Por que o Morumbi não serve para a Copa do Mundo?
Presidente da CBF, Ricardo Teixeira, diz que novo projeto não capacita o estádio, mas consultor do Sinaenco discorda

O presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Ricardo Teixeira, afirmou que o estádio do Morumbi, em São Paulo, não deverá receber a cerimônia de abertura da Copa do Mundo de 2014. Segundo ele, o projeto elaborado por Ruy Ohtake em parceria com o escritório alemão GMP (Gerkan, Marg und Partner) não atenderia a todas as exigências da Fifa para abrigar o jogo de estreia da competição.
"Faço questão de dizer que o problema é com o estádio, não com a cidade. Eles (os projetistas) mandaram uma nova proposta e ela novamente não se enquadra no projeto que a Fifa exige. A impressão que dá é que estão fazendo coisas paliativas", afirmou Teixeira. "Para pretensão de abertura de Copa do Mundo, as necessidades que a Fifa exige são muito superiores àquelas que estão sendo propostas", completou.
Os problemas técnicos mencionados por Teixeira seriam os pontos cegos de visibilidade e a área pequena para a imprensa. Este problema poderia ser resolvido aproveitando uma parte da área da arquibancada, porém, a capacidade do estádio ficaria abaixo da permitida para receber a cerimônia de abertura da Copa. "A solução para aumentar a capacidade seria rebaixar o gramado e, com isso, tirar a pista de atletismo, aproximando as arquibancadas e ganhando mais lugares. Isso já foi feito na última modificação do projeto e, em tese, (a sugestão) foi aceita pela Fifa", explica Jorge Hori, urbanista e consultor do Sinaenco (Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva).
"Ainda há outras pendências que a Fifa exige no entorno do estádio, como uma área de 80 mil m² para a instalação de tendas, chamadas de village, que ainda não foi contemplada no projeto. Há também o problema do estacionamento, mas isso dá para ser resolvido", acredita Hori.
De acordo com o especialista, apesar destas falhas técnicas do Morumbi, o estádio ainda é a melhor opção na cidade para a Copa. "Até daria tempo de fazer um novo estádio em Pirituba ou em Itaquera, onde ainda há espaço, mas seria um investimento enorme e inviável", afirma.
Quanto ao Morumbi ter ou não capacidade de receber a cerimônia de abertura dos jogos, Jorge Hori é enfático: "A Fifa e a CBF não teriam nenhuma outra alternativa, a não ser fazer a abertura e o encerramento no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro". Segundo Hori, Brasília e Belo Horizonte também eram opções para a abertura dos jogos, mas a crise política comprometeu Brasília e a capital mineira não tem a estrutura hoteleira necessária para o evento. "Haverá uma negociação, mas no fim o (estádio do) São Paulo vai acabar recebendo a abertura da Copa", finaliza.
Fonte: Piniweb
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Inscrições abertas para o II Prêmio ANAPRE de Planicidade e Nivelamento
A premiação destacará obras com área maior que 2.000 m2 e que contemplem as especificações dos índices de planicidade e nivelamento
Estão abertas as inscrições para a segunda edição do Prêmio ANAPRE de Planicidade e Nivelamento, concurso promovido pela ANAPRE (Associação Nacional de Pisos e Revestimentos de Alto Desempenho) em parceria com a SIKA.
Podem concorrer ao Prêmio empresas associadas executoras de pisos que tenham construído, no período de 1º de maio de 2009 a 30 de maio de 2010, obras com área mínima de 2.000 metros quadrados com projeto de piso que contemple as especificações dos índices de planicidade e nivelamento. É necessário também que tenham FNumbers medidos por profissional certificado pelo fornecedor do equipamento de medição e que o piso esteja com 100% de sua área medida e avaliada.
A empresa participante poderá inscrever quantas obras quiser e, com estas, estará automaticamente concorrendo ao título de vencedora e/ou ganhadora de menção honrosa.
As informações de cada obra concorrente serão verificadas, avaliadas de acordo com os critérios estabelecidos no regulamento e validadas/julgadas por uma comissão julgadora constituída por membros da diretoria da ANAPRE, da SIKA e de profissionais que representam a sociedade.
Vencerá o concurso a empresa executora que obtiver o maior índice de desempenho construtivo obtido pela soma corrigida dos índices globais de planicidade e nivelamento e será concedida uma menção honrosa à segunda classificada.
A empresa vencedora será contemplada com um troféu e com uma viagem para participação no World of Concrete 2011, em Las Vegas (USA) e será entregue uma placa alusiva ao evento à segunda colocada.
A premiação ocorrerá durante o 4º Seminário de Pisos e Revestimentos de Alto Desempenho, promovido pela ANAPRE na Concrete Show South America 2010, que acontecerá no mês de agosto no Transamérica Expo Center, em São Paulo (SP).
As inscrições devem ser efetuadas até o dia 30 de junho de 2010 por intermédio do endereço www.anapre.org.br/premio2010 onde constam todos os detalhes sobre o regulamento. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (11) 3231-0067 ou pelo e-mail anapre@anapre.org.br.
