Projetos de estádios brasileiros inspiram a Rússia
País-sede da Copa do Mundo de 2018 tem quatro planos arquitetônicos muito parecidos com as estruturas erguidas para as disputas do mundial de 2014
Por: Altair Santos
Não é apenas no número de estádios que a Rússia se assemelha ao Brasil na organização da Copa do Mundo. O país será a sede do torneio de 2018 e irá concentrar as partidas em 12 praças esportivas. Destas, quatro têm projetos arquitetônicos muito parecidos com as estruturas erguidas para o mundial de 2014. Um exemplo é o Nizhny Novgorod, quase uma cópia fiel do Mané Garrincha, em Brasília. Idem para a Sinara Arena, em Ecaterimburgo, que lembra a Arena Amazônia, e a Otkytie Arena, com design que se assemelha ao da Arena Pernambuco. Até o Maracanã inspira os russos. O estádio Lujniki, que receberá a final, tem uma arquitetura que segue a do tradicional estádio brasileiro.

Além disso, outras copas também servem de referência para projetos russos. Como a da Alemanha, onde a Alianz Arena tem seus conceitos perseguidos pelo estádio de Yubileyniy, em construção na cidade de Saransk. Idem para o estádio olímpico de Fisht, em Sóshi. A obra já está pronta e sediou competições dos jogos olímpicos de inverno disputados em 2014. Sua arquitetura é muito semelhante ao do Sapporo Dome, no Japão, o qual recebeu partidas do mundial de 2002. Foi o primeiro estádio coberto, mas com grama natural, a ser usado em uma Copa do Mundo.
O fato de se inspirar em projetos de estádios de outros países-sede não significa que falta criatividade à arquitetura russa. Pelo contrário. O estádio em construção na cidade de Samara tem linhas futuristas e já é apontado como o mais bonito da Copa de 2018. Outra obra relevante é a que está em construção na cidade de Rostov do Don: a Levberdon Arena. A Rotor Arena, na cidade Volgogrado, também mostra todo o potencial da engenharia russa. Da mesma forma, impressiona o design da Arena Baltika, projetada para a cidade de Kaliningrado. Todas essas praças esportivas têm capacidade entre 44 mil e 47 mil lugares.
Tudo pronto até 2017
Só dois estádios para a Copa do Mundo de 2018 poderão receber mais de 50 mil pessoas: o Lujniki, de Moscou, com capacidade para 84.745 pessoas, e a Zenit Arena, em São Petersburgo, com 69.501 lugares. No caso do Lujniki, ele se assemelha muito ao Maracanã. Inaugurado em 1956, foi reformado para os jogos olímpicos de 1980. Agora, passará por nova modernização, a fim de receber a finalíssima do mundial. O governo russo promete entregar todos os 12 estádios até a Copa das Confederações de 2017.
Dos 12 palcos, três já estão prontos (Otkytie Arena, Kazan Arena e Olímpico de Fisht) e dois ficarão prontos em 2015: Zenit Arena e Levberdon Arena. A Rússia avalia em US$ 6 bilhões (R$ 16,5 bilhões) o custo com estádios. Outros US$ 20 bilhões (R$ 54 bilhões) serão gastos com obras de infraestrutura e mobilidade, sobretudo trens que interligarão as 11 cidades que sediarão os jogos. Estrategicamente, os russos procuraram concentrar a Copa do Mundo na parte europeia do país, a fim de diminuir as distâncias e reduzir despesas.
| CONFIRA OS 12 ESTÁDIOS DA COPA NA RÚSSIA | ||
| ESTÁDIO | CIDADE | CAPACIDADE |
| Lujniki | Moscou | 84.745 lugares |
| Otkytie Arena | Moscou | 2 mil lugares |
| Zenit Arena | São Petersburgo | 69.501 lugares |
| Kazan Arena | Kazan | 45.105 lugares |
| Samara | Samara | 44 mil lugares |
| Yubileyniy | Saransk | 44 mil lugares |
| Levberdon Arena | Rostov do Don | 5.015 lugares |
| Olímpico de Fisht | Sochi | 47.659 lugares |
| Central | Ecatirimburgo | 44.130 lugares |
| Rotor Arena | Volgogrado | 45 mil lugares |
| Nizhny Novgorod | Níji Novgorod | 45 mil lugares |
| Arena Baltika | Kaliningrado | 45 mil lugares |

