Pausar dívida do imóvel ou fazer portabilidade: o que é melhor?

Pausar pagamento das prestações do imóvel apenas prorroga a dívida. Já a portabilidade não é recomendável para quem está perto de quitar o financiamento Crédito: Banco de Imagens
Pausar pagamento das prestações do imóvel apenas prorroga a dívida. Já a portabilidade não é recomendável para quem está perto de quitar o financiamento
Crédito: Banco de Imagens

Desde 27 de julho, a Caixa Econômica Federal estendeu para 180 dias a pausa no pagamento de imóveis financiados pelo banco. A medida faz parte das ações para enfrentar os efeitos causados à economia pela pandemia de COVID-19. Com a taxa Selic caindo mês a mês também cresce a busca pela portabilidade do financiamento de imóveis. Mas o que é melhor no momento: pausar a dívida da casa própria ou transferi-la para outro banco, em condições melhores para pagar as prestações? 

No caso de pausa na dívida, especialistas recomendam que ela só seja feita se houver diminuição na renda familiar e se o pagamento da mensalidade ficar inviável no curto prazo. Principalmente se o contrato for antigo, com taxas de juros acima de 10%. Neste caso, sugerem os analistas, o recomendável é buscar a portabilidade da dívida, com taxas menores. De acordo com o Banco Central, há 570 mil contratos de financiamento da casa própria fechados antes de 2019, e com taxa de juros acima de 10%, que podem pleitear a portabilidade.

Uma exigência para conseguir a portabilidade é estar adimplente, ou seja, com as prestações em dia. Diante da dificuldade em manter as contas dentro do prazo de vencimento, a maioria dos mutuários da Caixa está optando por pausar o financiamento. Dos 5 milhões de clientes do crédito imobiliário, mais de 2,4 milhões já optaram por essa alternativa junto ao banco. O número representa 8,6 bilhões de reais em financiamentos suspensos. Quem pede a pausa terá juros, seguros e taxas acrescidos ao saldo devedor do contrato. A solicitação pode ser feita tanto por clientes em dia quanto aqueles que acumulam até 18 meses de inadimplência.

No caso da portabilidade, que significa a transferência da operação de crédito de uma instituição financeira para outra, com o objetivo de obter condições mais vantajosas em relação ao contrato original, o professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Pedro Seixas, destaca que as taxas de juros mais baixas tornam a modalidade atraente. Porém, é preciso estar atento a 3 questões que envolvem a portabilidade: o tempo do contrato e os custos das operações bancárias e cartoriais. O professor da FGV também recomenda que mutuários com contratos próximos do final - aqueles que faltam menos de 5 anos para quitar a dívida - não façam a portabilidade, pois os benefícios são irrisórios ou, em alguns casos, a prestação pode aumentar.

Como fazer a portabilidade

  • Solicite ao banco dados do financiamento: cópia do contrato, saldo devedor e quando vence a operação.
  • De posse desses dados, busque outro banco que ofereça condições mais vantajosas. Ser cliente da instituição ajuda. 
  • O processo de portabilidade é feito entre bancos, com prazo de 5 dias para a instituição que detém o contrato antigo se manifestar.
  • Nesse período, o banco pode procurar o cliente e propor uma renegociação do contrato com condições mais vantajosas. Se aceito, o processo de portabilidade é interrompido.
  • Quando não existe renegociação, o banco original envia as informações necessárias para que a instituição proponente finalize a portabilidade. 
  • A instituição que vai receber a portabilidade quita a dívida anterior junto à instituição original. Essa não pode se negar a fazer a portabilidade. 
  • A portabilidade só pode ser negada se a dívida gerada junto ao novo banco for superior ao saldo devedor e o prazo remanescente para a liquidação da dívida ficar maior que a operação original. 

Entrevistado
Caixa Econômica Federal e Banco Central do Brasil (via assessoria de imprensa)

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Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330


Via WhatsApp, varejo da construção aposta na venda consultiva

O segmento precisou reaprender a comercializar, treinar pessoal e prestar a venda consultiva, ou seja, orientar o consumidor a adquirir o produto adequado e o melhor serviço para o tipo de obra pretendida em sua casa. Ainda segundo a Anamaco, a busca por novos formatos de venda ajudou a alavancar os negócios nas lojas. Desde a segunda quinzena de maio, incluindo junho e julho, o varejo da construção detectou crescimento médio de 42% nas vendas, segundo o Termômetro Anamaco. “O WhatsApp virou uma espécie de SOS para orientar o consumidor e finalizar vendas”, diz Geraldo Defalco, presidente da associação.

