédio com pré-fabricado
LC Costa constrói prédio com pré-fabricado
LC Costa constrói prédio com pré-fabricado

Para mais informações, os contatos podem ser feitos por telefone: (041) 3604-4859 ou pelo site: www.lccosta.com.br.

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Como solicitar e executar vistorias na construção

Livro apresenta conceitos e práticas sobre vistorias

A falta de referências bibliográficas sobre o tema “vistorias” foi o que motivou os engenheiros Flavio Figueiredo, Eduardo M. Burin, Emílio Daniel, Iara C. S. Mourão e Marcio S. Santos a publicarem o livro "Vistorias na Construção Civil - Conceitos e Métodos" lançado este ano pela editora Pini.

A obra apresenta as possibilidades de aplicação e os requisitos que devem ser exigidos nos trabalhos de vistoria, os quais envolvem engenheiros, arquitetos e operadores do mercado imobiliário. “Desta maneira, o livro atende tanto quem precisa contratar a vistoria quanto quem vai executá-la” sugere o engenheiro civil Flavio Figueiredo, co-autor do livro.

Flavio Figueiredo “A vistoria é uma prática preventiva e necessária”
Flavio Figueiredo “A vistoria é uma prática preventiva e necessária”

Quando surge um conflito, entre duas ou mais partes, relacionado a uma obra ou imóvel, é imprescindível reunir todo tipo de informações, documentos e referências para que se possa chegar a um acordo ou solução. Dentre essas referências estão as vistorias.

O desconhecimento sobre o tema leva muitas vezes à banalização desta prática. Para Figueiredo, a vistoria é uma atividade preventiva, porém fundamental. “Contratar o serviço de vistoria é como contratar um seguro: é necessário, mas todos torcem para nunca precisar” compara. Diferente das perícias, a vistoria não tem o objetivo de investigar as causas do problema, apenas constatar a situação de uma obra ou imóvel num determinado momento.

O que são Vistorias?
De maneira geral, o livro explica que as vistorias servem para perpetuar um retrato fiel e verdadeiro do bem vistoriado. Muitas vezes, as vistorias são confundidas, ou resumidas a simples relatórios fotográficos. Porém, o livro deixa claro que as vistorias são constatações técnicas e que as imagens são apenas uma parte do processo que exige uma descrição precisa e detalhada. Em muitos casos, as vistorias necessitam de ensaios tecnológicos, aferição de medidas (como temperatura, fissuras, ruídos), provas de carga entre outros requisitos que dependem fundamentalmente de profissionais experientes e habilitados.

Vistorias podem ser feitas durante todas as etapas da vida de um imóvel. No entanto, no país, as vistorias nas fases de planejamento até a comercialização do imóvel ainda não são praticadas em escala condizente com a da indústria imobiliária, conforme é abordado no livro.

As vistorias na construção civil são indispensáveis pelas diversas particularidades do setor, como a grande quantidade de sistemas, pessoas e empresas envolvidos; a utilização de serviços artesanais; as interações com o meio; a necessidade de conservação e manutenção; etc. Por tudo isso, constata-se que a construção civil tem um grande potencial para gerar conflitos.

“A vistoria é importante, pois pode servir de referência para uma perícia futura, caso haja necessidade”, explica Figueiredo. “E é justamente nessa hora, quando mais se precisa, é que aparecem os problemas de uma vistoria mal feita”. De acordo com ele, as falhas no serviço de vistoria são comuns, e muitos dos erros são decorrentes da falta de conhecimento sobre como solicitar e como executar o serviço.

Exemplos de vistorias
Existem vários tipos de vistoria entre eles o de confrontante de obras; vistorias especiais em obras; vistorias programadas de edificações; vistorias para comercialização de imóveis usados; vistorias para imóveis locados. Além de conter informações sobre cada tipo de vistoria, o livro é repleto de exemplos e casos práticos. Um deles refere-se ao abandono de obra por um empreiteiro. Mediante um Laudo de Vistoria, o construtor pode deixar devidamente documentado até que ponto foi a obra, antes de contratar uma nova empreiteira para finalizar o trabalho.

Outros exemplos referem-se ao nível de complexidade da vistoria, que é variável conforme a necessidade. Antes de tudo é preciso saber o objetivo da vistoria, afinal ela pode ser necessária para constatar o estágio da obra, assim como para verificar o alinhamento dos caixilhos, ou ainda, constatar deficiências na instalação das janelas.

Também é fundamental saber o momento exato de realizar a vistoria. Por exemplo, de nada adianta querer detalhes do posicionamento das armaduras, se a vistoria foi programada para depois da concretagem.

