Quem subiu e quem desceu no ranking da engenharia
Em sua 43ª edição, levantamento da revista O Empreiteiro mostra que, no segmento construtoras, Thá e Plaenge são as maiores da região sul
Por: Altair Santos
Elaborado anualmente pela revista O Empreiteiro, o Ranking da Engenharia Brasileira chega à sua 43ª edição. Trata-se do mais tradicional levantamento sobre o desempenho da cadeia produtiva da construção civil no país. O ranking analisa empresas de todas as regiões, nos segmentos de construção pesada e imobiliária, montagem mecânica e elétrica, projetos e consultoria e serviços especiais de engenharia. O parâmetro para classificação tem base em dois critérios: questionário respondido pelas empresas e análise dos balanços anuais. No ranking de 2014, com base em dados de 2013, as empresas paranaenses voltaram a se destacar no sul.

No segmento construtoras, Thá Engenharia e Plaenge ocupam as duas primeiras colocações no ranking do Sul, seguidas pela gaúcha Toniolo, Busnello e outras quatro empresas radicadas no Paraná: JMalucelli Construtora, A. Yoshi Engenharia, Cesbe e Goetze Lobato Engenharia. Para Joseph Young, que integra o conselho editorial da revista O Empreiteiro e coordena a elaboração do ranking, já virou tradição as empresas paranaenses encabeçarem a lista no sul do país. “Não é uma impressão subjetiva, mas baseada em números apurados pelo ranking ano a ano. Percebe-se que as empresas do Rio Grande do Sul têm encolhido, enquanto as do Paraná se expandem”, analisa.
No entanto, comparativamente com o ranking nacional, as empresas da região sul ligadas à construção civil ocupam posições modestas. Segundo Joseph Young, isso se deve a programas pouco ambiciosos de infraestrutura nos três estados (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul) mas que devem mudar a partir de 2015. “Este fato pode mudar, pois existe um fluxo de empreendimentos industriais que começa a se instalar no sul. Entre eles, estaleiros no Rio Grande do Sul, indústrias automotivas em Santa Catarina e indústrias alimentícias e de bebidas no Paraná”, comenta.

Copa do Mundo
Em relação à edição de 2013, o ranking recentemente divulgado variou pouco. A avaliação é que a Copa do Mundo não desencadeou um volume de obras proporcional à expectativa criada. “A parte de mobilidade urbana, que foi muito falada, se transformou em uma frustração. Os governos federal e estaduais simplesmente não conseguiram tocar estas obras. Com isso, o crescimento do mercado, que chegou a ser projetado em 50%, não aconteceu. Isso é resultado da estagnação no investimento público. Os governos precisam colocar um teto no crescimento das despesas de custeio das máquinas administrativas para ver se sobra dinheiro para investimento. No governo federal, principalmente, as curvas de custeio da máquina administrativa sobem numa velocidade espantosa e a economia não comporta isso”, ressalta Young.
Apesar das dificuldades, a construção civil tem, desde 2006, conseguido um PIB maior do que o PIB nacional. “Os quatros setores avaliados no ranking andaram juntos com os números do PIB nacional entre 1996 e 2006. De 2006 em diante, eles descolaram e passaram a crescer em proporções duas ou três vezes maior do que do próprio PIB. Isto mostra a capacidade do setor em crescer”, finaliza Joseph Young.
Veja o ranking na íntegra:
Ranking 500 Grandes da Construção 2014
Clique aqui para conferir o ranking dos anos anteriores.
Entrevistado
Joseph Young, integrante do conselho editorial da revista O Empreiteiro e coordenador do Ranking da Engenharia Brasileira
Contatos
josephyoung@terra.com.br
redacao2@revistaoe.com.br
Crédito Foto: Divulgação/Thá/O Empreiteiro
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Na decoração, concreto imita de pedra a madeira
Tecnologias que usam moldes de borracha transformam material em produtos similares ao porcelanato, ao mármore, ao granito e às peças para deck
Por: Altair Santos
Moldadores de borracha podem transformar o concreto em artefatos de “madeira” para decorar ambientes internos ou externos. Também tem como fazer o material simular “pedras”, imitando mármore ou granito, ou aparentar uma cópia fiel dos porcelanatos. “Com os moldes flexíveis feitos com as borrachas líquidas é possível reproduzir praticamente qualquer textura ou forma com o concreto. Desde texturas leves, como veios de madeira de demolição, até reprodução de pedras em diferentes formatos. A imaginação é o limite”, diz Júlio Pardal, sócio-gerente da Moldflex.

