Piracicaba terá 45 km de vias em pavimento urbano de concreto

As avenidas Conde do Pinhal, Limeira e 1° de Agosto (sentido Piracicaba - São Pedro) já receberam a aplicação do pavimento de concreto.
Crédito: Prefeitura de Piracicaba | Semuttran

Em dezembro de 2023, a Prefeitura de Piracicaba (SP), por meio da Semuttran (Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana, Trânsito e Transportes), deu início à aplicação de pavimento urbano de concreto em suas vias. A ação começou pela rua Professor Benedito de Andrade, no Unileste, e deve englobar 32 pontos do município, contemplando cerca de 45 km de avenidas e ruas da cidade com intenso fluxo de veículos.

As obras fazem parte de um pacote de recape com material asfáltico e de concreto, que deve beneficiar 258 km de vias de Piracicaba. Este projeto deve acontecer em quatro etapas.

De acordo com a Prefeitura de Piracicaba, nesta primeira fase de pavimentação será utilizado o PUC (Pavimento Urbano de Concreto), para tráfego leve e para tráfego pesado, com alternância do dimensionamento (espessura) das camadas de concreto.

O prefeito de Piracicaba, Luciano Almeida, destacou que o foco é nas principais vias do município, nas entradas de Piracicaba e ruas com maior fluxo de veículos. Ainda segundo Almeida, a cidade tem 1.800 km de malha asfáltica e cerca de 85% deste pavimento encontra-se com a vida útil vencida.

“Nos últimos 18 anos, não ocorreram serviços de recapeamento asfáltico, então resolvemos fazer um projeto parrudo, com concreto, por conta da maior durabilidade”, afirmou Almeida.

Teste com o pavimento de concreto e preparação das vias

Antes de fazer a aplicação do material nas vias, foi feita uma placa teste e o desempenho foi satisfatório, de acordo com o engenheiro Evandro Oriani Sotto, da Semuttran. Ainda segundo informações de Sotto, não houve retração do concreto, que é um indicador de resultado positivo. Após esta etapa, foi iniciada a aplicação definitiva do pavimento de concreto. “É uma tecnologia inovadora, que tem grande durabilidade”, destacou Sotto.

Em alguns casos, os trabalhos que antecedem a pavimentação incluem a extensão da rede de drenagem de águas pluviais, com demarcação topográfica, escavação, assentamento dos tubos, execução de poço de visita e execução de boca de lobo, além de terraplenagem, compactação, e camadas de pedras e BGS (Brita Graduada Simples).

Vantagens do pavimento de concreto urbano

De acordo com a Prefeitura do Município de Piracicaba, o pavimento de concreto tem maior durabilidade, diminui o custo com manutenção de veículos e a possibilidade de ocorrência de acidentes, agiliza o trânsito e diminui a poluição, pois não deforma quando há aceleração, frenagem e provas de cargas dos veículos. “Há menor interferência de manutenção preventiva e corretiva; maior segurança do usuário devido a macro e microtexturas; melhor reflexão da luz na superfície do pavimento; economia de até 30% nos gastos com iluminação pública e redução na temperatura ambiente em até 5 ºC, devido à superfície clara”, informou o órgão.

Andamento das obras

Em março de 2024, as avenidas Conde do Pinhal, Limeira e 1° de Agosto (sentido Piracicaba – São Pedro) foram liberadas após a aplicação do pavimento de concreto. Atualmente, a obra de asfaltamento prossegue na avenida 1º de Agosto, seguindo na mesma direção, desde o posto de gasolina Rezendão até a passagem de pedestres (Arcelormittal).

Fonte
Prefeitura de Piracicaba (SP) e Semuttran (Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana, Trânsito e Transportes).

Contato
semuttran@piracicaba.sp.gov.br 

Jornalista responsável
Marina Pastore
DRT 48378/SP

A opinião dos entrevistados não reflete necessariamente a opinião da Cia. de Cimento Itambé. 


Maringá é a cidade com melhor saneamento do Brasil

Maringá conquistou a universalização do saneamento.
Crédito: Roberto Dziura Jr/AEN

A cidade de Maringá (PR) foi a primeira colocada na 16ª edição do Ranking do Saneamento 2024. No top 20, também estão outros municípios paranaenses como Cascavel, Ponta Grossa, Foz do Iguaçu e Londrina. Produzido pelo Instituto Trata Brasil (ITB), em parceria com GO Associados, este estudo avalia os 100 municípios mais populosos do Brasil

Junto com São José do Rio Preto (SP) e Campinas (SP), Maringá alcançou a pontuação máxima disponível. Isso significa que estas cidades conquistaram a universalização do saneamento, de acordo com o Marco Legal do Saneamento. Isto, é, possuem 99% de sua população com acesso à água tratada e 90% com coleta e tratamento de esgoto. Como critério de desempate entre as três primeiras colocadas, foram considerados os níveis de cobertura nos três indicadores da dimensão “Nível de Atendimento” (Indicador de Atendimento Total de Água, Indicador de Atendimento Total de Esgoto e Indicador de Tratamento Total de Esgoto).

Por outro lado, o panorama nacional mostra que mais de 32 milhões de brasileiros vivem sem acesso à água e cerca de 90 milhões não são atendidos com o serviço de coleta de esgoto, além de apenas 52,2% do esgoto ser tratado. Neste sentido, quais são as iniciativas realizadas pelo Paraná que podem inspirar outras regiões?

Investimento

Uma das respostas para o destaque do Paraná no ranking pode estar no investimento destinado ao saneamento. De acordo com o estudo, os 20 melhores municípios tiveram um investimento anual médio no período de 2018 a 2022 de R$ 201,47 por habitante. No entanto, este valor ainda é cerca de 13% abaixo do patamar nacional médio para a universalização. Por outro lado, os 20 piores municípios tiveram um investimento anual médio no período de 2018 a 2022 de R$ 73,85 por habitante, cerca de 68% abaixo do patamar nacional médio para a universalização.

