Morar Mais por Menos 2010 Curitiba
Ambientes planejados trazem soluções sustentáveis e acessíveis
Por: Michel Mello
A Mostra Morar Mais por Menos que tem por título desse ano: “O Chique que Cabe no Bolso” vem se consolidando como conceito em arquitetura e urbanismo que oferece ambientes acessíveis com sofisticação. O desafio principal dos arquitetos que fazem parte da mostra é apresentar soluções econômicas, sustentáveis e que possam inspirar os visitantes a fazerem boas escolhas, aliando estilo e custo-benefício.
O evento acontece em Curitiba (PR), entre os dias 27 de outubro até 28 de novembro, e apresenta uma preocupação sustentável com o meio ambiente e um estímulo às inovações tecnológicas e construtivas em design de interiores.
Conceito
A ideia dos arquitetos Francisca Cury e Léo Pletz, este ano, é mostrar mais possibilidades de ambientes reais que possam ser totalmente aplicáveis em residência, e antenados com as demandas e as inovações do mercado.
São 54 espaços montados nas áreas internas e externas, que foram criados por mais de 70 profissionais da região. Na mostra, os visitantes podem conhecer ambientes residenciais, espaços corporativos e galerias de arte. Entre os destaques está um apartamento dentro dos padrões do programa do governo federal Minha Casa, Minha Vida (PMCMV).
Diferencial
Como aconteceu nas edições anteriores – e é um dos diferenciais desse evento – o que torna a Morar Mais por Menos sucesso de público é a contínua defesa da transparência e do respeito aos consumidores. Assim, em todos os ambientes da mostra existe um quadro descrevendo detalhadamente os itens utilizados na decoração, com os respectivos fornecedores e preços.
Sobre a mostra
O evento nasceu na cidade do Rio de Janeiro e hoje está presente em Curitiba, Salvador (BA), Recife (PE), Brasília (DF), Goiânia (GO), Natal (RN), Belo Horizonte (MG) e Vitória (ES). O conceito inovador atrai um número cada vez maior de visitantes. A mostra cativa pelas suas soluções que trazem o design de interiores acessível e criativo. Seguindo uma linha genuinamente brasileira, os ambientes são batizados com nomes em português.
Inovação
Uma das inovações que tem feito bastante sucesso junto ao público é o ambiente criado pelo arquiteto Vinicius Trevisan: a sala de estar com lareira. Esse ambiente foi escolha do arquiteto e aplica conceitos de sustentabilidade e praticidade em ambientes residenciais. Isso, sem perder a sofisticação e o bom gosto.
“Escolhemos um ambiente em que a sustentabilidade se destacasse com um ponto fundamental. Foi feito utilizando um material que estava disponível, fácil de trabalhar e que permitisse criar uma peça moldável com peças geométricas – o bloco de concreto”, afirma o arquiteto.
Sustentabilidade
“Criamos peças, vasos para plantas com blocos de concreto revestidos que foram forrados com coadores de café e envernizados com esmalte incolor. Esses blocos eram rejeitos de outras obras. O concreto continua presente e se apresenta como um bom material”, ressalta o arquiteto.
Vinicius ainda destaca: “Esse painel de blocos de concreto surpreendeu, pois já foram encomendados por 12 pessoas e os desenhos são exclusivos. Veja: são materiais que iam pra caçamba e nós conseguimos reutilizá-los e torná-los ainda bastante atraentes”.
“Vale destacar que as prateleiras da sala de estar também são reutilizadas. A madeira empregada nas prateleiras é feita com restos de caixas de cimento de obras”, conclui o arquiteto.
Serviço
Mostra Morar Mais por Menos “O Chique que Cabe no Bolso”
De 27 de outubro a 28 de novembro
Rua Pedro Foltran, 100 – final da Rua Euclides da Cunha – Curitiba (PR)
(41) 3019.6894
Terça-feira a Sexta-feira, das 15h às 21h
Sábado, das 14h às 21h
Domingo e feriados, das 14h às 20h
Valor do Ingresso: R$ 20,00 – Meia-entrada: maiores de 60 anos e estudantes R$ 10,00
Entrevistado
Vinicius Trevisan
Currículo
- Arquitetura e urbanismo pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR).
- Parcheggio e Comércio – Universitá dell’Architettura – Ferrara Itália.
- Especialista em Paisagismo e Meio Ambiente, pela PUCPR.
- Especialista em Desenvolvimento Regional e Urbano, pela Universidade Federal do Paraná (UFPR).
Contato: arquiteto@viniciustrevisan.com.br
Jornalista responsável: Silvia Elmor – MTB 4417/18/57 – Vogg Branded Content
Racionalização construtiva
Método prevê a racionalização dos processos que envolvem toda a cadeia produtiva da construção
Por: Michel Mello
A racionalização construtiva é um método de gestão que envolve mais do que técnicas e sistemas construtivos. Esse processo diz respeito, principalmente, aos aspectos de organização da cadeia da produção e que vai desde a concepção do projeto, execução até os sistemas de qualidade e gestão da obra.

O engenheiro civil, Luiz Sérgio Franco, professor titular da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Epusp) que desenvolve essa técnica dentro e fora de sala de aula e também é um dos sócios diretores da Arco Assessoria em Racionalização Construtiva, aconselha: “para um gestor de obras obter sucesso em termos de custos e execução, precisa ter um planejamento claro e definido já na fase de projeto, ou seja, nas primeiras decisões acerca daquilo que se pretende como resultado. E pensar nas tarefas que virão pela frente”.
Procedimentos
“A partir de um estudo preliminar é possível organizar toda a cadeia produtiva e dessa maneira conseguir informações e bons resultados com decisões mais acertadas desde o anteprojeto, estrutura, subsistema e instalações até o desenvolvimento arquitetônico da obra. Com o uso das ferramentas de gestão da tecnologia e da gestão da informação os projetos arquitetônicos têm melhores resultados”, afirma o engenheiro.
Para Franco, muitos problemas relativos a sistemas construtivos no país não são falhas dos sistemas, mas sim da forma como as empresas do setor da construção, construtoras, incorporadoras e fornecedores de material encaram a administração de recursos e de pessoal.