O que diferencia se o artefato será usado internamente ou externamente é o traço do concreto. Para elementos de decoração interna utiliza-se uma argamassa cimentícia com gesso. Já para aplicações externas usa-se o concreto com agregados finos ou autoadensável, para que ele se molde bem às fôrmas. “O desenvolvimento de borrachas mais resistentes e de alta qualidade permite fazer peças com mais perfeição e, consequentemente, o mercado tem aceitado melhor esses produtos”, completa Júlio Pardal, lembrando que o custo também atrai compradores. “Fachadas ou painéis internos com pedras são mais caros e também requerem mão de obra especializada.”
O piso arquitetônico também pode servir como elemento decorativo interno e externo, mas não utiliza fôrmas emborrachadas. Sua textura, seu acabamento e suas cores variam de acordo com os tipos de agregados colocados no concreto. “A composição, a granulometria e as cores dos agregados é que definem o padrão do piso arquitetônico. Os mais utilizados são as granilhas dolomíticas”, afirma Fernando Gaion, diretor da Stamp. Engenheiro civil, ele afirma que o concreto utilizado para os pisos apresentam uma resistência a compressão de no mínimo 35 MPa, além de apresentar baixíssima porosidade, alto grau de dureza e resistência à abrasão.

Por isso, o piso arquitetônico pode ser assentado sobre o contrapiso ou montado em sistema elevado, o qual oferece uma solução prática e econômica para a passagem de todos os tipos de tubulações e cabeamentos, além de facilitar a manutenção de eventuais vazamentos. A versatilidade levou o artefato a ganhar mercado em obras de edifícios residenciais e comerciais. Principalmente aqueles que buscam a certificação Leed (Leadership in Energy and Environmental Design) para “prédios verdes”. Os artefatos também são requisitados em shopping centers, hangares e edifícios-garagem, por causa da alta resistência.
Entrevistados
Júlio Pardal, graduado em marketing e sócio-gerente da Moldflex
Engenheiro civil Fernando Gaion, diretor da Stamp
Contatos
gaion@stamppfa.com.br
jpardal@moldflexmodelagem.com.br

Créditos Fotos: Divulgação/Stamp/Moldflex
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Sem produtos da mineração, casa seria inviável
Bem-estar da sociedade está diretamente ligado aos produtos que usam minerais como matéria-prima, com destaque para o calcário
Por: Altair Santos
Os componentes usados para construir uma casa são quase todos derivados de substâncias minerais. Grosso modo, mais de 30 elementos estão presentes em materiais que vão desde tijolos até esquadrias, pias, cerâmicas e vidros. Não é exagero dizer que dentro de uma habitação há mais minerais do que pessoas e objetos. Por isso, não fosse a mineração, seria impossível construir uma casa, um prédio ou qualquer outra obra ligada à construção civil. “O bem-estar da sociedade foi construído com base nos minerais”, aponta Marcos Vitor Fabro Dias, diretor técnico da Mineropar (Serviços Geológicos do Paraná).

Recentemente, a empresa pesquisou os elementos mais presentes na construção e no acabamento de uma casa. O calcário destacou-se. Ele aparece na composição do concreto, dos tijolos, dos vidros, das louças sanitárias, dos azulejos, cerâmicas e porcelanatos, nas tintas, em alguns modelos de caixas d’água, nos encanamentos e no telhado. “O calcário é muito versátil. É matéria-prima para produzir o cimento, que é matéria-prima para fabricar o concreto (segundo produto mais consumido no planeta depois da água). Além disso, o calcário é um elemento muito importante na agricultura, pois é utilizado para corrigir o ph do solo”, afirma Marcos Vitor Fabro Dias.
Para o geólogo da Mineropar, o dilema da indústria que transforma os elementos minerais em produtos para a sociedade consumir está em fabricar mais com menos, sem deixar de atender a demanda. “Diminuir a quantidade de matéria-prima, sem perder a qualidade e o desempenho do que é produzido, conflita com os anseios da sociedade por mais conforto e mais demanda por materiais”, explica Marcos Vitor Fabro Dias, para quem o ponto de equilíbrio pode estar no reaproveitamento de resíduos. “Esta é uma tendência irreversível de qualquer processo industrial, mas ainda há muito para avançar”, completa.