Tópicos abordados no livro:

– Definição de vistorias;
– Requisitos de vistorias;
– Níveis de detalhamento dos trabalhos de vistoria;
– Aplicações das vistorias nas diversas fases de um produto imobiliário;
– Importância das vistorias na solução de conflitos no âmbito da construção civil;
– Casos práticos com as respectivas soluções;
– Diferenças e complementaridades entre vistoria e perícia;
– Diretrizes para a especificação de serviços de vistoria;
– Alguns tipos de vistoria: de confrontantes de obras, especiais em obras, programadas de edificações, para comercialização de imóveis usados e para imóveis locados.

Mais informações
O livro está à venda pela internet no seguinte endereço: http://construcao-engenharia-arquitetura.lojapini.com.br/pini/vitrines/detalhes/Detalhe21758.asp

Contato entrevistado: flaviofigueiredo@consultores.eng.br

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Concrexap lança argamassa pronta

Tradicional concreteira catarinense inaugura central de argamassa estabilizada em Chapecó/SC

Créditos: Engº. Jorge Aoki – Gerente de Assessoria Técnica Itambé

Concrexap lança argamassa pronta
Concrexap lança argamassa pronta

Há 16 anos no mercado de concreto dosado em central, a Concrexap investe em tecnologia e dá um importante impulso para reforçar seu mix de produtos. Neste mês de dezembro, lança uma nova unidade de negócios, a Xapmix sua argamassa úmida estabilizada. O sistema escolhido foi o Powermix, uma parceria com a MC – Bauchemie, fabricante dos aditivos componentes do produto e detentora do sistema. Com filiais nas cidades de São Miguel do Oeste/SC, Xanxerê/SC, Frederico Westphalen/RS e São Lourenço do Oeste/SC, a Concrexap utiliza com exclusividade o cimento da Itambé em todas as unidades.

Vantagens da argamassa Xapmix

Concrexap lança argamassa pronta
Concrexap lança argamassa pronta

Produzida com materiais selecionados, a argamassa pronta Xapmix mantém sua boa trabalhabilidade por um período de até 72 horas com controle do processo de hidratação do cimento. É entregue pronta na obra com caminhão betoneira e depositada em caixas previamente instaladas, que permitem uma fácil utilização na obra. Desta forma, agiliza a execução de pisos e contrapisos, alvenarias, rebocos e emboços. Com a dosagem feita no laboratório da central, a pesagem em balanças precisas e a mistura em caminhão betoneira, a regularidade é total e o fornecimento contínuo permite ótima produtividade dos serviços com índices de desperdícios bem baixos. As características importantes deste tipo de argamassa, como boa resistência à tração na flexão, aderência e retenção de água, são garantidas nos ensaios e na experiência das empresas fabricantes.

Eliandro Baldissera, sócio-gerente da Concrexap, confia na tecnologia e aposta no crescimento da construção civil da região: “é o momento certo de apostarmos neste nicho de mercado, com um serviço novo, que preenche uma lacuna no mercado dos materiais para a construção civil. Além disso, trata-se de uma grande evolução tecnológica já utilizada em diversas cidades do mundo inteiro”.

Mais informações sobre a Argamassa XapMix podem ser obtidas no fone (49) 3331-0000.

Outras informações a respeito de Argamassa Estabilizada podem ser lidas em: http://cimentoitambe.com.br/massa-cinzenta/caracteristicas-e-beneficios-da-argamassa-estabilizada/

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A importância da TI para a construção civil

Setor desembarca na Tecnologia da Informação, mas desafio agora é propagá-la para toda a cadeia produtiva

O Brasil começa a descobrir a Tecnologia da Informação (TI) como ferramenta imprescindível para a construção civil. Programas como PAC e Minha Casa, Minha, Vida, e a previsão de grandes obras de infraestrutura por conta de eventos como Copa do Mundo e Olimpíadas, acordaram empreendedores, construtoras e contratantes públicos para o tema. O xis da questão é que a TI, além de agilizar as obras, ajuda a dar qualidade aos projetos e dá mais confiabilidade às decisões.

Francisco Cardoso: chega de praticar o empirismo na construção civil
Francisco Cardoso: chega de praticar o empirismo na construção civil

O problema, alerta o presidente da Associação Nacional de Tecnologia do Ambiente Construído (Antac), professor Francisco Ferreira Cardoso, da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), é que ações governamentais precisam fomentar mais o setor a investir em tecnologia, desenvolvimento, pesquisa e inovação. É disto que ele trata na entrevista a seguir. Confira:

O que falta para que a Tecnologia da Informação (TI) seja totalmente incorporada pelo setor da construção civil?

