Concedido à iniciativa privada, metrô de BH prevê oito novas estações

Empresa Comporte venceu leilão realizado na Bolsa de Valores de São Paulo
Crédito: Gil Leonardi/Imprensa MG

O processo de privatização do Metrô de Belo Horizonte chegou ao fim em dezembro do ano passado, com a concessão da gestão, da operação e da manutenção da rede à Comporte Participações S.A. pelos próximos 30 anos. A empresa venceu o leilão realizado na B3, a Bolsa de Valores de São Paulo, ao apresentar a oferta de R$ 25.755 milhões - valor 33% superior ao mínimo previsto, que era de R$ 19.324 milhões.

A mudança "viabilizará uma melhoria sensível para a mobilidade urbana na região metropolitana de BH, e, consequentemente, na vida do cidadão, no dia a dia do trabalhador e do usuário do transporte público", disse, durante o evento, o Secretário Especial do Programa de Parcerias de Investimentos (Seppi) do Ministério da Economia, Bruno Westin.

O processo de transição deve terminar até março de 2023, quando está prevista a assinatura final do contrato, conforme explicou, durante o leilão, o secretário de Infraestrutura e Mobilidade de Minas Gerais, Fernando Marcato. No momento, a comissão de licitação está avaliando a documentação da empresa vencedora. 

Quais as mudanças no metrô

Atualmente, a rede metroviária possui apenas a Linha 1, que inclui 19 estações e 28,1 km de extensão, no total, atendendo aos municípios de Belo Horizonte e Contagem. O contrato com a Comporte prevê a modernização da linha já existente e a construção de mais uma estação por lá, além da criação da Linha 2, que deverá ter sete novas estações e 10,5 km de extensão.

De acordo com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), cerca de 270 mil passageiros deverão ser beneficiados com o novo sistema, com 50 mil desses usuários utilizando a nova Linha 2. A previsão é de que todas as estações estejam em funcionamento até o sexto ano de concessão, mas que comecem a ser inauguradas a partir do quarto ano.

"O evento [privatização] coroa a estratégia de melhores políticas públicas para melhorar a vida do povo", afirmou o então Ministro da Economia em exercício, Marcelo Pacheco dos Guaranys. "A parceria privada no transporte público de Minas Gerais melhora a vida dos mineiros e permite que o estado use o dinheiro que usava com a empresa pública para usar naquilo que a população de fato precisa."

A Comporte Participações S.A. vai receber cerca de R$ 3,2 bilhões de recursos públicos para dar andamento aos projetos. Desses, a União vai investir R$ 2,8 bilhões, enquanto o estado de Minas irá contribuir com R$ 440 milhões. 

Governo Lula mantém concessão

Na primeira semana do governo Lula, deputados estaduais e federais de Minas Gerais (PCdoB, PSOL, PV e PT) enviaram ao presidente um ofício pedindo a revogação de atos que viabilizavam o andamento à privatização do Metrô de BH. Mas a solicitação foi negada.

A União, em nota, explicou que a proposta do novo governo é a "criação de um amplo plano de investimentos, especialmente na área de infraestrutura, para que possa garantir a retomada do crescimento e a geração de empregos de forma sólida".

E o comunicado completa: "Para isso, o governo espera contar com investimentos públicos e privados, seja por meio de concessões, privatizações ou PPPs [parceria público-privada]. E, tenho em vista que o processo já estava bastante adiantado, o governo considerou adequado dar continuidade ao projeto para garantir um transporte de qualidade à população".

Fontes
Ministério da Economia
Governo do Estado de Minas Gerais
Bruno Westin, Secretário do Seppi
Marcelo Pacheco dos Guaranys, do Ministério da Economia

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Marina Pastore
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Túnel de Taguatinga usa placas cimentícias e pavimento rígido

79.824,17 m³ de concreto foram usados até dezembro de 2022 e 14.960 m² de pavimento rígido revestirão o boulevard.
Crédito: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

Em julho de 2020, o Governo do Distrito Federal (GDF) começou a construção do túnel de Taguatinga, que terá 1.010 metros de extensão. A obra estabelece uma ligação subterrânea para Ceilândia, pela via Elmo Serejo. Além disso, oferece uma via alternativa para o Centro de Taguatinga. Ainda, a Avenida Central será uma Boulevard com foco nas pessoas e comércio da região. A construção será batizada de Túnel Rei Pelé.

