Especialistas debatem tendências na execução de estruturas de concreto
Seminário realizado discutiu racionalização de custos, conformidade técnica, desempenho e durabilidade do insumo
A PINI realizou, no mês de abril, em São Paulo, o seminário Projeto e Execução de Estruturas de Concreto. O evento discutiu temas como a racionalização de custos, conformidade técnica, desempenho e durabilidade do insumo. O público, que lotou o auditório do Centro de Convenções Milenium, conferiu palestras de cinco profissionais reconhecidos no mercado nacional. Confira, a seguir, os principais destaques do encontro:
Estudos e tecnologia do concreto
A primeira palestra foi ministrada por Luiz Carlos Pinto da Silva Filho, coordenador da pós-graduação em Engenharia Civil da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e diretor regional do Ibracon (Instituto Brasileiro do Concreto).
Segundo Luiz Carlos, não há, no Brasil, estatísticas e dados suficientes sobre o concreto. Há necessidade, por exemplo, de novos modelos sobre a fadiga do material. Na opinião do diretor do Ibracon, o conhecimento de tais informações seria fundamental para o melhor uso do concreto, face à sua crescente complexidade.
Aliando produtividade à boa saúde
Estatísticas apontam: profissionais que dedicam alguns minutos do dia para exercícios físicos no ambiente de trabalho melhoram a produtividade e descartam chances de futuras doenças