Outro estudo recente da Trata Brasil, intitulado “Benefícios Econômicos da Expansão do Saneamento no Paraná”, mostrou também que em 2005, a rede de distribuição de água (que era de 40 mil quilômetros de extensão em 2005), passou para 72,9 mil quilômetros em 2022. Este valor representa uma taxa de crescimento de 3,6% ao ano. Ainda neste período, a rede de coleta de esgoto aumentou de 19 mil quilômetros para 42,2 mil quilômetros, o que representa um aumento de 4,8%. 

Se forem considerados os valores corrigidos, tem-se que entre 2005 e 2022 foram investidos R$ 22,1 bilhões em obras de manutenção e expansão de redes de água e de esgoto no Paraná. Este valor corresponde a R$ 1,23 bilhão por ano na média do período, segundo o estudo da Trata Brasil. 

Divisão de microrregiões 

De acordo com o Instituto Água e Saneamento, a regionalização da gestão dos serviços de saneamento básico é um dos grandes eixos do novo marco legal. No Paraná, a proposta de regionalização do saneamento básico, presente na Lei Complementar n° 237/2021 (aprovada em 09/07/2021), propõe a criação de três microrregiões dos serviços públicos de abastecimento de água e de esgotamento sanitário: Oeste, Centro-leste e Centro-litoral.

Eduardo Pimentel, secretário das Cidades (Secid), declarou que o Paraná tem condições de alcançar antecipadamente as metas definidas pelo Marco do Saneamento porque trabalha com regionalização e possibilidades de potencializar os contratos com prestadores de serviços.

Futuro do saneamento no Paraná

De acordo com estudos elaborados pela Fundação para Pesquisa e Desenvolvimento da Administração, Contabilidade e Economia (Fundace), seriam necessários investimentos de R$ 3,1 bilhões para a ampliação dos serviços de captação, tratamento e distribuição de água para 100% da população dos municípios paranaenses. Com relação à questão de coleta de esgoto, deverão ser aplicados R$ 13 bilhões para cumprir o determinado pelo Marco do Saneamento, segundo o mesmo estudo do Fundace. 

Na opinião de Luana Pretto, presidente-executiva do Instituto Trata Brasil, o estudo “Benefícios Econômicos da Expansão do Saneamento no Paraná” sugere que o Paraná percorre o caminho para alcançar a universalização do saneamento básico. Consequentemente, isso deve trazer um crescimento relevante para o estado

“Uma vez que leve o acesso de água e coleta e tratamento de esgoto universalizados aos habitantes, serão notáveis os ganhos para os habitantes do estado. Serão mais de R$ 47 bilhões em benefícios, com destaque para o aumento de renda do trabalho com a expansão, que será de mais de R$ 26 bilhões”, conclui Luana.

Fontes
Instituto Trata Brasil
Eduardo Pimentel, secretário das Cidades (Secid)
Fundação para Pesquisa e Desenvolvimento da Administração, Contabilidade e Economia (Fundace)

Contatos
imprensa@tratabrasil.org.br
editor@secom.pr.gov.br

Jornalista responsável
Marina Pastore
DRT 48378/SP

A opinião dos entrevistados não reflete necessariamente a opinião da Cia. de Cimento Itambé. 


Thomas Gomes assume a presidência da Ademi-PR

Para Thomas Gomes, a questão de como se dará a reforma tributária ainda é uma das grandes incertezas para o setor imobiliário.
Crédito: Ademi - PR

Há 45 anos, a Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná (Ademi-PR) tem seguido o objetivo de promover o desenvolvimento de empresas do setor imobiliário no Paraná, o que inclui construtoras, incorporadoras, imobiliárias, fornecedores, startups e profissionais liberais. Neste ano de 2024, o engenheiro Thomas Gomes, head de incorporação da Life Capital Partners (LCP), foi eleito presidente da Ademi-PR. Para saber mais sobre o cenário do mercado imobiliário, a equipe do Massa Cinzenta conversou com o novo presidente. Confira:

Como você avalia o desempenho do mercado imobiliário no Paraná nos últimos anos e quais são suas expectativas para o biênio 2024-2025? 

Thomas Gomes: Costumo afirmar que o desempenho do mercado no Paraná, especialmente nos últimos dois ou três anos (pós-pandemia), embora enfrentasse diversas dificuldades e cenários desfavoráveis, manteve-se positivo. Conseguimos superar, até mesmo, as expectativas estabelecidas para os anos de 2022 e 2023. Embora sempre esperemos melhores resultados, conseguimos superar significativamente as perspectivas que tínhamos. Apesar de muitas vezes o cenário não ser tão otimista, registramos um crescimento considerável tanto no mercado de Curitiba quanto no Paraná como um todo.

Olhando especificamente para 2024, para o qual temos acesso a mais dados, observamos um cenário econômico e setorial mais favorável para o segmento imobiliário. Com a queda da taxa de juros e a inflação controlada, tanto no aspecto dos materiais e serviços quanto na macroeconomia e insumos da população, espera-se um ambiente mais propício para a construção civil e a incorporação imobiliária. Além disso, há aspectos como as políticas relacionadas ao FGTS, ao programa Minha Casa Minha Vida e possíveis incentivos para incorporadores de empreendimentos econômicos, que podem alimentar ainda mais as expectativas positivas para o segmento em 2024.

Quanto a 2025, ainda é necessário avaliar o desenrolar do cenário ao longo deste ano, mas é esperada uma continuidade do que se observa em 2024. No entanto, no Brasil, é comum dizer que até mesmo o passado é incerto, pois não temos as variáveis a nosso favor. Apesar disso, conseguimos prosperar e o setor sempre demonstrou grande resiliência.

Quais são os principais desafios que você enxerga para o setor imobiliário neste momento, considerando as incertezas nos âmbitos político, fiscal e tributário? 