“O túnel de Taguatinga é a obra mais significativa do corredor oeste. Assim que entrar em funcionamento, promete desafogar o trânsito no centro de Taguatinga”, destacou o secretário de Obras, Luciano Carvalho.

Dimensão da obra

De acordo com a Administração Regional de Taguatinga, o túnel é considerado a maior obra viária do Brasil na atualidade. Alguns números que dão noção da dimensão da obra são:

  • 353.219,54 m³ de terra retirados na escavação da passagem;
  • 7.179.747,13 kg de aço reforçam a estrutura da obra;
  • 79.824,17 m³ de concreto usados até dezembro de 2022;
  • 14.960 m² de pavimento rígido revestirão o boulevard.

Placas cimentícias no sistema de exaustão

Para obter uma boa qualidade do ar no interior do túnel, a obra conta com 52 ventiladores – 22 no lado sul e 30 na parte norte, que vai da Estrada Parque Taguatinga (EPTG) até a Avenida Elmo Serejo

Uma das peculiaridades da obra é o fato das placas cimentícias estarem presentes tanto nas paredes do túnel como no forro da laje da passagem subterrânea nas áreas próximas aos ventiladores, segundo a Administração Regional de Taguatinga. Foram utilizadas peças de 1,2 x 2,4 m na cobertura do teto.

Nesta obra, as vigas da laje ficam expostas, formando espaços livres entre elas. Com isso, pode haver turbulência no jato de ar liberado pelo sistema de exaustão. De acordo com o engenheiro civil André Borges, um dos responsáveis pela obra, isto faz com que seja necessário forrar o teto para deixá-lo liso.

Para fazer esta estrutura foi utilizada a técnica de steel frame, na qual as placas cimentícias são parafusadas a armações de aço galvanizado que foram instaladas ao redor dos grupos de ventiladores. A escolha desse processo se deu pelo fato de que este material tem mais resistência contra a corrosão (ferrugem).

Pavimento rígido 

O pavimento rígido, de concreto está presente em diversas áreas do túnel. No início de novembro de 2022, foi finalizada a pavimentação do Boulevard do Túnel de Taguatinga, onde haverá a circulação do BRT. 

O mesmo material foi usado para dar acabamento às seis faixas de rolamento do Túnel de Taguatinga. No final de julho de 2022, começou  a colocação do pavimento rígido sobre a laje de fundo da estrutura. São,  aproximadamente, 17 cm de espessura do revestimento composto por placas de concreto de Cimento Portland

De acordo com a Agência Brasília, a concretagem do pavimento acontece em três etapas. Primeiramente, é feita a escavação do terreno, regularização do solo e a aplicação de um lastro de brita. Em seguida, é colocada uma lona com uma camada de concreto magro de aproximadamente 10 cm para impedir o contato direto da massa com a terra. Posteriormente, é realizada armação da laje de fundo de 50 cm a 83 cm. Enfim, vem o pavimento rígido, cuja cura demora cerca de 28 dias – por isso, ela é feita por partes. 

Fontes

Administração Regional de Taguatinga
Agência Brasília

Contato
ascom@taguatinga.df.gov.br
imprensa@buriti.df.gov.br

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Marina Pastore
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Industrialização no canteiro reduz tempo de obra em até 70%

Industrialização no canteiro de obras traz melhor aproveitamento dos recursos materiais e humanos, levando a menores índices de retrabalho e desperdício.
Crédito: Envato

Não é de hoje que o setor de construção civil vem apostando na industrialização do canteiro de obras para reduzir tempo e até mesmo a quantidade de resíduos produzidos. Em 2021, Íria Lícia Oliva Doniak, presidente executiva da Associação Brasileira da Construção Industrializada de Concreto (Abcic), escreveu para a Concrete Show um artigo no qual defende a adoção crescente de processos industrializados, com a mudança do canteiro de obras para um canteiro de montagem, a fim de aproveitar todos os benefícios da produção em um ambiente controlado.

