PEC da redução da jornada de trabalho desestimula produtividade

Projeto tramita há 14 anos no Congresso e se mostra desconexo com momento atual da economia brasileira

Tramitando há 14 anos no Congresso Nacional, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 231/95 conseguiu avançar este ano na Câmara, quando foi aprovada por uma comissão especial, mas nem por isso significa que possa vir a ter apoio maciço dos parlamentares. Polêmica, ela trata da redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais. Surgiu com o conceito básico de que poderia gerar mais empregos, mas hoje se mostra desconectada com a realidade do país.

Cláudio Elias Conz: “Não é o melhor momento para essa PEC virar lei”
Cláudio Elias Conz

Cada vez mais inserido na economia global, o Brasil atualmente fala em mais produtividade e mais competitividade. Caso a PEC da jornada de trabalho venha virar lei, o setor empresarial teme que ela cause efeito contrário, ou seja, amplie o desemprego, aumente a informalidade e onere ainda mais as empresas que tentarem se adequar a ela. “De imediato, as empresas terão um aumento de custos com o pessoal em torno dos 10%. Com o aumento das despesas, os produtos terão menor competitividade e a margem de lucro das empresas ficará menor ou mesmo nula ou negativa”, avalia Cláudio Elias Conz, presidente da Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção).

Amassir Pansolin: “Acho que ela deveria ser retirada da pauta da agenda nacional.”
Amassir Pansolin

Para o economista e consultor independente Amassir Pansolin, ex-presidente nacional do IBEF (Instituto Brasileiro dos Executivos de Finanças), a redução da jornada de trabalho já demonstrou ter efeito inócuo quando foi tentada em outros países. “Nações mais avançadas, e com legislações trabalhistas mais modernas do que as nossas já tentaram a redução da jornada de trabalho e os resultados foram pífios. Na prática, ela não consegue ampliar substancialmente o número de vagas e ainda diminui o ganho do trabalhador. E isso afeta toda a cadeia da economia”, explica.

Cláudio Elias Conz lembra que o país já experimentou os efeitos pouco positivos da redução da jornada de trabalho, quando a Constituição de 1988 diminuiu a carga horária semanal de 48 horas para 44 horas. “O que aconteceu a partir de 1988? A informalidade disparou e hoje engloba mais de 50% da população economicamente ativa do país. As micro, pequenas e médias empresas são as que sofrem mais e sentem mais o aumento da informalidade. Isto é danoso para a economia”, alerta.

Redução da jornada de trabalho gera dados e opiniões divergentes

O debate torna-se acalorado quando se confrontam opiniões e dados do setor empresarial com o de organismos representativos dos trabalhadores. Números do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), por exemplo, avaliam que a redução da jornada pode gerar até dois milhões de novos postos de trabalho em todo país.

Envolta em divergências, e enfraquecida pela retomada do crescimento econômico no país, a PEC da redução da jornada de trabalho parece condenada a permanecer tramitando no Congresso. Para que se torne lei, ela precisa percorrer o seguinte caminho: ir ao plenário da Câmara e ser aprovada por, pelo menos, 308 deputados em 1.º e 2.º turnos. Após conseguir avançar na Câmara, será debatida no Senado, podendo voltar à Câmara caso o projeto sofra modificações. “É um debate em que não há consenso. Por isso ela tramita há tanto tempo no Congresso. Eu, particularmente, acho que ela deveria ser retirada da pauta da agenda nacional”, avalia Amassir Pansolin.

Cláudio Elias Conz, presidente da Anamaco, alerta que a realidade do mercado praticamente já regulou a jornada de trabalho no Brasil. “Apesar de a atual legislação determinar 44 horas, na prática, hoje, a jornada média de trabalho no Brasil é de 41,4 horas semanais, inferior a de muitos países que competem com o Brasil no mercado internacional e pouco superior a de países que contam com alto nível de automação, produtividade e qualificação de mão-de-obra. Acho que temos é que gerar mais emprego, mas não diminuição de trabalho. Agora que estamos passando por um momento de recuperação econômica e de geração de empregos formais, não é o melhor momento para essa PEC virar lei”, afirma.

Entrevistados:
Amassir Pansolin, ex-presidente nacional do IBEF (Instituto Brasileiro dos Executivos de Finanças): amassir@onda.com.br
Cláudio Elias Conz, presidente da Anamaco: imprensa@anamaco.com.br

Vogg Branded Content – Jornalista responsável Altair Santos MTB 2330


O que deve compor um Relatório de Sustentabilidade

Saiba como transformar o relatório em uma ferramenta útil de gestão e relacionamento

Se há alguns anos a questão chave das empresas era “devemos fazer um Relatório de Sustentabilidade?”, hoje a pergunta é “como fazer e o que fazer com o Relatório de Sustentabilidade?”.

“O relatório é importante para acompanhar e avaliar a eficiência de seus negócios por meio de indicadores que podem ser comparados” Beatriz Bulhões, vice-presidente da CEBDS.
Beatriz Bulhões

Atualmente, o Relatório de Sustentabilidade é utilizado pelas principais empresas do mundo como forma de demonstrar uma conduta ética, transparente e responsável. Porém, mais do que expor ao público as atividades e o desempenho da empresa nas áreas sociais, ambientais e econômicas, o Relatório de Sustentabilidade é um importante instrumento estratégico para tomadas de decisão.

