Tóquio planeja criar minicidade futurista e sustentável até 2025
O governo da capital japonesa quer colocar em prática um projeto que se torne modelo para outras cidades

Crédito: Tokyo Metropolitan Government
Está previsto para 2023 o início do projeto chamado Tokyo Bay ESG, que planeja a criação de uma minicidade futurista e sustentável no Japão. A ideia é construir um local inteiramente conectado com as questões ambientais, tendo como foco principal a preocupação com temas como aquecimento global, emissão de gases poluentes, eficiência energética e biodiversidade.
A ambiciosa proposta será realizada em uma área despovoada localizada na Baía de Tóquio, com cerca de 1.000 hectares (cerca de 10 quilômetros quadrados). A área serviu como uma das sedes das Olimpíadas de Tóquio de 2020, recebendo competições de canoa e remos, e hoje em dia está sendo usada para armazenar contêineres e processamento de lixo.
Em entrevista ao site da Bloomberg, o vice-governador da capital do Japão, Manabu Miyasaka, contou que ninguém mora nas terras que eles planejam utilizar nesta iniciativa, e que isso lhes dá a oportunidade de começar o programa do zero, sem atrapalhar o dia a dia das pessoas. “Tóquio se expandiu por meio da criação de terras recuperadas no mar, e isso é uma grande vantagem para nós.”
Miyasaka, que foi presidente do Yahoo Japan Corp antes de assumir o cargo político, também disse que “o desafio é construir uma cidade que seja forte o suficiente para enfrentar as crises que surgirem, como, por exemplo, doenças infecciosas, mudanças climáticas ou fornecimento de energia.”
Parcerias do projeto

Crédito: Tokyo Metropolitan Government
Diversas empresas foram convidadas a mostrar projetos que atendam às exigências da minicidade sustentável e futurista, apresentando propostas para lidar com os problemas observados em grandes cidades. A ideia é atrair ao menos nove empresas que fiquem centradas em novas tecnologias, com o intuito de reduzir congestionamento de tráfego e as emissões de gases do efeito estufa, gerando energia limpa.
Para isso, segundo o governo, serão oferecidos cerca de 7,3 milhões de dólares em financiamentos durante o primeiro ano do projeto.
Dezenas de empresas, universidades e organizações já estão registradas como parceiras do projeto. De acordo com os planos, a minicidade deve contar com navios que comportem células de combustível e energia limpa gerada por instalações solares e turbinas verticais, por exemplo, além de viabilizar captura de carbono, purificação de água e reciclagem de plásticos.
“A tecnologia está deixando de ser usada apenas no mundo digital e está passando para os espaços físicos“, avalia Miyasaka, que completa dizendo que esse projeto pode virar um modelo para outros centros urbanos, já que as cidades, de forma geral, querem se tornar lugares aptos para o desenvolvimento de novas tecnologias.
Com previsão de inauguração para 2025, o Tokyo Bay ESG Project já conta com participações confirmadas, caso da fabricante de jogos Konami Group Corp e da emissora de TV Asahi Holdings Corp, que planejam construir escritórios, espaços de entretenimento, estúdio e lojas por lá. A Toyota também quer criar uma arena esportiva perto da Baía de Toquio, com tecnologia voltada à mobilidade e à sustentabilidade – e podendo abrigar jogos de basquete e de outros esportes.
Fonte
Bloomberg
Jornalista responsável
Marina Pastore
DRT 48378/SP
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