O dirigente lembra que, em alguns casos, houve pequenas aulas de “faça você mesmo”. “Ocorreu um incentivo à bricolagem, com o vendedor dando consultoria sobre o material mais adequado e orientando como proceder para que a reforma buscada pelo cliente tivesse um bom resultado”, comenta. Em outros casos, o WhatsApp tem servido para repassar aos consumidores opções de prestadores de serviço. Como detectou a Anamaco, os lojistas de bairros formam grupos no aplicativo, com pequenos construtores ou especialistas em reformas, e sugerem aqueles que são de confiança ao cliente.

Lojistas se mostram mais confiantes para o terceiro trimestre de 2020

Além do WhatsApp, as lojas de bairro se valeram também do telefone para manter a relação com os consumidores. A velha prática incorporou novidades para alguns estabelecimentos, como o delivery para a entrega de compras com pouco volume. “Antes da pandemia, havia lojistas que ainda faziam entregas apenas por caminhão e desde que a compra envolvesse insumos como cimento, areia e tijolos”, cita Atila Lira, diretor de comunicação da Anamaco, que registra o quanto parte do comércio de material de construção teve que se adaptar: “Houve um reaprendizado de como comercializar. Além disso, a transformação digital para o setor foi muito grande em espaço curto de tempo.”

Com base nessa mudança de relacionamento com os clientes, os lojistas de materiais de construção se mostram mais confiantes para o terceiro trimestre de 2020 (julho, agosto e setembro). Para 45% deles, as vendas seguirão crescendo. Já 44% avaliam que haverá estabilidade nas vendas, enquanto 11% estimam queda. O levantamento da Anamaco mostra ainda que tintas, revestimentos cerâmicos, materiais elétricos e hidráulicos são os itens mais procurados pelos consumidores nesse período de pandemia. “Isso mostra que as pessoas, de fato, estão cuidando mais de suas casas e investindo em reformas”, finaliza Geraldo Defalco. 

Assista à íntegra do webinar promovido pela Anamaco

Entrevistado
Reportagem com base no webinar “Como agregar valor às vendas em momento desafiador no canal varejo”, promovido pela Anamaco

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Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330


Após ciclone-bomba, seguir norma de vento é primordial

Ciclone-bomba está entre os fenômenos que devem se repetir no Brasil, com as mudanças climáticas: projetos de edificações precisam prever forças mais intensas da natureza Crédito: Banco de Imagens
Ciclone-bomba está entre os fenômenos que devem se repetir no Brasil, com as mudanças climáticas: projetos de edificações precisam prever forças mais intensas da natureza
Crédito: Banco de Imagens

Passando por processo de revisão, a ABNT NBR 6123 (Forças devidas ao vento em edificações) voltou a se destacar depois que um ciclone-bomba atingiu os estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul no final de junho de 2020. A manifestação meteorológica mostrou que os projetos construtivos no Brasil ainda ignoram grandes impactos da natureza. Por isso, o coordenador da revisão da norma, o engenheiro civil Acir Mércio Loredo Souza, alerta: “Com a intensificação das mudanças climáticas, o Brasil tende a ser alvo cada vez maior desses fenômenos”. 

Diretor do Laboratório de Aerodinâmica das Construções da UFRGS e presidente da Associação Brasileira de Engenharia do Vento, o professor Acir Mércio Loredo Souza cita o que os projetistas precisam considerar como fenômenos meteorológicos que tendem a ser mais comuns no Brasil de agora em diante. São as tormentas TS (downbursts [tempestades severas causadas por nuvens cumulonimbus], micro-explosões [fortes rajadas de vento] e tornados), além de ciclones extratropicais, subtropicais e tropicais. Ele também destaca que entre 2004 e 2020 já houve 5 ciclones que atingiram a região sul do país ou ameaçaram se aproximar do continente, mas se desfizeram no mar.

Os citados foram o Catarina (2004), a tempestade Anita (2010), o ciclone-bomba (2020) e mais dois fenômenos extratropicais que não causaram danos, e que foram detectados no mar em 2015 e 2016. Por causa dessas recentes mudanças climáticas, o cronograma de revisão da ABNT NBR 6123 foi impactado. O texto da norma tornou-se mais intrínseco. Por exemplo, ela passará a dividir o Brasil em 7 zonas climáticas. “Ainda que não altere sua filosofia, a norma trará atualizações importantes”, diz Acir Mércio. Uma novidade, para facilitar os engenheiros-projetistas, é que haverá um manual de aplicação da norma. 

Revisão prevê maior correlação com outras normas técnicas ligadas à construção civil

A revisão da ABNT NBR 6123 também prevê uma maior correlação com outras normas técnicas. Entre elas, ABNT NBR 6120 (Ações para o cálculo de estruturas de edificações); ABNT NBR 15421 (Projeto de estruturas resistentes a sismos – Procedimento); ABNT NBR 14323 (Projeto de estruturas de aço e de estruturas mistas de aço e concreto de edifícios em situação de incêndio); ABNT NBR 15200 (Projeto de estruturas de concreto em situação de incêndio - Procedimento); ABNT NBR 6118 (Projeto de estruturas de concreto); ABNT NBR 15575 (Desempenho de Edificações Habitacionais); ABNT NBR 7199 (Projeto, Execução e Aplicação de vidros na construção civil) e ABNT NBR 10821 (Esquadrias externas para edificações).