Para Beatriz Bulhões, Vice-Presidente do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), o relatório “é sim, uma ferramenta de comunicação do desempenho ambiental, econômico e social. Mas é também uma ferramenta de gestão, de acompanhamento e avaliação da eficiência de seus negócios por meio de indicadores que podem ser comparados ano a ano ou mesmo com indicadores de outras empresas. A partir disso, a empresa pode identificar tendências de ação, redefinir metas e evitar retrocessos da companhia dentro do conceito de desenvolvimento sustentável”.

Durante a elaboração do relatório, Beatriz Bulhões recomenda que os responsáveis mantenham um diálogo aberto com os grupos de interesse da empresa. “O objetivo é promover o entendimento do negócio, dando transparência aos impactos e riscos das atividades da empresa proporcionando maior credibilidade e eficácia no relacionamento com esses stakeholders, e mais segurança nas decisões sobre investimentos, por exemplo”.

Ela explica que há vários modelos de Relatórios de Sustentabilidade. O mais difundido e aceito mundialmente é o modelo GRI (Global Reporting Initiative). A vice-presidente do CEBDS ressalta que, conforme as diretrizes do GRI, o relatório deverá refletir os aspectos positivos e negativos do desempenho ambiental, social e econômico da organização, além de suas estratégias, política de governança e formas de gestão, de modo a permitir uma avaliação equilibrada do desempenho geral.

Dicas para fazer um Relatório de Sustentabilidade transparente e de credibilidade

* Apresentar os ganhos e também as perdas da empresa durante o exercício em relação às atividades sociais, ambientais e econômicas;
* Informar se os objetivos previstos pela empresa foram ou não atingidos;
* Comunicar, de forma transparente, se há coerência entre a política de sustentabilidade corporativa e o cumprimento das ações no período;
* Definir os indicadores relevantes para seu negócio (no caso de uma empresa de construção, por exemplo, um ou mais indicadores devem abordar a utilização dos recursos naturais);
* Além de citar as boas práticas e os números positivos que demonstrem o comprometimento da organização com a Responsabilidade Social Empresarial, é fundamental que a empresa esteja preparada para apresentar um discurso consistente com o que de fato realiza;
* Divulgar dados como os riscos do negócio e que instrumentos a empresa dispõe para lidar com esses problemas;
* Além de relatar as exigências legais que a empresa deve cumprir, falar também sobre as atividades relevantes que podem ser consideradas diferenciais;
* Apresentar a intenção da empresa para os anos seguintes;
* Contar com o engajamento dos principais públicos da empresa;
* Estar consciente de que cada leitor do relatório tem um interesse específico em relação a ele;
* Ter uma linguagem simples, ser o mais claro e objetivo possível para ser de fácil compreensão a todo público de relacionamento da empresa.

Entrevistada: Beatriz Bulhões é Vice-Presidente do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS).

Vogg Branded Content – Jornalista responsável Altair Santos MTB 2330


Trem-bala tem custos errados

Constatação é do presidente do Comitê Brasileiro de Túneis (CBT), Tarcísio Celestino, com base em dados fornecidos pelo governo federal

Os custos para construção do trem de alta velocidade (TAV) entre Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas apresentam discrepâncias nos preços de escavação de túneis. A constatação é do presidente do Comitê Brasileiro de Túneis (CBT), Tarcísio Celestino, com base no projeto do governo federal. Os túneis em área rural, por exemplo, são 46% mais caros que na área urbana, quando normalmente ocorre o contrário. O preço de escavação de túnel simples - com uma via e 7,85 metros de diâmetro - é 17% mais caro que o duplo, de 16 metros

Nos 510 quilômetros do traçado do trem-bala, 90,9 quilômetros (18% da obra) devem ter túneis, segundo o estudo elaborado pelo consórcio Halcrow/Sinergia, contratado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). As obras civis, que incluem 107,8 quilômetros de pontes e viadutos, vão custar R$ 24,5 bilhões, cerca de 71% de todo o projeto, orçado em R$ 34,6 bilhões

O preço do metro escavado de túnel em local onde o solo é composto por rocha é só 4% mais barato do que o mesmo serviço em local onde o solo é mole. “Em casos reais de rocha de boa qualidade, a diferença pode superar 50%. Não vou dizer que a obra é cara ou barata, mas a planilha é inconsistente. Apoiamos o empreendimento, mas há necessidade de apontar mudanças de rumo”, disse o presidente do CBT, no seminário A Engenharia Nacional e o TAV, realizado no Instituto de Engenharia, em São Paulo. O metro escavado de túnel em área rural, sem grandes interferências na superfície, foi estimado no estudo em R$ 160,9 mil, enquanto em área urbana é de R$ 86,7 mil.

De acordo com Hélio França, superintendente da ANTT, os preços no estudo da Halcrow/Sinergia tiveram como base túneis da Europa do Metrô de São Paulo e do Rodoanel, mas os preços apontados são apenas “uma referência” para os editais do TAV. “Nós tropicalizamos os custos, usando o Sisco, um sistema de custos que o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), que o próprio TCU (Tribunal de Contas da União) utiliza e os empreiteiros não gostam.

