Métodos de ensaios não destrutivos para estruturas de concreto
Métodos não destrutivos contribuem para evitar danos à estrutura
Créditos: Engª. Giovana Medeiros - Assessora Técnico Comercial Itambé
Comumente, a inspeção e o diagnóstico do desempenho de estruturas de concreto armado estão relacionados com ensaios de resistência à compressão em testemunhos extraídos da própria estrutura, ou seja, ensaios destrutivos que danificam ou comprometem seu desempenho.
A utilização de ensaios não destrutivos passa a ser uma alternativa mais atraente, uma vez que os métodos se modernizaram, aumentando a precisão de análise. As vantagens dos ensaios não destrutivos são: proporcionar pouco ou nenhum dano à estrutura, serem aplicados com a estrutura em uso e permitir que problemas possam ser detectados em estágio ainda inicial.
Na construção civil, as aplicações destes ensaios são para verificar as resistências à compressão, localizar e detectar corrosão em armaduras do concreto armado e encontrar defeitos localizados como rachaduras e vazios, dentre outros. Frequentemente assistimos a quedas de marquises, viadutos e outras obras. Desta forma, a manutenção preventiva das estruturas é imprescindível, muito mais eficiente, com baixos custos e permite maior vida útil.
De maneira geral, existem duas classes de métodos de ensaios não destrutivos para aplicação em estruturas de concreto. A primeira consiste em métodos utilizados para estimar a resistência do material, tais como ensaio de dureza superficial (esclerometria), resistência à penetração e método da maturidade. A segunda classe inclui métodos que medem outras características e defeitos internos do concreto, por meio de propagação de ondas e termografia infravermelha. Além destes métodos, existem ainda outros que fornecem informações sobre armaduras para localizar barras, especificar seu diâmetro e o potencial da corrosão.
Métodos de ensaios não destrutivos
Os métodos esclerométricos, segundo a NBR 7584/1995, fornecem informações sobre a dureza superficial do concreto e devem ser empregados principalmente em circunstâncias onde haja averiguação da uniformidade da dureza superficial do concreto, comparação de concretos com um referencial e estimativa da resistência à compressão do concreto. Neste método, é muito importante a capacitação do profissional que irá realizar os ensaios, para evitar erros e decisões precipitadas.
O método de resistência à penetração utiliza um penetrômetro Windsor, que por sua vez dispara um pino contra o concreto. O comprimento do pino que fica exposto é uma medida da resistência à penetração do concreto. Esta medida pode ser relacionada com sua resistência à compressão.
O método da maturidade permite uma estimativa da resistência do concreto, a partir do seu histórico de tempo e temperatura. Sendo assim, é possível realizar o cálculo do tempo necessário para que elementos estruturais sejam desmoldados após atingirem uma resistência suficiente às cargas decorrentes do andamento da obra.
O método do ultrassom, segundo a NBR 8802/1994, determina a velocidade de propagação de ondas longitudinais, obtidas por pulsos ultrassônicos, através de um componente de concreto. As principais aplicações deste método são: verificar a homogeneidade do concreto; detectar eventuais falhas internas de concretagem, profundidade de fissuras e outras imperfeições; e monitorar variações no concreto, ao longo do tempo, decorrentes de agressividade do meio.
A termografia infravermelha constitui na percepção da temperatura superficial de um corpo pelo mecanismo de transferência de calor (radiação), sendo possível detectar, com precisão, grandes defeitos e delaminações no interior de estruturas de concreto.
Com o crescimento considerável da construção civil, novos materiais foram desenvolvidos e as propriedades do concreto foram aprimoradas. Tecnologias mais avançadas por técnicas não-destrutivas não têm sido utilizadas com a eficiência e frequência no campo do concreto. E a carência de normalização nacional, que reflete no cenário tecnológico, faz com que a aplicação de ensaios não-destrutivos na indústria da construção civil se torne cada vez menos frequente.
Jornalista Responsável - Altair Santos MTB 2330 - Vogg Branded Content
A importância da racionalização construtiva
Conjunto de boas práticas na construção garante aumento da produtividade, além de reduzir custos e tempo
Diminuir custos e prazos e ainda manter a qualidade. Este é o objetivo de quem adota a racionalização construtiva. Muitas construtoras já descobriram que, quando bem empregadas, as metodologias da racionalização ajudam a reduzir os problemas construtivos e ainda permitem ganhos de produtividade e qualidade.

A construção tradicional está, cada vez mais, perdendo espaço nos canteiros de obras por não atender à demanda do mercado. Para o engenheiro civil Alberto Casado, professor da Escola Politécnica de Pernambuco e coordenador do POLITECH - Grupo de Pesquisa em Tecnologia e Gestão da Construção de Edifícios, a racionalização construtiva deixou de ser uma estratégia competitiva e tornou-se uma necessidade para a própria sobrevivência da empresa.
O que é racionalização?
Por definição, Casado explica que a racionalização trata da melhor utilização dos recursos existentes em todas as etapas da obra. Isso significa que os recursos devem ser utilizados em sua total capacidade reforça. Segundo o engenheiro, é preciso considerar como recursos a mão de obra, os materiais, as ferramentas, a energia, os meios de transporte, entre tantos outros.