O professor Luiz Sérgio afirma que “quando falamos em processos de organização, logo pensamos também em processos de industrialização e isso representa uma ruptura na forma de produzir. Muitas empresas ainda estão presas a modelos ineficientes e desorganizados e isso precisa mudar, até mesmo para trazer mais lucro e resultados para essas empresas”.
Vantagens
A cultura da racionalização construtiva pode ser incorporada em qualquer momento dentro de uma empresa. E trata-se de uma visão estratégica de longo prazo que pode ser aplicada a diversos setores.
PMCMV
“Especialmente em se tratando das obras do Programa Minha Casa, Minha Vida (PMCMV) e as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC I e PAC II), do governo federal, em que as margens de lucro são bastante pequenas principalmente aqueles empreendimentos de zero a três salários mínimos, se as construtoras não fizerem uma gestão precisa e eficiente e empregarem os fundamentos da racionalização construtiva, o volume grande de erro pode representar um alto custo”, ressalta Luiz Sérgio.
Dicas
• Observar os processos e identificar as falhas que são sistêmicas;
• Procurar as causas das falhas que estejam associadas a modelos de gestão;
• Combater a desorganização em projetos e canteiros de obras; e
• Introduzir processos tecnológicos em métodos de execução mais eficientes.
Entrevistado
Luiz Sérgio Franco
Currículo
- Engenheiro civil pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (PoliUSP).
- Mestre em engenheiro civil pela PoliUSP.
- Doutor em engenharia civil pela PoliUSP.
- Professor e pesquisador da PoliUSP, atuando na área de Tecnologia da Construção de Edifícios, Racionalização e Alvenaria Estrutural e de Vedação.
- Sócio diretor da Arco Assessoria em Racionalização Construtiva, especializada em projetos de vedação vertical, alvenaria estrutural e revestimentos.
Contato: contato@arco.eng.br
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Concurso habitação para todos
A iniciativa do IAB-SP e CDHU pretende fomentar projetos de habitação de interesse social sustentáveis no país
Por: Michel Mello
Desenvolver a qualidade estética e promover novos projetos sustentáveis para as Habitações de Interesse Social (HIS), esse foi o mote do concurso “Habitação para todos - Concurso Nacional de Projeto de Arquitetura de Novas Tipologias para Habitação de Interesse Social Sustentáveis”. A promoção é fruto de uma parceria entre o Instituto de Arquitetos do Brasil - Departamento São Paulo (IAB-SP) e a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU).
Os trabalhos vencedores serão prontamente contratados pela CDHU para a construção de conjuntos habitacionais nas cidades de São Paulo, Botucatu, Piracaia, Laranjal Paulista e dois empreendimentos em Itapecerica da Serra.
A avaliação dos trabalhos foi realizada por um júri formado por profissionais do IAB e da CDHU, onde foi observada a viabilidade econômica, a sustentabilidade, a urbanidade e as soluções de acessibilidade. O primeiro lugar em cada uma das categorias recebeu um prêmio de R$ 50 mil e o segundo lugar R$ 25 mil.
Categorias
Os projetos foram avaliados em seis categorias diferentes:
1) casas térreas;
2) casas escalonadas;
3) sobrados;
4) edifícios de três pavimentos;
5) edifícios de quatro e cinco pavimentos; e
6) edifícios de seis e sete pavimentos.
Instituto dos Arquitetos do Brasil – Departamento São Paulo
Para a presidente do IAB-SP, Rosana Ferrari, “o instituto foi procurado pela CDHU por ter credibilidade e condições de realizar esse concurso”. A partir da assinatura de um Protocolo de Intenções entre CDHU e IAB-SP, foi elaborado um contrato de parceria com base na Lei de Licitação. “Pois, esse concurso é uma modalidade de licitação e o IAB-SP recomenda que se realizem concursos ao invés de contratação”, afirma a presidente.
“O Termo de Referência definiu as bases das seis tipologias integrantes do concurso. No total foram 18 prêmios: seis prêmios de 1º lugar; seis prêmios de 2º lugar e seis menções honrosas. Foram 111 projetos inscritos. Desses, 61 projetos realmente concorreram à premiação”, destaca Rosana.
CDHU
Para o engenheiro e diretor técnico da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), João Abukater Neto o “principal mérito deste concurso foi a participação de 61 escritórios de arquitetura, que envolveram inúmeros profissionais na concepção dos projetos. Agora, esperamos que este resultado seja compartilhado com estudantes, arquitetos e todos os interessados no desenvolvimento de alternativas para a construção de habitações de interesse social sustentável. A próxima etapa será colocar em prática os seis projetos vencedores e esperamos fazer isso o mais rápido possível".
Critérios
Os critérios para a escolha dos projetos vencedores foram: projeto, planilha de custos e a conformidade com o edital definido pelo Termo de Referência. Além de especificações técnicas, estéticas e de sustentabilidade.
NBR 15.575
Antecipando a entrada em vigor da ABNT NBR 15.575, que trata do desempenho térmico e acústico das edificações de até cinco pavimentos, uma das preocupações deste concurso foi a de premiar iniciativas que trouxessem maior qualidade e desempenho na execução e nos materiais utilizados atendendo à Norma para as construções das Habitações de Interesse Social (HIS) na busca por melhores condições de moradia.
Índia
Outros países já buscam essas tecnologias desenvolvidas no concurso. A presidente do IAB-SP afirma que “arquitetos indianos têm procurado conhecer as iniciativas premiadas e as soluções arquitetônicas desenvolvidas no Brasil para a utilização nestes países”.
Coletânea de projetos
Todos os 61 projetos que concorreram no concurso serão publicados em uma coletânea, um livro sobre esses projetos a ser lançado em dezembro de 2010 pelo IAB-SP e CDHU. “Essa é uma iniciativa inédita no país e temos que divulgar esses projetos”, destaca Rosana.
Interessa? Saiba mais sobre cada um dos projetos nas próximas edições do Massa.
Resultados
GRUPO 1 – CASAS TÉRREAS
1º Lugar – Projeto 3
Autores: Gustavo dos Santos Corrêa Tenca, Giuliano Augusto Pelaio, Inácio Cardona e Érica Cristina Rodrigues Souza.
2º Lugar – Projeto 1
Autor: Adriana Blay Levisky
2º Lugar – Projeto 3
Autores: Maria Stella Boechat Cordeiro, Peter Malaga e Martin Lukac.