Sobre a ANAPRE
A ANAPRE é a entidade de classe que reúne projetistas de piso, executores de pisos de concreto, fabricantes de insumos para pisos de concreto e para revestimentos de alto desempenho, fabricantes de revestimentos, consultores, fabricantes de equipamentos e laboratórios de pesquisas e de ensaios de materiais preocupados com o futuro do segmento, estabelecendo procedimentos, práticas recomendadas e promovendo a constante discussão sobre a normalização dos vários tipos de revestimentos e suas aplicações. Fundada oficialmente em 30 de abril de 2004, conta com filiados em diversos Estados e investe, atualmente, na constituição de regionais que visam não só difundir as ações mais amplas do setor como discutir questões locais e, ainda, na promoção da capacitação do mercado por meio de ações em universidades, cursos e seminários.
Fonte: Prefixo Comunicação Assessoria de Comunicação da ANAPRE
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Mulheres na construção civil
Elas são maioria nas universidades e, aos poucos, vão conquistando espaço nos postos de trabalho
Segundo dados no Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), entre os anos de 2002 e 2008, a participação feminina nos postos formais de trabalho registrou crescimento de 40,9% contra 34,5% dos homens. E elas, cada vez mais, vêm conquistando espaço em profissões, tradicionalmente, masculinas. Na área da construção civil, este cenário não é diferente.

Uma pesquisa realizada pela Catho Online, em março de 2010, aponta que 18,43% dos profissionais da área Industrial/Engenharia são mulheres. Hoje não há mais restrição das empresas na hora de selecionar novos empregados preferir um funcionário homem ou mulher é item discriminatório, explica Carolina Stilhano, gerente de comunicação da Catho Online.
Com o objetivo de discutir formas de inclusão da mulher no mercado de trabalho e em cargos de liderança, o Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea) criou um Grupo de Trabalho (GT) para debater esta questão, principalmente, nas profissões regulamentadas pelo órgão. Apesar do significativo crescimento da participação feminina na construção civil, se comparado com outras áreas profissionais, ele está bem abaixo. Ainda é preciso muito trabalho para equilibrar esses números, explica a arquiteta e urbanista Ana Karine de Sousa, uma das participantes do GT do Confea.

Dentre as áreas da construção civil, as mulheres se destacam mais no ramo da arquitetura, avalia Ana Karine. A mulher tem muita sensibilidade e esta é uma característica fundamental para a arquitetura, explica.
Mudanças à vista
Nas universidades, as mulheres são maioria. Na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) 70% dos alunos dos cinco anos do curso de Arquitetura e Urbanismo são mulheres. Na minha sala, por exemplo, dos 60 alunos 50 são mulheres e eu vejo isso também nos outros anos, afirma a estudante do 4° ano, Luciana Ribeiro. Já no curso de Engenharia Civil o número é menor, apenas 35%. No entanto, esta estatística mostra como será o futuro da construção civil: uma área cada vez mais ocupada pela presença feminina.
Luciana escolheu seguir a profissão de arquiteta por afinidade com o trabalho. Sempre gostei de desenho, de pensar nos ambientes e em como melhorá-los. Acho essa parte da rotina do arquiteto muito interessante e estimulante, explica Luciana.
Bárbara Boeing tem 24 anos e é recém-formada em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Ela conta que, mesmo entre as colegas que estão saindo da faculdade, a maioria escolhe focar suas carreiras na área de projetos. Engenheiras civis de obras, mesmo, são poucas. Eu, na verdade, não conheço nenhuma além de mim, diz Bárbara.
Sua rotina é dividida entre o escritório e as obras. Para ela, o que leva muitas mulheres a trabalhar apenas com projetos é o ambiente de uma obra. São muitos homens e o engenheiro tem que coordenar toda a obra. Mas eu nunca tive problemas, muito pelo contrário: todos me respeitam, principalmente, por ser a única mulher no meio daquele universo masculino, revela.
Entrevistadas:
Carolina Stilhano - atua há mais de 10 anos em Assessoria de Imprensa e Jornalismo Corporativo. Pós-graduada em Marcas e Marketing com especialização em Comunicação Empresarial e Interna. Formada em Jornalismo pela PUC-SP, com pós-graduação em Marcas e Marketing (Propriedade Intelectual) e também em Comunicação Empresarial. Após trabalhar em empresas como Fedex e Qualidade Produções, hoje é gerente de comunicação da Catho Online.
E-mail: cstilhano@catho.com.br
Ana Karine Batista de Sousa - Formada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal do Piauí, é especializada em Ciências Ambientais e possui MBA em Gestão de Obras e Gerenciamento da Construção Civil. Ex-diretora Geral Da Mútua Piauí (Caixa de Assistência dos Profissionais do Crea Piauí), é proprietária do escritório Ana Karine Arquitetura e Interiores e Conselheira Federal do Confea.
