Indústria de materiais de construção estima crescer 4% em 2021

Crédito: CNI
O Índice Abramat (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção) divulgado dia 18 de janeiro de 2021 mostra que o desempenho do setor teve queda leve em 2020, inferior à expectativa criada quando o país foi impactado pela pandemia de COVID-19. O desempenho ficou negativo em 0,4% contra o -2,8% estimado ao longo do ano passado.
O balanço animador faz a Abramat prever crescimento de 4% em 2021, como explica o presidente da associação, Rodrigo Navarro. “A previsão divulgada no índice da Abramat se baseia no atual elevado nível de atividade do setor da construção. Observamos aquecimento tanto no segmento imobiliário como nas obras de pequeno porte e reformas, que se refletem nas vendas do varejo”, explica.
O dirigente também alerta para a recuperação da infraestrutura do país, a fim de que o crescimento seja sustentável. "Falta a retomada das obras paradas e de infraestrutura, área onde esperamos maior vigor este ano, até pela aprovação do novo marco regulatório do saneamento básico. Dessa forma, podemos falar em um sentimento de otimismo moderado e cauteloso neste início de ano para o setor", diz.
Navarro relaciona a análise às incertezas vinculadas à vacinação em massa e à oscilação do câmbio. “Há a expectativa de retomada da economia brasileira e mundial a partir da imunização contra a COVID-19. No entanto, há incertezas. Qual será o alcance da imunização? Como ficará a variação cambial do dólar, e seus reflexos na cadeia de suprimentos, que depende da importação de insumos?”, questiona.
Trabalhadores da construção civil são incluídos no grupo prioritário para vacinação
Medida do ministério da Saúde, tomada dia 22 de janeiro, ameniza parte da apreensão do presidente da Abramat. Os trabalhadores da construção civil foram incluídos no grupo prioritário para vacinação contra COVID-19. Também foram acrescentados trabalhadores do setor de transportes rodoviário e aeroportuários, como caminhoneiros, motoristas e cobradores de ônibus, metroviários, aeronautas, trabalhadores da área de navegação e de portos e também da área industrial. “Optou-se por priorizar a proteção dos indivíduos com maior risco de infecção e a preservação do funcionamento dos serviços essenciais”, afirma documento da Secretaria de Vigilância em Saúde do ministério da Saúde.
Para o presidente do SindusCon-SP, a medida do ministério da Saúde, de incluir os trabalhadores da construção civil entre as prioridades para a vacinação, é bem recebida pelo setor. No entanto, até que a vacina chegue efetivamente, ele pede que as construtoras redobrem os cuidados. “O momento é muito preocupante diante da escalada da doença, e os canteiros de obras seguem agindo de forma correta, reforçando diariamente o rigor nas medidas de prevenção”, comenta Odair Senra.
Na média nacional, os casos de infectados na atividade da construção civil não chegam a 1%. A pandemia também afetou pouco o cronograma das obras. Ao longo de 2020, apenas 2% precisou paralisar as atividades em algum período entre março e dezembro. São números que ajudaram a assegurar o bom desempenho do setor no ano passado.
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Abramat (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção)
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Organismos de classe da construção civil se unem por reformas

Crédito: Pedro França/Agência Senado
Através de manifesto publicado no jornal O Estado de S. Paulo, na edição de 19 de janeiro de 2021, organismos de classe da construção civil pediram urgência no encaminhamento das reformas tributária e administrativa, além de compromisso com o teto de gastos e com o ajuste fiscal. O documento, assinado por 21 representantes do setor, tem o objetivo de alertar o governo federal e o Congresso Nacional para que medidas econômicas recoloquem o país nos trilhos do crescimento e possam manter a construção civil como locomotiva do desenvolvimento do país.
Os organismos que assinam o manifesto destacam 9 pontos que servem de alerta para os poderes da República. São eles:
- As instituições precisam ser sólidas para a sustentação da democracia e da governabilidade, com absoluta harmonia e independência dos poderes, o mesmo ocorrendo internamente em cada poder.
- Os poderes devem estar voltados à política de Estado e não de governo, orientados para o que é de inegável interesse público e não meramente corporativo ou político.
- O respeito ao teto de gastos públicos tem de ser sagrado, mesmo em momento tão difícil quanto o atual.
- O ajuste fiscal deve ser capaz de efetivamente reduzir a dívida pública, que hoje está em 91% do PIB, uma das maiores do planeta entre os países de renda média.
- A articulação entre os três poderes e as três esferas de governo deve ser garantida por meio de um pacto federativo apartidário.