A utilização racionalizada de todos os recursos envolvidos é possível através da mudança organizacional dos processos tradicionais de construção e da adequação tecnológica. Todo e qualquer tipo de desperdício deve ser combatido, sendo que a utilização de recursos além do necessário à produção também deve ser caracterizada como um desperdício.
O importante, de acordo com Casado, é que a racionalização seja contemplada desde a fase de projeto. A inexistência de um projeto específico, que vise à racionalização, certamente vai gerar desperdícios, falhas de execução, retrabalho, gerando mais custos e prolongando os prazos de entrega avalia.
Algumas vezes, a racionalização é minimizada a ações de pequeno impacto e extensão. Em alguns casos são feitas melhorias pontuais e individualizadas na obra, como a mudança de uma ferramenta ou técnica. Essas ações, no entanto, não atingem resultados tão significativos quanto uma ampla aplicação da racionalização construtiva poderia alcançar.
A filosofia da racionalização construtiva serve para todo tipo de obra, independente do porte. Porém, as medidas e estratégias que serão adotadas visando à racionalização dependerão das características e particularidades de cada uma orienta o engenheiro do POLITECH.
Características da racionalização construtiva:
- Otimização do processo produtivo;
- Racionalização do uso de recursos humanos;
- Racionalização de materiais;
- Racionalização do tempo;
- Padronização de projetos;
- Mecanização e uso de novas tecnologias;
- Projeto elaborado de acordo com a necessidade do empreendimento.
Para o sucesso da racionalização é necessária uma mudança de cultura no ambiente construtivo. Para isso, é fundamental contar com o engajamento de uma equipe multidisciplinar. Essa é uma tarefa que exige o envolvimento de todos os participantes da cadeia construtiva confirma Casado.
Além da capacitação e comprometimento de todos os envolvidos, é necessária uma gestão global do processo de racionalização. Profissionais que atuem antecipando ações, planejando riscos, mensurando recursos humanos, insumos e maquinário, podem contribuir para alcançar os resultados almejados. Consultorias, parcerias e convênios com universidades e institutos de pesquisa têm dado bons resultados a algumas construtoras sugere Alberto Casado.
Industrialização na construção civil
Não tem como falar de racionalização sem considerar os benefícios da industrialização na agilidade e simplificação dos processos construtivos. A industrialização está em um nível superior ao da racionalização, pois contempla também a mecanização resume o engenheiro.
A racionalização, no entanto, ainda é considerada uma alternativa mais próxima à realidade da construção civil do que a industrialização, seja pela dificuldade de promover a mecanização maciça no canteiro de obras ou pela falta de recursos financeiros.
E-mail de contato: Alberto Casado - acasado@poli.br
Jornalista Responsável Altair Santos MTB 2330 Vogg Branded Content
Ponte Rio-Niterói completou 36 anos
Dia 04 de março a Ponte Presidente Costa e Silva comemorou mais um ano de vida
Créditos: Vanda Pereira Cúneo - Assistente de Marketing
36 Anos, o então presidente Médici percorria a Ponte Rio-Niterói a bordo de um Rolls Royce presidencial, na inauguração do que hoje é considerada a sétima maior ponte do mundo e um cartão postal do Rio de Janeiro.
Além de marcar a fusão do antigo Estado do Rio com o Estado da Guanabara, a inauguração da ponte, no dia 4 de março de 1974, transformou o caminho daqueles que faziam a travessia de seus carros em balsas, da capital para os municípios não só da região metropolitana, mas do norte e noroeste do estado.
Quem pode imaginar que, em 1970, para fazer a travessia da Baía de Guanabara, que hoje é feita em 15 minutos, era preciso esperar duas horas em uma fila para poder embarcar o veículo e depois mais uma hora para chegar?

Haroldo Cruz Júnior, que vivenciou as obras naquela época, contou que, durante a construção da ponte, muitos ainda duvidavam que ela seria concluída. "Era uma obra ousada para a época e perigosa, disse.
Para ele, atualmente é tão comum atravessá-la, que quem não viveu aquele tempo e as dificuldades para ir para Niterói, não consegue assimilar a importância de uma obra tão grande.
"Se hoje já achamos cansativa a viagem, imagine naquela época? Os veículos de passeio não eram tão confortáveis, as estradas eram piores e a assistência de um socorro era praticamente inexistente", lembrou Haroldo.
A obra para a construção da ponte, que tem uma extensão de 13,29 km (8,83 deles sobre a água) e 72 m de altura em seu ponto mais alto, custou na época 400 milhões de dólares, o que hoje seria 2.5 bilhões de dólares.
Cerca de dez mil operários e 200 engenheiros trabalharam no empreendimento, que durou cinco anos e três meses para a conclusão. Hoje, cerca de 145 mil veículos passam pela Ponte todos os dias. E, nos feriados, este volume chega a até 160 mil.