Thomas Gomes: Os principais desafios que enfrentamos realmente estão ligados à incerteza enfrentada pelo empresariado, especialmente no que diz respeito às questões políticas, fiscais e tributárias. Em particular, a questão do controle de gastos do setor público e a reforma tributária. Esta última ainda não está clara para a maioria das pessoas, e isso gera uma grande preocupação, principalmente para o setor da construção, pois não sabemos ao certo como essas mudanças irão impactar nos empreendimentos. Mesmo para aqueles envolvidos na elaboração dessas reformas, ainda há falta de clareza, o que nos leva a buscar uma compreensão mais precisa sobre o alcance dessas medidas - se terão um impacto significativo ou não. Superar esse desafio é crucial para que possamos desenvolver nossas atividades de incorporação e construção com maior segurança.

Além disso, enfrentamos os desafios típicos do mercado consumidor e da competição, que são naturais e, de fato, benéficos para os consumidores, pois proporcionam uma variedade maior de produtos no mercado. Especialmente no mercado paranaense e curitibano, a barra é elevada em todos os setores, o que é positivo. 

Embora também exista uma preocupação constante com os materiais, até o momento estamos lidando com um ambiente relativamente controlado nesse aspecto. No entanto, agora é crucial que compreendamos melhor esse cenário, especialmente nos três aspectos mencionados, para que possamos produzir com maior tranquilidade.

Quais são as iniciativas/projetos que a Ademi-PR pretende implementar ou priorizar para apoiar o crescimento e o desenvolvimento das empresas associadas nos próximos dois anos?   

Thomas Gomes:  Acredito que a Ademi-PR não é uma instituição propensa a "inventar moda". Nosso plano não envolve grandes inovações no que diz respeito ao formato. Essencialmente, nossa intenção é dar continuidade aos trabalhos iniciados nas gestões anteriores, priorizando iniciativas e projetos que fomentem um ambiente propício para a geração de negócios dentro das empresas associadas e, por extensão, para o mercado como um todo.

Nós nos destacamos como um dos poucos ambientes no Paraná onde praticamente toda a cadeia produtiva está representada e interage entre si. Essa interação gera um ambiente extremamente fértil, possibilitando uma maior coesão entre os associados e o compartilhamento de uma base de dados crucial para as decisões envolvendo fornecedores, instituições bancárias, incorporadores, construtores e imobiliárias. Isso nos permite ser mais assertivos em nossos lançamentos e nas estratégias de vendas de maneira geral.

Como você enxerga a relação entre o mercado imobiliário e as questões ambientais e de sustentabilidade? 

Thomas Gomes: Atualmente, o mercado imobiliário, e a economia como um todo, não pode se desvincular das questões ambientais e de sustentabilidade. O que antes era considerado um diferencial agora é visto como um pré-requisito essencial. A construção e a incorporação, em particular, tendem a ser atividades bastante ostensivas do ponto de vista ambiental, portanto, é imperativo adotar e implementar todas as medidas possíveis para mitigar esse impacto.

Essas medidas não se aplicam apenas diretamente, mas também ao longo de toda a cadeia produtiva. Atualmente, há incentivos por parte dos bancos financiadores de obras e até mesmo a própria cadeia produtiva está mais consciente. Produtores, empreendedores e profissionais liberais têm uma compreensão cada vez maior do impacto que suas atividades têm no meio ambiente.

A relação entre atividade produtiva e sustentabilidade é intrínseca; uma não pode existir sem a outra. Portanto, percebo um ambiente bastante receptivo às práticas sustentáveis. Embora ainda haja muito espaço para melhorias, como sempre há, já se observa uma grande receptividade por parte dos agentes da indústria.

Em relação à tecnologia e inovação, quais são os planos da Associação para incentivar a adoção de novas soluções e práticas dentro das empresas associadas? 

Thomas Gomes:  Este é um ponto que discutimos extensivamente: tecnologia e inovação já não são mais diferenciais, são necessidades. Acredito que todos devem buscar se renovar, atualizar e adotar tecnologia para otimizar ainda mais o ambiente produtivo. Hoje em dia, todos têm à disposição uma variedade de ferramentas que devem ser utilizadas, e que podem trazer benefícios significativos em termos de produtividade e qualificação profissional.

Há uma série de avanços que devem ser implementados rapidamente para que o setor produtivo seja ainda mais dinâmico e eficiente. A Ademi-PR, de modo geral, incentiva fortemente essa mentalidade. Inclusive, recentemente abrimos uma categoria voltada para startups de tecnologia, com mensalidades reduzidas, visando promover um ambiente de intercâmbio entre essas empresas e os incorporadores, imobiliárias e outros fornecedores. O objetivo é facilitar a interação entre aqueles que desenvolvem essas tecnologias geniais e aqueles que as utilizarão, promovendo uma troca enriquecedora de ideias e soluções.

Entrevistado

Thomas Gomes, é engenheiro e foi diretor de desenvolvimento imobiliário da incorporadora MDGP e fundador da Huma Engenharia, atualmente é head de incorporação da gestora de recursos Life Capital Partners, além de ser o presidente da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná (Ademi-PR) para o biênio 2024-2025.

Contato
tgomes@lifecapitalpartners.com.br    

Jornalista responsável
Marina Pastore
DRT 48378/SP

A opinião dos entrevistados não reflete necessariamente a opinião da Cia. de Cimento Itambé. 


Projeto de lei propõe direcionar recursos para pavimentação de concreto

Projeto de lei propõe que uso do pavimento de concreto seja feito em vias públicas (ruas, praças e calçadas) e demais obras de infraestrutura urbana.
Crédito: Envato

Um projeto de lei que tramita na Câmara dos Deputados, PL 2068/23, prevê que o governo destine 20% dos recursos orçamentários reservados à pavimentação em geral para a pavimentação de concreto em vias públicas (ruas, praças e calçadas) e demais obras de infraestrutura urbana sob responsabilidade do Poder Público.

O texto do projeto ainda defende que o pavimento de concreto seja incluído nos editais de licitação e nos contratos celebrados com empresas especializadas. Outra exigência é que os órgãos e entidades do Poder Público sejam responsáveis pela fiscalização das obras de pavimentação para averiguar se a lei está sendo cumprida. Caso contrário, devem ser aplicadas as sanções previstas em legislação específica aos contratados que descumprirem as obrigações estabelecidas.

