COP27: Aumento da construção gera alta de emissão de carbono

Emissões de carbono pela construção civil cresceram 5% em 2021.
Crédito: Envato

Durante as negociações climáticas da COP27, no Egito, foi apresentado um documento da Organização das Nações Unidas (ONU) que apontou que as emissões de carbono pela construção civil cresceram 5% em 2021, sendo 2% maior que no pico pré-pandemia, em 2019.

Intitulado Relatório de Status Global para Edifícios e Construção (Buildings-GSR), ele fornece um instantâneo anual do progresso do setor de edifícios e construção em escala global e analisa o status de políticas, finanças, tecnologias e soluções para monitorar se o setor está alinhado com as metas do Acordo de Paris. Ele também fornece evidências às partes interessadas para persuadir os formuladores de políticas e a comunidade geral de edifícios e construção a agir.

O relatório de 2022 constata que, apesar de um aumento substancial no investimento e sucesso em nível global, reduzindo a intensidade energética dos edifícios, o consumo total de energia e as emissões de CO₂ do setor aumentaram em 2021 acima dos níveis pré-pandêmicos. 

De acordo com a ONU, a demanda de energia dos edifícios aumentou cerca de 4% de 2020 para 135 EJ – o maior aumento nos últimos 10 anos. As emissões de CO₂ das operações de edifícios atingiram um recorde histórico de cerca de 10 GtCO2, um aumento de cerca de 5% em relação a 2020 e 2% acima do pico anterior em 2019.

Neste ritmo, a organização aponta que não será possível cumprir as metas estabelecidas no acordo de Paris. 

“No entanto, o setor pode mudar. Por exemplo, o aumento dos custos dos combustíveis fósseis torna o investimento em eficiência energética mais atrativo – embora a erosão do poder de compra possa desacelerar investimento. A solução passa por direcionar os investimentos em construção de baixo e zero carbono por meio de recursos financeiros e não incentivos financeiros, especialmente para aqueles que são mais vulneráveis ​​a choques de preços de energia. Também há oportunidades em repensar os materiais. O setor pode reduzir seu impacto por exemplo, olhando para materiais alternativos e cimento descarbonizante. O uso de materiais alternativos é particularmente relevante para o continente africano, foco especial do relatório. Grande parte das novas habitações e o estoque nas próximas décadas será construído na África. Para evitar o aumento das emissões e criar edifícios que são resilientes aos impactos das mudanças climáticas, os países devem olhar para a construção sustentável de materiais e técnicas, em que o continente é rico”, afirma Inger Andersen, subsecretária-Geral da Organização das Nações Unidas e Diretor Executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente.

Emissões na indústria do cimento brasileira

De acordo com Paulo Camillo Penna, presidente da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) e do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC), hoje a indústria brasileira do cimento apresenta um dos menores índices de emissão específica de CO₂ no mundo, graças a ações mitigadoras que vêm sendo implementadas pelo setor nas últimas décadas. “Enquanto o mundo em média emite 620 quilos de CO₂ por tonelada de cimento, a indústria brasileira emite 564 quilos. Além disso, de acordo com a Get the Numbers Right (GNR), em 2014, o Brasil tinha 15% de uso de combustíveis alternativos (entre biomassa e resíduos industriais) para produção do cimento. Em 2019, este índice subiu para 31%. Embora seja um número bom e tenha ocorrido uma aceleração, ainda é longe da média dos países europeus, que é de 50%. Em países como Alemanha e Áustria, chega a 90%”, aponta 

Segundo o Roadmap Tecnológico do Cimento, há uma meta de redução da intensidade carbônica em 33% até 2050 no Brasil, com base nos valores atuais. Veja iniciativas da indústria do cimento para reduzir os impactos ambientais.

Fontes

Paulo Camillo Penna é presidente da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) e do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC).

2022 Global Status Report For Buildings And Construction

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Imóveis para logística ganham espaço após pandemia

Centro logístico deve ter fácil acesso a rodovias, boa resistência do solo, pé direito alto e segurança.
Crédito: MBIGUCCI

Com a pandemia e aumento das vendas online, uma tendência que se fortaleceu no mundo foi a do aumento dos galpões logísticos. Um bom exemplo disso é a gestora de investimentos Blackstone, que tem atuação em 37 países e US$ 577 bilhões em imóveis. Hoje, 80% do seu portfólio está nos segmentos de logística, casas de aluguel e hospitalidade (hotéis e casas de repouso). 