- O programa de concessões e privatizações tem de continuar e abrir caminho aos investimentos locais e internacionais indispensáveis ao desenvolvimento e à massiva geração de empregos.
- Os marcos regulatórios convergentes com as metas do crescimento sustentado devem ser rapidamente aprovados.
- A confirmação da autonomia do Banco Central não pode mais ser postergada.
- A reforma administrativa, assim como a simplificação tributária, deve ser prontamente realizada.
Manifesto reitera compromisso em ajudar o Brasil a se desenvolver
O manifesto também pede compromisso com a imunização contra a COVID-19, através da vacinação, e reitera que “segurança jurídica, crédito, juros baixos e inflação controlada geram confiança, que é o combustível do empreendedor”. “Acreditamos na necessidade urgente da imunização coletiva contra a COVID-19, para tranquilizar a população e acelerar a retomada econômica”, diz o documento, que estende seu apelo aos parlamentares. “A atuação dos novos líderes do Congresso Nacional será decisiva. Engajamento, mobilização, propostas e ação. É isto que o país pede a todos nós. Estamos prontos e à disposição para ajudar a construir o Brasil que queremos”, destaca.
Assinam o manifesto as seguintes instituições:
Abemi (Associação Brasileira de Engenharia Industrial)
Abifer (Associação Brasileira da Indústria Ferroviária)
Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias)
Abrinstal (Associação Brasileira pela Conformidade e Eficiência nas Instalações)
ADEMI-RJ (Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Rio de Janeiro)
ADITBrasil (Associação para o Desenvolvimento Imobiliário e Turístico de Nordeste Brasileiro)
ADVB (Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil)
Aelo (Associação das Empresas de Loteamento e Desenvolvimento Urbano)
Alshop (Associação Brasileira de Lojistas de Shopping)
Apeop (Associação para o Progresso de Empresas de Obras de Infraestrutura)
Associação Comercial de São Paulo
Brasinfa (Associação Brasileira dos Sindicatos e Associações de Classe de Infraestrutura)
CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção)
Cofeci-Creci (Conselho Federal de Corretores de Imóveis)
Deconcic (Departamento da Indústria da Construção e Mineração da FIESP)
Fiabci-Brasil (Federação Internacional Imobiliária)
Instituto de Engenharia
Secovi-SP (Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo)
Sinaenco (Sindicato da Arquitetura e da Engenharia Consultiva)
SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo)
Sinicesp (Sindicato da Indústria da Construção Pesada do Estado de São Paulo)
Sobratema (Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração)
Entrevistado
Reportagem com base no conteúdo do manifesto “Prioridade aos Brasileiros”, divulgado por 21 organismos de classe ligados ao setor da construção civil
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Veto ao Casa Verde e Amarela afeta pequenas construtoras

Crédito: Agência Brasília
Publicada no Diário Oficial da União de 13 de janeiro de 2021, a sanção do Casa Verde e Amarela recebeu um veto que afeta as pequenas construtoras que venham a se vincular ao programa habitacional. O projeto aprovado no Congresso Nacional tinha um dispositivo em que as empresas contratadas para erguer unidades no valor de até 124 mil reais fossem beneficiadas por um Regime Especial de Tributação. Elas pagariam tributos equivalentes a 4% da receita mensal, unificando as alíquotas do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica, do PIS/Pasep, da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) e da Cofins.
Com o veto, os pequenos construtores alegam que poderão vir a pagar mais tributos do que construtoras voltadas para edificações de alto padrão. "Um apartamento de alto padrão paga 4% de imposto e uma casa popular vai pagar 6,7%, o que é muito ruim para o programa. Agora temos que nos mobilizar para derrubar isso", diz André Montenegro, vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) e empresário do ramo da construção civil que atua no segmento de Habitação de Interesse Social (HIS). Para o dirigente, o veto foi uma “surpresa negativa”.
O governo federal alega que a unificação de tributos descumpre a Lei de Diretrizes Orçamentárias e a Lei de Responsabilidade Fiscal. "Apesar de meritória a intenção, a proposição encontra óbice jurídico por não apresentar a estimativa do respectivo impacto orçamentário e medidas compensatórias correspondentes, em violação às regras da Lei de Responsabilidade Fiscal e Lei de Diretrizes Orçamentárias", informa a secretária-geral da Presidência da República.
Para amenizar o impacto do veto, foi concedida uma segunda chance para as construtoras que não entregaram moradias contratadas no programa Minha Casa Minha Vida. Elas poderão terminar o empreendimento sem cobrança da dívida gerada por estourar os prazos de execução das obras. Essas empresas terão até 30 meses para concluir os empreendimentos sem aumento de custos para a União, podendo contar com ajuda financeira do estado ou do município, em conjunto com algum agente financeiro - exceto a Caixa Econômica Federal.