Outro ponto abordado no texto do PL 2068/23 é que a adoção do pavimento de concreto deve atender às normas técnicas aplicáveis e considerar as especificidades e necessidades de cada projeto, a fim de garantir a eficiência, segurança e qualidade das obras realizadas.

Andamento do PL 2068/23

Segundo as últimas atualizações da Câmara dos Deputados, o PL 2068/23 estaria aguardando parecer do Relator na Comissão de Desenvolvimento Urbano (CDU).

PL destaca os benefícios do pavimento rígido

De acordo com o autor do projeto, o deputado Capitão Augusto (PL-SP), a adoção do pavimento de concreto pelo poder público traz inúmeros benefícios em termos de custo, desempenho, segurança e sustentabilidade. “Essa alternativa se mostra mais vantajosa do que o asfalto tradicional e alinha-se às demandas e necessidades da sociedade e do meio ambiente”, declarou. 

No texto apresentado, o deputado menciona também que o pavimento de concreto tem um custo inferior ao do asfalto e apresenta maior competitividade a longo prazo. “Isso se deve à sua durabilidade e alto desempenho, resultando em menores despesas com manutenção e reparos. Além disso, o uso de insumos nacionais na produção do concreto favorece a economia local e reduz a dependência de importações”, informa.

Ainda, o texto do PL também cita que o pavimento de concreto contribui para a redução da temperatura ambiente e promove a economia de energia elétrica. “Isso ocorre porque a superfície de concreto reflete mais luz solar, diminuindo o efeito de ilha de calor nas áreas urbanas e reduzindo a demanda por climatização nos edifícios próximos. Além disso, o menor impacto ambiental do concreto em comparação ao asfalto reforça o compromisso do poder público com a sustentabilidade”, explica.

Por fim, outro benefício levantado pelo projeto de lei é com relação à segurança e qualidade das vias. Segundo o texto apresentado, o concreto possui ótima resistência às deformações e maior resistência à abrasão dentre outras características, reduzindo a incidência de buracos e irregularidades no pavimento. “Isso resulta em uma alta taxa de segurança para motoristas e pedestres, diminuindo o risco de acidentes e melhorando a mobilidade urbana”, destaca.

Fontes
PL 2068/23 e deputado Capitão Augusto (PL-SP). 

Contato
dep.capitaoaugusto@camara.leg.br

Jornalista responsável
Marina Pastore
DRT 48378/SP

A opinião dos entrevistados não reflete necessariamente a opinião da Cia. de Cimento Itambé.


Feito com cimento, tijolo ecológico garante economia e sustentabilidade às obras

Tijolo ecológico é opção econômica e sustentável.
Crédito: Reprodução/O Tijolo

A busca por soluções modulares e de apelo estético – sobretudo para construções residenciais – tem tornado o tijolo de solo-cimento uma alternativa viável para este segmento.

Embora ainda seja um mercado não industrializado, os tijolos ecológicos são produzidos por meio da compactação de uma mistura entre cimento, água e solo, que são prensados a frio – evitando assim o uso de combustíveis para a queima do produto. 

A NBR 8491 (Tijolo de solo-cimento – Requisitos) preconiza aspectos relevantes do produto (como característica de análise dimensional, resistência à compressão e absorção de água, que pode ser maciço ou vazado.

Para Francisco Aguilar, o produto também pode proporcionar melhores condições térmicas e acústicas, além de reduzir consideravelmente o custo final da obra. "No sistema convencional, uma casa de 50 m2 é construída em cerca de 100 dias. Já no sistema construtivo modular, o tempo se reduz pela metade", explica, referindo-se ao uso do tijolo ecológico.

Por ser um produto modular - e, por consequência, gerando menor proporção de resíduos em canteiro - a execução da edificação acaba sendo mais eficiente, já que o processo é feito por sistema de encaixe. Cabe lembrar que por ser um produto sem função estrutural, a viabilidade desta solução se dá mediante a elaboração de projeto estrutural e compatibilidade com projetos complementares (como elétrico e hidráulico).

O estilo arquitetônico também é um aspecto determinante para a escolha deste tipo de tijolo. "O fator estético sempre foi levado em consideração na hora de optar no uso do tijolo ecológico", afirma Aguilar. Isso porque o design mais rústico, com “tijolinhos à vista”, cria ambientes diferenciados e marcantes

Estudos sobre fontes de água e insumos para tijolo ecológico

Alessandro Campos, graduado em Arquitetura e Urbanismo, doutor em Engenharia de Produção e mestre em Engenharia das Edificações e Saneamento, realizou um estudo em 2018, ao lado de outros especialistas, sobre "Comportamento estrutural de tijolos de solo-cimento utilizando diferentes fontes de água e métodos de cura".

Ambientes ganham estilo rústico com tijolo de solo-cimento.
Crédito: Celso Brando/Divulgação

"Nosso estudo tinha a intenção de apresentar a possibilidade de uso de água na mistura por usuários de regiões sem fornecimento de água, possibilitando uso dos insumos de água coletada de chuva ou de rios", explica o engenheiro. "Mas a água mais utilizada continua sendo a água fornecida pela concessionária de abastecimento de água, devido ao acesso mais fácil para o processo produtivo."

Professor na Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, Campos também destaca que tem participado de outros estudos sobre o assunto, mas com diferentes abordagens. Como, por exemplo, colocando foco na utilização, na mistura, de materiais provenientes de descarte, como borracha de pneus inservíveis, lama de marmorarias, pós de pedras, lama de estação de tratamento de esgoto (ETE) e bagaços de diferentes fontes (cana, baru, milho, etc).

"Os estudos têm se mostrado promissores, pois, além de gerar renda para uma comunidade, pode diminuir o impacto ambiental com o uso de um material que usualmente seria descartado (muitas vezes de forma inadequada)", afirma Campos.

Fontes
Alessandro Campos, graduado em Arquitetura e Urbanismo, mestre em Engenharia das Edificações e Saneamento e doutor em Engenharia de Produção
Francisco Aguilar, diretor da Jarfel

Jornalista responsável
Fabiana Seragusa 
Vogg Experience

A opinião dos entrevistados não reflete necessariamente a opinião da Cia. de Cimento Itambé.