Outra solução está na substituição de agregados. Hoje, por exemplo, a areia natural já tem uma similar com um bom custo-benefício, que é a areia artificial, produzida através dos resíduos da britagem. “A tecnologia fez chegar a um material com características bem próximas da areia natural”, diz o diretor técnico da Mineropar, citando que, no Paraná, a cadeia produtiva da construção civil consome cerca de 70% dos bens minerais produzidos no Estado. “A construção civil é o setor que mais demanda. Porém, vale lembrar que o Paraná é um dos maiores produtores de calcário do país e participa com 70% da produção nacional de feldspato. Enfim, o Estado é um forte produtor de bens minerais não metálicos”, conclui.
Saiba quais elementos minerais compõem alguns materiais de construção
Tijolo cerâmico (argila)
Bloco de concreto (brita, areia e calcário)
Fios elétricos (cobre e plástico [derivado do petróleo])
Lâmpadas (quartzo, tungstênio e alumínio)
Concreto (areia, brita e calcário)
Ferragens (ferro, alumínio, cobre e zinco)
Vidros (quartzo, calcário, dolomito e feldspato)
Louças sanitárias (cobre, ferro, alumínio, níquel, cobalto, argila, calcário, feldspato e talco)
Azulejos, cerâmicas e porcelanatos (argila, calcário, feldspato, talco, ardósia)
Tintas (derivados do petróleo, calcário, talco, caulim, ilmenita e rutilo)
Pias (mármore, granito, ferro, níquel e cobalto)
Canos (ferro, cobre, plástico [derivado do petróleo] e calcário)
Forro de gesso (gipsita)
Calhas (zinco, níquel e cobre)
Telhas (argila e calcário)
Fonte: CIM (Centro de Informações Minerais do Paraná)
Entrevistado
Geólogo Marcos Vitor Fabro Dias, diretor técnico da Mineropar (Serviços Geológicos do Paraná)
Contato: mvfdias@mineropar.pr.gov.br
Créditos Fotos: Divulgação/Mineropar
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Até 2012, construção civil empregou e pagou mais
Recente edição da Pesquisa Anual da Indústria da Construção mostra que setor contratou 2,8 milhões de pessoas e salário obteve ganho real de 7,9%
Por: Altair Santos
A mais recente edição da Pesquisa Anual da Indústria da Construção (PAIC) divulgada anualmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revela que o auge da empregabilidade da construção civil foi experimentado entre 2011 e 2012. No período, segundo o levantamento de dados, cresceu o número de pessoas contratadas pelo setor de 2,6 milhões para 2,8 milhões. O gasto com pessoal também aumentou e passou a representar 32,5% do total de custos dessas empresas. Houve avanço de 7,9% do salário médio mensal (de R$ 1.439 para R$ 1.648) o que corresponde a uma alta de 2,6 para 2,7 salários mínimos da época.

No período de pleno emprego, a região sudeste foi a que mais gerou vagas. Nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo, a indústria da construção civil empregou 1,55 milhão. O nordeste vem em seguida, com 545,3 mil trabalhadores ativos. Já o sul ficou em terceiro, com 391,4 mil empregados. Nesta conta, a PAIC considera todos os profissionais envolvidos em uma obra: do projetista ao engenheiro, passando pelos operários. Curiosamente, as empresas que mais contrataram foram as microempresas (de 1 a 4 funcionários) e as pequenas empresas (de 5 a 29 funcionários).
Na indústria da construção, estas firmas costumam atuar como terceirizadas e a expansão delas se deve, principalmente, às demandas no setor imobiliário. De acordo com o IBGE, entre 2011 e 2012, o segmento de imóveis foi influenciado positivamente pela maior oferta de crédito, pelo crescimento de emprego e renda da população e pela desoneração do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para diversos insumos. Também influíram os programas do governo de investimento em infraestrutura urbana e de moradias populares. No período da pesquisa, havia 48.399 microempresas atuando como terceirizadas e 41.267 pequenas construtoras.
Mais de 100 mil empresas ativas
Entre 2011 e 2012, as empresas ativas na indústria de construção passaram de 92,7 mil para 104,3 mil. O número ficou perto do dobro do que havia sido registrado em 2007 (52,9 mil) quando a pesquisa começou a ser realizada. Em 2012, a principal atividade dessas empresas passou a ser a construção de edifícios, superando as obras de infraestrutura em uma proporção de 41,9% contra 40,9% do total da receita bruta. O setor de serviços especializados perdeu espaço, caindo de 18,7% para 17,2%. Também ocorreu redução no percentual de obras contratadas por entidades públicas, de 38,4% para 35%. Em números absolutos, no entanto, houve alta de R$ 105 bilhões para R$ 114 bilhões.
O valor das incorporações, obras e serviços realizados pela indústria da construção civil em 2012 teve aumento de 10,2% em relação a 2011. Em números absolutos, subiu de R$ 289,6 bilhões para R$ 336,6 bilhões. Já a receita líquida operacional das empresas cresceu de R$ 271,3 bilhões para R$ 312,9 bilhões. Neste valor global, o sudeste perdeu participação. Ainda com um peso de 62% no total nacional, contabilizando incorporações, obras e serviços da indústria da construção, a região teve redução de 1,3 ponto percentual, ao contrário do Nordeste e do Sul, que expandiram suas fatias em 0,6 e 0,7 ponto percentual, respectivamente.
A PAIC foi divulgada dia 4 de setembro de 2014, pelo IBGE. Confira aqui a íntegra da pesquisa.
Entrevistado
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
Contato: comunica@ibge.gov.br
Crédito Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Brasileiros aquecem mercado de imóveis nos EUA
Seja para investir ou para morar, país oferece casas e apartamentos de alto padrão que podem custar até sete vezes menos do que no Brasil
Por: Altair Santos
Casas em condomínio fechado, apartamentos bem localizados, imóveis com muita segurança e cozinhas equipadas com eletrodomésticos. Alguns têm até 200 m² de área construída, e é possível comprá-los na faixa de R$ 350 mil a R$ 500 mil. E mais: o mercado está aquecido. O anúncio em questão não é aqui no Brasil, mas nos Estados Unidos. Porém, os compradores são brasileiros. O interesse é tão intenso que já existe até uma feira própria para estimular esse nicho imobiliário: a Investir USA Expo. “Após a crise de 2008 houve uma grande oferta. Os preços baixaram muito e o câmbio ainda está ao nosso favor. Consequentemente, os brasileiros encontram excelentes oportunidades de investimentos, e de compra de propriedades com total infraestrutura”, diz Daniel Rosenthal, que é corretor imobiliário e faz essa ponte entre Brasil e EUA.

