Há 20 anos, uma nova construção civil nascia no país

Plano Real, lançado em 1994, teve o mérito de fazer com que produtos do setor, como materiais e habitações, coubessem no bolso do consumidor

Por: Altair Santos

O Plano Real completa 20 anos em 2014. Em fevereiro daquele ano foi dado o primeiro passo do programa de estabilização monetária que, ao longo de duas décadas, permitiu que entrasse em cena uma nova classe de consumidores. São esses cidadãos que vieram a lotar aeroportos, passaram a adquirir veículos populares, deram números astronômicos à venda de aparelhos celulares, transformaram o varejo de material de construção e fizeram nascer programas como o Minha Casa Minha Vida.

Marco Roza: estabilidade da moeda deu "poder de compra" a 90 milhões de brasileiros

Estima-se que o poder de compra desta chamada nova classe C chegue hoje a 600 bilhões de dólares por ano - aproximadamente R$ 1,45 trilhão. Ela fez nascer um índice denominado de Poder de Compra do Consumidor Popular (PCCP) o qual baliza vários setores da economia nacional, incluindo o da cadeia produtiva da construção civil. Até 2016, a influência destes consumidores estará ainda maior. Estima-se que representarão, daqui a dois anos, 75% de toda a população com poder de compra no país.

Seriam 90 milhões de brasileiros. E, segundo Marco Roza, diretor da Agência Consumidor Popular, os setores da economia que melhor têm se conectado a esses consumidores são aqueles que criaram uma interface financeira para seus produtos. "São os setores que conseguiram embutir juros a conta-gotas nas prestações cobradas por suas mercadorias. Por exemplo, móveis, eletrodomésticos, materiais de construção, sapatos, roupas, automóveis e motocicletas. Ao “financeirizar” as prestações, grandes redes passaram a atender às necessidades represadas desses consumidores fazendo com que as prestações, mesmo com os juros embutidos, coubessem em seus bolsos", explica.

Prestação da casa própria tornou-se acessível à população de baixa renda

Especificamente sobre o setor da construção civil voltado ao varejo, Marco Roza destaca que quem melhor se adaptou foram as grandes distribuidoras de material de construção e de acabamento, que atraíram os consumidores através de oferta direta de crédito e ajuste das prestações aos bolsos dos clientes e donos de imóveis populares. Porém, ele ressalta que falta isso chegar com mais intensidade ao Minha Casa Minha Vida. Motivo: as grandes construtoras do país não se interessaram pela chamada faixa 1 do programa, deixando esse segmento apenas para pequenas construtoras e para o poder público (Cohabs). "Isso impede uma escala produtiva que atenda as necessidades represadas e a pressa dos consumidores populares", avalia.

A alternativa encontrada pelo cidadão que deveria ser beneficiado pela faixa 1 do MCMV foi aderir ao comércio formiguinha (compra mensal de pequenos volumes de material de construção) para transformar barracos de favelas em casas de alvenaria. "O comércio formiguinha deveria se transformar em alerta máximo para as imensas oportunidades que existem para a construção civil neste segmento de consumo. Normalmente, o comércio formiguinha paga uma taxa extra de acesso aos produtos. É um pedágio que poderia ser eliminado ou dividido entre as partes, se as construtoras começassem a investir no relacionamento direto com esses consumidores populares", finaliza Marco Roza.

Entrevistado
Marco Roza, diretor da Agência Consumidor Popular
Contato: marcoroza@mdm.com.br

Créditos Fotos: Divulgação/Paulo Bastos/Prefeitura do Rio

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Rodovias do futuro tendem a unir concreto e asfalto

Conferência debate novos conceitos e aplicações de tecnologias mistas para as estradas federais, a partir das concessões que têm sido viabilizadas

Por: Altair Santos

Desde que a Confederação Nacional do Transporte (CNT) passou a divulgar pesquisas sobre o estado das rodovias federais no Brasil, a constatação é uma só: a cada nova rodada do levantamento pioram as condições das estradas. Nos dados mais recentes, que constam na 17ª edição do estudo, de 96.714 quilômetros avaliados 63,8% apresentaram alguma deficiência no pavimento, na sinalização ou na geometria da via. Em 2012, o índice havia sido de 62,7%. Salvam-se os 15.873 quilômetros já em regime de concessão ou que já operam cobrando pedágio. Nestes trechos é que começa a ser testado um novo tipo de rodovia: a que procura alternar trechos de asfalto com pavimento de concreto ou une os dois materiais no mesmo percurso.