No Brasil, o cenário de galpões logísticos no país espera 2.746.195 m² de estoque para 2023, sendo o segundo maior valor previsto para um só ano, atrás somente do ano de 2022, de acordo com a Binswanger Brazil, empresa de consultoria imobiliária. As regiões com previsão de apresentar os maiores volumes de novo estoque são:

  1. Cajamar: 493.229 m²
  2. Guarulhos: 458.958 m²
  3. Fortaleza: 327.720 m²
  4. Grande ABC: 238.878 m²
  5. Região Metropolitana de Belo Horizonte: 162.157 m²

Ainda segundo dados da Binswanger Brazil, considerando o total a ser entregue em 2023, 948.126 m² já estão em construção, contra os 1.789.069 m² ainda em projeto. Essa entrega conta com 1.286.381 m² a serem entregues no primeiro semestre e 1.459.814 m² no segundo.

Considerando os estados, a previsão é que São Paulo apresente o maior volume de entregas, com 1.579.634 m², seguido por Minas Gerais e Ceará, com respectivos 354.531 m² e 327.720 m².

Vacância

Atualmente, a vacância em galpões logísticos encontra-se em 11,4%, de acordo com a Binswanger Brazil. Entretanto, o grande volume de novo estoque a ser observado no quarto trimestre de 2022 e ao longo do ano de 2023 gera dúvidas com relação à capacidade do mercado em absorver esse volume. Segundo a empresa de consultoria imobiliária, a previsão é que 2022 e 2023 somados alcancem um volume de novo estoque acima de 5 milhões de m², valor nunca observado em um período de 2 anos. Ao mesmo tempo, o maior volume de absorção líquida já observado no cenário brasileiro foram os 2.309 mil m² em 2021.

“Considerando o comportamento histórico do mercado nacional, ou seja, sua absorção líquida histórica, e ponderando com o estoque a ser observado em 2023, a tendência é de aumento dessa vacância já em 2023 para patamares próximos ou superiores à taxa de equilíbrio de mercado de 15%. Nesse caso de aumento da vacância, os desenvolvedores podem postergar as entregas conforme a resposta do mercado em termos de absorção, principalmente considerando que o cenário de alta absorção é principalmente oriundo do crescimento do e-commerce na economia depois da pandemia, fato que nunca havia sido observado no cenário brasileiro”, informa a Binswanger Brazil.

Como construir imóveis voltados para logística?

Milton Bigucci Junior, diretor técnico da MBIGUCCI – empresa que tem Centros Logísticos em São Paulo e está construindo o terceiro, diz que um terreno bom para logística deve estar próximo às rodovias, rodoanel, com fácil acesso. Além disso, as ruas próximas devem ter fácil acesso para as carretas. “É preciso ter uma área de manobra dentro do estacionamento também bem extensa, onde as carretas possam manobrar sem atrapalhar o trânsito nas vias locais”, aponta Junior. 

Outra característica importante é que o terreno não pode ter um custo muito alto, para não inviabilizar a locação. “Normalmente, o valor do metro quadrado deve ser abaixo de R$ 1.000, uma vez que que estes imóveis normalmente são feitos para locação”, pontua Junior.

A resistência do solo deve ser boa, uma vez que a carga do piso desses galpões costumam ser muito altas. “O ideal é que suporte em torno ou acima de 6 toneladas por metro quadrado. Se o solo for bom, ele não precisa ter grandes reforços para suportar essa carga, então a construção sai um pouco mais barata”, esclarece Junior.

Ainda, um centro logístico deve ter um pé direito alto, com pelo menos 12 m de altura e ter bem-feitorias “reuso de água, tratamento de esgoto, carga elétrica (precisa prestar atenção para que as empresas possam funcionar sem problemas), abastecimento de água, documentação do corpo de bombeiros, entre outros. Normalmente, os locatários deste tipo de empreendimento prezam muito pela segurança. Então itens como guarita blindada, sala de segurança fora da guarita ou até do próprio condomínio, com as câmeras, gravação e monitoramento do centro logístico”, destaca Junior.  

Entrevistado

Milton Bigucci Junior é diretor técnico da MBIGUCCI

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Apartamentos de 9 m² fazem sucesso no Japão

Período médio de vacância de um estúdio QUQURI é de cerca de 14 dias.
Crédito: Spilytus

Já pensou viver em um apartamento de apenas 9 m²? Localizada em Tóquio, no Japão, a imobiliária Spilytus tem oferecido imóveis deste tamanho desde 2015. O projeto, que tem o nome de QUQURI (lê-se Kukuri e significa “casulo” em grego), tem feito sucesso especialmente entre os jovens.

Com aluguéis que vão de 20.000 ienes a 30.000 ienes por mês (em torno de US$ 145 a US$ 215), estes apartamentos geralmente estão localizados em regiões centrais, próximos a comércios e estações de metrô, o que facilita a vida dos moradores. Muitos preferem morar nestes pequenos estúdios no lugar de enfrentar o desgaste de locomoção até áreas mais afastadas. 