E-mail: anakarineb@gmail.com
Bárbara Boeing - Recém-formada em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), trabalha na Construtora Harbor.
E-mail: barbaraboeing@hotmail.com
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Placas Cimentícias
Com o crescimento da construção civil as placas cimentícias ganham novamente espaço no mercado
Créditos: Engª. Giovana Medeiros - Assessora Técnico Comercial Itambé
As placas cimentícias surgiram na década de 70, mas sua utilização se tornou cada vez mais frequente devido ao crescimento do mercado de construção industrializada. Sua aplicação é destinada a fachadas, forros, paredes com steel frame, paredes internas e externas, entre outras.
Atualmente, a arquitetura moderna tem conferido muito valor e atenção às placas cimentícias, devido ao seu efeito estético quando empregada ao natural, simulando assim um concreto aparente. Nas obras elas têm se destacado pela qualidade, rapidez de instalação e limpeza durante sua montagem.
As placas são resultantes da mistura de cimento Portland, agregados, adições ou aditivos, e reforçada com fibras, fios, filamentos ou telas. Suas principais características são: elevada durabilidade, grande resistência a impactos e à umidade, baixo peso próprio, baixo custo, além de ser compatível com quase todos os tipos de revestimentos.
É de grande relevância garantir que profissionais qualificados acompanhem a execução das placas cimentícias, para evitar trincas, destacamentos, folgas e juntas malfeitas que comprometem não apenas a estética como o sistema de vedação da parede. Deve-se atentar que cada aplicação, requer cuidados específicos, indicados pelos próprios fabricantes. Caso não se tenha em mente a função que o material deve exercer, pode ocorrer uma indicação de uso inapropriado.
As placas para uso externo, por exemplo, devem apresentar maior resistência, para suportar as variações climáticas, o contato com a umidade e com a insolação direta. No caso de aplicação em fachadas, indicado na Figura 1, as solicitações dos ventos e das cargas horizontais também devem ser levadas em consideração.

O primeiro passo em direção a padronização e qualidade dos produtos ofertados ao mercado brasileiro acaba de ser dado. A NBR 15498 - Placa plana cimentícia sem amianto, que vigora desde agosto de 2007, é a primeira norma nacional a estabelecer os requisitos, métodos de ensaio e as condições de recepção das placas planas cimentícias reforçadas com fibras, fios, filamentos ou telas. Portanto, fica a expectativa que esta norma fomente ainda mais melhorias nos produtos e serviços beneficiando o consumidor final.
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Setor da engenharia se une contra a corrupção
Movimento nacional se alia a organismos de fiscalização para combater desvio de recursos em obras públicas
Um movimento coordenado pelo sistema Confea/CREA, lançado em fevereiro deste ano, pretende combater a corrupção em obras públicas. Com o apoio de ONGs como Transparência Brasil e Instituto Ethos, entre outros organismos de defesa do cidadão, a ação foi oficialmente batizada de Movimento pela Ética e Anticorrupção no Setor Tecnológico.
Obras públicas servindo de dutos para escoar desvios de recursos não é uma exclusividade do Brasil. Dados da Sociedade Americana de Engenheiros Civis (ASCE) e do Centro de Infraestrutura Global de Anticorrupção (GIACC, sigla em inglês) revelam que a corrupção no setor gera um prejuízo mundial de até US$ 300 bilhões por ano. As perdas ou danos em um projeto podem resultar de uma ampla variedade de atividades de corrupção, como apropriação indevida de recursos, suborno, extorsão, fraude, cartéis, peculato e abuso de poder.

Com o movimento anticorrupção lançado no Brasil, o Sistema Confea/CREA segue orientação do Conselho Mundial dos Engenheiros Civis (WCCE), que recomenda às organizações profissionais a criação de mecanismos que possam ajudar na fiscalização de obras. Para Marcos Túlio de Melo, presidente do Confea/CREA que também ocupa a vice-presidência do WCCE, o combate à corrupção deve levar ao aperfeiçoamento de processos licitatórios e também provocar mudanças na legislação. É o que ele explica na entrevista a seguir. Confira:
Como surgiu a ideia deste movimento anticorrupção?
O envolvimento das organizações profissionais da engenharia no combate à corrupção é estimulado pelo Conselho Mundial dos Engenheiros Civis e já foi adotada em alguns países. No Brasil, atuam diversas organizações de combate à corrupção e defesa da ética, como a Transparência Brasil, o Instituto Ethos, o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral e a Associação Brasileira contra a Corrupção e a Impunidade (Abracci). Queremos agora focar na área tecnológica, que é onde estão concentrados os grandes investimentos do país.
O movimento anticorrupção vai focalizar nas obras públicas voltadas para os eventos Copa do Mundo 2014 e Olimpíadas 2016 ou pretende abranger todas as obras públicas em construção?