O responsável pelos estudos geológicos e geotécnicos do TAV, André Pacheco de Assis, presidente do Comitê Sobre Treinamento e Educação do International Tunnelling Association, disse que foram realizadas 519 sondagens em solo e rochas em todo o percurso proposto, num período de 75 dias. “Os custos já foram revistos porque não estavam adequados. O traçado apresentado está aprovado pelo governo federal e atende aos requisitos das pessoas que vão usar o TAV.”

Fonte: ANTT

Vogg Branded Content – Jornalista responsável Altair Santos MTB 2330


Minha Casa, Minha Vida já contratou mais de 105 mil moradias

Caixa Econômica Federal ainda tem outras 2.075 novas propostas para avaliar, o que representa mais de 400 mil imóveis

Recente balanço da Caixa Econômica Federal, sobre o desempenho do programa Minha Casa, Minha Vida, revela que já houve a contratação, para a construção, de 105.239 novas moradias, entre casas e apartamentos.

Até o final de outubro, a Caixa também havia recebido 2.075 novas propostas de empreendimentos, o que totaliza 415.419 moradias. O volume de contratações soma investimentos de R$ 6,63 bilhões.

Dia 30 de outubro terminou o prazo para que os municípios com menos de 50 mil habitantes apresentassem propostas de participação no programa do governo federal. Os técnicos do Ministério das Cidades estimam que os números de convênios cresçam ainda mais – os números devem ser atualizados até o final de novembro.

O programa Minha Casa, Minha Vida, anunciado em março deste ano, pretende reduzir o deficit habitacional brasileiro, estimado em torno de 7 milhões de moradias, e para isso vai investir R$ 34 bilhões R$ 25,5 bilhões dos cofres da União, R$ 7,5 bilhões do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e R$ 1 bilhão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Do total de 1 milhão de moradias, 400 mil serão destinadas a trabalhadores com renda até três salários mínimos, 200 mil casas para quem ganha entre três e quatro salários, 100 mil casas de quatro a cinco salários, mais 100 mil para ganhos entre cinco e seis salários mínimos e as 200 mil moradias restantes para renda de seis a dez salários.

Os financiamentos serão para imóveis até R$ 130 mil nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Esse teto cai para R$ 100 mil nas outras capitais e nos municípios com mais de 500 mil habitantes, e se reduz para R$ 80 mil nos financiamentos habitacionais para os demais municípios.

Fonte: Agência Brasil

Vogg Branded Content – Jornalista responsável Altair Santos MTB 2330


FGTS dá novo impulso aos consórcios

Fundo poderá ser usado na quitação de prestações e setor estima que novas adesões aumentem 20%

Em outubro de 2008, quando foi sancionada a nova lei dos consórcios habitacionais, o governo federal preferiu vetar a disposição que liberava o uso do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para o pagamento das prestações. Este ano, com as medidas para aquecer o mercado imobiliário, o veto foi revogado e a regra para o uso do FGTS em consórcio passou a se equiparar a outros tipos de modalidades de financiamento.

O novo texto, sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, prevê que a utilização do FGTS em consórcios deve seguir as regras do financiamento habitacional concedido no âmbito do Sistema Financeiro de Habitação (SFH). Uma delas é que é preciso ter no mínimo três anos de trabalho sob o regime do FGTS.

Claudir Santos: “Agora, o consórcio não está mais em desvantagem.”
Claudir Santos: “Agora, o consórcio não está mais em desvantagem.”

Antes dessa medida, era permitido o uso do FGTS para a oferta de lance ou complemento de carta de crédito. Agora, a modalidade consórcio ganha o mesmo status de outras formas de aquisição de imóvel pelo SFH. A expectativa da Associação Brasileira de Administradores de Consórcios é que, em todo o país, pelos menos 530 mil pessoas sejam beneficiadas. O setor estima também que haja pelo menos 20% de novas adesões, segundo explica o gerente comercial da Ademilar, Claudir Santos.

Qual a expectativa das empresas que vendem consórcio de imóveis de agregarem novos consumidores, com a nova medida que libera o uso do FGTS para o setor?
A gente acredita que isso vai ter um impacto em torno de 10% a 20%. Por quê? Porque muita gente que paga aluguel não consegue fazer financiamento em virtude da comprovação de renda. Como no consórcio a burocracia é menor, quem tem FGTS vai se animar em buscar essa modalidade para adquirir a casa própria.

O consórcio de imóvel alcança o mesmo status de outras formas de financiamento habitacional com a nova medida?
Com certeza. No financiamento normal, o consumidor pode utilizar o FGTS para pagar as prestações ou até mesmo quitar o saldo devedor. Antes, no consórcio, isso não era permitido e levava o cliente a optar pela forma tradicional de compra, mesmo tendo de pagar juros aos bancos. Agora, o consórcio não está mais em desvantagem.