"Se por um lado a medicina vem avançando nos últimos anos em diagnósticos, a saúde da população brasileira não", é o que diz a fisioterapeuta, doutora em ergonomia da Universidade de São Carlos, em São Paulo, Ana Beatriz de Oliveira. Estatísticas recentes mostram que aumentou o número de pessoas no Brasil com problemas de coluna e, na maioria dos casos entre pessoas de 25 a 40 anos, decorrentes da falta de exercícios físicos. "O trabalho em excesso, numa só posição, cansa os músculos e pode provocar as mialgias, dores nos músculos do corpo", explica Ana Beatriz.
No Brasil, os homens são os que menos adotam exercícios terapêuticos no trabalho. De acordo com a Associação Brasileira de Medicina, 70% do público que segue a medicina complementar é formado por mulheres.
Segundo a doutora da Universidade de São Carlos existe uma série de exercícios simples que pode ser feita no próprio ambiente de trabalho de forma rápida, em pequenas pausas. As recomendações valem para profissionais que trabalham em escritórios e que passam muito tempo sentados.
Deixar alguns objetos, como impressoras e pastas com documentos, longe da mesa de trabalho é uma dica para que o profissional levante e caminhe um pouco. A doutora acredita que o ideal é fazer esse exercício a cada uma hora. "Ao levantar o profissional pode alongar o pescoço mexendo a cabeça para cima e para baixo e movimentar os ombros, isso já vai proporcionar uma sensação de relaxamento e na hora em que a pessoa voltar ao trabalho se sentirá bem melhor", revela.
A respiração como boa aliada
"O profissional que trabalha em escritórios acaba depositando todo o estresse do dia a dia na região dos ombros, por isso as dores são comuns nessa região e, neste caso, o que deve ser feito é controlar a respiração", diz a fisioterapeuta. Respirar melhor ajuda a aliviar as tensões. "Ao inspirar e expirar o abdômen é contraído, fortalecendo a musculatura da barriga", explica. Outra dica importante e que traz benefícios é respirar profundamente, várias vezes ao dia.
Ambiente adequado
No ambiente de trabalho o profissional pode adequar a terapia ao espaço físico para se exercitar. "Como, por exemplo, alongando os pés, levantando o calcanhar e contraindo as panturrilhas. Isso pode ser feito várias vezes ao dia e vai auxiliar a circulação sanguínea e acelerar os batimentos do coração por alguns minutos, o que é ótimo para quem passa muito tempo sentado", destaca Ana Beatriz.
Para evitar as mialgias, a fisioterapeuta acrescenta que todo profissional deve sentar-se encostado na cadeira com um ângulo de 100°, isso significa que a pessoa deve estar um pouco inclinada para trás, apoiando a região lombar na cadeira e aliviando a dos ombros. "Todas essas medidas são simples e podem ser adotadas em qualquer ambiente de escritório com facilidade", recomenda.
As pernas e os pés devem formar um ângulo de 90° e os pés devem estar sempre em contato com o chão. Para os profissionais que trabalham sentados usando o computador o ideal é ter um apoio para as mãos ao utilizar o teclado, que preferencialmente, não deve ficar muito afastado do corpo. O centro da tela do computador deve estar alinhado à altura dos olhos do profissional. E, quanto aos braços, o mais adequado é deixá-los na posição semi-refletida, ou seja, nem muito esticados e nem totalmente dobrados. "Isso tudo evita futuras lesões nas articulações, como tendinite e bursite", explica a doutora.
"O que os profissionais precisam saber é que se esses exercícios terapêuticos forem seguidos, diariamente, a resistência física melhora consideravelmente", complementa Ana Beatriz.
A prática de pequenos exercícios ao longo do dia pode evitar mialgias e futuras doenças na coluna.
Currículo
- Graduação em Fisioterapia pela Universidade Federal de São Carlos
- Doutorado em Fisioterapia, na área de Fisioterapia Preventiva/Ergonomia pela Universidade Federal de São Carlos
- Aprimoramento em Segurança e Saúde Ocupacional pelo Instituto Sueco de Vida no Trabalho (Arbetslivsinstitutet)
- Professora do Departamento de Fisioterapia e do Programa de Pós-Graduação em Fisioterapia da Universidade Federal de São Carlos
- Atuação na área de biomecânica ocupacional, saúde e segurança ocupacional e prevenção de lesão musculoesquelética
E-mail: biaoliveira@gmail.com
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Disseminando novas ferramentas e tendências para a construção civil
Sinduscon-RS promove seminários durante o ano de 2010 para empresários e engenheiros de todo país com foco no mercado interno e externo
A CII/Sinduscon-RS (Comissão da Indústria Imobiliária, do Sindicato das Indústrias da Construção Civil no Estado do Rio Grande do Sul) iniciou no dia 27 de abril um ciclo de seminários para o ano de 2010, com o propósito de atualização das empresas do setor, independente do porte, com as novas tendências do mercado, que vem sendo praticadas em nível nacional e internacional. No primeiro módulo realizado, o foco foi gestão, sendo abordados os temas governança corporativa, importância dos indicadores e adoção de estratégias para obter sucesso num cenário altamente competitivo. Para o vice-presidente do Sinduscon-RS, coordenador da CII, Mauro Touguinha, os eventos buscam desmistificar a ideia de que novas tecnologias são adequadas somente às grande empresas. Nosso objetivo é apresentar ferramentas viáveis e eficientes também para as micro, pequenas e médias empresas, cerca de 90% do universo de filiados do Sinduscon-RS, salientou. Nos próximos módulos serão abordados os temas produto (junho), financiamentos (agosto) e vendas (outubro).
O tema gestão atraiu cerca de 70 pessoas, entre empresários e profissionais no Teatro do Sinduscon-RS. Na primeira palestra Jairo Gudis, cofundador do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa RS, mostrou os benefícios da ferramenta de gestão, que é viável a todas as empresas, independente do porte ou segmento econômico. Para o mercado imobiliário, que vive um momento de grandes oportunidades, Gutis salientou os benefícios da boa Governança Corporativa: menor custo de capital, melhor desempenho da organização, soluções alternativas de conflitos entre sócios, menor risco empresarial, maior valor da companhia e, em função da transparência que envolve a ferramenta, melhor acesso a recursos financeiros externos, devido, obviamente, a uma melhor análise do grau de risco das empresas.
Na palestra Indicadores: Ferramenta para o Sucesso de Gestão, o consultor da Quality Inn, Newton Dri, salientou que ainda não descobriram melhor método de se retroalimentar os negócios, que não seja através de um controle rigoroso de indicadores, que demonstram se as estratégias das empresas são as mais adequadas para se atingir os seus principais objetivos. São os indicadores que demonstram os pontos fortes e os pontos fracos das atuações das organizações, quando se avalia resultados quanto a lucros, satisfação de clientes, qualidade de produção, custos, receitas, despesas, possibilitando, inclusive, uma percepção de como estão os negócios, quando comparado com os demais concorrentes do mercado.
Finalizando o primeiro módulo do Seminários Sinduscon-RS 2010, o diretor executivo da Inex Marketing, Henri Peixoto Krause, provocou os empresários presentes a uma reflexão sobre a diferença entre eficiência operacional e estratégia em si. Krause afirma que o latino não tem a cultura de pensar e, muito menos, definir estratégias nos negócios. A ferramenta permite que as empresas compreendam melhor os conceitos envolvendo seus negócios e o comportamento de seus clientes. Estudos e pesquisas mais direcionados aumentam o grau de acertos, concluiu.
Fonte: Sinduscon Rio Grande do Sul
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Conheça alguns pavilhões da ExpoXangai 2010
Exposição que abriu em 1° de maio reúne 190 países e mais de 50 organizações internacionais. Arquitetos e designers entraram na disputa pelo pavilhão mais chamativo
As portas da World Expo 2010 em Xangai foram abertas para o público no dia 1° de maio. Com o tema Melhor Cidade, Melhor Vida, o evento reúne 190 países e mais de 50 organizações internacionais, divididos em cinco zonas da exposição dentro do distrito de Pudong. A previsão é que 70 milhões de pessoas visitem o evento até seu término, dia 31 de outubro.
Levantando uma preocupação internacional sobre desenvolvimento urbano sustentável, a Expo 2010 conta com mais de 100 pavilhões, cujas próprias estruturas arquitetônicas circulam sobre o tema. O Brasil finalmente terá um pavilhão próprio - a última vez foi em 1970, quando Paulo Mendes da Rocha projetou o pavilhão em Osaka. Durante 40 anos, dividimos pavilhões-padrão com outros países, como na última Expo, em Zaragoza, ou até mesmo quando se fez um concurso: em 1992, apesar de ter havido um concurso com projeto de Alvaro Puntoni, Angelo Bucci e José Oswaldo Vilela, decidiu-se não construir um pavilhão e dividir um com outros países.
O pavilhão do Brasil, desenvolvido pelo escritório Fernando Brandão, possui uma fachada produzida com pedaços sobrepostos de madeira reciclada e pintada de verde, apoiados em uma estrutura metálica. Brandão foi vencedor do concurso criado pela AsBEA (Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura) em parceria com a APEX (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) - em um concurso fechado aos associados AsBEA, em que os interessados tiveram de apresentar um projeto de ideias em dez dias.