Muitos avanços ocorreram nos últimos anos nessa área, mas falta ainda uma disseminação das conquistas. A grande maioria das empresas do setor é formada por micro ou pequenas empresas, sejam elas projetistas, construtoras ou subempreiteiras que executam serviços específicos nas obras - isso citando apenas alguns dos agentes setoriais. Elas têm computadores e os utilizam em partes de suas atividades, mas de forma isolada. A grande maioria não tem um sistema gerencial, quanto mais pensar numa integração gerencial. Muito poucas se comunicam com clientes e fornecedores via TI. Faltam-lhes gestão, faltam-lhes capacitação, faltam-lhes diversos recursos. As tecnologias existem, mas ainda não foram incorporadas pelas empresas por esse Brasil afora.

No que o uso da TI ajuda na aceleração de processos construtivos e no barateamento das obras?

Ajuda, pois permite o uso de ferramentas que ajudam a alcançar os objetivos traçados. Mas somente TI não resolve. A empresa tem que ter gestão, tem que dominar as tecnologias construtivas. É preciso integração com sua cadeia de suprimentos.

O senhor avalia que, no Brasil, falta também Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) nas áreas relacionadas ao ambiente construído, como habitação, materiais, processos construtivos e saneamento?

Mais uma vez aqui muitos avanços ocorreram. Várias empresas têm investido, principalmente a indústria de materiais de construção, mas é preciso que os outros agentes da cadeia construtiva acompanhem esse avanço. As construtoras, por exemplo, investem muito pensando no curto prazo, mas ainda investem muito pouco ou quase nada em pesquisa e desenvolvimento. Falta muita pesquisa e a maioria dos agentes do setor nem se dá conta disso.

Quais as ações governamentais que precisam ser implementadas para que tecnologia e pesquisa ganhem espaço na construção civil brasileira?

Estive recentemente no Construbusiness e, neste ano, dois ministros falaram - o da Indústria e Comércio Exterior e o dos Esportes -, assim como o presidente do Banco Central e as lideranças empresarias do setor. Porém, nenhum fez qualquer referência ao desenvolvimento tecnológico e à necessidade de investimentos em P&D na construção civil. Penso que acham que o setor é diferente dos outros, como o automobilístico, o eletrônico, o de telecomunicações, o de energia. Para estes, certamente acham que governos e empresas devem investir firme em P&D. Já na construção, ora a construção, pensam que é bom fazermos com sempre fizemos, ou seja, acham que as inovações vêm da prática, do empirismo. Não percebem que precisa haver investimento em P&D, assim como uma política de Ciência, Tecnologia e Inovação (C,T&I) para o setor.

Por que isso ocorre?

O que acontece é que os recursos não são destinados ao setor da construção civil na devida medida da sua importância econômica e social. Até porque, como não há uma política setorial de C,T&I, e os agentes do setor não percebem a importância dos investimentos em P&D, não há demanda e muito menos pressão por recursos. Já os outros setores, muito mais avançados na percepção da importância desse tema, conseguem uma parcela muito maior do dinheiro do que sua importância social e econômica lhes destinaria. Eles têm razão em brigar por recursos. Nós é que estamos errados.

No que programas de infraestrutura e habitacionais, estimulados pelo governo, podem ajudar a reverter esse quadro?

Já estão ajudando. Por exemplo, o Ministério das Cidades, com a nova versão do PBQP-H (Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade de Habitat), percebeu que não pode trabalhar sozinho. O programa Minha Casa, Minha Vida tem todos os seus projetos vinculados ao PBQP-H. Isso significa o uso obrigatório de produtos, conforme as normas e aos seus programas setoriais da qualidade, assim como a contratação de construtoras com sistema de gestão de qualidade certificado. Ele cobra também o uso de tecnologias inovadoras, que tenham obrigatoriamente seu desempenho atestado, com destaque para a durabilidade.

Quais os planos da ANTAC para reverter esse cenário?

Estabelecer, junto com os agentes públicos e privados do setor, uma política de Ciência, Tecnologia e Inovação para o ambiente construído. Com ela, poderemos todos fazer planos, estabelecer metas, conseguir recursos e alinhar iniciativas. Também é preciso ofertar pesquisa - via universidades e institutos de pesquisa - e estimular a demanda, para que os avanços e as inovações se alinhem com mais facilidade ao setor da construção civil.

Falando de sistemas construtivos, tem-se hoje no país muitas alternativas, como formas, pré-fabricados, etc. Neste quesito, o Brasil evoluiu ou ainda deixa a desejar em relação a outros países?