O que o interessado vai precisar fazer para usar o FGTS na sua compra por consórcio?
Ele pode utilizar o FGTS como lance, como complemento da carta e agora, com a nova lei, também pode utilizar no pagamento de parcelas ou até mesmo na quitação do imóvel. Mas para fazer isso ele vai passar por uma entrevista na Caixa Econômica Federal, para saber se ele não tem imóvel no nome dele. Caso tenha um imóvel na cidade onde reside, o interessado não poder utilizar o FGTS em nenhuma modalidade de financiamento habitacional, incluindo o consórcio.

Há uma estatística de quantas pessoas optam pelo financiamento convencional e quantas preferem o consórcio?
De cada três imóveis financiados no Brasil, um já é através de consórcio. Significa algo em torno de 30% das negociações de imóvel parcelado, o que representa um crescimento exponencial perto do que era o consórcio há cinco, seis anos atrás.

Existe um valor ideal que o mutuário deve ter depositado no FGTS para aderir à modalidade consórcio?
Não. A exigência é que ele tem de ter no mínimo três anos de contribuição para poder sacar o FGTS.

Qual o tipo de imóvel preferido de quem adere ao consórcio?
Em média, 60% das pessoas querem comprar um imóvel residencial para uso. Tem uma parcela menor que faz o consórcio com o intuito de usá-lo como um investimento. Quando contemplado, ele compra o imóvel, aluga e o próprio aluguel paga o financiamento. O imóvel passa a gerar uma renda extra.

Uma pessoa que escolhe o consórcio como modalidade para compra tem acesso ao seu imóvel em quanto tempo?
O acesso ao imóvel depende da contemplação dele. Quando contemplado, ele recebe a carta e compra o imóvel à vista. A liberação do crédito é feita através de sorteio e o contemplado precisa estar com a participação em dia. Ele também pode dar um lance, que independe de sorteio, e pode ser feito desde o primeiro mês. Dado o lance, e sendo o vencedor, ele também recebe a carta e pode comprar o imóvel imediatamente.

Imóvel na planta também pode ser adquirido através de consórcio?
Também pode, mas existem algumas regras impostas pelo Banco Central. No caso de imóvel na planta, o interessado precisa deixar um outro bem em garantia no momento de sacar o crédito. É uma exigência para que haja uma alienação para liberar o dinheiro. A nova lei agora permite que a pessoa que já tem um imóvel aliene este imóvel para comprar outro na planta através de consórcio.

Imóveis comerciais também podem ser adquiridos através de consórcio?
Também podem. Com a carta de crédito, o contemplado tem livre escolha. Pode comprar um imóvel comercial, residencial ou um terreno. Também pode usar o crédito para construção.

A modalidade consórcio está presente no programa Minha Casa, Minha Vida?
Não, pelo seguinte: o Minha Casa, Minha Vida é um programa de subsídios de juros do governo. Como o consórcio não tem juros, não tem como ser subsidiado. O Minha Casa, Minha Vida também impõem regras que inviabilizam a flexibilidade do consórcio, como a exigência de imóvel novo, um teto para renda e o valor máximo do financiamento é de 80 mil reais.

Uso de FGTS em consórcio habitacional
* Como era
O FGTS só podia ser usado como lance numa carta de consórcio ou como complemento. Por exemplo, o contemplado tinha uma carta de 100 mil reais e mais 30 mil reais no FTGS. Ele poderia adquirir um imóvel de 130 mil, complementando o valor com o recurso do fundo.

* Como fica
O FGTS está liberado para quitar parcelas do consórcio. Sejam parcelas atrasadas ou a parcela do mês. Também poderá usar o recurso para quitar o consórcio, caso haja saldo suficiente para fazer a quitação.

Texto complementar
Conselho curador aprova orçamento do FGTS para 2010

O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aprovou no final de outubro o orçamento do fundo para 2010. Os valores aprovados são os mesmos do orçamento de 2009. Assim, os programas vinculados à área de habitação popular terão um orçamento de R$ 18 bilhões em 2010. Saneamento básico terá à disposição R$ 4,6 bilhões. Outros R$ 4 bilhões do FGTS servirão para a concessão de descontos nos financiamentos habitacionais a pessoas físicas. Desses R$ 4 bilhões, R$ 3 bilhões serão exclusivos para concessão de subsídios dentro do Programa Minha Casa, Minha Vida.

O secretário executivo do conselho curador, Paulo Furtado, explicou que a repetição do orçamento de 2009 em 2010 ocorre porque este ano já houve uma liberação recorde de recursos do FGTS para financiamentos de habitação e saneamento. Além disso, segundo ele, dos R$ 18 bilhões alocados para habitação popular, deverão ser aplicados apenas R$ 12 bilhões efetivamente este ano A sobra de recursos do orçamento deste ano se deve, segundo ele, à velocidade de implantação dos programas em decorrência da burocracia envolvida.

Fonte: CBIC

Entrevistado: Claudir Santos, gerente comercial da Ademilar: claudir@ademilar.com.br

Vogg Branded Content – Jornalista responsável Altair Santos MTB 2330


Itambé utiliza fôrmas de blocos de concreto na fundação de seu novo moinho

Blocos de concreto são utilizados como fôrmas para fundação - conheça as principais vantagens deste sistema

Créditos: Engº. Carlos Gustavo Marcondes – Assessor Técnico Comercial Itambé

Fundação Moinho
Fundação Moinho

A construção civil tem evoluído bastante nas últimas décadas. O avanço no cálculo estrutural, o progresso de estudos na ciência de materiais, a tecnologia de equipamentos e produtos auxiliares, e também as técnicas construtivas têm colaborado para a melhoria das obras e permitido a execução de construções cada vez mais impressionantes.