Graças às melhorias que vem recebendo ao longo dos últimos anos, com a modernização da via, sistemas de controle de tráfego de última geração e revitalização com programas de conservação e manutenção que são referência no Brasil e no exterior, a ponte passou a ser considerada uma das rodovias mais modernas e seguras do país.

Curiosidades
O vão central da ponte, com 72 metros de altura, é a única parte que não foi feita só de concreto. Com 800 metros de comprimento, ele foi construído também em aço e é o maior vão em viga reta do mundo.
Para imaginar a quantidade de material usado, se pegássemos todo o concreto da Ponte, daria para fazer oito estádios do Maracanã. E, se as vigas de ferro fossem alinhadas, dariam a volta na Terra.
A estrutura de concreto e aço da ponte possui um sistema de amortecimento que absorve a energia decorrente de vibrações (movimentos de carros e ventos). A ponte tem ainda 11 sub-estações de energia, 42 transformadores, 980 pontos de iluminação pública e 400 pontos de sinalização náutica e aérea.
Fonte: SRZD
Jornalista Responsável - Altair Santos MTB 2330 - Vogg Branded Content
Megaobra encurta distâncias no Sul
Alta tecnologia em concreto está presente nos túneis da BR-101, entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul

Considerada a obra rodoviária mais importante do país no momento, a duplicação da BR-101 Sul está finalizando a etapa de construção dos túneis sob o Morro Alto, na divisa entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Com extensão de 1.662 metros cada um, eles evitaram o desmatamento de 14 quilômetros quadrados de uma área ambiental localizada na região de Maquiné (RS). Além disso, os túneis reduziram em 11 quilômetros o percurso de 99 quilômetros entre Osório, no litoral norte gaúcho, e Palhoça, do lado catarinense.
Sob a responsabilidade da empreiteira Queiroz Galvão, a construção contou com a assessoria da ABCP Sul (Associação Brasileira de Cimento Portland). Entre outubro e dezembro do ano passado foi executada a pavimentação dos túneis numa extensão de 3.560 metros e volume de 10.370 metros cúbicos de concreto. No momento, a executora está realizando trabalhos complementares, como barreiras de segurança e acabamentos de pista. O cronograma prevê a liberação da obra ainda neste semestre. Os túneis têm 15 metros de largura cada um, com 12 metros de pista.

A ABCP apoiou a executora da obra cedendo, sob a forma de comodato, equipamentos como pavimentadora de fôrma deslizante, usina de concreto e texturizadora, além de treinar a equipe de trabalho (engenheiros e operários) e acompanhar a execução das placas de concreto. Segundo o engenheiro Fernando Druck, representante regional da ABCP-RS, o projeto de dimensionamento do pavimento de concreto determinou a construção de uma camada de concreto compactado com rolo (CCR) de 11 centímetros e placas de concreto com 24 centímetros de espessura, capaz de suportar alto tráfego de veículo por 20 anos sem necessidade de manutenção.
O concreto utilizado é do tipo convencional. O material foi projetado para suportar resistências à tração na flexão de 4,5 MPa. Além disso, foram utilizados aditivos específicos para essa aplicação do concreto, com a inclusão de fibras de polipropileno - indicadas para evitar fissuramento por retração de secagem. Trata-se de uma pavimentação de alta tecnologia. A utilização da pavimentadora de fôrmas deslizantes no túnel, inclusive com a concretagem de placas de pequena largura, mostrou-se eficaz e muito econômica em termos de prazo de conclusão e principalmente de acabamento final da pista, explica Fernando Druck.

Diferente do material usado no pavimento, as paredes dos túneis receberam concreto fluído, desenvolvido para esse uso e aplicado com equipamentos de projeção, similares a um canhão de água. A função foi formar uma barreira de contenção das rochas do túnel e evitar a passagem de água. Toda a obra levou em conta um plano de gerenciamento ambiental. Com a opção pela construção de túneis sob o Morro Alto preservou-se as áreas de várzea e o ecossistema complexo da região, protegido por lei e considerado de preservação da Mata Atlântica.
Email do entrevistado
Fernando Druck, representante regional da ABCP-RS: fernando.druck@abcp.org.br
Nathalie Bandeira de Mello (assessoria de imprensa): nathalie@primecomunicacao.com.br
Jornalista Responsável Altair Santos MTB 2330 Vogg Branded Content
Construção civil se mobiliza para formar mão de obra
Falta de profissionais ameaça frear o crescimento do setor
O aquecimento da construção civil é uma realidade no país. O otimismo, porém, esbarra na falta de profissionais, sobretudo qualificados. A carência atinge tanto o segmento imobiliário residencial quanto o de obras pesadas de infraestrutura.
A questão é tão séria que o problema foi o segundo mais citado entre as empresas pesquisadas na Sondagem da Construção Civil, divulgada no início de fevereiro pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). A escassez de mão de obra perde apenas para a elevada carga tributária entre os fatores mais preocupantes para o crescimento do setor.

