Pesquisa revela comportamento de compradores de imóveis em Curitiba e região

Sinduscon/PR analisou a intenção para a compra de imóveis no último trimestre

Por: Michel Mello

O Sindicato das Indústrias da Construção do Estado do Paraná (Sinduscon-PR) realizou uma pesquisa em que procura conhecer os hábitos de consumo, as preferências e a intenção de compra relacionada a imóveis na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), no Paraná. O comportamento dos compradores de imóveis foi muito bem delineado nesta pesquisa, que também realizou um mapeamento sócio-econômico dessa parcela com potencial de compra de imóveis.

Franck: Existe um mercado promissor nas cidades da região metropolitana de Curitiba

Com base nesse levantamento foi possível visualizar a situação do mercado de imóveis na capital e na região metropolitana e sua relação com o desenvolvimento urbano. Para o presidente do Sinduscon-PR, Hamilton Franck, a pesquisa revela “que há uma demanda grande por imóveis que não está sendo atendida nas principais cidades da Região Metropolitana de Curitiba — 10% das famílias que vivem naquelas cidades procuraram um imóvel nos últimos três meses. Destes, 60% não encontraram o que buscavam”.

Os objetivos da pesquisa foram conhecer:

• Quem procurou imóveis nos últimos 3 meses;
• Quem realmente comprou imóveis;
• Qual o tipo de imóvel comprado;
• Qual a preferência, em faixa de valores;
• Finalidade da compra;
• E que meios de pesquisa de imóveis são utilizados.

Faixa de valores de imóveis

Os imóveis mais procurados segundo os dados elaborados pela pesquisa revelam que 92% de todos os imóveis comprados custaram no máximo R$ 150 mil. Isso reflete também que a parcela da população que mais tem consumido imóveis é a classe C. E isto, se deve em parte a novas linhas de crédito disponíveis e o financiamento do governo federal como o Programa Minha Casa, Minha Vida (PMCMV). Já imóveis com valores entre R$ 150 e R$ 250 mil representam 8% do volume de vendas. Não sendo tabulados pela pesquisa produtos entre R$ 250 e R$ 400 mil e imóveis com valores superiores a esses no período.

Tipo do imóvel

O tipo de imóvel mais procurado na Região Metropolitana de Curitiba foram casas representando 72% dos entrevistados. Lotes e terrenos aparecem na segunda posição com 14%; apartamentos tiveram o terceiro lugar, 8%; e sobrados com 6% de todo o universo pesquisado.

As casas são o tipo de imóvel preferido e também o mais procurado entre os compradores, não compradores e possíveis compradores. Em uma das perguntas: “Se fosse trocar de imóvel qual seria o tipo escolhido?”, 66% dos entrevistados responderam casa, seguidos de sobrados e em último lugar da preferência aparecem os prédios de apartamentos.

Meio de procura de imóvel mais utilizado

A sondagem também demonstrou que o meio de pesquisa mais utilizado na busca por imóveis na região da grande Curitiba é a internet e os plantões das imobiliárias. A indicação de conhecidos continua eficaz. Placas de imóveis ainda funcionam e o jornal já não é mais como era antigamente.

Curitiba X Região Metropolitana

Um total de 10% das famílias da RMC procuraram imóvel nos últimos três meses. Deste total, 60% não encontraram o tipo de imóvel que buscavam.  Segundo dados do IBGE, a RMC possui aproximadamente 1,4 milhões de habitantes, com isso a média é de 3,5 moradores para cada residência. O que significa que 24 mil famílias deixaram de comprar.

Ou a oferta atual naquelas cidades não atende ao desejo das pessoas (tipo de imóvel, tamanho, localização) ou ultrapassa o poder de compra dos potenciais consumidores. A diferença entre os padrões de consumo de imóveis entre Curitiba e RMC torna-se evidente quando os dados relacionados ao tipo de habitação preferido aparecem. Em Curitiba, a grande maioria da população prefere apartamentos e sobrados. Enquanto que na RMC a procura é por casa.

“Aproximadamente 24 mil famílias deixaram de comprar imóvel, por algum motivo. Além disso, 68 mil famílias afirmam que têm intenção de comprar uma habitação nos próximos dois anos, o que sinaliza para as empresas do setor um leque de oportunidades. Quer dizer, há um mercado promissor nestas cidades”, afirma Franck.

Entrevistado
Hamilton Franck
Currículo

- Presidente do Sinduscon do Paraná.
- Engenheiro civil.
- Participou da construção das Usinas de Itaipu, Foz de Areia, Angra I e Tucuruí.
- Diretor da H. Franck Construção Civil.
- Como responsável técnico, Franck tem um acervo de mais de 210 mil m2 de área construída.
- Especialista em Qualidade e Produtividade pela University of South Florida –Tampa – USA.
Contato: imprensa@sindusconpr.com.br

Jornalista responsável: Silvia Elmor – MTB 4417/18/57 – Vogg Branded Content

Pequena Central Hidrelétrica - PCH

Grandes empresas fomentam a construção de PCHs no país acreditando na geração e distribuição descentralizada de energia

Por: Michel Mello

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) define a Pequena Central Hidrelétrica, ou PCH, como usinas hidrelétricas de pequeno porte e com capacidade instalada de geração superior a 1 megawatt (mW) e inferior a 30 mW. Com área de reservatório inferior a 3 km².

Uma PCH resulta em um menor impacto ambiental e também prestam à geração descentralizada de energia.

São classificadas conforme o desnível da queda d'água e pela capacidade de geração em:
- Micro: com potência < 100 Kilowatt (kW);
- Mini: entre 100 e 1000 kW; e
- Pequena: entre 1 megawatt (mW)  e 30 (mW).

Representação de uma PCH completa operando a fio d´água

As PCHs operam a partir de um fio d'água, ou seja, onde o reservatório não permite a regularização do fluxo d´água. O que ocasiona, em épocas de estiagem, uma vazão disponível menor que a capacidade das turbinas e, em muitas vezes, pode ocorrer a ociosidade da central hidrelétrica.

Por esse motivo, o custo por kW da energia elétrica produzida pelas PCHs é maior que o de uma Usina Hidrelétrica de Energia de grande porte (UHE). Neste modelo, o reservatório pode ser operado para diminuir a ociosidade ou desperdício de água.

Ivandel: É preciso que as pessoas acreditem no potencial das PCHs em relação à sutentabilidade, crescimento e geração de renda

Para Ivandel Hambus, diretor do Portal PCH, “o que determina a instalação de uma pequena central hidrelétrica é um levantamento do potencial hídrico do rio, um projeto básico sobre a capacidade de geração, além do cálculo do custo do empreendimento. Somente de posse desse número é que saberemos se é viável ou não a instalação de uma PCH” .  

“Atualmente existe um cálculo que para cada 1 mW gerado em um PCH o custo é de R$ 4 milhões. Por isso, esse tipo de empreendimento demanda estudos prévios para verificar a sua viabilidade”, afirma Ivandel.