GRUPO 2 – CASAS ESCALONADAS
1º Lugar – Projeto 1
Autores: Augusto Aneas, Fernão Morato e Guilherme Gambier Ortenblad.
GRUPO 3 – SOBRADOS
1º Lugar – Projeto 11
Autor: Carlos Cesar Arcos Ettin
2º Lugar – Projeto 1
Autores: Carolina Neuding Afif Domingos, Kelly Lorenzetti Tiroli, Leonardo Nakaoka
GRUPO 4 – EDIFÍCIOS DE 3 PAVIMENTOS
1º Lugar – Projeto 2
Autores: Monica Drucker e Ruben Otero
2º Lugar – Projeto 1
Autores: Pascoal Mario Costa Guglielmi, Pedro Ribeiro Guglielmi e Eugenio Amodio Conte.
GRUPO 5 – EDIFÍCIOS DE 4 PAVIMENTOS
1º Lugar – Projeto 11
Autores: Gregory Bousquet, Carolina Bueno, Olivier Raffaëlli e Guillaume Sibaud.
2º Lugar – Projeto 12
Autora: Letícia Pezzin Fiebig
GRUPO 6 – EDIFÍCIOS DE 6 E 7 PAVIMENTOS
1º Lugar – Projeto 3
Autores: Lucas Fehr, Mario Figueroa e Daniel Bonilha.
2º Lugar – Projeto 7
Autor: Alter Smith, Sylvain Gasté, Romain Rousseau e Franck Biron
Entrevistados:
Rosana Ferrari
Currículo
- Arquiteta pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas).
- Especialista em Urbanismo Moderno e Contemporâneo pela pós-graduação da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da PUC-Campinas.
- Presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil – IAB, Departamento São Paulo.
Contato: presidente@iabsp.org.br, arquiteta.jundiai@rosanaferrari.com.br
João Abukater Neto
Currículo
- Formado em Engenharia civil pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (PoliUSP).
-Diretor técnico da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano de São Paulo (CDHU).
Contato: imprensa@cdhu.sp.gov.br
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Complexo Viário Padre Adelino
Viaduto em arco estaiado com selas será o novo símbolo arquitetônico da cidade de São Paulo
Por: Michel Mello

A estrutura do viaduto estaiado Padre Adelino que está sendo erguida na av. Salim Farah Maluf pretende ser o novo símbolo da arquitetura da capital paulista. A obra é executada pela Construbase, através da coordenação da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras (Siurb). O viaduto fará a ligação dos bairros Tatuapé e Anália Franco com Belém e Mooca, o que deve melhorar o fluxo viário da Radial Leste.
Esse viaduto faz parte do Complexo Viário Padre Adelino que envolve mais outras duas obras: o viaduto Catinguá/ Belém e a ampliação de duas faixas e a reforma do viaduto Pires do Rio, também na Radial Leste. Com a construção desse complexo viário, serão retirados os semáforos do trecho o que influenciará todo o trânsito da região, inclusive a Marginal do Tietê.
Custo da obra
O custo total da obra, que inclui todo o complexo viário, a construção do viaduto estaiado, a reforma e recuperação do viaduto Pires do Rio e a ampliação das faixas da Radial Leste, estão, até agora, estimados em R$ 114 milhões. A obra tem previsão de ser inaugurada no primeiro semestre de 2011 e gera 320 empregos diretos.
Sistema de selas

O sistema empregado no viaduto é conhecido como selas passíveis de manutenção de estaiamento. O método escolhido foi o balanço sucessivo construído a partir do vão central, isso em virtude da menor interferência no fluxo do tráfego da av. Salim Farah Maluf. A partir da construção de um pilar central foram executadas as lajes. São dois vãos com 61 m cada, o que totaliza o total de 122 m de comprimento.
O pilar central em forma de arco é maciço com selas que permitem a passagem dos estais de fixação. Esses estais são travados ao mastro com cabos por toda a lateral do viaduto. O sistema é utilizado em maior escala fora do país, porém, por aqui, já existem obras com o método de balanço sucessivo.
Todo o projeto, estrutura, bem como seu cálculo estrutural seguiram as recomendações do Post-tensioning Institute (Recommendations for stay cable design, testing and installation).
A escolha pelo sistema de selas ao invés de outros sistemas de estaiamento se deu em virtude da necessidade de construção de um pilar central de tamanho menor com 43 m de altura. Essa tecnologia é mais indicada para mastros maciços, mostrando a racionalidade construtiva que embasa toda a obra.
Esconsidade
As dificuldades da construção do viaduto foram, além do espaço limitado, a esconsidade do viaduto em relação ao pilar central. Esconsidade é um termo técnico que ocorre quando um eixo longitudinal do viaduto não forma ângulo reto com o eixo longitudinal do obstáculo a ser transposto. Os estais e também as lajes do viaduto Padre Adelino estão esconsos em média 10˚.
Protótipo
Antes de iniciar a construção a Construbase fez um protótipo do mastro central em escala. Esse processo permitiu que fossem testados todos os procedimentos para a execução das selas e corrigidos eventuais problemas e procedimentos antes da obra.
Fundação
Para a fundação foram construídos dois tubulões de 1,40 m de diâmetro em cada uma das extremidades do viaduto e oito tubulões de 1,60 m de diâmetro no vão central, no total foram 16 pilares. Esses tubulões são com ar comprimido em razão do nível da água estar próximo ao nível da av. Salim. A profundidade é de 20 m na fundação. E esse aspecto da construção fez com que fossem necessários a utilização de blocos protendidos.
Torre
Após a fundação estar pronta, foram construídos os pilares até a altura de 7 m de onde iniciam as lajes. Com o travamento da laje superior a 3 m de altura foi iniciada a construção da torre de 33 m de altura. O mastro foi realizado em 12 etapas, a cada 2,5 m de altura, foram colocadas formas trepantes inclinadas e concretadas que apoiavam o segmento anterior.
Selas
A instalação das selas foi por dentro do pilar, passando o estal por dentro de travas removíveis, chamadas de tubo guia ou camisa metálica, que são concretados no mastro. Esse procedimento garante a manutenção das selas, sua substituição ou remoção. Os cabos passam por dentro da peça de concreto em arco e são fixados em ambos os lados do viaduto.