De acordo com Ricardo Brito, diretor de Engenharia da Callabrez, a industrialização consiste na utilização de sistemas construtivos que utilizam menor número de materiais e poucos processos. Além disso, eles substituem a tradicional alvenaria com tijolo e cimento, onde se manipulam muitos materiais, com logística de entrega e armazenamento mais complexos e vários processos executivos. “Por isso, a construção fica mais ágil, eficiente e reduz bastante o desperdício de material, que geralmente vira entulho e gera impacto ambiental. Atualmente, os processos da construção civil brasileira ainda são muito dependentes da mão de obra interna. Isso ocorre nas fundações, nas superestruturas, nas paredes, no telhado, entre outros. Com a industrialização, a ideia é que grande parte desses processos sejam substituídos por alternativas pré-fabricadas, pré-montadas, ou seja, componentes construtivos previamente montados nas indústrias.”, destaca Brito.

Os sistemas construtivos considerados industrializados compreendem opções como a pré-fabricação em concreto, a construção metálica (também pré-fabricada), o drywall, o steel frame, o light steel frame e o wood frame. Para Brito, também é possível trabalhar com paredes de concreto, kits hidráulicos e elétricos, por exemplo, que aumentam o grau de industrialização dos edifícios. Segundo ele, uma vantagem no uso  dos kits elétricos e hidráulicos é que eles já vêm testados de fábrica, o que torna o processo mais simples e econômico.

Benefícios do aumento da industrialização 

Dentre os benefícios citados por Íria estão a qualidade, sustentabilidade, produtividade, eficiência, redução de tempo, diminuição de custos, melhor aproveitamento dos recursos materiais e humanos levando a menores índices de retrabalho e desperdício.  

Brito também relata que a adesão ao aumento da industrialização nos processos garante uma maior gestão da qualidade dos processos, menor dependência de entraves produtivos, economia do tempo de construção e aumento da competitividade. “Conseguimos diminuir entre 50% e 70% o tempo das obras utilizando sistemas com alto grau de industrialização. No que se refere aos resíduos, a redução é de mais de cinco vezes o volume gerado quando comparado com sistemas convencionais”, aponta.

Ainda, o uso da industrialização torna a obra num processo mais próximo de uma linha de montagem. “Dessa forma, as variações de medidas e os desvios construtivos diminuem bastante, contribuindo com a redução do desperdício. A mão de obra precisa receber maior capacitação e qualificação, mas também ganha em eficiência e em condições de trabalho mais confortáveis com menor esforço”, explica. 

Outro benefício da industrialização é a facilidade em replicar o modelo de construção em diversos empreendimentos, o que ocasiona um ganho de escala na compra de insumos e na contratação de mão de obra. “Há redução no custo de produção em toda a cadeia da construção”, completa Brito.

Fontes

Ricardo Brito é diretor de Engenharia da Callabrez.

Íria Lícia Oliva Doniak é presidente executiva da Associação Brasileira da Construção Industrializada de Concreto (Abcic)

Contato

Assessoria de imprensa Callabrez - boncomunica@gmail.com 
Assessoria de imprensa (Abcic) - sylvia@meccanica.com.br

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Marina Pastore
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PEC prevê redução no IPTU para imóveis sustentáveis

Imóveis que adotarem medida ambiental poderão ter IPTU reduzido.
Crédito: Sérgio Andrade/Governo de São Paulo

Um novo incentivo à preservação ambiental está sendo tramitado no Congresso. Em dezembro de 2022, a chamada PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do IPTU Verde foi aprovada pelo Senado - e agora está em análise da Câmara dos Deputados, aguardando votação.

A PEC prevê a isenção do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) para áreas que mantenham vegetação nativa e permite a redução no valor do IPTU para imóveis que contribuam para a preservação do meio ambiente. As alíquotas diferenciadas serão oferecidas de modo facultativo pelos municípios, como forma de incentivo para a implementação cada vez maior de medidas sustentáveis nos empreendimentos, de forma geral.

Quem poderá ter isenção

O desconto poderá ser aplicado em diversos casos, de acordo com o que o imóvel possui ou realiza. Alguns exemplos:

  • Reúso da água 
  • Utilização de telhados verdes
  • Aproveitamento de águas pluviais
  • Tratamento das águas residuais
  • Recarga do aquífero
  • Grau de permeabilização do solo
  • Utilização de energia renovável

Proposta da PEC 

O senador Plínio Valério (PSDB-AM), primeiro signatário da proposta, diz que a intenção da medida é dar visibilidade ao tema do meio ambiente e estimular os municípios a darem o desconto no IPTU, dentro das possibilidades financeiras de cada um. "A ideia é preservar a vegetação - seja parte, um pouco ou o total dela", completa.