Os negócios envolvendo a venda de imóveis nos Estados Unidos para brasileiros, principalmente nas cidades de Miami, Orlando e a região de Fort Lauderdale - todas no estado da Flórida -, são estimulados também pelo valor excessivamente caro de casas e apartamentos similares no Brasil, principalmente em metrópoles como São Paulo e Rio de Janeiro. “Um comparativo recente entre um imóvel na zona sul do Rio de Janeiro e um em Miami mostrou que nos Estados Unidos o preço chega a ser sete vezes mais barato”, relata Rosenthal, lembrando que um investidor que tenha US$ 170 mil (cerca de R$ 420 mil) já pode pensar em adquirir uma casa nos Estados Unidos. “Em Orlando há imóveis novos nesta faixa. Mas há ofertas mais em conta, se o comprador quiser um de segunda mão em áreas menos turísticas e pelos sistemas de vendas de foreclosure e shortsale”, completa.
Como financiar?
Foreclosure é a compra de um imóvel que voltou para o agente financeiro depois que alguém parou de efetuar o pagamento. Normalmente, ele é vendido com desconto e funciona de forma semelhante aos leilões que ocorrem no Brasil. Já o shortsale é a compra de um imóvel em que o dono, sem condições de quitar o financiamento, aceita receber menos do que pagou para se livrar da dívida, que é assumida por outro. Mas também é possível financiar diretamente com o banco. Nos Estados Unidos, as instituições financeiras costumam pedir uma entrada de 30% e financiam o restante em até 30 anos. As taxas de juros estão por volta de 4,25% ao ano. Se o valor do empréstimo ultrapassa US$ 1 milhão (R$ 2,4 milhões) pode haver uma redução de 0,25%. “A taxa inicial é fixa nos primeiros três anos e depois reajustada anualmente”, explica Daniel Rosenthal.

Três modelos de imóveis atraem mais os brasileiros que compram nos Estados Unidos: as casas, também chamadas de single family; os condos ou condominiums, que são os apartamentos, e também os townhomes – similares aos sobrados. Praticamente todos oferecem infraestrutura com área de lazer, garagem, piscina e sala de ginástica. Além disso, as construções novas, por exigência legal, precisam ter selos de sustentabilidade e comprovar que foram construídas sem desperdício de material para que as prefeituras locais permitam que sejam colocados à venda. “São imóveis muito bem construídos e erguidos de forma muito mais rápida do que no Brasil. Tudo isso aliado a um país com economia muito mais sólida do que a nossa (Brasil) e em plena recuperação”, finaliza Rosenthal.
Entrevistado
Administrador de empresas Daniel Rosenthal, especializado em marketing promocional, corretor de imóveis há 22 anos, ex-gerente de marketing do Secovi-SP e sócio-proprietário da Taurus Marketing, organizadora da feira Investir USA Expo
Contatos
daniel@taurusmarketing.com.br
contato@taurusmarketing.com.br
Skype: taurusmkt
@taurusmkt (twitter)
Créditos Fotos: Divulgação
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Revestimento antibacteriano muda conceito de RAD
Produto propaga-se na indústria alimentícia brasileira por reduzir sensivelmente as contaminações diretas e contaminações cruzadas
Por: Altair Santos
Em aproximadamente duas décadas, o RAD (Revestimento de Alto Desempenho) deu um salto de qualidade que poucos sistemas construtivos conseguiram no mesmo período. Saiu da condição de contrapiso com baixo desempenho mecânico, com risco de desplacamento, impregnação de sujeira e anti-higiênico para a condição de RAD Ultra Hygienic, à base de epóxi, cimentos uretânicos e poliuretano. O produto é hoje o que há de mais moderno no segmento e propaga-se na indústria alimentícia (frigoríficos, fábricas de alimentos, beneficiadores e supermercados) por reduzir sensivelmente as contaminações diretas e cruzadas.