Estamos refazendo o que fizemos nos anos 1970 e 1980. A tecnologia daquela época foi perdida, até porque também na ocasião não houve desenvolvimento tecnológico, apenas cópia. Hoje não mudou muito. Quem tem uma solução completa, estudada, que garanta não somente custo, mas desempenho, durabilidade, ausência de manifestações patológicas? Poucos. Cada um trabalha do seu lado, mas pouco se pensa sistemicamente. Aconteceram evoluções, muitas das quais promovidas pela indústria de materiais, mas que ainda não se tornaram uma solução definitiva na obra. Uma evolução importante foi a introdução do conceito de desempenho, mas que ainda é desconhecido da maioria, quanto mais praticado. O outro é o da sustentabilidade, principalmente da sua dimensão ambiental, mas para ele a realidade também é a mesma, ou seja, poucos praticam.

No que o quesito qualificação profissional pesa neste arcabouço todo que o senhor colocou?

Acho que não só o quesito capacitação profissional, mas também o capacitação empresarial. Principalmente dos microempresários. Quem produz de fato nos canteiros de obras, sejam eles das construtoras, sejam de obras construídas pelo regime de autogestão, são as empresas executoras de serviços de obras. Essas são tão ou mais desamparadas do que os trabalhadores do setor. Faltam-lhes recursos e competências, incluindo tecnologia, organização e gestão. São várias dezenas de empresas que precisam ser capacitadas, precisam de recursos, principalmente crédito e, mais ainda, precisam ser contratadas pelo valor justo - seus diferenciais precisam ser reconhecidos e o valor que agregam remunerados. Quase nunca é assim, e acabam sendo contratadas pelo preço mínimo, concorrendo com empresas ilegais. Nenhuma tecnologia vai funcionar sendo executada por empresas sem recursos e competências que sejam reconhecidos e incentivados pelos contratantes.

Qual o papel das escolas nesse processo de transformação?

Escolas, em todos os níveis, formam os cidadãos e os profissionais do setor - do ensino fundamental ao superior e à pós-graduação, passando pelo ensino profissional de trabalhadores da produção, por exemplo. Sem a escola fica faltando um ativo essencial ao setor e ao país: mão-de-obra capacitada em todos os níveis. Inclusive engenheiros e arquitetos.

Entrevistado:
Francisco Cardoso, presidente da Associação Nacional de Tecnologia do Ambiente Construído (Antac): francisco.cardoso@poli.usp.br

Texto complementar

Sebrae discute projeto para estimular TI

Pequenas empresas terão recursos para investir em projetos de Tecnologia da Informação

O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae Nacional) está discutindo um projeto novo que prevê o financiamento de micro e pequenas empresas de tecnologia da informação (TI). “O setor está conseguindo recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para inclusão digital de pequenas empresas”, disse o diretor técnico da entidade, Luiz Carlos Barboza.

Segundo ele, a linha de crédito vai financiar a aquisição de equipamentos e programas de gestão. Hoje, as pequenas empresas compram o computador, têm acesso à internet, mas não utilizam o potencial da inteligência", afirmou . "Ficam usando como correio eletrônico, para acessar a conta do banco. Não passa muito disso.”

As pequenas empresas que tomarem os recursos terão consultoria do Sebrae e da Federação Nacional das Empresas de Serviços Técnicos de Informática e Similares (Fenainfo). Numa primeira fase, em 2010, cerca de 20 mil micro e pequenas empresas deverão ter acesso a esse financiamento.

O Sebrae Nacional já desenvolve parcerias com várias entidades para inclusão de pequenas empresas, como o Programa de Estímulo ao Uso de Tecnologia da Informação em Micro e Pequenas Empresas (Proimpe). Um exemplo é o setor de confecções, onde são desenvolvidos programas de computador para o setor.

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Dubai Mall

Maior Shopping do Mundo

Créditos: Vanda Pereira Cúneo - Assistente de Marketing

O Dubai Mall é o maior shopping center do mundo. Está localizado no complexo Burj Dubai em Dubai nos Emirados Árabes Unidos. Foi inaugurado em 4 de novembro de 2008. O shopping custou 20 bilhões de dólares e possui 1.200 lojas, hotel, 22 salas de cinemas multiplex stadium, uma praça de alimentação com 160 operações fast-food e 120 restaurantes, uma pista de patinação (Dubai Ice Rink) e o maior aquário do mundo segundo o Guiness Book com mais de 33.000 animais marinhos em exposição (Dubai Aquarium and Discovery Centre).