Investimento em PCHs

Ivandel destaca ainda que “dentre os diversos fatores, é importante mencionar que o retorno do investimento é em curto prazo, em função da tendência de aumento no custo de energia elétrica. Hoje a PCH é uma energia limpa e viável que promove uma geração distribuída. E proporciona um desenvolvimento econômico e sustentável”.

O Brasil produz atualmente cerca de 114.051.711 kW e importa dos países vizinhos 7.000.000 kW.  Em função dessa demanda, a previsão é que até o ano de 2050 teremos uma necessidade de geração de energia na ordem dos 400.000.000 kW. E isto ocorrerá automaticamente a partir da entrada de outros produtos que necessitarão de energia elétrica. “Desta forma, para ter uma indústria competitiva no mercado, o Brasil precisa ter uma visão voltada à geração e consumo de energia elétrica de sua planta”, enfatiza Ivandel.

Capacidade instalada

Segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica, a capacidade instalada das PCHs no país é de cerca de 3.270.874 kW de potência outorgada e potência fiscalizada pela Aneel de 3.222.497 kW, com 375 usinas em operação, representando 2,90% de toda a energia gerada no país. Existe espaço para mais 2.200 unidades apenas para suprir a demanda interna.

É importante destacar que o custo da energia elétrica produzida por uma PCH é maior que o de uma Usina Hidrelétrica de Energia (UHE). Pois nessa modalidade de usina, o reservatório é operado de forma a otimizar a ociosidade ou desperdício de água. Porém, as PCHs são dispositivos que resultam em um menor impacto ambiental e geram energia de forma descentralizada e limpa.

As PCHs são utilizadas em rios de pequeno e médio portes que tenham desníveis significativos durante seu percurso, com capacidade de gerar potência hidráulica suficiente para movimentar as turbinas.

Empresas

As resoluções elaboradas pela Aneel permitem que a energia gerada nas PCHs entre no sistema de eletrificação, sem que o empreendedor pague as taxas pelo uso da rede de transmissão e distribuição. O benefício vale para quem entrou em operação até 2003. As PCHs são dispensadas ainda de remunerar municípios e estados pelo uso dos recursos hídricos.

Ivandel finaliza com o seguinte: “grandes empresas como Seara, Sadia, Gerdau e Vale investem, atualmente, nesse tipo de usina a fim de baratear seus custos de produção. Sendo que o gasto com energia elétrica representa pelo menos 40% de qualquer produto no país. E esse é um gasto que pode e precisa ser barateado. Uma solução está na construção da PCH”.

Entrevistado
Ivandel Hambus
Currículo
- Graduado em Administração de Empresas pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
- Pós-graduado em Finanças e Custos pelo Instituto Catarinense de Pós-Graduação (ICPG).
- Atua no mercado de PCHs há 18 anos.
Contato: ivandel@portalpch.com.br

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EcoTech 2010

São Paulo recebe em dezembro o maior evento de Arquitetura e Construção Sustentável

São Paulo irá sediar nos dias 2 e 3 de dezembro o maior evento do país nas áreas de Arquitetura e Construção Sustentável. O EcoTech chega à sua quinta edição repetindo o sucesso e dando continuidade ao grau de excelência dos debates, troca de experiências e geração de conhecimento alcançados nos anos anteriores. O evento, organizado pela Academia de Engenharia e Arquitetura (AEA) e pela Arqpress, será realizado no NOVOTEL Jaraguá SP Conventions, região central da capital paulista.

O EcoTech 2010, que tem como tema principal “Desafios e Tendências para uma Arquitetura Sustentável: Materiais e Energia”, vai colocar em pauta questões diretamente ligadas à Sustentabilidade, analisada sob o ponto de vista da melhoria da eficiência energética das edificações e na definição de critérios que estejam focados na especificação de materiais utilizados na construção que atinjam um novo patamar de qualidade.

“A busca pela Sustentabilidade no setor da Construção Civil supõe o trabalho coletivo, inter e multidisciplinar. Dessa forma, o EcoTech 2010 tem como grande objetivo ampliar e avançar o debate pela busca de melhores respostas e modelos utilizados no segmento junto a importantes e renomados profissionais que atuam no segmento, do Brasil e do exterior, como já aconteceu nas edições anteriores”, afirma Cristiano Moura, Sócio-Diretor da AEA.

O Fórum EcoTech já alcançou uma dimensão globalizada e, para a edição deste ano, estão confirmadas as presenças de grandes expoentes da arquitetura internacional, como Blaine Brownell (da empresa Transmaterial, dos Estados Unidos), Bill Dunster (da Bedzed, Inglaterra) e Marc Hole (da EM2N, Suíça), além de importantes nomes do cenário brasileiro, como Newton Massafumi (Gesto Arquitetura), Marcelo Morettin (Andrade Morettin), José Armênio de Brito Cruz (Piratininga), Cláudio Conz (Anamaco), Ricardo Baitelo (Greenpeace), Gilson Paranhos (IAB), Sílvio Melhado (Poli-USP) e Cecília Mueller (Escritório Arq Eficiente).

O debate terá a participação de vários participantes especialmente convidados para a ocasião, entre os quais arquitetos, acadêmicos, engenheiros, líderes do Terceiro Setor e representantes do Poder Público. A plateia, por sua vez, contará com a presença de um seleto público formador de opinião, composto por profissionais ligados, de forma direta ou indireta, aos segmentos de Arquitetura e Construção Sustentável, de organizações públicas, privadas e do Terceiro Setor, incluindo arquitetos, engenheiros, projetistas, construtores, incorporadores, agentes do mercado imobiliário, consultores, professores, pesquisadores e estudantes.

Para Fernando Mungioli, Diretor da Arqpress, editora responsável pela Finestra, revista que há 15 anos dedica-se às questões da tecnologia aplicada à arquitetura e ecoeficiência, suscita o debate de um tema que, além de atual, envolve importantes aspectos inerentes à boa arquitetura. “Sustentabilidade não é um assunto para o futuro. Trata-se de um tema que já se faz presente, pois bons projetos de arquitetura têm que apresentar, obrigatoriamente, um viés sustentável, visando o melhor aproveitamento possível dos recursos naturais”, aponta.

Estruturação
A programação do EcoTech 2010 foi elaborada e está sob a responsabilidade da arquiteta Daniela Corcuera, Diretora Técnica do evento, profissional do setor e acadêmica com grau de Mestre em Arquitetura Sustentável.

“A crescente demanda por conhecimento a respeito da Sustentabilidade nas áreas de Arquitetura e Construção é o catalisador deste Fórum. A questão da eficiência energética é um tema obrigatório, pois cerca de 75% do custo das edificações está diretamente relacionado à sua operação. No entanto, cada vez mais os aspectos referentes aos materiais utilizados ganham importância, não apenas pelo fator econômico. A Análise do Ciclo de Vida (ACV), vista desde a extração e fabricação até o descarte e reciclagem, torna o estudo dos materiais um elemento vital na busca de novas alternativas sustentáveis em Arquitetura e Construção”, garante.

