Sustentabilidade e automação são destaques na World of Concrete

A edição de 2024 reuniu quase 60.000 profissionais registrados de diversos setores da indústria.
Crédito: World of Concrete

Entre os dias 21 e 23 de janeiro, aconteceu a 50ª edição do evento World of Concrete (WOC), em Las Vegas, nos Estados Unidos. A edição de 2024 reuniu quase 60.000 profissionais registrados de diversos setores da indústria para três dias de exposição e quatro dias de educação. 

"Todo ano, a World of Concrete serve como o ponto de referência onde profissionais de concreto e alvenaria trocam conhecimentos e aprimoram habilidades que impulsionam os negócios para frente. Estamos orgulhosos de sediar o ponto de encontro global que fornece recursos para os trabalhadores do setor que estão construindo o futuro da América," destacou Jackie James, Vice-Presidente da World of Concrete.

Sustentabilidade

Crédito: World of Concrete

Para Bernardo F. Tutikian, pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil  e do itt Performance - Instituto Tecnológico de Desempenho da UNISINOS/RS, que participou da World of Concrete pela quarta vez, um dos pontos que mais chamou a atenção foi a questão da sustentabilidade e a mudança conceitual que o mercado global está seguindo. “A última edição da qual eu participei ocorreu antes da pandemia. Realmente, esta questão da sustentabilidade foi um dos grandes gritos da indústria – uma preocupação cada vez maior.

O evento apresentou várias tecnologias que buscam reduzir as emissões de gases da nossa indústria do concreto. Até tecnologias que não têm muita relação com isso, como é o caso, por exemplo, de uma empresa que estava fazendo um filler calcário reativo. Antigamente, sempre tinha uma ou outra empresa que apresentava um produto novo, no entanto, era mais por questões comerciais, financeiras, para viabilizar a produção, etc. Só que agora, o argumento utilizado vai muito mais para a linha da sustentabilidade. Esse certamente é um dos pilares, uma das tendências do mercado americano e mundial”, comenta Tutikian.

No evento, também foi possível perceber a preocupação em quantificar a quantidade de CO2 emitido e em mostrar reduções de CO2, como um diferencial competitivo. 

“Nós também visitamos empresas, concreteiras e indústrias nos Estados Unidos. Fizemos um grupo que foi para várias cidades como Chicago, Detroit, Los Angeles e Las Vegas. Nestas visitas, vimos uma tecnologia muito interessante, que se trata da injeção de CO2 no estado fresco do concreto, para aprisionar este CO2. Tudo isso buscando, entre outras coisas, vender créditos de carbono para o mercado. Isso já está bem mais consolidado nos Estados unidos – apesar de que ainda está iniciando. Mas aqui no Brasil ainda está muito incipiente– agora é que estão surgindo as primeiras empresas interessadas no assunto”, relata Tutikian. 

Indústria inteligente

Crédito: World of Concrete

De acordo com Tutikian, outro ponto é que se trata de uma indústria cada vez mais inteligente – com mais sensores, com mais equipamentos automatizados. “Vimos muitas empresas com sensores para colocar dentro do balão de concreto da concreteira, medir abatimento ao longo do trajeto, medir perda de abatimento, entre outras tantas características. Isso não é uma grande novidade, uma vez que já temos isso aqui no mercado brasileiro e até relativamente consolidado, apesar de poucas empresas usarem. Mas deu para ver muito essa busca em popularizar mais esta questão de ter sensores e um acompanhamento remoto do concreto para aumentar o controle sobre o material e, ao mesmo tempo, diminuir a necessidade de pessoas no processo”, aponta Tutikian. 

De acordo com a organização do evento, os principais expositores anunciaram novos softwares, ferramentas e máquinas destinadas a aumentar a eficiência e a segurança, como novos modelos de bombas de concreto, ferramentas elétricas sem fio, bombas submersíveis e sensores de concreto.

Concreto arquitetônico

Concretos estampados e lapidados estão sendo muito utilizados nos Estados Unidos.
Crédito: World of Concrete

Com relação à questão de técnica, o que mais chamou a atenção de Tutikian foi o concreto arquitetônico. “É o concreto tanto estampado quanto lapidado. São duas famílias de concreto que empregamos muito pouco no Brasil. Eles estão sendo muito utilizados nos Estados Unidos. Havia um setor externo na feira de demonstrações e um pavilhão inteiro desta área que era destinado quase que totalmente ao concreto estampado, mostrando ali várias possibilidades e variações. E mostrando a facilidade de utilizar este concreto com ‘pouca tecnologia’”, afirma Tutikian. 

Entrevistado:

Bernardo F. Tutikian é pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil  e do itt Performance - Instituto Tecnológico de Desempenho da UNISINOS/RS. Também é diretor de marketing do Instituto Brasileiro do Concreto (IBRACON). É ex-presidente da Associação Brasileira de Patologia das Construções (Alconpat Brasil).

Contato
BFTUTIKIAN@unisinos.br 

Jornalista responsável
Marina Pastore
DRT 48378/SP

A opinião dos entrevistados não reflete necessariamente a opinião da Cia. de Cimento Itambé.


Índice Nacional de Custo da Construção Civil fecha 2023 em 2,55%

Projetos do governo devem impactar o índice de 2024.
Crédito: Envato

Calculado pelo IBGE, o Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) apresentou variação de 0,26% em dezembro e fechou 2023 com uma taxa acumulada de 2,55%. Isso representa uma diminuição de 8,35 pontos percentuais em relação ao registrado em 2022, que fechou, na época, em 10,90%.

Ainda sobre os números divulgados, a variação do índice de custo da construção em 2023, referente aos materiais, foi de 0,06%, e chegou a 6,22% em gastos com mão de obra. Para efeito de comparação, em 2023, a parcela dos materiais fechou em 10,02%, e a mão de obra, em 12,18%.

Ana Maria Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção do FGV/Ibre, destaca que o maior peso para a elevação do índice no ano passado veio da mão de obra, e que o responsável por baixar o valor foi o setor de materiais. "A cesta de materiais e equipamentos acabou devolvendo uma parte da alta que ocorreu naquele período da pandemia, quando a falta de insumos e a demanda muito grande que ocorreu em função do movimento de reformas acabaram gerando um descompasso entre oferta e demanda, além de uma pressão de custo na indústria de materiais", explica a economista. 

"Naquele período da pandemia, os materiais subiram muito, e, agora, houve uma devolução, mas ela não foi total. Se a gente pegar dezembro de 2019, vê que a cesta de materiais e equipamentos ainda está mais alta do que naquele período, inclusive, com uma variação acima da inflação. De todo modo, essa devolução de parte dos aumentos foi bastante benéfica para o setor, e agora, de certa forma, houve um alívio no que diz respeito aos materiais e equipamentos", completa.

Em relação às expectativas para 2024, Ana Castelo também falou, ao Massa Cinzenta, sobre o que pode impactar o INCC durante o ano. "Em relação aos materiais e equipamentos, é mais difícil falar. De maneira geral, a projeção para a inflação de 2024 é favorável, ou seja, a gente observaria uma inflação dentro do intervalo da meta e espera que isso também vá repercutir favoravelmente na cesta de materiais, que acompanhe mais ou menos a inflação."