Veto ainda pode ser derrubado em sessão conjunta do Congresso Nacional
Ao manifestar interesse pela renegociação, as construtoras terão que declarar quais unidades habitacionais têm viabilidade de execução. Isso abre a possibilidade de se entregar menos imóveis que o financiamento original previa. Por outro lado, parcelas pendentes de liberação, retidas por descumprimento do contrato original, dependerão da conclusão das obras, sem adiantamentos.
Todas essas novas medidas relacionadas ao Casa Verde e Amarela, incluindo o veto presidencial, voltarão a ser analisadas na Câmara e no Senado, ainda sem data marcada, que poderão confirmar a decisão do poder executivo ou derrubá-la. Para rejeição do veto é necessária a maioria absoluta dos votos de deputados (257) e senadores (41) em sessão conjunta do Congresso Nacional.
O Casa Verde e Amarela alcança famílias com renda mensal de até 7 mil reais, que vivem em áreas urbanas, e renda anual de até 84 mil reais, para as que residem em regiões rurais. O programa divide o público-alvo em três faixas de renda familiar: até 2 mil reais mensais, de 2 mil reais a 4 mil reais, e de 4 mil reais a 7 mil reais. Somente aqueles com renda até 4 mil reais em área urbana ou com renda anual de até 48 mil reais em área rural poderão contar com subvenção da União para adequar as parcelas ao orçamento familiar. As taxas de juros serão diferentes para as regiões do país: no Norte e no Nordeste, elas ficam entre 4,25% e 4,5% ao ano, a depender da faixa de renda familiar, enquanto no restante do país serão de 5%.
Entrevistado
Ministério do Desenvolvimento Regional (via assessoria de imprensa)
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Saiba qual é a obra que mais consome concreto no mundo
Prevista para entrar em operação em 2022, e com mais de 80% de suas obras concluídas, a hidrelétrica Grand Renaissance (Grande Renascença) localizada na Etiópia, é atualmente o projeto de engenharia que mais consome concreto no mundo. Os cálculos estimam que, ao final da execução, tenham sido lançados 10,5 milhões de m³ do material para erguer a barragem.
Construída no percurso do rio Nilo Azul, a usina está na divisa da Etiópia com o Sudão, na região conhecida como África Subsaariana. O orçamento da usina é de 4,6 bilhões de dólares e o maior volume de concretagem se deu entre 2013 e 2015. Em dezembro de 2014, a obra recebeu 23.200 m³ de concreto por dia. O canteiro de obras foi instalado em 2011 e a empreiteira italiana WeBuild Group lidera o consórcio da construção, que engloba ainda empresas etíopes, francesas e chinesas.
A barragem principal, construída com Concreto Compactado a Rolo (CCR), tem 1.780 m de comprimento e 175 m de altura. A obra gerou um reservatório com área de 1.680 km², capaz de armazenar 70 km³ de água. O projeto também envolve uma barragem de enrocamento com fachada de concreto (do inglês, Concrete Face Rockfill Dam [CFRD]) com 5 quilômetros de comprimento e 60 m de altura.
Com o nome oficial de Grand Ethiopian Renaissance Dam (GERD) a hidrelétrica não poupou recursos tecnológicos na etapa de levantamentos topográficos e geológicos. Foram utilizados satélites, varredura a laser e fotogrametria por drones. A construção da usina também propiciou um salto na indústria cimenteira da Etiópia, cujo governo não abriu mão de que fosse empregado material nacional na obra.
Construção da usina transforma Etiópia no 3º maior consumidor de cimento da África
Os cimentos etíopes mostraram-se inicialmente inadequados para produzir o concreto de acordo com as especificações exigidas pelos projetistas da Renaissance. Houve a contratação de laboratoristas, de químicos e de engenheiros europeus para melhorar o processo de fabricação e a qualidade do cimento disponível no mercado etíope. São empregados dois tipos de Cimento Portland na obra: o pozolânico e o de alta resistência ao sulfato - equivalentes ao CP IV-32 RS Cimento Itambé considerado cimento resistente a sulfatos pela NBR 16697 - Cimento Portland - Requisitos.
Desde 2011, por conta do fornecimento de material para a construção da hidrelétrica, a produção de cimento na Etiópia cresceu a taxas próximas de 10% ao ano. Atualmente, o país produz 16,5 milhões de toneladas anualmente (dados de 2019) e é o 3º da África em consumo de cimento, atrás de Nigéria e África do Sul.