De acordo com a Spilytus, a empresa seleciona áreas com demanda durante todo o ano, como Ebisu, Nakameguro e Shinjuku. “Diz-se que o período médio de vacância de um estúdio em Tóquio é de 29,7 dias, mas no caso de QUQURI, é de cerca de 14 dias”, informa a Spilytus.

Projeto

No QUQURI, o objetivo era oferecer uma "planta baixa" mais eficiente e confortável de morar em um cômodo com área de 9 m². Um dos truques utilizados pela empresa para criar mais espaço foi a adoção de um mezanino.

“Os investidores tendem a se concentrar na ‘área numérica’. No entanto, os inquilinos veem apenas a ‘área realmente utilizável’. Normalmente, as pessoas tentam imaginar onde e quais móveis serão instalados e como elas irão morar. Os moradores não veem sentido em ocupar espaços em corredores de que não precisam. Mesmo em uma sala com a mesma área, a usabilidade mudará completamente dependendo da ‘planta’”, aponta a Spilytus.

Apartamentos de 9m² no Brasil?

Será que esta moda pegaria por aqui? De acordo com Danielly Barboza, diretora de projetos da DRF Studio Décor, isso é possível de acontecer. 

Mezanino é um dos truques utilizados para ampliar o espaço.
Crédito: Spilytus

“Temos visto investidores apostando muito em apartamentos pequenos, visando locação para estudantes, locações rápidas para pessoas que vêm a São Paulo a negócios e ficam pouco tempo. Eu acho que essa tendência vai pegar sim!”, pontua.

Como otimizar espaços em apartamentos pequenos?

Para quem se interessar por este tipo de imóvel, Danielly tem algumas dicas para trazer conforto e aconchego a imóveis pequenos. “Precisamos planejar muito bem cada espaço, escolher o piso e as cores certas para dar sensação de amplitude”, afirma. Confira algumas estratégias:

 1. Cores escuras deixam o ambiente pesado e com a sensação de ser menor do que de fato é. Já as cores claras nas paredes trazem leveza, deixam o ambiente parecendo mais “amplo” e mais iluminado.

 2. Usar o mesmo piso em todo o apartamento (studio) também dá a sensação de amplitude por não segmentar os ambientes. Portanto, escolha pisos lisos e com poucas texturas.

 3. Outra dica é optar por móveis planejados, assim há aproveitamento total dos espaços

 4. Espelhos são o recurso mais conhecido quando falamos em trazer amplitude para um ambiente. Esses acessórios trazem profundidade e claridade. Pode abusar do tamanho.

 5. Use armários com portas de correr para não interferir na circulação ao abrir. Use e abuse dos nichos e prateleiras para organizar e facilitar o dia a dia.

Entrevistada

Danielly Barboza é diretora de projetos da DRF Studio Décor

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Concreto neutro em carbono vence prêmio internacional

Para cientistas, Prêmio Obel ajudará a dar visibilidade para o projeto e chamar a atenção da indústria
Crédito: Envato

A questão da sustentabilidade é um tema que cada vez mais permeia a indústria do cimento. Aqui no Brasil, foi tema do Congresso Brasileiro do Concreto e há uma série de iniciativas em vigor para reduzir os impactos ambientais. No Reino Unido, uma dupla de estudantes PhD do Imperial College London ganharam o Prêmio Obel 2022 por criar um protótipo de concreto neutro em carbono

Em primeiro lugar, a tecnologia do protótipo, apelidada de Seratech, retira uma espécie de sílica criada com dióxido de carbono (CO₂) absorvido de chaminés das fábricas. Segundo os cientistas, esta sílica pode ser usada como material cimentício suplementar (SCM) no concreto. “Como a sílica vem de um processo que captura CO₂ ela é ‘carbono negativa’, então o concreto pode se tornar neutro em carbono”, explicam. De acordo com os cientistas, este material é usado em combinação com o cimento Portland - a mistura deve ter pelo menos 40% deste material.

Para os cientistas, o objetivo é que a humanidade possa continuar construindo cidades e infraestrutura robustas, mas sem o custo climático tradicional da construção civil.

Premiação

Para Sam Draper, a visibilidade do prêmio ajudará a atrair pessoas na indústria a expandir a tecnologia e dimensioná-la rapidamente. “A humanidade não pode gastar 20 a 50 anos expandindo a tecnologia para nos fornecer materiais sustentáveis. Precisa ser agora", afirmou.

Para o grupo de jurados, o Prêmio Obel tem como objetivo encorajar ideias ambiciosas e interdisciplinares que não forneçam apenas uma correção temporária ou de pequena escala, nem uma grande mudança irrealista nas práticas atuais. “Nesse sentido, pode ser um incentivo para outros tanto quanto um encorajamento para a Seratech”, destacaram.