A economista corrobora a previsão de representantes do setor que avaliam uma grande alta na demanda por trabalhadores no segundo semestre deste ano, devido aos projetos programados pelo governo. "Em relação à mão de obra, essa expectativa de que isso vai ser uma pressão de custo, faz sentido, sim. A projeção é de que o setor deve retomar muitas obras no mercado imobiliário, alavancado pelo Minha Casa Minha Vida, então, é possível que o crescimento volte a acelerar", avalia.

"Temos o investimento em infraestrutura, então o mercado de trabalho não só vai continuar pressionado, como essa pressão pode até crescer, e isso, obviamente, deve se refletir no preço da mão de obra."

Maior taxa no acumulado do ano

Ainda sobre o Sinapi, o Amazonas foi o estado que registrou a maior taxa no acumulado de 2023, ficando em 6,80%. A região Norte, como um todo, registrou 4,4%. Como comparação, a região Sudeste teve o menor índice, 1,68%, e o estado de São Paulo chegou a 1,88%.

O presidente do SindusCon do Amazonas, Frank do Carmo Souza, explica que, usualmente, os valores são muito maiores no Norte do que em relação a outros estados por fatores como logística, informalidade na mão de obra e baixa produtividade. "Temos logística, energia elétrica e combustivel mais caros que outras regiões, e, se falarmos de cimento, ele chega a ser o dobro do que é vendido no Sudeste. Então, os insumos de produção são mais caros", explica.

Frank Souza também destaca outro ponto de impacto no custo de material de construção do ano passado. "Nós temos a seca do rio, que no período de agosto até dezembro afeta enormemente o valor dos fretes. Em 2023, nós tivemos a pior seca dos últimos 100 anos. Esse é mais um fator grave aqui na região, para se ter o preço de material de construção compatível. E os valores estimados pelos organismos que fazem essa precificação acabam não levando em consideração essas adversidades paralelas que nós temos aqui."

Sobre 2024, no entanto, o presidente do SindusCon-AM está otimista. "Nós achamos que vai ser o melhor ano para a construção civil, por causa do Minha Casa Minha Vida, programa do Governo Federal que acabou sendo fechado no final de 2023. Isso deve melhorar a construção na região Norte."

Fontes
Ana Maria Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção do FGV/Ibre
Frank do Carmo Souza, presidente do SindusCon-AM

Jornalista responsável
Fabiana Seragusa 
Vogg Experience

A opinião dos entrevistados não reflete necessariamente a opinião da Cia. de Cimento Itambé.


Governo estabelece critérios para compras do Novo PAC

Para o setor de máquinas, o impacto não deve ser tão grande, de acordo com vice-presidente da Sobratema.
Crédito: Envato

Um decreto que delineia as orientações para as cadeias de produção e os setores ligados ao Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) em janeiro. Conhecido como Decreto n° 11.889, ele propõe que estas áreas estão sujeitas a priorizar a aquisição de produtos e serviços de origem nacional. Além disso, o decreto define os critérios para exceções e as margens de preferência para tais compras.

De acordo com o Governo Federal, “o objetivo é fomentar as inovações tecnológicas nas cadeias produtivas e o crescimento dos setores destacados como prioritários para a realização do novo plano de desenvolvimento social e econômico do país, em alinhamento com a Nova Indústria Brasil (NIB)”. 

Ainda segundo informações do Governo Federal, as cadeias produtivas e os setores que deverão ter discriminados os requisitos de conteúdo nacional e margens de preferência nas compras do Novo PAC serão as da indústria eólica, solar e mobilidade, incluindo a de baixo carbono.

A Comissão Interministerial de Inovações e Aquisições, CIIA-PAC, ficará responsável por coordenar e disciplinar as compras públicas de produtos nacionais nas contratações do Novo PAC.

Impactos do Decreto n° 11.889

Um dos setores que deve ser envolvido é o setor de máquinas. De acordo com Eurimilson Daniel, vice-presidente da Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração (Sobratema), a expectativa é que as transações envolvendo máquinas da linha amarela apresentem um aumento de 7% em comparação a 2023. No que diz respeito à nova legislação do PAC, Daniel acredita que ainda é bastante recente e não deve ter um grande impacto. 

“Sua aplicação está principalmente vinculada às obras do próprio PAC. No entanto, existem algumas janelas neste decreto. Por exemplo, se uma máquina específica não estiver disponível no mercado nacional, a restrição não se aplicará. Da mesma forma, se a entrega pontual da máquina não puder ser garantida para manter o cronograma da obra, o decreto também não será aplicado. Contudo, não está claro se essas restrições serão estendidas aos fornecedores das obras. Por exemplo, uma construtora contratada para um projeto do PAC pode ser proibida de utilizar máquinas importadas, sejam elas novas ou usadas? Da mesma forma, não está claro se tais restrições se aplicarão aos subcontratados, como as empresas de locação de máquinas. Ainda não está claro se uma obra, por exemplo, no Acre, que necessita de uma máquina de São Paulo, poderá utilizar uma máquina importada. Isso pode inviabilizar o projeto, considerando os custos adicionais de transporte. Portanto, ainda há pontos a serem esclarecidos nesse sentido”, declara Daniel.

A eficácia dessa lei e seu impacto nos setores relevantes ainda são incertos. “Como profissional do mercado, estou sendo cauteloso em considerar esse aspecto ao negociar, já que teoricamente isso pode desvalorizar as máquinas importadas. No entanto, o impacto parece estar restrito às obras do PAC. Quais obras são consideradas do PAC? Elas se limitam às iniciativas do governo federal ou incluem projetos em parceria com governos estaduais ou municipais? Além disso, qual será o prazo para a conclusão dos procedimentos burocráticos necessários? Dado o atual déficit do país e as obras do PAC ainda em andamento, parece que é cedo para tirar conclusões definitivas. Até o momento, não vi nenhum grande alvoroço em relação a isso”, opina Daniel. 

De acordo com Daniel, a responsabilidade inicial pela fiscalização recai sobre os estados e municípios. No entanto, segundo Daniel, como isso será implementado ainda não está claro. “Não estou vendo um grande impacto até o momento, principalmente porque uma parcela significativa das máquinas usadas em infraestrutura não é produzida no Brasil. A importação de máquinas já é uma prática comum devido à necessidade de produtividade nas obras. É natural importar máquinas que não são fabricadas no Brasil. Curiosamente, os maiores importadores são representantes da indústria brasileira que fabricam outros tipos de máquinas. Até agora, não observei nenhum impacto significativo que alterasse drasticamente a situação. Se houver mudanças, elas afetarão principalmente aqueles que estão diretamente envolvidos com as obras do PAC. Das 4 mil empresas que trabalham com a linha amarela, por exemplo, apenas 10% são destinados ao PAC. São empresas que realizam serviços locais, como pequenas obras. No caso do saneamento básico, haverá demanda por máquinas, mas a maioria das retroescavadeiras já é produzida no Brasil. No entanto, as mini escavadeiras usadas em obras de saneamento não têm produção nacional”, conclui Daniel.

Entrevistado
Eurimilson Daniel, vice-presidente da Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração (Sobratema)

Contato
Assessoria de imprensa Sobratema - sylvia@meccanica.com.br

Jornalista responsável
Marina Pastore
DRT 48378/SP

A opinião dos entrevistados não reflete necessariamente a opinião da Cia. de Cimento Itambé.