Crédito Fotos: Divulgação
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Entrevistado
Comitê Russia World Cup e Russian Government
Contato: duty_press@aprf.gov.ru
Para SindusCon, “ano-novo” virá no 2º semestre de 2015
SindusCon-PR e SindusCon-SP projetam que os primeiros seis meses do próximo ano serão usados para absorver medidas econômicas “amargas” do governo
Por: Altair Santos
Há quase um consenso entre os vários sindicatos da indústria da construção civil espalhados pelo Brasil. Para as diretorias destes organismos, o primeiro semestre de 2015 não tende a ser de crescimento. Alguns preveem taxas bem pequenas, enquanto outros estimam que o avanço será zero. No caso do SindusCon-SP, um dos principais balizadores do setor, a expectativa é de que a taxa de crescimento seja zero durante todo o próximo ano. “Na comparação com 2014, a entidade estima, para 2015, crescimento zero no valor agregado das construtoras e queda de 2% no emprego da indústria da construção, além de declínio de 1,5% na produção de insumos e queda no comércio desses materiais”, prevê José Romeu Ferraz Neto, presidente do SindusCon-SP.

Avalizado por números levantados pela coordenadora de projetos da construção da Fundação Getúlio Vargas, Ana Maria Castelo, o SindusCon-SP entende que, diante do cenário econômico configurado, deverá existir muito esforço do governo federal para resgatar a confiança dos investidores. Assim, um eventual “ano-novo” para o segmento deverá vir apenas no segundo semestre de 2015. “O mercado imobiliário deverá prosseguir em fase de ajustes. A renda e o consumo das famílias deverão crescer menos e as contratações de obras relacionadas a novos investimentos ocorrerão com mais intensidade somente a partir do segundo semestre”, entende o vice-presidente de economia do SindusCon-SP, Eduardo Zaidan.
Para 2014, em comparação a 2013, a expectativa do sindicato paulista é de que a indústria da construção feche com crescimento entre 0% e 0,5% (anteriormente, estimava-se que seria possível crescer até 1%). Na mesma linha segue a Abramat (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção), que iniciou o ano esperando alta de 4,5% nas vendas e agora avalia que o setor terá crescimento negativo de 4%. "O resultado deste ano foi duramente afetado pelo pessimismo das famílias e dos empresários com relação à economia, reforçado pela perda de dias úteis em função da Copa e dos feriados, bem como pelo aumento nas importações", afirma o presidente da Abramat, Walter Cover.
Otimismo
Já a Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção), ainda que reveja seus índices de crescimento em 2014 - reduziu de 3,5% para 2% -, se mostra mais otimista em relação a 2015: espera um crescimento de 5,5% no próximo ano. “Nos últimos 20 anos, nosso setor tem sempre crescido mais que o PIB”, diz o presidente da Anamaco, Cláudio Conz, revelando de onde vem seu otimismo. “Acreditamos que a nova equipe econômica do governo federal fará os ajustes necessários, e de forma suave, para que a economia continue crescendo no ano que vem, e sem que ocorram maiores perdas de emprego e renda”, conclui.

Otimismo um pouco mais moderado se vê nos números do SindusCon-PR. O sindicato fez uma sondagem com 316 empresas filiadas, entre as quais 53% disseram que manterão o quadro de funcionários em 2015. Já 11% disseram que pretendem reduzir, enquanto 36% esperam aumentar. Esse percentual caiu em relação a 2014, quando 53% estimavam que contratariam mais mão de obra. Outro dado relevante do levantamento do SindusCon-PR é que 51% das empresas consultadas esperam aumentar a atividade no próximo ano, 42% manter o ritmo de 2014 e 7% diminuir. As que esperam crescer asseguram que investirão em produtividade e novas tecnologias.
Para o presidente do sindicato, José Eugênio Gizzi, o relativo otimismo está relacionado às mudanças de diretrizes econômicas do governo federal, porém, com ressalvas. “A dúvida é se a nova equipe econômica terá autonomia em 2015”, questiona. Vale lembrar que todos os números citados pelos organismos entrevistados tendem a ser oficializados apenas em janeiro, quando saem os números de dezembro 2014 e torna-se possível fechar o balanço dos 12 meses do ano.
Confira o balanço e perspectivas dos SindusCon-SP e SindusCon-PR.
Entrevistados
Engenheiro civil José Romeu Ferraz Neto, presidente do SindusCon-SP
Engenheiro civil José Eugênio Gizzi, presidente do SindusCon-PR
Abramat e Anamaco (via assessoria de imprensa)
Contatos
abramat@abramat.org.br
presidencia@anamaco.com.br
sindusconsp@sindusconsp.com.br
sinduscon@sindusconpr.com.br
Crédito Fotos: Divulgação/SindusCon-SP
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
BlocoBrasil e ABCIC veem oportunidades na crise
Dois setores diretamente ligados com a industrialização e a melhoria da produtividade na construção civil enxergam possibilidades de crescer em 2015
Por: Altair Santos
As perspectivas para 2015, dentro da cadeia produtiva da construção civil, estão em viés de alta para setores mais diretamente ligados à industrialização e à melhoria da produtividade. São os casos das empresas representadas pela ABCIC (Associação Brasileira da Construção Industrializada de Concreto) e pela BlocoBrasil (Associação Brasileira da Indústria de Blocos de Concreto). Segundo avaliações, os dois segmentos têm condições de crescer em ambiente de crise, pois concentram investimentos em tecnologias e se vinculam mais à mão de obra qualificada.