O segredo deste piso está nos aditivos antibacterianos à base de íon prata, o que elimina o uso de ptalato - produto químico usado nas resinas de RAD e apontado como cancerígeno. A eficiência já faz algumas empresas alimentícias dos Estados Unidos usarem pisos com selo “Free Phtalate”, a fim de impulsionar suas políticas de marketing. “A evolução e o crescimento do mercado dos produtos RAD se devem à versatilidade. Hoje, eles se aplicam aos pisos que necessitam cumprir requisitos higiênicos, estéticos, anticorrosivos, antiderrapantes, de resistência à abrasão e a impactos, bem como resistência à ação mecânica, aplicados sobre substratos de concreto ou metálico”, define o engenheiro civil José Eduardo Granato.
O especialista palestrou no 8º seminário de pisos e revestimentos de alto desempenho, promovido pela ANAPRE (Associação Nacional de Pisos se Revestimentos de Alto Desempenho) no Concrete Show 2014. O evento mostrou que no Brasil o RAD teve dois momentos decisivos: em 1998, quando entrou em vigor a ABNT NBR 14050 – Sistemas de revestimento de alto desempenho, à base de resinas epoxídicas e agregados minerais –, e em 2004, quando foi fundada a ANAPRE. Norma e associação deram credibilidade aos produtos, agregando valores como responsabilidade ambiental, parâmetros e critérios claros para o mercado, além de comprometimento com a tecnologia.

A abertura do mercado às inovações surgidas no exterior também ajudaram a qualificar o RAD no país. Hoje, não só os pisos ultra-higiênicos se destacam. São igualmente eficientes os revestimentos à base de poliuretanos flexíveis, muito usados para tráfego de pedestres e de veículos de pequeno e médio porte. A comprovação do potencial destes sistemas se deu durante a Copa do Mundo, quando todos os estádios reformados ou construídos utilizaram RAD em áreas de circulação, praças de alimentação, banheiros e vestiários. O piso também se mostra eficiente em aeroportos, hangares e shopping centers.
Prêmio ANAPRE
Dentro do Concrete Shom 2014, a ANAPRE divulgou os vencedores da 6ª edição do Prêmio ANAPRE de Planicidade e Nivelamento. A empresa ganhadora foi a Alphapiso Serviços Técnicos, com a execução do piso de concreto dos galpões 4 e 5 da Qualifer Projetos e Gerenciamento de Obras, em Itupeva, no interior de São Paulo. Foi o segundo ano consecutivo que a empresa leva o primeiro lugar. O segundo lugar ficou com a Zorzin Pisos Industriais, que executou o piso da Tramontina Garibaldi S.A Indústria Metalúrgica, em Garibaldi, no Rio Grande do Sul, com o concreto fornecido pela empresa Concresul Britagem Ltda, filial também de Garibaldi.

Confira aqui a evolução do RAD no Brasil
Arquivo em powepoint na pasta RAD, no disco virtual Itambé
Entrevistado
Engenheiro civil José Eduardo Granato, gerente técnico e comercial da Viapol
Contato: http://www.viapol.com.br/contato1.php?menu=contato
Créditos Fotos: Divulgação/ANAPRE
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Gestão do concreto não pode faltar na obra
Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Concretagem cria “dez mandamentos” para que o contratante não tenha problemas em sua construção
Por: Altair Santos
A contratação dos serviços de concretagem é, seguramente, uma das etapas mais importantes da construção. O material a ser entregue, como ele será aplicado na obra e os cuidados que se deve ter nos processos de lançamento, adensamento e cura são determinantes para que se evitem patologias no ciclo de vida do empreendimento. Por isso, a ABESC (Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Concretagem) elaborou um guia para que o contratante faça a correta gestão do concreto na obra.

O manual é uma espécie de “dez mandamentos” da boa concretagem e começa pela especificação correta do concreto. “O projetista tem todas as informações para fazer uma correta especificação. É importante também estabelecer idades de controle e os seus limites de resistência aceitáveis”, afirma o consultor em concreto dosado em central, e ex-presidente da ABESC (Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Concretagem) Arcindo Vaquero y Mayor.
Neste item, o guia da ABESC ainda recomenda que sejam seguidas as normas ABNT NBR 8953:2009 Errata 1:2011 – Concreto para fins estruturais -, quanto às resistências, e ABNT NBR 12655 - Concreto - Preparo, controle e recebimento, no que se refere às responsabilidades dos envolvidos na execução da obra, classes de agressividade ambiental do local onde a obra está situada para efeito de durabilidade, requisitos para o concreto e métodos de verificação, incluindo a informação de que se o concreto é armado (CA) ou protendido (CP), o que vai determinar o fator a/c (água/cimento), a classe do concreto e consumo mínimo de cimento.
O guia sugere também atenção com a trabalhabilidade do concreto. A recomendação é que seja seguida a ABNT NBR 8953, no que refere à classificação do concreto de acordo com a consistência. Outro item importante diz respeito à escolha da concreteira. Neste caso, Arcindo Vaquero y Mayor faz três recomendações: 1) Considere o currículo da empresa e a localização dela em relação à obra; 2) Visite as instalações da central dosadora para observar as instalações, a frota e o laboratório, e 3) Leve o projetista junto.