A maior hidrelétrica do continente africano vai comportar 16 turbinas e terá capacidade instalada de 6.000 MW. A Binacional Itaipu (Brasil-Paraguai) tem 14.000 MW e a Três Gargantas, na China, 22.400 MW de capacidade instalada. Mesmo sendo a obra em execução que mais consome concreto atualmente, a Renaissance também não irá superar o volume total de concreto de Três Gargantas, que recebeu 16 milhões de m³, e nem de Itaipu, com 12,7 milhões de m³.
Veja vídeo oficial sobre a construção da Grand Ethiopian Renaissance Dam
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Consórcio WeBuild Group (via assessoria de comunicação)
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Paraná sai na frente para conectar a Rota Bioceânica

Crédito: Alan Santos/PR
Quatro obras em fase de execução no Paraná permitem que o estado saia na frente para ser o primeiro do Brasil a conectar a Rota Bioceânica. Entre os complexos rodoviários em construção estão a segunda ponte Brasil-Paraguai e a Perimetral Leste, em Foz do Iguaçu, além da conclusão da Estrada da Boiadeira, na região noroeste, e o novo Trevo Cataratas, em Cascavel. Três obras são financiadas pela Itaipu Binacional, enquanto os recursos para o trevo virão de acordo de leniência entre a Ecorodovias S.A e o Ministério Público Federal.
A Rota Bioceânica é uma rodovia internacional idealizada para ligar Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, com o objetivo de facilitar o acesso aos portos de Antofogasta e Iquique. Trata-se de um projeto continental de mais de 60 anos, e que só na década passada começou a sair do papel. A meta é criar uma alternativa rodoviária que conecte os oceanos Atlântico e Pacífico, agilize as exportações para os países asiáticos e reduza a dependência do Canal do Panamá.

Crédito: MOPC/Paraguay
As estruturas dos trevos serão construídas em concreto pré-moldado e dotadas de 4 alças que permitirão acesso e saída em todos os sentidos de cada um dos entroncamentos rodoviários. A um custo de 140 milhões de reais, a obra tem prazo de 545 dias para ser executada e será entregue junto com a nova ponte Brasil-Paraguai, que já atingiu 45% da execução no lado brasileiro. A previsão de conclusão é 2022.
Dos 2,4 mil quilômetros da rota continental, 800 quilômetros atravessam o Paraguai
Do lado brasileiro, o concreto usado na ponte é fornecido pela empresa Minero Mix, de Foz do Iguaçu, que utiliza Cimento Itambé. A obra de arte terá 760 metros de comprimento, com vão livre de 470 metros, e vai contar com pista de 3,7 m de largura em cada faixa, acostamento de 3 m e calçada de 1,70 m. O custo é de 323 milhões de reais. Do lado paraguaio, a ponte irá desembocar em Presidente Franco e será um dos acessos à Bioceânica no país vizinho.

Crédito: AEN
O outro será pela ponte a ser construída entre Porto Murtinho, no Mato Grosso do Sul, e Carmelo Peralta, no Paraguai. Essa estrutura terá como obra complementar a revitalização da BR-487, conhecida como Estrada da Boiadeira. Serão investidos 228 milhões de reais para restaurar os trechos já existentes e construir mais 47 quilômetros da rodovia, entre Icaraíma e Umuarama, no noroeste do Paraná. A previsão é que a obra se estenda até 2023.
A importância de recuperar a Estrada da Boiadeira é que ela se conecta com a BR-267, no Mato Grosso do Sul, que, por sua vez, assegura acesso ao trecho paraguaio da Bioceânica. O país vizinho é estratégico para viabilizar a rodovia continental. Dos 2,4 mil quilômetros de extensão, 800 quilômetros cruzam o Paraguai. O trecho paraguaio da Bioceânica foi batizado de Transchaco. A estrada já está em construção e 2/3 dela receberão pavimento de concreto.

Perimetral Leste vai desviar o tráfego de caminhões da área urbana de Foz Iguaçu e terá percurso de 15 quilômetros até chegar à nova ponte Brasil-Paraguai
Crédito: Itaipu Binacional
Esse percurso é o mais caro da Rota Bioceânica e vai custar 670,5 milhões de dólares. Das nações que serão cortadas pela rodovia, o Chile é o que necessita menor volume de obras. O país vai precisar duplicar 250 quilômetros de suas rodovias para receber o fluxo de veículos que virão da rota continental em direção aos portos de Antofogasta e Iquique.