As fôrmas não ficaram fora desta evolução. Sem a sua melhoria, não seria possível alcançar alta velocidade nas obras e permitir a aplicação de concretos mais resistentes, fluidos e menos deformáveis, por exemplo.

Normalmente a fôrma é considerada um molde provisório que serve para dar ao concreto fresco a geometria e textura desejada, mas além desta função ela influencia na proteção do concreto fresco, colaborando com a cura e protegendo contra impactos e variações de temperatura que podem causar danos ao concreto.

No entanto, nem todas as fôrmas são provisórias. Por exemplo, quando se utiliza bloco de concreto. Esta foi a técnica escolhida pela Itambé para a realização das obras de fundação do novo moinho que entrará em funcionamento em 2010.

De acordo com o coordenador de projetos civis da Itambé, Elizeu Rodrigues Paes, o sistema com fôrmas utilizando blocos de concreto confere diversas vantagens quando comparado ao sistema convencional, com fôrmas de madeira ou aço. Uma delas é a redução de tempo para sua execução.

“A grande vantagem é que não perdemos tempo com a retirada das fôrmas. O re-aterro da fundação é executado no mesmo dia e a velocidade de assentamento dos blocos é maior, comparada com a montagem de fôrmas convencionais” comenta.

Outra vantagem citada por Elizeu, é com relação à segurança: “Como não se utiliza serra circular minimizamos o risco envolvido no processo e ainda torna-se desnecessária a utilização do carpinteiro” diz.

Além disso, a parede construída com blocos de concreto que serviu como fôrma, pôde ser usada como suporte para o posicionamento das armaduras e do próprio trabalho de concretagem.

A fôrma é que inicia o processo de concretagem e a escolha do melhor sistema irá influenciar na qualidade, no prazo de execução e no custo da obra.

Portanto, a escolha deve ser criteriosa e envolver diversos fatores como a característica física da obra que está sendo feita; a característica geométrica; se os insumos e serviços para a confecção das mesmas são disponíveis; o prazo de execução requerido; a durabilidade e economia do sistema.

Em alguns casos escolhe-se o bloco de concreto como fôrma pela praticidade. Esta técnica é comumente utilizada para tanques e piscinas. Os blocos são utilizados como fôrmas e permanecem depois da concretagem, bastando fazer a impermeabilização.

Outro fator a se considerar é o ambiental, já que na utilização de fôrmas convencionais o trabalho comumente é executado na obra, de maneira artesanal, gerando resíduos e desperdícios de toda ordem.

Seja qual for o material ou o método de trabalho a ser utilizado em uma obra, um bom estudo das alternativas faz-se necessário antes de decidir por qual sistema utilizar, já que existem diversos sistemas de fôrmas ofertados e as diferenças não estão apenas nos materiais utilizados.

Fundação Moinho
Fundação Moinho

Vogg Branded Content – Jornalista responsável Altair Santos MTB 2330


O uso do concreto autoadensável no Brasil

Por que o uso do CAA ainda é restrito no país

Mesmo com tantas vantagens já consagradas por especialistas, o uso do concreto autoadensável (CAA) ainda é bastante restrito no Brasil. O tema é tão divergente que mereceu destaque no 51º Congresso Brasileiro do Concreto realizado em Curitiba no mês de outubro.

Paulo Helene
Paulo Helene

Para o engenheiro Paulo Helene, vice-presidente do Ibracon (Instituto Brasileiro do Concreto) e um dos participantes do painel "Temas Controversos - Concretos de alto desempenho e autoadensável: desafios para sua maior utilização no Brasil", um grande entrave para a disseminação da tecnologia no país é o fato da maioria das construtoras se colocarem na posição de gerenciadoras de serviços de terceiros. “Os terceiros cobram por metro cúbico de concreto. Tanto faz se esse metro cúbico requer quatro peões ou apenas um peão para lançar o concreto. Então, como o metro cúbico do concreto autoadensável (produto na Concreteira) custa mais caro, fica uma aparente e errônea primeira impressão de que não há vantagem econômica e que as vantagens seriam somente técnicas” avalia.

Nos países industrializados a vantagem do produto descartar a necessidade de operários para espalhar e vibrar o concreto, é de fato compensatória e por isso a sua utilização em maior escala.

No entanto, o vice-presidente do Ibracon acredita que o potencial do concreto autoadensável no Brasil é grande. Segundo ele, há benefícios diretos e indiretos que sustentam o uso do CAA como o fato de ele ser “mais humano, mais ecológico, mais sustentável, mais rápido, além de oferecer melhor adensamento e acabamento”. Um exemplo deste potencial é a crescente demanda por pré-moldados em que a utilização do concreto autoadensável é extremamente viável.