Brandão criou a marca de um "Brasil de braços abertos", como o arquiteto explica, com dois parênteses invertidos, instalado na frente do Pavilhão. A ideia de pulsação, por sua vez, está em toda fachada com os pequenos pedaços de madeira que parecem estar vibrando. Fã dos irmãos Campana, Brandão explica que tentou se apropriar da linguagem da dupla de designers para a criação dessa fachada.
Localizado na zona C da Expo, o projeto foi desenvolvido em um pavilhão de 1500m², que os organizadores da exposição alugam aos países que optam em não construir uma edificação própria. Com um mezanino apenas para os comissários e imprensa, o pavilhão possui um pavimento de 900 m² de área útil, dividido em seções que trazem vídeos interativos da produtora O2 sobre as torcidas de futebol, os cotidianos dos trabalhadores, as festas comemorativas, a diversidade racial, o turismo e a sustentabilidade.
Outros pavilhões
Há de tudo na Expo para chamar a atenção, e arquitetos e designers entraram na disputa pelo pavilhão mais chamativo. Alguns atraem por serem inusitados, outros pela boa arquitetura.

Um dos mais bem comentados é o pavilhão da Dinamarca, assinado pelo escritório BIG com a Arup e a 2+1 - interessante não apenas pelo ponto de vista estrutural e arquitetônico, mas também pelo espírito dinamarquês que representa. O pavilhão tem a forma de um looping, e os visitantes podem conhecê-lo em uma das 1500 bicicletas disponíveis na entrada - o objetivo é experimentar o jeito urbano de viver no país.

O pavilhão britânico, assinado pelo escritório do arquiteto Thomas Heatherwick e orçado em 42 milhões de dólares é um dos mais comentados. Chamado de "Seed Cathedral", o projeto lembra um ouriço, com mais de 60 mil hastes de acrílico transparente presos na fachada. As organizações britânicas explicam que o formato arrojado é justamente para romper com a visão tradicional que os chineses têm do Reino Unido.

Outro pavilhão que gerou muita polêmica foi o da Holanda. Desenvolvido pelo designer John Kormeling, o projeto é chamado "Joy Street". Diferentes estruturas urbanas que se tornam harmoniosas por um estilo lúdico, em uma planta no formato de oito - número que segundo as tradições chinesas corresponde à sorte e à fortuna. Kormeling tentou encarnar os estilos arquitetônicos clássicos da Holanda, dentro de uma lógica em que os fatores sustentáveis de construção fossem respeitados.

Mais do que buscar suas origens nacionais, a Turquia desenvolveu um pavilhão com um design que alude aos períodos antes da civilização. Com o tema "Cradle of Civilization", o pavilhão possui uma fachada inspirada na região de assentamento Catalhoyuk do período neolítico, em que uma estrutura vermelha está sobre o pavilhão pintado de bege.

O pavilhão do país-sede fica na parte central da Expo, com 63 m de altura - no mínimo o triplo de qualquer outro pavilhão. O projeto é do arquiteto chinês He Jingtang, que propôs a celebração de diversos elementos tradicionais chineses - entre eles, a arquitetura, a caligrafia, a jardinagem e o planejamento urbano. Chamado "The Crown of the East" tem marcadas sua verticalidade e simetria. A cobertura é inspirada na dougong, uma técnica construtiva milenar no oriente.

Dentro desta cartela de cores também está o Pavilhão da Espanha, apelidado pelos visitantes como "o cesto". Com o tema "From the City of Our Parents to the City of Our Children", a Espanha desenvolveu um pavilhão em que uma estrutura de aço recebe uma vestimenta feita com mais 8 mil painéis de vime na cor marrom, bege e preto - todos tecidos à mão por artesãos na província de Shandong. Este tipo de tecelagem é uma tradição antiga tanto na Espanha quanto na China. O projeto é do escritório catalão Miralles Tagliabue Embt.

Já o pavilhão da Suécia, cujo tema é "Spirit of Innovation", é composto por quatro edifícios cúbicos, dispostos de forma com que os espaços vazios entre eles formem uma cruz, semelhante à bandeira do país. A fachada tem um design que lembra a grade de uma cidade, já as paredes internas estão cobertas de imagens que lembram a natureza. Com 3 mil m², todo o pavilhão está interligado por passarelas elevadas, que levam os visitantes para os espaços de exposições, loja, café e um grande pátio coberto. O pavilhão foi projetado pelo escritório Sweco, especializado em design e engenharia sustentável.

Inovação também era tema do pavilhão de Israel. Com a proposta de "Innovation for Better Life", o edifício israelense feito pelo designer Haim Dotan, aparenta ser dois tipos de edificações se entrelaçando. Enquanto um é todo feito de pedra, o outro é de vidro transparente. A ideia foi evidenciar pela arquitetura dualidades como tecnologia e cultura antiga judaica, passado e futuro. O pavilhão é composto basicamente por três áreas: o jardim, que recebe os visitantes que entram no prédio; o "Hall da Luz", que é a parte do edifício em vidro; e do "Hall of Innovations", a outra lateral do edifício, que simboliza os laços com a terra e história, e necessidade da reciclagem dos recursos naturais.
Fonte: Piniweb 03/05/2010
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Conheça alguns pavilhões da ExpoXangai 2010
Exposição que abriu em 1° de maio reúne 190 países e mais de 50 organizações internacionais. Arquitetos e designers entraram na disputa pelo pavilhão mais chamativo
As portas da World Expo 2010 em Xangai foram abertas para o público no dia 1° de maio. Com o tema Melhor Cidade, Melhor Vida, o evento reúne 190 países e mais de 50 organizações internacionais, divididos em cinco zonas da exposição dentro do distrito de Pudong. A previsão é que 70 milhões de pessoas visitem o evento até seu término, dia 31 de outubro.
Levantando uma preocupação internacional sobre desenvolvimento urbano sustentável, a Expo 2010 conta com mais de 100 pavilhões, cujas próprias estruturas arquitetônicas circulam sobre o tema. O Brasil finalmente terá um pavilhão próprio - a última vez foi em 1970, quando Paulo Mendes da Rocha projetou o pavilhão em Osaka. Durante 40 anos, dividimos pavilhões-padrão com outros países, como na última Expo, em Zaragoza, ou até mesmo quando se fez um concurso: em 1992, apesar de ter havido um concurso com projeto de Alvaro Puntoni, Angelo Bucci e José Oswaldo Vilela, decidiu-se não construir um pavilhão e dividir um com outros países.
O pavilhão do Brasil, desenvolvido pelo escritório Fernando Brandão, possui uma fachada produzida com pedaços sobrepostos de madeira reciclada e pintada de verde, apoiados em uma estrutura metálica. Brandão foi vencedor do concurso criado pela AsBEA (Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura) em parceria com a APEX (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) - em um concurso fechado aos associados AsBEA, em que os interessados tiveram de apresentar um projeto de ideias em dez dias.