Lotes 1 e 2: concessões selam compromisso com obras rodoviárias no Paraná

A concessão dos Lotes 1 e 2 do Paraná marca o início de um programa que incluirá rodovias federais e estaduais.
Crédito: Divulgação / AESCOM ANTT

Nesta terça-feira (30), foi realizada a assinatura dos contratos de concessão dos lotes 1 e 2 do sistema rodoviário paranaense. Com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do governador do Paraná, Ratinho Junior, a cerimônia marca a transferência do controle das rodovias que compõem os lotes 1 e 2 para as empresas vencedoras dos leilões. 

A vencedora do lote 1 foi a Infraestrutura Brasil Holding XXI S.A., que vai gerir o ativo como concessionária Via Araucária. Já a responsável pela gestão do lote 2 será a Consórcio Infraestrutura PR, que o administrará como EPR Litoral Pioneiro.  Estas concessões têm duração de 30 anos e englobam a responsabilidade de operar, manter e melhorar o sistema rodoviário, contribuindo assim para o desenvolvimento da infraestrutura de transporte na região.

As organizações alocarão uma quantia de mais de R$ 30 bilhões, abrangendo investimentos e serviços operacionais, para os 19 segmentos viários que constituem os dois lotes. Essa iniciativa trará benefícios aos residentes de 41 municípios na região, contemplando aproximadamente 6 milhões de habitantes.

A concessão dos Lotes 1 e 2 do Paraná marca o início de um programa abrangente que incluirá rodovias federais e estaduais, visando aprimorar a logística na região. Os dois lotes somam mais de 30 bilhões de investimentos no Estado do Paraná, buscando revitalizar a manutenção e conservação dos trechos leiloados, impulsionar o desenvolvimento econômico das cidades conectadas, garantir a segurança dos usuários e promover benefícios cruciais para a infraestrutura regional e nacional. Prevê-se que a concessão do Lote 1 crie, entre empregos diretos e indiretos, 81,7 mil postos de trabalho. A expectativa é que a concessão do Lote 2 gere cerca de 110 mil empregos diretos e indiretos, impulsionando o crescimento econômico da região”, explica a Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT).

Para o Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR), as obras previstas nas novas concessões vão transformar a infraestrutura e logística no Estado, sendo um passo importantíssimo para consolidar o Paraná como o hub logístico da América do Sul.

Lote 01

O primeiro lote percorre de forma direta 18 municípios e inclui, no total, cinco postos de cobrança localizados em Imbituva, Irati, Porto Amazonas, São Luiz do Purunã e Lapa.

A extensão do segmento que passará a ser administrado pela Via Araucária abrange 473 km de vias, compreendendo trechos das rodovias BR-277, BR-373, BR-376 e BR-476, além de partes das PR-418, PR-423 e PR-427.

Conforme estabelecido pelo Programa de Exploração da Rodovia (PER), as vantagens centrais abrangem a realização de 344 km de obras de duplicação, a extensão de 81 km de faixas adicionais, a implementação de 38 km de terceira faixa e a construção de 41 km de vias marginais. Além disso, estão previstas 11 passarelas, 60 paradas de ônibus e a execução de 79 Obras de Arte Especiais, entre outras iniciativas.

Lote 02

O lote 2 abrange 605 km de rodovias, compreendendo trechos das BR-153, BR-277, BR-369 e das rodovias estaduais PR-092, PR-151, PR-239, PR-407, PR-408, PR-411, PR-508, PR-804 e PR-855. Este lote, de acordo com o Governo do Paraná, contará com sete praças de pedágio nos seguintes trechos: São José dos Pinhais (BR-277), Carambeí (PR-151), Jaguariaíva (PR-151), Sengés (PR-151), Quatiguá (PR-092) e duas em Jacarezinho (BR-153 e BR-369). Quatro destas praças já são existentes e três delas ainda deverão ser implantadas.

Segundo a ANTT, o projeto abrange diversas melhorias, incluindo a duplicação de 350 km de rodovias, a adição de 139 km de faixas extras, incluindo a desafiadora Serra do Mar, a construção de 73 km de vias marginais, 52 passarelas para pedestres, duas áreas de descanso para caminhoneiros e 150 paradas de ônibus.

Uso de concreto nas obras

De acordo com informações da ANTT, o dimensionamento contemplou soluções em pavimento semirrígido (uso de base cimentícia), dependendo do tráfego do segmento. “O pavimento rígido foi indicado exclusivamente para as praças de pedágio.” 

Ainda segundo a ANTT, as Obras de Arte Especiais (OAEs) foram modeladas em concreto, abrangendo pontes, passagens inferiores e superiores, e viadutos. “Correções de traçado são realizadas com ajustes geométricos na via, sem acréscimo de outros dispositivos de maior porte. Serviços em concreto podem ser empregados em dispositivos de drenagem, exceto em locais de fauna”, afirma o órgão.

Cronograma

O cronograma prevê que os primeiros três anos serão dedicados à elaboração dos projetos de engenharia e obtenção de licenças ambientais, segundo o DER. “A partir do quarto ano começam a ser executadas as obras, com empreitadas iniciando também no quinto, sexto e sétimo ano de concessão, e previsão de conclusão de todas as obras ainda na primeira década”, conclui o órgão.

Entrevistados
Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT)
Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR)

Contatos
DER-PR: comunicacao@der.pr.gov.br 
ANTT: imprensa@antt.gov.br

Jornalista responsável
Marina Pastore
DRT 48378/SP

A opinião dos entrevistados não reflete necessariamente a opinião da Cia. de Cimento Itambé.


Ciclovia brilhante inspirada em Van Gogh é atração na Holanda

Ciclovia recria obra-prima de Van Gogh.
Crédito: Daan Roosegaarde

Uma das maiores obras-primas de Vincent van Gogh (1853-1890) serviu de inspiração para a construção de uma ciclovia iluminada e cheia de poesia na cidade de Eindhoven, na Holanda. Inaugurada em novembro de 2014, a Van Gogh Path continua sendo um dos principais atrativos turísticos do local, província de Brabante, onde o pintor holandês viveu por dois anos, de 1883 a 1885.

As cores marcantes e as pinceladas circulares do quadro "A Noite Estrelada" (1889) estão presentes na ciclovia, produzida com milhares de pedras cintilantes inseridas no concreto ainda no estado fresco, que, depois, foi polido e escovado para garantir uma pista perfeita para os ciclistas.

Van Gogh Path é feita com concreto e milhares de pedras cintilantes.
Crédito: Daan Roosegaarde

A tecnologia inovadora desenvolvida pelo artista holandês Daan Roosegaarde, fundador do Studio Roosegaarde, e pela empresa de construção holandesa Heijmans faz com que as luzes se "carreguem" durante o dia e brilhem no período da noite. O projeto ganhou vários prêmios internacionais, como o Best Future Concept, o Dutch Design Award, o Accenture Innovation Award e o Index Award Denmark.

Ao Massa Cinzenta, o Studio Roosegaarde contou que o principal desafio na idealização e na construção da ciclovia foi definir qual tipo de material usar para a iluminação da via. "Os materiais fosforescentes já existentes não brilhavam muito bem e contavam com materiais tóxicos em sua composição, então tivemos que redesenhar o material e descobrir como aplicá-lo no pavimento", explicaram os representantes do estúdio.