Outra regra importante é contratar um laboratório de controle tecnológico. Ele trabalhará em conjunto com o projetista e a concreteira para otimizar o concreto e, consequentemente, a estrutura. O Ibracon (Instituto Brasileiro do Concreto) e a Rede Brasileira de Laboratórios de Ensaio (RBLE) tem condições de indicar laboratórios acreditados pelo Inmetro para a execução de serviços de ensaio.
Feitas as escolhas de concreteira e laboratório, deve-se preparar para receber o concreto na obra seguindo três passos fundamentais: confira a nota fiscal e só depois quebre o lacre, ajuste a trabalhabilidade do concreto, conforme a ABNT NBR 7212 - Execução do Concreto Dosado em central -, e não adicione nada ao material que não tenha sido previamente combinado, principalmente a água. Em seguida, inicie o descarregamento do concreto.
Durante a etapa de descarregamento é importante colher amostras do concreto para comparar com os corpos de prova moldados pela concreteira e saber exatamente onde aquela carga de concreto foi aplicada na obra. O tempo de início de pega deve ser rigorosamente respeitado. Outra recomendação importante é que não se use concreto de empresas diferentes na mesma obra. “Certamente aplicando esses conceitos vamos obter estruturas mais seguras e mais duráveis”, avalia Arcindo Vaquero y Mayor.
Confira aqui o guia para concretagem correta
Entrevistado
ABESC (Associação Brasileira das Empresas de Serviço e Concretagem)
Contato: www.abesc.org.br/contato.html
Créditos Fotos: Divulgação/ANAPRE
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Shopping Cidade desafia logística na Avenida Paulista
Complexo exigiu algumas soluções inéditas de engenharia, principalmente na fase de escavações e de concretagem da obra
Por: Altair Santos
Como erguer um edifício com 60 metros de altura, acoplado a um shopping center, em uma área de restrição máxima para a construção civil? Foi essa resposta desafiadora que os engenheiros civis envolvidos na construção do complexo Torre Matarazzo e Shopping Cidade São Paulo, em plena Avenida Paulista, tiveram que dar, apostando em soluções de logística, soluções de engenharia, soluções de produtividade e soluções de execução. “Tivemos que realizar planejamentos independentes para cada etapa da obra. Também usufruímos de toda a tecnologia disponível. Desde o uso de gruas até um concreto mais fluído e argamassado, com traços especiais, para que pudesse dar agilidade no descarregamento”, revela Luiz Antonio Nascimento Maria, diretor da Método Engenharia e responsável técnico pela obra.

O concreto especial usado no empreendimento teve a consultoria do professor Paulo Helene. Para descarregar o material, os responsáveis pela construção alugaram um terreno que funcionou como pátio de manobra. Assim, o processo de acoplagem das betoneiras nas duas bombas de descarregamento caiu de 32 minutos para 6 minutos. Isso permitiu que, em média, 100 m³ de concreto fossem agregados diariamente na obra. Ao todo, a edificação, que já teve toda a fase de concretagem concluída, movimentou 5.900 viagens de caminhões betoneiras. O complexo Torre Matarazzo e Shopping Cidade São Paulo consumiu 44.900 m³ de concreto e 4.700 toneladas de aço. “A Avenida Paulista é zona de restrição máxima e não poderia haver erro na data e no horário da concretagem”, lembra o professor da Poli-USP, Ricardo Leopoldo e Silva França, que também atuou como consultor da obra.