A constatação de que 2015 tende a ser o ano da industrialização na construção civil se deu no evento anual da ABCIC, quando ocorre a entrega do Prêmio Obra do Ano em Pré-Fabricados de Concreto, onde a economista Ana Maria Castelo, da Fundação Getúlio Vargas (FGV) apresentou um balanço do setor em 2014 e projeções para o ano que vem. A especialista avaliou que não será mais possível crescer apenas incorporando mão de obra. “Crescer, a partir de agora, somente através da industrialização na construção, fato que favorece os sistemas construtivos mais modernos, como o pré-fabricado de concreto”, comentou.
Ana Maria, que é coordenadora de projetos da construção da FGV, ressalta, no entanto, que caminhar rumo à industrialização demandará um grande esforço de toda a cadeia. “Empresas, governos e fornecedores precisam atuar conjuntamente com o intuito de melhorar a produtividade”, afirma. Já a presidente-executiva da ABCIC, a engenheira civil Íria Lícia Oliva Doniak, entende que esse é um caminho sem volta. “Sem industrialização não serão atendidas as demandas em obras de infraestrutura e de habitação, das quais tanto o país precisa”, disse, ao discursar no evento.
Maioria otimista

Entre os associados da BlocoBrasil, o otimismo está entre aqueles que reestruturaram suas fábricas com novos equipamentos, investiram em aumento da produtividade e em treinamento de mão de obra. Estes somam 49,65%, segundo pesquisa realizada em novembro de 2014. A principal pergunta feita para as empresas era sobre o que esperar de 2015. Diante da conjuntura econômica do país, 50% dos fabricantes filiados à BlocoBrasil afirmaram que esperam manter o nível de atividade alcançado em 2014. Já 22,91% têm uma expectativa positiva e preveem crescimento das atividades entre 10% e 20%.
Os otimistas e moderados somam quase 73% contra 27% que esperam queda nos negócios, entre os quais 14,5% dos empresários estimam redução das atividades em até 30%, pelo menos no primeiro semestre de 2015. Porém, para os que estão confiantes, o impulso ao mercado de blocos de concreto e pavers continuará vindo do setor imobiliário e do programa Minha Casa, Minha Vida – ambos responsáveis, segundo os entrevistados, por 47,91% e 33,33% da absorção dos materiais produzidos. A grande maioria se mostrou pouco confiante na capacidade das obras de infraestrutura de alavancar os negócios em 2015.
Entrevistados
ABCIC (Associação Brasileira da Construção Industrializada de Concreto) e BlocoBrasil (Associação Brasileira da Indústria de Blocos de Concreto) (via assessoria de imprensa)
Contatos
abcic@abcic.org.br
blocobrasil@blocobrasil.com.br
Crédito Fotos: Divulgação/ABCIC
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Governo trava setor de tratores e outras máquinas
Estimativa era crescer 3%, mas ano termina com queda de 6% em comparação a 2013. Motivo: ministério do Desenvolvimento Agrário paralisou compras
Por: Altair Santos
Considerado um bom balizador sobre o desempenho econômico do país, o setor de equipamentos para a construção civil fecha 2014 com queda de 6% nas vendas, em relação a 2013. Foram 67,7 mil máquinas vendidas contra mais de 72 mil unidades comercializadas no ano anterior. A constatação é do Estudo Sobratema do Mercado Brasileiro de Equipamentos para Construção, elaborado pela Sobratema (Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração).

A explicação para o menor desempenho está no fato de que, a partir do segundo semestre de 2014, o governo federal interrompeu a compra de máquinas, principalmente da linha amarela (terraplenagem e compactação). “No começo de 2014, as projeções eram de que haveria uma queda de 3% na linha amarela, principalmente retroescavadeiras. No entanto, o governo, que vinha adquirindo 62% das máquinas da linha amarela, simplesmente interrompeu as compras, através do ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). Isso impactou nas vendas em geral, ainda que alguns segmentos tenham tido desempenho positivo”, explica Brian Nicholson, consultor da Sobratema.
Até meados de 2014, o ministério do Desenvolvimento Agrário mantinha demanda alta na aquisição de máquinas da linha amarela, a fim de repassá-las para municípios com até 50 mil habitantes, fora das principais regiões metropolitanas do país. O objetivo era estimular as prefeituras a promover uma série de obras, incluindo a recuperação de estradas vicinais. Como não há perspectivas de que essas compras sejam retomadas, a Sobratema projeta que, em 2015, a queda no setor de equipamentos para construção seja de 5% em relação a 2014, ainda que estime que o segmento de linha amarela tenha a tendência de se recuperar no segundo semestre. “Tudo vai depender de o índice de confiança do setor da construção civil se recuperar”, avalia Brian Nicholson.