Localização: Dubai
Inauguração: 4 de novembro de 2008
Lojas: 1200
- Âncoras: 4 lojas âncoras
- Cinema: 22 salas Reel Cinemas
- Alimentação: Praça com 160 operações fast-food e 120 restaurantes
Estacionamento: 14.000 vagas

Website: www.thedubaimall.com

Construção Vista do Dubai Mall em 27/11/2007 do Burj Dubai
Construção Vista do Dubai Mall em 27/11/2007 do Burj Dubai
Imagem dos corredores do Dubai Mall
Imagem dos corredores do Dubai Mall
Pista de patinação (Dubai Ice Rink)
Pista de patinação (Dubai Ice Rink)
Aquário do shopping (Dubai Aquarium and Discovery Centre)
Aquário do shopping (Dubai Aquarium and Discovery Centre)

Fonte: Wikipedia

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De Cidade Maravilhosa a Cidade em Obras

Sede de Copa do Mundo e de Olimpíadas, Rio de Janeiro será o eldorado da construção civil nos próximos seis anos

Principal sede da Copa 2014, e palco das Olimpíadas de 2016, a capital fluminense vai trocar, nos próximos seis anos, o título de Cidade Maravilhosa pelo de Cidade em Obras. As construções, que irão transformar o Rio de Janeiro, englobam rodovias, aeroportos, metrô, trem-bala, infraestrutura da cidade e, óbvio, os palcos para as competições.

A estimativa é que o Rio receba investimentos na ordem de R$ 30 bilhões até 2016, transformando-se no eldorado da construção civil brasileira. Destes recursos, 40% serão destinados à infraestrutura urbana, 30% para complexos esportivos e 30% para a construção de 20 mil quartos de hotéis e pousadas.

Setor da construção civil deve estar preparado para a demanda

Roberto Kauffmann, presidente do Sinduscon-RJ: “O Sinduscon-RJ espera que os projetos tenham prazos certos e não esbarrem nos licenciamentos municipais, estaduais e federais.”
Roberto Kauffmann, presidente do Sinduscon-RJ

Os anteprojetos das obras deverão ser apresentados em janeiro de 2010 pelo COJO (Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos do COB). Segundo o presidente do Sinduscon-RJ, Roberto Kauffmann, uma preocupação do setor da construção civil é tomar conhecimento simultâneo dos anteprojetos e poder colaborar com sugestões. “O Sinduscon-RJ espera que os projetos tenham prazos certos e não esbarrem nos licenciamentos municipais, estaduais e federais”, disse Kauffmann.

Ministro Miguel Jorge: é preciso reaprender a planejar
Ministro Miguel Jorge: é preciso reaprender a planejar

Obras que envolvem eventos gigantescos como Copa do Mundo e Olimpíadas requerem planejamento. Na opinião do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, é isso que não só o Rio de Janeiro, mas o Brasil, terá de reaprender a partir de 2010. "O Brasil virará um canteiro de obras nos próximos seis anos e estávamos desacostumados com isso. Por isso, tínhamos desaprendido a planejar. Esses eventos trarão um novo patamar para o setor de infraestrutura nacional", prevê.

O presidente do Sinduscon-RJ não tem dúvidas de que toda a cadeia produtiva da construção civil deverá estar preparada para o que virá. "Será um significativo crescimento. Da indústria cimenteira à de equipamentos de construção, a demanda será alta", diz.

De fato, dados da Associação Brasileira de Tecnologia para Equipamentos e Manutenção (Sobratema) apontam para caminho semelhante. Em 2009, o mercado brasileiro de equipamentos de construção experimentou retração de 24% nas vendas devido à crise financeira internacional. No entanto, em 2010, pretende expandir entre 24% e 25%.

Sistemas construtivos que utilizem o conceito do pré-fabricado devem prevalecer nas obras
Sistemas construtivos que utilizem o conceito do pré-fabricado devem prevalecer nas obras

Para isso, a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 serão fundamentais. "Esses são projetos que têm data para serem inaugurados. Ou seja, saiu do discurso político e entrou agora a necessidade de ser feito. E esse processo arrasta junto com ele uma série de necessidades de infraestrutura", diz o vice-presidente da Sobratema, Eurimílson João Daniel.

Quem comemora também é o setor de pré-fabricados. Sobretudo o que atua em construções hoteleiras. Para agilizar as obras, a expectativa é que os sistemas construtivos automatizados tornem-se o carro-chefe diante de cronogramas rígidos. Essa foi uma das conclusões surgidas na Feira Construir, que ocorreu em novembro na capital fluminense. O evento debateu as transformações pelas quais a cidade irá passar, por conta de 2014 e 2016, e concluiu que 55 setores da economia serão beneficiados, mas no alto do pódio estará a construção civil.