Tabuleiro
Com o mastro pronto foram construídos os tabuleiros em balanço sucessivo a partir de duas longarinas de 1,50 m de largura e dois passeios com 2 m cada um. Duas muradas de 0,40 m para defesa e um leito carroçável de 12,50 m. Num total de 20,30 m de largura. O balanço sucessivo foi moldado in loco. A aduela de disparo foi construída com 14,4 m de comprimento, com 7,2 m para cada lado e dela foram concretadas 10 aduelas típicas de 5 m cada.
Arcos
Em cada lado do arco da ponte serão instalados 20 “estais”, cada um deles formado por 48 cordoalhas de cabos de aço. A durabilidade aproximada dos “estais” é de 100 anos. Em caso de acidentes, os estais poderão ser trocados, pois a estrutura do viaduto permite sua manutenção sem a necessidade de interdição da via para reparos.
Siurb
A Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras respondeu por meio de seus assessores técnicos à equipe do Massa Cinzenta.
>> Por que utilizar um protótipo do mastro central?
Siurb: Pela complexibilidade da estrutura do mastro central, houve recomendação da projetista de verificar na escala 1:1 a posição dos ângulos formados pela sela com relação à armação, forma e concreto com traço experimental para estudo das retrações.
>> Comente a escolha do uso do sistema de selas?
Siurb: A escolha de selas foi para permitir que os cabos passassem pelo mastro central, sem interrupção, indo de uma ponta a outra do viaduto.
>> Que características possuem o balanço sucessivo que justificaram essa escolha?
Siurb: Vencer grandes vãos sem interferência no transito da av. Salim Farah Maluf, pois havia pouco espaço no canteiro central da via.
>> Foi realmente construído à noite? Em caso afirmativo que tipo de mudanças em termos de gestão de obras tiveram de ser implementados no canteiro?
Siurb: Alguns serviços, como a concretagem, foram feitas no período noturno por exigência técnica da projetista para evitar efeitos indesejáveis de retração do concreto. Houve implementação da segurança da obra, bem como equipes noturnas de sinalização e iluminação.
Ficha Técnica
Construção: Construbase engenharia.
Projeto: Bit Engenharia.
Acompanhamento técnico: Enescil Engenharia.
Controle de qualidade: Studio De Miranda – Milão.
Volume de concreto: 4.500 m³
Aço e cordoalhas: 700 t
Extensão: 122 m
Altura do mastro: 43 m
Custo total: R$ 114, 7 milhões.
Entrevistado
Assessoria da Secretaria de Obras
Contato: lmaynard@prefeitura.sp.gov.br
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O crescimento do setor da construção sob a ótica da gestão de contratos
Mario Sérgio Pini responde as principais questões sobre contratos, licitações e obras públicas
Por: Michel Mello
O Brasil atravessa um momento virtuoso de desenvolvimento que envolve diversos setores econômicos. As obras do Programa de Aceleração do Crescimento, PAC I e PAC II, a Copa 2014 e Olimpíadas 2016 prometem uma revolução em obras, infraestrutura e a construção de estruturas e moradias inéditas no país.

O arquiteto Mário Sérgio Pini, especialista na gestão de custos, diretor técnico da PINI Serviços de Engenharia e também foi responsável por pareceres técnicos na área de Engenharia de Custos da Hidrelétrica de Itaipu/ITAIPU Binacional comenta sobre o elemento orçamentário destinado a cobrir as despesas em empreendimento, obra ou serviço, segundo critérios claramente definidos, o Benefício e Despesas Indiretas (BDI). O arquiteto comenta essas e outras questões acerca de gestão de custos e orçamentos.
Mário Sérgio Pini acredita que o “setor brasileiro da construção civil detém tecnologia empresarial, em termos de gestão, conhecimento e experiência técnica, capaz de enfrentar os desafios impostos por essas demandas”.
Confira a entrevista:
>> Como realizar o controle de custos das obras públicas, quais mecanismos podem ser utilizados e até que ponto isso influencia na execução das obras?
Mário Sérgio Pini: A execução de cada projeto deveria ser acompanhada e controlada por uma gerenciadora, que representaria o contratante, sendo responsável também por garantir que a obra custasse o que foi orçado e cumprisse o prazo que foi planejado.
>> Pode comentar sobre o BDI no processo da gestão de custos e orçamento da obra?
Pini: O gerenciamento seria realizado pelo contratante e a gestão de custos seria uma competência gerencial do construtor. Nessa atribuição está o esforço de quem constrói para alcançar os resultados desejados obra por obra. Definir corretamente o Benefício e Despesas Indiretas (BDI) passa a ser, portanto, uma ação estratégica. O BDI é a impressão digital de um determinado construtor, diante de um projeto, de condicionantes de execução e de um contrato. Estaremos certos se concluirmos que cada obra deveria ter um BDI diferente. O BDI tem conteúdos característicos, que representam a política fiscal do governo (impostos), tecnologia empresarial de gestão do construtor (administração central), como as despesas financeiras do contrato, o contratante (requisitos contratuais: seguros e certificações, por exemplo) e os resultados esperados pelos construtores.
>> Quais são as maiores dificuldades enfrentadas pelos contratantes de obras públicas?
Pini: São os prazos políticos, para a realização da pauta de obras, que impedem que elas sejam contratadas, a partir do projeto executivo. As imposições legais que determinam a utilização de referenciais de custos inadequados, para a contratação. Outro problema é a falta de capacitação e a permanente atualização das equipes técnicas, para que possam gerir com qualidade todos os processos que envolvem essas realizações. E existe a necessidade de revisão de um corpo de leis, que necessitaria ser mais representativo das dinâmicas da economia e da sociedade brasileira.
>> Que tipo de revisão ou otimização recomenda, com a sua experiência, que seja utilizada em tabelas de custos padrão?
Pini: A Engenharia de Custos define que as composições de custos são modelos quantitativos de serviços de obra, com origem num projeto. A partir dessa conceituação, as tabelas de custos padrão deveriam ter especificações suficientemente claras, para permitir a exata compreensão do objeto a que se referem. Também deveriam, inseparavelmente, ser acompanhadas de premissas técnicas para caracterizar com precisão os serviços de construção e o projeto que representam. E possibilitar, assim, que os ajustes servirão de espelho do mercado e da realidade das diversas obras.
>> Como a Lei de Licitações pode influenciar o desenvolvimento da construção e das obras no país?