Brandão criou a marca de um "Brasil de braços abertos", como o arquiteto explica, com dois parênteses invertidos, instalado na frente do Pavilhão. A ideia de pulsação, por sua vez, está em toda fachada com os pequenos pedaços de madeira que parecem estar vibrando. Fã dos irmãos Campana, Brandão explica que tentou se apropriar da linguagem da dupla de designers para a criação dessa fachada.
Localizado na zona C da Expo, o projeto foi desenvolvido em um pavilhão de 1500m², que os organizadores da exposição alugam aos países que optam em não construir uma edificação própria. Com um mezanino apenas para os comissários e imprensa, o pavilhão possui um pavimento de 900 m² de área útil, dividido em seções que trazem vídeos interativos da produtora O2 sobre as torcidas de futebol, os cotidianos dos trabalhadores, as festas comemorativas, a diversidade racial, o turismo e a sustentabilidade.
Outros pavilhões
Há de tudo na Expo para chamar a atenção, e arquitetos e designers entraram na disputa pelo pavilhão mais chamativo. Alguns atraem por serem inusitados, outros pela boa arquitetura.

Um dos mais bem comentados é o pavilhão da Dinamarca, assinado pelo escritório BIG com a Arup e a 2+1 - interessante não apenas pelo ponto de vista estrutural e arquitetônico, mas também pelo espírito dinamarquês que representa. O pavilhão tem a forma de um looping, e os visitantes podem conhecê-lo em uma das 1500 bicicletas disponíveis na entrada - o objetivo é experimentar o jeito urbano de viver no país.

O pavilhão britânico, assinado pelo escritório do arquiteto Thomas Heatherwick e orçado em 42 milhões de dólares é um dos mais comentados. Chamado de "Seed Cathedral", o projeto lembra um ouriço, com mais de 60 mil hastes de acrílico transparente presos na fachada. As organizações britânicas explicam que o formato arrojado é justamente para romper com a visão tradicional que os chineses têm do Reino Unido.

Outro pavilhão que gerou muita polêmica foi o da Holanda. Desenvolvido pelo designer John Kormeling, o projeto é chamado "Joy Street". Diferentes estruturas urbanas que se tornam harmoniosas por um estilo lúdico, em uma planta no formato de oito - número que segundo as tradições chinesas corresponde à sorte e à fortuna. Kormeling tentou encarnar os estilos arquitetônicos clássicos da Holanda, dentro de uma lógica em que os fatores sustentáveis de construção fossem respeitados.

Mais do que buscar suas origens nacionais, a Turquia desenvolveu um pavilhão com um design que alude aos períodos antes da civilização. Com o tema "Cradle of Civilization", o pavilhão possui uma fachada inspirada na região de assentamento Catalhoyuk do período neolítico, em que uma estrutura vermelha está sobre o pavilhão pintado de bege.

O pavilhão do país-sede fica na parte central da Expo, com 63 m de altura - no mínimo o triplo de qualquer outro pavilhão. O projeto é do arquiteto chinês He Jingtang, que propôs a celebração de diversos elementos tradicionais chineses - entre eles, a arquitetura, a caligrafia, a jardinagem e o planejamento urbano. Chamado "The Crown of the East" tem marcadas sua verticalidade e simetria. A cobertura é inspirada na dougong, uma técnica construtiva milenar no oriente.

Dentro desta cartela de cores também está o Pavilhão da Espanha, apelidado pelos visitantes como "o cesto". Com o tema "From the City of Our Parents to the City of Our Children", a Espanha desenvolveu um pavilhão em que uma estrutura de aço recebe uma vestimenta feita com mais 8 mil painéis de vime na cor marrom, bege e preto - todos tecidos à mão por artesãos na província de Shandong. Este tipo de tecelagem é uma tradição antiga tanto na Espanha quanto na China. O projeto é do escritório catalão Miralles Tagliabue Embt.

Já o pavilhão da Suécia, cujo tema é "Spirit of Innovation", é composto por quatro edifícios cúbicos, dispostos de forma com que os espaços vazios entre eles formem uma cruz, semelhante à bandeira do país. A fachada tem um design que lembra a grade de uma cidade, já as paredes internas estão cobertas de imagens que lembram a natureza. Com 3 mil m², todo o pavilhão está interligado por passarelas elevadas, que levam os visitantes para os espaços de exposições, loja, café e um grande pátio coberto. O pavilhão foi projetado pelo escritório Sweco, especializado em design e engenharia sustentável.