O engenheiro civil Euclésio Finatti, vice-presidente da área de Política e Relações do Trabalho do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Paraná (Sinduscon-PR), lembra que, durante muitos anos, trabalhadores da construção civil migraram para outras áreas, buscando oportunidades melhores. Não havia incentivos para que os profissionais continuassem trabalhando na construção. E, sem estímulos, eles não davam sequência a uma formação profissional e acabavam mudando de emprego avalia. Ele acrescenta ainda as precárias condições de trabalho no canteiro de obras e a baixa remuneração como fatores que contribuíram para a evasão destes profissionais.
O cenário, porém, já não é mais o mesmo. As condições de trabalho de uma maneira geral melhoraram muito nos últimos anos e os salários estão aumentando cada vez mais. Hoje as empresas são obrigadas a cumprir uma série de normas que regulamentam o trabalho no canteiro de obras, dando condições mais dignas e seguras ao trabalhador observa Finatti. No entanto, ele ressalta que a falta de informações sobre a realidade atual ainda impede que muitos jovens vejam a construção civil com outros olhos e a encarem como sendo uma boa oportunidade.
Capacitação
A necessidade de contratar funcionários qualificados se dá também pela modernização das técnicas construtivas, as quais exigem conhecimentos sobre a utilização de novos materiais e equipamentos. Por isso a capacitação torna-se fundamental.
Um dos maiores desafios para governo, empresas e entidades do setor, é a capacitação profissional em massa. Diversas iniciativas estão sendo tomadas, mas ainda estão longe de acompanhar o ritmo necessário para atender a demanda. Precisamos buscar alternativas mais inteligentes para atrair esses profissionais ressalta o representante do Sinduscon-PR.
Ele cita a implantação do Plano Setorial de Qualificação (PlanSeQ) da Construção Civil, iniciativa do governo federal executada por estados e prefeituras, exclusiva para beneficiários do Bolsa Família. O plano em si é muito bom. Mas infelizmente muitas vagas do PlanSeQ no Paraná não foram preenchidas por falta de interesse da população lamenta.
Esta, inclusive, é uma das críticas que o engenheiro civil faz em relação à postura dos trabalhadores. Falta comprometimento por parte dos profissionais. Ainda são poucos os que buscam ou que aceitam ser capacitados. Para o engenheiro esta é uma crise genérica de competência, que atinge não só os trabalhadores da base da pirâmide, mas também os profissionais de formação superior.
Além de pedreiros, carpinteiros e eletricistas, Finatti revela que as construtoras também estão à procura de engenheiros qualificados. Está muito difícil achar bons profissionais garante. Segundo um estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), em 2015, o total de arquitetos e engenheiros não suprirá a demanda de empregos em suas áreas. Isso acontecerá se a proporção entre pessoas formadas nas áreas de engenharia, produção e construção e o estoque de empregos formais nas ocupações típicas continuar na razão de 3,5.
Soluções
Entre as possíveis soluções está a capacitação da mão de obra feminina. De acordo com o vice-presidente do Sinduscon-PR, o interesse das mulheres pela área da construção vem aumentando. Prova disso é a crescente participação delas nos cursos ofertados. Já está comprovado que as mulheres são mais cuidadosas, especialmente nos trabalhos de acabamento exemplifica.
A possibilidade de ampliar a oferta de treinamentos no próprio canteiro de obras também poderia, na opinião de Finatti, contribuir para uma maior adesão dos trabalhadores. Não são todos os profissionais que têm disposição para encarar um curso no período da noite, após um dia exaustivo de trabalho. E mesmo os que se dispõem a fazer, acabam não aproveitando tudo o que poderiam por estarem muito cansados acredita.
Sobram vagas na construção
Entre as funções com maior escassez de mão de obra estão:
* Ferreiro
* Servente
* Pedreiro
* Carpinteiro
* Eletricista
* Operador de máquina
* Técnicos e profissionais especializados em alvenaria, concreto, aplicação em revestimentos cerâmicos, montagem de estruturas metálicas e instalação predial.
* Profissionais de terraplanagem e preparação de terrenos.
* Engenheiros
* Topógrafos
PlanSeQ
Saiba mais o PlanSeQ, programa do governo em parceria com ongs e entidades privadas, que oferece cursos gratuitos de qualificação na área da construção civil.
Contato: Assessoria de imprensa Sinduscon-PR - imprensa@sindusconpr.com.br
Vogg Branded Content Jornalista responsável Altair Santos MTB 2330
Redes sociais mudam relação com cliente
Estratégias como One to One e CRM começam a mudar seus conceitos e surgem novas ferramentas para fidelizar consumidores
As redes sociais já foram capazes de influenciar na eleição do presidente da principal nação do mundo os Estados Unidos. Sendo assim, por que não seriam suficientemente fortes para modificar a relação empresa-cliente? Esteja certo que elas estão modificando esses conceitos também.

Segundo a consultoria Gartner, em 2010 cerca de 80% das corporações brasileiras devem aderir às redes sociais para melhorar o relacionamento com o cliente final. É um fenômeno que veio para ficar. Não tem volta. E isso vai influenciar antigas ferramentas, antes vistas como oráculos do relacionamento com o cliente, revela o presidente da Associação Brasileira das relações Empresa-Cliente (Abrarec) Roberto Meir.