Durante a aprovação da PEC final no Senado, os senadores colocaram como exemplo o fato de que, atualmente, já é possível definir alíquotas de IPTU conforme a localização e o uso dos imóveis, citando locais como Salvador (BA), Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR), São Carlos (SP), Vila Velha (ES) e Araraquara (SP). 

O que falta para a aprovação

Depois da aprovação no Senado, a PEC do IPTU Verde agora terá a sua admissibilidade analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Se o aval for dado, o texto passará a ser avaliado por uma comissão especial, que julgará o mérito da proposta. Se aprovada, a PEC seguirá para o plenário da Câmara, onde será votada em dois turnos

Medidas e metas a longo prazo

Outra medida governamental no sentido de preservação do meio ambiente, no que se refere à construção civil, é o Plano Nacional de Resíduos Sólidos (Planares), instituído por meio do Decreto nº 11.043 e que prevê a melhoria na gestão de resíduos sólidos e o aumento na porcentagem de reciclagem no Brasil.

Nos próximos 20 anos, a meta é aumentar para 25% a reciclagem de resíduos durante as obras (atualmente, está em 7,06%). Contribuindo, assim, também para a criação de empregos verdes - postos de trabalho que ajudam no controle das emissões de carbono e na melhora/preservação da qualidade ambiental.

Fonte
Câmara dos Deputados

Jornalista responsável
Fabiana Seragusa
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Aeroporto de Belo Horizonte finaliza primeira fase de reforma no Terminal 1

Terminal 1 do Aeroporto de BH foi modernizado.
Crédito: BH Airport/Divulgação

Todos os passageiros que transitarem pelo Terminal 1 do Aeroporto Internacional de Belo Horizonte já poderão observar as mudanças promovidas durante a 1ª fase da reforma prevista para o espaço, concluída em dezembro do ano passado.

O aeroporto, localizado em Confins, na Região Metropolitana de BH, ganhou um novo canal de inspeção centralizado e instalações mais modernas no embarque doméstico (Terminal 1). A intenção foi deixar o local, construído há mais de 30 anos, mais condizente com a arquitetura encontrada do Terminal 2 (internacional), inaugurado em 2016.

"Com o projeto de reforma e modernização, o intuito foi compor harmonicamente as áreas existentes com novos materiais e texturas", disse Gustavo Anfra, gestor de Desenvolvimento Aeroportuário da BH Airport.

Já foram entregues e liberados os portões 3, 4, 5 e 6 do Terminal 1, que abriga até o número 16. Os embarques do 17 ao 26 fazem parte do Terminal 2.

Detalhes da reforma

Investimentos no valor de R$ 100 milhões foram necessários para o projeto de reforma do aeroporto, pelo qual passam diariamente cerca de 30 mil pessoas. Assinado pela empresa Fernandes Arquitetos Associados, o plano de modernização do Terminal 1 também prevê a ampliação das áreas comerciais e a revisão dos fluxos e dos processos - que englobam áreas de raio-X, check-in, restituição de bagagens, salas e portões de embarque.

Toda a reestruturação serve para fortalecer a importância do local como um centro distribuidor de voos, com localização privilegiada e ampla conexão com todo o país, já que cerca de 50 cidades estão ligadas ao terminal com voos diretos.

Gustavo Anfra conta que a ideia foi instalar no espaço uma matriz conceitual com o lema De Minas para o Mundo. "O intuito é que a arquitetura se caracterize como um meio potente de identificação e valorização da história e da cultura mineira", completa o gestor, que ressalta o fato de que a nova estrutura não descaracteriza o projeto original, de autoria do arquiteto Milton Ramos.

"Passageiros, visitantes e toda a comunidade aeroportuária passam a ter mais conforto e comodidade. Além disso, vamos ampliar nossas áreas comerciais em 100%, o que reflete na diversidade do nosso mix comercial", explica Anfra.

Uma das novidades da infraestrutura comercial dessa 1ª fase da reforma é a inauguração da megastore Dufry, em formato walkthrough, que possui quase 1.000 metros quadrados e serve de porta de entrada para a nova sala de embarque. Para 2023, a expectativa é abrir mais 30 lojas em todo o aeroporto.