Cimento, concreto e sustentabilidade

Esta não é a primeira alternativa sustentável relacionada à produção de cimento. A Universidade do Colorado, por exemplo, já produziu um cimento Portland à base de calcário biogênico, isto é, com microalgas que ajudam a reduzir as emissões de CO₂.  Uma pesquisa da Universidade Federal do Pará (UFPA), em parceria com empresas norueguesas, começou a pesquisar como produzir Cimento Portland de baixo carbono utilizando resíduos de bauxita.

Ainda, outro estudo indicou a eficácia do uso das cinzas do bagaço da cana-de-açúcar (CBCA) como adição no preparo do concreto. Até cédulas de dinheiro velhas têm sido utilizadas na produção do cimento, como forma de evitar o descarte na natureza

Para Paulo Camillo Penna, presidente da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) e do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC), o Brasil está no caminho de reduzir as emissões de CO₂. “Hoje, a indústria brasileira do cimento apresenta um dos menores índices de emissão específica de CO₂ no mundo, graças a ações mitigadoras que vêm sendo implementadas pelo setor nas últimas décadas. Enquanto o mundo em média emite 620 quilos de CO₂ por tonelada de cimento, a indústria brasileira emite 564 quilos”, aponta. 

Fontes
Seratech

Paulo Camillo Penna é presidente da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) e do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC)

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info@seratechcement.com

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Como evitar o mofo nas construções?

Projeto deve prever ambientes com ventilação e insolação para evitar o mofo
Crédito: Envato

O fenômeno climático La Niña marcará a primavera de 2022 no Brasil. Isso significa um aumento no nível de chuvas e uma queda de temperaturas. Com esta umidade presente, como evitar os mofos nas construções?

Primeiramente, durante a criação do projeto, é preciso prever áreas com bastante ventilação e insolação. “É importante que o sol entre nos ambientes para evitar o mofo. Além disso, a ventilação cruzada é essencial para ter renovação do ar”, explica Bruno Moraes, à frente do escritório BMA Studio.

Outro ponto importante é cuidar do telhado. “Ele não pode ter ponto de infiltração, para a água não permear para dentro da residência. O mofo adora umidade, ou seja, devemos evitá-la. A impermeabilização da laje é essencial que seja bem feita e existem várias formas de fazê-la, então é importante executar da forma correta para cada caso”, pontua Moraes

Ainda, é preciso ter cuidado com as infiltrações. “Para isso, é necessário executar as instalações das louças e metais corretamente, com veda rosca, silicone, etc. Ainda, é importante realizar testes com as prumadas de água e esgoto, antes de fechar as paredes. Da mesma forma, é preciso testar a estanqueidade em piscina, lajes ou cobertura”, afirma Moraes.

Por fim, em se tratando de pinturas, Décio Moraes Campos Junior, químico responsável da Franpaint, indica uma que tenha uma boa concentração antimofo. 

Paredes mofadas 

Para Junior, a remoção da pintura com espátula e afins para remover o mofo da parede não é uma solução. “O ideal é água, sabão e água sanitária. É preciso lavar essa parede usando água sanitária ou cloro. Assim, remove-se todo o mofo e deixa secar. Posteriormente, é preciso fazer a aplicação de uma tinta boa antimofo. Fora isso, impermeabilizar não resolve. É o ambiente que promove o mofo, não é a parede”, destaca Junior. 

Moraes aponta que muitas vezes a impermeabilização não vai resolver o mofo. “Se for algum canto da residência no qual não bate sol ou ventilação, o ambiente fica úmido e cria mofo por estas condições e não por falta de impermeabilização. Este procedimento só vai resolver se for um problema de infiltração, seja da laje, parede ou de uma conexão de hidráulica”, recomenda Moraes.

Normas sanitárias de ventilação 

De acordo com Moraes, a norma sanitária já exige o mínimo de ventilação necessária para cada ambiente. “Ela é calculada em função do tamanho do espaço. Quando damos entrada na prefeitura, com um projeto, apresentamos uma tabela com a ventilação e vãos de cada ambiente. É muito sério, pois um ambiente sem ventilação pode trazer muitas doenças ao morador. O mofo é um sinal que algo está errado, investigue o motivo para conseguir solucionar o problema.

Junior completa: “Quanto mais fluxo de ventilação você tiver no ambiente, menor a probabilidade de aparecimento de mofo”. 

Entrevistados

Décio Moraes Campos Junior é o químico responsável da Franpaint

Bruno Moraes está à frente do escritório BMA Studio.