Ele refere-se a conceitos como One to One e Customer Relationship Management (CRM). Essas ferramentas, por algum motivo, ignoraram nichos de consumidores. Agora, elas estão sendo revistas por conta das redes sociais, diz Meir. A ponto de, por exemplo, a integração do CRM com as redes sociais vir dominando os fóruns de discussões sobre o novo modelo de negócios. O objetivo é fazer nascer o CRM social. Outros debates são os que caminham para transformar o e-commerce em s-commerce (social commerce).
A entrada das redes sociais para aprimorar o relacionamento com o cliente, no entender do presidente da Abrarec, vai ajudar a curar a miopia na relação empresa-cliente. Esse fenômeno ocorre quando a estratégia focaliza apenas a atração do cliente, e não a retenção. É preciso entender que gestão do cliente não é igual a receita de bolo. A estratégia empresarial precisa reconhecer, classificar os clientes, entender o ciclo de vida de cada um, atender as expectativas e depois, como consequência, personalizar o relacionamento. O que ocorre, muitas vezes, é o processo inverso, alerta.
DNA do cliente
Os novos rumos da gestão do cliente devem levar à busca da recomendação. É quase a volta do boca a boca, só que desta vez através das redes sociais. No entender de especialistas, elas vão ajudar a criar pessoas que serão apóstolas de uma determinada marca e que vão sempre realçar e falar para todo mundo como é bom trabalhar com tal empresa. Até setores oligopolistas começam a buscar esses conceitos, com o objetivo criar blindagens para não serem maltratados pela opinião pública. O que está em questão é chegar ao DNA dos clientes, avalia Roberto Meir.
Significa que só investir em tecnologia de relacionamento não basta. De agora em diante, é preciso treinar o pessoal. Esse veredicto foi dado recentemente pelo Instituto de Tecnologia de Software, analisando o varejo norte-americano pós-crise. Percebeu-se que houve muito investimento em tecnologia e que foi enfraquecida a linha de frente para atender o consumidor. O que aconteceu? Romperam-se os laços de lealdade com o maior consumidor do mundo, detectou o estudo. Tecnologia sempre vai ser um meio. Se não tiver uma gestão de recursos humanos com treinamento para tirar proveito do melhor que a tecnologia pode oferecer, não haverá vantagem em tê-la, diz o presidente da Abrarec.
Entrevistado: Roberto Meir, presidente da Associação Brasileira das relações Empresa-Cliente (Abrarec): tatiana@dfreire.com.br e analina@dfreire.com.br (assessoria de imprensa)
Currículo do entrevistado
Roberto Meir é especialista internacional em relações de consumo, CRM (Gerenciamento das Relações com Clientes), marketing de relacionamento e loyalty, estratégias de negócios e economia digital. Formou-se em engenharia química pelo Mackenzie, tem pós-graduação em marketing pela ESPM e finanças pela Fundação Getúlio Vargas, MBA (Master of Business Administration ) em finanças pelo IBMEC Educacional S/A. Também é membro do comitê de Relações Internacionais da SOCAP (Society of Consumer Affairs Professionals in Business) e é presidente da ABRAREC ( Associação Brasileira das Relações Empresa Cliente) e da AIAREC (Associação Ibero-Americana de Relações Empresa-Cliente).
Vogg Branded Content Jornalista responsável Altair Santos MTB 2330
Pesquisa revela grande oferta de vagas na construção civil
Levantamento da FIRJAN mostra que mercado terá demanda alta pelo menos até 2015, por conta do déficit habitacional e das obras de infraestrutura
Pesquisa feita pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (FIRJAN) mostra que até 2015 aumentará a procura por profissionais ligados à construção civil, às áreas de tecnologia de manufatura, moda, criatividade, panificação e confeitaria. As habilidades pessoais, os conhecimentos técnicos e as inovações tecnológicas das profissões industriais que estão em alta no mercado poderão ser vistas na 6.ª Olimpíada do Conhecimento, o torneio de educação profissional que o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) realizará de 9 a 14 de março no Riocentro, no Rio de Janeiro. O evento reunirá 562 estudantes de cursos de educação profissional que competirão em 41 ocupações industriais e cinco dos setores de comércio e serviços.
Conforme o estudo da FIRJAN, que traça a expectativa de 415 empresários que empregam mais de 495 mil trabalhadores, haverá, até 2015, uma grande oferta de vagas para carreiras como marcenaria, eletricidade predial, construção em alvenaria e aplicação de revestimento cerâmico. O crescimento do emprego na construção civil ocorrerá em todo o país, de forma homogênea, avalia o gerente do Observatório Ocupacional do SENAI, Márcio Guerra. Segundo ele, a expansão do setor se deve à retomada dos investimentos públicos e privados em obras de infraestrutura.
Dentro da área de construção civil, há demandas por diversos perfis profissionais. "Na parte de construção e edificações, destacam-se os profissionais especializados em alvenaria, aplicação em revestimentos cerâmicos e instalação predial. Para as obras de infraestrutura, as demandas são por profissionais de terraplanagem e preparação de terrenos e concreto e montagem de estruturas metálicas", aponta Guerra.