O EcoTech 2010 está estruturado em três sessões de debate, que irão acontecer na manhã e na tarde do dia 2 e no período da tarde do dia 3 de dezembro. Os temas abordados serão, respectivamente, “Energia”, “Materiais” e “Projeto Integrado”.

Na manhã do dia 3, acontecem, simultaneamente, dois workshops: “Energia” e “Materiais”. Eles foram agregados ao EcoTech 2010 como forma de tornar ainda mais ativa a participação dos grandes nomes internacionais, oferecendo uma oportunidade para que transmitam ao público mais informações e com maior profundidade dentro de suas respectivas especialidades.

Além disso, nos dias 1° e 4 de dezembro, acontece o chamado “Arquitetura in Loco – Green Buildings em São Paulo”, com visitas programadas a algumas edificações da capital paulista que já empregam conceitos de Sustentabilidade em seus projetos, tais como o Novo Pavilhão Hospital Israelita Albert Eintein (Pavilhão Vick e Joseph Safra), Rochaverá Corporate Towers, Eldorado Tower, Edifício Harmonia e a Megaunidade Santana do Laboratório Delboni Auriemo.

Inscrições
Os profissionais e empresas interessados em se inscrever no EcoTech 2010 poderão fazê-lo diretamente no site oficial do evento (www.forumecotech.com.br). Na página eletrônica, é possível escolher o tipo de inscrição desejada e preencher uma ficha de pré-inscrição. A efetivação da inscrição será efetuada pela equipe da Academia de Engenharia e Arquitetura (AEA).

É importante ressaltar que as inscrições para os workshops não poderão ser adquiridas de forma desvinculada do restante do evento. Dessa forma, os profissionais inscritos no EcoTech 2010 que quiserem aproveitar estas oportunidades para aprofundar seus conhecimentos poderão fazê-lo ao complementar o valor da inscrição. Por outro lado, os interessados em participar do “Arquitetura in Loco – Green Buildings em São Paulo” poderão fazer sua inscrição, independentemente de sua participação nos fóruns e/ou nos workshops.

Histórico do EcoTech
Nas edições anteriores, o EcoTech contou com a colaboração de importantes palestrantes internacionais, como o arquiteto espanhol Luis de Garrido (Anavif) e os norte-americanos Rives Taylor (Gensler), Chad L. Oppenheim (Oppenheim) e Russel Gilchrist (SOM), além dos arquitetos brasileiros Siegbert Zanettini, Roberto Loeb e Marcelo Romero, entre outros.

Em 2009, o EcoTech aconteceu de maneira não centralizada, com eventos realizados em São Paulo, Bahia, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Para 2010, os esforços estarão concentrados em etapa única, o que transformará a edição deste ano em um núcleo de debates sobre Arquitetura e Construção Sustentável sem precedentes na história da arquitetura brasileira.

Serviço

5° Fórum Internacional EcoTech – Arquitetura e Construção Sustentável

Data: 2 e 3 de dezembro de 2010
Local: Novotel Jaraguá São Paulo Conventions - Rua Martins Fontes, nº 71 - Centro, São Paulo/SP
Reservas de estadia: (11) 2802-7009/7042/7040

Programação:  

FÓRUM: Manhã 02/12/10 - MATERIAIS
FÓRUM: Tarde 02/12/10 - ENERGIA
WORKSHOPS SIMULTÂNEOS Manhã 03/12/10
FÓRUM : Tarde 03/12/10 - PROJETO INTEGRADO
 
Inscrições:  www.forumecotech.com.br  - Tel. (11) 2626.0101

Informações para a Imprensa: TextoAll Comunicação  www.textoall.com.br  
Laura de Oliveira - Cel. (11) 7697-1118 - email: laura@textoall.com.br
Carla Mourão - Cel. (11) 9188.3333 - email: carla@textoall.com.br


As melhores práticas em placas de concreto

As aplicações e benefícios de placas de concreto no pavimento e o uso do concreto compactado a rolo (CCR)

Por: Michel Mello
Concreto compactado a rolo (CCR) com a adição de cimento e brita para homogeneizar a mistura

Sobre placas de concreto usadas em revestimentos de pavimentos rígidos, o Massa Cinzenta entrevistou o professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e diretor técnico da Amodal Serviços de Engenharia Ltda., o engenheiro civil, Mário Henrique Furtado Andrade, que comenta as principais vantagens desse sistema. Que vão desde os aspectos ambientais das obras em pavimentos de concreto, concreto compactado a rolo (CCR), ou concreto seco, até as políticas de redução, reuso e reciclagem dos materiais (3R´s). Usa-se nesse sistema menos material entre agregados e insumos, consome-se menos energia, além de outros aspectos.

>> Quais seriam as aplicações e os benefícios do uso de placas de concreto?
Mário Henrique Furtado Andrade: As placas de concreto são indicadas em locais onde existe um tráfego muito intenso ou pesado, por exemplo, com caminhões passando várias vezes ao dia. Ou então locais que tenham solos com depósitos aluvionares que apresentam baixa resistência a percolação. As suas aplicações urbanas podem ser em vias expressas canalizadas para ônibus ou outros locais com tráfego intenso como interseções, pontos de paradas, rotatórias onde exista o tráfego lento que é prejudicial ao pavimento asfáltico que é flexível e sofre deformações. As vantagens são as seguintes:
- menor custo de manutenção;
- menor custo de operação;
- menor custo repassado ao usuário;
- vida útil mais longa;
- maior ciclo de vida que representa um custo global ou custo total mais barato.

>> Em se tratando de pavimento urbano, que vantagem há em utilizar placas de concreto?
MHFA: A utilização de placas de concreto possibilita uma redução em termos de custos globais. Um exemplo é a iluminação pública que pode representar uma redução de até 30% nesse tipo de gastos. O piso de concreto é mais claro. Ele produz um contraste noturno, pois a cor do concreto é mais clara e isso representa maior segurança, pois aumenta a visibilidade dos motoristas. Ele também não deforma e as condições da pista se mantêm por até 20 anos sem a necessidade de intervenções. Existe nesse caso das placas de concreto uma maior aderência pneu/pavimento o que resulta em uma melhor frenagem, onde não há acúmulo de água em sua declividade transversal e longitudinal.