Fonte
BH Airport

Jornalista responsável
Fabiana Seragusa 
Vogg Experience


Tóquio planeja criar minicidade futurista e sustentável até 2025

Projeto Tokyo Bay ESG pretende criar minicidade futurista e sustentável.
Crédito: Tokyo Metropolitan Government

Está previsto para 2023 o início do projeto chamado Tokyo Bay ESG, que planeja a criação de uma minicidade futurista e sustentável no Japão. A ideia é construir um local inteiramente conectado com as questões ambientais, tendo como foco principal a preocupação com temas como aquecimento global, emissão de gases poluentes, eficiência energética e biodiversidade.

A ambiciosa proposta será realizada em uma área despovoada localizada na Baía de Tóquio, com cerca de 1.000 hectares (cerca de 10 quilômetros quadrados). A área serviu como uma das sedes das Olimpíadas de Tóquio de 2020, recebendo competições de canoa e remos, e hoje em dia está sendo usada para armazenar contêineres e processamento de lixo.

Em entrevista ao site da Bloomberg, o vice-governador da capital do Japão, Manabu Miyasaka, contou que ninguém mora nas terras que eles planejam utilizar nesta iniciativa, e que isso lhes dá a oportunidade de começar o programa do zero, sem atrapalhar o dia a dia das pessoas. "Tóquio se expandiu por meio da criação de terras recuperadas no mar, e isso é uma grande vantagem para nós."

Miyasaka, que foi presidente do Yahoo Japan Corp antes de assumir o cargo político, também disse que "o desafio é construir uma cidade que seja forte o suficiente para enfrentar as crises que surgirem, como, por exemplo, doenças infecciosas, mudanças climáticas ou fornecimento de energia."

Parcerias do projeto

Governo japonês quer atrair empresas para participar da iniciativa.
Crédito: Tokyo Metropolitan Government

Diversas empresas foram convidadas a mostrar projetos que atendam às exigências da minicidade sustentável e futurista, apresentando propostas para lidar com os problemas observados em grandes cidades. A ideia é atrair ao menos nove empresas que fiquem centradas em novas tecnologias, com o intuito de reduzir congestionamento de tráfego e as emissões de gases do efeito estufa, gerando energia limpa.

Para isso, segundo o governo, serão oferecidos cerca de 7,3 milhões de dólares em financiamentos durante o primeiro ano do projeto.

Dezenas de empresas, universidades e organizações já estão registradas como parceiras do projeto. De acordo com os planos, a minicidade deve contar com navios que comportem células de combustível e energia limpa gerada por instalações solares e turbinas verticais, por exemplo, além de viabilizar captura de carbono, purificação de água e reciclagem de plásticos.

"A tecnologia está deixando de ser usada apenas no mundo digital e está passando para os espaços físicos", avalia Miyasaka, que completa dizendo que esse projeto pode virar um modelo para outros centros urbanos, já que as cidades, de forma geral, querem se tornar lugares aptos para o desenvolvimento de novas tecnologias.

Com previsão de inauguração para 2025, o Tokyo Bay ESG Project já conta com participações confirmadas, caso da fabricante de jogos Konami Group Corp e da emissora de TV Asahi Holdings Corp, que planejam construir escritórios, espaços de entretenimento, estúdio e lojas por lá. A Toyota também quer criar uma arena esportiva perto da Baía de Toquio, com tecnologia voltada à mobilidade e à sustentabilidade - e podendo abrigar jogos de basquete e de outros esportes.

Fonte
Bloomberg

Jornalista responsável
Marina Pastore
DRT 48378/SP


Construções temporárias são tendência em grandes eventos

Estádio 947 foi construído com containers que poderão ser reaproveitados.
Crédito: Fifa World Cup - Qatar 2022

Alguns estádios da Copa do Brasil, de 2014, acabaram ficando sem uso após o fim da competição. Para evitar este tipo de problema, na Copa do Qatar, em 2022, os estádios foram construídos de forma a serem reaproveitados após o torneio. O estádio de Lusail, por exemplo, que sediou a final da Copa, será transformado em um espaço comunitário de escolas, lojas, cafés, instalações esportivas e clínicas de saúde. Já o Estádio Al Bayt poderá ter sua camada modular superior removida e utilizada para criar instalações esportivas no Qatar e no exterior. E o estádio 947 foi construído com containers que poderão ser reutilizados posteriormente.