Inovação também era tema do pavilhão de Israel. Com a proposta de "Innovation for Better Life", o edifício israelense feito pelo designer Haim Dotan, aparenta ser dois tipos de edificações se entrelaçando. Enquanto um é todo feito de pedra, o outro é de vidro transparente. A ideia foi evidenciar pela arquitetura dualidades como tecnologia e cultura antiga judaica, passado e futuro. O pavilhão é composto basicamente por três áreas: o jardim, que recebe os visitantes que entram no prédio; o "Hall da Luz", que é a parte do edifício em vidro; e do "Hall of Innovations", a outra lateral do edifício, que simboliza os laços com a terra e história, e necessidade da reciclagem dos recursos naturais.
Fonte: Piniweb 03/05/2010
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Sideral Pré-Moldados: investimento certo em estruturas de concreto
Empresa do Paraná completa 21 anos e amplia a produção para os pré-fabricados com os olhos no futuro

A utilização do concreto pré-moldado vem sendo muito analisada por empresas do setor da construção civil no Brasil, já que em países da Europa, como Bélgica e Holanda, o uso desse produto explodiu nos últimos cinco anos, na construção de prédios. Dados da FIB (Federação Internacional do Concreto) revelam que este ano o pré-moldado deve ser usado em maior escala nas construções industriais e comerciais, como em galpões de fábricas e prédios menores de até quatro andares. Acompanhando este cenário, a Sideral Pré-Moldados, parceira da Cimento Itambé, comemora em 2010, 21 anos de atuação no setor e se prepara para o crescimento da demanda.
Pesquisas recentes da Federação Internacional do Concreto apontam que o uso de pré-moldados pode reduzir em 50% o tempo de finalização de uma construção. E justamente pensando num mercado cada vez mais promissor, a Sideral se especializou na produção dos pré-fabricados.
Um dos engenheiros responsáveis pelo departamento técnico da Sideral Pré-Moldados, João Luiz Rezende, confirma a estatística da FIB. Para ele, o pré-moldado ainda não é tão utilizado no Brasil como nos outros países da Europa, mas o produto representa um benefício considerável numa obra. Como as estruturas de concreto já estão prontas, os pré-moldados aceleram o ritmo da obra, facilitam a limpeza do local e evitam o desperdício de cimento e areia, destaca.
A empresa

A Sideral Pré-Moldados começou suas atividades com a produção voltada para as pequenas peças, como lajes e outros artefatos. No entanto, com o crescimento da demanda e as oportunidades encontradas no mercado brasileiro, nesses 21 anos, a empresa ampliou a produção para obras pré-moldadas, centrais de subestação, linhas de distribuição e transmissão com postes de alta tensão com até 50 metros de altura.
Esses produtos têm sido o carro-chefe da empresa que tem nos estados do Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo seus principais mercados.
A empresa, localizada em Balsa Nova, município da região metropolitana de Curitiba (PR), conta, atualmente, com um quadro de 80 funcionários diretos, além de uma rede de prestadores de serviço espalhados por todo o país.
Segundo o engenheiro da Sideral, João Luiz Rezende, a demanda do mercado foi um dos motivos que impulsionou a fabricação dos pré-moldados no Brasil. O crescimento da construção civil no país e a consequente boa fase da economia pós-crise internacional foram importantes para que a Sideral investisse nesse ramo. Hoje, somos especialistas na fabricação de pré-moldados e linhas de transmissão, ou seja, investimos para crescer e nos tornarmos mais competitivos, salienta Rezende.
Investimentos

Com a abertura dos pré-moldados no mercado, a Sideral ampliou recentemente a fábrica para atender a demanda, passando a contar com uma área construída de 12 mil metros quadrados para movimentação de guinchos e pontes rolantes na circulação das estruturas prontas. Toda a produção passa por rigorosos testes de qualidade na própria empresa, onde também são realizadas avaliações de resistência do material, oferecendo a garantia de toda a linha de concreto para o consumidor.
Esse investimento, segundo o presidente da Sideral Pré-Moldados, Elcio Czarnik, tem o objetivo de garantir a continuidade do crescimento da empresa, expandindo as parcerias no Brasil.
Somente em 2009, foram produzidos 12 mil metros cúbicos de concreto em peças pré-moldadas. Para este ano, a previsão da empresa é fabricar 15 mil metros cúbicos do produto. Estamos numa boa fase, investimos em infraestrutura e esperamos como retorno um crescimento de 25% em 2010, destaca o presidente da Sideral Pré-Moldados, Elcio Czarnik.
Localização
Sideral Pré-Moldados: Avenida das Indústrias, 1463, Balsa Nova Paraná (Região metropolitana de Curitiba)
E-mail: comercial@sideralpremoldados.com.br
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Casa inteligente: ela existe, e funciona
Automação residencial deixa a ficção e se torna realidade

Antes vista como ficção, a automação residencial já é realidade no Brasil. O conceito de arquitetura sustentável estimulou o desenvolvimento de sistemas que hoje geram economia de água e de energia elétrica nos empreendimentos habitacionais. Não são apenas as casas que começam a atrair esse tipo de tecnologia. No Rio de Janeiro, no final do ano passado, foi entregue o primeiro edifício brasileiro totalmente automatizado: o Riserva Uno, com 212 apartamentos, construído na Barra da Tijuca.
O que permite que a automação residencial comece a ganhar mercado é o avanço tecnológico, que gerou microprocessadores cada vez menores e mais eficientes para gerenciar as casas inteligentes. Cada um deles vem com hardware e software específicos para determinadas funções. Para se ter uma ideia, é possível que numa peça do tamanho de um grão de arroz caiba um sistema que vai controlar, por exemplo, as persianas de um ambiente, potencializando a iluminação natural do local.