Rodovia com pavimento de concreto para caminhões e asfalto para veículos leves: nova tendência

A experiência foi relatada na conferência Rodovias do Futuro, realizada no final de janeiro de 2014, em São Paulo. O encontro reuniu as áreas de engenharia das empresas que operam as estradas sob regime de concessão, onde foram mostrados exemplos em que o tráfego mais intenso de veículos pesados obrigou a construção de um corredor de pavimento rígido ao lado de um corredor de asfalto. O modelo segue tendência que já é comum nas áreas urbanas, principalmente nas vias onde circulam linhas exclusivas de BRT (Bus Rapid Transit). "Hoje, para as empresas que operam as concessões, a escolha do tipo de pavimentação é uma das questões mais relevantes no planejamento das rodovias", comentou o presidente do Instituto Pavimentar, Rafael Marçal Martins de Reis.

Uma das tecnologias que permite agregar pavimento rígido ao asfalto é conhecida como whitetopping (WT). Trata-se da técnica de reabilitação de pavimentos com revestimento asfáltico (flexíveis, invertidos ou semirrígidos) em que o pavimento de concreto é aplicado diretamente sobre eles, com ou sem camadas de nivelamento, conforme os procedimentos clássicos de projeto e construção dos pavimentos rígidos. Atualmente, a engenharia rodoviária possui três tipos de WT: 1) Tradicional, com espessura mínima de até 10 centímetros que pode ser aplicado em qualquer estado de degradação do pavimento flexível; 2) Ultradelgado, com espessuras entre 10 centímetros a 5 centímetros, que se presta para reforçar estruturalmente o pavimento existente; 3) Delgado composto, que é uma estrutura que mescla vantajosamente as características dos dois primeiros tipos, permitindo espessuras  entre as que resultariam entre a do WT tradicional e a do ultradelgado.

A coordenadora do centro de pesquisas rodoviárias da Concessionária NovaDutra, Valéria Cristina Faria, ressaltou que a execução do pavimento rígido é decisiva para seu sucesso, a fim de que ele dispense custos elevados de manutenção. "As técnicas de manutenção dos pavimentos rígidos são mais difíceis de serem executadas, se levarmos em consideração a demora no tempo de cura do concreto. Hoje existem materiais de pega rápida, porém apresentam um custo elevadíssimo. Há também as restrições operacionais que nos obrigam a executar tais reparos somente no período noturno, com janela de trabalho da meia-noite às 5h. Então, nossos cálculos sempre se baseiam na relação volume de tráfego versus período para execução dos trabalhos de manutenção", explica. A CCR NovaDutra utiliza pavimento de concreto no trecho que passa pela cidade de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo.

Entrevistados
- Valéria Cristina Faria, coordenadora do centro de pesquisas rodoviárias da Concessionária NovaDutra
- Rafael Marçal Martins de Reis, presidente do Instituto Pavimentar
Contatos
valeria.faria@grupoccr.com.br
contato@institutopavimentar.com.br

Crédito Foto: Divulgação

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Indústria do shopping mira cidades de médio porte

Municípios de 300 mil a 200 mil habitantes tornam-se prioridade de construtoras e incorporadoras especializadas em erguer centros comerciais

Por: Altair Santos

Construtoras e incorporadoras especializadas em erguer shopping centers iniciam 2014 com uma nova prioridade: disputar as cidades entre 200 mil e 300 mil habitantes espalhadas pelo país. Estudos revelam que boa parte dos municípios deste porte no Brasil não tem centros de compra como os que são facilmente encontrados nas capitais. "A tendência do setor é suprir essa demanda, buscando a entrada em cidades menores, que tenham uma quantidade pequena de shopping ou que não sejam atendidas por shoppings centers", diz Luiz Alberto Marinho, sócio-diretor da GS&BW, empresa de consultoria especializada em estratégias para shopping centers.

Luiz Alberto Marinho, da GS&BW: ainda há muito espaço para construir shopping centers no país

Dados da Associação Brasileira de Shoppings Centers (Abrasce) confirmam esse posicionamento do mercado. Em 2014 estão previstas 41 inaugurações de centro comerciais, dos quais 30 localizam-se fora das capitais, em cidade com população variando entre 200 mil a 500 mil habitantes. No país há 495 empreendimentos funcionando, dos quais 249 em 25 capitais e no Distrito Federal - exceto Boa Vista, em Roraima. O número é considerado baixo pelos especialistas, o que significa dizer que há espaço, inclusive, para que esse tipo de construção continue se expandindo em grandes metrópoles. "Desde que não haja sobreposição entre as áreas de influência, há muito espaço para crescer", avalia Luiz Alberto Marinho.

Os estudos de sobreposição são calculados pelo Ibope. Se um determinado índice der menor que 100, significa que na região do novo empreendimento já existem outros shopping centers e que pode não haver demanda suficiente. Outro parâmetro é a Área Bruta Locável (ABL) que é a área do empreendimento disponível para as lojas. "O Brasil ainda possui um média muito baixa de ABL. A nossa média está em torno de 50 m² para cada mil habitantes e isso é 1/3 do que acontece no México. Então existe ainda muito, mas muito espaço para novos shoppings centers. O que tem que tomar cuidado é para que não haja centros comerciais muito próximos, ou seja, que as áreas de influência tenham superposição", cita o sócio-diretor da GS&BW.