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Furnas integra metodologia BIM a Sistema de Informação Geográfica em projeto

P&D+I BIM tem a missão de atingir a dimensão 7D, que contempla a operação e manutenção de ativos.
Crédito: AC Júnior/Furnas

Dentre os principais problemas na contratação e execução de obras públicas estão os projetos deficientes e mal planejados. Para trazer mais eficiência e melhorar o desempenho nestes processos, a FURNAS Centrais Elétricas e a Universidade Federal de Uberlândia (UFU) desenvolveram um projeto pioneiro que integra o Building Information Modeling (BIM) ao Sistema de Informação Geográfica (GIS) e ao Enterprise Resource Planning (Planejamento de Recursos Empresariais). 

Intitulada “Desenvolvimento de Metodologia utilizando o conceito BIM aplicada a projetos de Subestações Integrados a Sistema de Inteligência Geográfica (SIG) e ao Enterprise Resource Planning (ERP)”, a iniciativa pertence ao Programa de Pesquisa & Desenvolvimento da ANEEL

Como funciona?

Sobretudo, o BIM permite simular, estimar e ampliar processos de um projeto de engenharia. Com isso, ele possibilita projetar todas as fases do ciclo de um empreendimento em ambiente de desenho tridimensional com a integração de atributos e características elétricas do ativo, integrada ao GIS e ao SAP (modelagem 3D paramétrica), com domínio do cronograma (4D) e custos (5D).

Neste projeto, FURNAS utilizou a metodologia BIM para apoiar a modernização de usinas e subestações. O primeiro protótipo BIM é da Usina Hidrelétrica de Mascarenhas de Moraes (MG) e de sua respectiva subestação. A implantação desta primeira experiência BIM em FURNAS vai de 2022 (BIM 3D) a 2028 (BIM 7D).   

“Além de minimizar os impactos de eventual perda de receita por atraso nos projetos, o P&D+I BIM tem a missão de atingir a dimensão 7D, que contempla a operação e manutenção de ativos. Também vai permitir a integração do Cadastro de Ativos com a nova base de transmissão da ANEEL”, explica Ana Marotti, engenheira de FURNAS, que lembrou a possiblidade de aproveitamento do modelo pelas demais empresas do grupo Eletrobras.   

Um dos grandes diferenciais deste projeto é a integração com o geoprocessamento, bem como a possibilidade de compartilhamento das informações entre diversos setores da companhia. “Todas as informações reunidas no BIM trazem parâmetros que antes estavam em banco de dados isolados na empresa. Hoje, tais parâmetros estão todos disponibilizados em tempo real de projeto. Em caso de necessidade de simulação de uma ampliação de subestação, por exemplo, é possível ter acesso a estas informações que antes ficavam ilhadas em partes diferentes da empresa. Isso confere mais precisão e efetividade ao projeto, que passa a ser baseado em evidências diárias que a operação do ativo vivencia. Além disso, minimiza erros, perdas e retrabalhos no caso de uma licitação de compras”, afirma, Gerson Lima, pesquisador da UFU.

BIM Mandate

Este projeto de pesquisa e desenvolvimento também prevê a criação do BIM Mandate, um caderno de encargos que contemplará a metodologia de planejamento, concepção e construção de projetos. Segundo FURNAS, ele servirá de referência para o desenvolvimento de futuros empreendimentos e ampliações de subestações e usinas.  

“O setor elétrico precisa avançar na gestão integrada de suas obras, garantindo transparência em todas as etapas do ciclo de um empreendimento, ampliando eficiência e reduzindo custos. Dentro deste contexto, esse projeto de P&D+I é estratégico e está totalmente alinhado à diretriz de Inovação Tecnológica da empresa, objetivando difundir e promover a adoção de uma metodologia integrada BIM/GIS/ERP em FURNAS, e  referencialmente nas empresas Eletrobras, como requisito indispensável para o planejamento, acompanhamento, operação, manutenção e fiscalização dos empreendimentos de geração e transmissão de energia”, destaca Fabiana Teixeira, Superintendente de Estudos de Mercado e Inovações de FURNAS.   

Fontes

Ana Marotti é engenheira de FURNAS

Gerson Lima é pesquisador da UFU

Fabiana Teixeira é superintendente de Estudos de Mercado e Inovações de FURNAS

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Construção civil deve crescer 6% em 2022

Números do PIB da construção civil no 2º trimestre de 2022 superaram os da economia nacional em todas as bases de comparação.
Crédito: Envato

Em outubro, a Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil (CBIC) havia feito a projeção de crescimento de 3,5% para o setor da construção civil. No entanto, agora a instituição elevou esta estimativa para 6%, de acordo com o estudo “Desempenho Econômico da Indústria da Construção – terceiro trimestre de 2022”, feito em correalização com o Senai Nacional.