Projeto Glowing Lines cria faixas brilhantes em rodovias.
Crédito: Daan Roosegaarde

A equipe também destacou a preocupação com o entorno da Van Gogh Path, que possui cerca de 600 metros de extensão, em meio ao verde. "A ciclovia fica em uma área em meio à natureza, portanto, a iluminação de baixo nível era importante para não prejudicar o ambiente. Mas, ao mesmo tempo, queríamos ter o efeito mágico de poder percorrer uma pintura brilhante. Encontrar o equilíbrio criou uma verdadeira magia." Em relação à manutenção do local, o Studio Roosegaarde disse ser necessário apenas uma limpeza periódica.

A ciclovia faz parte de um projeto maior chamado Smart Highway, que tem como proposta criar vias sustentáveis e mais seguras, sempre com um diferencial moderno.

Pista de concreto ganhou milhares de pedrinhas cintilantes que recriam a obra "A Noite Estrelada"
Projeto Gates of Light ilumina 60 edifícios com faróis dos carros.
Crédito: Daan Roosegaarde

Uma das iniciativas é a Glowing Lines, que segue na mesma linha da ciclovia, criando, nas rodovias, faixas de segurança que brilham por até oito horas durante a noite, garantindo maior visibilidade e, consequentemente, segurança aos motoristas. O projeto funcionou durante um período de três meses na Holanda e está em processo de desenvolvimento para ser lançado internacionalmente.

Outra realização do Studio Roosegaarde é o Gates of Light, uma instalação permanente que ilumina 60 edifícios de 1932 na barragem Afsluitdijk, no norte da Holanda do Norte, por onde passam diariamente cerca de 20 mil carros. As construções, que foram renovadas com a utilização de camadas de microprismas e de concreto, brilham a partir do reflexo dos faróis dos carros, criando uma paisagem futurística sem o uso de eletricidade.

Fonte
Studio Roosegaarde

Jornalista responsável
Fabiana Seragusa 
Vogg Experience

A opinião dos entrevistados não reflete necessariamente a opinião da Cia. de Cimento Itambé.


Câmara de Porto Alegre aprova projeto que reduz imposto para a construção civil

Proposta reduz alíquota do ISSQN para a construção.
Crédito: Ederson Nunes/CMPA

No dia 18 de dezembro, a Câmara Municipal de Porto Alegre (CMPA) aprovou o projeto de lei complementar nº 998 que altera o Código Tributário da Capital e reduz o Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) para a construção civil.

Segundo a proposta aprovada, a alíquota cobrada para os serviços do setor, que, atualmente, é de 4%, passa a ser de 2,5%. A nova taxação entra em vigor em 1º de junho de 2024 e fica válida até o final de 2038.

Quais serviços são afetados?

A mudança na alíquota afetou dois grupos de serviços:

  • Reparação, conservação e reforma de edifícios, estradas, pontes, portos e congêneres;
  • Execução, por administração, empreitada ou subempreitada, de obras de construção civil, hidráulica ou elétrica e de outras obras semelhantes, inclusive sondagem, perfuração de poços, escavação, drenagem e irrigação, terraplanagem, pavimentação, concretagem e a instalação e montagem de produtos, peças e equipamentos.

Nas duas situações, a redução de alíquota não se aplica em caso de fornecimento de mercadorias produzidas pelo prestador dos serviços fora do local da prestação, ficando sujeito ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Motivos da proposta de redução de imposto

De acordo com a Prefeitura de Porto Alegre, o objetivo do projeto de lei complementar é promover o alinhamento da legislação municipal à jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que restringiu a dedução da base de cálculo do ISSQN para a construção, restabelecendo a tributação sobre o preço total do serviço.

Rodrigo Fantinel, secretário da Fazenda de Porto Alegre, explica que a redução da alíquota busca equilibrar o impacto da revogação da receita presumida como preço do serviço. "São alterações que visam manter a conformidade com a legislação e a jurisprudência, garantindo a adequada arrecadação municipal", afirma.

A prefeitura, no entanto, garante que, apesar da diminuição na alíquota, não haverá impacto sobre a arrecadação projetada, pois a diminuição da receita será "compensada com o incremento na arrecadação advinda da revogação da receita presumida", segundo informações da Câmara Municipal de Porto Alegre.

Estimativa de renúncia para os próximos anos

Os números referentes às renúncias para os próximos anos ganharam estimativas divulgadas pela Prefeitura de Porto Alegre. De acordo com os dados, em 2024, a renúncia será de R$ 36.904.965,02 devido à redução das alíquotas, compensada por R$ 37.259.906,04 advindos da supressão da base de cálculo presumido.

As estimativas para 2025 ficam em R$ 38.196.638,80 de renúncia e R$ 38.564.002,75 de compensação, enquanto os dados para 2026 apontam para R$ 39.533.521,15 de renúncia e R$ 39.913.742,85 de compensação.

Projeto abrange rodovias e pedágios

O projeto aprovado pela Câmara Municipal também vale para os serviços de exploração de rodovia mediante cobrança de preço ou pedágio dos usuários. Agora, haverá a remoção da redução na base de cálculo existente no município, e a base passará a ser "a receita bruta de todos os pontos de cobrança de pedágio da rodovia explorada, dividida na proporção direta da extensão da rodovia explorada dentro do território do município", explica o Executivo.

Ainda de acordo com o Executivo, a mudança tem o objetivo de harmonizar a legislação municipal com a lei complementar federal nº 116/2003, que aborda o ISSQN. E, segundo a Câmara, "não haverá impacto no valor do pedágio cobrado pela concessionária do serviço aos cidadãos". 

Fontes
Câmara Municipal de Porto Alegre
Prefeitura de Porto Alegre

Jornalista responsável
Fabiana Seragusa 
Vogg Experience

A opinião dos entrevistados não reflete necessariamente a opinião da Cia. de Cimento Itambé.


Câmara aprova projeto que regulamenta o mercado de carbono no Brasil

Projeto de lei prevê monitoramento das operações que geram mais de 10 mil toneladas de CO₂ anualmente.
Crédito: Envato

A proposta que visa regulamentar o mercado de carbono no Brasil (PL 2148/15) recebeu aprovação da Câmara dos Deputados. O conteúdo da medida institui o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE), o qual define limites para as emissões e estabelece um mercado para a comercialização de títulos.

“Em 2023, o Governo retomou o protagonismo desta agenda e se posicionou de forma contundente de que iria implementar o mercado de carbono no país. No ano passado, o Governo Federal reuniu dez ministérios para rascunhar um projeto de mercado de carbono no país. O PL foi aprovado pela Câmara em 21 de dezembro de 2023, com mais de 300 votos a favor. Agora, ele passa a tramitar no Senado. É um texto que traz como base uma minuta elaborada pelo Executivo”, afirma Gonzalo Visedo, head de sustentabilidade do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC). 

Como funciona a PL 2148/15?

O propósito do projeto é estabelecer um teto para as emissões de gases de efeito estufa por parte das empresas. Aquelas que apresentarem maiores índices de poluição serão obrigadas a compensá-los por meio da aquisição de títulos. Por outro lado, as companhias que não ultrapassarem o limite receberão cotas que poderão ser comercializadas no mercado.