Mario Henrique Furtado Andrade

>> O que são as camadas recicladas com cimento e cal? E onde utilizá-las?
MHFA: O reaproveitamento pode ser feito de duas maneiras: As camadas recicladas com cimento são aquelas que podem ser usadas na recuperação de pavimentos degradados ou na recuperação de revestimentos antigos de bases cimentadas. Esse sistema é mais econômico que as recapagens asfálticas convencionais e apresenta maior durabilidade. Nesse sistema, é adicionado ao cimento, pedra brita para realizar a homogeneização da mistura com a parte do pavimento existente. Reaproveitadas após a trituração em uma máquina fresadora e misturadas a um novo revestimento. Quando utilizamos a cal é para homogeneizar o solo da fundação local para a melhoria do terreno. Em terrenos considerados ruins, com alta percolação, onde o objetivo é aumentar a resistência e durabilidade da base, ou para obter um pavimento mais delgado. Essa técnica pode evitar a remoção e a substituição dos pavimentos sem agredir o solo com remoção de terra.

>> Comente sobre as novidades do setor de pavimentos em se tratando de sistemas e materiais construtivos?
MHFA: Nos últimos anos, houve um grande incremento em termos de materiais. O maior destaque está no aumento das usinas de concreto dosadoras e misturadoras de alta produção no país. Em termos de sistemas de concreto compactado a rolo (CCR), podemos destacar a vidro acabadora de alto desempenho. A reciclagem é um termo muito em voga atualmente e extremamente necessária em se tratando de obras. Essa técnica tem tido bastante repercussão e hoje já é uma preferência quando se trata da recuperação de bases, tanto em termos de quantidade e qualidade de materiais.

Entrevistado
Mario Henrique Furtado Andrade
Currículo  
- Engenheiro Civil pela Universisade Federal do Paraná (UFPR).
- Mestre em Engenharia de Transportes – Universidade de São Paulo(USP).
- Doutorando Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
- Engenheiro Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR).
- Consultor autônomo SET/ Roy Jorgensen.
- Representante Regional da Associação Brasileira de Pavimentação (ABPV).
- Professor da Universidade Federal do Paraná.
- Diretor Técnico Amodal Serviços de Engenharia Ltda.
- Diretor Técnico Afirma Consultoria e Projetos Ltda.
- Consultor da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP).
Contato: mariohenrique@ufpr.br; mario.henrique@afirma.eng.br

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PELT 2020: Modal Hidroviário

Desenvolver o potencial portuário e hidroviário no estado do Paraná é uma das metas do plano

Por Michel Mello
É preciso repotencializar o corredor de exportação do Porto de Paranaguá.

Modernizar os portos de Paranaguá e Antonina e desenvolver as vias hidroviárias, essas são as urgências e também sugestões do Plano Estadual de Logística e Transporte (PELT 2020). O plano tem o objetivo de pensar o desenvolvimento do estado do Paraná dentro dos próximos 20 anos em quatro bases intermodais: rodoviário, hidroviário, ferroviário e aeroviário. Esse PELT foi proposto pelo Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA-PR), Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP), e Instituto de Engenharia do Paraná (IEP), em parceria com o Sindicato da Indústria da Construção Pesada do Estado do Paraná (Sicepot).

O estado do Paraná amarga ao menos duas décadas sem investimentos em infraestrutura e transporte. Com o desenvolvimento de programas do governo federal, já existem investimentos aprovados no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC I e PAC II) e as demandas do Pré-sal. Com isso, se evidencia a urgência do estado ter suas metas e necessidades definidas em um plano estratégico, capaz de ser realizado dentro dos próximos dez anos.

Somente no ano de 2009, o Porto de Paranaguá movimentou mais de 36 milhões de toneladas, entre importações e exportações. E, com isso, gerou uma receita com exportações superior a US$ 14 bilhões. Foram movimentados mais de 163 mil veículos e mais de 604 mil  contêineres. O Porto de Paranaguá gera pelo menos 16 mil empregos diretos. O terminal de cargas é o principal gerador de empregos na cidade e o total de trabalhadores envolvidos, somando aqueles com carteira assinada e autônomos, empregos diretos e indiretos, é mais que a metade da mão de obra formal na cidade apontado em agosto pelo Ministério do Trabalho e Emprego, totalizando 27,5 mil postos.

O embasamento do plano está calcado em dados econômicos e pesquisas, que identificaram gargalos que evitam o crescimento econômico do Paraná. Um dos aspectos positivos do PELT 2020 está em criar uma projeção de futuro e desenvolvimento tão necessários ao estado.

Ações propostas pelo PELT 2020 a serem desenvolvidas:

Desenvolver o Plano Portuário do Paraná
Desenvolver um plano de desenvolvimento portuário para o estado considerando ações no Porto de Paranaguá, Porto de Antonina e a construção de um porto em Pontal do Paraná. Ampliar a navegação hidroviária no estado a partir de três vias navegáveis. Um entrave a esse desenvolvimento é a falta de zoneamento portuário definido para o estado.

Ações de desenvolvimento no Porto de Paranaguá:
- ampliação do cais oeste;
- reforma do cais;
- dragagem, manutenção e aprofundamento dos canais de acesso ao porto;
- construção de um novo silo de grãos.

Ações de desenvolvimento do Porto de Antonina:
- dragagem e aprofundamento dos canais de acesso;
- ampliação do cais de Antonina;

Ações de desenvolvimento da Ponta do Poço (Pontal do Paraná):
- construção do terminal portuário de cargas e descargas em Pontal do Paraná.

Desenvolvimento hidroviário:
- utilizar os rios com potencial navegável;
- esse incremento traria soluções em transporte, irrigação e energia.
    
Seriam três vias navegáveis:   
- Rio Ivaí;
- Rio Paranapanema/Tibagi;
- Rio Paraná.

Mário Stamm Júnior

Sobre o PELT 2020, infraestrutura e logística de transportes no estado, o Massa Cinzenta entrevista o Secretário Estadual de Transportes, Mário Stamm Júnior, que falou sobre Banco de Projetos do Estado do Paraná e as estratégias para o desenvolvimento do setor.
 
>> Como desenvolver as hidrovias no Estado? Existe um plano para isso acontecer?
Mário Stamm Júnior:
Em 1882 a exploração da madeira e da erva mate impulsionou a navegação no Rio Iguaçu entre Porto Amazonas e União da Vitória. Anteriormente, ocorreram tentativas em outros rios como o Tibagi. E o Rio Ivaí foi estudado como uma via natural para a comunicação com o Mato Grosso. Em resumo, uma via de transportes se consolida por razões econômicas ou estratégicas. Hoje, as estradas cobrem todo o estado, as ferrovias estão em boa parte do Paraná e em rios estratégicos existem barragens para a geração de energia. É o caso dos rios Paraná e do Iguaçu. Mesmo assim, a Secretaria dos Transportes analisa as possibilidades do Rio Ivaí se tornar navegável. Ele corta o estado em diagonal, das imediações dos Campos Gerais até desembocar no Rio Paraná no noroeste do estado. Evidente que serão necessárias eclusas, mas esse tipo de transporte não pode ficar de fora do planejamento governamental por ser a matriz que consome menos combustível e que mais preserva o meio ambiente.  