Segundo ele, para receber a Copa do Mundo, por exemplo, deverão ser investidos mais de R$ 20 bilhões em telecomunicações. "É uma exigência da Federação Internacional de Futebol (FIFA) que todas as áreas ao redor dos estádios ofereçam telefonia e internet. Ou seja, essas cidades precisarão capacitar profissionais na área de telecomunicação", diz Guerra.
Ele explica ainda que os investimentos em habitação e infraestrutura e mais a preparação do país para a Copa do Mundo provocarão mudanças significativas na estrutura industrial do país. Nos estados do Norte, do Nordeste e do Centro-Oeste, regiões que estão montando parques industriais, devem surgir oportunidades de empregos nas áreas de confecção, alimentos e manutenção mecânica.
Conforme a pesquisa da FIRJAN, até 2015, também deve crescer a oferta de empregos para profissionais das áreas de tornearia mecânica, fresagem, desenho mecânico, soldagem, eletrônica industrial e mecânica de manutenção. Outras áreas promissoras para quem quer garantir um emprego são as de design de moda, joalheria, confecção de roupas e calçados. O mercado também tem espaço para padeiros e confeiteiros.
A exemplo de outras pesquisas feitas pelo SENAI, o estudo da FIRJAN, cujo resumo está na nota técnica em anexo, antecipa as tendências do mercado de trabalho. Com isso, é possível planejar investimentos em educação profissional e oferecer cursos com perfil adequado às necessidades das empresas.
Fonte: Assessoria de imprensa da FIRJAN
Vogg Branded Content Jornalista responsável Altair Santos MTB 2330
Cohapar completa 60 mil atendimentos a famílias
Companhia estima que parceria com o programa Minha Casa, Minha Vida permitirá beneficiar mais 30 mil famílias
A Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar) atingiu em fevereiro 60 mil atendimentos de famílias, em 344 cidades do Estado, em 6 anos. No período foram entregues 24.069 casas urbanas e rurais, e mais 20.045 lotes estão em processo de regularização. Neste momento, 8.202 unidades estão em construção ou em processo de licitação em 158 municípios.
Em 2009, a Companhia também fez parceria com 78 municípios para a execução do programa Minha Casa, Minha Vida, para o qual viabilizou 7.651 lotes. São quase 240 mil paranaenses beneficiados com casas e lotes, todos com obras de infraestrutura, considerando-se a média de quatro pessoas por família.
Apenas nos últimos três anos foram entregues 12.480 mil unidades habitacionais, e estão em obras 8.202 unidades, incluindo os empreendimentos que a Cohapar executa nas áreas de ocupação irregular em 19 cidades do Paraná, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Tão importante quanto construir casas para famílias com renda entre zero a dois salários mínimos é o trabalho jurídico para regularização de lotes das famílias em ocupações irregulares. São 16.615 lotes com regularizações em andamento e 3.430 já finalizadas.
A Cohapar também é parceira do governo federal no programa Minha Casa, Minha Vida. A Companhia viabilizou 7.651 lotes para famílias com renda de até três salários mínimos, em 12 municípios da Região Metropolitana de Curitiba, mais 7 cidades do interior com mais de 50 mil habitantes, e outros 31 municípios com menos de 50 mil habitantes.
Apenas neste programa, que terá financiamento da Caixa, com a licitação feita pelas prefeituras, a Cohapar está ajudando a viabilizar a casa própria para mais 30 mil pessoas com renda, preferencialmente, até três salários mínimos.
Fonte: Agência Estadual de Notícias
Vogg Branded Content Jornalista responsável Altair Santos MTB 2330
Década digital trouxe qualidade ao setor imobiliário
Presidente da Ademi-PR, Gustavo Selig, avalia que a internet aprimorou o consumidor, qualificou o corretor e agilizou a venda no local
Hoje é possível comprar um imóvel pela internet, sem sair de casa. Mudam-se projetos via computador. A tecnologia transformou o sonho da casa própria em um game. Mas quais os prós e contras deste agregado de novidades que invadiu o setor?

Segundo o presidente da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná (Ademi-PR), Gustavo Selig, as novas mídias agregaram muitos valores à venda de imóveis. A internet tornou o consumidor mais exigente e, por consequência, aprimorou o trabalho do corretor de imóveis.
No entanto, Selig avalia que a década digital não vai acabar com a venda pessoal. Os clientes continuarão finalizando a compra somente após a visita ao local do empreendimento e à sede da construtora ou da imobiliária. A diferença, é que ele fará a aquisição tendo mais informações sobre o imóvel que está comprando. Confira a entrevista:
Um dos setores que mais se beneficiou da chamada década digital foi o imobiliário. Hoje é possível até comprar imóveis online. No que essa tecnologia incrementou as vendas imobiliárias?
As ferramentas eletrônicas fortaleceram o processo de vendas. O cliente entra nos sites das construtoras e imobiliárias previamente e chega ao plantão de vendas para fazer a negociação com conhecimento praticamente pleno do imóvel. Hoje, quando o cliente chega ao plantão de vendas, ele já tem praticamente 70% das informações e faz a visita com o intuito de fechar o negócio, tornando mais ágil este processo. A velocidade da informação é a grande vantagem da Internet.