Veja projeção de como ficará o Trevo Cataratas, em Cascavel
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Ministério da Infraestrutura (MInfra), Itaipu Binacional e ministério de Obras Públicas do Paraguai
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Futuro aeroporto na Antártica terá pista de concreto UHPC

Crédito: Aron Gavin/Australian Antarctic Program
Austrália busca parceiros internacionais para construir o primeiro aeroporto permanente na Antártica. O país lidera o projeto, pois a obra será construída dentro do território que cabe a ele no continente gelado. O plano prevê que a pista de pouso e decolagem terá 2,7 quilômetros de extensão e 40 metros de largura. O revestimento será com blocos de concreto de ultra-alto desempenho (Ultra-High Performance Concrete [UHPC]) por causa das condições climáticas da Antártica.
Estima-se que a pista vai precisar de 11.500 blocos de concreto UHPC, cada um pesando cerca de 10 toneladas. Essas estruturas serão fabricadas na Austrália e transportadas de navio até o canteiro de obras. Se sair do papel, será a maior obra já viabilizada na Antártica. Sua construção exigirá a presença efetiva de 250 trabalhadores no continente gelado, por pelo menos 18 anos. A previsão é que, se tudo der certo, o aeroporto entre em operação em 2040. A Austrália planeja iniciar as obras em 2022.
Porém, há forte resistência de setores de defesa ambiental contra o projeto. Calcula-se que a terraplanagem para a construção do aeroporto exigirá a movimentação de 3 milhões de m³ de terra, rochas e gelo. Para os que são contra a obra, isso causaria danos irreversíveis à região. Kim Ellis, diretor do Programa Antártica Australiana, reconhece que haverá “impactos ambientais inevitáveis”, mas justifica a construção defendendo que o aeroporto permitiria um aumento significativo das atividades científicas de todos os países que possuem base na Antártica.
Estação Comandante Ferraz agrega tecnologias que podem ser usadas na obra do aeroporto
Ainda não é possível ter o valor da obra com precisão, mas estima-se que ficará na casa dos bilhões de dólares. Por isso, a Austrália busca um consórcio internacional para viabilizar o aeroporto. O Brasil, que em 2020 inaugurou a mais moderna base de pesquisa no continente gelado - ganhando, inclusive, prêmios internacionais - estuda tornar-se parceiro na construção do aeroporto. Atualmente, existe uma pista de pouso sazonal na Antártica, que só funciona no verão do continente. Ela é revestida com cascalho, mas fica coberta de gelo a maior parte do ano. Só aeronaves especiais conseguem permissão para aterrisagem.
A construção da nova estação brasileira na Antártica - a Comandante Ferraz - agrega tecnologias que podem ser usadas na eventual obra do aeroporto. Projetada pelo escritório curitibano Estúdio 41, a obra ganhou a 7ª edição do Prêmio de Arquitetura Instituto Tomie Ohtake AkzoNobel em novembro de 2020. A estação foi construída pela estatal chinesa CEIEC, cuja especialidade é executar projetos em condições adversas e em ambientes inóspitos. Inaugurada em março de 2019, a Comandante Ferraz foi erguida em 540 dias. As fundações da estação utilizam concreto de ultra-alto desempenho e aço especial misturado com liga de carbono, resistente a patologias.
Entrevistado
Australian Antarctic Program (Programa Antártica Australiana) (via departamento de imprensa)
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Manual de aditivos para concreto recebe atualização em 2021

Crédito: Banco de Imagens
Com o apoio do comitê técnico IBRACON-IBI (Instituto Brasileiro do Concreto e Instituto Brasileiro de Impermeabilização) o grupo técnico da Câmara de Fabricantes de Aditivos finaliza a revisão do manual de aditivos para concreto, a fim de relançá-lo em 2021. O trabalho tem a consultoria do professor-doutor Renan Pícolo Salvador e serve para ajudar na interpretação das normas técnicas que cercam o tema e facilitar o uso no dia a dia das obras.
O público-alvo do manual são as empresas que utilizam concreto dosado em central e argamassa usinada, além da indústria de pré-moldados, fábricas de artefatos de cimento e construtoras que produzem o próprio concreto e a argamassa. O público indireto são os consumidores do produto concreto, que são os profissionais das construtoras, empresas de serviços de aplicação de concretos e argamassas, executores de pisos industriais, associações e escolas de engenharia civil e arquitetura.