Descarte irregular de resíduos da construção atinge 86% em Goiás; decreto é elaborado

Fim dos lixões é meta do Estado de Goiás.
Crédito: Envato

Um monitoramento realizado em dezembro de 2023 pelo Plano Estadual de Resíduos Sólidos (Pers) de Goiás aponta que 86% dos resíduos da construção civil são descartados de modo irregular no Estado. Os dados foram coletados a partir de consultas aos municípios goianos.

De acordo com a Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), o levantamento aponta que 52% desses resíduos vão, atualmente, para os lixões, enquanto 21% são colocados em encostas, corpos d'água ou lotes vagos, além dos chamados "bota-fora". Outros 10% são usados na manutenção de estradas e/ou controle de erosão, 9% são descartados em aterros sanitários, 4% ficam em locais específicos para resíduos inertes e 4% em aterros controlados.

"Atualmente, está em processo de elaboração um decreto que irá estabelecer diretrizes e procedimentos para a gestão e gerenciamento dos resíduos da construção civil (RCC) no Estado de Goiás, contemplando tanto os grandes quanto os pequenos geradores", conta, ao Massa Cinzenta, Kaoara Batista de Sá, Superintendente de Desenvolvimento Sustentável e Resíduos Sólidos.

"O decreto irá priorizar medidas para a redução, reciclagem e reutilização destes resíduos, induzindo a disposição final em aterro de inertes como última alternativa. Assim, pretende-se que a totalidade de RCC gerados tenham destinação ambiental adequada, contribuindo para a preservação do meio ambiente e para a sustentabilidade da construção civil em Goiás", explica.

Meta é acabar com lixões até agosto

Como forma de promover a gestão de resíduos sólidos, Goiás determinou, por meio do decreto 10.367/2023, que os municípios do Estado têm o dever de encerrar seus respectivos lixões até agosto deste ano.

Chamada de Programa Lixão Zero, a iniciativa estabelece duas fases: a transitória e a definitiva. Na primeira, os municípios precisam apresentar um projeto de coleta seletiva, solicitar a licença de encerramento do lixão atual, iniciar o processo de reabilitação da área e determinar um local ambientalmente adequado para receber os resíduos que produz. Na etapa final, os municípios e o governo do Estado vão implementar os aterros sanitários.

A Semad salienta que os resíduos sólidos, quando não gerenciados de forma correta, acarretam danos ambientais, com a degradação de recursos naturais (contaminação do solo, lençol freático e cursos hídricos), além da proliferação de vetores de doenças, desencadeando problemas de saúde pública.

Descarte irregular de resíduos da construção em Goiás chega a 86%.
Crédito: Divulgação/Governo de Goiás

Kaoara Batista de Sá diz que os municípios têm demonstrado "inequívoco interesse em avançar no encerramento definitivo dos lixões" e que eventuais dificuldades de teor técnico vêm sendo solucionadas com a realização de workshops, palestras e reuniões individuais, com a presença de técnicos da Semad.

"No entanto, diante da atual conjuntura econômica vivenciada por grande parte dos pequenos municípios goianos, são verificadas diversas dificuldades nesse âmbito. De modo que a Semad tem os auxiliado na busca por alternativas (tais como aterros temporários de pequenos porte e consórcios) para atender o decreto."

A superintendente destaca outro alicerce da estratégia do Governo de Goiás em relação ao tema, que é aprimorar a infraestrutura e a oferta de serviços públicos referentes ao gerenciamento de resíduos sólidos urbanos, com o objetivo de cumprir as obrigações legais e proporcionar serviços de alta qualidade.

A ideia é estar em conformidade com a Lei Complementar nº 182/2023, que definiu os termos para regionalização do saneamento básico no Estado (abastecimento de água, esgotamento sanitário, drenagem pluvial e gestão de resíduos sólidos). "O Estado de Goiás está atualmente em processo de contratação de consultoria para modelagem de concessões, contemplando rotas tecnológicas, valores da tarifa, metas e indicadores."

Fontes
Kaoara Batista de Sá, Superintendente de Desenvolvimento Sustentável e Resíduos Sólidos
Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad)

Jornalista responsável
Fabiana Seragusa 
Vogg Experience

A opinião dos entrevistados não reflete necessariamente a opinião da Cia. de Cimento Itambé.


Por que a Europa quase não tem arranha-céu?

Shard London Bridge, em Londres, está entre os edifícios mais altos da Europa.
Crédito: Envato

Ao pensar em arranha-céus, geralmente vêm à cabeça os grandes edifícios que estão sendo construídos na Ásia e Oriente Médio ou então os altíssimos prédios em Nova York. Neste quesito, o velho continente costuma ficar de fora. Mas por que a Europa quase não tem arranha-céus?

Atualmente, alguns dos prédios mais altos do continente são o Lakhta Center (São Petersburgo, Rússia) com 462 metros de altura e o Shard London Bridge (Londres, Inglaterra) com 310 metros. Ainda assim, o Burj Khalifa, edifício mais alto do mundo atualmente, tem 828 metros de altura (quase o dobro do Lakhta Center). Além disso, recentemente, Paris voltou a proibir a construção de arranha-céus. Por que isso acontece?

Para a arquiteta Maiara Faria, isto se deve ao fato de o continente valorizar a história e a integração com a paisagem urbana tradicional. “Muitos centros urbanos europeus priorizam um desenvolvimento mais equilibrado por já existirem políticas públicas de preservação das edificações seculares. Isso não quer dizer que não exista o desejo evidente de grandes incorporadoras de encontrarem uma saída para seus arranha-céus modernos. Também, com exceção das grandes metrópoles, dependendo da região, principalmente cidades do interior, a construção de arranha-céus não acompanha e muitas vezes não justifica o ritmo da cidade”, explica Maiara.