>> Em se tratando de portos, o que existe de fato em relação à criação do Porto de Pontal do Paraná?
Stamm:
A Secretaria dos Transportes acompanha as atividades da administração dos portos de Paranaguá e Antonina e vê com bons olhos a instalação de um porto organizado em Pontal do Paraná. O local oferece um ótimo calado com opção para atender os grandes navios que não podem acessar a baia de Paranaguá. Atualmente, a Secretaria Estadual dos Transportes do Paraná (SETPR) estuda uma nova via para atender o futuro terminal. Quanto a sua efetivação, cabe ao governo que assumir em janeiro próximo uma definição. Pode haver a intervenção direta do estado ou a construção pode ser definida por uma Parceria Público-Privada (PPP) junto à iniciativa criada. De qualquer forma, toda a região sul brasileira precisa de terminais marítimos para múltiplos propósitos em Paranaguá e Antonina e de um porto hub em Pontal do Paraná.
     
>> Quais são os principais gargalos no Porto de Paranaguá e o que precisa e pode ser feito para solucionar essa questão?
Stamm: Os terminais marítimos paranaenses (Antonina e Paranaguá) desempenharam ao longo do tempo um importante papel na logística estadual de transportes. Atenderam a chegada dos colonizadores e mercadorias em um primeiro momento; foram fundamentais para a exportação da erva mate e da madeira a partir do século XIX e, posteriormente, do café. Nas últimas décadas, atenderam com eficiência o embarque da soja e outros produtos agrícolas, até a movimentação de veículos e contêineres. Hoje é preciso repotencializar o corredor de exportação para aperfeiçoar o embarque de grãos e criar condições viárias para o acesso aos terminais de caminhões transportando contêineres que é o tipo de transporte que mais cresce e que tem maior valor agregado. Também é preciso definir a área retroportuária que possibilitará o crescimento ordenado dos terminais. Em outros modais é preciso implantar o segundo traçado da linha férrea Paranaguá – Curitiba e implantar a Rodovia Interportos que passará pelos terminais paranaenses. A nova via com características de autoestrada, ligará a BR 101 na fronteira do Paraná com Santa Catarina com a BR 116 ao norte de Antonina.

>> Quais são as principais ações da SETR para desenvolver a infraestrutura viária e dotar o Paraná de uma melhor logística de transportes?
Stamm: O primeiro passo é buscar a integração entre todos os modais. E, paralelamente, promover o desenvolvimento de cada um deles. No modal aéreo estamos preocupados com novas pistas e equipamentos para os aeroportos de Curitiba, Foz do Iguaçu, Londrina e Maringá e fazer o balizamento e manutenção das pistas espalhadas por todo o interior do estado. No modal ferroviário estamos estudando a mudança no modelo operacional da Ferroeste para que todos os clientes possam trafegar pela estrada de ferro. No modal rodoviário estudamos a mudança de classes nas rodovias troncos e a implantação de novas estradas. E no modal marítimo, a busca de agilidade operacional. Tudo isso, depende de projetos e para tanto estamos finalizando a implantação de um Banco de Projetos que balizará o crescimento da infraestrutura paranaense.


Entrevistado
Mário Stamm Júnior
Currículo
- Secretário Estadual dos Transportes do Paraná (SETPR).
- Engenheiro civil pela Universidade Mackenzie.
- Doutor em Transportes pelo Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
- Professor titular de Transportes da Universidade Estadual de Londrina (UEL).
- Coordena estudos e grupos de trabalho em parceria com a Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP), CREA-PR, IEP, e Sicetop.
Contato: mariostamm@hotmail.com

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Tecnologia microCAD gera menos consumo e maiores resultados

Microconcreto de alto desempenho contribui para programas de habitações populares

Por: Lilian Júlio

Uma tecnologia que ajuda as construtoras a economizar material: este seria um avanço importante na construção civil brasileira, principalmente nos programas de moradia popular. Assim é o microconcreto de alto desempenho (microCAD), um sistema construtivo mais leve estendendo a tecnologia do concreto armado a funções até então exclusivas de estruturas metálicas.

“Os pré-fabricados de microCAD contribuem para o desenvolvimento das habitações populares”.

As tecnologias de pré-fabricados leves de microconcreto existem desde o início da década de 60 no Brasil, mas apenas agora têm ganhado força graças ao desenvolvimento das habitações populares. “O microCAD possibilita a economia de material, diminuindo o consumo, e acaba gerando outras economias tanto na produção do pré-fabricado quanto na montagem da estrutura”, explica Paulo Eduardo Fonseca de Campos, professor do Departamento de Projetos da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAUUSP) e coordenador do projeto microCAD do Programa Ibero-Americano de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento (CYTED). Essa economia contribui para programas como o Minha Casa, Minha Vida, já que o consumo de material é menor, os custos são reduzidos e mais construções podem ser erguidas.

Para difundir o conhecimento em microconcreto de alto desempenho, a FAUUSP, em parceria com o CYTED, desenvolve entre os dias 18 e 21 de outubro o 4º Curso de Difusão MicroCAD. “É um curso aberto – podem participar tanto os alunos da USP quanto os profissionais de empresas privadas e também governamentais”, explica o professor Campos. “Embora o projeto do CYTED seja sobre as especificações do microCAD em geral, o curso será focado na aplicação dessa tecnologia”.

O microconcreto

Mas por que o microconcreto é vantajoso com relação aos demais pré-fabricados? Campos explica que as peças fabricadas com esta tecnologia são mais delgadas. “As peças são extremamente leves, o que possibilita inclusive a montagem parcial dos componentes manualmente”, conta o coordenador do projeto. Ele também explica que os pré-moldados de microCAD possuem alta resistência: ela chega a 200 MPa (2.000 kgf/cm²), com produtos de alta qualidade.

A principal característica destes produtos é a pequena espessura: ela varia entre 20 e 30 mm, conferindo à estrutura uma pequena massa. O nome microconcreto de alto desempenho se deve a não utilização de agregados graúdos em sua composição e porque a redução da porosidade da matriz do microconcreto confere uma resistência à compressão simples que supera os 110 MPa.

Para assegurar a durabilidade das estruturas delgadas é preciso desenvolver parâmetros para a aplicação do concreto de alto desempenho. Esse trabalho é responsabilidade do CYTED, que reúne profissionais da América Latina, Espanha e Portugal trabalhando com pesquisas científicas aplicadas e desenvolvendo uma normativa eficiente para a aplicação do microCAD.

Entrevistado:
Paulo Eduardo Fonseca de Campos
Currículo
Doutor em Arquitetura e Urbanismo pela FAUUSP, onde hoje é professor do Departamento de Projetos. Coordenador internacional do Projeto MicroCAD do Programa CYTED e membro do Grupo de Trabalho sobre Pré-fabricação da Fédération Internationale du Béton (FIB).