Construção de shopping em Caruaru-PE: Brasil tem pouco mais de 500 shopping centers, contra 40 mil nos EUA

O potencial do Brasil para receber shopping centers já atraiu, entre 2008 e 2011, os principais players do mercado mundial do setor. "Eles chegaram ao país em associação com outras empresas. É importante lembrar que nós ainda não temos nem 500 shoppings no Brasil e nos Estados Unidos são mais de 40 mil", alerta Luiz Alberto Marinho, para quem as empresas especializadas em construção de centros comerciais tendem a seguir fazendo bons negócios.  "O modelo dos shopping centers baseado no aluguel, nas lojas, na cessão de direitos, nas luvas, é bastante interessante. Some-se a isso, o consumo de varejo, que segue em alta. É uma conjunção que fez com que o negócio continue bastante lucrativo", finaliza.

Entrevistado
Luiz Alberto Marinho, professor do núcleo de varejo da ESPM – Escola Superior de Propaganda e Marketing; instrutor do International Council of Shopping Centers, e sócio-diretor da GS&BW, empresa de consultoria especializada em estratégias para shopping centers
Contato: atendimento@gsbw.com.br

Crédito Fotos: Divulgação/ GS&BW

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Peru lança maior programa de obras em pontes do mundo

País está reconstruindo 1.400 ligações, das 2.227 existentes em suas rodovias. Recursos vêm de parcerias público-privadas com empresas brasileiras

Por: Altair Santos

Algumas das principais construtoras brasileiras, assim como escritórios de engenharia e de projetos, estão de olho no mercado peruano. O motivo é que o governo do país sul-americano decidiu investir cerca de US$ 1 bilhão (aproximadamente R$ 2,4 bilhões) na reconstrução de 1.400 pontes, das 2.227 existentes em suas rodovias. Trata-se do maior programa de modernização de pontes do mundo. As obras começarão em 2014 e devem se estender até 2020. Os projetos estarão a cargo da ProVias - organismo que desempenha função semelhante ao Dnit, no Brasil -, a qual estabeleceu concessões que variam de 5 anos a 25 anos para cada trecho licitado.

Programa para erguer pontes novas terá investimento de R$ 2,4 bilhões

O programa será executado em duas fases, sendo que a primeira contempla trabalhos em 1.000 pontes, a serem executados até 2016. Na segunda fase serão executados os trabalhos nas restantes 400 pontes, no período que vai de 2016 a 2020. "Estamos trocando pontes velhas por novas, instalando pontes novas e substituindo estruturas provisórias por pontes definitivas", disse Raúl Torres Trujillo, diretor-executivo da Provias. A empresa estatal peruana é responsável por 23.072 quilômetros de rodovias que cruzam o país. Além do programa de recuperação e construção de pontes, foram abertas concessões para a exploração de trechos rodoviários, o que também atrai empresas brasileiras.

Já estão operando no Peru os seguintes grupos: Odebrecht, Andrade Gutierrez, Camargo Correa, Queiroz Galvão e OAS. Eles não se vincularam apenas a projetos rodoviários, mas também a obras de infraestrutura, como hidrelétricas, portos, canais de irrigação, metrôs e obras de saneamento. A Odebrecht, por exemplo, que está no país desde 1979, atualmente trabalha na expansão do metrô de Lima. A Andrade Gutierrez, que chegou em 1992 no Peru, finaliza a estrada interoceânica IIRSA, ligando-a ao porto de Callao, no Oceano Pacífico. Já a Camargo Correa, instalada desde 1997 em território peruano, atua no projeto de irrigação e hidroenergia de Alto Piura.

Mapa rodoviário do Peru: 23.072 quilômetros com forte atuação das construtoras brasileiras

Outro grupo - o Queiroz Galvão -, que está desde 1998 no país que faz fronteira com o Brasil, tem forte atuação nas obras rodoviárias e de saneamento, assim como a OAS. Essas empresas contam com participação destacada na chamada aliança estratégica Peru-Brasil - um tratado de relações comerciais resgatado há 10 anos, e que entre 2003 e 2013 gerou um fluxo bilateral de US$ 3,6 bilhões (cerca de R$ 8,7 bilhões) entre os dois países. Além das companhias ligadas à construção civil, outras 45 corporações brasileiras estão instaladas em território peruano, fabricando perfumes, remédios, cervejas e joias ou prestando serviços bancários.