O concreto autoadensável surgiu no Japão na década de 80. Mas apenas a partir do ano 2000 a tecnologia passou a ser utilizada no Brasil, ainda que de forma isolada. Para reverter esse quadro, novos estudos e aplicações vêm sendo feitos, comprovando os benefícios deste material em diversas ocasiões como em obras com alta densidade de armadura, em que o concreto convencional não consegue preencher todos os espaços; em obras em que o concreto fica aparente, já que possui melhor acabamento; em obras que exijam grande agilidade. O desenvolvimento da tecnologia e a redução dos custos dos aditivos também estão contribuindo com o avanço do uso do CAA.

Vantagens do concreto autoadensável

- Diminui consideravelmente a mão-de-obra necessária para a concretagem;
- Considerável melhora do acabamento final dos elementos;
- Aumento da velocidade de concretagem;
- Diminuição do risco de queda de trabalhadores de uma laje, por diminuir o número de pessoas envolvidas no processo;
- Economia de energia elétrica;
- Eliminação ou diminuição drástica do ruído na obra.

Dificuldades da implantação do concreto autoadensável no Brasil

Mesmo com uma maior quantidade de estudos práticos e teóricos a respeito do material, dúvidas técnicas, sobretudo em relação à dosagem, ainda geram incertezas nos profissionais do setor ao optar ou não pelo concreto autoadensável. A grande variabilidade da dosagem dos componentes pode ser um dos fatores que dificultam a implantação do CAA em larga escala, pois a dosagem deve ser muito precisa. Há também a questão dos aditivos superplastificantes que devem ser misturados pouco antes do lançamento, por perderem o efeito rapidamente.

Com isso conclui-se que quanto antes houver a adaptação da tecnologia para a realidade brasileira, quanto mais industrializado o setor da construção estiver e quanto mais estudos e informações sobre o material e suas aplicações forem divulgados, mais cedo o concreto autoadensável fará parte da realidade das construções no país.

Vogg Branded Content – Jornalista responsável Altair Santos MTB 2330

Dados para contato: Assessor de imprensa Ibracon – Fábio Luis Pedroso: fabio@ibracon.org.br


Concurso Ousadia 2009

Equipe de alunos da Universidade do Vale do Taquari ganha o 1º lugar no concurso promovido pelo Ibracon no CBC 2009

Créditos: Engº. Jorge Aoki – Gerente de Assessoria Técnica Itambé

Grupo Vencedor Concurso Ousadia

O Concurso Ousadia, promovido pelo Instituto Brasileiro do Concreto, foi instituído em 2005 no Congresso Brasileiro do Concreto – CBC - realizado na cidade de Olinda/PE. Tem como objetivo incentivar o compartilhamento dos conhecimentos entre os ramos da arquitetura e da engenharia civil, que são complementares e interagem entre si na realização de diversas obras. Para cada cidade onde é realizado o CBC, o Ibracon elege um tema e os alunos desenvolvem o projeto, que deve ser ousado, mas realizável tecnicamente segundo a NBR 6118.

Na 5ª edição, realizada neste ano em Curitiba/PR, o primeiro lugar coube à equipe da Universidade do Vale do Taquari de Lajeado/RS – UNIVATES. Os alunos Márcio Braun, Renata Rahmeier, Juliana Gasparotto e Marcos Britto, supervisionados pelo arquiteto Leandro Marquetto e orientados pelo engenheiro Bernardo F. Tutikian, venceram o desafio de projetar uma passarela sobre a BR 277, unindo uma grande área verde da cidade - o Parque Barigüi – a um bairro bem movimentado – o Ecoville e um grande shopping center – o ParkShoppingBarigüi.

Concurso Ousadia - Projeto

O nome escolhido para a obra-de-arte, Passarela do Grimpeiro, faz referência a um passarinho que se alimenta de insetos das folhas e galhos do pinheiro-do-paraná, também conhecida como Araucária, árvore símbolo do estado. O Projeto aliou a harmonia e beleza do parque da cidade, com a diversidade contemporânea das construções do bairro residencial. A concepção contemplou a tecnologia como parâmetro da estrutura urbana e elegeu o concreto como marco de modernidade da cidade.

Toda a estrutura de concreto obedeceu às recomendações da norma NBR 6118 – Estrutura de concreto armado – Procedimento – e seguiu os padrões do Manual do Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (DNIT) para ordenamento do uso do solo nas faixas de domínio. Já as questões de mobiliário, acessos e equipamentos foram baseados na NBR 9050 - Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos.
Por tudo isso, só poderia dar o primeiro lugar.

Concurso Ousadia 3 - Projeto

Vogg Branded Content – Jornalista responsável Altair Santos MTB 2330


Empresa paranaense recebe Selo de Qualidade da ABCP

Selo certifica a conformidade dos produtos com as normas técnicas brasileiras

Créditos: Engª Naguisa Tokudome – Assessora Técnico Comercial Itambé

Vanderli Gai & Cia. Ltda
Vanderli Gai & Cia. Ltda

Fundada em 1991, a empresa Vanderli Gai & Cia. Ltda iniciou suas atividades com a extração de agregados. Em 1999, se engajou na fabricação de piso intertravado de concreto e bloco de concreto tipo vedação e estrutural. Em outubro deste ano, recebeu o Selo de Qualidade da ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland).