Haverá monitoramento das operações que geram mais de 10 mil toneladas de CO2 anualmente. 

Sistemas de precificação de carbono

Os sistemas de precificação de carbono estão concentrados em dois tipos: taxação de carbono e o mercado de carbono, que é o comércio de emissões. “Resumidamente, na taxação de carbono, você paga tributos conforme as emissões. Se você emite menos, você paga menos. E se emite bastante, paga altos tributos. Já o sistema de comércio de emissões estabelece um teto de emissão, também chamado de ‘cap and trade’. Quem estiver acima deste limite terá que comprar créditos de carbono. E quem está abaixo poderia vendê-los. É uma forma de incentivar não apenas descarbonização como a competitividade ”, explica Visedo. 

Todo o setor produtivo e industrial, não apenas a indústria do cimento, sempre defendeu o mercado de carbono em detrimento da simples taxação. “A taxação apenas onera e não necessariamente tem um impacto positivo sobre a descarbonização das diferentes atividades. É algo que o setor industrial como um todo sempre defendeu. Por algum tempo, o Brasil discutiu a possibilidade da taxação de carbono, na época da Reforma Tributária se falou alguma coisa neste sentido, uma nuvem pairava no ar sobre este tema. Mas esta linha foi abandonada e o que foi aprovado agora na Câmara foi o sistema via mercado de carbono. A taxação de carbono é uma prática que não é tão comum e cada vez tem sido menos implementada. Infelizmente, temos um precedente ruim – os países que optaram pela taxação são os da América Latina. Por muito tempo, ficamos preocupados de o Brasil seguir esta tendência e adotar um sistema mais fácil de implementar, porém mais obsoleto e difícil de ser mudado”, pontua Visedo. 

Pontos discutidos no PL 2148/15

Visedo lembra que uma das questões bastante debatidas no Congresso e no Executivo foi a da proporcionalidade. “O ideal é que o setor seja responsável pela sua parcela de emissões e não pelo total. Na realidade brasileira, apenas 10% de todas as emissões no país são oriundas do setor industrial. Na outra ponta, tem o desmatamento e agropecuária que concentram 70% das emissões. Um ponto muito discutido e defendido pela indústria é uma vez que somente este setor seria regulado, que a responsabilidade não seja maior do que o tamanho da participação nas emissões nacionais. Isso foi bastante discutido e na última redação do texto foi inserido esse conceito”, afirma o head de sustentabilidade.

Outra questão é com relação à gradualidade. “O sistema de precificação não pode ser implementado da noite para o dia. É preciso acontecer aos poucos, para ter um período de maturação tanto para os entes regulados como para os entes regulatórios. Esse prazo de quatro a cinco anos para o sistema passar a vigorar é interessante”, esclarece Visedo. 

Por fim, também deve-se ter um olhar atento para as questões de penalidades. “Aqui ele sugere um teto de 3% sobre o faturamento bruto, mas as emissões não estão necessariamente atreladas ao faturamento”, contesta o head de sustentabilidade.

De maneira geral, Visedo acredita que o texto é bastante positivo e alinhado com os pleitos que os diferentes setores produtivos vinham trabalhando. “É um ganho para o país e um caminho inevitável. Estávamos ficando para trás não só num contexto mundial, como na América Latina. Afinal, México, Colômbia, Chile, Argentina e Uruguai já estavam precificando, e o Brasil não avançava nesta agenda”, opina.   

Impactos na construção civil

Pelas diretrizes da legislação brasileira, inicialmente as grandes indústrias serão impactadas, como as indústrias de cimento, aço, cerâmica e alumínio, segundo Lilian Sarrouf, coordenadora técnica do Comitê de Meio Ambiente (Comasp) do SindusCon-SP. “Estas terão que buscar reduzir e compensar suas emissões”, afirma Lilian.

Para Lilian, os fabricantes deverão buscar investimentos para melhorar os processos produtivos para se adequarem às novas regras, tanto internas quanto externas. “Para as indústrias citadas acima que têm grande parte de sua produção para a exportação, devem ser céleres para que não percam competitividade”, sugere.

De acordo com Visedo, o setor de cimento já possui uma metodologia de medição de emissões bastante consolidada. “É o maior banco de dados sobre emissões do mundo. Não é algo novo para o setor. Então é importante que esta metodologia de monitoramento e verificação de emissões seja considerada”, destaca.   

Regulamentação x inovação

A regulamentação do mercado de carbono pode estimular a inovação no setor da construção civil? Na opinião de Lilian, os fabricantes deverão buscar reduzir suas emissões, seja na fabricação de produtos mais sustentáveis como também na melhoria do seu processo produtivo. “As construtoras começarão a ser mais seletivas na definição dos sistemas construtivos e materiais utilizados. Além disso, a industrialização da construção é um caminho que deve ser mais explorado”, justifica Lilian.

Ainda, outro ponto a ser observado é que o sistema brasileiro converse com aqueles adotados por outros países. “Desta forma, garante-se que as receitas oriundas deste sistema sejam aplicadas para inovação, pesquisa e desenvolvimento, além de tecnologias alternativas para redução de emissões. Houve casos de países que usavam o sistema taxativo e o dinheiro arrecadado era para cobrir o rombo da saúde. Este é um ponto que o setor industrial defendeu muito justamente para que não se perca a finalidade. 75% destas receitas do sistema seriam alocadas através do BNDES para apoiar projetos de inovação de descarbonização. E os outros 25% distribuídos para operacionalização do sistema e outros fatores. Ao mesmo tempo em que isso estimula investir em tecnologias de baixo carbono, pode favorecer ou onerar. Tudo isso estimula a competitividade e a inovação. Hoje existem tecnologias que ainda não se pagam. No entanto, quando houver essa precificação do carbono, elas podem ser viabilizadas”, relata Visedo.

Entrevistados:
Gonzalo Visedo é head de sustentabilidade do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC). 
Lilian Sarrouf é coordenadora técnica do Comitê de Meio Ambiente (Comasp) do SindusCon-SP

Contatos
SNIC:
SindusCon-SP

Jornalista responsável
Marina Pastore
DRT 48378/SP

A opinião dos entrevistados não reflete necessariamente a opinião da Cia. de Cimento Itambé.


Laboratório brasileiro planeja imprimir cozinha com tecnologia 3D

Equipe desenvolve concreto ideal para impressoras 3D.
Crédito: Divulgação

A impressão em três dimensões na construção civil vem ganhando cada vez mais espaço no Brasil e no mundo afora, com projetos idealizados especialmente para este tipo de tecnologia. Com uso de máquinas especializadas e softwares de última geração, profissionais já conseguem construir estruturas completas em 3D, abrindo possibilidades importantes para o setor. 

O hubIC, hub de inovação e construção digital, tem o objetivo de desenvolver e criar ambientes cooperativos especializados na promoção de soluções inovadoras na área da construção civil, com ênfase em pesquisas sobre cimento. A iniciativa surgiu de um convênio de cooperação técnica entre a Universidade de São Paulo (USP) e a Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP).