Pini: Incorporando condições para que a engenharia e o conhecimento de engenharia possam ser aplicados por contratantes e instituições de fiscalização e auditoria, no âmbito dos custos e controle de custos, trazendo transparência e confiabilidade, para o núcleo das relações, entre os agentes interessados na realização de obras públicas.
>> Que modelo de gestão recomenda ou destaca como positivo e que poderia ser implantado no Brasil?
Pini: Em breve, certamente, teremos no Brasil o exercício de modelos de gestão pautados por conhecimento, transparência e confiabilidade, característicos de sociedades que querem e têm pressa em se desenvolver.
Entrevistado:
Mário Sérgio Pini
Currículo:
- Formado em Arquitetura e Urbanismo na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAUUSP).
- Curso de Especialização em Economia na Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (EAESP-FGV).
- Curso de Mestrado Planejamento e Administração em Economia na Escola de Administração de Empresas de São Paulo (EAESP-FGV).
- Curso de Gerenciamento de Empreendimentos (EAESP-FGV).
- Curso Avançado de Desenvolvimento Empresarial (FDTE/ Poli USP/ Instituto Roberto Simonsen).
- Curso de Mediação e Arbitragem/ Câmara de Mediação e Arbitragem/ Instituto de Engenharia de São Paulo (IESP).
- Diretor de Relações Institucionais da PINI.
- Diretor Técnico da PINI Serviços de Engenharia.
Contato: mariosergio@pini.com.br
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Saneamento básico
O que o Brasil precisa para universalizar o serviço de saneamento básico e água potável
Por: Michel Mello
O Decreto Presidencial 7.217 de 21 de junho de 2010 regula a prestação do serviço público de saneamento básico e vem complementar a Lei 11.445 de 05 de janeiro de 2007. A partir desse decreto está prevista a universalização, ou a ampliação progressiva, do acesso de todos os domicílios ao saneamento básico. O que em outras palavras significa que o governo federal criou um mecanismo que institui a coleta e o tratamento de esgoto, bem como a distribuição e o acesso à água potável a todos os cidadãos brasileiros como política social de desenvolvimento urbano.
O mesmo decreto prevê que os subsídios diretos para a realização dessas obras virão através de contratos celebrados entre todos os entes federados e isso inclui: Governo Federal, os estados e os municípios como contratantes das obras com linhas de crédito do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES). Também se espera a ampliação dessas políticas sociais de saneamento fomentadas através dos Programas de Aceleração do Crescimento (PAC I e PAC II), do Governo Federal.

Para o especialista em infraestrutura da Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental do Ministério das Cidades do Governo Federal (SNSA), Ernani Ciríaco de Miranda: “a implementação dessas ações em saneamento básico são de competência, também, da Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental”.
“Com dados do próprio Ministério das Cidades, de 2008, o número total de cobertura da rede coletora de esgoto e fossa séptica é de 73% das residências do país. Na área urbana esse mesmo número passa para 81,7% das moradias com esgoto e na área rural são 25,1% devidos as condições sociais apresentadas”, afirma o especialista. “Esses dados se apresentam distorcidos quando realizamos uma pesquisa qualitativa e com isso podemos concluir que houve erros nas respostas, respostas duvidosas ou mesmo desconhecimento do tipo de fossa que possui a residência”, complementa.
A Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental resolveu por isso adotar então a fossa séptica como solução ambiental para o tratamento do esgoto.
Obras do PAC
“Esses números podem não representar quanto realmente dos esgotos são tratados no país. Algo em torno de 35% dos esgotos não são tratados no Brasil”, afirma Miranda. Sobre os recursos do Governo Federal destinados às políticas sociais de saneamento básico, o especialista assegura que “para solucionar essa questão no país, que passou por vinte anos de estagnação, o que de fato gerou um déficit em saneamento, estão destinados recursos do Programa de Aceleração do Crescimento – PAC I da ordem dos R$ 40 bilhões. Desse total, R$ 35,9 bilhões já estão contratados por estados e municípios. E são empreendimentos considerados irrevogáveis, pois já se encontram em fase de execução das obras ou concluídas”.
Para Miranda, “o PAC II, que terá início no ano de 2011, traz R$ 46 bilhões em investimentos no setor. Estamos na fase de apresentação de projetos por estados e municípios. E isso representa mais de R$ 86 bilhões em obras de saneamento que estão sendo ou serão contratadas”.
Porém o especialista adverte que: “mesmo esses recursos não serão suficientes para que o Brasil possa universalizar o acesso à rede de água potável, coleta e tratamento de esgoto e manejo de resíduos sólidos. Mas é suficiente para darmos um grande salto qualitativo nos índices de saneamento básico”.
Plano Nacional de Saneamento Básico – Plansab
Estava marcada para a data de 31 de dezembro de 2010 a entrega dos Planos Municipais de Saneamento, pela Lei 11.445 os municípios somente receberiam o repasse de recursos do governo federal se entregassem seus planos prontos na data. O Decreto Presidencial 7.217 fixou novo prazo para dezembro de 2014.
O Ministério das Cidades está elaborando um Plano Nacional de Saneamento Básico que prevê a gestão participativa dos estados e municípios com audiências e consultas públicas e seminários para discussão do tema. “A expectativa do governo é termos um plano aprovado ainda no ano que vem”, esclarece Miranda.

Para a presidente nacional da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES), Cassilda Teixeira de Carvalho, “o crescimento médio da cobertura do saneamento é de 1,5% ao ano, muito aquém do necessário para universalizar os serviços no país em curto prazo. E não faltam recursos para esse tipo de investimento”.
A presidente Cacilda alerta: “O PAC I previu R$ 40 bilhões para saneamento básico, mas só 20% foram investidos até o momento. O resto ainda está no caminho por causa de burocracia em contratos e licitações. No atual ritmo, o Brasil ainda levará 65 anos para que todos tenham acesso ao saneamento básico”.
Cacilda também conclui que podemos resolver a questão do saneamento básico no país: “Com a gestão correta dos recursos, isso pode acontecer até 2020, com transparência. Transparência não quer dizer falta de agilidade".
Recursos Hídricos
O destaque vai para o parágrafo do decreto que prevê: “A prestação de serviços públicos de saneamento básico deverá ser realizada com base no uso sustentável dos recursos hídricos”. Muito mais que um parágrafo, o período denota uma mudança de paradigma na questão sobre o uso e o tratamento dado aos recursos hídricos como um bem renovável do país.