Túnel de vento
O engenheiro civil afirma que, no projeto original, o edifício teria 185,3 metros de altura. Readequações impostas pela prefeitura de São Paulo, no entanto, diminuíram o tamanho para 60 metros. Mesmo assim, as fundações originais foram preservadas e as escavações do terreno chegaram a 25 metros de profundidade, o que movimentou cerca de 250 mil m³ de terra. “Decidimos manter as fundações porque submetemos o projeto do complexo a um túnel de vento no Canadá e foi sugerido que a resistência do prédio ao vento deveria ter o limite máximo para os padrões brasileiros. Assim, também preservamos as estacas de até 45 metros de profundidade”, revela Ricardo Leopoldo e Silva França. “No subsolo, são 114 blocos de fundação, em 10 setores independentes (7 no terreno e 3 na torre). Executamos todas as sequências possíveis, dentro da obra, simultaneamente”, completa Luiz Antonio Nascimento Maria.
Com 125 mil m² de área construída, o complexo tem seis pavimentos para o Shopping Cidade São Paulo e 16 para a Torre Matarazzo (13 de lajes corporativas e 3 de pavimentos técnicos). O lobby do prédio tem 24 metros de altura, enquanto o pé direito do andar destinado aos cinemas e teatro conta com 12 metros. “A altura do lobby, principalmente, permitiu que cumpríssemos a exigência ambiental de preservar todas as árvores que existiam no terreno”, completa Luiz Antonio Nascimento Maria. Construída em parceria entre a Cyrela Commercial Properties (CCP) e a Camargo Corrêa Desenvolvimentos Imobiliários (CCDI) a obra está na reta final do cronograma e tende a ser inaugurada no final de 2014. O projeto arquitetônico é assinado por Aflalo & Gasperini Arquitetos.


Entrevistados
Engenheiro civil Ricardo Leopoldo e Silva França, professor da Poli-USP e consultor do complexo Torre Matarazzo e Shopping Cidade São Paulo
Engenheiro civil Luiz Antonio Nascimento Maria, diretor da Método Engenharia e responsável técnico pela obra
Contatos
www.metodo.com.br/atendimento
ricardo@francaeassociados.com.br
Créditos Fotos: Alexandre Ondir/SindusCon-SP/Divulgação/CCP
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Edifício multifuncional japonês vira case mundial
Torre de 247 metros viabilizou a construção de um túnel que liga anéis viários de Tóquio. Obra passa por dentro do prédio, ajudando em sua estrutura
Por: Altair Santos
A primeira obra de mobilidade para os jogos olímpicos de 2020, prometida por Tóquio no projeto que a elegeu cidade-sede, já está pronta. Planejada desde 1946, a ligação entre anéis viários da capital japonesa só foi possível graças a uma PPP (Parceria Público-Privada). A união de esforços entre poder público e empreendedores locais permitiu não apenas uma nova rota viária para a cidade, mas também que se erguesse o edifício Toranomon Hills. A construção da torre de 247 metros viabilizou recursos para que fossem feitas as desapropriações necessárias, e também abriu espaço para que um túnel com quase um quilômetro de extensão cruzasse parte de suas estruturas.

A obra foi liderada pela Mori Building Corporation, uma tradicional incorporadora e construtora japonesa. Recentemente, o diretor da empresa, Masayoshi Yuge, esteve no 16º seminário sobre tecnologias de estruturas, promovido pelo SindusCon-SP, para relatar os desafios que envolveram o empreendimento. “Curiosamente, este é o caso de um edifício que teve de ser projetado e erguido com a finalidade de viabilizar um anel viário. Era necessário um volume grande de dinheiro para promover desapropriações. A mudança em uma lei local possibilitou que entrássemos no projeto e construíssemos a via expressa e o prédio no mesmo espaço. Chamamos isto de 3D-road system”, explicou o engenheiro japonês.
Nasceu, então, o conceito de um prédio multifuncional, com hotel, áreas corporativas (escritórios e comércio) e residenciais. São 52 andares, mais 5 de subsolo, ocupando uma área construída de 244.360 m². O túnel passa entre o edifício e os 5 níveis de subsolo, que servem como garagem e estacionamento, e também ajuda no reforço estrutural da torre. O projeto do edifício e do complexo viário utilizou estruturas mistas de aço e concreto e deu prioridade à construção industrializada. As obras começaram em 2011 e finalizaram em junho de 2014. Somando o que foi empregado no complexo viário e no prédio, o consumo de concreto chegou a 118 mil m³.
Sistema contra terremotos

Masayoshi Yuge revelou no seminário do SindusCon-SP que o Toranomon Hills conta com um sistema que suporta terremotos de até 7 graus na escala Richter. “O prédio tem três tipos de amortecedores contra abalos sísmicos, que trabalham para impedir danos à estrutura. Há amortecedores de óleo, que também funcionam para reduzir o impacto dos ventos; amortecedores de freio e amortecedores deformáveis, que absorvem e dissipam a energia sísmica. Além destes sistemas, um isolante de borracha sobre o túnel evita impacto ao prédio. Mesmo que haja um acidente grave na estrada, os usuários do edifício não vão sentir”, disse o engenheiro-projetista.
O custo da obra ficou em aproximadamente 850 milhões de dólares (cerca de 2,3 bilhões de reais). Além de toda a tecnologia empregada em sua construção, o Toranomon Hills é considerado um case mundial da nova engenharia por promover a requalificação da área que ocupa. O edifício é todo cercado por uma área verde pública. “As ilhas de calor são o grande problema de Tóquio. Temos dado nossa contribuição para mitigar isto”, afirmou Yuge. “Plantamos diversas espécies no terraço e oferecemos educação ambiental. Além disso, guardamos a terra da escavação e a reutilizamos na jardinagem”, concluiu, apostando que o prédio será uma das atrações de Tóquio para as olimpíadas de 2020.