No laboratório, um dos segmentos estudados é a área de impressão 3D, cuja meta é desenvolver soluções para viabilizar técnica e economicamente o uso da tecnologia na indústria da construção. Com a participação de diversas empresas do setor, o projeto atual consiste em imprimir uma cozinha completa em três dimensões, em março deste ano. A previsão é de que o processo dure cerca de 18 horas para ser concluído. 

Rafael Pileggi, coordenador de pesquisas do hubIC e professor da Escola Politécnica da USP, diz que a escolha de se construir uma cozinha se deu pelo fato de que o cômodo inclui diferentes subsistemas de uma edificação, como a parte elétrica e hidráulica, por exemplo, colocando à prova diferentes aspectos técnicos. Um dos desafios é conseguir desenvolver o tipo de concreto ideal para cada necessidade de impressão, já que o produto deve ser compatível com a sua rota de produção e com a aplicação: ele deve "suportar o peso das camadas na velocidade esperada e desenvolver as propriedades mecânicas previstas", segundo Pileggi.

O coordenador conta que cerca de 30 pessoas estão envolvidas no processo. "O projeto de impressão 3D tem diferentes frentes de atuação, envolvendo pesquisadores e alunos da USP, startups, equipe de coordenação do hubIC e apoio das empresas parceiras."

Leia entrevista com Rafael Pileggi, coordenador do hubIC:

Impressão em 3D é um dos segmentos estudados no hubIC.
Crédito: Divulgação

Há, no Brasil, investimento suficiente para o desenvolvimento desta tecnologia? Você acha que o setor da construção deveria focar mais nesta área de impressões 3D? 

Rafael Pileggi: Diria que o Brasil tem todo o potencial e estrutura de fomento para o desenvolvimento dessa tecnologia. Contudo, as experiências brasileiras até a inciativa do hubIC têm sido descentralizadas e com recursos específicos. Uma das metas do projeto capitaneado pelo hubIC está em organizar os diferentes agentes da cadeia produtiva em torno de um projeto integrador com diferentes agentes interessados, criando base para decisão de investimentos mais pesados na tecnologia.   

Em relação ao setor de construção focar em impressão 3D, posso afirmar que as tecnologias necessárias e que terão sucesso no futuro precisam trazer resultados financeiros positivos conjugando aumento de produtividade em um cenário de mudança da pirâmide etária, desmaterialização, descarbonização, eficiência de projeto, adequação às mudanças climáticas e às novas demandas do ambiente. O fato é que técnicas de manufatura aditiva têm potencial para tudo isso, e por essa razão estão recebendo tanto esforço e atenção em um cenário global. 

Quais características o concreto para impressão 3D precisa ter, que o difere do concreto comum? 

Rafael Pileggi: É sabido que concretos precisam ter sua “trabalhabilidade” adequada ao uso. Efetivamente, significa dizer que o comportamento reológico de um concreto deve ser compatível com sua rota de produção e aplicação. No caso de impressão 3D, acrescenta-se o fato que suas características também devem ser compatíveis com o projeto do componente desde o estado fresco e com a velocidade de impressão.

Para exemplificar, existem soluções onde o material misturado fluido é bombeado, extrudado e depositado diretamente no local onde se deseja para formação das camadas. Em uma outra tecnologia, o concreto seco é misturado de maneira contínua e recebe a incorporação de novos aditivos diretamente no bocal de extrusão. Sendo assim, cada rota de fabricação leva ao desenvolvimento de materiais distintos, mas que, ao final, precisam ser depositados com precisão no local previsto, suportar o peso das camadas seguintes na velocidade esperada de impressão e desenvolver as propriedades mecânicas previstas.  

Em relação à cozinha que será construída, é a primeira vez que vocês colocam em prática a construção de um cômodo inteiro em 3D?  

Tecnologia de ponta é utilizada na construção em 3D.
Crédito: Divulgação

Rafael Pileggi: No caso do hubIC, sim. A cozinha foi idealizada pelo grupo de trabalho em impressão 3D do hubIC, sendo definida por incluir diferentes subsistemas de uma edificação, como elétrica, hidráulica, limpabilidade, estanqueidade, cobertura, entre outros. O grupo de trabalho inclui pesquisadores e representantes de diferentes empresas do setor de construção.  

Uma vez que o projeto da cozinha impressa em 3D se torne realidade, quais serão os próximos passos, as próximas metas? 

Rafael Pileggi: O primeiro grande resultado da cozinha é a integração dos diferentes agentes do setor da construção em torno de uma solução construtiva inovadora. A cozinha, em si, será alvo de estudos de desempenho e durabilidade, além de todo um estudo de custo de produção. Sendo o projeto da cozinha hubIC pré-competitivo, as empresas envolvidas poderão utilizar o aprendizado, preparando-se para o mercado.  

Quando você imagina que a impressão 3D possa ser, de fato, uma realidade comercial para a construção civil? Tanto no Brasil quanto no mundo. 

Rafael Pileggi: Essa é a grande pergunta, cuja resposta está cada vez mais próxima. Sabendo que as primeiras operações comerciais no Brasil já estão em andamento, é fato que o uso de 3D no mercado está muito próximo. Importante dizer que a construção é muito mais que impressão 3D e se imagina que essa tecnologia ocupará seu lugar, sem competir com as tecnologias robustas e competitivas atualmente presentes no mercado.

Confira outros projetos em 3D pelo mundo

Vila de casa em 3D nos EUA. Em julho de 2023, foi inaugurada uma vila chamada Wolf Ranch, localizada em Georgetown, no Texas, com 100 casas construídas com impressoras 3D. A comunidade foi idealizada pela Lennar, uma das principais construtoras residenciais dos Estados Unidos, e pela ICON, empresa especializada em construções em 3D. O escritório de arquitetura dinamarquês BIG-Bjarke Ingels Group também fez parte do projeto.

Ponte de 29 metros em 3D é inaugurada na Holanda.
Crédito: Reprodução/michielvanderkley.nl

EUA constrói 1ª casa de dois andares em 3D. Houston, também no Texas, foi a cidade escolhida para a construção da primeira casa de dois andares nos Estados Unidos com o uso de impressora 3D. O local conta com três quartos divididos em dois pavimentos, em uma área total de 370 metros quadrados.

Startup dinamarquesa imprime casa em 3D. Ao utilizar a tecnologia de impressão 3D, a empresa 3DCP Group criou, em 2022, uma casa de 37 m² usando concreto real de baixo custo (não argamassa). O projeto teve como prioridade criar uma construção totalmente habitável no menor número de metros quadrados possível.

Ponte de concreto em 3D é atração na Holanda. O chamado Projeto Bridge foi uma iniciativa que teve como meta construir uma ponte de 29 metros em 3D na cidade de Nijmegen, na Holanda. Inaugurada em 2021, a obra contou com colaboração da empresa de engenharia Rijkswaterstaat, do estúdio Michiel van der Kley e da Univerdade de Tecnologia de Eindhoven.

Fontes:
Rafael Pileggi, coordenador de pesquisas do hubIC

Jornalista responsável
Fabiana Seragusa 
Vogg Experience

A opinião dos entrevistados não reflete necessariamente a opinião da Cia. de Cimento Itambé.