Pretende abranger todas as obras e serviços de nossa área da atuação. Como profissional, diretor ou proprietário, o engenheiro, o arquiteto ou o agrônomo tem conhecimento suficiente para propor medidas que evitem a corrupção. Por exemplo, hoje um dos grandes problemas é a falta de projeto técnico executivo detalhado de obras ou serviço em processo de contratação. A ausência de projetos provoca a elevação dos custos ou mesmo a paralisação das obras. Nos dois casos, o prejuízo maior é da sociedade.
Como o movimento se articula para fiscalizar? Haverá participação de organismos como Tribunal de Contas e Ministério Público?
A fiscalização é feita pelos conselhos regionais (CREAs) em parceria com outros órgãos públicos. Junto ao Tribunal de Contas, Ministério Público e Corregedoria da União e dos Estados, pretendemos realizar parcerias para identificar os riscos de corrupção e propor medidas que os minimizem, seja na legislação, seja nos procedimentos dos órgãos públicos e das empresas.
Quais seriam os casos emblemáticos de obras que tiveram malversação de dinheiro?
Existem muitos casos já levantados em relatórios do Tribunal de Contas da União e em relatórios da Polícia Federal, que saem toda semana na mídia. Mas não podemos nos contentar só com as denúncias. Precisamos de medidas concretas para acabar com a corrupção. Um bom exemplo é o projeto de lei 6616/2009, apresentado pelo Executivo, que tipifica a prática de suborno como crime hediondo.
Além de apurar irregularidades, o movimento pretende também sugerir propostas para reduzir casos de corrupção em obras?
O movimento não vai apurar irregularidades. O que pretendemos é identificar os gargalos e situações que permitem a corrupção e assim buscar soluções que possam ser adotadas pelo poder público e pelas empresas. A ONG Transparência Brasil e a Controladoria Geral da União fizeram um excelente trabalho com a elaboração do Mapa de Risco da Corrupção. O objetivo do projeto é capacitar gestores a levantarem os riscos e conscientizar sobre a necessidade de reduzi-los. Esta é uma das ferramentas que pretendemos discutir em parceria com as entidades profissionais e empresariais.
Existe um número de quanto o país perde, em dinheiro, com esse problema de corrupção em obras?
Este é um dos estudos que o movimento poderá desenvolver, em parceria com ONGs e organismos de controle da União e dos Estados. Mas quando falamos em corrupção não podemos esquecer que existem dois lados: o do corrupto e o do corruptor. Então, o problema não está só em quem contrata, mas também em quem executa. Portanto, além de combater a impunidade, precisamos conscientizar a todos para extirpar a prática da corrupção em todos os meios. As empresas não podem ter receio de perder negócios. O Relatório Global de Corrupção 2009, elaborado pela ONG da Transparência Internacional, demonstra que a maioria das empresas que adotaram procedimentos anticorrupção melhorou seus negócios.
Textos complementares
Brasil perde R$ 100 bilhões por ano com corrupção
O gasto com corrupção no Brasil está estimado em R$ 100 bilhões, cerca de 4,3% do Produto Interno Bruto (PIB) dados referentes a 2008. O custo anual para a União representa duas e meia arrecadações da extinta CPMF. Isso significa um gasto anual per capita de R$ 800,00 ou de R$ 67,00 por mês. Segundo dados do Banco Mundial, caso a corrupção fosse estancada no país, a renda per capita brasileira poderia passar dos R$ 9.743,00 para R$ 16.394,80, o que representaria um crescimento de 68,72%.
Para o fundador, e ex-presidente da ONG Transparência Internacional, Peter Eigen, o Brasil pode ser considerado um exemplo positivo e negativo de como combater a corrupção. A ambiguidade do país está caracterizada, segundo ele, pela não implementação da convenção internacional da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), lançada em 1999, que criminaliza a cobrança de subornos por parte de empresas que atuam no exterior.
Por outro lado, reconhece que os brasileiros já conseguiram alguns importantes avanços no que diz respeito ao combate à corrupção incluindo o afastamento de governantes. O segredo do sucesso nesse tipo de iniciativa, segundo ele, é a mobilização da sociedade civil cobrando punições.
Para ele, países que figuram com frequência entre os menos corruptos, como a Finlândia, a Dinamarca, a Suécia e a Islândia têm um alto nível de transparência, permitindo o acesso do público aos arquivos do governo. Há uma liberdade de informação que torna possível aos cidadãos ir a qualquer agência do governo e solicitar informações. Isso tem um tremendo impacto sobre os funcionários públicos, que ficam com menos coragem de cometer irregularidades.
Na sua visão, no Brasil pode-se encontrar exemplos de como se deve combater a corrupção e, também, de como não se deve. Argumenta que o sistema de combate à corrupção pode ser fantástico, pode haver excelentes leis penais, imprensa independente, ombudsman, mas sem um sistema judiciário independente, todo o resto é inútil. Todo o sistema precisa passar por uma revisão das próprias pessoas, concluiu.