Crescimento a partir de 2016
O Estudo Sobratema do Mercado Brasileiro de Equipamentos para Construção apresenta projeções para a venda de máquinas até 2019. A partir de 2016, a estimativa é de que o setor tenha uma retomada, dependendo, principalmente, dos investimentos em novas obras, principalmente infraestrutura, bem como o crescimento do setor imobiliário da construção civil. No caso da população de máquinas, aquelas com até 10 anos de uso continuarão a crescer com uma taxa entre 6% e 7% ao ano até 2019. Já para os equipamentos com até 4 anos de uso, a projeção é de que haverá retração até 2016 e retomada em 2017.
Em relação aos setores que utilizam máquinas pesadas, a área de infraestrutura responde pela maior parte dos equipamentos adquiridos em 2014, com 32 mil unidades, seguido pela construção civil, com 25 mil unidades. Os equipamentos com maior percentual de retração em 2014, em comparação com 2013, foram as retroescavadeiras (linha amarela), com uma queda na comercialização de 42,6%, seguida pelos guindastes, com 46,3%, e as plataformas aéreas, com 24,7%.
Entrevistado
Economista e jornalista Brian Nicholson, consultor da Sobratema (Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração).
Contato: meccanica@meccanica.com.br
Crédito Fotos: Divulgação/Cia. Cimento Itambé/Agência Brasil
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Ano foi de atrasos no PAC e no Minha Casa, Minha Vida
Principais programas voltados à construção civil perdem ritmo em 2014 e número de obras que não cumprem cronograma tende a aumentar em 2015
Por: Altair Santos
Os programas de Aceleração do Crescimento e Minha Casa, Minha Vida, que afetam diretamente a construção civil, não andaram bem em 2014. No caso do PAC, as obras atrasadas se acumularam. Já o MCMV sofreu com a protelação no repasse de recursos. A ponto de, recentemente, a CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) ter precisado intervir junto ao governo federal para acelerar a liberação de verbas às construtoras envolvidas com o programa. Dados do TCU (Tribunal de Contas da União) demonstram que os atrasos acumulados desde a criação do Minha Casa, Minha Vida já passam de R$ 10 bilhões.

Significa que, ainda que o governo federal preveja para 2015 um orçamento de R$ 18,6 bilhões para o MCMV, R$ 10 bilhões já estariam comprometidos com pagamentos atrasados. Para o presidente da CBIC, José Carlos Martins, isso pode tornar vulnerável o programa, pois algumas construtoras já não estariam suportando a demora no repasse de recursos. “Um bom número de construtoras ficou sem recursos para quitar a segunda parcela do 13º salário, dia 20 de dezembro, por conta desses atrasos”, diz, em nota emitida pela CBIC. Atualmente, 500 mil trabalhadores da construção civil estão diretamente ligados ao MCMV.
Até outubro de 2013, os pagamentos do Minha Casa, Minha Vida ocorriam, no máximo, em três dias após a emissão da nota e a medição da obra por engenheiros da Caixa Econômica Federal. No começo de 2014, o prazo foi dilatado para 15 dias, depois da emissão da nota. Ao longo do ano, foi prorrogado para 20 dias e, atualmente, já há casos em que o repasse está demorando até 45 dias. “No Minha Casa, Minha Vida, as margens são muito pequenas e, para compensar, as empresas contratam o máximo possível de unidades. Por isso, os atrasos têm um grande impacto sobre as construtoras envolvidas no programa, sobretudo as pequenas e as médias”, alerta José Carlos Martins.
O governo federal, no entanto, nega atrasos. No mais recente balanço do programa, divulgado dia 11 de dezembro de 2014, atesta que das 3,7 milhões de moradias contratadas já entregou 1,87 milhão de unidades até novembro. De acordo com os ministérios do Planejamento e das Cidades, os cronogramas serão cumpridos 100% em 2014, fechando o ano com 3,75 milhões de unidades habitacionais contratadas. Ainda de acordo com dados oficiais, a meta do segundo governo da presidente Dilma Rousseff é contratar mais 3 milhões de habitações entre 2015 e 2018.