O Peru tornou-se estratégico para essas multinacionais brasileiras, pois através de suas subsidiárias instaladas no país conseguem atingir mercados consumidores da região do Pacífico, como China, Japão e a costa oeste dos Estados Unidos. Por isso, promover a modernização do mapa rodoviário peruano é tão relevante para a indústria do Brasil quanto participar de concessões de estradas no próprio território nacional.

Entrevistado
Raúl Torres Trujillo, diretor-executivo da Provias (via email)
Contato: rtorres@proviasnac.gob.pe

Créditos Fotos: Divulgação

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Supercasas buscam blindagem contra "fim do mundo"

Condomínios de alto padrão, construídos em regiões sob risco de furacões nos EUA, erguem residências que são verdadeiras fortalezas de concreto

Por: Altair Santos

A intensidade de furacões que atingiram os Estados Unidos há poucos anos causou mudanças no mercado voltado para a construção de residências no país. Agora, não basta apenas morar. É preciso estar bem protegido. Por isso, condomínios de luxo passaram a projetar verdadeiras fortalezas para receber os moradores. Saem as casas em wood frame, com paredes de drywall, entram moradias com estruturas em concreto armado e vedações com bloco de concreto celular autoclavado (CCA).

Supercasas: estruturas espessas de concreto e paredes com blocos autoclavados

Um bom exemplo deste novo tipo de empreendimento está em construção em Miami, nos EUA. As casas de Alys Beach apresentam telhados sustentados por estruturas de concreto armado e paredes projetadas para suportar ventos com velocidade superior a 180 km/h. É o primeiro condomínio do mundo a exigir que todas as habitações construídas no local cumpram uma norma recentemente aprovada no país, sobre segurança residencial, a qual recomenda que obras utilizem reforço estrutural e materiais resistentes a desastres naturais.

Para atender todos os padrões de construção e segurança, cada casa não sai por menos de US$ 1,6 milhão (quase R$ 3,9 milhões). Um exemplo dos materiais reforçados que são empregados na construção das casas está na largura dos blocos de concreto celular autoclavado. Nos Estados Unidos, normalmente eles têm 20 centímetros. Para se construir no condomínio de Miami, a espessura exigida é de 30 centímetros. Até os vidros usados nas residências devem atender requisitos como suportar o arremesso de objetos a uma velocidade mínima de 65 km/h.

As plantas das casas também foram readaptadas para, na hipótese de tsunamis, furacões e tornados, garantirem, além da sobrevivência, maior conforto aos moradores. Em algumas residências de dois andares, aonde cada um dos 60 pilares chega a medir 75 centímetros de diâmetro e ter profundidade de 9 metros, a cozinha, a área para guardar mantimentos e a sala de estar, que normalmente ficam no pavimento inferior, foram remanejadas para o andar de cima, junto com os quartos, a fim de serem poupadas de inundações.

Os projetistas também passaram a usar o conceito de “quarto do pânico” para blindar áreas estratégicas das casas. Através de sistemas eletrônicos abastecidos por baterias, portas de aço envolvem os habitáculos e isolam os moradores. Outro cuidado das supercasas é com a sustentabilidade. Requisitos como reaproveitamento da água da chuva, baixo consumo de energia e “certificações verdes” são exigências dentro dos condomínios que constroem esse modelo de residência.

Entrevistado
Instituto de Segurança Residencial (IBHS, sigla em inglês de Insurance Institute for Business & Home Safety’s ) (por email)
Contatos
info@ibhs.org
www.disastersafety.org

Crédito Foto: Divulgação

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Construção civil global adere à robótica

Estados Unidos, Japão e Grã-Bretanha são líderes mundiais em desenvolvimento de equipamentos inteligentes para uso em canteiro de obras

Por: Altair Santos

Há 30 anos, a Associação Internacional de Automação e Robótica na Construção (IAARC, sigla em inglês) tem atingido cada vez mais países para propagar o uso de equipamentos inteligentes em canteiros de obras. Estados Unidos, Japão e Grã-Bretanha são os mais avançados no emprego destas tecnologias. Porém, desde 2012, Coreia do Sul, China, Índia e Brasil passaram a consumir máquinas em ritmo acelerado. No caso brasileiro, em menor número do que os demais integrantes do BRICS, por causa da alta carga tributária para importação.

Robô usa scanner a laser para detectar erros na execução de projetos

Nos países em que se instala, a IAARC promove a Feira Internacional Sobre Automação e Robótica na Construção e Mineração. No ano passado, aconteceu em Montreal, no Canadá. Uma das novidades apresentadas no evento foi o robô que demole estruturas de concreto. O equipamento utiliza jatos de água de alta pressão para pulverizar e separar o material do elemento estrutural, bem como um sistema de aspiração para o recolher e armazenar os detritos. Batizada de ERO, a máquina permite que o aço armado fique completamente limpo e possa ser reutilizado.