“Durante sua construção, reciclamos e reutilizamos tudo o que foi possível. Implementamos um vasto leque de soluções de eficiência energética e hídrica. Além disso, usamos materiais de fontes sustentáveis e implementamos planos de legado inovadores para garantir que nosso torneio não deixe nenhum 'elefante branco'. Para atingir esse objetivo específico, consultamos as comunidades locais para descobrir de quais instalações elas precisavam – e implementamos suas ideias e sugestões no desenvolvimento de estádios e recintos. O resultado são planos com legados detalhados, incluindo uma proposta para remover a camada superior modular de vários estádios e doar os assentos para países que precisam de infraestrutura esportiva”, afirmou Hassan Al Thawadi, secretário-geral do Comitê Supremo de Entrega e Legado (SC).

Outro exemplo foi durante a fase mais crítica da pandemia de Covid-19, algumas cidades também optaram por montar hospitais temporários para atender o grande fluxo de pessoas doentes. 

Sustentabilidade

Tatiana Fasolari, vice-diretora da Fast Engenharia, afirma que as infraestruturas temporárias são tendência em grandes eventos e podem ser montadas e desmontadas rapidamente.  

 "Esse tipo de solução é extremamente sustentável porque garante a reutilização de praticamente todo material, redução de custo na construção e principalmente na manutenção após o evento”, pondera Tatiana.

Ao mesmo tempo, Tatiana acredita que atualmente ações sustentáveis são um caminho inevitável para o mundo dos negócios. “Quanto maior a consciência da mudança, melhor será a imagem da empresa junto aos seus clientes e sociedade”, destaca.

Desafios das infraestruturas temporárias 

Dentre os desafios de criar uma infraestrutura, Tatiana  aponta que a gestão e a experiência da equipe são fundamentais. “O grande desafio deste modelo de negócio é contar com empresas capazes de executar estes projetos dentro dos prazos estipulados pelos comitês locais, que normalmente são extremamente curtos, afinal, não podemos atrasar nem um segundo sequer. O evento tem dia e hora para começar e não é possível a modificação da data de início”, lembra. 

Fontes
Tatiana Fasolari é vice-diretora da Fast Engenharia.

Contato
Assessoria de imprensa - camila@pressfc.com.br

Jornalista responsável
Marina Pastore
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Curitiba registra aumento de vendas acima da inflação em 2022

Batel, Bigorrilho e Cabral foram os bairros com maior preço dos imóveis por metro quadrado, segundo FipeZap+.
Crédito: Envato

Entre janeiro e setembro de 2022, houve um crescimento de 15% nas vendas de apartamentos novos em Curitiba (PR), em relação ao mesmo período do ano anterior. Em números absolutos, este índice representou a venda de 5.537 imóveis residenciais novos. Com isso, o mercado imobiliário de Curitiba chegou à marca de R$ 3,2 bilhões em imóveis novos comercializados em 2022.

Os dados fazem parte de uma pesquisa realizada pela Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná (Ademi-PR), em parceria com a BRAIN Inteligência Estratégica. 

Em um ano marcado por eleições presidenciais e Copa do Mundo, a demanda manteve-se aquecida. “As pessoas que efetivamente mantiveram condições de comprar um imóvel, compraram. Além disso, imóveis são considerados reserva de valor e os preços estavam aumentando. Elas foram aos plantões e perceberam que, se não comprassem, estariam perdendo dinheiro, porque, guardado, ele não estava acompanhando o valor do imóvel”, afirma Fábio Tadeu Araújo, sócio e fundador da BRAIN Inteligência Estratégica.

Na opinião do presidente da Ademi-PR, Luiz Gustavo Salvático, a pesquisa mostra a “maturidade do mercado”. “O mercado reagiu bem a toda incerteza que tivemos, porque teve maturidade. Viemos de um período de um pico muito grande logo no início da pandemia, puxado por aquela ideia de morar bem, que logo depois foi se acalmando. Agora, ele está num momento de estabilidade: as pessoas continuam querendo melhorar suas casas e estão com condições financeiras para isso, mas estão mais ponderadas, analisando melhor. Isso transpareceu aos incorporadores, que rapidamente entenderam o momento e adaptaram seus negócios”, avalia.

Índice FipeZap+

Com relação ao valor médio do metro quadrado de imóveis residenciais, Curitiba ocupou a sexta posição entre os mais altos, com R$ 8.522/m², de acordo com o índice FipeZap+. 

Os estudos da Ademi-PR/BRAIN também mostraram que o mercado imobiliário em Curitiba vem registrando aumento no preço por metro quadro, com alta de 17,2% no período de janeiro a setembro.  Já o índice FipeZap+, que considera todo o ano de 2022, apontou uma variação acumulada de +13,64% no ano.