O estudo apontou que, depois de registrar, em 2021, o melhor desempenho desde 2010, com crescimento de 9,7%, a Construção Civil encerrou o 1º semestre/22 com alta de 9,5% em suas atividades. Vale lembrar que o PIB do setor cresceu 2,7% no 2º trimestre de 2022, em relação aos primeiros três meses do ano (na série com ajuste sazonal).

“Os números já conhecidos do segundo semestre levaram a uma forte revisão de estimativa. Dessa forma, a construção registrará o segundo ano consecutivo de alta superior à economia nacional, o que não acontecia desde 2012/2013. Também é importante destacar que o incremento das atividades do biênio 2021/2022 será de 16,28%, o maior desde o período 2010/2011, quando cresceu 22,37%”, destacou Ieda Vasconcelos, economista da CBIC.

Estes resultados reforçam a importância da construção para o desenvolvimento sustentável do país, segundo José Carlos Martins, presidente da CBIC. “Novamente os números confirmam nossas expectativas e impressionam pela consistência. Quando o Brasil nos dá condição, respondemos com geração de renda, estabilidade social, melhoria da qualidade de vida das pessoas”, enfatizou.

Crescimento impulsionado desde a pandemia 

Desde o 3º trimestre de 2020, o setor vem apresentando números positivos, como resultado do ciclo de negócios em andamento, originado com o incremento das atividades do mercado imobiliário no 2º semestre de 2020, segundo a CBIC.

Segundo ela, alguns fatores contribuíram para estes resultados: o fato de ter sido considerada atividade essencial durante a pandemia, a forma como as pessoas ressignificaram o valor da casa própria, além das taxas de juros que chegaram aos menores patamares históricos do crédito imobiliário.

PIB da construção civil no 2º trimestre de 2022

Outro dado apresentado pelo estudo é que os números do PIB da construção civil no 2º trimestre de 2022 superaram os da economia nacional em todas as bases de comparação e mostraram que o setor apresenta alta há oito trimestres consecutivos. O resultado acumulado em quatro trimestres, comparado com os quatro trimestres anteriores, mostra um crescimento do segmento de 10,5% contra 2,6% do PIB do país.

Geração de vagas formais

Há mais de dois anos a Construção Civil vêm registrando resultados positivos na geração de vagas formais, de acordo com a CBIC. O estudo mostrou que de junho de 2020 até setembro de 2022, ou seja, nos últimos 28 meses, a construção civil somente gerou resultados negativos no seu mercado de trabalho formal em dezembro de 2020 e dezembro de 2021, meses que são considerados sazonais e historicamente registram queda de vagas.

De janeiro a setembro de 2022, a construção civil gerou um saldo positivo de 283.566 novas vagas com carteira assinada, conforme os dados do Novo Caged, divulgados pelo Ministério do Trabalho. “Considerando as séries do Caged e do Novo Caged, esse é o melhor resultado, para o período, desde 2011”, aponta o estudo da CBIC.

Em setembro/22, o setor contava com 2.592 milhões de trabalhadores com carteira assinada. “Mesmo com a pandemia, o setor foi resiliente, superou os inúmeros desafios que o período impôs, cuidou de seus trabalhadores e respondeu de forma positiva para a economia do país. Isso mostra a força econômica e social da construção para o país”, afirmou Martins.

Fontes

José Carlos Martins, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil (CBIC)

Ieda Vasconcelos, economista da Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil (CBIC)

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Assessoria de imprensa CBIC – ascom@cbic.org.br

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Cartilha traz orientações sobre ESG para construção civil

Crédito: Envato

Entre 2019 e 2020, US$ 347 bilhões (R$ 1,8 trilhão) foram injetados em fundos de investimento focados em ESG (Environment, Social & Governance), segundo dados da Bloomberg. Além disso, nesse período, mais de 700 novos fundos foram lançados globalmente para capturar o fluxo de capital no segmento ESG. De olho neste movimento, a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) junto com o Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG) lançaram a cartilha “ESG no Segmento de Obras Industriais e Corporativas”. 

O documento aborda aspectos como importância do ESG para empresas de forma geral e para a indústria da construção civil. Da mesma forma, a cartilha também apresenta estratégias de mitigação de riscos; planejamento para curto, médio e longo prazos; os desafios e as oportunidades, além de estudos e pesquisas no Brasil sobre o setor.

“É o primeiro lançamento de uma cartilha com esse conteúdo. Entendemos que será uma ferramenta extremamente útil para as empresas que queiram conhecer um pouco mais e implantar o ESG nos negócios”, destaca Ilso de Oliveira, presidente da Comissão de Obras Industriais e Corporativas (COIC) da CBIC.