Fonte: Transparência Internacional
Mianmar é o mais corrupto
Mianmar (ex-Birmânia) é a nação com os maiores índices de corrupção do mundo, segundo o relatório da organização Transparência Internacional (TI). O Índice de Percepção da Corrupção destaca que esse fenômeno continua ´fortemente´ associado à pobreza, que castiga países como Mianmar e Somália, que aparecem nos últimos lugares da lista da TI.
O índice analisa 180 países e territórios, e os qualifica com uma pontuação de 0 a 10 (de mais a menos corrupção). Três de cada quatro nações obtiveram pontuações inferiores a 5. Entre às nações latino-americanas, as melhores posições são do Chile e Uruguai, enquanto as piores são do Haiti, da Venezuela e do Equador.
Países mais corruptos do mundo
Mianmar
Somália
Iraque
Haiti
Tonga
Uzbequistão
Fonte: Transparência Internacional
Email do entrevistado:
Marcos Túlio de Melo, presidente do Confea/CREA
Assessoria de imprensa: Aloísio Lopes (aloisio.lopes@confea.org.br)
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Fórum Mundial debateu gargalos estruturais do Brasil
Fórum Urbano Mundial focalizou déficit habitacional, atraso nas obras da Copa 2014 e problemas das grandes cidades
No final de março, o Rio de Janeiro sediou o 5º Fórum Urbano Mundial. Além de debater os problemas das cidades em todo o planeta, o FUM 5 focalizou também nos gargalos estruturais do Brasil. Déficit habitacional, atrasos nas obras para a Copa do Mundo de 2014 e problemas das regiões metropolitanas, como saneamento básico, foram os temas relevantes tratados no evento.
Sobre déficit habitacional, o FUM 5, que é um evento promovido pela ONU-Habitat (organismo da ONU voltado para habitação), avaliou como positivo o programa Minha Casa, Minha Vida, que se propõe a combater a falta de moradia para as famílias brasileiras. No fórum, o Ministério das Cidades mostrou números que apontam a redução do déficit de 6,3 milhões para 5,8 milhões de domicílios, segundo dados da Fundação João Pinheiro. O novo indicador mostra que 82% do déficit habitacional brasileiro está localizado nas principais áreas metropolitanas do país.
Para apontar soluções aos centros urbanos brasileiros, nasceu o projeto Cidade-Brasil, que é coordenado pelo arquiteto Renato Balbim e que, no FUM 5, ganhou a adesão de especialistas franceses. O objetivo do plano é conter a periferização das grandes cidades e possibilitar a ampliação do acesso à habitação pelo mercado formal. No momento, temos 25 planos de reabilitação em áreas urbanas, com destaque para os projetos de Recife, Salvador e da Zona Portuária do Rio de Janeiro, destacou Balbim.
O organismo Aliança das Cidades, através de seu diretor-geral William Cobbett, destacou o esforço do Brasil em enfrentar seus problemas estruturais. Há uma vontade política incrível no Brasil, de liderança em iniciativas como a urbanização das favelas. Quais são os países no mundo que possuem um Ministério das Cidades?, indagou.
Copa 2014
O FUM 5 debateu também o ritmo das obras para a Copa de 2014 e revelou que o cenário atual é preocupante, o que pode deixar o Brasil em uma posição difícil perante o mundo se houver atrasos. O alerta foi feito pelo presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia (Sinaeco), João Alberto Viol, durante palestra no fórum. Em 2010, nós já deveríamos estar iniciando obras. A nossa pergunta é: onde estão os planos que vão possibilitar a realização da Copa do Mundo?, argumentou.
O presidente do Sinaeco teme que a falta de planejamento atrapalhe a resolução de problemas estruturais das cidades brasileiras que vão sediar jogos da Copa, como trânsito engarrafado, sujeira, desordem e problema de infraestrutura nos aeroportos. A Copa é uma oportunidade única para darmos um salto para a modernidade. Os olhos do mundo estarão voltados para nós e precisamos decidir se seremos vitrine ou vidraça, alertou Viol.
Um dos gargalos do país está relacionado ao saneamento básico das cidades. Durante o FUM 5, o Ministério das Cidades divulgou o 4º Relatório Nacional de Acompanhamento dos Objetivos do Desenvolvimento do Milênio (ODM). Os dados do documento revelam que o déficit em saneamento aponta para uma grande diferença entre o Brasil rural e urbano. Enquanto nas cidades a água tratada chega a 91,6% das famílias, no interior o índice é bem menor: 27,4%. O estado com maior oferta de água tratada é São Paulo, com 98,9% das residências atendidas. Na ponta oposta está o Pará, onde só 51,5% da população possui acesso ao serviço. A rede de esgoto também apresenta uma grande diferença entre campo e cidade, chegando a 80,5% nas áreas urbanas e a 23,1% nas zonas rurais. A proporção de famílias atendidas por ambos os serviços - água e esgoto - subiu de 62,3%, em 1992, para 76%, em 2008.
Para a ONU-Habitat, cinco aspectos são avaliados para se determinar a qualidade da moradia: acesso à água limpa, saneamento, qualidade dos materiais da moradia, densidade de habitantes por casa e segurança da posse. Segundo a ONU, 10,4 milhões de brasileiros passaram a ter acesso a esses cinco itens e deixaram de viver em condição de favelização durante a década passada.