O robô também possibilita separar o cimento do agregado, através de um processo de decantação faseada. Resultado de parceria entre a desenvolvedora de tecnologia Omer Haciomeroglu e o Instituto Umea de Design - ambos suecos -, a máquina, já em fase experimental de operação, é definida da seguinte forma pelos seus idealizadores: “De forma eficiente, desmonta estruturas de concreto sem deixar qualquer tipo de resíduo e poeira. A separação permite que materiais de construção sejam recuperados e reutilizados em novos edifícios de concreto que utilizam partes pré-fabricadas.”

Criado na Suécia, o ERO remove o concreto armado e o recicla para o uso em peças pré-fabricadas

Além do ERO, foi apresentado na feira um equipamento que ajuda a minimizar o erro humano em obras. O dispositivo utiliza a tecnologia laser EDM para escanear paredes, fiscalizar nivelamentos e investigar se o projeto é seguido à risca. Chamada de “robô construtor”, a invenção é uma parceria anglo-nipônica (Inglaterra e Japão) e permite também verificar as instalações elétricas e hidráulicas das edificações. Em formato de carrinho guiado por controle remoto, a máquina é facilmente operável.

Mais novidades
Na mais recente edição da feira sobre robótica na construção civil, os principais temas abordados foram o uso de GPS, GIS, RFID e sensores remotos na construção, além de gestão de recursos na engenharia civil, avaliação não invasiva e não destrutiva de estruturas de engenharia civil, planejamento na construção, simulação e visualização em computador e reabilitação estrutural assistida por softwares. Nenhuma destas tecnologias está ainda disponível no Brasil.

O próximo passo da robótica é utilizar o conceito das “impressoras 3D” para fabricar casas. Pesquisadores da Universidade de Southern California, nos Estados Unidos, estão convictos de que se o processo funciona com objetos pode funcionar para a construção civil. A ideia é utilizar a técnica chamada de “modelagem de contorno”, unido à extrusão de concreto, para levantar edificações em questão de horas. “Ao invés de plástico, a modelagem de contorno usará concreto”, diz Behrokh Khoshnevis, que coordena a pesquisa. A universidade conseguiu recentemente financiamento da gigante Caterpillar - empresa que constrói equipamentos pesados - para avançar nos estudos.

Confira o vídeo sobre a "Casa 3D"

Entrevistado
Associação Internacional de Automação e Robótica na Construção (via email)
Contato: isarc-secretariat@isarc2013.org

Crédito Foto: Divulgação

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Crédito imobiliário seguirá com oferta elevada em 2014

No ano passado, modelo de financiamento cresceu 32% e alcançou R$ 109,2 bilhões; este ano, expectativa é de que ultrapasse os R$ 170 bilhões

Por: Altair Santos

O crédito imobiliário fechou 2013 com uma ampla recuperação em relação a 2012. A carteira cresceu 32%. Comparado com o que havia registrado no ano passado, quando teve um avanço modestíssimo de 3,12%, foi uma alta de 1.025%. Isso gerou desembolso de R$ 109,2 bilhões, entre negócios com pessoas físicas e jurídicas, estabelecendo um novo recorde histórico desde que a série começou a ser apurada pela ABECIP (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança).

Octávio de Lazari Junior, presidente da ABECIP: entre janeiro e dezembro de 2013, foram financiados 529,8 mil imóveis

Mesmo assim, o crescimento de 32% manteve-se abaixo da média estabelecida entre os anos de 2005 e 2011, quando o crédito imobiliário avançou 53% a cada ano. Segundo o presidente da ABECIP, Octávio de Lazari Junior, quatro componentes motivaram essa alta: 1) Situação de quase pleno emprego; 2) Renda média dos brasileiros em alta; 3) Juros razoáveis, e 4) Disposição dos bancos em investir em crédito imobiliário. Para 2014, a expectativa é de que o desembolso chegue a R$ 126 bilhões, com avanço estimado de 15,6%.

De Lazari avalia que o Brasil ainda tem muito a crescer em termos de crédito imobiliário. A carteira gera um volume de negócios na ordem de 8% do PIB (Produto Interno Bruto) sendo que em outros países a proporcionalidade é muito maior. No México, chega a 9% do PIB; no Chile, 11%; na China, 14%; em Portugal, 60%, e nos Estados Unidos, 70%. “O Brasil tem capacidade para gerar um volume de negócios superior a R$ 300 bilhões. Estamos falando da carteira mais importante do país”, disse o presidente da ABECIP.

O desembolso de 109,2 bilhões para o crédito imobiliário permitiu que fossem financiados 529,8 mil imóveis no Brasil em 2013. Deste volume de recursos, 41% foram para pessoas físicas. Em 2014, a ABECIP avalia que o crédito para as construtoras tende a ser maior do que para o comprador final. “As empresas desovaram seus estoques em 2012 e em 2013 e agora vão precisar recorrer ao crédito imobiliário para iniciar novas construções”, afirma Octávio de Lazari Junior.