“A Gai buscou a certificação por uma exigência do consumidor. Sem o Selo, a venda basicamente se restringia aos blocos de concreto de vedação. Hoje, em menos de um mês, a distribuição do bloco estrutural aumentou significativamente. Foi possível também aumentar a linha de produtos com maiores resistências para atender a demanda do mercado”, disse Jorge Tadeu Gai, sócio-gerente da empresa.

Selo de Qualidade ABCP
Selo de Qualidade ABCP

O Selo, além de melhorar expressivamente o processo de produção, qualifica os fabricantes a atender obras financiadas pelo governo (federal, estadual e municipal) bem como a todo tipo de edificação cujo empreendedor exija o atendimento ao PBQP-H (Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do Habitat) e ao Código de Defesa do Consumidor.

A certificação do produto reflete na qualidade final da edificação. Um bom bloco de concreto possui:
- Dimensões regulares com baixo desvio padrão. Evitam improvisações “grosseiras” de ajustar a paginação da parede com a argamassa ou blocos não especificados no projeto;
- Aspecto homogêneo com cantos vivos e sem fissuras;
- Maior durabilidade;
- Resistência adequada à sua aplicação;
- Atendimento aos requisitos da NBR 6136:2007 – Blocos vazados de concreto simples para alvenaria.

O processo para obtenção do selo é simples. A empresa interessada deve entrar em contato com a matriz da ABCP (www.abcp.org.br), localizada em São Paulo e solicitar a inclusão ao programa.
Uma auditoria na fábrica é agendada para a primeira avaliação do produto.

Caso o bloco atenda aos requisitos da norma, após 15 dias da avaliação, um laboratório parceiro da ABCP fará a coleta na fábrica. Para conhecer os laboratórios credenciados, acesse o site: http://www.abcp.org.br/qualidade_de_produtos/selo_blocos_concreto_lab.shtml.

Em caso de reprovação na auditoria, o produto deverá passar pelos ajustes necessários para então solicitar uma nova coleta.

O laboratório envia o relatório com os resultados para o fabricante e ABCP. Todo o processo é centralizado na matriz.

O fabricante que receber aprovação, após duas coletas quinzenais consecutivas, recebe o Selo de Qualidade. Ou seja, se o produto estiver conforme, é possível obter o Selo no prazo de um mês.

As coletas para verificação passam a ser mensais e, depois de um ano, trimestrais. Em conjunto, a ABCP realiza anualmente uma auditoria na fábrica.

Segundo Fernando Dalbon, coordenador do Programa Selo de Qualidade ABCP para blocos e pisos de concreto, atualmente no Brasil cinquenta e seis empresas possuem o Selo.

Para conhecer as fábricas certificadas, acesse a página: http://www.abcp.org.br/qualidade_de_produtos/selo_blocos_concreto_fab.shtml

Vogg Branded Content – Jornalista responsável Altair Santos MTB 2330


Profissionais usam criatividade para cumprir exigências legais

O Condomínio Global Tower em Vitória, foi concebido com volumetria e estrutura diferenciadas, para não interferir na paisagem local

Créditos: Vanda Pereira Cúneo - Assistente de Marketing

Quando, em 1895, o engenheiro e sanitarista Saturnino de Brito desenhou o traçado da av. Reta da Penha - hoje av. Nossa Senhora da Penha -, em Vitória, como parte do plano urbano Grande Arrabalde, lançou também uma determinação que impedia, na área formada por um cone, construções que pudessem vir a obstruir a bela vista do complexo da Igreja e Convento da Penha, em Vila Velha, tombado em 1943 pelo Iphan (Instituto Nacional do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). Hoje, passados mais de 60 anos, a área vive uma "febre" imobiliária, principalmente na Enseada da Praia do Suá, o que tem levado ao embargo de alguns empreendimentos imobiliários, mas também tem aguçado a criatividade de arquitetos, como maneira de vencer os obstáculos da legislação.

Um caso muito emblemático desse dilema entre crescimento imobiliário e urbanismo em Vitória é o edifício Global Tower, do arquiteto Kennedy Vianna. Para valorizar a vista da Reta da Penha, assim como atender às exigências do cliente, a Galwan, que demandava um edifício essencialmente para uso corporativo, com o melhor aproveitamento possível do potencial construtivo do terreno, Vianna concebeu um edifício com escalonamento mais largo do que o exigido pelo Iphan. Em vez de reduzir o número de pavimentos do empreendimento, a proposta arquitetônica conseguiu distribuir 24 andares, com todas as suas unidades voltadas para a baía de Vitória, preservando vistas e o entorno, e minimizando possíveis impactos, graças a um conceito estrutural diferenciado e ao tipo de implantação adotada, virada para o Sudeste, considerando o cone de visão.

Para alcançar o desenho escalonado e o número de pavimentos desejado, o projeto estrutural, assinado pela capixaba MCA e homenageado com o Destaque Abece 2007, especificou o sistema de lajes protendidas com cordoalhas engraxadas. "Funciona como uma ponte pênsil, as cargas ficam penduradas", explica o engenheiro calculista Carlos Augusto da Gama, da MCA.