Em suas palestras, o professor Acir Mércio Loredo Souza sempre conclui com a seguinte observação: acidentes causados pelo vento são evitáveis dentro do projeto. No entanto, ele destaca que não se pode confiar tanto em softwares, principalmente aqueles que não fornecem resultados que fazem sentido fisicamente, ou seja, não levam em consideração variações abruptas das forças da natureza, como o ciclone-bomba que atingiu os três estados do sul do país no dia 30 de junho. 

Veja palestra sobre a ABNT NBR 6123

Entrevistado
Reportagem com base em palestra do professor de UFRGS, Acir Mércio Loredo Souza, no Instituto de Engenharia

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Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330


Prédios corporativos sobreviverão se preservarem a saúde

Prédios corporativos na China, e que queiram obter certificações de edificação sustentável, precisam seguir protocolos mais rigorosos, por causa da COVID-19 Crédito: China GBC
Prédios corporativos na China, e que queiram obter certificações de edificação sustentável, precisam seguir protocolos mais rigorosos, por causa da COVID-19
Crédito: China GBC

A China Green Building Council (China GBC) promoveu um estudo sobre o que deve mudar na construção e na manutenção de edifícios corporativos a partir da pandemia causada pelo Coronavírus. Os chineses foram os primeiros afetados pela COVID-19 e o país é também o primeiro a retomar uma rotina de pós-pandemia. A conclusão da pesquisa é que sobreviverão os prédios corporativos que preservem a saúde. Para que voltem a ter fluxo de pessoas trabalhando, as edificações denominadas de “prédios verdes” precisarão seguir protocolos mais rigorosos acrescentados ao ASGB (Assessment Standard for Green Building [Padrão de Avaliação para Edifícios Verdes]). 

O novo ASGB engloba medidas minuciosas para a qualidade da água, qualidade do ar e qualidade dos materiais de construção. Para alguns produtos, exige-se que tenham desempenho antibacteriano, como no caso das tintas e das argamassas de revestimento. Propagado pelo World Green Building Council (WGBC), o protocolo adotado pelos chineses deve se estender para os outros países que constroem “prédios verdes”, incluindo o Brasil. No relatório da China GBC, o ASGB define que “construir é absorver o máximo de tecnologias que levem em consideração itens como segurança, durabilidade, saúde, habitabilidade e acessibilidade”. O documento ainda acrescenta que “os edifícios agora desempenham um papel significativo na prevenção e controle da COVID-19”.

Cinco requisitos passam a disciplinar a construção de “prédios verdes” na China, e que paulatinamente serão absorvidos por outros países, conforme recomendação do WGBC. São os seguintes:

1. “Prédios verdes” precisam ajudar no controle de epidemias
Projetos arquitetônicos devem priorizar ventilação natural, gerenciamento de resíduos, gerenciamento de informações, monitoramento da qualidade do ar e da qualidade da água, além da operação estável dos equipamentos da construção e habilidades do empreendimento para responder às epidemias.

2. “Prédios verdes” devem incluir instalações preventivas
A medida vale principalmente para grandes condomínios e prevê a instalação de salas médicas, controle efetivo de pessoas e veículos, anteparos de transição, salas de isolamento e observação e salas de armazenamento de suprimentos.

3. “Prédios verdes” têm que “isolar” o Coronavírus
Os requisitos do ASGB nesse sentido incluem controle de poluentes; controle do fluxo da exaustão de cozinhas e banheiros; encanamentos selados e tratamento parcial do esgoto antes de lançá-lo nas redes públicas; controle de sistema de ar condicionado por zonas e capaz de dissipar gases nocivos ou que possam proliferar o vírus.

4. “Prédios verdes” precisam ser construídos com materiais que ajudem a combater doenças
Os protocolos do ASGB recomendam o uso de materiais de construção com funções antibacterianas, capazes de controlar a condensação de umidade e evitar o crescimento de bactérias patogênicas como o mofo, e que possam servir de vetores para a proliferação de vírus.

5. “Prédios verdes” devem preservar a saúde
As construções devem contribuir para gerar ambientes saudáveis de moradia e trabalho. Por isso, precisam garantir a saúde dos ocupantes em relação à qualidade da água, do ar, da temperatura ambiente, do isolamento acústico e da segurança sanitária dos moradores ou usuários, no caso de edifícios corporativos.