Itambé lança websérie original e exclusiva sobre cimento

Processo de produção do cimento Itambé é tema de websérie.
Crédito: Cimento Itambé

Apresentar o mundo do cimento de uma forma inédita e arrebatadora. É o que pretende a Itambé com a websérie "Cimento. Uma Grande Obra", composta por 9 episódios lançados de agosto a novembro de 2023 em suas plataformas digitais - e que já acumulou aproximadamente 700.000 visualizações, tanto no YouTube quanto nas redes sociais.

A superprodução conta com imagens cinematográficas, entrevistas com especialistas da empresa e detalhes sobre o processo de produção do cimento, que ressalta os diferenciais da Itambé e fazem com que a companhia, inaugurada há 47 anos, permaneça até hoje como uma das mais importantes do mercado da construção.

Rafael Mattioli, fundador da Legs Consultoria, foi responsável pelo conceito,  identidade visual e roteiro da websérie, acompanhando a produção e o processo de filmagem. "A intenção da série é mostrar e reforçar a ideia de que a Itambé faz um cimento superior", explica. "Cada capítulo aborda uma etapa de produção. Mostramos que, na maior parte delas, a Itambé faz algo diferente dos concorrentes. Quem assiste à série descobre que a Itambé adota práticas e procedimentos exclusivos e que esses diferenciais somados resultam em um cimento sem igual."

Mattioli destaca o fato de a websérie ser 100% digital, e também a particularidade de mesclar entretenimento e conteúdo.

Imagens cinematográficas fazem parte do conceito visual da obra.
Crédito: Reprodução/websérie

Em relação à importância desta obra audiovisual para o setor da construção civil, cita o resgate do valor do cimento e de quem constrói. "Ainda existe muita desinformação sobre o cimento. Tem quem acredite que basta explodir uma rocha, moer, ensacar e vender. Nossa websérie prova que não, que a realidade é o oposto disso", afirma Mattioli. "A fabricação do cimento Itambé envolve muita gente, muitos equipamentos, muita tecnologia. Às vezes, coisas que parecem filme de ficção científica (como o forno que alcança a temperatura de um vulcão em erupção). Apresentar isso de forma tão bonita e respeitosa é um resgate do valor desse produto e de toda a comunidade que constrói."

Diferenciais da Itambé no cenário da construção civil

Na avaliação de Marcio Lobo, diretor comercial da Itambé, os principais diferenciais que fazem com que a empresa se mantenha no patamar atual são "a modernização do parque fabril, profissionais capacitados, comprometidos e com vasta experiência no mercado de cimento e, principalmente, entender as reais necessidades dos clientes". Assim, segundo ele, é possível ofertar, além dos produtos, serviços que possam agregar valor tanto ao cimento quanto aos clientes.

"A Itambé sempre buscou destaque no mercado apresentando produtos de qualidade, com baixo desvio padrão e focados nas aplicações dos consumidores técnicos de cimento", ressalta Lobo. No último episódio da websérie, ele também cita "a precisão do traço, a durabilidade e a resistência" como características obtidas por meio de altos investimentos em tecnologia.

Laboratório da Itambé ganha destaque em um dos episódios.
Crédito: Reprodução/websérie

"Queremos cada vez mais ser reconhecidos pela qualidade dos nossos produtos e serviços, e, para isso, os investimentos na nossa fábrica são constantes, com equipamentos de ponta e aperfeiçoamento dos nossos colaboradores, buscando melhor desempenho dos nossos cimentos e aumentando o coprocessamento de resíduos de outras indústrias e de resíduos urbanos, que são aqueles que não podem ser reciclados, reduzindo, assim, o consumo de combustíveis fósseis e a emissão de CO2", exemplifica Lobo.

"A indústria do cimento está sempre em busca de novas tecnologias, sejam elas para melhoria ou otimização dos produtos, redução de custos e, hoje, principalmente, na redução de emissões de CO2, onde o Brasil é um dos líderes mundiais", completa Lobo. "A Cimento Itambé vem acompanhando e apresentando aos seus clientes e à sociedade soluções que possam colaborar com produtos mais eficientes e alinhados com questões ambientais."

Confiança dos clientes e longas parcerias

O lançamento da websérie "Cimento. Uma Grande Obra" teve grande repercussão dentre os profissionais do setor da construção. Miguel Angelo Weschenfelder, CEO da Cimencenter, cliente da Itambé há mais de 30 anos, destacou a importância da iniciativa audiovisual. "O projeto que a Itambé utilizou, através das webséries, foi muito útil para demonstrar o processo de produção do cimento, desde sua extração, passando pela qualidade dos processos no laboratório e concluindo com o sistema comercial e logística. Nos mostrou a seriedade no processo de produção e a qualidade de cada tipo de cimento produzido."

Ele conta que a Cimencenter utilizou os vídeos da websérie durante sua participação em uma feira de construção, em outubro do ano passado. "Foi muito legal para nosso stand, e o público gostou muito de conhecer como o cimento é produzido. Parabéns à Itambé pela iniciativa. E que venham outros."

Marcio Lobo, diretor comercial da Itambé.
Crédito: Divulgação

Weschenfelder também destaca a conexão de sua empresa com a Itambé, que já dura mais de três décadas. "Neste período todo, passamos por muitas fases diferentes de mercado e de economia nacional, e a Itambé sempre foi parceira de nossos projetos, e a confiança em sua equipe comercial e técnica faz com que confiemos em seu produto."

Rodrigo Dhein, gestor de estruturas pré-fabricadas da Kerbermix, enaltece o fato de a websérie apresentar o mundo do cimento de uma forma que grande parte das pessoas desconhece. "Projetos audiovisuais desse nível são um excelente meio de transmitir o que, na maioria das vezes, o grande público não vê, que é o processo como um todo, sua complexidade, seu cuidado", avalia. "Mas o mais importante é que mostra as pessoas e seus sentimentos que são aplicados ao produto e que chegam até nós, principalmente se tratando de cimento e construção civil, que, para muitos, não passa de um produto bruto e uma atividade de processos simples."

Dhein conta que sua relação com a Itambé teve início em 1998, quando foi contratado pela Kerbermix, que, na época, segundo ele, estava iniciando sua concreteira e ainda tinha pouco conhecimento sobre concreto usinado, apesar de já trabalhar com britagem e pré-fabricados. "A Itambé trouxe a técnica e a segurança que precisávamos para iniciarmos aquele novo desafio. Disponibilizaram seus melhores técnicos para desenvolver nossos produtos.”

Sobre os produtos oferecidos pela Itambé, Dhein diz que os considera excelentes. "Entretanto, não é somente isso que mantém nossa relação coesa até hoje, mas, sim, na minha visão, o conjunto das pessoas que fazem do processo como um todo uma relação de respeito mútuo e confiança que resiste ao tempo."