De janeiro a dezembro de 2022, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) acumulado teve crescimento de 5,79%. Se considerarmos o mesmo período da pesquisa Ademi-PR/BRAIN, aumento do IPCA foi de 4,09%.

Bairros

Em dezembro de 2022, o índice FipeZap+ apontou que as zonas, distritos ou bairros mais representativos para o cálculo do preço médio do metro quadrado em Curitiba foram:

  • Batel (R$ 11.742/m², com aumento de 15,3% nos últimos 12 meses);
  • Bigorrilho (R$ 11.295/m², com aumento de 27,1% nos últimos 12 meses);
  • Cabral (R$ 9.946 /m², com aumento de 8,4% nos últimos 12 meses);
  • Juvevê (R$ 9.903 /m², com aumento de 5,6% nos últimos 12 meses);
  • Ahú (R$ 9.828 /m², com aumento de 5,8% nos últimos 12 meses).

Fontes

Luiz Gustavo Salvático é presidente da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná (Ademi-PR).

Fábio Tadeu Araújo é graduado em Ciências Econômicas e pós-graduado em Economia Internacional pela FAE Business School, possui MBA em Gestão de Projetos pelo IBMEC. É sócio e fundador da BRAIN Inteligência Estratégica. 

Contato
Assessoria da Brain Inteligência Estratégica – amanda.alves@viracomunicacao.com.br

Jornalista responsável
Marina Pastore
DRT 48378/SP


Com volta ao trabalho presencial, empresas apostam em reformas e novos escritórios

Ekko Group realizou reformas em seu escritório de Alphaville.
Crédito: Divulgação

As relações de trabalho foram completamente modificadas durante a pandemia, e, aos poucos, tanto contratantes quanto empregados  foram se adaptando às novas exigências do mercado.

A segunda edição da pesquisa "O Futuro do Trabalho no Brasil", realizada pelo Google Workspace com consultoria da IDC Brasil, entrevistou 1.258 pessoas entre abril e junho de 2022 para saber quais os modelos de trabalho adotados atualmente. 

De acordo com a sondagem, 81% dos participantes já voltaram, de alguma forma, ao trabalho presencial: desses, 25% estão de forma totalmente presencial e 56% adotaram o formato híbrido. Os 19% restantes disseram trabalhar de maneira totalmente remota.

Para efeito de comparação, a pesquisa anterior, de 2021, mostrava que 73% dos entrevistados já tinham voltado ao trabalho presencial (44% híbrido e 29% totalmente presencial), enquanto 27% estavam no modo totalmente remoto.

Ainda de acordo com o levantamento mais recente, de 2022, os números mostram que 65% das pessoas que estão atualmente em trabalho presencial trocariam de emprego para adotar o modelo híbrido, enquanto 54% dos que estão em trabalho remoto também disseram que mudariam de emprego para poder realizar suas atividades na versão híbrida. 

Adaptação das empresas

De olho neste retorno cada vez maior às atividades presenciais, e levando em conta as exigências de conforto e bem-estar que ficaram ainda mais latentes durante a pandemia, muitas empresas têm buscado investir em espaços mais acolhedores e funcionais para os funcionários, garantindo bons momentos em grupo e alta produtividade.

A incorporadora Ekko Group, por exemplo, realizou recentemente a ampliação de seu escritório em Alphaville (bairro nobre da Grande São Paulo) para abrigar um ambiente "open space", mesclando áreas de trabalho com espaços de "respiro", que ajudam na transição do modelo remoto para o presencial ou híbrido.

A ideia da empresa é oferecer aos colaboradores alguns locais onde eles possam se sentar, conversar e desacelerar o ritmo de trabalho quando necessário, podendo voltar às funções de maneira mais arejada depois. Outra medida tomada foi deixar os ambientes mais orgânicos e fluidos, com a presença constante de áreas verdes, para criar uma sensação mais aconchegante e acolhedora.

Ainda na mesma linha, a Tabas, startup brasileira de tecnologia imobiliária, decidiu reformar todos os seis andares de seu escritório, localizado próximo à Avenida Paulista, em São Paulo, para receber os funcionários em sistema de trabalho híbrido.