Os números, no entanto, ainda estão longe do ideal. Em projeção feita pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Brasil precisará de pelo menos 56,5 anos para reduzir à metade o atual déficit de saneamento básico. O economista Marcelo Néri, coordenador do estudo, disse que o investimento de R$ 40 bilhões até 2010 previsto no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal é um bom primeiro passo, mas insuficiente. "Há um longo caminho entre o acesso ao recurso e o gasto. Não é fácil, por exemplo, um prefeito gastar bem os recursos. Esse é um problema geral, mas na área de saneamento é mais grave porque é algo subterrâneo, que as pessoas não têm consciência da importância. E afeta principalmente quem não vota: as crianças. Ou seja, é uma causa frágil e que precisa de participação da sociedade", disse.
Email dos entrevistados: Ministério das Cidades: wuf5@cidades.gov.br e sonia.barbosa@cidades.gov.br
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Brasil persegue o conforto térmico ideal
Rede de universidades estuda a eficiência energética de sistemas construtivos e fornece soluções à construção civil
No Brasil, a preocupação com o conforto térmico é recente. Começou a ser levada em conta pela construção civil a partir de 2005, quando entrou em vigor a norma NBR 15220 Desempenho térmico de edificações , da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). Dividida em cinco partes, ela conduziu o setor a desenvolver pesquisas sobre materiais adequados para cada tipo de clima e, sobretudo, adaptar os projetos a conceitos como fator de calor solar, ventilação cruzada e resistência térmica.
Boa parte destas novas estratégias construtivas foi desenvolvida dentro das universidades brasileiras. Programas como o RePEESC (Rede de Pesquisa em Eficiência Energética de Sistemas Construtivos), criado em 2004, e ainda em atividade, têm sido decisivos para que o país agregue conforto térmico às edificações. Uma das etapas mais importantes do projeto foi realizar estudos de materiais convencionais e novos materiais, desenvolvidos por empresas ou pelos próprios pesquisadores.
Entre as novidades, o programa desenvolveu um bloco de concreto leve, com argamassa de cimento e resíduo de EPS (poliestireno expandido) reciclado, cujo desempenho mostrou-se adequado para edificações climatizadas, como shoppings, hospitais e auditórios, proporcionando significativa redução da energia consumida por condicionadores de ar. Outro estudo envolvendo cimento foi o que produziu placas de concreto celular espumoso com diferentes densidades, além de um novo material compósito para fechamento de lajes, batizado de Iso-Blok. Constituído de concreto celular espumoso e resíduo polimérico, a inovação motivou a indústria a produzi-lo em escala comercial.

Um dos quartéis generais das pesquisas do RePEESC é o LTC (Laboratório de Transferência de Calor) da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte). O centro de estudo, coordenado pelo professor George Santos Marinho, contou com a adesão de outras quatro universidades: UFPI (Universidade Federal do Piauí), UFCG (Universidade Federal de Campina Grande), UFAL (Universidade Federal de Alagoas) e UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), além do INPE-CRN (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais e Centro Regional do Nordeste).
O RePEESC também tem o incentivo do Programa de Tecnologia de Habitação (Programa Habitare) da FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos) e da Caixa Econômica Federal. Por isso, os sistemas construtivos pesquisados pelas universidades envolvidas podem ser aplicados no Minha Casa, Minha Vida, desde que sigam a norma 15220 da ABNT. É importante que as normas norteiem a aprovação dos projetos, principalmente se considerarmos que a Caixa Econômica Federal está diretamente envolvida com o Programa Habitare, onde atuam pesquisadores que contribuíram para elaborar as normas sobre desempenho térmico da ABNT, avalia George Santos Marinho.
Casa Eficiente
Uma das conclusões dos estudos desenvolvidos no RePEESC é de que um bom nível de conforto térmico não pode levar em conta apenas sistemas construtivos ou o microclima de uma região. São combinações de fatores que vão determinar se a edificação foi bem ou mal sucedida no item conforto térmico. A situação ideal é aquela em que a combinação das características do meio e dos materiais resulte em conforto térmico e baixo consumo de energia, explica George Santos Marinho, de cuja opinião compartilha o professor José Antônio Bellini da Cunha Neto, da UFSC. O conforto térmico não tem só a ver com o clima. Tem a ver também com a ocupação da edificação no terreno, diz.
Por isso, a fase de projeto da obra é decisiva. Inclusive, para que a busca do conforto térmico não encareça a construção. Nesta hora, os três mandamentos básicos são:
1) Posicionar a casa corretamente no terreno.
2) Dar preferência à face norte aos ambientes que devem ser mais intensamente iluminados.
3) Conhecer as características de insolação e o regime de ventos da região.