Por conta desta expectativa, recente pesquisa realizada pela consultoria Manpower, por encomenda do SindusCon-RJ (Sindicato da Indústria da Construção Civil do estado do Rio de Janeiro), estima que as contratações para eventos como Copa do Mundo 2014 e Olimpíadas 2016 devem começar já em 2010. Por isso, a expectativa líquida de emprego nos três primeiros meses do próximo ano é de 46% em relação ao mesmo período de 2009. "A construção civil está mais otimista com os anúncios da Copa do Mundo e das Olimpíadas e já se movimenta para criar a infraestrutura necessária para atender a demanda que virá pela frente", avalia Pedro Guimarães, diretor da Manpower.

Entrevistados:
Roberto Kauffmann, presidente do Sinduscon-RJ: comunicacao@sinduscon-rio.com.br
Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior: ascom@desenvolvimento.gov.br
Fábio Casagrande, engenheiro-diretor da Sudeste: damaris@atitudepress.com.br (assessoria de imprensa)

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Engenharia Natural é profissão do presente e do futuro

Também conhecida como Bioengenharia de Solo, profissão desembarca nas obras de infraestrutura e mexe no mercado de trabalho

Neste mês, a cidade de Copenhague, na Dinamarca, sedia a conferência sobre mudanças climáticas. As nações vão definir metas para conter o avanço do efeito estufa e criar estímulos para projetos que reduzam a interferência no meio ambiente. Dentro deste cenário, começa a se destacar um novo tipo de engenharia: a Engenharia Natural.

No Brasil, empresas envolvidas com obras de infraestrutura começam a se interessar por profissionais especialistas em Engenharia Natural. Os cursos no país são poucos e estão no nível da pós-graduação. Assim, quem se especializa é imediatamente requisitado.

Fabrício Jaques Sutili: o concreto faz parte das intervenções de Engenharia Natural.
Fabrício Jaques Sutili: o concreto faz parte das intervenções de Engenharia Natural.

Fabrício Jaques Sutili, professor-adjunto do Departamento de Engenharia Florestal do Centro de Educação Superior Norte-RS da Universidade Federal de Santa Maria, é uma das referências do país no assunto. Nesta entrevista, ele revela como a Engenharia Natural pode ser útil às obras que o Brasil planeja construir. Confira:

Qual a diferença entre Bioengenharia de Solos e Engenharia Natural?
Nenhuma. Existe uma profusão de sinônimos: Engenharia Naturalística, Engenharia Biofísica, Engenharia Verde... Os termos Bioengenharia de Solos e Engenharia Natural foram os que se consolidaram. No Brasil usam-se ambos. Em Portugal, consolidou-se o segundo, existindo inclusive a Associação Portuguesa de Engenharia Natural (APENA).

Qual, então, a definição de Engenharia Natural?
Trata-se de uma área da engenharia que valoriza soluções que lancem mão das características técnicas da vegetação, associadas ou não a métodos e materiais tradicionais, para solucionar problemas que vão desde a erosão superficial do solo até a estabilização de encostas ou taludes artificiais. O mais importante é que a vegetação seja entendida como componente estrutural e não somente como acabamento estético.

No Brasil, a Engenharia Natural já encontra demanda ou ainda carece de um melhor entendimento do mercado?
Devo concordar que no Brasil ainda carecemos não só de uma maior compreensão sobre as potencialidades de aplicação, como também existe a necessidade de se buscar informações que subsidiem a aplicação das técnicas. Refiro-me especialmente a necessidade de pesquisas que apoiem com informações sobre as características biotécnicas da vegetação. Os modelos de intervenção podem ser, em parte, copiados de outros lugares, já as propriedades técnicas da nossa vegetação devem ser ainda investigadas.

Obras em ambiente fluvial e rodovias são as que melhor podem se aproveitar da Engenharia Natural?
A Engenharia Natural encontra sua maior aplicação na estabilização de taludes fluviais e de encostas, bem como na estabilização de taludes artificiais (sejam de corte ou aterro), como os provenientes da construção de estradas. Particularmente me dedico à aplicação das técnicas de Engenharia Natural em ambiente fluvial, no entanto, vejo sua utilização no ambiente rodoviário como bastante promissora do ponto de vista comercial.

No que a Engenharia Civil pode agregar a Engenharia Natural?
A Bioengenharia de Solos ou Engenharia Natural vale-se enormemente dos conceitos da Engenharia Civil. Estas obras, apesar de sua simplicidade, são obras de engenharia e devem respeitar os rigores de planejamento e intervenção próprios de qualquer intervenção deste tipo. O que difere as biotécnicas das técnicas tradicionais é o fato de utilizarem como componente estrutural, também, elementos vivos (plantas). Uma das grandes dificuldades hoje – não só no Brasil – é encontrar parâmetros para o cálculo de estabilidade destas obras. Está aí um grande desafio de engenharia.