Hoje há até a possibilidade de planejar o imóvel digitalmente, alterando o desenho da planta. Isso se tornou um diferencial para as imobiliárias. Mas até que ponto ajuda o consumidor a ter certeza do que está comprando?
Estas são ferramentas ilustrativas que ajudam a expor o produto, porém não são elas que vendem o imóvel ou determinam a decisão de compra do cliente. Estas ferramentas auxiliam o comprador que não tem facilidade em ler um projeto, oferecendo uma visão espacial melhor do imóvel que ele está adquirindo.
Quando se fala em década digital, não dá para esquecer que ela acrescentou a chamada venda na planta. Hoje, quanto isso representa na venda de um empreendimento?
As vendas na planta representam em torno de 50% da comercialização de unidades de empreendimentos novos em Curitiba, incluindo as fases de pré-lançamento, lançamento e período de execução da obra.
Como o consumidor deve ficar atento para não cair em fraudes digitais na hora de comprar um imóvel?
Ninguém hoje compra um imóvel somente pelo computador, embora seja indiscutível o fato de que, atualmente, a web é uma ferramenta indispensável para o fornecimento de informações antecipadas sobre o produto e a empresa, sendo vastamente utilizada pelos clientes. Entretanto, estes ainda têm a necessidade de ir ao plantão e visitar as obras da empresa antes de fechar o negócio.
Para o profissional de venda de imóveis, no que a década digital modificou a forma de ele trabalhar?
Hoje os corretores têm de estar bem mais preparados para vender o imóvel, porque aquela informação básica sobre os produtos, que era passada no plantão, hoje não é mais tão necessária, pois o cliente, na maioria das vezes, já a tem antecipadamente. Isto exige dos corretores maior conhecimento técnico do produto para concretizar o fechamento do negócio, o que demanda um novo processo de capacitação destes profissionais, inclusive sobre questões técnicas, como leitura de projetos, memorial descritivo e documentação.
A década digital também serviu para que construtoras e imobiliárias também diagnosticassem melhor o gosto do consumidor?
Não. As ferramentas eletrônicas são facilitadores para os clientes levantarem os produtos de sua preferência, mas o mercado está tão aquecido que atualmente há clientes para diferentes segmentos e tipos de produtos. Esse não é um ponto fundamental.
E o perfil do consumidor, mudou com a década digital?
Com certeza. O consumidor chega ao plantão mais exigente quanto à empresa e ao empreendimento, solicitando um atendimento mais personalizado.
A forma de venda tradicional de imóveis está condenada ou ela vai continuar sobrevivendo?
Não. O digital é um complemento da venda pessoal.
O setor imobiliário do Paraná incorporou bem a década digital ou há muito ainda a ser feito?
O setor imobiliário paranaense incorporou bem a década digital. Hoje este é um instrumento usado por praticamente todas as empresas. É uma ferramenta que os próprios clientes exigem que a construtora ou a imobiliária tenha. A falta desta ferramenta já mostra que a empresa não é tão atualizada em termos de mercado, dando a ela pouco status na prospecção de clientes. Muitas empresas inclusive contam com perfis nas redes sociais que aproximam a empresa do consumidor e do público em geral. Além disso, estes canais auxiliam na prospecção de novos clientes, não apenas no sentido de incremento nas vendas, mas também de pessoas que comprem e acreditem na marca de determinada empresa, divulgando-a e fortalecendo-a perante o mercado.
O que vem pela frente, em termos de novidades digitais em venda de imóveis?
É difícil prever exatamente, porque a informatização tem um processo muito acelerado de atualização. Porém, mesmo com o avanço nas mídias e nos usos das ferramentas eletrônicas, a venda do imóvel é uma prática que não vai dispensar a visita pessoal. O que vai haver é um número maior de informações sobre o produto e a empresa disponibilizadas na rede digital, e de instrumentos virtuais de atendimento ao cliente, que vão exigir que as construtoras e imobiliárias repensem mais frequentemente suas práticas para a venda de imóveis.
Entrevistado: Gustavo Selig, presidente da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná (Ademi-PR): contato@memilia.com (Maria Emilia Staczuk, assessora de imprensa)
Vogg Branded Content Jornalista responsável Altair Santos MTB 2330
Green Buildings, antes tarde do que nunca!
* Marcos Casado
A onda de prédios verdes "Green buildings", chegou definitivamente no país. Conforme dados do Green Building Council Brasil, o número de empreendimentos registrados junto ao USGBC para obterem a certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) cresce exponencialmente e o movimento da construção sustentável já faz parte da agenda mundial e felizmente não há mais como desprezar esse movimento. Ou as empresas do mercado se atualizam ou vão ficar obsoletas em um futuro próximo.