Foi perseguindo esses conceitos que a UFSC desenvolveu, junto com a Eletrosul e a Eletrobras, o projeto Casa Eficiente. Em Florianópolis, a obra hoje é considerada uma vitrine de consumo racional de energia e conforto ambiental. A construção mostrou que a combinação de vários sistemas construtivos pode coexistir numa obra. Nela, elementos como concreto, madeira de florestamento, tijolos e telhas cerâmicas estão harmoniosamente assentados na edificação, desempenhando cada um uma função, e todos em nome do conforto térmico.


Entrevistados:
George Santos Marinho é graduado em Física pela UFRN, com doutorado em Termociências pela USP. Professor do Programa de Pós-Graduação em Ciência e Engenharia de Materiais da UFRN e Coordenador do Laboratório de Transferência de Calor da UFRN.
Email: gmarinho@ct.ufrn.br
José Antônio Bellini da Cunha Neto, pesquisador do LMTP (Laboratório de Meios Porosos e Propriedades Termofisicas) da UFSC.
Email: bellini@lmpt.ufsc.br
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Há três décadas produzindo qualidade
Fábrica de artefatos Beira-Rio, em São Bento do Sul, é uma das mais antigas parceiras da Cimento Itambé

Um dos mais antigos parceiros da Cimento Itambé completou 30 anos de atividade em fevereiro deste ano. Fundada pelo empresário Antônio Drevek, a fábrica de artefatos de cimento Beira-Rio é hoje uma das mais importantes do setor nas regiões norte de Santa Catarina e sul do Paraná.
Localizado em São Bento do Sul (SC), o empreendimento expandiu e hoje agrega também a Lanal Material de Construção, com duas lojas na cidade. Drevek conta com o apoio dos quatro filhos para gerenciar os negócios, mas aos 67 anos não abre mão de estar à frente da fábrica de artefatos.
Ele conta que começou o negócio com outros quatro sócios, mas aos poucos foi comprando as cotas até tornar-se dono da Beira-Rio. De meio-fios e lajotas, hoje a indústria de médio porte fabrica tubos de concreto para saneamento básico, palanques para cercas, fossa, filtros anaeróbicos, bocas de lobo, lajes convencional e treliçada, atuando também na pavimentação com lajotas.
Juntas, a Beira-Rio e a Lanal empregam 80 funcionários. Temos planos de expansão da fábrica, por que as perspectivas de negócios estão crescendo e isso é bom para nós e para quem trabalha conosco, diz Antônio Drevek, que há 20 anos utiliza apenas Cimento Itambé em seus artefatos. Nossos produtos são fabricados com material de primeira linha, afirma.
Para a empresa, qualidade e segurança é nosso compromisso, devemos isso a nossos clientes.
Concorrência

Segundo Antônio Drevek, um dos segredos da longevidade e do sucesso de sua fábrica é o investimento em qualidade. A concorrência no setor é grande e construir produtos confiáveis é o que faz a diferença, explica.
Segundo dados do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos de Cimento (Sinaprocim), existem atualmente no Brasil 7 mil empresas voltadas para a fabricação de artefatos de cimento.
No entanto, o organismo estima que apenas 30% destas fábricas seguem as normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) ou atendem as certificações do Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade do Habitat (PBQP-H). A Beira-Rio orgulha-se de fazer parte deste seleto grupo.
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Voluntariado Empresarial
Serviço de responsabilidade social é cada vez mais incentivado por empresas
O trabalho voluntário está se tornando uma rotina frequente para boa parte das empresas no país. De acordo com a pesquisa Perfil do Voluntariado Empresarial no Brasil, realizada em 2007 pela ONG RioVoluntário, esse tipo de atividade já é institucionalizada em pelo menos 45% das mais de 90 empresas que participaram da análise. O motivo dessa popularização é explicado em parte pelos resultados positivos que as empresas obtêm na parte organizacional.
É o que explica Alcione Andrade, assessora de imprensa do Centro de Ação Voluntária (CAV) de Curitiba. Segundo ela, o incentivo corporativo ao colaborador em ajudar a sociedade traz benefícios à própria organização, por estimular sua proatividade e criatividade em outros projetos. Dessa maneira, o funcionário desenvolve habilidades que serão úteis no dia-a-dia da empresa, explica.
Com uma estrutura totalmente planejada pelos próprios funcionários, o programa Força Voluntária, criado pela Itaipu Binacional, é um exemplo desse incentivo. Criado há mais de cinco anos, o programa é todo criado a partir de ideias propostas pelo colaborador, que planeja as atividades e tem autonomia para dar o direcionamento que desejar. À empresa cabe apenas coordenar o projeto e incentivar os funcionários. A coordenadora da Força Voluntária, Lilian Paparella, explica como o processo é iniciado. Tudo começa com o incentivo da empresa, que promove palestras de sensibilização e campanhas internas e externas para que o colaborador se sinta apoiado a realizar um trabalho desse tipo. Entretanto, a decisão de realizar ou não o serviço é inteiramente do funcionário. Segundo Lilian, é muito importante que ele não se sinta obrigado ou coagido ao voluntarismo e, por isso, a organização precisa deixar claro que não realizá-lo não é um problema.