Entrevistado
World Green Building Council (WGBC) e China Green Building Council (China GBC) (via assessoria de imprensa)

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chinagbc2008@chinagbc.org.cn

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330


Construção civil imobiliária domina ranking de obras

Líder do ranking, a mineira Direcional Engenharia aposta na construção de edifícios com paredes de concreto para aumentar a produtividade e ter maior volume de obras Crédito: Direcional Engenharia
Líder do ranking, a mineira Direcional Engenharia aposta na construção de edifícios com paredes de concreto para aumentar a produtividade e ter maior volume de obras
Crédito: Direcional Engenharia

Entre as 100 construtoras que mais têm obras em andamento no Brasil, 100% estão ligadas à construção imobiliária - casas, prédios residenciais, edifícios corporativos e galpões industriais. É o que revela o ranking da INTEC do Brasil. Foi a primeira vez que a Construtech mediu o desempenho das empresas que atuam no país. A definição do ranking teve como principal critério o volume de m2 construído nos 12 meses anteriores à apuração de dados para a composição da lista, que foi fechada em maio de 2020. 

As 10 principais construtoras, segundo o ranking, são as seguintes: 1ª Direcional; 2ª Pacaembu; 3ª Toledo Ferrari; 4ª BN Engenharia; 5ª Construtora Tenda; 6ª Grupo Plaenge; 7ª Construtora Cyrela; 8ª Cury Construtora; 9ª MPD; 10ª Caprem. A lista também destaca empresas com atuação regional, que são Thá Engenharia, no Sul; Moura Debeux, no Nordeste; Toledo Ferrari, no Sudeste; Construtora Capital, no Norte, e Consciente Construtora, no Centro-Oeste.

A coordenadora da pesquisa que resultou no ranking, Yanka Alencar, afirma que o objetivo é mostrar também como as construtoras estão inovando e se reinventando, e como elas influenciam a cadeia produtiva e comercial da construção civil. “O volume de metros quadrados é o principal critério, mas também o tipo de empreendimento e a qualidade da obra influenciam na classificação, o que a torna mais justa e acessível para construtoras de todos os portes”, destaca.

Sondagem da CNI também mostra que otimismo está em construtoras do setor imobiliário

Se o ranking da INTEC do Brasil é dominado pela construção civil imobiliária, o mesmo acontece com a mais recente edição da Sondagem da Indústria da Construção, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O boletim de julho mostra que os mais otimistas são exatamente os que atuam em obras do setor imobiliário. Entre os que operam no segmento, a expectativa para os próximos 6 meses está mais próxima da linha dos 50 pontos, que separa o otimismo do pessimismo. 

Isso sinaliza que os empresários esperam estabilidade do nível de atividade (50,1 pontos) e queda menos acentuada no emprego (49,4 pontos), assim como nas compras de matérias-primas (49,5 pontos) e em novos empreendimentos e serviços (48 pontos), já que esses índices estão pouco abaixo dos 50 pontos.  “Embora os indicadores continuem abaixo dos 50 pontos, sinalizando queda, houve uma redução significativa nessa tendência, o que contribuiu para que os empresários estejam mais confiantes, principalmente os do setor imobiliário”, comenta o gerente de análise econômica da CNI, Marcelo Azevedo. 

A Sondagem da Indústria da Construção foi realizada de 1º a 13 de julho, com 453 construtoras e incorporadoras, sendo 159 de pequeno porte, 196 de médio porte e 98 de grande porte.  Essa foi a 3ª alta consecutiva do índice, após quedas em março e abril. Entre a equipe da CNI que elabora a pesquisa, existe a expectativa de que na próxima medição, a ser divulgada em agosto, o otimismo da construção civil já se aproxime da média histórica de 53,5 pontos, alavancada principalmente pela construção civil imobiliária.

Acesse o ranking 2020 das 100 empresas que mais constroem no Brasil

Entrevistado
INTEC do Brasil e Confederação Nacional da Indústria (via assessoria de imprensa)

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Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330


Blocos de concreto bio-reforçado preservam orla marítima

Bloco de concreto bio-reforçado serve de abrigo para vidas marinhas, como algas e crustáceos Crédito: ECOncrete Tech
Bloco de concreto bio-reforçado serve de abrigo para vidas marinhas, como algas e crustáceos
Crédito: ECOncrete Tech

Em Israel, a bióloga-marinha Shimrit Perkol-Finkel juntou-se ao especialista em engenharia verde, Ido Sella, para criar blocos pré-fabricados de concreto que ajudam a conter o avanço do mar sobre orlas de regiões urbanizadas. Eles criaram um material diferente do convencional. Conseguiram um concreto com baixo teor de carbono que, moldado em fôrmas especiais, mimetiza as pedras das costas rochosas, o que facilita a colonização de algas, corais, crustáceos e peixes. A invenção foi batizada de concreto bio-reforçado e em 2019 a revista norte-americana Time colocou a criação israelense entre as 100 melhores invenções do ano. 