Hoje no país há 166 empreendimentos registrados (veja o gráfico anexo) em vários estados brasileiros buscando a certificação de desempenho ambiental para seus empreendimentos, com uma previsão de ultrapassar 300 empreendimentos no final do ano no Brasil, destes 14 empreendimentos já foram certificados no Brasil com um crescimento de 250% no último ano. E até 2010, a meta mundial é que 100 mil construções estejam em processo de certificação LEED.
Para receber a certificação, o empreendimento deve atender pré-requisitos e recomendações que avaliam o tipo de terreno, a localização, a infra-estrutura local, o uso racional de água, eficiência energética, qualidade do ar interno, reciclagem e diversas outras medidas que garantam eficiência operacional ao usuário e preservação do meio ambiente, antes, durante e após a obra. Todos estes critérios começam a impulsionar e a transformar o mercado da construção civil e têm se tornado uma importante ferramenta educacional e de comunicação com o consumidor, além de criar parâmetros de qualidade para o mercado.
A sociedade está chegando à conclusão de que, embora tenha trazido o maior desenvolvimento tecnológico que a humanidade já experimentou, o século 20 também registrou a gênese daquele que vem sendo considerado o maior desastre ecológico do planeta. Quando acompanhamos os índices de poluição do ar, água ou solo, o consumo de recursos naturais e a capacidade do planeta de repor estas necessidades, temos realmente que nos preocupar.
O novo contexto global exige, cada vez mais, por parte das empresas, governantes e sociedade a capacidade de levar em consideração fatores sociais, ambientais e econômicos de uma forma equilibrada em suas tomadas de decisões.
Portanto, o desafio mundial para este século é conciliar o desenvolvimento tecnológico com a preservação dos recursos naturais, garantindo a aplicação de práticas sustentáveis por parte dos atores deste processo.
Os impactos que o mercado da construção civil deixa ao planeta são imensos. O setor é responsável por até 35% das emissões de CO2 diretas ou indiretas em todo o mundo; as edificações no Brasil consomem cerca de 21% de toda a água tratada, 42% da energia gerada e geram cerca de 70% dos resíduos.
A construção civil começa a demonstrar que está se adequando cada vez mais aos conceitos de sustentabilidade que estão sendo impostos em todos os setores da economia e que a cada dia passam a ser uma exigência da sociedade, principalmente da nova geração. Os mais jovens estão começando a exigir de seus fornecedores uma postura mais correta em relação ao meio ambiente, desenvolvendo um dos maiores desafios corporativos deste milênio: o consumo consciente.
Consultores, grandes construtoras de imóveis, empreendedores e incorporadores tanto comerciais quanto residenciais, fornecedores de materiais, insumos e tecnologias, estão aos poucos, desenvolvendo expertise nessa área, em um movimento que ganhou força nos últimos cinco anos e que hoje já começa a criar uma nova demanda no mercado da construção civil no Brasil.
Além da certificação, que com certeza tem um peso importante nesta transformação mas por si só não será capaz de resolver todos os problemas, é muito importante o desenvolvimento de iniciativas educacionais para disseminar informações sobre as melhores práticas e tecnologias sustentáveis, a fim de capacitar os envolvidos na concepção, construção, operação e manutenção das edificações e espaços construídos. Toda essa nova visão começa a demandar a cada dia mais especialistas em áreas como, por exemplo, de comissionamento de sistemas de energia, profissionais especialistas em softwares de simulação energética e profissionais capacitados em consultoria para green buildings que no caso do LEED são os LEED AP´s, que também vem crescendo ano a ano no Brasil, porem os 62 profissionais LEED-AP´s no Brasil (veja gráfico anexo) ainda são poucos, devido a demanda que o setor hoje esta exigindo.
Além disso, é imprescindível o engajamento do governo neste processo de transformação, por meio de incentivos, bons exemplos e políticas públicas focadas no desenvolvimento da construção sustentável. O governo seja ele federal, estadual ou municipal é detentor de uma grande percentual das edificações construídas e também responsável por uma importante parcela das novas construções, podendo além de praticar estes conceitos em suas construções, impulsionar o mercado para esta transformação, por meio de exemplos ou na criação de legislações que viabilizem e estimulam as novas construções ou reformas, atendendo esta nova realidade.
Um empreendimento sustentável pode reduzir em 30% o consumo de energia, 50% o consumo de água, 35% das emissões de CO2 e até 70% o descarte de resíduos. Se os clientes finais também mudarem sua postura e passarem a exigir das construtoras uma posição mais sustentável, certamente veremos um movimento muito maior do mercado nesta direção. O futuro da construção civil já tem um caminho traçado e a sustentabilidade não será apenas um modismo. As boas práticas do mercado devem ser disseminadas, assim como o maior número de informações possíveis sobre as soluções implantadas, experiências de sucesso e iniciativas em prol da sustentabilidade.
A construção sustentável veio para ficar, talvez um pouco tarde, mas com o engajamento de toda a sociedade, revendo nossas ações e atitudes, certamente alavancará a formação de uma nova cultura baseada na visão sistêmica preconizada pela sustentabilidade.
*Eng. Marcos Casado é o Gerente Técnico do Green Building Council Brasil.
Jornalista responsável - Altair Santos MTB 2330 - Vogg Branded Content