Segundo Shingiro Tokudome, coordenador da Câmara de Aditivos do IBI, o entendimento dos profissionais da área técnica sobre as propriedades e influências dos aditivos para concreto vem melhorando progressivamente. Com a edição atualizada do manual, ele espera alcançar também as escolas de engenharia. “Antes da pandemia, as empresas fabricantes de aditivos para concreto vinham realizando treinamentos em faculdades de engenharia de forma presencial. Agora, a Câmara de Fabricantes de Aditivo irá intensificar isso de forma virtual”, diz.
Manual também reforça recomendações para concretagem em dias quentes e dias frios
Sobre a 2ª edição do manual, o professor-doutor Renan Pícolo Salvador, que é coordenador do curso de mestrado em engenharia civil da Universidade São Judas Tadeu, em São Paulo-SP, afirma que a atualização se fez necessária em função da revisão da ABNT NBR 11768 (Aditivos químicos para concreto de Cimento Portland - partes 1, 2 e 3) publicada em outubro de 2019. “O manual foi pensado para quem irá aplicar a norma no dia a dia. Ele define os tipos de aditivos, mostra os ensaios de caracterização, a compatibilidade dos aditivos, a dosagem, como pedir, receber e armazenar e o uso correto dos equipamentos”, explica.
O manual também aborda as principais recomendações para concretagem em dias quentes e concretagem em dias frios, já que os fatores climáticos influenciam a dosagem de aditivos. Da mesma forma, orienta como fazer o descarte e como proceder em caso de vazamento do produto químico. Para finalizar, Renan Pícolo Salvador destaca que o manual reforça o conhecimento essencial sobre o uso de aditivos. “É necessário rigor na manipulação e na aplicação. Vale lembrar também que aditivos não fazem milagre. Eles ajudam um concreto bom a ser tornar ainda melhor”, destaca.
Quando for publicada, a 2ª edição do “Manual de Utilização de Aditivos para Concreto” estará disponível na página do Instituto Brasileiro de Impermeabilização.
Veja vídeo sobre normas e boas práticas para o uso de aditivos químicos para concreto
Entrevistado
Reportagem com base em balanço de 2020 e projeções para 2021, da Câmara de Aditivos do IBI (Instituto Brasileiro de Impermeabilização) e vídeo sobre normas e boas práticas para o uso de aditivos químicos para concreto.
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Pavimento rígido agora é pavimento reflexivo. Por quê?

Crédito: Jaysin Trevino/Wikimedia Commons
Os pesquisadores do MIT Concrete Sustainability Hub (Centro de Sustentabilidade do Concreto do Massachusetts Institute of Technology) estão adotando outra nomenclatura para o pavimento de concreto. Agora, eles o chamam de pavimento reflexivo. Por quê? A razão está ligada à capacidade do material de dissipar ilhas de calor quando usado em áreas urbanas ou rodovias.
As pesquisas realizadas no MIT estimam que, em 20 anos, se as autopistas dos Estados Unidos migrarem do asfalto para o pavimento rígido, as ilhas de calor baixarão a temperatura em 40%. “O pavimento de concreto reflete mais luz solar. Consequentemente, retém menos calor. Isso ajuda no resfriamento das cidades”, atesta o coordenador do estudo, e pós-doutor do MIT, Hessam AzariJafari, explicando o porquê do termo pavimento reflexivo.
O MIT Concrete Sustainability Hub atua em parceria com a Portland Cement Association (PCA) - equivalente à ABCP no Brasil - e com a Ready Mixed Concrete Research and Education Foundation. Na pesquisa, são reforçadas outras vantagens do pavimento rígido, como levar os veículos a consumirem menos combustível e, consequentemente, emitirem menores volumes de gases na atmosfera.
Calcula-se que um pavimento de qualidade permita que o veículo economize de 10% a 20% o consumo de combustível a cada 1 quilômetro percorrido. “O pavimento de concreto já comprovou ser mais eficaz para a trafegabilidade de automotores. Outro fator importante é que a vida útil deste tipo de revestimento é mais longa e requer menos manutenção”, resume Hessam AzariJafari.
Levantamento da ABCP vai ao encontro das conclusões do instituto norte-americano
Pesquisas anteriores coordenadas pelo MIT CSHub atestaram o que o recente estudo veio comprovar: no asfalto, o efeito chamado de interação pavimento-veículo libera maior volume de CO2 na atmosfera. “A qualidade do pavimento impacta no desempenho dos veículos e na capacidade de economizarem combustível, ou seja, ao longo de seu ciclo de vida o pavimento influencia para uma pegada maior ou menor de carbono”, diz o coordenador do estudo.