O dirigente explica que recursos não faltarão para financiar mais habitações. “Com o aumento da captação líquida da caderneta de poupança, o país tem reservas suficientes para manter o crédito imobiliário aquecido pelo menos até o final de 2015”, afirma o presidente da ABECIP. Além disso, ele estima que os bancos devem ampliar a participação na concessão de empréstimos, por se tratar de um negócio de baixo risco. “A inadimplência nas operações está em 1,8%, para os casos que deixam atrasar mais de três prestações”, completa.

O pequeno volume de inadimplentes, no entender da ABECIP, comprova que o brasileiro compra casa para morar e não para especular no mercado imobiliário. Além disso, dados da associação revelam que ao adquirir seu imóvel próprio o consumidor costuma dar entradas que amortizam, em média, até 35% da dívida. “isso gera prestações menores e o comprometimento médio da renda chega a 22%, inferior ao que determina a lei, que exige 30%”, finaliza Lazari Junior.

Entrevistado
Economista Octávio de Lazari Júnior, presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip)
Contato: imprensa@abecip.org.br

Crédito Foto: Divulgação/ABECIP

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Rio inaugura obra póstuma de Oscar Niemeyer

Projeto idealizado há mais de 50 anos pelo arquiteto preserva formas curvilíneas e agrega o que há de mais moderno em termos de construção sustentável

Por: Altair Santos

Projetados há mais de 50 anos por Oscar Niemeyer, os novos edifícios da Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro, são as primeiras obras inauguradas após a morte do arquiteto - ocorrida em dezembro de 2012. Localizado no bairro de Botafogo, o empreendimento conta com um prédio de 19 andares e um centro cultural que tem a marca registrada de Niemeyer: formas curvilíneas construídas em concreto armado.

Centro Cultural: em concreto e vidro, obra tem a marca registrada de Oscar Niemeyer.

O novo complexo da FGV foi executado pela Carioca Engenharia e a supervisão arquitetônica ficou a cargo de João Niemeyer - sobrinho de Oscar Niemeyer. O destaque da obra é o centro cultural, que conta com três pavimentos divididos em auditórios, biblioteca física e digital, salas de exposição e um grande vão para estudos. Tanto esta edificação, que será aberta ao público em abril de 2014, quanto o prédio de 19 andares, se juntam à antiga sede da Fundação Getúlio Vargas, também projetado por Niemeyer, e que atualmente passa por retrofit.

O investimento total da construção foi de R$ 210 milhões. Entre os dados técnicos, destaca-se o emprego de 6.512 m³ de concreto, em uma área construída de 44.735,64 m². O prédio de 19 andares, que chega a 92,21 m de altura, utilizou 20 mil m² de vidro para recobrir sua fachada. Ao todo, 619 operários atuaram na obra. Além disso, a edificação segue o padrão “triple A”, ou seja, empreendimento comercial de alta qualidade, com recursos tecnológicos de última geração compatíveis com a certificação LEED (Leadership in Energy and Environment Design).

Para obter a certificação de "prédio verde", a obra contou com 12 projetistas e consultores para as seguintes disciplinas: arquitetura, estrutura, fundações, instalações, ar condicionado, instalações prediais, prevenção e combate a incêndio, impermeabilização, acústica, iluminação, vidros e esquadrias, certificação LEED (Green Building) e elevadores. A construção durou três anos e efetuou o tratamento de todos os resíduos.

O complexo conta ainda com dispositivos de detecção de incêndio e dois subsolos de garagens, com cerca de 500 vagas. Os edifícios estão preparados para receber a circulação de 2.500 pessoas por dia. "Os prédios são verdadeiras obras de arte, como não poderia deixar de ser um projeto de Oscar Niemeyer. Além disso, trarão benefícios à população do Rio de Janeiro que extrapolam a área de atuação da FGV”, destaca o presidente da Fundação Getúlio Vargas, Carlos Ivan Simonsen Leal.

Veja time-lapse da construção da Torre Oscar Niemeyer

Entrevistado
Fundação Getúlio Vargas (via assessoria de imprensa)
Contato: http://portal.fgv.br/contato

Crédito Foto: Américo Vermelho/FGV-RJ

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Bombas de concreto viram rotina nas obras brasileiras

ABESC avalia que mão de obra cara, combinada com a chegada de fabricantes chineses ao país, estimula uso deste tipo de equipamento na construção civil

Por: Altair Santos

A tecnologia de bombeamento de concreto entra em uma nova fase no Brasil. Com as empresas dispostas a construir edifícios cada vez mais altos, equipamentos que atendem essa demanda começam a ser usados com maior frequência no país. Em 2013, entrou em funcionamento uma bomba-lança com mastro de 63 metros de comprimento, que se transformou na maior do gênero na América Latina. A tendência, segundo a ABESC (Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Concretagem) é que essas máquinas atinjam alturas cada vez mais significativas e virem rotina na construção civil do país. "O mercado mudou com a entrada de fábricas chinesas no Brasil. Elas estão trazendo equipamentos maiores também para o bombeamento de concreto", revela Jairo Abud, presidente da ABESC.