Miranda entende o uso sustentável através de metas graduais para a redução de perdas de água no sistema de abastecimento, que hoje gira em torno dos 40% a taxa de desperdício. Sugere o reuso de efluentes sanitários e da água de filtros e conclui: “A responsabilidade nessa questão do saneamento recai sobre todos e se faz necessário o comprometimento e a mobilização de toda a sociedade”.
Entrevistados:
Ernani Ciríaco de Miranda
Currículo:
- Especialista em Infraestrutura Sênior na área de Saneamento Básico da Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental do Ministério das Cidades.
- Engenheiro civil mestre em Tecnologia Ambiental e Recursos Hídricos pela Universidade de Brasília (UnB).
Contato: ascom@cidades.gov.br
Cassilda Teixeira de Carvalho
Currículo:
- Engenheira civil pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
- Mestre em Saneamento, Meio Ambiente e Recursos Hídricos pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
- Chefe da Assessoria Técnica da Presidência da COPASA em Março de 2003. Antes trabalhou nas áreas de projeto, obra, operação, saneamento rural, desenvolvimento institucional e desempenho empresarial da COPASA, empresa em que trabalha desde novembro de 1979.
- Desde 1995 ela preside o Comitê Nacional de Qualidade em Saneamento da ABES e é responsável pelo projeto Prêmio Nacional da Qualidade em Saneamento - PNQS - que busca melhoria e modernização de gestão das empresas brasileiras de água e esgotamento sanitário, estando atualmente no 14º ciclo anual.
Contato: velma.correa@abes-dn.org.br
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Campanha Mundial Colored Concrete Works
Pigmento Bayferrox e sistema construtivo REDMIX pretendem inovar obras de concreto
Por: Michel Mello
Com o objetivo de apresentar ao mercado brasileiro estudos de casos, tecnologias, conceitos técnicos de aplicações e as vantagens do sistema construtivo tipo REDMIX, concreto colorido arquitetônico, a Lanxess Energizing Chemistry do Brasil realizou no último mês de setembro o 1º Fórum Colored Concrete Works. O evento teve a participação de um seleto público-alvo composto por projetistas, engenheiros e arquitetos do Brasil e do exterior, reunidos com um único objetivo: aumentar o uso do concreto pigmentado nas obras do país.
O sistema foi desenvolvido pela matriz da Lanxess na Alemanha e procura estimular o uso do concreto pigmentado Bayferrox em obras. Uma das vantagens deste sistema é dispensar a pintura, pois incorpora o pigmento à massa, diminuindo a manutenção das fachadas integralmente.
O pigmento é encontrado em sacos de 20 e 25 kg e pode ser incorporado à massa de duas maneiras:
- a primeira, conforme recomenda o fabricante, é que seja adicionado à dosagem de 4 a 5 % sobre o peso do cimento na própria usina concreteira;
- o segundo modo seria fazer a mistura no local da obra, dentro do caminhão betoneira.
Concreto
Giselle Martins, coordenadora da Lanxess para a América Latina, ressalta que “é muito importante caminhar junto com os clientes nesse processo de construção, com as concreteiras e todo segmento envolvido, pois somente dessa maneira temos o retorno e a possibilidade de conhecer sobre as obras e suas necessidades”.
A coordenadora também destaca que a Lanxess tem entre suas motivações para investir no Brasil as obras da Copa 2014, das Olimpíadas 2016 e fomentar alternativas para projetos arquitetônicos de um modo geral.
“Trata-se não apenas de um sistema construtivo, mas sim de propor uma inovação nesse segmento e de fornecer respostas a projetos em termos de materiais, inovando em concreto colorido. Parafraseando o arquiteto Jesús Marino Pascual: ‘Trata-se de colocar cor, no design dos projetos e com isso modificar o papel e a posição das obras em um contexto arquitetônico e urbanístico’”, enfatiza Giselle Martins.
A coordenadora ainda destaca as obras realizadas em São Paulo, “onde o diferencial não é apenas conceitual, mas uma tendência que vai desde a concepção até a composição de todo o conjunto arquitetônico integrado, como as obras do Hotel Unique, assinado pelo arquiteto Ruy Otake, e o projeto da Praça das Artes, anexa ao Teatro Municipal de São Paulo”.
Lanxess Energizing Chemistry do Brasil
A Lanxess é parte do grupo Químico Bayer da Alemanha e nasceu há seis anos, a partir de um projeto chamado Inorganic Pigment Group. Essa proposta tem como finalidade desenvolver novos materiais de construção, sistemas construtivos como o REDMIX, tintas e plásticos pigmentados. No 1º Fórum, a Lanxess também mostrou cases mundiais de obras realizadas com o uso do concreto colorido. O destaque é para as obras:
- Hotel ESO, Cerro Pantanal, Chile

A fachada é toda feita em concreto tipo REDMIX e procura integrar o prédio do hotel como parte dos elementos da paisagem. Quem desenvolveu a obra foi o escritório da Auer+Weber+Architekten, de Munique, na Alemanha, e a gerência do projeto ficou a cargo dos arquitetos Philipp Auer e Dominik Schenkirz, em conjunto com a equipe Robert Giessl, Michael Krüger, Charles Martin.
Dados técnicos
Período de construção: 1998 – 2002
Espaço bruto: 12.000 m²
Volume bruto: 40.000 m³
Área interna líquida: 8.000 m²
Pigmento: BAYFERROX® 600 N 2,3%, calculado no cimento
Concreto: Classe de resistência à compressão C20/25 (B25) e C27/37 (B35)
- Bodega Antión, La Rioja, Espanha

A obra do arquiteto Jesús Marino Pascual transformou uma adega em um destacado centro de visitação. “A bodega não é apenas um lugar para fazer e armazenar o vinho, é também definido como um centro de visitação, onde os hóspedes podem aprender detalhes sobre vinho", disse Pascual.
Dados Técnicos
Período de Construção: 2004 – 2007
Equipe técnica: J.M.P. y Asociados S.L. – Arquitetura Miguel Blanco G.E. ingenieros
Empresa construtora: ACCIONA
Área: 14.166,70 m²
Pigmento: Amarelo formirapid®, Bayferrox® 920
Quantidade: 12.000 m³ de concreto
Entrevistada:
Giselle Martins
Currículo
- Engenheira Química pela Escola de Engenharia Mauá.