Alessandro Lopes, arquiteto e urbanista, complementa que, historicamente, as cidades europeias desenvolveram-se em torno de edifícios mais baixos e estruturas históricas, muitas das quais remontam a séculos atrás. “A preservação da arquitetura tradicional e da estética urbana tem sido uma prioridade nessas cidades, levando a restrições de altura para novos edifícios”, comenta.

Outro ponto é que o espaço urbano na Europa é frequentemente limitado e já está ocupado por edifícios mais antigos e monumentos históricos. “Isso dificulta a construção de arranha-céus modernos, que demandam grandes áreas de terreno”, afirma Lopes.

 Ainda, na Europa há uma preocupação com a preservação das vistas panorâmicas e do horizonte das cidades europeias, muitas das quais são conhecidas por suas paisagens urbanas distintas. “Restringir a altura dos edifícios ajuda a manter essas características visuais que são valorizadas tanto pelos residentes quanto pelos visitantes”, aponta Lopes.

Desafios para construir arranha-céus na Europa

Um dos pontos mais desafiadores para a construção de arranha-céus na Europa é a infraestrutura das cidades. “Muitas já têm uma estrutura urbana consolidada ao longo dos séculos, dificultando a inserção de edifícios altos sem impactar negativamente o ambiente. E aí estamos falando desde o impacto visual (mais proeminente e óbvio), mas muito mais a fundo, como infraestrutura dessas edificações, que, precisam também ser novas e modernas, com sistema de esgoto, aquecimento, ar-condicionado, até mesmo tecnologias de placas solares, economia de água e automação. Portanto não envolve apenas o m² de locação do edifício, mas todo o ecossistema em torno dele, que exigirá também uma modernização, na visão de quem o implementa e do usuário comprador”, destaca Maiara. 

Outra questão diz respeito ao planejamento urbano. “Uma das grandes discussões – prudentes – quando se fala em edificações novas em centros históricos é o planejamento urbano integrado para evitar congestionamentos, proporcionar segurança, áreas de lazer e serviços próximos, como farmácias, cafeterias, etc. Além disso, há a preocupação com a preservação cuidadosa de edifícios históricos adjacentes, levando em consideração o seu real valor, e evitando de ofuscá-los ou ignorá-los com a construção dos novos. De novo, repito, a preservação do património vai muito além da edificação física, mas do que ela representa para a sociedade e para a cultura daquele povo”, afirma Maiara.  

Quais seriam as consequências de construir arranha-céus na Europa?

De acordo com Maiara, as consequências podem ser tanto positivas quanto negativas. “Do lado positivo, há a possibilidade de revitalização de áreas urbanas e a criação de espaços mais modernos e funcionais, que atendam as necessidades atuais do usuário. Já no lado negativo, há a possível descaracterização da paisagem histórica e também desafios relacionados à qualidade de vida e coesão social que precisam ser cuidadosamente considerados e gerenciados”, opina a arquiteta. 

Lakhta Center, em São Petersburgo, está entre os edifícios mais altos da Europa.
Crédito: Envato

Já Lopes vê que a construção de mais arranha-céus poderia impulsionar a inovação arquitetônica, resultando em edifícios icônicos e futuristas que se tornariam marcos emblemáticos das cidades europeias. “Essas estruturas poderiam incorporar tecnologias avançadas, como fachadas inteligentes, sistemas de energia renovável integrados e design sustentável, elevando o padrão estético e funcional das cidades”, sugere. 

Da mesma forma, Lopes acredita que, com o aumento da verticalização, as cidades europeias poderiam explorar novas formas de integração vertical, criando espaços urbanos tridimensionais que combinam áreas residenciais, comerciais, culturais e verdes em diferentes níveis. “Essa abordagem inovadora poderia otimizar o uso do espaço urbano, promover a conectividade entre bairros e oferecer experiências urbanas diversificadas”, indica.

Por outro lado, Lopes também menciona que a construção desenfreada de arranha-céus sem políticas adequadas de habitação acessível poderia agravar a desigualdade social nas cidades europeias. “A concentração de riqueza em determinadas áreas verticais poderia criar divisões socioeconômicas profundas, excluindo comunidades marginalizadas e contribuindo para a segregação urbana”, defende.

Outro ponto desafiador é o impacto ambiental. “Se a construção dos arranha-céus não seguir práticas sustentáveis, poderia resultar em sérios impactos ambientais negativos. O aumento do consumo de energia, a geração de resíduos de construção e a emissão de poluentes poderiam sobrecarregar os ecossistemas urbanos, comprometer a qualidade do ar e da água, além de acelerar as mudanças climáticas”, pontua Lopes.

Entrevistados:

Maiara Faria é arquiteta com mais de 13 anos experiência de mercado, dos quais, por 02 anos e meio, residiu em Milão, Itália, onde esteve à frente de projetos de interiores de sua autoria entre 2016 e 2019. Sua carreira soma-se com os 04 anos que contribuiu como arquiteta no renomado escritório Jayme Bernardo Arquitetura, gerenciando projetos de alto padrão na cidade de Curitiba, entre os anos de 2012 e 2016. Hoje, dedica-se intensamente em criar projetos corporativos e comerciais.

Alessandro Lopes é arquiteto e urbanista, professor de arquitetura da Esamc Santos especializado em cidades inteligentes e infraestrutura urbana. 

Contatos
*Ambas as fontes foram através da mesma assessora de imprensa - bartirabetini@gmail.com

Jornalista responsável
Marina Pastore
DRT 48378/SP

A opinião dos entrevistados não reflete necessariamente a opinião da Cia. de Cimento Itambé.


Uruguaiana poderá receber investimento de R$ 6,5 bilhões em energia eólica

Projeto prevê de 160 a 200 aerogeradores na área de 32 mil hectares.
Crédito: Envato

Em janeiro de 2024, foi apresentado ao governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, o Projeto Eólico Minuano do Ibirocai, na cidade de Uruguaiana (RS). De acordo com o planejamento, o investimento previsto é de R$ 6,5 bilhões. 

Se concretizado, o Complexo Eólico terá capacidade de 1 GW, suficiente para atender a 4,1 milhões de habitantes. Estão previstos de 160 a 200 aerogeradores na área de 32 mil hectares. O projeto foi assinado pela Norwind Energias Renováveis. 