Jairo Abud, presidente da ABESC: obras que consomem até 15m³ de concreto já utilizam bombas

Além da entrada de fabricantes chineses no Brasil, um outro fator incentiva o mercado de bombas de concreto, explica Abud. "No Brasil, recentemente, ocorreu o seguinte fenômeno: a mão de obra se tornou escassa e, consequentemente, ficou mais cara. Então, as construtoras passaram a explorar mais a produtividade que o bombeamento de concreto oferece. Esse equipamento compete sempre com o custo da mão de obra no Brasil. No passado era relativamente difícil realizar uma obra usando essas máquinas. Hoje, com os projetos dos prédios mais altos, uma combinação de fatores tornou competitivo o uso destas bombas", diz o presidente da ABESC. "Hoje, bombas são equipamentos rotineiros nas obras brasileiras e o custo, na grande maioria dos casos, absorve com facilidade esse serviço", completa o consultor da ABESC, Arcindo Vaquero y Mayor.

Jairo Abud dá um exemplo de como a produtividade das bombas de concreto é eficaz. "Há várias maneiras de colocar o concreto em uma laje. Ele pode ser levado de carrinho, com baldes ou por bomba de concreto. No sistema de carrinho com elevador, em obras com poucos pavimentos, é possível lançar de cinco a seis metros cúbicos por hora. Com o bombeamento é possível lançar sessenta metros cúbicos por hora, ou seja, você consegue colocar o concreto numa velocidade até dez vezes mais rápida do que no sistema convencional. Isso diminui o tempo de construção e, portanto, gera economia, pois a demora na obra encarece os custos", afirma. Segundo Abud, atualmente, para obras que envolvam a partir de 15 m³ de concreto, já é recomendável usar bombas.

Bombas de concreto
Bombas de concreto: equipamentos acrescentam ganho de produtividade

Para ser bem aproveitado por esses equipamentos, o concreto precisa ter boa fluidez. "Tem que ser um concreto mais líquido, mais mole. É preciso prepará-lo com uma quantidade maior de cimento por metro cúbico e também adicionar aditivos especiais que facilitam o bombeamento e reduzem o atrito. Esse concreto, por ter um consumo maior de cimento tem um resultado mais bonito e permite que peças aparentes fiquem melhor acabadas. Normalmente usa-se o concreto autoadensável. É uma tecnologia empregada intensamente no Brasil, inclusive utilizada nas construções do Minha Casa Minha Vida. Isso prova a viabilidade econômica do concreto bombeado", afirma o presidente da ABESC. "Para bombear a grandes alturas é necessário que o concreto seja muito fluído e com viscosidade adequada. Além do mais, a montagem da tubulação deve evitar vazamentos de nata", complementa Vaquero y Mayor.

Entrevistados
- Jairo Abud, engenheiro civil e economista, com atuação no setor concreteiro desde 1979 e atual presidente da ABESC (Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Concretagem)
- Arcindo Vaquero y Mayor, engenheiro civil e consultor técnico da ABESC
Contato: abesc@abesc.org.br

Crédito Foto: Divulgação/ABESC

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Projeto obriga vistoria em edifícios de todo o país

Se virar lei, país terá uma política nacional de manutenção predial, com base em normas da ABNT e com engenheiros civis credenciados para inspeções

Por: Altair Santos

Em sua última sessão de 2013, a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania) da Câmara Federal aprovou o projeto de lei nº 3370/2012, que trata da obrigatoriedade de vistorias periciais e manutenções periódicas nas edificações, sejam elas públicas ou privadas. A iniciativa pretende minimizar os danos causados à segurança e à estabilidade de edificações - problema recorrente no Brasil e que já deflagrou uma série de desabamentos.

Deputado Augusto Coutinho, autor do projeto: série de desabamentos em Recife desencadeou projeto de lei

O projeto baseou-se no direito assegurado pela Constituição Federal (caput do art. 5º) do cidadão transitar em vias públicas e permanecer em locais seguros, sem riscos de desabamentos. Agora, o texto seguirá para análise do Senado. A expectativa do deputado federal Augusto Coutinho (Solidariedade-PE) - autor do projeto - é de que o Congresso aprove a lei. Confira na entrevista a seguir:

No final do ano passado, a CCJ da Câmara aprovou projeto sobre vistoria obrigatória em edifícios. A partir de agora, quais os trâmites e quais as chances dele virar lei?
Após ter passado pela Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara Federal, o projeto foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados em caráter conclusivo. O relator na CCJ, deputado Paes Landim (PTB-PI), votou pela constitucionalidade do substitutivo. O texto seguirá agora para análise do Senado e as chances de se tornar lei são grandes. Precisamos criar a cultura da manutenção no Brasil para evitar tragédias. Os prédios, sejam residenciais ou comerciais, públicos ou privados, deverão passar por inspeção do estado geral de solidez e funcionalidade a cada cinco anos, pelo menos. Já as condições de segurança contra incêndio e do sistema de elevadores deverão ser avaliadas anualmente.