Consultoria
Conjuntamente ao crescimento do voluntarismo corporativo, as consultorias do ramo também se expandiram nos últimos anos. Esse tipo de prestação de serviços se mostrou importante devido a alguns equívocos frequentes que algumas empresas cometem quando resolvem criar um projeto de voluntariado. A assessora Alcione lembra de alguns mais comuns: Não é raro a empresa querer direcionar o serviço voluntário para uma instituição de sua escolha, e às vezes até mesmo procurar beneficiar a própria empresa ao invés da sociedade. A consultoria de voluntarismo atende justamente no processo da gestão desse serviço. Além de criar soluções para dar autonomia ao funcionário que deseja se voluntariar, a consultoria também se certifica de que o incentivo da empresa forneça uma contra-partida que facilite o serviço, como promover reuniões e ceder espaço físico para as atividades propostas pelos colaboradores.
O Papel da Empresa
Uma das ações propostas pela Itaipu para incentivar a criatividade e o interesse de seus colaboradores pelo serviço voluntário é o Banco de Projetos, que faz repasses financeiros a instituições filantrópicas escolhidas pelos próprios funcionários e com base em projetos desenvolvidos por eles. Em 2010 serão selecionados oito novos projetos, e cada um deles receberá um auxílio financeiro de dez mil reais. A proposta é uma tentativa da empresa de realizar um projeto com a maior participação possível de seus funcionários.
Para voluntários vocacionais, a empresa tem o papel fundamental de conciliar sua responsabilidade social ao prazer do funcionário. É o caso de Cristiane Fraga Pimenta, colaboradora da Itaipu. Voluntária durante boa parte de sua vida, participa da Força Voluntária desde sua criação, em 2005. Tenho muito mais facilidade em realizar o trabalho com o incentivo da empresa, que deixa tudo mais organizado, explica Cristiane, que realiza projeto junto a instituições infantis, como o Laca (Lar de Apoio a Crianças e Adolescentes), além de um grupo de escoteiros ambos já beneficiados pela Itaipu por meio do Banco de Projetos.
Embora a empresa não possa compensar o voluntarismo com prêmios ou dinheiro, Cristiane se sente gratificada por exercer sua cidadania: Acredito que eu sou mais beneficiada pelo meu trabalho voluntário do que as pessoas ou instituições a quem eu auxilio.
Entrevistados:
Alcione Andrade é formada em Publicidade e Propaganda pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), e também possui especialização em Gestão e Sustentabilidade pela Fundação Dom Cabral. Ela é assessora de comunicação do Centro de Ação Voluntária de Curitiba há um ano, onde trabalha também com consultoria e análise de projetos.
Lilian Paparella é coordenadora do programa Força Voluntária da Itaipu Binacional desde 2003. Ela está na empresa há 21 anos, e é formada em Secretariado Executivo Trilingue pela Faculdade União das Américas (Uniamérica).
Cristiane Fraga Pimenta trabalha na Itaipu desde 1987 como mão-de-obra contratada. Em 1996 passou a fazer parte do quadro efetivo da administração da empresa. É formada em Administração de Empresas pela antiga Facisa (hoje Unioeste), de Foz do Iguaçu.
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Venda de material de construção cresce 19% em fevereiro
Segundo a Abramat, esse é o quarto mês com variação positiva
As vendas de materiais de construção no Brasil avançaram 19% em fevereiro na comparação com o mesmo mês do ano passado, mas recuaram 4,15% em relação a janeiro.
Os dados foram divulgados nesta terça-feira pela Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat).
Segundo a entidade, a queda na comparação mensal pode ser atribuída ao menor número de dias úteis em fevereiro.
- No acumulado do primeiro bimestre deste ano tivemos alta de 16,31%. Assim, mantemos a estimativa de fechar 2010 com um crescimento em torno de 15% -, disse o presidente da Abramat, Melvyn Fox, em comunicado.
Nos últimos 12 meses, o varejo de materiais de construção acumula queda nas vendas de 7,68%. Em fevereiro, as vendas de materiais básicos aumentaram 22,06% em relação ao mesmo período do ano passado, mas recuaram 4,45% ante janeiro.
Já as vendas de materiais de acabamento no mês passado cresceram 13,42% sobre fevereiro de 2009 e caíram 3,56% sobre o primeiro mês deste ano.
De acordo com a Abramat, fevereiro foi o quarto mês com variação positiva das vendas de materiais na relação anual. Para os próximos meses, a entidade estima a continuidade desse movimento, apoiado na manutenção da desoneração do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre os materiais de construção e no avanço das obras do programa "Minha Casa, Minha Vida".
- A extensão do IPI reduzido para materiais de construção pode beneficiar ainda mais o consumidor 'formiguinha'. As reformas e ampliações autogeridas de moradias serão um fator primordial para manter a demanda aquecida -, acrescentou o presidente da Abramat.
Fonte: O Globo
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