O produto também recebeu os prêmios Global Biomimicry Design e Beyond Bauhaus -prototyping the future, pelo excelente desempenho ecológico e estrutural. Segundo Shimrit Perkol-Finkel, as peças podem atender projetos de quebra-mares, diques ou paredões. “Os elementos são produzidos para estabilizar a construção em áreas costeiras. Eles ajudam a controlar a erosão e protegem dutos e cabos submersos. O objetivo é formar paredões ecológicos com unidades modulares pré-moldadas esculpidas e personalizáveis de acordo com os padrões de cada região litorânea", explica a bióloga. O concreto bio-reforçado já está presente em obras na Europa, Ásia e Estados Unidos.

O que diferencia o material é o aditivo desenvolvido e patenteado pela startup do engenheiro Ido Sella e de Shimrit Perkol-Finkel: a ECOncrete Tech. O produto químico é biológico e ajuda a reduzir o risco de ataques de cloretos e outras patologias às estruturas que ficam submersas. Também possibilita uma economia média de 10% de cimento, reduzindo a pegada de carbono das peças pré-fabricadas. A dosagem do aditivo depende de características como salinidade, temperatura média da água e pH. “A composição do concreto é cuidadosamente adaptada a cada projeto, o que influencia também na dosagem do aditivo”, revela Ido Sella.

Projeto busca recuperar o bioma da baía de San Diego, na Califórnia-EUA

Projetos de revitalização de orlas na Ásia, na Europa e na América do Norte já utilizam a criação israelense Crédito: ECOncrete Tech
Projetos de revitalização de orlas na Ásia, na Europa e na América do Norte já utilizam a criação israelense
Crédito: ECOncrete Tech

Recentemente, a startup fundada em 2012, na cidade israelense de Tel Aviv, recebeu um aporte financeiro de 5 milhões de dólares. Os recursos serão utilizados no desenvolvimento do concreto bio-reforçado. “É hora de fazer uma mudança e definir novos padrões ambientais para a construção costeira e marinha. Não queremos interromper o progresso, mas queremos progredir de uma maneira que permita que a vida marinha prospere, usando soluções baseadas na natureza e na engenharia ecológica”, define Shimrit Perkol-Finkel, que em 2019 também ganhou o prêmio Mulheres Inovadoras da União Europeia.

Atualmente, o empreendimento mais importante envolvendo os artefatos da ECOncrete está na baía de San Diego, na Califórnia-EUA. A incubadora de economia azul - termo relacionado à preservação do meio ambiente marinho - do porto de San Diego contratou a empresa israelense para criar uma área de quebra-mares que possa restaurar o ecossistema local, melhorar a qualidade da água do mar na região e permitir um monitoramento ambiental mais abrangente. O contrato foi assinado em julho de 2019 e encontra-se na fase de elaboração do projeto, com atraso causado pela pandemia de COVID-19 nos Estados Unidos.

Veja vídeo sobre o concreto bio-reforçado

Entrevistado
ECOncrete Tech (via assessoria de imprensa)

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Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330


Conheça o lado social do pavimento urbano de concreto

Programa “pavimentação comunitária” permite que moradores escolham o tipo de pavimento: blocos de concreto intertravado, concreto ou asfalto Crédito: Prefeitura de São Bento do Sul-SC
Programa “pavimentação comunitária” permite que moradores escolham o tipo de pavimento: blocos de concreto intertravado, concreto ou asfalto
Crédito: Prefeitura de São Bento do Sul-SC

Muito se fala do uso do pavimento de concreto em rodovias ou em grandes projetos urbanos, por causa de vantagens como durabilidade e custo na comparação com o asfalto. Porém, o que pouco se comenta é o aspecto social da pavimentação urbana de concreto. 

No webinar “Pavimento Urbano de Concreto”, os engenheiros civis Diego A. Jaramillo, diretor de pavimentos da Federación Iberoamericana del Hormigón Premezclado (FIHP), e Alexsander Maschio, gerente-regional da ABCP Sul, abordam essa característica do pavimento rígido. “As comunidades querem que suas ruas durem para a vida toda. Além disso, o pavimento de concreto traz para elas a sensação de um ambiente mais limpo, com menos risco de doenças”, diz Jaramillo, que incentiva esse tipo de ação na Colômbia. 

Já Alex Maschio reforçou essa característica do pavimento urbano de concreto, lembrando que a Constituição Federal de 1988, que tem um viés social, propõe que obras públicas tenham durabilidade e austeridade nos custos. “Existem dois princípios, o da eficiência e o da economicidade, que tratam disso”, afirma. 