PAC
No caso do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) o acúmulo de obras atrasadas é que preocupa o setor da construção civil. Para reverter esse quadro, o país deveria investir 5% de seu PIB em obras de infraestrutura, o que não deverá ocorrer em 2015. Por conta disso, segundo análise do TCU, os empreendimentos inconclusos tendem a se acumular. Somente no setor elétrico, 79% das usinas hidrelétricas previstas no PAC não cumprem o cronograma, cujo atraso médio é de 8 meses. As usinas eólicas, das quais 88% estão fora do cronograma, o atraso médio chega a 10 meses. Para as PCHs (Pequenas Centrais Hidrelétricas) o atraso médio é de 4 meses e 62% estão com os cronogramas atrasados. No entanto, o caso mais grave se relaciona com as linhas de transmissão, onde o atraso médio é de 14 meses e 83% estão fora do cronograma.
Na área de saneamento básico não é diferente. Segundo o Instituto Trata Brasil, das 118 obras previstas dentro do PAC, só 28 estão com andamento normal. Há 47 paralisadas, 25 atrasadas e 18 não iniciadas. Atraso semelhante ocorre entre os empreendimentos de mobilidade urbana que deveriam ter ficado prontos para a Copa do Mundo de 2014. Das 87 obras previstas, 30 foram concluídas, 15 entregues incompletas, 10 prorrogadas e 32 descartadas. Para o consultor e professor do departamento de economia da PUC-SP, Rubens Sawaya, o governo fez movimentos muito erráticos em relação às obras de infraestrutura e talvez possa melhorar em 2015, desde que aprimore a qualidade das concessões e aposte nas Parcerias Público-Privadas. “Está na hora de o governo parar de seu pautar pela tese da tentativa e erro”, diagnostica.
Entrevistados
Engenheiro civil José Carlos Rodrigues Martins, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) (via assessoria de imprensa)
Engenheiro mecânico Mário Humberto Marques, vice-presidente da Sobratema (Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração)
Economista Rubens Sawaya, professor do departamento de economia da PUC-SP e diretor da Insight Consultoria Econômica
Contatos:
comunica@cbic.org.br
sobratema@sobratema.org.br
Crédito Fotos: Divulgação/Agência Brasil/Secopa-MT
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Concreto transforma design de objetos do dia a dia
Material torna-se elemento principal para a criação de novos produtos, que vão de utensílios domésticos a cartões de visita
Por: Altair Santos
Não há limites para o concreto. O material começa a fazer parte do dia a dia das pessoas também em utensílios domésticos e até em objetos onde sua presença jamais seria imaginada, como em cartões de visita. É o que fez a agência de design francesa Murmure. Com o slogan “concretize seus negócios” ela desenvolveu cartões de visita a partir do concreto. Uma forma molda o produto e uma leve tela de arame dá sustentação ao objeto.

Sofisticação é que não falta na apresentação do cartão de visitas em concreto. Ele pode vir dentro de uma carteira em couro ou ficar sobre a mesa sobre pequenos pallets, como se fossem blocos personalizados. Mas não param por aí as ideias para o escritório, e que tenham o concreto como elemento principal. Que tal ter sobre a mesa um porta-canetas, um porta-clips e um suporte para fita adesiva – todos, obviamente, fabricados em concreto?
Para o designer israelense Adi Zaffran Weisler, o concreto é um material muito pragmático e, portanto, capaz de se transformar em qualquer objeto que se imagine. “O concreto permite um processo constante de criação. Seja idealizando peças ou aproveitado outros artefatos em que ele é matéria-prima”, diz. Foi em cima deste conceito que Zaffran projetou uma torradeira usando bloco de concreto.
Cafeteira e alto-falante

Também na escola israelense de design surgiu outra ideia de reformular utensílios domésticos a partir do concreto. O estudante de design Shmuel Linski concebeu a cafeteira Lavazza. O equipamento é revestido em concreto, enquanto as partes em que o café e a água são armazenados e filtrados são de aço inox. Vencedor de prêmios de design na Europa, o produto despertou o interesse de fabricantes e a expectativa é de que seja colocado em linha de produção em 2015.
Para Linski, a ideia surgiu a partir do desejo de mostrar que o concreto na cozinha não precisa ficar confinado nas paredes ou nas peças decorativas. “Imagino que o concreto pode ser um produto de consumo. O contraste entre a rugosidade, a solidez e a dureza do material desperta os sentidos das pessoas e, portanto, ele pode ser popularizado”, avalia.
Motivado pelo sucesso da cafeteira, Shmuel Linski passou a desenvolver novos objetos a partir do concreto. O mais recente foram alto-falantes. “Desenvolvi alguns modelos que distorciam o som, até chegar no modelo que denominei de alto-falante chifre”, explica. O equipamento tem 96 centímetros de altura e pesa 70 quilos. Segundo Linski, o produto emite um som limpo, sem reverberação. “O som que sai dele é único”, autoelogia.