Para se ter uma noção, de acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), as fontes eólicas respondem hoje por 14% da geração de energia no país, com potência de 29 milhões de kilowatts. 

Impactos do Complexo Eólico Minuano do Ibirocai

O projeto tem estimativa de gerar 10 mil empregos e ter impacto de 20% no PIB municipal. De acordo com o prefeito de Uruguaiana, Ronnie Mello, é o maior projeto eólico do Sul do Brasil que está se encaminhando para se tornar realidade e transformar Uruguaiana. 

Para o líder do governo na Câmara, vereador Carlos Delgado, o projeto trará investimento expressivo acompanhando inúmeros benefícios para Uruguaiana. “A começar por empregos durante a fase de instalação. Teremos impacto positivo em toda a economia local com um projeto desse porte, beneficiando toda a população. Também precisamos lembrar que a energia gerada pela força dos ventos é 100% limpa, não polui o meio ambiente”, informou. 

Andamento do projeto

De acordo com a Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Infraestrutura (SEMA – RS) e a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) do Rio Grande do Sul, o licenciamento ambiental do parque eólico está em processo de tramitação junto à Fepam, em fase inicial. O órgão licenciador aguarda a conclusão do Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) por parte do empreendedor, para analisar a viabilidade do empreendimento na área prevista. A intenção da Norwind Energias Renováveis é obter a Licença Prévia (LP) até o fim de 2024. 

Torres eólicas com concreto protendido

Ainda não foram divulgados detalhes sobre a forma de construção das torres eólicas para a Projeto Eólico Minuano do Ibirocai. No entanto, uma alternativa que tem sido adotada nas construções recentes são as estruturas em concreto protendido. De acordo com a palestra do engenheiro civil Evandro Duarte , o setor de energia eólica no Brasil constatou que as estruturas metálicas das torres apresentam fragilidades ausentes nas torres feitas com concreto protendido.

Dentre outras vantagens do uso do concreto levantadas por Duarte estão menor tempo na execução, possibilidade de fazer torres mais altas, baixa manutenção, ausência de oxidação e maior resistência ao fogo.

Fontes:
Prefeitura de Uruguaiana
Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Infraestrutura (SEMA – RS)
Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam)
Engenheiro civil Evandro Duarte

Jornalista responsável
Marina Pastore
DRT 48378/SP

A opinião dos entrevistados não reflete necessariamente a opinião da Cia. de Cimento Itambé.


Com investimento de R$ 150 milhões, rodovia do DF será toda reconstruída com concreto

Obras de pavimentação de concreto na Epig já começaram.
Crédito: F. Gualberto/Divulgação

Começaram em janeiro as obras de requalificação da Estrada Parque Indústrias Gráficas (Epig), no Distrito Federal, que substituirá o asfalto por concreto em toda a sua extensão - são três faixas de rolamento em cada sentido, alcançando 12 km.

A iniciativa surgiu após o projeto de modernização da Via Estrutural, outra importante rodovia do DF, que também recebeu pavimentação rígida. A obra foi concluída no final de 2023 e beneficia os cerca de 100 mil motoristas que passam por lá todos os dias. Ao todo, o Distrito Federal pretende implementar 242 km de pavimento de concreto em suas vias, com investimento de aproximadamente R$ 400 milhões.

De acordo com a assessoria de comunicação da Secretaria de Obras do DF, as obras de requalificação da via Epig preveem, além de pavimentação em concreto, a implantação de faixa exclusiva para ônibus no sistema BRT, a construção de nove viadutos, estações BRT, passagens para pedestres e ciclovias. Por questões de logística e segurança, as obras serão realizadas em seis trechos.

"Antigamente, o custo do pavimento em concreto era bastante elevado em comparação com o pavimento asfáltico. No entanto, nos últimos anos, esses valores se equipararam, tornando o uso do pavimento rígido, especialmente nas vias com tráfego elevado de veículos pesados, mais vantajoso", explica Luciano Carvalho, Secretário de Obras. "Além disso, estudos apontam que o pavimento rígido tem durabilidade mínima de cerca de 15 anos, reduzindo significativamente os gastos com manutenção."

Segundo o Secretário, em um primeiro momento, a intenção era de que o pavimento asfáltico da Epig fosse recuperado, mas, após estudos elaborados pelo consórcio responsável pela obra, entendeu-se que seria mais eficiente e econômico a troca do atual pavimento por concreto, usando a metodologia construtiva conhecida como whitetopping.

"O Distrito Federal é uma das primeiras unidades da federação a adotar o pavimento rígido em algumas das principais vias da cidade. Entendemos que essa será uma tônica nacional, especialmente nas vias com alto tráfego de veículos pesados, como ônibus e caminhões", avalia Luciano Carvalho.

A Secretaria de Obras acrescenta, ainda, que a obra da Epig faz parte do corredor Eixo-Oeste, que prevê a construção de 38,7 km de corredor de ônibus BRT, do Sol Nascente ao Eixo Monumental e ao Terminal Asa Sul - e que todo ele será executado em concreto

Seis trechos das obras na Epig 

Projeto conta com investimento de cerca de R$ 150 milhões.
Crédito: F. Gualberto/Divulgação

O primeiro trecho abrange a implantação de corredor BRT, a construção de dois novos viadutos, instalação de ciclovias, obras de drenagem, pavimentação, sinalização, paisagismo, calçadas e mobiliário urbano. Apenas as obras do trecho 1 estão em andamento neste momento.

O segundo trecho, localizado no intervalo entre a interseção Epig/ESPM e a interseção entre Epig/Sudoeste/Parque da Cidade, prevê a implantação do corredor BRT e a construção de três viadutos, além de instalação de ciclovias, obras de drenagem, pavimentação, sinalização, paisagismo, calçadas e mobiliário urbano.

O terceiro trecho está concluído e consistiu na construção de viaduto na interseção da Epig com o Sudoeste e o Parque da Cidade.