No Brasil, a empresa que lidera o segmento de tecnologia residencial é a Ihouse. À frente do empreendimento está Leonardo Senna, irmão do tricampeão mundial de Fórmula 1, Ayrton Senna. Após intensa pesquisa no exterior, desenvolvemos uma solução que se adaptasse às necessidades atuais do Brasil, com mínimo impacto na instalação e proporcionando a gestão eficiente de consumo de energia elétrica e de água pelos consumidores, explica.
Cálculos da Ihouse mostram que a automação residencial pode reduzir o consumo de energia e de água em até 40%. Quanto ao custo de implantação de um sistema como esse, há pacotes que partem de R$ 5 mil e podem chegar até a R$ 200 mil. É importante frisar que itens de automação agregam valor ao imóvel, o que, no médio prazo, dilui o custo, diz Leonardo Senna.
Um argumento de que automatizar a casa não é futilidade está no serviço que os microprocessadores prestam quando se monitora o consumo de energia elétrica da residência e se detecta onde ocorre o desperdício. Com um monitor de leitura fácil, a automação possibilita visualizar a lista de ambientes ou equipamentos que mais consomem ou estão consumindo energia elétrica. O gasto por ambiente ou equipamento é apresentado no painel de cristal líquido do produto de três formas diferentes:
* Modo instantâneo: consumo no exato momento da consulta, sendo atualizado a cada um minuto
* Opção acumulada: soma do consumo iniciado após a leitura pela empresa concessionária de energia elétrica até a data de consulta
* Previsão para o mês: estimativa mensal baseada no consumo médio dos últimos dias
O produto ainda traz o opcional de acesso a relatórios via internet. Exibidos em forma de gráficos coloridos e de fácil compreensão, eles mostram o consumo por ambiente e por equipamento durante o mês, no dia-a-dia, ou destaca os pontos de maior consumo de energia elétrica, por exemplo. Com o uso do Snapgrid, a família poderá identificar onde há desperdício e, assim, adotar novos hábitos de consumo. A utilização consciente da energia elétrica irá refletir na diminuição do valor da conta de luz e na preservação do planeta, afirma Senna.
Tirando dúvidas
Uma residência só pode receber automação se o projeto for concebido durante a construção ou uma casa já pronta tem condições de ser adaptada para receber sistemas de automação?
Leonardo Senna - Os sistemas da nova geração podem ser colocados numa residência pronta porque não se baseiam em centrais enormes e com necessidade de muita tubulação para interligação. Os novos sistemas podem ser instalados em caixas 4x4 de mercado. Nas versões com fio necessitam de apenas um cabo para serem interligados. Os sem fio não precisam de interligação.
A automação torna-se mais eficaz em uma residência particular ou em um ambiente corporativo?
Leonardo Senna - Ela tem aplicação nos dois casos, especialmente agora com a preocupação crescente com a arquitetura sustentável.
Texto complementar
O que são Snapgrid, Smarthydro, Smartshower, Smartdoor, Smartgate, Smarteye Pro, Smartstop e Smartboiler?
Snapgrid: monitora 24h por dia o gasto de energia elétrica, em quilovates ou reais, de ambientes ou equipamentos pré-determinados pelo usuário.
Smarthydro: monitora o consumo de água de toda a residência. Ele avisa quantos litros foram utilizados e emite mensagens de alerta quando o limite é ultrapassado. Por outro lado, mensagens de voz parabenizam o proprietário se o consumo for racional.
Smartshower: equipamento que gerencia o consumo de água durante o banho. Ele avisa quantos litros foram utilizados. Quando os banhos se tornam demorados, mensagens de alerta são emitidas para o usuário. Se os banhos forem mais rápidos, mensagens de voz parabenizam o proprietário.
Smartdoor: dispensa chaves ou cartões magnéticos para abrir a porta de casa. Um moderno software, instalado no produto, permite abrir rapidamente as portas por leitura biométrica (identificação da impressão digital) ou por senhas numéricas programadas. Desta forma, basta posicionar o dedo no leitor biométrico ou digitar uma senha para liberar a abertura da fechadura. Outra inovação do Smartdoor é o comando a distância, pelo celular (via internet). Isso permite liberar a trava da porta da casa a qualquer hora e onde quer que esteja, cadastrar um novo usuário e verificar o relatório de acessos.
Smartgate: sistema que integra câmeras com um software de reconhecimento de placas e um banco de dados. Estrategicamente localizadas, as câmeras captam e identificam a placa do carro para verificar se a mesma está cadastrada. Caso a placa esteja cadastrada no sistema, o segurança é informado qual o andar e o apartamento do proprietário do veículo para que possa liberar a entrada ou, sendo da preferência do condomínio, o portão pode ser aberto automaticamente. Se o carro não estiver cadastrado, o segurança é alertado e pode solicitar a identificação do motorista.
Smarteye Pro: sistema de segurança instalado na guarita do prédio. O sistema é formado por câmeras digitais interligadas com um PC e softwares que permitem monitorar e gravar as imagens das áreas comuns do edifício.
Smartstop: um sistema de sensores instalados na garagem orienta o veículo quando ele entra na garagem. A luz fica primeiro verde, depois amarela e, por último, vermelha, alertando que o carro já atingiu a distância mínima da parede.
Smartboiler: água quente controlada e monitorada a distância, via celular. Permite chegar em casa e encontrar a banheira pronta para o banho.
Entrevistado: Leonardo Senna (Karina Mosmann, assessora de imprensa): karina@planin.com
Jornalista Responsável - Altair Santos MTB 2330 - Vogg Branded Content
À prova de fogo
Efeito de altas temperaturas no concreto
Créditos: Engª. Giovana Medeiros - Assessora Técnico Comercial Itambé
Fonte de destruição e progressivamente transformado em um manancial de calor, o fogo, quando descontrolado, causa pânico e assombro a qualquer pessoa. Sua ocorrência é gerada por muitos fatores, normalmente descuido ou negligência, mas sempre com impacto muito grande. No Brasil, embora estudado há vários anos, a segurança contra incêndios só ganhou impulso na área de estruturas com a publicação da NBR 14432:2000 - Exigências de resistência ao fogo de elementos construtivos de edificações - Procedimento. A norma foi atualizada e hoje está em vigor a NBR 14432:2001.
Comparadas aos demais elementos estruturais, principalmente aos fabricados em aço, estruturas de concreto possuem uma vantagem primordial que é resistir ao calor. Desta forma, em muitos projetos, o concreto é indicado para utilização como proteção passiva das próprias estruturas de aço. Determinadas estruturas em concreto são viabilizadas quando se coloca no custo o prêmio de seguro da edificação.
Embora o concreto apresente uma redução de sua capacidade estrutural quando exposto a altas temperaturas, normalmente resiste à ação do calor por um tempo considerável sem chegar ao colapso. Abaixo, a imagem de um edifício de concreto que sofreu colapso por ocasião do incêndio.