Obras em concreto e obras com o conceito de Engenharia Natural podem coexistir no mesmo projeto?
Não só podem coexistir no mesmo projeto, como o concreto pode fazer parte das intervenções de Engenharia Natural. O conceito de Engenharia Natural dado por SCHIECHTL (uma das maiores autoridades na área) diz: “São técnicas (biotécnicas) em que plantas, ou partes destas, são utilizadas como material vivo de construção. Sozinhas, ou combinadas com materiais inertes, tais plantas devem proporcionar estabilidade às áreas em tratamento”. O concreto é um material inerte (assim como madeira, pedra, metal...) que pode ser combinado com materiais vivos. E aí está outro desafio de engenharia, para esse setor econômico.

Já há cursos no Brasil, ou apenas a Universidade Federal de Santa Maria está investindo nesta área?
Não existe nem no Brasil ou em outro país um curso superior que trate somente da Engenharia Natural. O que existe são cursos superiores que valorizam (com maior ou menor ênfase) em seu currículo esse campo de conhecimento. Em algumas universidades da Europa existem institutos de pesquisa exclusivos ao tema. No Brasil já existem universidades se interessando por essa área. Na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) a Bioengenharia de Solos é uma linha de pesquisa do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Florestal, bem como o conteúdo é tratado dentro da disciplina de Manejo de Bacias Hidrográficas que é obrigatória do curso de graduação em Engenharia Florestal e é oferecida como disciplina optativa para outros cursos da universidade. A Faculdade de Agronomia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul vem se interessando pelo tema e, juntamente com o Instituto de Pesquisas Hidráulicas da mesma instituição, vem promovendo palestras e cursos para seus alunos de graduação e pós. O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia através dos seus programas de pós-graduação vem se envolvendo com o tema. Tenho conhecimento de monografias sobre o tema escritas em cursos de geografia, arquitetura, engenharia civil e engenharia florestal de diferentes universidades. Essas últimas, normalmente, são iniciativas que partem do interesse particular do acadêmico, não quer dizer que o tema seja diretamente tratado durante o curso de graduação.

Como está o processo de utilização da Engenharia Natural em outros países? Em qual deles ela está mais avançada?
Estas técnicas consolidaram-se e encontram-se mais difundidas na Europa central, em países como Áustria, Alemanha, França, Suíça e no norte da Itália; bem como na America do Norte. Ultimamente vem ganhando bastante aplicação no ambiente mediterrânico. Com apoio de instituições (universidades) europeias começam a existir alguns exemplos na América do Sul. Duas universidades se destacam como difusoras na America Latina: a Universität für Bodenkultur, de Viena, na Áustria, com seu convênio com o Departamento de Engenharia Florestal do Centro de Educação Superior Norte da Universidade Federal de Santa Maria, e a Università degli Studi di Firenze, pelos trabalhos realizados especialmente na Nicarágua e também pelo contato que possui com a UFSM.

O brasileiro que quiser se especializar em Engenharia Natural tem de sair do país para estudar?
Não necessariamente. Claro que estudar em um instituto que se dedique integralmente ao tema, e já tenha tradição, é um diferencial. No entanto, já existem cursos de graduação que possuem o tema eu seus currículos e cursos de pós-graduação que já desenvolvem dissertações e teses na área.

Há muitos profissionais especializados hoje no Brasil?
Acredito que não. Mesmo na UFSM o tema foi incluído há pouco tempo no currículo e a linha de pesquisa na pós-graduação é uma das mais recentes de todas.

Os profissionais existentes no Brasil hoje, que entendem de Engenharia Natural, estão trabalhando em que tipo de empresa ou a maioria está atuando em pesquisa e educação?
A maioria ainda está atuando na pesquisa e educação (como é a lógica normal). Profissionais em empresas ou autônomos que ofereçam projetos de Engenharia Natural ainda são poucos. Com o tempo teremos profissionais saindo dos cursos de engenharia (das diferentes modalidades) com esse conhecimento.

Esses profissionais são bastante requisitados para projetos?
Sim. Os professores e pesquisadores dedicados ao tema não tem falta de trabalho e são constantemente requisitados a opinar e colaborar em diferentes níveis, desde a realização de cursos técnicos extra-universitários até a participação em projetos. A situação se agrava por ainda serem poucos os técnicos formados já com condições de atuarem nesse ramo de mercado.