O projeto especifica quem fará a vistoria nos edifícios, ou seja, serão engenheiros civis devidamente registrados no Crea?
Com certeza. As vistorias de que trata esta lei serão realizadas por iniciativa do condomínio ou responsável pela administração da edificação, através de pessoas físicas ou jurídicas, habilitadas na forma da lei, devidamente registradas no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA), com base nas normas emanadas da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT.

Como a comunidade da engenharia civil e da construção civil recebe o projeto?
O projeto foi muito bem recebido pelos dois setores, inclusive promovi uma audiência pública na Câmara sobre o assunto com a participação de especialistas e representantes da engenharia e da construção civil. A questão dos desabamentos não é um problema pontual, exclusivo a determinado estado ou região, mas trata-se de um caos de âmbito nacional. Os responsáveis pelos edifícios precisam se certificar da ausência de riscos para a segurança. Isso porque não há como exigir que o Estado faça-se presente em todas as reformas de cada unidade autônoma do território brasileiro.

Há um limite quanto ao número de pavimentos dos edifícios ou o projeto abrange todos os prédios, independentemente do número de andares?
Não há limites quanto ao número de pavimentos. Todos deverão seguir os conceitos e determinação da legislação.

Tecnicamente, o projeto abrange vistorias de estruturas dos edifícios?

Sim. O proprietário do imóvel fica obrigado a entregar laudo técnico, assinado por engenheiro responsável devidamente inscrito no Crea, ao condomínio ou ao responsável pela administração da edificação no caso de qualquer espécie de reforma que implique modificação arquitetônica interior, atestando que a referida modificação não implicará riscos à segurança e à estabilidade da edificação.

Quanto a obras como pontes e viadutos, o projeto faz alguma referência?
A lei dispõe sobre a obrigatoriedade de vistorias periciais e manutenções periódicas nas edificações constituídas por unidades autônomas, públicas ou privadas, em todo o território nacional. E aplica-se também às edificações públicas, seja ela de natureza  educacional, cultural, de saúde, esportivas (ginásios e estádios),  pontes, viadutos e similares. Se um gestor público é incompetente e não faz com que a legislação seja cumprida, é preciso mudar de gestor. A legislação terá que ser cumprida e a população ser protegida.

O projeto de lei também é um alerta a quem fabrica concreto?
O que nós procuramos oferecer ao Brasil é uma legislação para evitar novos acidentes. O concreto, como tudo na vida, precisa de manutenção. Você precisa  cuidar do seu corpo, de um carro... e também de uma estrutura de concreto. Do contrário, pode ruir e levar ao chão o sonho de muitas famílias, além de ceifar vidas.  A legislação vai identificar o motivo da queda de um prédio.  Foi por falta de manutenção ou teve uma reforma malfeita? Foi defeito construtivo? É preciso criar responsabilidades do gestor público também.  Se um estádio de futebol cai, a culpa é do gestor que não cuidou da manutenção. Se um viaduto cai, a mesma coisa.

O projeto define prazos de três anos a cinco anos para as vistorias, dependendo da idade do edifício. Esse prazo é o ideal?
Sim. O projeto de lei prevê que, para edifícios com até 20 anos, a inspeção deve ocorrer a cada cinco anos. Para prédios mais antigos, o intervalo cai para três anos.

Há regiões do país em que os edifícios estão mais suscetíveis a riscos do que outras?
Pernambuco tem passado por graves problemas. De acordo com a Escola Politécnica da Universidade Federal de Pernambuco, de 1977 até 2004 doze edifícios desabaram, deixando mais de 30 vítimas fatais e dezenas de feridos. O último caso foi o do edifício Areia Branca, em 2004. Atualmente, somente o município de Olinda tem dezenas de prédios interditados por risco de desabamento. Isso é um problema preocupante e apenas com uma legislação em vigor poderás mudar esse quadro.

Entrevistado
Deputado federal Augusto Coutinho. Graduado em engenharia civil, ele já atuou como dirigente do SindusCon-PE e representante da referida entidade junto à Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe)
Contatos
http://www.facebook.com/DeputadoAugustoCoutinho
www.augustocoutinho.com.br
https://twitter.com/augustocmelo

Crédito Foto: Divulgação

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330