Enquanto o aço comum derrete a 500°C, o concreto nesta temperatura também sofre danos significativos, porém com possibilidade de recuperação. Estruturas que possuem maior risco necessitam de armaduras protegidas por um cobrimento adicional de concreto, ficando assim mais isoladas.
A redução da resistência à compressão depende da taxa do aquecimento no momento do incêndio. Perdas de 20% de resistência acontecem entre 200 e 500°C e aos 700°C costumam ser perdidos 80% da resistência original. A dilatação térmica costuma levar ao lascamento da camada de cobertura das armaduras. É importante salientar que a velocidade de resfriamento, nestes casos de incêndio é sempre muito grande, pois a idéia é bloquear o fogo. Porém, esta queda brusca de temperatura pode ocasionar outros danos, em função do diferencial térmico entre as regiões resfriadas e partes internas da estrutura. Em situações de incêndio o concreto não queima, mas produz fumaça, emite gases tóxicos e promove uma barreira ao fogo.
A utilização de agregados carbonáticos costuma melhorar a resistência do concreto a altas temperaturas. Podem-se empregar também fibras plásticas ou de polipropileno que derretem e liberam espaços para o vapor sair, evitando lascamentos. Também a utilização de argilas expandidas como agregado graúdo permite resistência maior ao fogo, pela dificuldade de obtenção do chamado cimento refratário ou aluminoso.
Devido a todos estes fatores que podem ocorrer em estruturas de concreto submetidas a altas temperaturas, é importante que um projeto apresente um bom layout, rotas de fuga bem posicionadas, ambientes compartimentados e escadas pressurizadas. Por mais adequado que possa ser um material anti-incêndio, a prevenção e os cuidados com equipamentos elétricos e de fácil combustão ainda é a melhor atitude para garantir a necessária segurança para o trabalho e o lazer da população.
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Construção industrializada: quando usar?
Sistema construtivo ganha mercado, mas não são todas as obras que se podem beneficiar dele. Saiba quando optar pelo pré-fabricado
A construção industrializada hoje já ocupa um bom espaço nas obras de grandes dimensões do país, principalmente, naquelas cujos prazos de execução são fatores determinantes.
A evolução de fabricantes e projetistas que atuam no segmento tornou o sistema construtivo capacitado para atender as mais variadas tipologias de obras - desde pequenos galpões até estádios e shopping centers.
Outra vantagem da construção industrializada é que ela praticamente transforma o canteiro de obras em uma linha de montagem, evitando desperdício de material e atendendo melhor os requisitos de sustentabilidade.