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Otimismo na construção civil reflete o bom desempenho do setor

Para o diretor de economia do Sinduscon-SP, o momento é bom, mas devemos pensar o futuro

Por: Michel Mello

Os empresários brasileiros da construção civil possuem uma percepção positiva em relação ao desempenho das indústrias da construção até o terceiro trimestre de 2010. Esse é o resultado da 44ª Sondagem Nacional da Construção, uma pesquisa realizada pelo Sindicato Nacional das Indústrias da Construção de São Paulo (Sinduscon-SP), em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV). A sondagem é realizada trimestralmente desde o ano de 1999 e funciona como um termômetro da economia no país.

Eduardo Zaidan

Uma preocupação constante desses empresários, e que reincide em pesquisas passadas, é a apreensão em relação à inflação e aos altos custos dos insumos da construção.  Para o diretor de economia do Sinduscon-SP, o engenheiro Eduardo Zaidan, “essa sondagem é um reflexo razoável do passado e que nos permite ter uma ideia de como será o futuro da economia do país”. A sondagem ouviu uma mostra qualitativa de 233 empresários de diversas regiões do país ligados ao setor da construção.

Valores X percepção

Na pesquisa, os empresários atribuem a cada quesito uma pontuação que vai de 0 a 100. Os valores acima de 50 são considerados desempenho ou perspectiva favorável. Para o quesito de dificuldades financeiras, os valores acima de 50 apontam perspectiva ou desempenho negativo ou desfavorável.
A percepção do desempenho atual das empresas da construção ficou em 59,22 pontos, o que representa uma queda de 1,2% em relação ao último trimestre, mas ainda acima da elevação de 13,5% do ano anterior. As perspectivas de desempenho futuro das construtoras receberam 61,5 pontos, representando um desempenho semelhante ao ano passado.

A probabilidade de crescimento econômico ficou em 62,43 pontos o que denota a avaliação da condução da política econômica positiva no trimestre, mas a percepção sobre dificuldades financeiras se mostrou um grande entrave à maioria dos empresários.

Crescimento sustentável

A construção civil é uma atividade econômica de longo prazo, representada por um ciclo de investimentos com duração entre 24 e 36 meses. Isso quer dizer que os efeitos sucedidos na macroeconomia serão sentidos com um certo atraso. “Foi assim com a crise financeira de 2009, que quando chegou ao Brasil, encontrou todos os contratos assinados e projetos de obras já em execução. Então as construtoras puderam continuar trabalhando e não repassaram o efeito da crise a outros setores”, afirma Zaidan.

O diretor de economia diz: “Vale lembrar que o crescimento sustentável de um país deve estar baseado em investimentos, infraestrutura, máquinas e equipamentos para que as indústrias, quaisquer que forem elas, inclusive a da construção civil, possa continuar crescendo e gerando empregos”.

“Os desafios são enormes. Há muitas dificuldades em se tratando de economia brasileira. As variáveis fundamentais da economia são um terror. A inflação é ainda muito alta. A taxa de câmbio para a indústria realmente assusta. E temos uma taxa de juros real, que é escandalosa. Isso afeta as finanças públicas, os investimentos e também a poupança das famílias”, destaca Eduardo Zaidan.

Déficit habitacional

O déficit habitacional brasileiro (clique e saiba mais no link: http://www.cimentoitambe.com.br/massa-cinzenta/deficit-habitacional-uma-oportunidade-para-a-construcao-civil-do-pais/) é algo em torno de cinco ou seis milhões de residências, pois o país acumulou um atraso de 20 anos sem planos de habitação. Os resultados são grandes centros urbanos lotados, de terrenos e moradias inadequadas e a favelização urbana.  Para Zaidan: “Uma das iniciativas que corroboram para solucionar esse atraso em relação das moradias é o Programa Minha Casa, Minha Vida (PMCMV), do governo federal (clique e confira mais informações na matéria: http://www.cimentoitambe.com.br/massa-cinzenta/financiamento-habitacional-garante-a-expansao-da-economia/). Com ele houve uma transferência de crédito da população com possibilidade de consumo para as construtoras. Estas repassaram o crédito a todos os fornecedores do mercado da construção. E o retorno à população foi em forma de novas habitações de qualidade”.

Segundo dados do Construbusiness, em torno de 16% do PIB brasileiro passa pela indústria da construção. “Isso também representa um investimento na formação de capital fixo do país. Nós levaríamos pelo menos cinco anos, no mesmo ritmo, para resolver o problema da habitação no país. Pois, a sociedade brasileira demanda por novas e boas habitações”, conclui Eduardo Zaidan.

Entrevistado
Eduardo Zaidan
Currículo
- Formado em engenharia civil pela Fundação Armando Álvares Penteado.
- Pós-graduado em administração de Empresas pela EASP FGV-SP.
- MBA Executivo Construção Civil pela Escola de Economia da FGV-SP.
- Possui mais de 30 anos de experiência no mercado imobiliário e da construção.
- Diretor executivo da RFM Construtora Ltda.
- Diretor de Economia e presidente do Conselho Consultivo do Sinduscon-SP.

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NBR 15575/2008 - Norma de Desempenho prorrogada

Norma de Desempenho foi prorrogada e a ABNT agora chama para a consulta pública

Por: Michel Mello

A Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT concordou em reativar a Comissão de Estudo que elaborou a norma de desempenho, NBR 15575/2008 para estabelecer um novo prazo de vigência. As seis partes que compõem a norma receberam emendas, e por isso estão de volta ao processo de Consulta Nacional.

A NBR 15575/2008, norma de desempenho térmico e acústico para edificações de até cinco pavimentos, foi instituída pela ABNT e criada com o objetivo de melhorar o desempenho e o acabamento de materiais na construção civil. A razão para esta nova consulta são as muitas dúvidas geradas nas construtoras e os possíveis reflexos causados na cadeia produtiva da construção. Por isso a norma precisa de mais tempo para entrar em vigor, um período maior de análise e adequação das construtoras.

Chamada Pública

A norma de desempenho refere-se a conforto térmico, luminosidade, ventilação, acústica, reaproveitamento de água em edificações de até cinco pavimentos. A ABNT, de comum acordo com entidades representativas do setor, resolveu prorrogar o prazo para poder esclarecer dúvidas e elaborar um plano de ação que mobilize os setores da indústria da construção civil para as adaptações às exigências da norma.

Para viabilizar a Norma, a ABNT realiza chamadas de consultas públicas em que pretende reunir os diferentes segmentos da sociedade em torno das demandas de adequação às normas. Vale lembrar que essa normatização é um marco que irá alterar o modo de construir no país.

Paulo Safady Simão

Sobre a Norma de Desempenho entrevistamos o presidente da Câmara Brasileira das Indústrias da Construção – CBIC, o engenheiro civil Paulo Safady Simão, confira abaixo a entrevista:

1) Em termos de avanço da NBR 15575/2008 para as construções?
R: A Norma de Desempenho NBR 15575/2008 traz importantes avanços para o setor da construção, como: abordagem em desempenho no lugar do caráter prescritivo; foco no conforto e segurança do morador; incentivo à inovação e sustentabilidade; qualidade como valor agregado; co-responsabilidade dos projetistas, construtores, fabricantes e usuários pelo desempenho da habitação e definição de ensaios para perícia.