Para deixar tudo o mais funcional e agradável possível, a empresa deixou que os colaboradores participassem das decisões de reforma e de decoração de cada um dos andares, que ganharam projetos especiais de acordo com as necessidades dos setores correspondentes.

Fontes
Google Workspace
Agência NR7

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Marina Pastore
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Vendas em programa habitacional devem aumentar em 2023, diz presidente da Abrainc

Acumulado do Casa Verde e Amarela em 2022 superou o de 2021 pela primeira vez, de janeiro a outubro.
Crédito: Divulgação/Direcional Engenharia

O último relatório elaborado pela Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias) sobre os indicadores do programa Casa Verde e Amarela, divulgado em dezembro, mostra que os números acumulados de 2022 (de janeiro a outubro) superaram os do mesmo período de 2021 - foi primeira vez que isso aconteceu no ano passado.

O programa habitacional, que recebeu o nome de Casa Verde e Amarela durante a gestão de Jair Bolsonaro, deve voltar a se chamar Minha Casa Minha Vida no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de acordo com os órgãos oficiais.

Para efeito de comparação, os dados apontam que foram 298 mil unidades vendidas em 2022 até a data da pesquisa, valor superior às 295 mil de 2021, um crescimento de 1%. Os números englobam os três grupos do programa: 1) destinado a famílias com renda mensal bruta de até R$ 2.400; 2) de R$ 2.400,01 a R$ 4.400; e 3) de R$ 4.400,01 a R$ 8 mil. 

O relatório também mostra uma alta de 10% no número de empréstimos, passando de R$ 33,5 bilhões em 2021 (janeiro a outubro) para R$ 36,9 bi em 2022.

De acordo com Luiz França, presidente da Abrainc, a ampliação das faixas de renda (o limite subiu de R$ 7 mil para R$ 8 mil) e o aumento do prazo de financiamento (de 30 para 35 anos) são algumas das razões para que se observasse esse impulso no setor de habitação popular durante o ano passado. Ele também conta que a expectativa é de que se supere, em 2023, o total de vendas de 2022, que deve chegar a 360 mil unidades (o relatório final ainda não saiu). 

Abaixo, leia o bate-papo do Massa Cinzenta com Luiz França:

Massa Cinzenta: Em sua visão, quais são as principais razões para que a produção acumulada do Casa Verde e Amarela de 2022 tenha superado a de 2021? 

Luiz França: O melhor desempenho do programa em 2022 decorreu, principalmente, das medidas tomadas pelo governo no decorrer do ano passado, tais como, a implantação de nova curva de subsídios, o aumento nos limites de valor para imóveis subsidiados (10%), a ampliação das faixas de renda aumentando o limite para R$ 8 mil, o aumento do prazo de financiamento de 30 para 35 anos. Essas foram algumas das medidas tomadas, que foram pleiteadas pela Abrainc, e deram fôlego ao setor de habitação popular no decorrer de 2022.

O que significa, na prática, esse aumento?

Na prática, as medidas melhoraram o desempenho do programa habitacional em 22% (2º e 3º trimestres em comparação com o 1º). A acessibilidade das famílias ao financiamento aumentou pelo menos 10% com as medidas implementadas durante 2022.

Luiz França, presidente da Abrainc.
Crédito: Divulgação/Abrainc

A previsão é de que os indicadores do programa Casa Verde e Amarela (que deve voltar a se chamar Minha Casa Minha Vida) continuem a crescer em 2023? Quais as perspectivas?

Sim, as expectativas estão positivas para 2023 diante das sinalizações de ampliação do programa de habitação popular pelo novo governo e a previsão de recursos via União para subsidiar a construção de moradias para famílias de baixa renda. Além disso, no final de 2022, tivemos algumas medidas anunciadas pelo governo anterior que tendem a gerar resultados mais concretos no primeiro semestre de 2023, como a prorrogação das reduções nas taxas de juros para o Pró-Cotista e o aumento nos limites de valores de imóveis subsidiados em 5%. Também tivemos um aumento de R$ 4,3 bilhões para o Programa de Habitação Popular, oriundo de recursos do FGTS em relação ao mesmo orçamento de 2022.

Existe alguma meta de venda de unidades para 2023?

A expectativa é que sejam superadas as 360 mil unidades esperadas para o encerramento de 2022.

Fonte
Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias)
Luiz França (presidente da Abrainc)

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Jornalista responsável
Marina Pastore
DRT 48378/SP