A quarta etapa será executada no intervalo entre a interseção Epig/Sudoeste/Parque da Cidade e o entroncamento do Setor de Indústrias Gráficas (SIG) e consiste na implantação do corredor BRT, na construção de dois novos viadutos e na implantação de duas passarelas subterrâneas para pedestres, além de instalação de ciclovias, obras de drenagem, pavimentação, sinalização, paisagismo, calçadas e mobiliário urbano.

O quinto trecho da obra prevê, entre outros serviços, a construção de um viaduto, implantação do corredor BRT e ciclovias, além de obras de drenagem, pavimentação e paisagismo.

O sexto e último trecho estabelece a readequação do sistema viário para duplicação da via e implantação de estacionamentos públicos, além de obras de drenagem, pavimentação e implantação de ciclovias.

Fontes
Luciano Carvalho, Secretário de Obras
Secretaria de Obras do Distrito Federal

Jornalista responsável
Fabiana Seragusa 
Vogg Experience

A opinião dos entrevistados não reflete necessariamente a opinião da Cia. de Cimento Itambé.


Prédio é evacuado em Praia Grande após danos estruturais; por que esse problema ocorre?

Prédio de 19 andares foi evacuado por danos estruturais.
Crédito: Prefeitura de Praia Grande/Divulgação

No dia 13 de fevereiro, um prédio residencial de 19 andares foi evacuado em Praia Grande, no litoral de São Paulo, após três colunas do edifício sofrerem cisalhamento, de acordo com o Corpo de Bombeiros da cidade.

O cisalhamento ocorre a partir da ação de uma força na direção transversal ao eixo do material, causando deformação. Segundo a corporação, não houve risco iminente de desabamento e nem houve vítimas, e, agora, engenheiros e técnicos buscam identificar as causas do problema para produzir o laudo oficial. Enquanto isso, os moradores não podem retornar aos apartamentos.

Mas o que pode provocar danos nas estruturas de um prédio? É obrigatória a realização de inspeções periódicas? A ruptura acontece de forma rápida?

Para saber mais sobre o assunto, o Massa Cinzenta conversou com o engenheiro Antonio Stramandinoli Junior, sócio-diretor da Kalkulo Projetos Estruturais, empresa com mais de 40 anos de existência, com sede em Curitiba, no Paraná.

Leia a entrevista

Segundo o Corpo de Bombeiros, três colunas do prédio da Praia Grande estavam recebendo uma carga maior do que elas de fato aguentavam, e, por isso, houve a evacuação. O que pode causar um problema assim? Pode ser tanto problema na construção, em si, quanto por ações dos moradores?

Antonio Stramandinoli Junior: Nesse caso, onde o edifício foi construído há muito tempo, não pode ser considerado um problema de execução ou de projeto. Normalmente, o que causa problema desse tipo pode ser uma deterioração da estrutura, como corrosão das armaduras, ou, então, um acréscimo de carga, provocada por uma alteração na ocupação de um ou mais pavimentos. Pode acontecer, também, em uma manutenção para a correção da corrosão das armaduras dos pilares, quando executada sem a técnica adequada. Essas intervenções na estrutura exigem experiência e cuidados especiais. 

Quando um problema na estrutura acontece, a ruptura e o estrago costumam aparecer aos poucos ou de forma rápida?

Antonio Stramandinoli Junior: A norma de estruturas de concreto NBR 6118 define critérios para o dimensionamento de vigas, lajes e pilares, de modo que eles apresentem ruptura do tipo dúctil, ou seja, com avisos. Isto é, que antes do rompimento apresentem grandes deformações e ou deslocamentos e, também, uma fissuração em progressão, de modo que possamos perceber que aquele elemento estrutural está caminhando para um colapso.

Com uma atitude adequada, por parte dos responsáveis, na maioria das vezes, acidentes graves podem ser evitados. Por outro lado, acidentes que ocorrem durante a construção do edifício, ou logo após sua conclusão, podem definir que o problema teve origem em erros de execução ou de projeto.

Antonio Stramandinoli Junior, sócio-diretor da Kalkulo Projetos Estruturais.
Crédito: Divulgação

Tirar uma parede que não é permitida, durante reforma de algum apartamento, por exemplo, pode causar um problema assim?

Antonio Stramandinoli Junior: Pode, se o edifício foi projetado em alvenaria estrutural, onde as paredes são responsáveis tanto pela resistência das cargas como pela vedação. Em edifícios projetados com uma estrutura formada por lajes, vigas e pilares, que são os elementos estruturais responsáveis pela absorção e transmissão das cargas, a retirada de uma parede não traz nenhum problema de segurança, pois as paredes têm apenas a função de vedação.

Há alguma averiguação periódica obrigatória em prédios, para identificar um problema desses com antecedência?

Antonio Stramandinoli Junior: A NBR 6118 estabelece, em seu item 25.3, que a construtora deve entregar ao condomínio ou proprietário do imóvel um manual de utilização, inspeção e manutenção. A seguinte observação encontra-se nesse item da norma: “Esse manual deve especificar, de forma clara e sucinta, os requisitos básicos para a utilização e a manutenção preventiva, necessários para garantir a vida útil prevista para a estrutura, conforme indicado na ABNT NBR 5674”.

Um outro problema grave, que tem acontecido muito nos condomínios, é o caso das reformas internas dos apartamentos. Tanto que, agora, toda reforma tem que ser comunicada ao síndico, além de ser executada por profissionais com experiência e habilitados. Depois de muitos acidentes provocados por reformas executadas inadequadamente, entrou em vigor em 2014 a norma da ABNT NBR 16280 – Reforma em Edificações.

Atualmente, os problemas relacionados às reformas diminuíram, mas, infelizmente, não acabaram. A meu ver, por falta de fiscalização eficiente, por parte do órgão competente.

Fontes
Antonio Stramandinoli Junior, sócio-diretor da Kalkulo Projetos Estruturais
Prefeitura de Praia Grande

Jornalista responsável
Fabiana Seragusa 
Vogg Experience

A opinião dos entrevistados não reflete necessariamente a opinião da Cia. de Cimento Itambé.