Entrevistados
Designers Adi Zaffran Weisler e Shmuel Linski (por email)
Contatos:
adizaf@gmail.com
linskiii@gmail.com
Crédito Fotos: Divulgação/Murmure/Adi Zafran
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Trecho da Serra do Cafezal desafia engenharia a inovar
Pontes utilizam método de balanço sucessivo e contam com equipamentos importados da Espanha, para minimizar danos ambientais na Régis Bittencourt
Por: Altair Santos
A duplicação da rodovia Régis Bittencourt, no trecho da Serra do Cafezal, chegou ao estágio mais desafiador para a engenharia. Entre os quilômetros 357 e 361,5 da estrada que liga Curitiba-PR a São Paulo-SP, estão obras de arte que agregam processos inovadores à construção pesada do país. São três túneis e cinco viadutos a serem entregues até o final de 2015, e que precisaram importar tecnologia espanhola para se viabilizar. Assim, a Ferrovial Agroman e a ULMA Construction entraram no consórcio que lidera o trecho da obra que exige essas demandas. As empresas detêm conhecimento na área da construção de túneis e de pontes e viadutos, dentro do método conhecido como balanço sucessivo. O sistema requer menos pilares para suportar estruturas de concreto.

Como o local da obra tem rigorosas restrições ambientais, os gigantes espanhóis da construção pesada trouxeram ao Brasil equipamentos que permitem que a concretagem seja através de formas suspensas. “A técnica de balanço sucessivo é indicada para vencer vãos em áreas onde há dificuldade de acesso e para montagem de escoramentos. A partir de um pilar de suporte, as peças avançam em balanços, uma a uma, até a totalidade da execução do vão”, explica o engenheiro civil Eneo Palazzi, diretor-superintendente da concessionária Autopista Régis Bittencourt.
O consórcio que viabiliza obras no ponto crítico da Serra do Cafezal é liderado pela empreiteira Toniolo, Busnello, que constituiu parceria com a Ferrovial Agroman. Em um trecho de 3.200 metros, as empresas constroem 3 túneis, totalizando 1.325 metros, e 5 viadutos, somando 1.668 metros. O traçado atravessa uma importante região de Mata Atlântica e, para a execução da obra, tem sido utilizados métodos de trabalho diferenciados, a fim de atender as restrições impostas por organismos ambientais. “A licença de instalação no trecho em questão não nos autoriza a construção de caminhos de serviços para a realização das obras. Obrigatoriamente, os canteiros devem ser implantados na lateral da pista existente. A limitação de espaço exige agregar mais tecnologia aos métodos construtivos”, afirma Eneo Palazzi.

36 obras de arte até 2017
A duplicação da Serra do Cafezal é a obra mais importante do contrato de concessão da Régis Bittencourt. A extensão total do trecho envolvia 30 quilômetros, começando no quilômetro 336,7, em Juquitiba-SP, e terminando no quilômetro 367, em Miracatu-SP. Destes 30 quilômetros, 17,5 já foram duplicados e liberados ao tráfego de veículos, o que representa quase 60% do total das obras. Agora, as frentes de trabalho concentram-se nos 4,5 quilômetros que exigem túneis e viadutos. No caso dos túneis, a tecnologia utilizada nas escavações é a NATM (New Austrian Tunnelling Method).
No total, o projeto de duplicação prevê 36 obras de arte, das quais nove já foram concluídas. Um trecho, de aproximadamente 8 quilômetros na parte central da Serra do Cafezal, será licitado a partir de 2015. A conclusão total da duplicação da Serra do Cafezal está prevista para fevereiro de 2017.

Entrevistado
Engenheiro civil Eneo Palazzi, diretor-superintendente da concessionária Autopista Régis Bittencourt
Contato: autopistaregis@autopistaregis.com.br
Crédito Fotos: Divulgação/Arteris/ULMA Construction
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Desjoyaux renova tecnologia de piscinas no Brasil
Grupo francês é líder mundial no segmento e, através de sistemas inovadores de construção, viabiliza 14 mil obras em concreto armado por ano
Por: Altair Santos
A construção de uma piscina convencional em concreto armado leva em torno de 45 a 60 dias. Não contente com a demora na conclusão deste tipo de obra, Jean Desjoyaux (pronuncia-se Dejoaiô) desenvolveu uma tecnologia inovadora no segmento. Resultado: o grupo francês Desjoyaux, fundado em 1966, é hoje o maior fabricante de piscinas em concreto no mundo. São 14 mil unidades por ano, mas com potencial de atingir 25 mil.