2) O setor da construção civil está preparado para atender as normas?
R: É consenso entre as organizações representativas do segmento que o mercado não está preparado para atender imediatamente vários parâmetros exigidos na Norma. Não existem fornecedores com produção em escala suficiente para atender a demanda do mercado dentro dos novos parâmetros. Por isso, ficou entendido que deve existir um prazo maior para a adaptação.

3) E como acontecerá o processo de adequação às normas?
R: A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) abriu uma consulta pública de seis emendas. Todas as emendas tratam exclusivamente da extensão do prazo de exigibilidade das Normas para março de 2012, conforme aprovado na reunião do Comitê Brasileiro da Construção Civil (CB-02) do último dia 20 de setembro. Uma vez aprovada a emenda, a norma deverá ser novamente publicada no dia 11 de novembro de 2010. A vigência do novo texto terá início 30 dias após a sua publicação, o que corresponderá a uma nova data de entrada em vigor: 11 de dezembro de 2010. Quinze meses após essa provável nova data de entrada em vigor, corresponde ao mês de março de 2012”.
Para quem quiser mais informações siga os seguintes passos:
- consulte o site da ABNT www.abnt.org.br;
- clique em Consulta Nacional;
- clique em ABNT/CB-02 e acesse os projetos de emenda.
Será preciso fazer um cadastro e gravar uma senha, que será válida para outras oportunidades em que você precisar conhecer projetos em votação.
 
Entrevistado
Paulo Safady Simão
-Presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção - CBIC Gestão 2008/2011.
-Engenheiro Civil formado na Escola de Engenharia da Universidade Federal de Minas Gerais.
-Especialista em Administração de Empresas na Fundação João Pinheiro, em conjunto com a Graduate School of Business da Columbia University de New York.
-Membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) da Presidência da República desde 2003.
-Vice-presidente da Federação Interamericana da Indústria da Construção (FIIC), gestão 2003/2011;
-Vice-presidente da Confederação das Associações Internacionais de Empreiteiras de Construção (CICA), gestão 2010/2012.
-Diretor presidente da Wady Simão-Construções e Incorporações LTDA.

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Prêmio Soluções para Cidades é de alunos da Universidade Feevale

Projeto foi escolhido pela originalidade e criatividade

Por: Lilian Júlio
Os alunos vencedores mostram seu projeto e o prêmio de primeiro lugar

Promovido pela Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) e pelo Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), o Prêmio Soluções para Cidades incentiva alunos de arquitetura e urbanismo a desenvolverem um mobiliário urbano que pudesse ser aplicado em diversas funções. O projeto vencedor foi o dos alunos da Universidade Feevale (RS), Karen Kussler e Guilherme Osterkamp.

A premiação ocorreu no dia 27 de agosto, durante a Concrete Show, em São Paulo (SP). A cerimônia foi conduzida pelo presidente da ABCP, Renato Giusti, e por Rafael Schimidt, conselheiro da diretoria do IAB. O segundo colocado foi o projeto dos alunos Hudson Gonçalves Martins e Juan Carlos Câmara, do Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora, e o terceiro coube a Ana Maria Freire, André Figueiredo, Bruno Firmino e Maria Cavalcanti, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Além dos três primeiros colocados, que receberam prêmios em dinheiro, outros projetos receberam menções honrosas e destaques na cerimônia.

Projeto original

O projeto desenvolvido pelos alunos da Feevale se destacou pela multiplicidade de aplicações

O trabalho de Karen e Guilherme consistia em uma peça de concreto pré-moldado, chamada de Drop. Com esta peça é possível compor bancos, lixeiras, bicicletários, postes de iluminação e brinquedos infantis. “A proposta do prêmio era a criação de um mobiliário urbano para uma praça, mas que pudesse ser aplicado em vários espaços da cidade e em diversas funções”, explica Karen, uma das vencedoras.

“O projeto vencedor chamou a atenção pela originalidade, flexibilidade de utilização e possibilidade de produção em escala industrial”, conta Hugo Rodrigues, gerente de comunicação da ABCP. Para ele, a proposta de Karen e Guilherme já havia se destacado nas primeiras reuniões de avaliação. “O impacto visual da proposta e a possibilidade de diversos usos são critérios fundamentais na hora do julgamento. E foi aí que o projeto dos alunos da Feevale se destacou”.

Hugo Rodrigues

A oportunidade, agora, é transformar o projeto em produto. “A comissão julgadora sugeriu aos vencedores que busquem a patente das peças propostas, assim como o desenvolvimento do projeto e a produção do mobiliário em escala industrial”, comenta Rodrigues. “Estamos estudando as propostas e vamos desenvolver um protótipo do Drop para tirar o projeto do papel e pensar numa produção”, revela a aluna Karen.

Prêmios como incentivo acadêmico

De acordo com Hugo Rodrigues, da ABCP, concursos como o Prêmio Soluções para Cidades auxiliam a fortalecer o ensino de arquitetura e a cultura do emprego dos sistemas construtivos à base de cimento no Brasil. “Apesar do nosso país ser tradicionalmente construído em concreto a gente não pode deixar de incentivar, cada vez mais, os nossos futuros profissionais a aprofundarem seus conhecimentos nestes sistemas”, explica. “Sempre que puder a associação vai incentivar esse tipo de atividade no meio acadêmico, pois cabe a nós, profissionais, fomentar a formação dos futuros arquitetos e urbanistas”.

Além do fortalecimento do ensino, Rodrigues vê os prêmios voltados a estudantes de forma muito positiva. “Eles fomentam uma maior integração entre professor e alunos, já que todo projeto precisa de um orientador; gera interesse no estudante para se aprofundar em determinados temas – ele precisa conhecer detalhes do que irá propor; incentiva a participação em concursos desde os bancos universitários; e leva o aluno a ter contato com a realidade da profissão”, afirma. Segundo Rodrigues, esses aspectos são fundamentais para o desenvolvimento profissional do setor.

Já para os alunos que desenvolvem os projetos, fica o desejo de continuar o trabalho. “O reconhecimento que temos após a premiação é incrível! Participar do prêmio é muito gratificante e agora queremos desenvolver nosso projeto ainda mais”, finaliza Karen.

Entrevistado
Hugo Rodrigues
Engenheiro civil com MBA em Comunicação e Marketing. Gerencia a área de Comunicação da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP).

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CRA-SC e IAB-SC lançam as bases para a construção sustentável

A adoção de práticas sustentáveis diminui os custos em projeto e construção das edificações

Por: Michel Mello

Preocupado em estabelecer critérios sustentáveis nas construções o Instituto de Arquitetos do Brasil – Depto Santa Catarina – IAB-SC promoveu o Concurso Nacional de Arquitetura para escolha do anteprojeto de arquitetura utilizado na construção do edifício sede do Conselho Regional de Administração – CRA-SC. O custo para o empreendimento está estimado em R$ 1.000,00 por metro quadrado, sendo que o valor total não poderá ultrapassar R$ 6.500.000,00. Nesta estimativa estão inclusos todos os equipamentos e tratamentos fixos ligados à edificação.