Existe no país atualmente um projeto que seja um case de Engenharia Natural?
Sim. Na região Sul temos várias obras implantadas pela UFSM e por empresas; além de um programa de investigação das características biotécnicas da vegetação que se desenvolve desde o ano de 2001. Apesar de serem poucas, na região central do país, existem empresas capacitadas e, por que não dizer, já com tradição em Engenharia Natural.
Entrevistado:
Fabrício Jaques Sutili, professor-adjunto do Departamento de Engenharia Florestal do Centro de Educação Superior Norte-RS da Universidade Federal de Santa Maria: fjsutili@gmail.com

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Setor da construção civil desembarca na Bolsa

Após euforia, ações de construtoras retomam crescimento sustentável e atraem até investidores estrangeiros

Elas já são 24, mas em 2010 a expectativa é que o número cresça. Tratam-se das empresas ligadas ao setor imobiliário – construtoras e incorporadoras – que desde 2005 invadiram as bolsas de valores do Brasil e, após quatro anos no mercado de ações, estão saindo do estado de euforia para o de confiabilidade. Neste ponto, a crise global do ano passado fez bem ao setor. Ela serviu para estourar a bolha e depurar os investimentos. “O excesso de otimismo foi tocado por um crescimento mais consistente e de longo prazo”, explica o analista de investimentos Sílvio Araújo, da Lopes Filho & Associados, Consultores de Investimentos Ltda.

No período de euforia, em 2006, o setor imobiliário chegou a invadir o pregão da Bovespa com o recorde de 15 ofertas de ações em apenas 12 meses. Com altas que chegaram a bater em 80%, o mercado acionário atraiu mais empresas, o que começou a deixar os investidores desconfiados. O motivo era o histórico do setor, que tinha alto grau de informalidade. Com o fim da bolha, ficaram as empresas que hoje têm compromisso com a governança, gestão, transparência e que conseguiram transmitir confiabilidade ao mercado. Resultado: elas estão conseguindo atrair investidores estrangeiros e estabelecendo parcerias cada vez mais sólidas com instituições financeiras.

Empresas que investem na baixa renda e têm compromisso com a governança são as que mais dão lucro na Bolsa
Empresas que investem na baixa renda e têm compromisso com a governança são as que mais dão lucro na Bolsa

Analistas avaliam que os bancos passaram a enxergar o crédito imobiliário não apenas como uma obrigação perante o governo federal (que determina o uso dos recursos obtidos via poupança para este fim), mas também como forma de captar e fidelizar clientes. Isso levou instituições financeiras, como Banco do Brasil e Bradesco, além dos estrangeiros BNP Paribas e Societé Generale, a investirem no segmento. E a tendência é de aumentarem o grau de investimento a partir do programa Minha Casa, Minha Vida. A razão é que as empresas redefiniram suas estratégias para atender a baixa renda, para onde o programa habitacional aponta e onde há um déficit de mais de 7 milhões de residências.

Como exemplo, a Company, de São Paulo, decidiu estudar as condições do mercado de imóveis de valor entre R$ 50 mil e R$ 150 mil. Já a Cyrela criou uma nova empresa, a Living, para atuar no mercado de apartamentos de R$ 100 mil - valor cinco vezes menor do que aquele dos imóveis que costumava entregar antes. Gafisa, por sua vez, fez uma joint venture (empreendimento conjunto) com a Odebrecht também para atender esse público. De todas as listadas, a Rossi é a que mais acumula experiência no segmento de baixa renda. “Temos um extenso histórico de empreendimentos para essas classes, desde a época do Plano 100, em 1992. Continuamos atentos a esse mercado”, afirma Leonardo Diniz, diretor comercial da Rossi.

Dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abcip) revelam que o crédito imobiliário em relação ao PIB no Brasil situa-se em torno de 5%. Neste ano, apesar dos reflexos da crise internacional, o volume de crédito deverá superar os R$ 30 bilhões de 2008. Isso demonstra que o crédito imobiliário cresce com sustentabilidade. Além do mais, em outros países, como Espanha e Portugal, por exemplo, o crédito imobiliário chega a até 50% do PIB. Significa que no Brasil ainda há muito espaço para crescimento, desde que o setor faça o que vem fazendo: se adaptando à realidade nacional.

Números da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp) mostram que 92% das famílias sem imóveis no país têm renda inferior a cinco salários mínimos - R$ 2.325,00. “As empresas que fizeram esse reordenamento, para atender os consumidores de média e baixa renda, são as que terão maior suporte para continuar crescendo e colhendo sucesso na Bolsa”, prevê o analista de investimentos Sílvio Araújo.

Entrevistados:
Sílvio Araújo, da Lopes Filho & Associados, Consultores de Investimentos Ltda: silvio@lopesfilho.com.br
Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abcip) - Assessoria de imprensa: fabio@abecip.org.br e site (www.abecip.org.br)

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