ESG na construção civil

De acordo com a cartilha, as empresas do setor de construção civil estão passando por um momento de transição, já começaram ou deverão começar a implantar o modelo ESG nos seus negócios. 

Na opinião de Thiago Gomes de Melo, coordenador da Subcomissão de Contratos do Sinduscon-MG e um dos autores da cartilha, as empresas que tratam a agenda ESG com profundidade percebem os benefícios. “Se uma obra é executada pensando na economia de combustíveis fósseis, de recursos hídricos ou de reaproveitamento de materiais, a contribuição para o meio ambiente e para a sustentabilidade será muito mais impactante e, por outro lado, ainda tem o benefício econômico dentro do seu próprio negócio”, pontua Melo. 

94% dos executivos enxergam oportunidades nas ações de ESG / sustentabilidade.
Crédito: CBIC

Oportunidades geradas pelo ESG

Outro dado revelado pela cartilha é que 94% dos executivos enxergam oportunidades nas ações de ESG / sustentabilidade. No entanto, 72% admitem que estão pouco ou nada familiarizados com a sigla ESG. Ao mesmo tempo, 71% acreditam que o Estado deve controlar e estimular as empresas para que elas sigam regras ambientalmente sustentáveis. Por fim, 73% ampliarão os investimentos em ESG / sustentabilidade nos próximos dois anos. Estes números foram levantados pela CNI/FSB.

Segundo Melo, o desempenho competente de ESG pode ser atrelado a uma boa performance praticamente em todas as questões empresariais, seja de operações, gestão de pessoas, tecnologia, estratégia.

“A correlação é fortemente em todos os pilares, mas é mais forte ainda na questão econômica. As empresas que têm melhoria na gestão ESG vão apresentar resultados econômicos melhores, mais consistentes.”, afirmou Thiago, ao analisar o resultado da pesquisa. “Quanto mais madura a empresa é nos aspectos de gestão ESG, normalmente ela cresce mais na parte econômica”, disse. Segundo ele, os dados mostram que para cada 1 ponto de melhoria em ESG, espera-se 1,72 de melhoria nos aspectos econômicos.

O download da cartilha pode ser feito clicando aqui.

Fontes
lso de Oliveira, presidente da Comissão de Obras Industriais e Corporativas (COIC) da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC)

Thiago Gomes de Melo é coordenador da Subcomissão de Contratos do Sinduscon-MG

Contatos
Assessoria de imprensa CBIC – ascom@cbic.org.br 
Sinduscon – MG: sinduscon@sinduscon-mg.org.br

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Startup usa plástico reciclado para imprimir casas 3D

Através de parceria com setor imobiliário, empresa irá construir casas no sul da Califórnia.
Crédito: Azure

O que seria uma casa verdadeiramente sustentável? A startup da Califórnia, nos Estados Unidos, criou um modelo que poderia se encaixar nesta descrição. A empresa utiliza um polímero plástico reciclado para realizar a impressão 3D de casas. 

De acordo com a Azure, 60% do material de impressão é feito a partir deste polímero, que é frequentemente encontrado em garrafas plásticas e embalagens de alimentos.

Modelos

Atualmente, a empresa trabalha com dois modelos:

  • Studio de Jardim (Backyard Studio): uma unidade de apenas um cômodo, que pode ser instalada no quintal das casas. Pode ser utilizada como escritório, ateliê, sala de ginástica ou meditação, estúdio de gravação ou sala para jogos.
  • Unidade de habitação acessória (Accessory Dwelling Units – ADUs): estas são as casas propriamente ditas. Há opções de studio com apenas quarto, banheiro e cozinha, até unidades que possuem dois quartos, sala, banheiro, cozinha e lavanderia.

Os preços começam em US$ 26.900 e podem ir até US$ 204.900

Etapas de construção 

De acordo com a Azure, o processo de construção das casas impressas em 3D se dá da seguinte forma:

  • Design: o cliente projeta a casa com as cores, acabamentos e detalhes de sua preferência em um configurador 3D.
  • Impressão: a estrutura de cada módulo é impressa em menos de 24 horas, com base em suas especificações exatas.
  • Pré-fabricação: as casas são montadas na fábrica local, com a máxima precisão e qualidade, dentro de um ambiente controlado.
  • Entrega: antes da data de entrega programada, a fundação do local é concluída. Após a entrega, as casas são instaladas em 24 horas.

Parceria com o setor imobiliário

As práticas sustentáveis da startup renderam uma parceria com uma empresa do setor imobiliário, a Reinhabit. Sobretudo, a expectativa da companhia é reduzir custos e tempo de entrega. A previsão é que a empresa entregue casas que serão instaladas em três locais no sul da Califórnia em 2023. Estas residências estarão disponíveis para locação.