Assista aos 9 episódios da websérie "Cimento. Uma Grande Obra":

Capítulo 1 - Bem Mais Que Pedra

Neste primeiro capítulo, você verá imagens cinematográficas, equipamentos colossais, paisagens espaciais, aventura, adrenalina, emoção e muito mais.

https://www.youtube.com/watch?v=NCJzv9bmip0

Capítulo 2 - O Cimento Vem de Marte

Com este vídeo, é possível entender como uma matéria-prima superior resulta na fabricação de um cimento superior.

https://www.youtube.com/watch?v=HN1Bj_I5MTk

Capítulo 3 - Ingredientes Melhores, Cimentos Melhores

Confira a chegada do calcário à fábrica, a formação das imensas pilhas de pré-homogeneização e os testes químicos e estatísticos para a certificação da qualidade do material.

https://www.youtube.com/watch?v=KKv52k0tIrM

Capítulo 4 - Avaliação Sem Fim

Veja respostas sobre a importância do laboratório para a produção do cimento com o traço mais regular do mercado.

https://www.youtube.com/watch?v=Cz_DnZwNM3o

Capítulo 5 - Conhecimento e Ferramentas que Só a Gente Tem

Saiba como as técnicas e os métodos utilizados pela Itambé garantem maior precisão a todas as etapas de produção, o que resulta em um cimento melhor para os clientes.

https://www.youtube.com/watch?v=HzbgASLBZLk

Capítulo 6 - Um Vulcão na Fábrica

O vídeo mostra como a produção do cimento Itambé parece até ficção científica, apresentando um forno extremamente poderoso, capaz de alcançar inacreditáveis 1450 °C.

https://www.youtube.com/watch?v=WW-LSmxnMYw

Capítulo 7 - Um Ideal em Forma de Cimento

Aqui, você pode conferir o aguardado momento em que todos os esforços das etapas anteriores resultam no cimento com o traço mais regular do mercado.

https://www.youtube.com/watch?v=o6tHuPuRw_o

Capítulo 8 - Obrigado

Descubra que prestar o melhor serviço e o mais respeitoso tratamento é o jeito Itambé de agradecer a todos que confiam na empresa.

https://www.youtube.com/watch?v=H2D538z5Qdc

Capítulo 9 - Cimento High Tech

Neste último capítulo da websérie, conheça as mais modernas tecnologias que fazem do cimento Itambé um produto completamente high tech.

https://www.youtube.com/watch?v=j1cb-iSpbLU

Fontes:
Marcio Lobo, diretor comercial da Itambé
Miguel Angelo Weschenfelder, CEO da Cimencenter
Rafael Mattioli, fundador da Legs Consultoria
Rodrigo Dhein, gestor de estruturas pré-fabricadas da Kerbermix

Jornalista responsável
Fabiana Seragusa 
Vogg Experience


Arranha-céu mais alto de Miami está em construção

Dentro da estrutura, haverá tanto um hotel cinco estrelas quanto residências privadas.
Crédito: Carlos Ott Architects

Em 2026, Miami, nos Estados Unidos, deverá ter seu primeiro arranha-céu. A marca de hotéis Waldorf Astoria tem um projeto de um edifício que terá 100 andares e atingirá uma altura de 319,7 metros. Se não houver atrasos no cronograma, a previsão de conclusão é para 2026. 

A Sieger Suarez Architects está colaborando com a Carlos Ott Architects para realizar o projeto em conjunto com a PMG, a desenvolvedora por trás do 111 West 57th Street, o arranha-céu mais estreito do mundo recentemente concluído em Manhattan.

"O Waldorf Astoria é uma marca lendária e queríamos que o design da torre imponente continuasse seu legado em Miami", disse Charles Sieger, co-fundador da Sieger Suarez Architects. "O sentimento de transcendência guiou grande parte do nosso processo de design, e é isso que buscamos alcançar com a Waldorf Astoria Residences em Miami”, complementou.

Dentro da estrutura, haverá um hotel cinco estrelas, bem como residências privadas, ambos gerenciados pelos Serviços de Gerenciamento da Hilton. Na parte mais alta, as suítes terão 3,40 metros de altura. Suítes de um, dois, três e quatro quartos foram incorporadas aos planos.

A base da torre terá uma estrutura de estacionamento com 10 andares, enquanto muitas comodidades, incluindo restaurantes, estarão localizadas nos cubos superiores.

Design: cubos empilhados

A estrutura será localizada no número 300 da Biscayne Boulevard, no centro de Miami, e consistirá em nove cubos deslocados, destinados a enfatizar a suspensão e altura da estrutura.

"O conceito era criar uma escultura icônica, que desafiasse as leis da gravidade, posicionando os diferentes blocos em posições distintas, o que, além disso, criou vistas únicas de cada espaço. O volume muito esguio requer um núcleo central para lidar com a torção causada pelos fortes ventos da região", disse Carlos Ott.

Em entrevista ao Massa Cinzenta, Luiz Roberto Prudêncio Junior, professor e doutor em Engenharia Civil, além de sócio proprietário da PWD – Consultoria em Concretos, informou que edifícios mais esbeltos costumam enfrentar o desafio do excesso de carga nas fundações e nos primeiros pavimentos.

As fachadas de cada cubo serão planas e revestidas com o que os arquitetos descrevem como uma "pele de vidro". Ainda de acordo com Prudêncio, este tipo de revestimento é muito comum em edifícios altos. “Se fosse usado um revestimento argamassado, com a movimentação das estruturas, haveria uma grande chance de desplacamento”, alerta.

Andamento das obras

Segundo os desenvolvedores, os registros para a estrutura já foram apresentados, com aprovações iminentes. A construção está prevista para começar ainda em 2024.

Boom da construção em Miami

Miami está atualmente vivenciando seu maior boom de construção de edifícios altos na história. A cidade possui mais de 300 edifícios de grande altura, sendo que 45 deles ultrapassam 149 metros de altura. Um destes prédios é o Okan Tower, que terá 70 andares e 275 metros. Outra construção notável é o Baccarat Residences, com 75 andares, 252 metros e três torres. Já o Aston Martin Residences é um edifício de 66 andares em forma de veleiro, com fachada em frente a água de 150 metros. Ainda, o 1 Southside Park está em construção e deverá ter 50 andares e 230 metros. Com 213 metros e 65 andares, a torre E11EVEN Hotel & Residences lançou as vendas em 2021 e rapidamente esgotou suas unidades. Outro grande edifício de Miami é o 830 Brickell, com 50 andares e 224 metros – o prédio conta com inquilinos como Microsoft, Blackstone, Citadel, WeWork, Marsh Insurance, e muitas outras empresas de alto nível.

Fontes:
Carlos Ott Architects possui mais de quarenta anos de experiência excepcional no design de projetos arquitetônicos. A empresa é dedicada ao design e a projetos de grande escala nos campos da arquitetura, design de interiores e planejamento urbano.

O professor Luiz Roberto Prudêncio Junior é doutor em Engenharia Civil pela Escola Politécnica da USP (com Bolsa sanduiche IRC/NCC – Ottawa). Realizou pós-doutorado na Loughborough University, Inglaterra (2000-2001) e na Universidade da Califórnia – Berkeley (2014-2015). É professor titular emérito do Departamento de Engenharia Civil da UFSC. Sócio proprietário da PWD – Consultoria em Concretos, é consultor de empresas de pré-fabricados, de produção de agregados e de grandes construtoras nacionais na especificação, dosagem e controle de concretos utilizados na infraestrutura e superestrutura de grandes obras, principalmente relacionadas a edifícios altos.

Contato
Carlos Ott Architects - info@carlosott.com
Luiz Roberto Prudêncio Junior - prudenciouk@hotmail.com

Jornalista responsável
Marina Pastore
DRT 48378/SP

A opinião dos entrevistados não reflete necessariamente a opinião da Cia. de Cimento Itambé.