No caso do princípio da eficiência, fala que é preciso prestar serviço público de forma rápida e eficiente sem onerar os cofres públicos ao ponto de causar desperdícios. Quanto ao princípio da economicidade, ele define que é preciso obter o melhor resultado estratégico possível de uma determinada alocação de recursos financeiros. “Ou seja, são dois princípios legais que vão ao encontro do que o pavimento urbano de concreto oferece na comparação com o pavimento asfáltico”, completa Maschio.

No interior, prefeituras estão rompendo o paradigma do asfalto

Em São Bento do Sul-SC, moradores dividem com a prefeitura o custo da pavimentação de concreto Crédito: Prefeitura de São Bento do Sul-SC
Em São Bento do Sul-SC, moradores dividem com a prefeitura o custo da pavimentação de concreto
Crédito: Prefeitura de São Bento do Sul-SC

A austeridade pregada pela Constituição tem feito prefeitos de cidades do interior romperem o paradigma do asfalto e abrirem espaço para pavimentação urbana de concreto. Alex Maschio citou exemplos que vêm acontecendo principalmente no Paraná e em Santa Catarina. Em Rio Negrinho-SC, a prefeitura licitou 11 ruas com pavimento de concreto; em Ponta Grossa-PR, um loteamento optou por pavimentar as ruas com concreto. 

Também no Paraná, na cidade de Fazenda Rio Grande, será construída uma rua-modelo com pavimento de concreto. Já São Bento do Sul-SC tem um sistema mais consolidado. O programa “pavimentação comunitária” permite que os moradores escolham qual tipo de pavimento preferem em suas ruas: asfalto, concreto ou blocos de concreto intertravado. 

Quando a opção é pelo concreto, a população que adere ao programa em São Bento do Sul-SC contrata e paga a concreteira, enquanto a prefeitura entra com a regularização, a compactação do subleito e a execução da sub-base para receber o pavimento. Para Diego A. Jaramillo, iniciativas como essa são fundamentais para criar uma cultura favorável ao pavimento urbano de concreto. 

Ele cita como exemplo a cidade de Barranquilla, que é a 4ª maior metrópole da Colômbia (cerca de 2 milhões de habitantes) e onde 85% das ruas são pavimentadas com concreto. “Criou-se uma cultura na população e a prefeitura não ousa mudar isso”, diz. O dirigente da FIHP entende que é perfeitamente possível fazer isso em outras localidades, principalmente utilizando a tecnologia conhecida como whitetopping, que é o uso do concreto no recapeamento de pavimento asfáltico. “Hoje é a técnica mais bem-sucedida em bairros de cidades da América Latina”, assegura.

Veja o webinar “Pavimento Urbano de Concreto”

Entrevistado
Reportagem com base nas palestras apresentadas no webinar “Pavimento Urbano de Concreto”, promovido pela Concrete Show

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Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330


Pandemia impõe novos desafios à produtividade da construção

Aumento da produtividade na construção civil deve ser antecedido pelo desejo de inovar das empresas Crédito: CBIC
Aumento da produtividade na construção civil deve ser antecedido pelo desejo de inovar das empresas
Crédito: CBIC

Três especialistas em analisar a produtividade da construção civil trataram recentemente dos desafios que a pandemia de COVID-19 vem impondo ao setor. Durante webinar promovido pelo Centro de Inovação em Construção Sustentável da USP (CICS-USP), a pesquisadora e economista da FGV/IBRE, Ana Maria Castelo; o professor da Poli-USP, Ubiraci Espinelli, e o engenheiro civil Luis Henrique Ceotto avaliaram os obstáculos e apontaram caminhos para que a construção civil brasileira alcance níveis de competitividade compatíveis com países europeus e asiáticos, além de Estados Unidos e Canadá.

Para Ana Maria Castelo, preocupa o fato do Brasil produzir nos canteiros de obras apenas 23% do que países de Primeiro Mundo conseguem em seus empreendimentos. Outro dado alarmante é que, na comparação com outros segmentos industriais brasileiros, a construção civil tem produtividade 32% menor. “Em 2015, a FGV mediu a produtividade da construção civil e, de lá para cá, o cenário não melhorou. Pelo contrário, de 2007 a 2018 a produtividade da construção no Brasil registrou queda de 12%. Isso é reflexo também do cenário conjuntural e dos fundamentos da economia”, diz Castelo.

A economista, no entanto, concorda com Ubiraci Espinelli quando constata que existe um número cada vez maior de empresas da construção atentas em melhorar a produtividade através da qualificação da mão de obra e da melhoria de gestão. O resultado, como mostra o professor da Poli-USP, é significativo. Ele acompanha estatísticas relacionadas ao desperdício de materiais nos canteiros de obras desde os anos 1990. Naquela época, os números eram preocupantes. “Comparando dados da virada do século com os atuais, as boas construtoras conseguiram reduzir as perdas de materiais de construção nos canteiros em 50%”, revela.