Segundo a Azure, ao imprimir o piso, o telhado e as paredes de uma casa dentro de sua fábrica, é possível construir unidades 70% mais rápidas e 30% mais baratas em comparação com a construção tradicional.

Concorrência

A Azure não é a única empresa a imprimir casas na região. Em 2021, a Mighty Buildings revelou que irá construir um bairro inteiro feito a partir de impressão 3D e com pegada sustentável na Califórnia.

Fonte
Azure

Contato
contact@azureprintedhomes.com

Jornalista responsável
Marina Pastore
DRT 48378/SP


Verticalização das cidades aumenta busca por apês com “cara” de casas

Áreas comuns e senso de pertencimento são importantes para nova geração de consumidores.
Crédito: Envato

Em 2022, São Paulo passou a contar com mais apartamentos do que casas, totalizando 1,38 milhões de unidades, de acordo com dados do Centro de Estudos da Metrópole (CEM). Esse número representa um crescimento de 80% desde a virada do século. Pela primeira vez, desde sua fundação, em 1554, a cidade de São Paulo possui mais apartamentos do que casas. Em Curitiba, por sua vez, as vendas de apartamentos tiveram um crescimento de 58% em 2021, totalizando 2.527 imóveis vendidos no município, com uma média de 505 apartamentos por mês, segundo dados da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná (Ademi).

A verticalização das grandes cidades tem sido muito motivada pela busca de segurança e conforto. “A segurança é o principal motivo que leva as pessoas a procurarem por apartamentos. Além disso, com o amadurecimento do mercado, o público busca prédios residenciais que atuem como uma espécie de ‘casa suspensa’, ou seja, que ofereçam todos os benefícios relacionados a conforto, privacidade e sem abrir mão da liberdade de uma casa tradicional”, explica Alfredo Neto, CEO da incorporadora AG7.

Efeitos da verticalização

A concentração destes imóveis em alguns bairros traz algumas consequências positivas, como a otimização da manutenção, já que ocorre a centralização da distribuição de energia, coleta de lixo e a minimização da impermeabilização do solo. 

“Com isso, menos áreas irão sofrer com o asfaltamento e calçamento. Mas este movimento exige uma aproximação por parte das construtoras e do poder público com o objetivo de realizar planejamento urbano efetivo e adequado aos limites econômicos, ambientais e sociais dessas cidades. A verticalização urbana tem ganhado cada vez mais espaço nas grandes cidades, buscando uma otimização em relação à densidade populacional crescente. A infraestrutura do entorno dos empreendimentos tem conseguido suprir a rotina das microrregiões, trazendo lazer, trabalho, segurança, arborização, comércio, conectividade e fluxo de transportes, ou seja, a verticalização só tende a trazer benefícios no longo prazo, possibilitando toda a comodidade de se morar numa casa, mesmo estando em um apartamento”, pontua Giovanna Romano, arquiteta na AG7.

Expectativas do consumidor

Na opinião de Andressa Gulin, vice-Presidente da AG7, tem ocorrido também uma mudança na mentalidade dos consumidores com relação à escolha do apartamento. “As pessoas têm cada vez mais buscado viver em suas casas e apartamentos. Para isso, é preciso mais espaço, áreas mais bem destinadas, por exemplo, escritórios, mais contato com o meio ambiente, mais verde, uma vista legal, sacada, luz, saúde e bem-estar. Hoje em dia o compacto não supre e não atende essas necessidades e precisa se adaptar”, aponta Andressa Gulin, vice-Presidente da AG7.

Além disso, a geração atual também não busca mais aquele imóvel para toda vida, como acontecia antigamente. “A antiga geração buscava muitas vagas de garagem e plantas maiores, onde o objetivo era morar para sempre e as pessoas entendiam aquela como a única compra de toda a vida. No entanto, a geração atual já não se importa tanto com carros e garagens. É mais que número de quartos, é sobre a qualidades dos cômodos, como eles recebem pessoas em suas casas, o que tem próximo a residência que abraça a rotina, se as áreas comuns atendem às necessidades de hábitos. Não é simplesmente uma entrega que não leva em consideração um estilo de vida ou serviço. Conforto para essa geração é uma mistura de facilidade e senso de pertencimento naquele local escolhido. Tem os que gostam de viver no centro porque buscam por diversidade, outros querem viver em um lugar mais antigo pois buscam aquela nostalgia de ir à padaria ou à feira do bairro. Com certeza o senso de pertencimento é o fator mais importante para esse público”, comenta Andressa.

Fontes
Alfredo Neto é CEO da incorporadora AG7.
Andressa Gulin é vice-Presidente da AG7.
Giovanna Romano é arquiteta na AG7.

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Jornalista responsável
Marina Pastore
DRT 48378/SP