O que faz a Desjoyaux dominar o setor é o investimento em tecnologia. A empresa patenteou dois sistemas. Um dispensa as tubulações enterradas e o risco de vazamento pela rede hidráulica. Para isso, foi desenvolvido um equipamento compacto de filtragem que é acoplado à piscina, eliminando a casa de máquinas. Outro método é o da concretagem com formas de polipropileno, que são fixadas ao radier e incorporadas à estrutura.
Segundo o diretor da Desjoyaux Piscinas do Brasil, Pierre Graziotin, o sistema permite construir piscinas monolíticas e autoportantes, que, ao contrário das fabricadas pelo método convencional, se tornam mais resistentes à movimentação do terreno. “Para resolver problemas de trincas, o concreto é isolado do revestimento pelas formas de polipropileno. Elas são montadas e preenchidas com concreto dosado em central, cujo aditivo permite a desforma em 24 horas. Isso faz com que nossa piscina fique pronta em sete dias”, explica.
Outra solução que evita rachaduras e fissuras no revestimento está na ausência de pastilhas nos equipamentos Desjoyaux. “Usa-se uma espécie de revestimento vinílico impermeável, chamado de PVC armado. Trata-se de uma matéria plástica com espessura de 1,5 milímetros, agregada a uma fibra especial, e que impede que o produto vinilíco ganhe elasticidade. O material impermeabiliza e dá estanqueidade à piscina”, afirma Pierre Graziotin.

Piso cimentício atérmico
O grupo francês constrói piscinas de qualquer tamanho e qualquer formato. Tudo depende do terreno. Normalmente, a empresa deixa a cargo do dono da área o estudo geológico e as escavações para a instalação do equipamento. Caso o cliente não queira se preocupar com esta etapa da obra, a empresa tem parceiros que prestam o serviço.
A Desjoyaux utiliza o concreto não só em sua estrutura, mas também como elemento de decoração. O revestimento no entorno é à base de piso cimentício atérmico. Ele impede a formação de “ilhas de calor” em volta da piscina. “Esse piso cimentício tem desempenho atérmico, por causa de uma tinta especial misturada junto ao concreto no momento da fabricação. Isso faz com que o nível de absorção do calor fique abaixo de 40%. Além de atérmico, ele é antiderrapante”, revela Pierre Graziotin.
Curitiba é a primeira cidade do Brasil a ter uma revenda autorizada da Desjoyaux. Instalada em outubro de 2011, ela faz parte da cadeia de 500 lojas presentes em 80 países. Na França, país-sede da multinacional das piscinas, há 160 revendas, que vendem 8 mil equipamentos por ano. Isso torna a Desjoyaux a segunda empresa com ativos mais valorizados na Bolsa de Paris.

Toda a tecnologia da empresa é desenvolvida no centro de pesquisa localizado em Saint-Étienne. Lá são formados engenheiros civis especializados em construção de piscinas. Eles aprimoram o sistema da Desjoyaux e qualificam a mão de obra, em um treinamento com nove módulos. O procedimento de montagem do equipamento obedece a um kit de instalação enviado para todas as lojas do grupo francês.
Entrevistado
Administrador de empresas e especialista em comércio internacional Pierre Graziotin, diretor da Desjoyaux Piscinas do Brasil
Contato: graziotinp@desjoyaux.com.br
Crédito Fotos: Divulgação/Cia. Cimento Itambé
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Drones alteram modelo de negócio das construtoras
Empresas usam pequenas aeronaves não tripuladas para prospectar terrenos, apresentar etapas da obra e promover venda de imóveis já concluídos
Por: Altair Santos
As pequenas aeronaves não tripuladas desembarcaram na construção civil. Conhecidos como drones, essas máquinas passaram a ser usadas pelas construtoras para comprar e vender. Servem para que as empresas avaliem terrenos, visualizem melhor a área e tenham noções mais exatas de como o projeto irá se adequar à topografia e à insolação. Por outro lado, os drones ajudam também a vender e a fornecer informações sobre o cronograma da obra, àqueles que compraram na planta. Conforme o empreendimento avança, filmagens mostram detalhes e são repassados em vídeo aos clientes.

Quando o prédio fica pronto, o drone passa a servir de ferramenta para o marketing. O sobrevoo revela detalhes da obra finalizada para cativar potenciais compradores. Além disso, auxilia o comprador a ver aspectos técnicos do imóvel, andar por andar. É o que garante o diretor de empreendimentos da Swell Construções e Incorporações, Leonardo Pissetti. "Antigamente, vendia-se o apartamento somente a partir de uma planta baixa ou da perspectiva de uma fachada. Isso evoluiu para o tour virtual e o apartamento decorado. Agora, o drone abre a possibilidade de anexar imagens reais à comercialização do imóvel", avalia.
A tecnologia ainda auxilia os empreendedores na decisão de compra do terreno, fornecendo informações mais precisas sobre como a insolação afetará a edificação em cada um dos pavimentos e em cada cômodo do imóvel, conforme o horário. “O drone possibilita não só ter uma imagem em 360 graus, mas ver a edificação em várias cotas de níveis, dando a noção exata do que pode ser enxergado a partir de cada um dos pavimentos. Com essas informações, é possível definir o projeto e estabelecer, por exemplo, onde fica melhor instalar a sacada”, diz Leonardo Pissetti.