Para Ubiraci Espinelli, o problema dessa melhoria de produtividade é que ela não é linear, ou seja, não se espalha por todas as construtoras do país. “A produtividade da construção vem evoluindo, porém numa razão menor do que o ideal. No entanto, a percepção é de que, embora o valor médio não tenha tido tendência forte de evolução, é viável melhorá-la. Principalmente, quando há melhoria dos projetos, adequação dos processos e organização nos canteiros de obras”, avalia o professor da Poli-USP, que acrescenta: “Produtividade é uma alavanca para o crescimento do PIB de um país.”

Formato tributário e de financiamento de obras no Brasil não estimula produtividade

O engenheiro civil Luis Henrique Ceotto compreende que o aumento da produtividade na construção civil deve ser antecedido pelo desejo de inovar das empresas. “A inovação é o principal fator de aumento de produtividade em todos os setores da economia. Na construção civil, temos no Brasil hoje toda a tecnologia disponível no mundo, mas não usamos. Insistimos na ideia de empilhar tijolos e nas consequentes práticas construtivas artesanais, muito improdutivas. A inovação que mais precisamos em nosso setor é aquela que concilia essas tecnologias com a estratégia de negócio de cada empresa”, afirma.

Além da inovação, Ceotto salienta que o formato tributário e de financiamento de obras no Brasil precisaria mudar para estimular a produtividade. Para ele, é necessário alcançar a isonomia tributária entre processos artesanais e industrializados. Além disso, o modelo de financiamento imobiliário praticado no país estimula os processos artesanais e de baixa produtividade. “Alta produtividade significa alta velocidade no ciclo de negócios e aumento da velocidade do retorno do capital investido. Quanto menor o ciclo, maior será a rentabilidade, mesmo com margens menores. Além disso, menores ciclos de negócio significam menores riscos e mais assertividade do planejamento estratégico das empresas”, conclui.

Entrevistado
Reportagem com base no webinar “Produtividade na construção civil”, promovido pelo Centro de Inovação em Construção Sustentável da USP (CICS-USP)

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CICS@lme.pcc.usp.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330


Pesquisa usa bauxita para criar cimento de baixo carbono

Bauxita extraída no Pará deixa 500 mil toneladas por ano de resíduos. Objetivo é usar rejeitos na composição de Cimento Portland Crédito: Hydro
Bauxita extraída no Pará deixa 500 mil toneladas por ano de resíduos. Objetivo é usar rejeitos na composição de Cimento Portland
Crédito: Hydr

A Universidade Federal do Pará (UFPA), em parceria com empresas norueguesas, começou a pesquisar como produzir Cimento Portland de baixo carbono utilizando resíduos de bauxita. O mineral é a matéria-prima do alumínio e as indústrias instaladas no Pará geram 500 mil toneladas por ano de resíduos.

Segundo o professor-doutor Márcio Barata, da área de geologia da UFPA, o objetivo é substituir 35% do calcário pela bauxita na composição do cimento. Com esse percentual, os pesquisadores estimam que a produção de um saco de 50 quilos vai lançar na atmosfera metade do CO2 emitido por um saco de cimento convencional. “Além de liberar menos CO2, temos a expectativa de que o produto terá alta resistência e durabilidade”, diz Barata.

A pesquisa está prevista para durar 18 meses, e o início dos trabalhos vai ocorrer a partir de agosto de 2020. De acordo com o professor-doutor Márcio Barata, o estudo não é apenas tecnológico, mas também de alcance ambiental e econômico. Como a região gera um grande volume de resíduos de bauxita, a projeção é que se possa produzir Cimento Portland com um custo 10% a 15% inferior à média da região norte do Brasil.

A coordenação do estudo será do Laboratório de Tecnologia das Construções da UFPA e envolve outros cinco pesquisadores noruegueses. Essa parceria da Universidade Federal do Pará com os noruegueses vem desde 2013, e nasceu no acordo batizado de Consórcio de Pesquisa em Biodiversidade Brasil-Noruega (BRC). Também participam a Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) e a Universidade de Oslo. 

Sob o ponto de vista ambiental, a UFPA estima que a aplicação industrial de milhares de toneladas de resíduos de bauxita na produção de Cimento Portland de baixo carbono vai diminuir sensivelmente o risco da região de Barcarena voltar a ser atingida por desastres ambientais, como o de 2018. “Vazamentos desses resíduos podem comprometer os cofres hídricos da região. Diminuindo os depósitos, diminuímos as ameaças ao meio ambiente”, frisa Márcio Barata. Além disso, existe a expectativa de que o uso desses resíduos pela indústria cimenteira possa gerar novos empregos no Pará.