Como as lajes de cada pavimento iriam reduzindo de tamanho, irregularmente, seria necessário o uso de vigas de transição e de pilares intermediários - um verdadeiro paliteiro. No entanto, o sistema sugerido pela MCA trabalha em conjunto com pilares inclinados em várias direções e ângulos, eliminando a necessidade de vigas e pilares intermediários. A proposta adotou, entre os eixos dos pilares das garagens, lojas e salas, um módulo de 9,5 m x 7,2 m.

Sem flexão
Como não há momento de ligação com a laje, o sistema funciona sem flexão dos pilares. "As cargas vêm na vertical e seguem inclinadas, de acordo com o desenho dos pilares birrotulados", destaca Gama. O sistema estrutural equilibra-se pelos tirantes embutidos, do contraventamento das paredes em concreto armado - que sustentam os tirantes - e da ação da gravidade.

O engenheiro revela que a tecnologia, utilizada pela empresa desde 1997, com incentivo da Arcelor Mittal, antiga Belgo Mineira, racionaliza a altura do pé-direito. As lajes têm 22 cm de espessura, com piso elevado de 18 cm e forro de 6 cm, definindo o pé-direito acabado de 2,60 m. A cota de piso a piso dos pavimentos (25 lajes) é de 3,06 m. Se fosse no sistema convencional limitaria o pé-direito e o gabarito. "O empreendimento com a mesma altura teria menos pavimentos, em torno de 18", compara Gama. A tecnologia facilitou a execução das lajes da garagem, pois manteve os vãos necessários para o espaço. "Só executamos viga de transição em cima para a caixa de água", diz.

Outras qualidades do sistema, apontadas pelo engenheiro, é que, graças à racionalização do pé-direito, as instalações podem ser passadas nas lajes, liberando as paredes. Além disso, contribui com o isolamento acústico.

Dois em um
O sistema de laje protendida, segundo o calculista Carlos Augusto Gama, também facilita a execução das fôrmas. A obra, inclusive, recebeu menção honrosa da Abece (Associação Brasileira das Empresas de Consultoria e Engenharia Estrutural) no 5º Prêmio Talento Engenharia Estrutural.

"Com um sistema de fôrma e cimbramento, é possível executar uma laje em uma semana, até menos", garante o engenheiro. "Isso equivale à metade do tempo gasto em processos de concretagem com fôrmas convencionais", compara.

Mas para alcançar a economia pretendida, é preciso se chegar a 20 MPa aos dois dias, o mínimo para se realizar a protensão da lajes. Isso só é possível com o uso de cimento CPV, em vez de CPIII ou CPII, que demandam mais tempo para atingir essa resistência.

Distribuição racional
O desenho escalonado gerou uma variação de layouts de conjuntos, que vão de 35 m² a 232 m². Conforme o edifício sobe, diminui o número de salas, como se pode ver nas plantas do quinto pavimento e do 14º (fotos). Do 19º ao 21º pavimento, são dois conjuntos por andar. Já nos últimos andares, o projeto previu um conjunto por laje. "O projeto atende um público potencial mais abrangente, tanto o profissional liberal, que necessita de espaço reduzido, quanto empresas de maior porte, que necessitam de grandes lajes", explica Vianna. Os 12 elevadores foram distribuídos de forma a atender ao escalonamento de pavimentos, sendo que os elevadores que atendem às garagens são acessados na praça contínua do open mall abaixo da torre, o que garante a segurança interna. O projeto também tem como base um desenho que otimiza o conforto ambiental, uma vez que possui todas as suas unidades de salas voltadas para a melhor insolação.

Leveza visual
A fachada tipo glazing com sistema misto unitizado - colunas onde posteriormente são fixadas as folhas de vidro montadas em perfis de alumínio - não só permitiu os ajustes dos inúmeros recortes nas elevações e uniformizaram o visual, assim como contribuíram para o desempenho do sistema estrutural e de fundação, reduzindo as cargas do edifício. "O uso do vidro alivia de 10% a 20% do peso, e elimina o risco de patologias", afirma o engenheiro calculista Carlos Augusto da Gama, da MCA.

Foram empregados 6.640 m² de vidros laminados de 8 mm, nas cores azul e verde, especificados para minimizar os reflexos do entorno, sem perder qualidade na cor e no tom, respeitando a sobriedade pretendida e o conforto ambiental. Nas testadas e detalhes, especificou-se painéis de alumínio composto. Como divisórias internas, o projeto especificou drywall, que reduz as cargas internas em no mínimo 15%.

RESUMO
Obra: Global Tower
Localização: av. Nossa Senhora dos Navegantes (frente) e av. Belmiro Siqueira, 201 (fundos), Vitória
Área do terreno: 6.681,00 m²
Área construída: 36.895 m²
Data de projeto: 2006
Construção: setembro 2006 a setembro de 2009
Área estrutural: 48.000 m²
Concreto: fck 30 MPa
Aços: CA-50 E CP190 RB
Lajes planas protendidas: 22 cm de altura
Contraventamento: paredes estruturais

Condomínio Global Tower

Fonte: Revista Téchne

Vogg Branded Content - Jornalista responsável Altair Santos MTB 2330