- Pós-graduada em Administração Industrial na Fundação Vanzolini da Universidade de São Paulo.
- Coordenadora de pesquisa e desenvolvimento de materiais de construção, em duas grandes cimenteiras do país.
- Em 2004, iniciou suas atividades na Lanxess, no departamento de Assistência Técnica da unidade de negócios Pigmentos Inorgânicos.
- Desde 2007, lidera o time de técnicos no Brasil, além de prestar suporte aos clientes B2B na América Latina, pertencentes aos segmentos de construção, tinta e plástico.
Contato: giselle.martins@lanxess.com
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Telhas de concreto
Novos modelos e cores invadem o mercado da construção
Por: Michel Mello
As telhas de concreto apresentam inúmeras vantagens em sua utilização. Entre elas está o fato de que o desenho arquitetônico da obra ganha um aspecto inteiramente diferente, onde o telhado ganha destaque e passa a compor e integrar a estrutura da obra. Apresentam-se em uma grande diversidade de cores e modelos, proporcionando mais opções em termos de design de projeto. Telhas claras são indicadas para regiões de clima quente e as escuras para as regiões mais frias. As telhas de concreto não quebram durante a instalação o que aumenta a vida útil do telhado.
Essas peças garantem maior resistência e proteção contra os elementos, como maresia e abrasividade do mar, características das regiões litorâneas do Brasil, eliminando as despesas com a manutenção. Sua utilização faz com que a estrutura do telhado não sofra sobrecarga de peso, normalmente causada pela chuva, pois não há absorção de água pelas telhas que pode ser arrastada pelo vento e penetrar no forro.
Linha de produção
As telhas de concreto são produzidas a partir da adição de pigmentos coloridos diretamente à mistura planetária com utilização de cimento Portland de alta resistência inicial, areias e agregados selecionados – finos, médios e grossos – com adição de água na quantidade suficiente para cada traço de mistura desejada. Assim, obtemos uma mistura homogênea e que esteja pronta para o processo de produção.
Depois disso, o material bruto é levado à estufa de vapor para secagem em formas plásticas ou de alumínio, com processo semiautomático. As telhas saem moldadas e precisam ser extraídas do cabeçote do molde, ou das gaiolas de secagem (rack).
Após esse processo, as telhas de concreto, coloridas ou convencionais, estão prontas para serem enviadas ao consumidor. Existe uma grande variedade de cores, modelos e formatos, pois o mercado está em um momento de forte demanda.
Tegolieiras

As telhas de concreto proporcionam garantia de robustez à construção, além de resistência mecânica e qualidade estética inalterável no tempo. O gerente comercial do Grupo Brasitalia, Dobleday Lima Balassa, afirma que “as telhas em concreto possuem garantia de 20 anos. Além disso, a manutenção é reduzida somente à estrutura de montagem”.
Dobleday também destaca que “entre o leque de cores disponíveis a mais difícil de obter é o ‘verde exército’. Por isso, apresenta custo mais elevado em relação às outras, pois usa um pigmento importado”.
O volume de vendas, segundo Dobleday, aumentou em 50% em relação ao ano passado. “A cor mais procurada é a cinza pérola. Por isso, mesmo o prazo de entrega está em torno de 30 dias. O preço médio é de R$ 1.400,00 o milheiro” destaca o gerente.
A Brasitália atende os estados do Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e São Paulo. E, de acordo com o gerente comercial, a maior demanda é para o mercado interno, ou seja, os paranaenses consomem boa parte da produção das telhas de concreto. Para Balassa, “essas vendas são em boa parte impulsionadas pelo bom momento que atravessa o setor da construção. Programas como o Minha Casa, Minha Vida, do governo federal, alavancaram as vendas”.
Cores da Brasitália
Linha Cinza
- cinza pérola (na cor do cimento);
- grafite; marrom;
Linha Colorida
- canela;
- vermelha;
- verde cana;
- amarelo colonial;
- imbuia (vinho);
Linha Branca
- branca;
- pêssego;
- marfim;
- verde exército;
- goiaba; e
- amarelo ouro.
Entrevistado
Dobleday Lima Balassa
Currículo
- Graduação em Contabilidade pela Universidade Estadual de Maringá (UEM).
- Graduação em pedagogia pela Universidade Estadual de Maringá (UEM).
- Pós-graduado em Gerenciamento de Micro e Pequenas Empresas na Universidade Federal de Lavras.
- Supervisor e Gerente da área Comercial da Unidade de Jussara do Grupo Brasitália.
Contato: ditaliajussara@grupobrasitalia.com.br
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Sistema Construtivo Concreto Leve Polimerizado
Incorporação de microbolhas de ar ao concreto garante isolamento térmico e maior volume
Por: Michel Mello

O Sistema Construtivo Concreto Leve Polimerizado (SCCLP) é indicado para a produção de habitações populares, pois concentra alto desempenho e custos bastante competitivos em um mesmo empreendimento. Além disso, sua utilização permite tempo recorde de construção visto que pode ser construída uma casa por dia através de um jogo de forma, tendo 80% da mão de obra não especializada. Para isso, é necessário, apenas, treinar uma equipe para montagem das formas. A fundação pode ser tipo “RADIER”, de sapata corrida ou outro tipo qualquer de fundação.
Esse sistema se caracteriza como uma linha de produção montada no canteiro de obras. Tem como princípio básico a utilização do concreto leve para moldagem in loco na construção de todas as paredes de uma só vez, utilizando uma forma modular. Podem ser inseridas durante a execução das partes: hidráulica, elétrica, armaduras e esquadrias.
Após desenformar as paredes, estas já estão alinhadas, prumadas e rebocadas. Faltando apenas a estucagem. Depois disso, a casa está pronta para receber a pintura e cobertura do telhado e o acabamento. O SCCLP moldado in loco promove redução de até 20% no custo final da obra, comparado com os sistemas construtivos convencionais.
Minha Casa, Minha Vida
O concreto leve polimerizado é ideal para ser empregado em programas de habitação, como o Programa Minha Casa, Minha Vida (PMCMV), do governo federal, ou ainda em cooperativas ou em grandes projetos imobiliários. Ele substitui com muitas vantagens os sistemas construtivos convencionais. Também pode ser empregado como fechamento de vãos e, ainda, ser combinado a estruturas de aço ou outros tipos de sistemas de pré-fabricados.