Para o diretor da Associação Brasileira de Engenharia e Consultoria Estrutural (ABECE), José Luiz V.C.Varela, o sucesso da construção industrializada exige que o setor seja mais rigoroso com o perfil das obras. Motivo: o sistema construtivo tem características específicas e não cabe em qualquer projeto.
Na entrevista a seguir, José Luiz V. C. Varela explica quando se deve optar pela construção industrializada e quais cuidados tomar para que a obra não corra nenhum risco de ter sua qualidade comprometida. Confira:
Hoje é possível transformar o canteiro de obras em uma linha de montagem, dada às soluções prontas que existem, a começar por estruturas pré-fabricadas. Mas quando é vantagem optar pelos sistemas construtivos industrializados?
Varela - As estruturas pré-fabricadas no Brasil já são muito competitivas em diversos tipos de obras, como shopping centers, edifícios comerciais, galpões de pequeno porte, edifícios industriais de grande porte, centros de distribuição e construções escolares. Já no segmento de construções voltadas à habitação ainda é pequena a penetração do pré-fabricado, se comparado às edificações anteriormente citadas. Diria que as vantagens dos sistemas pré-fabricados aumentam mais em obras que são modulares, onde se tem um número grande de repetições de peças semelhantes.
Daria para dizer que se trata de um sistema construtivo para obras de maior dimensão?
Varela - Sim. Mas é bom que fique claro que tudo que exigir a execução em concreto moldado in-loco, na maioria dos casos, é viável ser projetado e montado com estruturas pré-fabricadas. Boa parte da produção de pré-fabricados no Brasil tem origem em projetos que foram originalmente desenvolvidos para serem executados em concreto moldado in-loco e o pré-fabricado se mostrou uma alternativa de menor custo e prazo de execução.
É possível, então, afirmar que a opção por sistemas construtivos industrializados acelera a obra em comparação com o canteiro tradicional?
Varela - Sem dúvida, pois o tempo gasto para escavações é o mesmo para as duas alternativas. Na situação moldado in-loco, normalmente, executa-se toda a fundação e, posteriormente, se dá início à execução do edifício andar por andar. Hoje em dia, nos edifícios correntes, a média é executar um pavimento entre cinco a oito dias. No caso do pré-fabricado, na medida em que se tenha um número de fundações executadas, já é possível se iniciar a montagem de pilares que podem ser, por exemplo, de 18 metros, o que permite a montagem de seis pavimentos com 3 metros de pé direito de uma só vez. Quanto ao ganho de tempo, em shopping centers, por exemplo, a obra é executada em menos de 50% do tempo que levaria se fosse executada em concreto moldado in-loco.
Quando se opta por estruturas pré-fabricadas de concreto, quais cuidados o contratante deve observar?
Varela - Hoje contamos com a ABCIC (Associação Brasileira da Construção Industrializada de Concreto), que congrega a maioria das boas empresas de pré-fabricados do país. A entidade conta com um trabalho de certificação de seus associados através de auditorias independentes, que procuram implantar um programa de qualidade da produção, e após o cumprimento deste é emitido um selo de qualidade. A engenheira Iria Doniak, diretora executiva da associação, vem, nestes últimos anos, fazendo um grande trabalho, percorrendo várias capitais brasileiras divulgando a construção pré-fabricada e promovendo cursos sobre o tema. Portanto, é recomendável que aqueles que forem pela primeira vez contratar um fabricante de pré-fabricados contatem a ABCIC. Outro cuidado a ser tomado é na contratação dos projetistas, que devem ter experiência nesta modalidade de estrutura, que exige bom conhecimento no detalhamento geométrico das peças.
Em qual nível se encontra a construção industrializada do Brasil hoje e como está a fatia do mercado que ela ocupa atualmente?
Varela - Temos empresas qualificadas para fabricar e montar estruturas pré-fabricadas no mesmo nível que qualquer outro país industrializado. Uma limitação que existia era a falta de equipamento para içamento de peças pesadas. Porém, com o reaquecimento do mercado da construção, empresas locadoras de equipamentos começaram a suprir esta deficiência. Quanto à fatia do mercado de pré-fabricados, estima-se que ele ocupe algo em torno de 6% do total do volume de concreto produzido no país para edificações.
O canteiro de obras da construção industrializada gera mais ou menos empregos?
Varela - Se compararmos a mão de obra por área de estrutura executada, a construção industrializada necessita de bem menos funcionários. Por outro lado, exige uma mão de obra mais qualificada, principalmente, na produção e na operação da logística de estocagem, transporte e montagem, o que significa maior remuneração.
Em termos de segurança, a obra industrializada é mais ou menos segura do que os sistemas tradicionais de construção?
Varela - As estruturas pré-fabricadas para edificações têm que ser dimensionadas com o mesmo grau de segurança das estruturas moldadas in-loco, pois ambas têm que atender as mesmas normas de carregamento e dimensionamento, excetuando a NBR 9062/2003, que trata de projeto e execução de estruturas pré-moldadas, com verificações e dimensionamentos específicos para este tipo de estrutura.
Quem opta pelo sistema industrializado tem menos chance de a obra apresentar erros?
Varela - No caso dos pré-fabricados, se deve dar especial atenção na fase de detalhamento da geometria das peças que irão ser produzidas. Como várias das peças de uma estrutura têm um certo número de repetições, algum erro detectado apenas na fase de montagem pode implicar na perda de várias peças que já foram produzidas.
O que deve ser levado em consideração antes de se optar por um sistema construtivo industrializado? Tipo de empreendimento, localização geográfica e logística são fundamentais?
Varela - Na fase de projetos todas estas variáveis têm que ser levadas em conta. Como disse anteriormente, em princípio, qualquer tipo de edificação corrente pode ser projetada em pré-fabricados. A condição geográfica não é impedimento para se usar pré-moldados, pois a execução em canteiro, desde que seguidos os controles de qualidade na produção, são viáveis em termos de custos e prazos. O que vai limitar o tamanho e peso das peças são os equipamentos de movimentação e içamento que teremos disponíveis na região da obra.
No que programas como PAC e Minha Casa, Minha Vida têm servido para impulsionar os sistemas construtivos industrializados no Brasil?
Varela - Os fabricantes de sistemas que produzem kits de moradias populares em paineis pré-fabricados tiveram um grande impulso com o programa Minha Casa, Minha Vida. Já o PAC, na parte relativa a obras de infraestrutura, deve ativar os fabricantes que atuam no segmento de produção de vigas pré-fabricadas para as pontes.
Entrevistado:
José Luiz V.C.Varela, diretor da ABECE (Associação Brasileira de Engenharia e Consultoria Estrutural)
Rosana Córnea (assessoria de imprensa): prefixocom@terra.com.br
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