Dentro do canteiro de obras os drones também se mostram ferramentas úteis. Auxiliam, por exemplo, nas vistorias. “O equipamento possibilita verificar áreas de acesso difícil, como o teto de uma caixa de água ou um telhado. Eles contribuem ainda na prevenção. Você consegue ver, por exemplo, se uma calha foi bem instalada ou se não está entupida”, destaca o diretor da Swell. A empresa foi a primeira no Brasil a usar drones dentro do mercado imobiliário, mas outras incorporadoras já adotam a mesma estratégia. Principalmente nas cidades de São Paulo e Brasília.
Sob o ponto de vista de elemento para venda de imóveis, Leonardo Pissetti entende que o drone, além de passar uma imagem real do imóvel, também ajuda o comprador a ter uma noção exata do entorno. “Antes, ele teria que acessar o Google para ver o parque mais próximo, o shopping, o colégio etc. Com as imagens do drone, todas essas informações estão em um único conteúdo”, afirma, prevendo que os equipamentos não tripulados e o mercado imobiliário não irão mais se separar.
Entrevistado
Engenheiro civil Leonardo Pissetti, diretor de empreendimentos da Swell Construções e Incorporações
Contato: leonardo@swellconstrucoes.com.br

Crédito Fotos: Divulgação
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Construção civil é campo fértil à Internet das Coisas
Materiais inteligentes, com capacidade de desempenho térmico e acústico, não estão distantes de se tornar realidade nas futuras habitações
Por: Altair Santos
Até 2020, haverá mais máquinas conectadas à internet do que pessoas. As projeções indicam que serão cerca de 50 bilhões de objetos interligados. Na prática, significa que nada escapará da Internet das Coisas (IoT, sigla em inglês) incluindo a cadeia produtiva da construção civil. “Já começamos a viver isso. Aparelhos conectados a aplicativos de smartphones, que permitem abrir e fechar janelas, ligar chuveiros e destrancar portas já são realidade. Do que estamos falando de agora em diante é da capacidade dos materiais agregarem tecnologia. O vidro da janela será painel solar e cortina ao mesmo tempo. O piso irá autorregular a temperatura, dependendo da estação. É isso que a IoT irá agregar à construção civil”, prevê Hugo Fuks, diretor do departamento de informática da PUC-Rio.

Segundo o especialista, não há limites para a indústria de materiais quanto à capacidade de ela incorporar tecnologias relacionadas à Internet das Coisas. No entanto, ele avalia que o setor da construção civil precisa querer abrir as portas do futuro. “A construção civil tem que aprender com a indústria automobilística a embarcar a computação e a eletrônica em seus empreendimentos, desde a sua concepção. Como o carro, que já sai inteligente da fábrica, o projeto do prédio também tem que definir que ele terá estruturas inteligentes”, afirma Hugo Fuks, para quem o setor de energia elétrica, entre os sistemas que compõem uma edificação, é o que está mais avançado nesta busca. “Os Smart Grid, que integram de forma inteligente consumo e geração de energia, já são realidade nos Estados Unidos”, completa.
Do piso ao teto
Na prática, significa que a casa fará a gestão da energia, independentemente da predisposição de quem a estiver usando, de economizar ou não eletricidade. Aliás, a casa será também uma fonte de energia. Janelas inteligentes irão absorver a energia solar e armazená-la. O mesmo, estimam os pesquisadores, acontecerá com os pisos cimentícios, cerâmicos, em porcelanato ou madeira. “Eles terão a capacidade de, com a energia acumulada, regular o desempenho térmico”, avalia Hugo Fuks. Os mesmos materiais também poderão fazer a gestão do desempenho acústico. “Tudo que tem processador pode ter comportamento e, portanto, controlado pela Internet das Coisas”, define o diretor do departamento de informática da PUC-Rio.

Hugo Fuks alerta que, por enquanto, é preciso estar atento a falsas promessas de IoT. “Isto aconteceu com a Inteligência Artificial num primeiro momento. Hoje, carros que começam a andar sem motorista parecem mostrar que as promessas serão cumpridas”, comenta, revelando que, atualmente, existem muitos projetos ligados à construção civil em desenvolvimento em incubadoras pelo mundo afora, mas que eles ainda levarão algum tempo para chegar ao mercado. “Com o tempo, vários destes aplicativos (killer apps) irão evoluir para o sistema operacional das moradias, através da Internet das Coisas”, finaliza.
Entrevistado
Doutor em computação Hugo Fuks, diretor do departamento de informática da PUC-Rio
Contato: hugo@inf.puc-rio.br
Crédito Fotos: Divulgação