Em palestra realizada na Paving Expo 2020, o gerente do Núcleo de Pavimentação da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), o engenheiro civil Marcos Dutra de Carvalho, reiterou essas características do pavimento de concreto e elencou as razões que fazem o revestimento rígido ser mais competitivo e mais sustentável. São elas:
Desempenho e durabilidade
O concreto não sofre as deformações típicas do pavimento asfáltico. Também não amolece quando esquenta. No prazo mínimo, o pavimento rígido presta serviço de 20 anos contra o máximo de 10 anos do asfalto.
Análise de longo prazo
Considerando o pavimento rígido para rodovia, com espessura de 25 centímetros, no primeiro ano de execução ele já se torna 16% mais competitivo do que o asfalto. Ao longo de 20 anos, esse percentual pode chegar a 41%.
Economia de combustível da frota circulante
Para veículos pesados, o pavimento de concreto oferece economia de até 20%.
Segurança do usuário
O pavimento rígido possibilita menor distância de frenagem. Na superfície molhada, chega a 40%. Por ter melhor refletância, permite que a via ou a rodovia receba 30% a menos de postes de iluminação.
Redução de ilhas de calor
Há redução comprovada de até 5 °C no ambiente. O recorde mundial foi registrado no Arizona-EUA, onde se chegou a 11 °C de redução.
Projetos mais precisos
O pavimento de concreto tem uma execução e um controle de obra mais rigorosos. Os projetos-executivos são inspecionados em cada uma das etapas: lançamento e espalhamentos, adensamento e acabamento, texturização e cura e selagem.
Entrevistado
Engenheiro civil e pós-doutor do departamento de engenharia civil do MIT Concrete Sustainability Hub, Hessam AzariJafari
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Nesta década, fib prioriza concreto de baixo carbono

Crédito: prefeitura de Kakegawa
A fib (Fédération Internationale du Béton [Federação Internacional de Concreto Estrutural]) tem nova presidência desde 1º de janeiro. O doutor em engenharia Akio Kasuga comanda o organismo no biênio 2021-2022. No Japão, Kasuga liderou o movimento que revolucionou a forma de construir pontes no país. Ele atuou para mudar a cultura japonesa de priorizar as estruturas de aço, trocando-as por concreto protendido de alto desempenho. Em seu currículo, o novo presidente da fib tem mais de 200 obras de arte construídas. No comando da federação, o dirigente anuncia que buscará adequá-la às novas demandas climáticas, disseminando a tecnologia das estruturas com baixa emissão de CO2 e a industrialização do concreto.
Segundo Akio Kasuga, essa será a missão da fib para a década que se inicia. “A fib deverá focar suas atividades para disseminar informações que atendam as demandas das mudanças climáticas. Por exemplo, concreto de baixo carbono, construção off-site, construção acelerada, estruturas leves e estruturas altamente duráveis são as chaves de nossas tecnologias para a era vindoura. Entendo que é importante mostrar como a fib pode contribuir com a redução das emissões de CO2, apoiando o desenvolvimento e a aplicação das tecnologias de ponta. O concreto é um material essencial para a construção civil. No entanto, não devemos descansar nesta situação. Agir é necessário. Para mim, colocar o vetor da fib nessa direção é um grande desafio”, disse, em entrevista à revista Industrializar em Concreto, publicada pela ABCIC (Associação Brasileira da Construção Industrializada de Concreto).
Tecnologias avançadas e técnicas básicas do concreto continuarão coexistindo
O novo presidente da fib demonstra estar convicto de que grandes estruturas vão aumentar a demanda por concretos de alto desempenho e, em alguns casos, de concretos de ultra alto desempenho. "Cada vez mais os concretos de alto desempenho e de elevada performance ocuparão espaço por questões de competitividade e sustentabilidade. Como usuários, projetistas, engenheiros e pesquisadores do concreto, devemos buscar tecnologias de baixo carbono cada vez mais. Esses requisitos serão acelerados e nunca interrompidos. Isso porque as emissões de CO2 do concreto são enormes. Porém, as tecnologias de baixo carbono incluem não apenas seleção de materiais, mas também estruturas, construção e demolição, que são necessárias para a nossa sociedade”, ressalta.
Akio Kasuga frisa ainda que as tecnologias mais avançadas do concreto e as tecnologias básicas do material continuarão existindo, por uma questão econômica. “A tendência para o concreto de alto desempenho é a direção certa, mas para os países desenvolvidos. Já os países em desenvolvimento terão que continuar focados nas tecnologias básicas de concreto e no uso de materiais locais. Ambas irão coexistir, por aspectos que envolvem custos e Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), mas requerem atenção”, destaca. Globalmente, o dirigente reforçou que a fib incentivará a tecnologia pré-moldada do concreto, por ela já estar consolidada em um número significativo de países - incluindo o Brasil - e por ser, comprovadamente, auxiliar na redução de emissões de CO2.