Poli-USP e UFSCar também trabalham para adicionar resíduos de bauxita no cimento

A pesquisa a ser desenvolvida pela UFPA não é inédita. Há pelo menos uma década, o Grupo de Engenharia e Microestrutura de Materiais da Universidade Federal de São Carlos (GEMM-UFSCar) e o Laboratório de Microestrutura e Ecoeficiência de Materiais do Departamento de Engenharia de Construção Civil da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (LME-PCC/Poli-USP) trabalham em estudos sobre Cimento Portland de baixo carbono, substituindo percentuais de calcário por bauxita.

Um dos principais pesquisadores nesta área é o professor-doutor do departamento de engenharia de construção civil da Poli-USP, Rafael Pileggi. Em 2014, no auge de seus estudos, ele deu a seguinte declaração sobre o uso de bauxita no Cimento Portland. “O potencial de utilização do resíduo de bauxita como adição a materiais cimentícios surge em um momento muito oportuno, pois este segmento está buscando rotas alternativas para aumentar a capacidade de produção sem elevar seu impacto ambiental”, afirmou. Agora, com a parceria entre noruegueses e UFPA, a expectativa é que se possa produzir cimento de baixo carbono em escala industrial no Brasil a partir de 2030.

Entrevistado
Universidade Federal do Pará (UFPA) (via assessoria de imprensa)

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Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330


Venda online da construção quase dobra na pandemia

Mobilização para incluir o setor como atividade essencial foi decisiva para evitar danos maiores ao varejo da construção Crédito: banco de imagens.
Mobilização para incluir o setor como atividade essencial foi decisiva para evitar danos maiores ao varejo da construção
Crédito: banco de imagens.

Dados trazidos pelo CEO da Juntos Somos Mais, Antonio Serrano, indicam que o comércio online de materiais de construção foi o que mais cresceu durante o período de pandemia de COVID-19. “A L.E.K Consulting mostra que o setor da construção foi o que mais evoluiu do offline para o online neste período. Na pré-pandemia, 24% dos consumidores compravam material de construção online. Hoje, são 42%, ou seja, quase dobrou o percentual”, revela.

A informação foi passada no webinar “Varejo na construção: digitalização e mercado pós-pandemia”, no qual também participou o presidente da Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção) Geraldo Defalco. O dirigente confirma que as vendas online aceleraram e comprova uma recuperação maior do setor neste início de segundo semestre. “A recuperação das vendas nas duas primeiras semanas de julho foram de 36%”, diz.

Antonio Serrano e Geraldo Defalco destacam que quando a pandemia alterou a rotina do país, em março, houve muita apreensão e incertezas sobre como se comportaria o varejo da construção civil. No entanto, a mobilização para incluir o setor como atividade essencial foi decisiva para evitar uma “quebradeira geral”. “Quando houve a determinação do isolamento social, o varejo de material de construção ainda não havia sido incluso como atividade essencial. Provamos que havia baixo risco de contaminação em nossas lojas e conseguimos a reabertura. Isso nos livrou de uma quebradeira grande”, afirma Defalco.

Venda de cimento se destaca no cenário de recuperação dos negócios 

O CEO da Juntos Somos Mais lembra que entre a última semana de março e 1ª quinzena de abril houve queda de 15% nas vendas de material de construção, na comparação com o período pré-pandemia. “Em maio estabilizou e em junho houve uma forte recuperação. A venda de cimento foi o principal exemplo”, comenta. Segundo dados do SNIC (Sindicato Nacional da Indústria do Cimento), o volume de Cimento Portland vendido no Brasil em junho cresceu 24,2% em relação ao mesmo período de 2019. Em volume, as vendas de cimento em junho no país somaram 5,2 milhões de toneladas.

Os dirigentes que participaram do webinar estimam que o varejo da construção civil vai conseguir preservar o ambiente de vendas aquecidas na pós-pandemia. “O mercado aponta para vetores positivos: taxas de juros mais baixas da história, venda de imóveis em alta e a autoconstrução, seja residencial ou comercial, também com bastante estímulo. Isso mostra o quanto o setor é resiliente e criativo para vencer as dificuldades”, avalia Antonio Serrano. 

Já Geraldo Defalco mostra que a Anamaco detecta recuperação de 36% nas vendas na segunda semana de julho. “As pessoas estão cuidando mais de suas casas. Além disso, o home office exigiu que buscassem mais espaço nas residências, para conciliar trabalho e vida em família. Isso obrigou a construir ou comprar outro imóvel, o que gera mais vendas de materiais de construção”, finaliza.

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Entrevistado
Reportagem com base nas informações passadas durante o webinar “Varejo na construção: digitalização e mercado pós-pandemia”

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Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330