O primeiro colocado no concurso, além da premiação em dinheiro no valor de R$ 30.000,00, contratará junto ao Conselho Regional de Administração, o desenvolvimento do projeto executivo de arquitetura, memorial descritivo, coordenação e elaboração dos projetos complementares, dentro das normas técnicas brasileiras e das legislações vigentes. Estão previstas também premiações para os segundo e terceiro lugares onde, respectivamente, eles receberão o prêmio de R$ 15.000,00 e o de R$ 5.000,00.

O concurso recebeu inscrições até o último dia 08 de outubro, com data limite para a entrega dos projetos em 06 de novembro. Ao total foram inscritos 75 projetos de equipes ou pessoas físicas. Para ingressar no concurso era necessário que os participantes tivessem atribuição em projeto de arquitetura, além das habilitações exigidas para o desenvolvimento dos projetos executivos dispostos na minuta do contrato. O resultado será divulgado em 03 de dezembro de 2010.

Projeto sustentável

João Carlos Domingues Carneiro

O presidente do CRA/SC, João Carlos Domingues Carneiro, diz que: “decidimos pelo lançamento do concurso por acreditarmos que, dessa forma, conseguiremos selecionar um projeto arquitetônico que atenderá integralmente às necessidades da entidade”.

Sobre a escolha de um projeto sustentável, o presidente do CRA/SC informou que: “ao mesmo tempo, não podemos ignorar o fato de que representamos uma categoria muito importante, que precisa estar na vanguarda das tendências da gestão. E hoje é inimaginável termos uma instituição que pense o futuro sem se preocupar com as questões ambientais. Daí o motivo da nossa opção por um prédio "verde". Isso sem falar que a adoção de práticas sustentáveis comprovadamente diminui os custos futuros com o uso da edificação”.

Sergio Oliva

O arquiteto Sérgio Oliva, que é coordenador de concursos do IAB/SC e responsável pelo concurso do prédio sustentável do CRA/SC, respondeu ao Massa Cinzenta sobre a ideia que baliza o projeto do concurso e do prédio sustentável. Leia a entrevista abaixo:

Como surgiu o convite para realizar o concurso da nova sede do CRA-SC?
Sérgio Oliva: O IAB e o IAB/SC vêm buscando difundir a prática de concursos entre poder público e a iniciativa privada, como a melhor forma de contratação de projetos de arquitetura. O convite surgiu diretamente do Conselho Regional de Administração de Santa Catarina que tomou conhecimento dessa temática e buscou a parceria com o IAB/SC para realização dessa empreitada.

Como o IAB pensou essa proposta até chegar à idéia ou consenso desse concurso?
Sérgio Oliva: Ocorreram diversas discussões entre a equipe organizadora do concurso e a diretoria do CRA-SC, onde a organização detalhou diversos pontos importantes que poderiam nortear a proposta, como os critérios de sustentabilidade, por exemplo, que foram avaliados, inclusive no quesito custo, pelo CRA-SC, até se chegar no desenho final, que foi lançado.

O que seria, na opinião dos idealizadores, um prédio sustentável, que valores ele deve agregar?
Sérgio Oliva: Um prédio sustentável agrega valores relativos a diversas áreas, não só a ambiental, como é convencionado falar. A sustentabilidade passa por práticas de projeto, desde o lançamento da ideia, até o detalhamento e especificação dos materiais e técnicas construtivas a serem utilizados, incluindo:
- a flexibilização dos ambientes e reutilização de materiais;
- avaliações de resultados de consumo energético na edificação;
- iluminação, climatização, utilização da água;
- avaliações sociais, como a comunicabilidade com o entorno, stress causado aos usuários, impactos urbanos e paisagísticos (incluindo estacionamentos, impacto viário, de transporte público.
- aproveitamento das condições climáticas do local;
- diminuição do custo de operação do edifício;
- priorização da utilização de mão de obra e produtos locais ou regionais; e
- reciclagem da própria edificação ao término da sua vida útil.

O consumo consciente está subentendido na economia de materiais quando é definido um valor máximo a ser gasto por m². Pode falar mais sobre essa prática, o que o IABSC pretende?
Sérgio Oliva: O valor máximo a ser gasto passa, antes de tudo, pelo equilíbrio contábil do contratante do Concurso. É praxe nos concursos organizados pelo IAB/SC a utilização de um valor máximo da obra, especialmente pelo respeito que a entidade tem ao contratante e ao participante do concurso. Pois, entendemos que deixando o valor máximo livre, é possível que o projeto vencedor não possa ser executado pelo promotor. Isto causa um mal estar entre todos, e, principalmente, deixa a modalidade concursos desacreditada. Nós confiamos que os profissionais e empresas que se inscrevem para participar querem fazer e ver construído, e, para isto, utilizarão de seus conhecimentos e criatividade para se adequarem da melhor forma possível ao custo total da obra.

Podemos alcançar “sustentabilidade” na gestão e na execução de obras?
Sérgio Oliva:
Com certeza, inclusive existem várias certificações que se baseiam mais nos procedimentos de obra do que no projeto em si. Esta prática deveria sempre estar presente nos editais para contratação de obras, independente de certificações serem levadas a cabo.

Esse é o primeiro prédio sustentável de Santa Catarina? Existem iniciativas como essa no Brasil?
Sérgio Oliva: Em Santa Catarina já existem outras edificações com selos de sustentabilidade, porém, é o primeiro concurso que traz esta prerrogativa como diretriz principal no Estado. Em nível de Brasil, recentemente, foi realizado o concurso para a sede do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura/PR que também priorizou a sustentabilidade.
Para mais informações consulte o link: http://iab-sc.org.br

Entrevistados:
João Carlos Domingues Carneiro
- Possui graduação em Administração pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSCar).
- Mestre em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina (UfSCar).
- Professor titular do Curso de Administração da Universidade do Vale do Itajaí (Univale).
- Membro de comissão avaliadora do Conselho Estadual de Educação (CEE/SC).
- Membro da Associação dos Administradores da Grande Florianópolis.
- Conselheiro e Presidente do Conselho Regional de Administração de Santa Catarina - CRA/SC.
Contato: carneiro@crasc.org.br

Sergio Oliva
- Formado em Arquitetura e Urbanismo pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR).
- Pós-graduado em Gerenciamento de Obras pelo Centro Federal de Educação Tecnológica (CEFET-PR)
- Coordenador Estadual de Concurso do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB/SC).
Contato: sergio@medeirosoliva.arq.br

Jornalista responsável: Silvia Elmor – MTB 4417/18/57 – Vogg Branded Content