O que é a fib
A Federação Internacional de Concreto Estrutural (fib) é uma associação sem fins lucrativos composta por 42 grupos de membros nacionais e aproximadamente 1.000 membros corporativos e individuais. A missão é desenvolver a nível internacional o estudo de questões científicas e práticas capazes de promover o desempenho técnico, econômico, estético e ambiental da construção em concreto. No principal conselho da federação - o fib Presidium -, o Brasil é representado pela presidente-executiva da ABCIC, Íria Lícia Oliva Doniak.
Entrevistado
Reportagem com base na entrevista concedida pelo novo presidente da fib, Akio Kasuga, à revista Industrializar em Concreto, publicada pela ABCIC (Associação Brasileira da Construção Industrializada de Concreto)
Contatos
info@fib-international.org
abcic@abcic.org.br
Jornalista responsável:
Altair Santos MTB 2330
Cimento pode se beneficiar da reciclagem de smartphones
A Kimberly E. Kurtis, engenheira civil e especialista em concreto do Instituto de Tecnologia da Georgia, destaca que o consumo de concreto per capita global quase triplicou nos últimos 40 anos. “Mesmo que alguns fabricantes de cimento estejam reduzindo as emissões de CO2 por meio da tecnologia de captura de carbono, usando absorventes sólidos ou sequestrando o gás diretamente no concreto antes que ele se solidifique, não é suficiente para sequestrar o volume de CO2 necessário”, frisa a pesquisadora.
Isso remete a um trabalho cada vez mais intenso para melhorar a eficiência energética do material. Ou seja, para produzir concreto será necessário consumir menos energia e lançar menores volumes de CO2 na atmosfera. O uso de cinzas volantes e escórias de alto-forno no cimento já se mostraram eficazes para a produção de concretos mais sustentáveis, mas a ciência não para de se debruçar sobre novas alternativas. A mais recente vem do Swiss Federal Laboratories for Materials Science and Technology (Empa) [Laboratórios Federais Suíços para Ciência e Tecnologia de Materiais].
Objetivo da pesquisa suíça é produzir um aglutinante de cimento sem emissão de CO2
Através de um processo metalúrgico de reciclagem de smartphones, os suíços conseguiram separar cálcio, silício, alumínio e ferro para produzir um aglutinante de cimento sem emissão de CO2, o qual poderia substituir o clínquer. Segundo Frank Winnefeld, pesquisador-chefe do laboratório de química do cimento do Empa, é preciso pensar “fora da caixa”, pois no ritmo crescente de produção de concreto não haverá subprodutos suficientes para atender à enorme demanda da indústria de cimento para mitigar as emissões de CO2 e atender as legislações cada vez mais exigentes.
O pesquisador lembra que em um futuro não muito distante as termelétricas serão obrigadas a parar de funcionar, deixando de fornecer os subprodutos de seu principal combustível - o carvão -, que são as cinzas volantes, também conhecidas como pozolanas. “No entanto, o lixo eletrônico certamente continuará crescendo e, além de metais preciosos, esses resíduos contêm também cálcio, silício, alumínio e ferro, que são a base para os aglutinantes de cimento sem CO2”, ressalta Winnefeld. “O próximo passo de nossa pesquisa é utilizar esses materiais na formulação do cimento”, completa.
Além de cálcio, silício, alumínio e ferro, a reciclagem de telefones celulares permite extrair também metais preciosos. Dados do Treehugger - site dos Estados Unidos que contabiliza dados de sustentabilidade -, mostram que para cada 1 milhão de smartphones reciclados é possível recuperar 34 quilos de ouro, 350 quilos de prata, 15 quilos de paládio e 1,6 tonelada de cobre, além de estanho, zinco e platina, que podem ser reutilizados. Os telefones celulares também possuem materiais perigosos, como chumbo, mercúrio, cádmio, arsênico e bromo. Se lançados em aterros sanitários, esses materiais podem contaminar o ar, o solo e as águas subterrâneas, o que torna a reciclagem ainda mais relevante.
Entrevistado
Frank Winnefeld, pesquisador-chefe do laboratório de química do cimento do Empa (Swiss Federal Laboratories for Materials Science and Technology)
Contato
frank.winnefeld@empa.ch
Jornalista responsável:
Altair Santos MTB 2330