Entenda os conceitos que o Toranomon Hills agrega:
http://toranomonhills.com/en/pdf/tomoto_times_v01.pdf
http://toranomonhills.com/en/pdf/tomoto_times_v02.pdf
http://toranomonhills.com/en/pdf/tomoto_times_v03.pdf
Entrevistado
Masayoshi Yuge, diretor da Mori Building Corporation
Contato: http://www.mori.co.jp/en/contact/
Créditos Fotos: Divulgação/Alexandre Ondir/SindusCon-SP
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Agência reguladora desagrada CONFEA, CAU e COFECI
Há um debate que pode resultar na interferência do poder público nas funções de fiscalização das profissões. Organismos se unem contra movimento
Por: Altair Santos
Setores ligados ao governo federal propuseram recentemente que agências reguladoras assumissem a função de fiscalizar profissionais. A proposta é embrionária e pode ser que nem ganhe corpo, pois encontra resistência dentro do próprio poder público. No entanto, no que se refere aos organismos que representam engenheiros, agrônomos, arquitetos e corretores de imóvel, a reação foi imediata. O CONFEA (Conselho Federal de Engenharia e Agronomia), através de seu presidente, José Tadeu da Silva, assumiu uma posição clara. “Há interesse em transformar os conselhos em cabides de emprego para políticos. Isso acontece porque fazemos um bom trabalho. Não podemos voltar para antes de 1930″, afirmou.

A declaração de José Tadeu da Silva foi dada no Seminário CONFEA/CAU-BR, no final de julho de 2014, em Brasília, e que teve como meta principal traçar estratégias de atuação que permitam definir quais as atividades pertinentes a cada profissão e cada conselho. O COFECI (Conselho Federal dos Corretores de Imóveis) também participou do encontro e seu presidente, João Teodoro da Silva, emitiu opinião contrária à intenção de se criar agências reguladoras para a área da construção civil. “O COFECI é contra. Não precisamos de regulação. Os conselhos federais já têm papel regulador das profissões. A criação de agências é uma ideia política que visa tirar da competência do profissional da área o poder de decisão da classe”, avaliou.
Para o presidente do COFECI, agências reguladoras inviabilizariam os conselhos federais. “Elas exerceriam a função dos conselhos, que, automaticamente, acabariam. Hoje os conselhos funcionam sem intervenção do governo e a diferença é que, com as agências, o governo teria acesso às decisões da classe”, comentou, completando que a proposta só se viabilizaria se os profissionais assumissem as agências. “A agência reguladora funcionaria bem se fosse administrada por dirigentes pertencentes às devidas profissões. Mas o projeto não propõe isso. Ele quer que todas as profissões sejam regulamentadas por uma única agência. Hoje, os conselhos funcionam muito bem. Não precisam mudar”, reforçou.

No seminário, os presidentes do CONFEA, do CAU-BR e do COFECI destacaram que a união dos organismos é fundamental para que não percam a autonomia administrativa e financeira. Ainda segundo eles, a independência dos conselhos é o último reduto da sociedade para se proteger de más práticas profissionais, já que agências reguladoras podem realçar o risco de corporativismo. “O fruto do nosso trabalho, de engenheiros e arquitetos, são realizações de interesse social e humano. Estudamos e nos preparamos para fazer o bem à sociedade, garantir qualidade de vida, o desenvolvimento e o progresso do país", destacou José Tadeu da Silva.
Já o presidente do CAU-BR (Conselho dos Arquitetos e Urbanistas do Brasil) Haroldo Pinheiro, ressaltou que o consenso dos conselhos mostra toda a força do setor. “Este encontro representa o primeiro e definitivo passo para melhor atender à sociedade. Juntos, como fazemos nos canteiros de obras e em nossos escritórios, tenho certeza que sairemos daqui melhores e mais otimistas”, finalizou.

Entrevistados (via assessorias de imprensa)
Engenheiro civil José Tadeu da Silva, presidente do CONFEA (Conselho Federal de Engenharia e Agronomia)
Arquiteto Haroldo Pinheiro, presidente do CAU-BR (Conselho dos Arquitetos e Urbanistas do Brasil)
Administrador João Teodoro da Silva, presidente do COFECI (Conselho Federal dos Corretores de Imóveis)
Contatos
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Créditos Fotos: Divulgação/CAU-BR/COFECI