Concreto leve
O Concreto Leve Polimerizado está patenteado sob número MU 7801176-0. Sua composição é obtida a partir de uma mistura de agregados inertes (pedra e areia), cimento Portland, água e do Polímero METAPOP®, que foi especialmente desenvolvido para esta finalidade.
Esse polímero é adicionado diretamente no equipamento de baixa rotação (betoneira, caminhão-betoneira ou bomba processadora de concreto) que, sob agitação, incorpora micropartículas de ar ao concreto, tornando-o mais leve e resistente.

Para o engenheiro, Yukiharu Takaki, da Construpor, “a partir da adição deste polímero, que é um incorporador e fluidificador, à massa universal, obtém-se as microbolhas de ar. Assim, conseguimos maior volume de concreto, mais leve e menos dilatado”.
O engenheiro destaca ainda que “podemos obter um concreto melhor, com maior volume, sem o problema das fissuras e já de acordo com as especificações da NBR 15.575, a Norma de Desempenho. Entre as várias tecnologias e sistemas construtivos, este apresenta as vantagens dos sistemas pré-fabricados in loco, com as características do método construtivo tradicional”.
Sequência do SCCLP
Fundação: radier ou convencional.
- Montagem das formas;
- Colocação dos kits de hidráulica;
- Colocação das armaduras treliça zincada;
- Concretagem.
Entrevistado
Yukiharu Takaki
Currículo
- Engenharia Civil pela Universidade de São Paulo (USP).
- Sócio proprietário da Construpor Ltda.
Contato: construpor@construpor.com
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Copa 2014: Estádio Castelão terá projeto de reurbanização
Projeto prevê a ampliação do Parque Ecológico Cocó e integração com áreas urbanas
Por: Michel Mello

O Estádio Governador Plácido Castelo, ou Castelão como é conhecido, fica em Fortaleza (CE), e será um dos estádios-sede da Copa do Mundo de 2014, sendo considerado um dos mais modernos do Ceará. O projeto de adequação e reforma da arena e o plano diretor do entorno do Estádio Castelão estão a cargo do escritório de arquitetura de Hector Vigliecca & Associados, que fará a adaptação do espaço às normas da Fédération Internationale de Football Association (Fifa).
O projeto do novo estádio é do arquiteto Ronald Werner, que inclui a elaboração de um plano para a orientação do crescimento urbano que será direcionado à parte sul da cidade. E isso compreende a ampliação da rede de transportes, melhorias em termos de adensamentos habitacionais e a criação de mecanismos que possam atrair investimentos privados. Além da ampliação do Parque Ecológico do Cocó, uma área de proteção ambiental com mais de mil hectares, que acompanha o curso do Rio Cocó.

Para Werner, diretor do projeto do Castelão, “o interessante desta obra é que o estádio se encontra em uma área urbana em vias de consolidação e este empreendimento, junto com o Centro Olímpico e o centro comercial que será ao lado do estádio e cuja construção está prevista para depois da Copa, será um motor de desenvolvimento e estabelecerá uma centralidade de animação urbana, já que todo o conjunto está previsto para receber vários outros eventos e, portanto, facilitar a sua sustentabilidade financeira”.
Obra
O projeto está em fase de licitação e, em virtude de adições aos termos do processo, essa fase está atrasada e deve terminar somente no mês de novembro. O valor da obra está orçado, inicialmente, em R$ 450 milhões e o tempo previsto para a duração da obra é de dois anos e meio a partir da data de início da obra. Com isso, o Brasil está atrasado para a Copa das Confederações 2013 e esse evento corre o risco de não acontecer.
Leia a seguir a entrevista com o arquiteto e conheça mais detalhes sobre o projeto de reestruturação do novo Estádio Castelão.
Quais os desafios de construir um estádio para a Copa 2014?
Ronald Werner: O grande desafio, no caso do Castelão, é conseguir transformar um estádio existente, de modo a atender todos os requisitos da Fifa para a Copa do Mundo de 2014. Outro desafio é modificar uma estrutura urbana já existente em termos de acessos e estacionamentos, que hoje são deficientes.
Quais inovações traz o projeto do Estádio Governador Plácido Castelo?
Werner: O estádio, que é um dos mais importantes do Brasil, deverá receber inovações nos aspectos de conforto, segurança e sustentabilidade. Principais novidades da obra são:
- 100% dos assentos cobertos com uma cobertura de 55 metros de balanço;
- 45 camarotes, lounges e assentos de hospitalidade;
- estacionamento para 1.750 veículos, saída e rotas de emergência dentro das mais avançadas normas de segurança;
- uma praça elevada com vista em 360˚ para separação de público;
- uso de energia eólica e fotovoltaica para alimentar parte do estádio;
- utilização de água de reuso nos vasos sanitários;
- emprego de concreto de alto desempenho em toda a obra.
Como reurbanizar as áreas adjacentes ao estádio e integrar o Parque do Cocó?
Werner: O estádio foi analisado considerando o desenvolvimento urbano do entorno da obra com a elaboração de um plano diretor e plano-base para o bairro de Passaré. A proposta é dar sequência ao Parque do Cocó, aproveitando a geografia do local e com isso valorizar as áreas do entorno para um melhor desenvolvimento urbano.
Como modernizar, ampliar e adaptar esse estádio ao padrão Fifa?
Werner: A geometria existente do estádio permite uma adaptação adequada às novas recomendações da Fifa. Os principais itens da modernização serão:
- o rebaixamento do gramado;
- a reconstrução da arquibancada inferior;
- a introdução de um setor inteiramente novo de arquibancadas que atenda as exigências de áreas de vestiários, imprensa e hospitalidade; e
- uma cobertura totalmente nova.
Qual o sistema construtivo utilizado?
Werner: A estrutura das arquibancadas será mista: parte em concreto armado e parte em concreto pré-fabricado. A estrutura da cobertura será em treliças de aço e a cobertura em telhas de alumínio com cobertura de mantas tipo TPO.
Entrevistado
Ronald Werner
Currículo
- Graduado em Arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo - FAU Mackenzie.
- Arquiteto associado à Hector Vigliecca & Associados, desde 2005.
Contato: vigliecca@vigliecca.com.br

